Revista Apólice #206

revistaapolice

editorial

Ano 20 - nº 206

Dezembro 2015

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Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores, não

representando, necessariamente, a

opinião desta revista.

Alternativas para

a crise econômica

PIB negativo, retração da produção industrial, queda no nível

de emprego. Estes indicativos mostram que a economia caminha

para trás. Como o mercado de seguros demora algum tempo

para vivenciar os efeitos da crise econômica, mas não muito, logo

veremos a arrecadação no mercado cair.

Os executivos do setor já se preparam para esta situação. Se há

algum tempo a maioria das companhias de seguros tiveram que

ajustar sua subscrição para melhorar o resultado das carteiras, agora,

têm a opção de voltar aos ganhos financeiros para aumentar

participação de mercado, ou manter uma subscrição rígida para

ganhos sustentáveis.

A receita para enfrentar esta crise ainda é uma incógnita. Alguns

economistas sustentam que ela tem mais a ver com o humor

do mercado do que com questões financeiras. Bastou o presidente

da Câmara, Eduardo Cunha, anunciar a abertura do processo de

impeachment da presidente Dilma para que o dólar baixasse.

Vivemos uma crise de credibilidade. Ainda não é possível saber

se, ao final dela, as instituições brasileiras sairão fortalecidas. Se as

punições para crimes de corrupção (como na Lava Jato) ou ambientais

(lama de Mariana) forem exemplares, talvez as empresas

comecem a compreender que aqui não é mais terra de ninguém.

Caso nada de mais rígido aconteça, voltaremos à estaca zero e,

logo, cada um volta a fazer o que quer, dependendo apenas da

força da sua conta bancária.

Vamos aguardar.

Boa leitura!

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Diretora de Redação

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Revista Apólice

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3


sumário

32 previdência

Consumidores pensam no longo

prazo e mantêm seus aportes nos

planos de previdência privada

Insurance Meeting discute a chegada

do consumidor digital e ferramentas

para auxiliar na integração

de tendências

34 evento

16

capa

40 prêmios

Após 35 anos no Brasil, Grupo Omint

ingressa nas áreas de seguros de vida e

viagem

20 educacional Seguradoras buscam aprimorar seus produtos

voltados para instituições de ensino

41 congresso

22 intercâmbio Número de brasileiros que viajam ao exterior

para estudar cresce e abre espaço para

o mercado de assistência viagem

26 ambiental

Seguro de Responsabilidade Civil ajuda a

minimizar os danos causados por desastres

naturais, como os de Mariana

Revista Apólice conquista dois prêmios

em evento promovido pelo

Sincor-GO que também premiou

seguradoras

CIST promove em São Paulo III Congresso

Latino Americano de Seguro

de Transportes e Cascos

42 comemoração

SulAmérica faz 120 anos e colhe

resultados, como o crescimento

da participação dos corretores na

venda de seguro-saúde

28 vida

Empresas precisam cumprir exigências de

sindicatos e garantir seguro de Vida para

seus funcionários

31 cibernético

À medida que mais ocorrências são identificadas,

o seguro cyber torna-se imprescindível

para as companhias

6

12

14

38

|

|

|

|

painel

gente

direto de Londres

eventos

4


painel

trânsito

Jovens se envolvem

em mais acidentes

graves

Um estudo realizado pela Liberty

Seguros dentro de sua base de clientes

revela que os motoristas de 18 a 25

anos são responsáveis pela maior parte

dos acidentes com indenização total no

período da madrugada. Foram avaliados

155.726 sinistros em todo o Brasil

entre agosto de 2014 e julho de 2015.

Considerando o conjunto de sinistros

abertos, 88,3% resultam em indenização

parcial e 8% em indenização

total. Comparada às outras faixas horárias,

a madrugada concentra a maior

proporção (53,5%) de acidentes graves,

que resultam em indenização total. O

período da noite está em segundo lugar

no ranking (18%), seguido pelos períodos

da manhã (15%) e tarde (13,5%).

Os jovens de 18 a 25 anos se

envolveram em 10.935 dos acidentes

avaliados, sendo que a maioria deles

(33,7%) acontece no período da tarde,

seguidos pela noite (31%), manhã

(25%) e madrugada (10,3%). Deste

conjunto, 14% resultam em indenização

total, sendo que a madrugada

concentra 34,7% das ocorrências com

este tipo de indenização.

O levantamento também mostra

que os motoristas de 26 a 35 anos se envolveram

em 24.206 acidentes (15,5%

do total). Destes, a maioria aconteceu

na parte da tarde (35,9%). Assim como

no caso dos jovens, nesta faixa etária,

a maioria dos acidentes graves, que

resultam em indenização total, acontecem

no período da madrugada (27,6%).

A Ameplan Assistência

Médica Planejada vai entrar

em 2016 de visual novo. O

projeto vem sendo preparado

há alguns meses e finalmente

está pronto para ser apresentado

ao mercado.

Trata-se de um novo

visual institucional para a

comunicação da operadora,

baseado no conceito clean

design, um princípio moderno

que exclui elementos

ornamentais ou supérfluos, no qual

o destaque fica predominante para a

marca e as cores que a empresa utiliza.

Outro detalhe deste conceito é o aproveitamento

do branco para valorizar e

destacar a marca.

José Silva dos Santos, diretor Administrativo

Financeiro da Ameplan,

explica que a idéia de adotar este

conceito clean design na comunicação

da operadora veio da sua observação

particular nas tendências sofisticadas e

minimalistas da decoração e arte contemporânea,

que busca oferecer visuais

limpos com predominância do branco,

sem poluição visual e sem elementos que

distraiam ou desfoquem do tema.

Após estudo elaborado pelo departamento

de marketing, a idéia tomou

forma e foi obtido um resultado simples

e requintado, aproveitando-se os recurmudanças

Nova identidade visual

sinistro

Alta em acionamento de seguro

A exemplo do ano passado, em 2015

as fortes chuvas no Rio Grande do Sul

voltaram a impactar a sociedade e a

economia gaúchas. Dados comparativos

da SulAmérica mostram que o número

de sinistros registrados para os seguros

residencial, condomínio e empresarial

no mês de outubro deste ano foi 88%

maior do que o total verificado em 2014.

Os acionamentos registrados no

Estado representam 70% do total de

sinistros na região Sul neste período

dentro da carteira de massificados da

sos e técnicas que a indústria gráfica

oferece.

“Com este novo padrão”, explica

Silva, “queremos transmitir ao mercado

não apenas um estilo visual, mas um

conceito enraizado de empresa séria

e transparente, atuante num ramo delicado

e complexo como a saúde, passando

nossa mensagem de forma mais

essencial e focada, sem muitos rodeios,

exatamente como estamos trabalhando

administrativamente”, finaliza.

Todas as peças de comunicação

visual da Ameplan já estão sendo

alteradas para o novo conceito clean

design, desde os materiais para uso

dos beneficiários, como os manuais da

rede credenciada e cartão do associado;

materiais de vendas, folders, anúncios e

até os cartões de visita da equipe. Tudo

clean para começar 2016 a todo vapor!

seguradora. Atenta a este cenário, a

companhia acionou seu plano de contingência

com o objetivo de agilizar os

processos de indenização aos segurados

e reforçar os canais de atendimento.

6


painel

fórum

Desafios da Saúde Suplementar

O 1º Fórum da

Saúde Suplementar,

promovido pela FenaSaúde,

estabeleceu

uma agenda para a

transformação positiva

do setor no Brasil.

As propostas visam

a conquista de mais

equilíbrio e garantia de

sustentabilidade para

a Saúde Suplementar,

envolvendo todos os entes da cadeia,

como as operadoras de planos de saúde,

os prestadores de serviços, os órgãos

reguladores, o Governo, a sociedade, e

beneficiando, principalmente, os consumidores

de planos de saúde.

“O Fórum da Saúde Suplementar

superou em muito as expectativas que

tínhamos. Os sentimentos que tenho,

depois de produzirmos tantas ideias,

são de pressa e de como proceder para

colocar em prática todas as iniciativas

indicadas”, afirmou Marcio Coriolano,

presidente da FenaSaúde.

Mas, destacou ele, nenhuma dessas

propostas será implementada sem a participação

de todos os agentes do setor,

principalmente os consumidores. “Não

pode ser uma ideia privada da FenaSaúde.

Deve ser compartilhada com outros

fóruns, entidades e representações, para

acelerar o aprofundamento da discussão.

Temos uma tarefa importante,

que é convencer a

sociedade de que a Saúde

Suplementar precisa de

ajustes profundos para que

o segmento se mantenha

sustentável e com perspectivas

de crescimento”,

observou.

As propostas defendidas

pela FenaSaúde e

apresentadas no encerramento

do Fórum da Saúde Suplementar

estão distribuídas em três linhas de ação:

informação como agente de mudança;

organização da assistência e remuneração;

preservando o acesso e diversidade

de produtos. No total, foram elencadas

11 ações concretas que podem começar

a ser implementadas de imediato. A FenaSaúde

criará grupos de trabalho para

que as ações propostas para cada uma das

linhas sejam postas em prática.

inauguração

Renovação é tema de Árvore de Natal

A Bradesco Seguros inaugurou a

20ª edição de sua Árvore de Natal, na

Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ). O tema

de 2015 foi “O Natal da Renovação” e a

árvore foi apresentada ao público com a

tradicional queima de fogos, sincronizada

com efeitos especiais de luz.

Após sofrer avarias por conta de

fortes rajadas de vento, a estrutura foi

redimensionada, ficando com 53 metros

de altura. Já a cenografia foi adaptada e

apresentou três fases.

“Empenhamos todos os esforços

para realizar a 20ª edição, que além de

trazer o tema renovação, passou agora

a ser um exemplo de superação”, diz

Alexandre Nogueira, diretor do Grupo

Bradesco Seguros. “Este ano, além de

transmitir uma mensagem de esperança

e harmonia, a árvore apresenta, em sua

cenografia, uma importante referência

aos Jogos Rio 2016, dos quais temos

orgulho de ser a seguradora oficial e patrocinadora,

ao lado do Banco Bradesco”,

completa o executivo.

Superação foi a palavra-chave de

toda a equipe envolvida na remontagem

da Árvore. “Este ano, o desafio que

tivemos em nossas mãos foi o combustível

para superar limites. Dedicamo-

-nos integralmente para garantir que a

Árvore estivesse pronta para o Natal”,

afirma Nelson Drucker, diretor-geral de

produção da Árvore de Natal da Bradesco

Seguros e presidente da Backstage,

empresa responsável pela montagem,

planejamento e gerenciamento da Árvore

desde a primeira edição.

certificação

Educação financeira

com selo Enef

Allianz, Brasilprev e Mongeral

Aegon tiveram suas iniciativas de educação

financeira selecionadas pelo selo

Enef, programa que reconhece projetos

na área. Para a diretora executiva da

CNseg, Solange Beatriz Palheiro

Mendes, “a educação financeira é um

instrumento fundamental para que

consumidores e investidores possam desenvolver

habilidades e segurança para

ter consciência dos riscos assumidos.”

8


painel

aquisição

Transação entre

corretoras

A Willis Brasil anunciou a conclusão

da aquisição da Miller do Brasil

Corretora de Resseguros Ltda (Miller

do Brasil).

“A conclusão desta transação

combina o talento e as capacidades

de ambas, Willis e Miller do Brasil.

A união de nossas empresas elevará

nossa presença no segmento de resseguros”,

diz Luis Maurette, CEO

Regional da Willis na América Latina.

prêmio

Mobilidade Urbana no mercado de seguros

A seguradora Liberty, em

parceria com a Lynx Consultoria,

realizou a entrega de

troféus da 2ª edição do Projeto

Sinal Livre, que premia as

iniciativas que ajudam a aprimorar

a mobilidade no País.

Nessa edição, o aplicativo

Zumpy – Caronas de Verdade

foi o grande vencedor entre os

59 projetos inscritos. O aplicativo

tem o objetivo de diminuir

o número de carros nas ruas

facilitando o encontro de pessoas que

realizam os mesmos trajetos e podem

dividir o modal de locomoção.

Para José Mello, superintendente de

Inteligência de Marketing e Inovação, “o

engajamento dos projetos na retomada

dos espaços públicos e na apropriação

das cidades, foi uma das características

que mais nos chamou a atenção. Tanto o

Zumpy, quanto os outros, quebram um

paradigma, pois mostram que as pessoas

estão dispostas a inovar e transformar as

cidades de todo o Brasil”. O executivo

afirmou que o Projeto une duas pontas

muito importantes, pois a responsabilidade

social está muito conectada com o

futuro do negócio de seguros.

auto

Aposta no

segmento de luxo

O Porto Seguro Auto investe no

segmento de luxo com o lançamento

do Auto Premium. A novidade chega

ao mercado oferecendo diferenciais

para veículos a partir de R$ 200 mil,

entre eles, o conceito de Concierge

para o atendimento e acompanhamento

do sinistro, a cobertura para

objetos, como bolsas, carteiras, eletrônicos,

entre outros, no interior dos

veículos no caso de roubo e furto do

mesmo e desconto na franquia na concessionária

escolhida pelo segurado.

comemoração

Corretora completa 20 anos

A assessoria Montenegro Seguros,

fundada em 1995, acaba de completar

20 anos. Ela iniciou suas operações

representando a Generali e, posteriormente,

firmou parcerias com outras

seguradoras importantes do mercado,

como SulAmérica, Chubb, Mitsui,

Excelsior e Suhai, hoje suas principais

parceiras.

Ricardo Montenegro, seu fundador,

atuou em diversas companhias desde

1973, até chegar à sua própria empresa.

É com este foco técnico que a Montenegro

Seguros procura atender aos

cerca de 500 corretores que fazem parte

da grade da Assessoria.

“Procuramos sempre estar sintonizados

com os produtos das companhias

parceiras para ajudarmos ao máximo

nossos corretores”, ressalta Montenegro.

A função da Assessoria é ajudar o

corretor de seguros em suas tarefas diárias,

para que ele tenha mais tempo para

se dedicar aos clientes.

10


segurança viária

O papel do seguro no trânsito

Autoridades do governo e executivos

de empresas mundiais participaram da 2ª

Conferência Global de Alto Nível sobre

Segurança no Trânsito, realizada em

Brasília (DF) de 18 a 19 de novembro.

O evento teve como principal objetivo

acelerar as discussões em torno da Década

de Ação para Segurança no Trânsito

2011-2020, promovida pela Organização

das Nações Unidas (ONU).

Em parceria com o IFC e o Banco

Mundial, a Axa apresentou as ações que

realiza em outros países na tentativa

de reduzir as estatísticas dos acidentes

de trânsito. No México, por exemplo, a

companhia atua junto com a Organização

Panamericana de Saúde, adotando

e aplicando leis para punir infratores e

oferecendo pacotes de seguros de terceiros

para garantir a proteção financeira

das vítimas de acidentes. “Temos um

longo desempenho sobre a segurança de

trânsito em outros países e não encontramos

nenhuma resistência por parte das

autoridades, da comunidade e do próprio

mercado segurador para realizá-lo”,

disse o membro do Comitê de Gestão

e chefe global de P&C do Grupo Axa,

Jean-Laurent Granier, em entrevista à

Revista Apólice.

No Brasil, Granier acredita que a

melhoria da infraestrutura e a criação

de uma lei obrigatória de seguro de

Responsabilidade Civil para automóveis

(como proteção não só aos veículos, mas

às vítimas) aparecem como os pontos a

serem firmados com urgência.

Quem também participou da Conferência

foi o vice-presidente de Seguro

Auto da SulAmérica, Eduardo Dal Ri,

destacando que o Brasil tem caminhado

junto a iniciativa pública para trazer maior

segurança viária ao País por meio de pequenos

exemplos, como o sistema eBRAT

– em que qualquer cidadão cadastra seu

acidente (caso não haja vítimas) e dispensa

a autoridade policial para, de fato, lidar

com a segurança viária – e os descontos

concedido pelas seguradoras aos clientes

sem pontos na carteira de habilitação.


GENTE

Mudanças na CNseg

Marcio Coriolano, presidente da

Bradesco Saúde e da FenaSaúde, deve

assumir a presidência da CNseg no dia

9 de fevereiro de 2016. De acordo com

o edital divulgado pela Confederação,

foi registrada a inscrição de uma única

chapa para concorrer às eleições do

Conselho Diretor e Conselho Fiscal da

CNseg. O executivo deve permanecer

em seu cargo até abril de 2019.

Novo diretor de

operações

Dirigentes tomam posse

Os novos diretores da Associação

dos Corretores de Seguros de Sergipe

(Ascorseg-SE) para o biênio 2016-2017

tomaram posse em uma cerimônia que

reuniu associados, corretores de seguros,

lideranças do mercado segurador, além

de colaboradores, prestadores de serviço

e executivos de companhias seguradoras.

Antonino Alcântara, eleito presidente

por aclamação dos associados, assumiu o

comando da instituição ao lado de Max

Dósea e Igor Nunes, diretor secretário

e diretor tesoureiro, respectivamente.

“O mercado de seguros é carente de

união, de parcerias sinceras, que falem a

mesma língua, que as ideias de cada um

sejam ditas, ouvidas, discutidas, aprovadas

e comungadas por todos. O nosso projeto

para a Ascorseg/SE é que o trabalho desenvolvido

aqui tenha reflexo em todo o

mercado segurador, onde todos temos a

ganhar: seguradoras, corretores, colaboradores

e sociedade”, disse Alcântara sobre a

responsabilidade de comandar a entidade.

Reginaldo Ferreira é o novo

diretor de Operações da OpenTech. O

executivo deve aprimorar a estratégia

e reforçar a atuação da empresa nas

atividades de campo e inteligência no

combate ao roubo de carga.

Profissionalização, metas e administração

Roberto Ramos assume a diretoria

executiva da consultoria Nunes & Grossi.

Com experiência no mercado de saúde

suplementar, o executivo tem agora,

como principais objetivos, consolidar o

processo de profissionalização, visando

atingir a meta de 200 mil vidas na carteira

de clientes nos próximos dois anos

(que atualmente é de 100 mil), além de

administrar os novos escritórios e ampliar

as parcerias.

Com mais de 25 anos de experiência

no mercado de benefícios, Ramos atuou

em grandes instituições, ocupando posições

chaves em empresas como Avimed

Saúde, Qualicorp e Admix.

12


Reforço em

multinacional

A TransUnion anuncia Rafael

Rolla como seu novo diretor de Operações

e Tecnologia no Brasil, que

chega para reforçar a equipe da multinacional

americana. “Estou feliz em

poder contribuir e fazer parte desse

movimento e da liderança no País.”

Atuação nas

Américas

Profissional de TI

O diretor de Tecnologia da SulAmérica,

Cristiano Barbieri, foi homenageado

com o prêmio Profissional de Tecnologia

da Informação 2015, oferecido pelo

anuário Informática Hoje, na categoria

Finanças.

“É extremamente gratificante estar

entre os profissionais de destaque em Tecnologia

da Informação”, disse Barbieri.

Seguindo o plano estratégico de

reforçar a atuação nas Américas, principalmente

no Brasil, a Generali Seguros

alterou sua estrutura comercial.

Com três anos na empresa atuando

como diretora executiva Comercial,

Cláudia Papa assume como head de

Mass Consumer do escritório regional

das Américas.


direto de londres

por Luciano Máximo*

Custos de sinistros de

automóveis tem grande

variação na Europa

O segmento de seguro automotivo

é o mais popular entre consumidores

europeus e o que mais rende faturamento

às seguradoras do Velho Continente. Em

novembro, a Insurance Europe, a federação

europeia de seguros e resseguros,

divulgou um dos estudos mais abrangentes

já feitos na Europa sobre seguro de

veículos, levando em conta 2013 como

ano-base para o levantamento de dados.

O segmento responde por quase 30% de

todo o faturamento da indústria seguradora

europeia, sem levar em conta seguros

do ramo vida. O faturamento anual em

prêmios atinge mais de 120 bilhões de

euros, numa atividade com 1.026 empresas

brigando para dar cobertura a cerca

de 350 milhões de motos, carros e caminhões.

Um mercado realmente fascinante,

tendo Reino Unido, Alemanha, França,

Espanha e Itália abocanhando quase 70%

de todas as apólices de veículos.

Entre as centenas de informações

do relatório, umas das que mais chamam

atenção é que os custos com sinistros de

seguro de veículos variam amplamente

em toda a Europa. O documento elaborado

pela Insurance Europe constatou,

por exemplo, que a despesa média das

seguradoras com sinistros de responsabilidade

de terceiros em caso de batidas

e acidentes variou de 1,2 mil euros em

Portugal, o mais barato, a mais de 5 mil

euros na Itália e Suécia, onde esses custos

foram os mais elevados. Coberturas

referentes a lesões corporais representam

a maior parcela do custo total de sinistros

do segmento automotivo na Europa. Assim

como nas despesas com sinistros de

responsabilidade de terceiros, os gastos

14

das seguradoras com esse tipo de sinistro

também variam muito de país para país.

Por exemplo, os custos médios das reivindicações

por lesão corporal estão na casa

dos 4,5 mil euros na Estônia, Turquia e

República Checa, enquanto atingem, em

média, mais de 20 mil euros na França

e na Grécia, refletindo diferenças marcantes

no custeio, público e privado,

de tratamento médico e em práticas de

remuneração da cadeia seguradora e de

saúde (salários de corretores de seguros,

especialistas das seguradoras, médicos,

paramédicos, enfermeiros etc.). São essas

diferenças de custos de sinistros, juntamente

com uma série de outros fatores

que afetam a frequência e a gravidade dos

acidentes automobilísticos, que exigem

que as seguradoras pratiquem preços de

prêmios tão diferentes de um país para

outro, como a variação das despesas

com sinistros vistas acima. Torbjörn

Torbjörn Magnusson, da Insurance

❙❙Europ

Magnusson, vice-presidente da Insurance

Europe, comenta que seria desejável para

o setor ter custos de coberturas e preços

oferecidos aos clientes mais estáveis na

Europa, mas ainda há muitos desafios a

serem superados para a união monetária

e de mercado na zona do euro alcançar

um nível mais igualitário. “As diferenças

de prêmios de seguro de automóvel entre

os Estados membros da União Europeia

são, muitas vezes, percebidas como sendo

incompatível com o ideal de um mercado

único, como o que vivemos hoje na Europa,

com mais de 20 nações envolvidas.

No entanto, essa diversidade em prêmios

reflete os fatores que afetam custos com

sinistros. A relação preço do prêmio custo

do sinistro acaba ficando mais vinculada

ao ambiente regulatório e de negócios, a

questões sócio-cultural e econômica de

cada Estado membro. As seguradoras

devem responder por esses fatores com

muito profissionalismo e eficiência no

cálculo dos prêmios, a fim de reforçar

sua capacidade financeira para adequá-

-la à necessidade de cobertura dos riscos

contratados”, explica Magnusson.

Mesmo tendo em vista as diferenças

regionais, que podem variar mais de

500%, a Insurance Europe acredita que

o nível de harmonização atualmente

assegurada pela autoridades reguladoras

da União Europeia em relação ao seguro

de veículos é apropriado. As leis estabelecidas

fornece aos Estados membros a

autonomia necessária para definir regras

de responsabilidade civil e calcular indenizações

conforme a realidade e necessidade

de cada país ou região europeia.

Elas também dão às seguradoras que


atuam no segmento automotivo a flexibilidade

necessária para desenhar produtos

apropriados para os consumidores locais

a um preço considerado adequado à realidade

local.

Mark Wendan, professor de finanças

e especialista em seguros baseado em

Londres, é crítico dessa disparidade de

custos e preços e defende regras mais

apertadas às seguradoras. “Obviamente

que o mercado varia de país para país,

que a demanda por seguros na Eslovênia

é muito diferente da que conhecemos no

Reino Unido, onde a cultura do seguro

é muito arraigada. O que é importante

salientar é que, embora o segmento de

seguro automotivo seja muito competitivo,

com mais de mil empresas, ainda

são as grandes seguradoras que dão as

cartas. Elas dominam o mercado em

vários países da Europa. Então é comum

ver duas práticas, que não vale para

pequenas seguradoras: empresas não só

se adequando às realidades locais, mas

atuando com força para ampliar suas

margens, tentando manter os preços dos

prêmios padronizados com base no país

onde o prêmio é mais caro. Além disso,

como a Europa é um continente relativamente

pequeno e com boa conexão e

boa infraestrutura, é muito comum uma

grande seguradora centralizar sua estrutura

de cobertura de sinistros em países

com custos mais baratos para baratear o

custeio do sinistro, mas na maior parte

das vezes a vantagem dessa operação

significa só ganho para as seguradoras

e nada de redução de preços de prêmios

para os consumidores. Portanto, a disparidade

de preços e custos também sofre

influência da ação das grandes seguradoras

em toda a cadeia, independentemente

Número de seguradoras europeias atuando

no ramo automotivo

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

1.075

1.075

1.052

1.040

1.003

1.015

1.026

1.227

1.204

Número de veículos licenciados na Europa -

Em milhões

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

280

291

305

312

307

318

324

329

334

Fonte: Insurance Europe

de regulação oficial”, analisa Wendan.

Segundo Magnusson, a autonomia

dos Estados nesse caso é essencial. “Um

produto de seguro automotivo projetado

para acomodar todas as leis de responsabilidade

e fatores de custo regionais especificamente

colocadas pelos reguladores

da União Europeia não iria atender às necessidades

dos consumidores a um preço

competitivo em cada país ou localidade,

por isso é importante que exista uma autoridade

reguladora em nível local, ou no

máximo regional, para modular melhor a

realidade de mercado. De outra forma, seria

impossível para uma seguradora atuar

em mais de um país levando em conta

apenas o preço, sem falar que regras impostas

muito de cima para baixo podem

interferir com o fluxo normal das leis de

oferta e demanda do mercado”, opina o

executivo da Insurance Europe. O relatório

conclui que o acesso aos dados no veículo

previamente ao fechamento de uma

apólice é a melhor maneira de atender às

necessidades dos consumidores, já que

as informações podem ser usadas para

projetar produtos de seguro automotivo

competitivos não importa o país em que

a apólice seja comercializada. O aumento

da quantidade de dados produzidos com

a implantação de novas tecnologias nos

carros de hoje em dia e na documentação

de propriedade pode facilitar o desenvolvimento

de seguros de veículos mais

sofisticados e inovadores. “Do ponto de

vista da Insurance Europe, é vital que

os consumidores controlem a quem seus

dados e os do veículos sejam transferido

e para qual finalidade, permitindo que os

próprios clientes tenham acesso a uma

ampla variedade de prestadoras de serviços.

As seguradoras europeias devem

assegurar que os consumidores tenham

esse controle no momento da assinatura

da apólice ou na renovação do contrato.

Por isso é importante que a transmissão

de dados seja feita por meio de tecnologia

aberta, padronizada, segura e facilmente

usada entre seguradoras e órgãos oficiais.

Isso é essencial para a formação de preços

por parte das seguradoras e também para

evitar fraudes”, completa Magnusson.

* Luciano Máximo, jornalista, é repórter licenciado do jornal Valor Econômico, cobriu o setor de

seguros e resseguros na Gazeta Mercantil

15


capa | seguradora

Novo padrão para seguro

de vida empresarial

Grupo Omint traz para

o mercado de seguros o

mesmo padrão de qualidade

de suas operações na área

da saúde

16


Ao completar 35 anos de atuação

no mercado brasileiro

de planos de saúde, a Omint

decidiu enveredar pela trilha

dos seguros. Em 2015, o Grupo Omint

lançou a Omint Seguros para ajustar

suas operações de viagem às normas

da resolução 315 da SUSEP, e também

começou a comercializar seguro de vida

empresarial.

A Omint entra no setor de seguros

depois de se consolidar como uma das

mais bem sucedidas empresas de planos

de saúde do país. A experiência em um

setor altamente regulado como o mercado

de saúde suplementar foi decisiva

para a Omint avançar no mercado de

seguros. A companhia conta hoje com

mais de 123 mil associados em carteira

e deve fechar 2015 com faturamento

de R$1.175 milhões, que representa um

crescimento 20,4% frente a 2014.

Com investimento de R$ 30 milhões,

a Omint Seguros já tem seu plano

de negócios aprovado pela autarquia

reguladora. Cícero Barreto, diretor

comercial do Grupo, afirma que para a

seguradora como um todo, é estimado

um faturamento de R$ 60 milhões para

os próximos três anos.

Apesar do momento de crise econômica

que o País enfrenta, Barreto afirma

que é possível encontrar oportunidades.

“Já cuidamos de uma operação delicada,

que é a gestão da saúde das pessoas.

Agora, vamos aplicar todo nosso conhecimento

para tocar a operação de seguro de

vida empresarial e seguro viagem com os

mesmos padrões de qualidade”, explica.

Nestes primeiros movimentos da

nova seguradora, o foco está na formatação

de produtos de vida empresarial

sob medida, com coberturas diferenciadas

entre os níveis hierárquicos e com

valores de cobertura acima da média de

mercado. Segundo Barreto, a companhia

vai utilizar sua expertise no mercado

de saúde para a subscrição dos seguros

de vida empresarial e, futuramente, no

seguro de vida individual. “Carregamos

nosso know-how para dentro da seguradora,

com produtos bastante competitivos”,

reforça Barreto. A operação com o

seguro de vida individual deve acontecer

em 2016.

“ O principal

diferencial dos

seguros de vida

empresarial,

individual e viagem

da Omint Seguros

será a facilidade

para quem está na

ponta do processo ”

CÍCERO BARRETO

O gerente comercial da Omint Seguros,

Fabiano Vidal, diz que é possível ser

inovador neste ramo de seguro de vida

corporativo. “Vamos oferecer à PMEs

uma grande possibilidade de customização.

Nosso portfólio conta com produtos

que vão desde as opções clássicas de mercado

até as mais sofisticadas e com altos

valores de capital segurado. Isso faz da

Omint Seguros uma excelente opção para

atender diferentes perfis de empresas.”

A inovação fica por conta da operação

da companhia. O seguro de vida

é visto como uma commodity. A Omint

está direcionando um novo foco para o

setor, oferecendo o padrão de qualidade

da marca aos corretores e aos clientes do

segmento PME.

Para quem ainda não teve experiência

com a Omint, o seguro viagem é uma

oportunidade de mostrar como é ter um

17


capa | seguradora

18

“ Uma forma de

democratizar o

acesso à marca

Omint ”

FABIANO VIDAL

produto da marca, ainda que temporário.

Quando o cliente tem oportunidade de

utilizar, pode experimentar a qualidade

dos serviços prestados pela Omint, tanto

no Brasil quanto no exterior.

A operação de seguros, tanto de vida

quanto viagem, atualmente precisa ser

real time. Através de pesquisas junto à

cadeia de valor, a seguradora identificou

a necessidade de rapidez e eficiência em

todos os processos do negócio. “Investimos

para que isso seja o alicerce para o

lançamento da Omint Seguros”, ressalta

Barreto. Este é mais um diferencial para o

corretor, sob a chancela da marca Omint.

Pensando nisso, a Omint Seguros

desenvolveu diversos serviços para os

seus corretores de seguros parceiros. Várias

funcionalidades estarão disponíveis

no site da companhia, como endossos,

movimentações, 2ª via de certificado,

entre outras. Enfim, tudo para facilitar a

vida de quem vende. O cliente também

terá acesso a serviços no site para que a

velocidade da informação facilite o seu

cotidiano.

Entre as possibilidades de angariar

novos clientes, Barreto destaca o potencial

de vendas de seguros no Brasil,

apresentando a penetração do setor na

economia, que não ultrapassa a casa de

3,5% do PIB. “A capacidade ainda é muito

grande. É um setor importante para a

economia do Brasil e o brasileiro está

cada vez mais aculturado no sentido de

prover proteção para a sua família, tanto

por meio do seguro individual quanto do

empresarial”, revela Barreto.

Fabiano destaca que, como a companhia

não quer tratar o seguro de vida

como commodity, seja no empresarial

ou no individual, a empresa vai contar

com profissionais altamente capacitados

para atender clientes e corretores. “Há

no País cerca de 6 milhões de empresas

pequenas e médias, que representam

cerca de 27% do PIB e que podem ser

exploradas pelo setor”, esclarece Vidal.

Assim como no mercado de saúde, a

Omint Seguros dará atenção especial às

pequenas e médias empresas, de 4 a 200

vidas, nicho menos explorado e que gera

rentabilidade. “Também trabalharemos

com oportunidades acima de 200 vidas

mantendo o mesmo padrão de qualidade

e entrega”, acrescenta.

Um índice que indica o longo caminho

que a nova seguradora tem a trilhar

com seus parceiros é a quantidade de

clientes da operadora dispostos a ouvir a

oferta de novos produtos: 95%, de acordo

com pesquisas internas realizadas pela

Omint. “Isso mostra a aceitação da marca,

seja em vida em grupo, viagem ou individual.

Temos muito campo para crescer

de maneira orgânica”, conclui Barreto.

Seguro-viagem

A Omint foi uma das primeiras empresas

a ter aprovado o seguro viagem,

atendendo às normas da circular 315

da Susep, que estabeleceu que todos os

produtos de assistência viagem deveriam

ser convertidos em seguros viagem, com

o componente de cobertura para riscos

com importância segurada determinada.

Este produto pode ser adquirido de

forma individual ou coletiva, através de

representantes, corretores e B2C. “O

seguro viagem é visto como uma oportunidade

de complementar a receita dos

nossos parceiros”, afirma Fabio Pessoa,

gerente comercial.


A Omint é a única seguradora

especializada em viagem do mercado

brasileiro associada ao sistema IAG

(International Assistance Group), um

conglomerado de empresas especializadas

em Assistência em Viagem que conta

com mais de 6 mil profissionais, 2 mil

hospitais, 46 centros de atendimento ao

usuário espalhados pelos 5 continentes e

atendimento telefônico em até 5 idiomas.

São ainda mais de 79 milhões de usuários

em mais de 180 países. “Temos uma

rede de atendimento estruturada, capaz

de atender nossos segurados do jeito

Omint, como se estivesse em seu local

de origem”, afirma Pessoa.

Canais de distribuição

A seguradora concentrará esforços

de comercialização na base de clientes

já atendidos pelo Grupo no segmento de

planos de saúde e também fora da base do

grupo, com foco nos mercados de São Paulo,

interior de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para reforçar a distribuição, a Omint

ampliará a parceria com corretores especializados.

Atualmente a companhia

opera com 1100 corretores cadastrados,

que comercializam os planos de

saúde empresa. “Vamos utilizar nossa

estrutura para realizar eventos com os

parceiros”, adianta Cícero Barreto. Há

um público das classes A e B que sempre

se destacou na carteira dos corretores.

Estes clientes devem ser abordados em

primeira mão.

A divulgação dos novos produtos

será feita de várias formas, com os

veículos de comunicação que falam

diretamente com os brokers. A seguradora

também realizará roadshows nas

corretoras de seguros parceiras, para

apresentar a estrutura do Grupo, todo o

seu portfólio e seus produtos.

19


produto | escolas

Educação protegida

Manter as despesas

com educação privada

é um desafio para os

brasileiros. Por isso,

seguradoras buscam

aprimorar seus

produtos voltados para

instituições de ensino

20

Amanda Cruz

Dezembro é época de férias escolares,

mas antes disso é tempo

de pensar nas rematrículas

e no impacto que as despesas

com estudos terão no próximo ano.

O mercado de seguros escolares

e educacionais ganham espaço com o

passar do tempo, principalmente por

conta das apólices voltadas para garantir

o pagamento das mensalidades.

A Fenep – Federação Nacional

das Escolas Particulares realizou uma

pesquisa que demonstra que as escolas

particulares poderão perder de 10% a

12% das matrículas em 2016, devido à

crise econômica que gerou dificuldades

para pais e responsáveis arcarem com os

custos das mensalidades. A inadimplência

dos alunos destas instituições nos três

níveis, fundamental, médio e superior,

aumentou 22,6% no primeiro semestre

de 2015 em comparação com o período

anterior, de acordo com levantamento da

Serasa Experian.

Esses dados reforçam a necessidade

de proteção aos clientes e o Seguro Educacional

é a alternativa do mercado para

melhorar esses índices. O produto existe

para conceber o benefício do pagamento

das mensalidades em caso de morte, invalidez

permanente total por acidente ou

desemprego involuntário do responsável

pelo pagamento. Entre os planos, estão

os que podem cobrir o ano letivo, o ciclo

atual do curso ou até mesmo o ciclo completo,

até a universidade. “Normalmente,

as instituições de ensino firmam negociações

junto às corretoras e seguradoras,

através de planos coletivos, e apresentam

aos pais e alunos no momento da matrícula.

Com isso, os pais garantem o estudo

e o futuro profissional dos filhos, ficando

tranquilos, assim como a instituição se

respalda também de eventuais inadimplências,

considerando as coberturas

apresentadas”, explica Eliane Escudero,

gerente de Massificados da corretora de

seguro Willis. “É importante ressaltar

que o seguro cobre estas ocorrências e

não a inadimplência de modo geral, mas

sim aquela que foi originada por um

evento coberto, como o desemprego”,

completa a executiva.

Paulo Umeki, vice-presidente de Riscos

Corporativos da Liberty, explica que

há duas maneiras de garantir o seguro:

na primeira, a escola é que contrata esse

seguro como estipulante e os pais dos

alunos já arcam com ele de forma compulsória;

a outra opção é deixar que os

responsáveis decidam se querem ou não

aderir. “É importante lembrar que quando

a aceitação do seguro é compulsória o

❙❙Eliane Escudero, da Willis


❙❙Paulo Umeki, da Liberty

preço a ser pago cai muito, pois é uma

garantia de contratação que otimiza as

despesas”, ressalta.

Outros detalhes também podem ser

contemplados nessas apólices, como

destaca Karina Massimoto, superintendente

executiva de Seguros Individuais

e Coletivos do Grupo BB e Mapfre. Os

gastos adicionais para matrícula, repetência,

formatura e pré-vestibular, que

constam na lista de coberturas adicionais,

além de um serviço específico para os

responsáveis financeiros que é um serviço

de apoio para atualização e divulgação

de currículos, por exemplo. “Se a escola

optar por contratar também o seguro de

‘Proteção Escolar’, além das coberturas

de acidentes pessoais, o aluno conta

com serviços como Assistência Escolar,

Carteirinha Personalizada e Assistência

Funeral”, completa Karina.

A segurança das escolas

Para além das mensalidades, outros

riscos também estão presentes nas instituições

de ensino, como os patrimoniais

e aqueles que causam danos a terceiros.

“O nicho de patrimônio é muito importante

para as escolas, que contam com as

coberturas tradicionais de roubo, danos

elétricos, vendavais, guarda de veículos

e equipamentos”, lembra Umeki.

As instituições devem sempre ter

um seguro de RC com uma importância

segurada que preveja todas as atividades

desenvolvidas em seu ambiente, sua estrutura

e seus profissionais, garantindo

a indenização no caso de haver alguma

situação de acidente com terceiros, que

no caso são os alunos.

Bullying, por exemplo, é uma prática

que vem sendo combatida e que encontra

em algumas seguradoras a cobertura, mas

deixa outras em alerta, pois há risco de

exploração excessiva em cima do assunto,

dificultando a confirmação dos fatos que

levem à indenização adequada. É o sinal

amarelo para as seguradoras, já que o

risco existe e tem demandado essa cobertura,

mas o desenho ainda precisa de

ajustes. Tanto, que algumas não utilizam

o termo, mas já disponibilizam, dentro

da apólice de RC, coberturas para danos

morais que possam ser causados pela ou

❙❙Karina Massimoto, do BB e Mapfre

dentro da instituição de ensino. “Essa

cobertura de Responsabilidade Civil

cobre eventuais reclamações na esfera

civil de danos corporais ou materiais

contra a escola causados involuntários

a terceiros”, esclarece Eliane, da Willis.

Karina lembra também que “já há

no mercado seguradoras que oferecem

especificamente este produto e, como

cada vez mais é um tema recorrente nas

escolas, a cobertura se faz muito presente,

cobrindo danos físicos e morais, além de

fisioterapia, apoio psicológico, transporte

para freqüência de aulas e aulas domiciliares,

se necessário”.

Além do Educacional, há também

um seguro intitulado Escolar, que guarda

algumas diferenças. É o caso do Pepper,

seguro promovido pela Metlife que não

arca com as parcelas pendentes dos bene-

ficiários, mas funciona como um seguro

para acidentes pessoais com assistência

para estudantes, professores e funcionários.

Entre suas ofertas, estão assegurados

acidentes ocorridos nas escolas, trajeto de

ida e volta dos alunos e uma proteção 24

horas, que garante cobertura de acidentes

dentro e fora das dependências da escola

durante todos os dias, inclusive finais de

semana e feriados no Brasil e no exterior.

“O objetivo é garantir cobertura securitária

e assistências médico-hospitalar

e odontológica especializada em caso

de acidentes”, diz Cássia Gil, diretora

executiva de Planos Odontológicos e

Benefícios Corporativos da MetLife.

Quem contrata esse seguro é a própria

instituição de ensino, que deve arcar

com todos os custos.

Momento oportuno

O aumento da inadimplência não

assustou o mercado e não deverá assustar.

O aumento do desemprego servirá como

motor para aquelas que querem investir

nesse nicho. A mudança de mentalidade

do brasileiro em relação à educação começa

a acontecer. Mesmo em momentos

difíceis, a prioridade ainda é fazer com

que os filhos possam ter acesso a boas

instituições de ensino que, infelizmente,

são escassas na educação pública. “Esse

cenário não nos prejudica porque o mercado

se prepara para isso. É claro que isso

será refletido no valor do prêmio cobrado

para o próximo ano, mas nada atinge a

vigência atual”, finaliza Umeki.

❙❙Cássia Gil, da MetLife

21


produto | seguro viagem

Em solo desconhecido,

vá prevenido

Número de brasileiros que fazem intercâmbio no exterior cresce

mais de 580% em 11 anos e alta abre espaço para o mercado de

assistência viagem

Lívia Souza

22


Passar uma temporada no exterior

deixou de ser privilégio

para poucos brasileiros. Segundo

a Brazilian Educational &

Language Travel Association (Belta), entidade

que reúne as principais instituições

brasileiras das áreas de cursos, estágios e

intercâmbio, o número de intercambistas

aumentou mais de 580% em 11 anos e

passou de 34 mil, em 2003, para mais

de 232 mil, em 2014. Além dos Estados

Unidos e do Reino Unido, eles procuram

agora por destinos alternativos como

Canadá, África do Sul, Austrália e Nova

Zelândia. “Os pais se preocupam mais

com a educação dos filhos no exterior e

os próprios adultos com a formação de

idioma diretamente no país”, diz o diretor

comercial da April, Agnaldo Abrahão,

ao justificar a crescente procura por este

tipo de viagem.

A preocupação deve se estender ao

seguro, seja pelo longo período que os

viajantes passam em outro país, pelos

altos custos no exterior ou pela exigência

de governos estrangeiros e das instituições

de ensino para que já desembarquem assegurados

– Alemanha, Áustria, Bélgica

e Dinamarca, por exemplo, assinaram o

Tratado de Schengen e exigem a contratação

de assistências com cobertura mínima

de 30 mil euros, que garantem os gastos

com despesas médicas básicas.

“Nas viagens internacionais, a atenção

precisa ser redobrada, pois muitas

vezes o viajante não conhece hábitos e

culturas do país que visitará e pode ter

❙❙Agnaldo Abrahão, da April

dificuldade de acesso rápido a atendimentos

médicos”, lembra Almir Fernandes,

presidente da Brasil Assistência.

Para o estudante, a proteção funciona

basicamente como um seguro voltado

ao turismo ou aos negócios, com poucas

diferenças. Enquanto o seguro viagem

tradicional é contratado por estadia diária,

limitado a 120 dias, o seguro para

intercâmbio pode ser adquirido de sete a

540 dias consecutivos para uma mesma

viagem. A longa permanência também

deixa o intercambista mais exposto a

eventualidades e, neste caso, torna o valor

da cobertura mais alto. “Para intercâmbios

longos, aconselhamos um produto

com cobertura entre US$ 100 mil e US$

150 mil”, diz Daniel Prieto, Country

Manager da Assist Card Brasil.

Como foi desenvolvido exclusivamente

para estudantes, este tipo de seguro

dispensa algumas coberturas. “Não fazem

parte das coberturas o seguro de acidentes

pessoais e cancelamento sênior (para

clientes entre 71 e 85 anos), já que o produto

é restrito para clientes de até 70 anos;

e a hospedagem de animais” explica Eluza

Gomes, coordenadora de marketing de

Viagem e Saúde da Mondial Assistance.

Também são excluídos o acompanhamento

de menores e o retorno de familiares em

caso de falecimento do cliente.

É preciso ficar atento na hora de

adquirir a proteção, considerando que

na viagem tradicional as coberturas são

por evento (ou seja, o capital é contratado

para cada acionamento médico, por enfermidade,

acidente, assistência farmácia

ou odontológica). No caso do seguro para

intercâmbio, o contratante tem um valor

pré-acordado para utilizar durante o período.

Assim, cada uso será abatido do valor e

o saldo remanescente fica disponível para

próximas ocorrências.

Como se trata de uma viagem em que

o estudante permanece muito tempo fora

de seu país de origem, o seguro contratado

pode ser pago em parcelas e o preço é

reduzido por conta do longo período de

vigência. “Isso acontece mesmo sendo o

seguro viagem tradicional uma modalidade

bastante acessível”, garante Samy

Hazan, diretor técnico de Affinity da

Yasuda Marítima – empresa que comercializa

seguro viagem em parceria com a

Travel Ace Assistance.

❙❙Almir Fernandes, da Brasil Assistência

❙❙Daniel Prieto, da Assist Card Brasil

❙❙Samy Hazan, da Yasuda Marítima

23


produto | seguro viagem

Mas atenção: contratar o seguro às

vésperas do intercâmbio é uma postura

equivocada. O ideal é que o viajante

adquira o produto já no momento de

fechar o pacote. “Se acontecer algum

imprevisto que o impossibilite de viajar,

o seguro cobre as despesas de cancelamento”,

atenta o gerente comercial de

Vida da Porto Seguro, Jaime Prazeres.

Intercâmbio no exterior: veja quais

coberturas podem ser contratadas

√ Morte acidental e traslado do corpo;

√ Translado de profissional médico;

√ Indenização à família em caso de morte acidental durante a viagem;

√ Despesas médicas, hospitalares e odontológicas;

√ Ressarcimento de despesas farmacêuticas e de gastos em caso de atraso

de bagagem;

√ Coberturas nos casos de invalidez permanente total ou parcial por acidente

em viagem;

√ Passagem aérea de ida e volta para um familiar acompanhar o viajante em

caso de acidente;

√ Traslado de menor de idade;

√ Cancelamento ou interrupção de viagem e perda ou dano de bagagem;

√ Recuperação médica no hotel;

√ Compensação por atraso ou cancelamento de vôo;

√ Assistência jurídica;

√ Adiantamento de fiança ou financeiro;

√ Serviços de conveniência como auxílio por perda de documentos, informações

de viagem, pré check-in aéreo, serviços de concierge (com reservas

em restaurantes e shows) e help desk em tecnologia

A voz dos segurados

Dados da Superintendência de Seguros

Privados (Susep) demonstram que

o mercado de seguro viagem cresceu

no País. Entre janeiro e setembro deste

ano, a modalidade movimentou mais

de R$ 157,7 milhões, aproximadamente

52% a mais do que os R$ 103,8 milhões

observados no mesmo período de 2014.

Só em São Paulo, estado responsável por

73% do total contratado, o aumento no

período foi de 50% e atingiu R$ 115,1

milhões; seguido do Rio Grande do Sul,

com alta de 4% (R$ 9,6 milhões); Rio

de Janeiro, com 38% (R$ 9 milhões) e

Paraná, com 248% (R$ 6,5 milhões).

Apesar dos números animadores,

Daniel Prieto, da Assist Card Brasil,

declara que os brasileiros ainda não têm

total consciência sobre a importância do

produto. Por aqui, somente uma em cada

três pessoas contrata a proteção. “Temos

oportunidade para difundi-lo tanto no

segmento de intercâmbio quanto para

viagens tradicionais e corporativas”.

Quem permaneceu no exterior por

um longo período ressalta a importância

de viajar assegurado, mesmo que a

assistência não seja acionada. A gerente

comercial Suellen Mota ficou 35 dias

em Vancouver (Canadá) junto com a

irmã, para aprimorar o inglês. Após a

proposta da agência de viagem, ela pesquisou

sobre as coberturas e os valores

do produto de maneira independente.

“Contratar um seguro viagem não parece

ser tão importante, mas realmente é, e

foi pesquisando que entendi o seu custo/

benefício. Se acontecesse qualquer coisa

durante nossa estadia, teríamos que

arcar com todas as despesas”, comenta.

Na companhia do marido, a administradora

Fabiana Soares viajou para

a Ásia, onde visitou Tailândia, Vietnã

e Camboja, e adquiriu o produto por

risco de intoxicação alimentar. “Nesses

locais, a alimentação é muito diferente

da nossa. Li relatos sobre a precariedade

da higiene e de muitos turistas que

passavam mal com a comida por isso”,

afirma ela, que contratou ainda o seguro

viagem para um intercâmbio na Africa

do Sul e um tour pela Europa.

❙❙Jaime Prazeres, da Porto Seguro

24

❙❙Suellen Mota, gerente comercial

❙❙Fabiana Soares, administradora


produto | RC ambiental

Complexo e necessário

Saiba como este seguro ajuda a minimizar os

danos causados por desastres naturais, como

o rompimento das barragens em Mariana

O

maior desastre ambiental

do País. Assim é definido o

rompimento das barragens

de Fundão e Santarém, administradas

pela mineradora Samarco (joint

venture da Vale com a anglo-australiana

BHP Billiton) e localizadas entre os municípios

de Mariana e Ouro Preto. Apontada

como anunciada, a tragédia provocou

uma enxurrada de lama tóxica na zona

rural do distrito de Bento Rodrigues, e

soma mortos, desaparecidos, centenas

de desabrigados, a devastação do Vale

do Rio Doce, além de refletir no Estado

do Espírito Santo onde, além de praias,

afetou áreas de preservação ambiental.

Em situações de desastre, o seguro de

Responsabilidade Civil Ambiental ganha

destaque sobre suas funcionalidades e

coberturas que envolvem, por exemplo,

riscos operacionais, perda de receita,

Lívia Sousa

responsabilidade civil geral (incluindo

a responsabilidade civil por danos ambientais)

responsabilidade dos dirigentes

empresariais (seguro D&O). “Sempre

que surge uma tragédia, o fato e suas

consequências criam uma necessidade

de avaliar o que aconteceria conosco”,

declara Jacques Goldenberg, diretor internacional

da MDS Insure.

Pela proporção que tomou o caso de

Mariana, no entanto, este destaque foi

ainda maior. “Com a ruptura da represa,

a empresa ficou sem saber o que fazer.

Não devia ter um plano de gerenciamento

de crise ou, se tinha, certamente não funcionou”,

analisa o especialista em Energy

da resseguradoras Cooper Gay do Brasil,

Daniel Menezes.

É importante lembrar que, ao contrário

dos seguros de frota, de riscos

operacionais e de benefícios, nos quais

as informações dos riscos são mais fáceis

de serem parametrizadas, o seguro

de riscos ambientais é mais complexo

e exige, em sua análise e avaliação, um

conhecimento profundo da atividade da

empresa proponente, de seus sistemas de

prevenção e segurança, de sua proximidade

em relação a núcleos populacionais e

a cursos de água ou mananciais.

Plano de contingência

Consequência do gerenciamento

de risco adotado na empresa, o plano de

contingência avalia e estuda todas as situações

acidentais ou incidentais que possam

afetar direta e indiretamente a companhia

e suas consequências. São definidas ações

gerais e específicas a serem adotadas em

função da ocorrência surgida.

Goldenberg explica que o plano tem

uma função socioeconômica por não se

limitar a danos materiais e financeiros

que impactam a empresa, mas por considerar,

entre outros danos pessoais, sua

responsabilidade civil, imagem, danos

ao meio ambiente e reflexos no mercado

onde atua.

“No plano de contingência, são definidas

as responsabilidades e as ações

26


que devem ser adotadas pelos diretores

e funcionários da área de comunicação.

Situações de desastre devem seguir os

procedimentos do plano e não se pode,

em hipótese alguma, improvisar soluções

sob risco de piora no controle da situação”,

acrescenta.

Já Menezes chama a atenção para

o fato de que o plano de gerenciamento

deve funcionar antes da crise. “Não é

quando a asa delta está despencando que

se deve pensar em paraquedas”, frisa. Se

o plano não for pensado e treinado antes,

no momento do desastre haverá urgência

nas soluções que, na pressa, serão necessariamente

tardias.

Para o executivo, não houve gerenciamento

no caso de Mariana e, mesmo

após o rompimento, pouco foi feito. “Não

se pensou, por exemplo, em formas efetivas

de impedir que a lama fosse para

o mar. Além disso, as barreiras sequer

protegeram as ilhas, porque eram feitas

para conter petróleo, não lama. Ou seja,

foi uma grande improvisação”.

Exclusão da indenização

Um laudo técnico elaborado em 2013

a pedido do Ministério Público de Minas

Gerais já havia alertado sobre os riscos

de ruptura da barragem de Fundão. Irregularidades

foram apontadas ainda na

barragem de Santarém, que estava com

licença de operação vencida desde julho

de 2013 – assim como a de Germano, com

autorização de operação vencida desde

maio do mesmo ano.

Daniel Menezes, da Cooper Gay

❙❙do Brasil

O aumento da quantidade de rejeitos

acumulados pela mineradora, decorrente

da construção de um concentrador de

minérios na unidade de Germano, também

chama atenção: no ano passado, foram

produzidos 21,9 milhões de toneladas de

materiais arenosos e lamas (volume 15%

maior, ou seja, 3 milhões de toneladas a

mais que o produzido em 2013).

Em caso de irregularidades, a indenização

pode ser excluída? “A recusa

em indenizar é uma situação complexa e

somente será consistente se houver dolo ou

negligência flagrante, e ainda dependerá

das cláusulas das apólices envolvidas”,

declara Jacques Goldenberg, da MDS Insure.

“A priori, o vencimento das licenças

pode ser causa de aplicação de multas ou

❙❙Jacques Goldenberg, da MDS Insure

suspensão das atividades industriais. Já

o aumento da produção com utilização

maior da capacidade da barragem é uma

questão delicada por envolver possível

negligencia e deverá ser apurada”.

RC Ambiental no transporte

A procura pelo seguro de Responsabilidade

Civil Ambiental também cresce no

ramo de transporte rodoviário de mercadorias

perigosas. Para as transportadoras,

esse tipo de produto já funciona como um

diferencial no atendimento e facilita a

prospecção de novos clientes e a entrada

de grandes embarcadoras, garante Iramil

Araujo, gerente geral da área de seguros e

gerenciamento de transportes de riscos da

Rodobens Corretora de Seguros.

❙❙Iramil Araujo, da Rodobens

“Quando pensamos em riscos de impacto

ambiental na gestão de uma empresa,

seja com maior ou menor incidência,

é possível imaginar problemas ambientais

que podem causar sérios danos à sociedade.

Considerando isso, a contratação de

um seguro RC Ambiental é acima de tudo

uma atitude responsável, não apenas para a

condução de um negócio ou a preservação

de uma marca, e sim, para a manutenção

do compromisso social e ambiental que

uma companhia tem com o seu entorno”,

completa Araujo.

Para transportadoras, o RC Ambiental

garante o pagamento ou o reembolso em

caso de ação para neutralização dos danos

causados ao ambiente por vazamento

de produtos perigosos, lucros cessantes

e perdas financeiras provocadas pelos

terceiros reclamantes e custos judiciais

e honorários de advogados para defesa

judicial no foro cível.

Desastres

ambientais

segurados

O estudo Sigma, divulgado pela

Swiss Re em março deste ano, apontou

que na última década o total de perdas

globais seguradas decorrentes de catástrofes

naturais e desastres provocados

pelo homem somou US$ 64 bilhões. Já

em 2014, o valor chegou a US$ 35 bilhões

e, no ano anterior, a US$ 44 bilhões.

27


vida | benefício

Obrigatoriedade

reforça o seguro

Empresas precisam

garantir o seguro

de vida de seus

funcionários e cumprir

com exigências de

sindicatos

Amanda Cruz

A

presença do seguro de vida no

cotidiano do brasileiro começa

a crescer. A tendência de

se preocupar com o futuro e

o patrimônio deixado para entes queridos

são considerações cada vez mais levadas

em conta. Um dos entraves para a comercialização

do seguro de vida é falar sobre

ele. Todos os produtos de seguro estão

vinculados a um sinistro que pode ir além

dos danos materiais. Quando as questões

estão ligadas à morte e à invalidez esse

28

tabu é ainda maior. Como transpor essa

barreira?

As empresas e os sindicatos de trabalhadores

podem ser grandes aliados

do mercado nesse caso. Isso porque

muitas convenções coletivas exigem que

as empresas contratem seguro de vida

para seus funcionários (veja na tabela).

Com especificação por lei, a empresa

que não cumprir essa obrigação poderá

ser autuada. Cada sindicato tem sua

particularidade, pois esses tratados não

são nacionais. Alguns atuam apenas em

esfera estadual, outros, municipal.

As empresas procuram seus corretores,

que, consequentemente, procuram

as seguradoras para verificar o que elas

têm a oferecer para seus clientes. Prova

disso é o que afirma Manes Erlichman, da

Minuto Seguro: “é raro nos depararmos

com uma renovação quando a empresa

tem essa obrigação. As empresas sempre

chegam com seguros novos. Muitas

não sabem ou não estão cumprindo essa


exigência”, afirma. As empresas buscam

a consultoria de um corretor de seguros

apenas quando passam por algum tipo

de fiscalização.

Atento a esse movimento, Priscila

Mackenzie, da PAN Seguros, afirma que

o mercado está trabalhando para ter este

serviço sob medida. “Existem diversas

empresas que já exigem a consultoria.

O mercado, cada vez, mais está olhando

para as convenções e fazendo produtos.

Por exemplo, existe uma lei que torna

Convenção coletiva de trabalho,

ou CCT, é um ato jurídico pactuado

entre sindicatos de empregadores

e de empregados para o estabelecimento

de regras nas relações

de trabalho em todo o âmbito das

respectivas categorias (econômica

e profissional).

Veja alguns ramos que normalmente

exigem a contratação do

Seguro de Vida

• Contadores;

• Estagiários;

• Frentistas;

• Hoteis, motéis, flats e similares;

• Casas Lotéricas

• Bares e Restaurantes

• Buffet

• Construção Civil

• Cyber Lan House

• Mão de Obra

• Motoboy – Motofretes

• Padarias e Confeitarias

• Pizzaria e Esfiharias

• Sorveterias e Docerias

• Quadras esportivas

* Sempre importante consultar cada Convenção Coletiva

de acordo com área de atuação e Estado

o seguro de vida obrigatório para motoristas,

independente do sindicato da

empresa”, conta.

Por que importa?

Para o corretor essa é uma venda

tranqüila, porque, de maneira geral, quando

alguém decide fazer o seguro de vida,

já tomou a decisão. A obrigatoriedade faz

com que elas já estejam mais preocupadas

em fazer com que tudo saia da maneira

correta. “A pessoa sabe que precisa seguir

a legislação. Mas há também as empresas

que usam o seguro de vida como ferramenta

de retenção. Essas já têm uma

preocupação diferente com o benefício,

é outro enfoque do contratante”, destaca

Erlichman.

Via de regra, estas condições são

respeitadas pela maioria das empresas,

pois os sindicatos laborais fiscalizam

muito de perto a política de benefícios

estipulada nestes acordos. É o que acredita

o superintendente Comercial da

Capemisa, Fábio Lessa. “Os seguros de

vida, planos de saúde e odontológicos são

utilizados pelos sindicatos patronais nas

negociações coletivas como alternativa

aos aumentos nominais de salário, que

possuem grande impacto financeiro no

orçamento das empresas em função da

tributação incidente”, explica. Em época

de instabilidade econômica, como a atual,

esse movimento ganha mais força, uma

vez que as empresas precisam minimizar

o aumento de despesas na folha de

pagamento.

As seguradoras que se dispõem a

operar neste segmento estão munidas de

bons conhecimentos sobre as Convenções

Coletivas de trabalho, pois é preciso cobrir

todas as exigências feitas.

A experiência de Erlichman como

corretor é bastante positiva nesse aspecto,

pois as seguradoras têm ajudado a compilar

essas convenções coletivas e saber

o que cada segmento exige. “Se estou

com determinada demanda, a seguradora

já sabe o que o sindicato indica. Presta

um serviço para nós. Por isso, quem

trabalha nessa área geralmente encontra

tudo customizado”, conta. Essas cotações

geralmente vêm com o básico exigido.

Cabe ao corretor estudar o caso e tentar

oferecer mais do que o estipulado.

❙❙Manes Erlichman, da Minuto Seguros

Com essas exigências dentro da mesma

atividade laboral, as seguradoras têm

uma capacidade aumentada de precificar

os riscos de acordo com a exposição de

cada atividade. “O seguro pode ter como

estipulante o sindicato (laboral ou patronal),

entretanto as empresas sempre terão

que aderir individualmente ao produto ou

apólice”, esclarece Lessa.

Democratização

A obrigatoriedade nesse caso é benéfica?

Os entrevistados acreditam que

sim. Embora as empresas possam ficar

contrariadas com a obrigação inicialmen-

❙❙Priscila Mackenzie, da Pan Seguros

29


vida | benefício

te, e que esse não seja o intuito dos sindicatos,

esta é uma forma de disseminar a

cultura do seguro, de que tanto se fala no

mercado. Fazendo com que os benefícios

sejam vistos não como uma obrigação,

mas conscientizando pessoas da sua

importância. “Acredito que a obrigatoriedade

ajuda, e muito, a disseminação. Se

não fosse por essas convenções, muitas

vezes, o beneficiário não chegaria nem a

ter acesso”, comenta Priscila.

Dentre os seguros, talvez o ramo

Vida seja o mais delicado para abordar,

afinal, o sinistro envolve uma perda muito

grande que pode impactar diversas pessoas.

Mas há também o viés de proteção e

manutenção para quem o recebe e parece

ser nele que o mercado vem se apoiando

para crescer de 10 a 15% nos últimos

anos. “O mercado está crescendo muito,

também porque estava muito retraído no

passado. Cresce hoje em um ritmo razoável.

É difícil querer tirar esses anos de

atraso no crescimento de uma vez só, mas

está no caminho”, ressalta o executivo da

Minuto Seguros.

O ramo de vida em grupo é beneficiado

porque atrai as empresas, especialmente

PME’s, por possuir taxas muito

mais vantajosas que as individuais e uma

vez que elas começam a contratar visando

uma política de benefícios e acabam

criando fidelidade dos funcionários, que

percebem o benefício. Para além da obrigação,

todos acabam ganhando.

Exigências dos sindicatos

O que pedem as coberturas básicas:

• Morte Qualquer Causa;

• Morte Acidental;

• Invalidez permanente, total ou parcial por acidente, doença;

• Invalidez laborativa funcional por doença;

❙❙Fábio Lessa, da Capemisa

Existem ainda os benefícios em vida, que podem constar em algumas apólices:

• Cesta natalidade

• Cesta Básica

• Diária de Incapcidade temporária

• Diária de Internação Hospitalar

*Essas coberturas são as mais estipulada, porém podem trazer outras exigências de acordo com o sindicato. Sempre importante consultar

cada Convenção Coletiva.

30


produto | cyber

Crescendo com os sinistros

À medida que mais

ocorrências são

identificadas, o seguro

para riscos cibernéticos

torna-se ainda mais

necessário

Amanda Cruz

Empresas que gerenciam dados

de cartões de créditos e clientes

que confiam nelas vivem sob

uma ameaça: a exposição de

dados pessoais que podem ser vazados

e usados para ações fraudulentas e criminosas.

Em 2014, mais de 10 milhões

de identidades foram expostas em quatro

mega incidentes, o que acarretou num

crescimento de 23% de vazamentos em

comparação com 2013. Cinco em cada

seis grandes empresas sofrem ataques

por meio de e-mails recebidos contendo

links ou downloads suspeitos para obtenção

de dados pessoais. Também são

crescentes os ataques por meio de redes

sociais e aplicativos de celulares. Por

isso, as apólices de cyber risk são cada

vez mais importantes e contratadas por

companhias como instituições financeiras,

prestadoras de serviços hoteleiros e

alimentícios e comércio varejista, que

são os principais afetados com essas

práticas. Belén Navarro, gerente Regional

de RC Profissional & Cyber da AIG para

América Latina e Caribe, veio à sede da

seguradora em São Paulo falar com corretores

e subscritores sobre a importância

de analisar e oferecer as apólices aos

segurados que estão vulneráveis.

Durante a apresentação, Belén afirmou

que 80% dos clientes creem que é

difícil se manter atualizado das ameaças

cibernéticas, devido à velocidade com

que elas evoluem. Além disso, 82% deles

temem a ação de hackers, que acreditam

ser a principal fonte dessas ameaças.

A apólice de cyber risk é a responsável

por mitigar esses danos, quase

certos. Ela garante uma solução não só

de indenizações, mas também de geren-

ciamento por sistemas de monitoramento,

garantindo a segurança da empresa e

também de terceiros, que permitem à

companhia arcar com as reclamações de

pessoas que tiveram seus dados vazados

em tudo o que for cabível e que causar

despesas a eles por esses vazamentos,

como utilização indevida de seus dados

para realização de fraudes, gastos exorbitantes

no cartão de crédito etc.

Para a companhia, a apólice garante

a contratação de especialistas para a

investigação de origem e tamanho do

dano, vulnerabilidade de sistemas que

precisam ser reparadas e as notificações

que deverão ser feitas aos usuários que

tiveram seus dados expostos. “Isso pode

ter um custo muito alto. A companhia tem

❙❙Belén Navarro, da AIG

que contratar uma empresa de mailing

para enviar cartas. Parece pouco, mas se

falarmos, por exemplo, de um banco com

quatro milhões de dados vazados, esse

custo pode ser milionário”, explica Belén.

Embora existam projetos de lei em

tramitação tentando garantir a reparação,

a lei brasileira não exige, ainda, que essa

notificação seja feita, como é exigido nos

EUA, por exemplo, mas o seguro já faz

esse tipo de cobertura. Mesmo sem a

obrigatoriedade, essa iniciativa de contatar

clientes pode ser levada em conta em eventuais

processos que a companhia sofra,

chegando a garantir valores mais brandos

de indenização. “Também é importante

se a companhia for multinacional e tiver

clientes em diferentes jurisdições, que

podem exigir essa notificação. Em países

como a Espanha, por exemplo, isso tem

que ser feito em até 24 horas”, alerta a executiva.

Gastos com empresas de relações

públicas para diminuir os efeitos nocivos

à reputação também estão inseridos na

apólice, assim como o monitoramento,

durante um ano, dos dados expostos, para

garantir que o vazamento foi liquidado e

os lucros cessantes para o caso da companhia

ter que parar suas atividades por um

período para se recompor desses ataques.

A apólice pode ser acionada, ao mesmo

tempo, tanto para terceiros quanto para a

própria empresa.

Belén afirma que acha “muito impressionante

o crescimento desses sinistros,

mas vamos começar a ter ainda mais”.

31


produto | previdência privada

Mercado resiste à crise

Consumidores pensam no longo prazo e mantêm seus aportes nos

planos de previdência privada

Amanda Cruz

O

mercado de Previdência Privada

se desenvolveu muito e

muito bem nos últimos anos.

Crescimentos de dois dígitos

levaram um mercado muito jovem a ser

uma alternativa confiável para as necessidades

que a Previdência Social não

consegue suprir. Mais pessoas, a cada

ano, ingressam nessa medida que poupa

e prepara as pessoas para que estejam

amparadas no futuro.

De repente, a crise. A primeira

impressão que se tem, quando o País

entra em uma crise econômica, é que

as pessoas passando por dificuldades

disponibilizarão de suas economias para

conseguir vencer o período. Mas isso não

se tornou realidade no caso dos planos

de previdência. “Não podemos reclamar,

32

principalmente esse ano, por incrível

que pareça. 2013 foi um ano muito mais

complicado, mesmo com a economia mais

estável”, conta Maristela Gorayb, diretora

de Vida e Previdência da Mapfre. Entre os

fatores que contribuíram para esse avanço,

a executiva cita o fato de a sociedade ter

discutido bastante sobre previdência social,

o que chama atenção das pessoas para

o longo prazo e faz com que elas reflitam

sobre o tema. Em segundo, há a questão

dos juros elevados, que agora estão em

3%. Isso faz com que as pessoas pensem

mais em poupar e, sentindo a instabilidade

do momento, precisem gastar menos e

guardar o que sobra de alguma maneira.

Fabiano Lima, diretor de Vida e

Previdência da SulAmérica, afirma que,

ao contrário do que muitos pensam, embora

não esteja imune à instabilidade, a

previdência não é a primeira fonte a qual

as pessoas recorrem na hora do aperto.

“Quem faz sabe que esse é um investimento

de longo prazo, não são acessados

primeiramente. Cientes disso, as

pessoas não fazem esses saques porque

percebem que não estão suficientemente

protegidos pela previdência social”,

alerta. Quem depende de renda de oito

a dez salários mínimos, por exemplo,

terão redução na aposentadoria por

conta do novo teto do INSS e precisará

desse complemento. “Com todas essas

discussões vindo à tona, as pessoas

param para pensar, de verdade, nessas

necessidades”, aponta Lima.

Na Mapfre, os planos VGBL continuam

sendo o produto com a maior


parcela de aportes, 87,7% de toda receita.

Isso acontece porque a maioria da

população faz sua declaração de IR pelo

formulário simplificado, que contempla

a modalidade. Além disso, quase 87%

dos planos são individuais, apenas 11%

são empresariais.

Longevidade

A pesquisa realizada pelo censo de

1991 apontou uma mudança importante

no perfil etário brasileiro: o País começou

a envelhecer mais rápido. A taxa

de natalidade caiu enquanto as pessoas

passaram a viver mais e o mercado

teve que acompanhar essa mudança

enquanto começava a se estruturar melhor

no Brasil, mas Lima acredita que

isso foi benéfico e que o mercado hoje

já é bem preparado para enfrentar essa

questão. “A empresa sempre tem uma

reserva. O cálculo do benefício previa

certo período de sobrevivência médio,

se essa longevidade aumenta, é preciso

aportar recursos”, afirma o executivo da

SulAmérica. A Susep faz uma rigorosa

fiscalização para manter essa solidez,

com simulações que conseguem identificar

se faltará reserva já levando em

consideração esse tipo de mudança. Há

também as chamadas tábuas de mortalidade,

que a partir de 2010 ganharam

sua versão brasileira por acadêmicos da

Universidade Federal do Rio de Janeiro

– UFRJ – que levam a sigla BR-EMS.

Com elas, é possível que a empresa possa

❙❙Maristela Gorayb, da Mapfre

estipular a sobrevida que um beneficiário

poderá ter a partir de certa idade e com

a estimativa fará aportes que cubram

esse tempo, bem como adequando as

contribuições. “Quando você adquire o

plano de previdência, ele já prevê isso.

As empresas estão preparadas para esse

volume”, aponta Lima.

O chamado risco de viver mais é

cada vez maior. Executivos apontam

dois riscos importantes: morrer e deixar

entes queridos desassistidos e o de viver

demais e sobreviver às próprias reservas

financeiras, ficando dependente de outros

membros da família. Marystela lembra

ainda que é preciso lançar um olhar diferente

sobre a necessidade de pensar no

longo prazo. “Ainda há muita dificuldade

de planejamento financeiro. Mas quando

as pessoas conseguem fazer esse planejamento,

deparam-se com a realização

de seus sonhos, fazem as ideias saírem

do papel”, diz.

O perfil do brasileiro

Por conta dessa cultura menos abrangente,

mesmo os brasileiros que já fazem

algum tipo de investimento tendem a ser

bastante conservadores e se arriscarem

pouco, ficando na zona de conforto. Em

outros países, como os EUA, o perfil

englobava modelos mais arriscados, mas

essa tendência vem mudando, mesmo lá,

depois da crise de 2008. “Após essa crise

houve um período de muita recessão no

mercado de renda variável. Se o consumidor

não quer tomar riscos, não adianta.

Às vezes, investimentos mais ousados

podem trazer bons retornos, mas não há

como trabalhar em cima dessa teoria se

o perfil não absorve o risco envolvido”,

acredita Marystela.

A SulAmérica atesta isso. Fabiano

Lima afirma que 90% dos clientes da

companhia estão em fundos conservadores

de renda fixa, muito também por

causa dessa turbulência. “As pessoas que

têm um período de acumulação maior

têm mais espaço para arriscar e ter mais

rentabilidade, porque têm também um

período maior para se recuperar e diversificar

mais”, aponta.

Por essas razões, além de ser uma

garantia para o futuro, a previdência

também é uma maneira de ensinar as

❙❙Fabiano Lima, da SulAmérica

pessoas a começarem a administrar seu

orçamento e serem capazes de reservar

recursos. Junto com os planos vêm também

os benefícios fiscais na declaração.

Os descontos de impostos apenas no

momento do resgate são características

importantes de lembrar.

Não é preciso fazer sozinho

O medo do desemprego tem crescido.

Enquanto as empresas dispõem de menos

recursos para reter funcionários por meio

de pagamento de salários maiores, a

previdência, especialmente entre funcionários

mais especializados, é um diferencial,

mas é um dos últimos benefícios que

as empresas praticam. “Esse movimento

gerou bastante demanda para a nossa

carteira. O aumento do desemprego ao

invés de frear o nosso crescimento nos

deu oportunidade. Acredito que deverá

ter algum impacto nesse segmento, mas

as crises são cíclicas”, destaca a executiva

da Mapfre

A previdência como benefício tem

o valor de contribuição definido pelo

funcionário, que estipula o limite de

seu pagamento e a empresa entra com

o mesmo valor complementando. Se o

vínculo empregatício acabar, o trabalhador

poderá resgatar sua parcela e manter

no plano por conta própria ou fazer a

portabilidade para outro.

A previdência é um seguro que pode

proteger as pessoas do risco de viver demais.

É possibilidade de dar à nova fase

da vida qualidade e conforto.

33


Insurance meeting | evento

Tecnologia avança em seguros

Mercado precisa agir

rápido para atender novos

consumidores

A

chamada geração Y ou do

milênio, formada por jovens

que estão conectados a maior

parte do tempo, são muito

bem informados, descartam ligações

telefônicas e não ligam para mensagens

publicitárias, está exigindo de todos os

segmentos econômicos um esforço maior

de adaptação. Essa necessidade é ainda

mais evidente nos setores com tradições

arraigadas, como o mercado de seguros,

que precisa correr contra o tempo para

não perder o bonde (melhor seria nave?)

da história.

Não por acaso, esse foi o foco central

dos debates durante a edição 2015 do

Insurance Service Meeting, que a CNSeg

realizou em Angra dos Reis, em uma das

mais belas regiões do Rio de Janeiro.

“Vocês não estão mais competindo uns

com os outros. Mas, com o desconhecido”,

alertou, logo no primeiro painel do

evento, o consultor Duarte Carvalho, da

Ernest Young.

Segundo ele, a geração que já nasceu

com um celular nas mãos será a metade

da população já em 2017, o que provocará

mudanças significativas nos negócios. “A

próxima onda de transformações atingirá

34

bancos e seguradoras”, sentenciou Carvalho,

para quem seguradoras e corretores

não estão sendo mais perseguidos por

um coiote (menção ao antigo desenho

animado), mas por vários “enxames de

abelhas” (alusão às inúmeras startups que

surgem rapidamente em todos os cantos

do mundo).

No mesmo painel, o executivo de

negócios da Capgemini Brasil, Joel Oliveira,

advertiu que os corretores de seguros,

por exemplo, já estão enfrentando

algumas difíceis batalhas, praticamente

impossíveis de vencer, contra conglomerados

gigantes. “O Google já trabalha

como um corretor, sendo uma fonte de

consulta para consumidores, e com uma

penetração enorme”, citou o consultor.

Preços

Segundo ele, o consumidor pode

sair ganhando nesse novo cenário, pois

o mercado será obrigado a adotar novas

práticas, o que acabará provocando

uma redução de preços. “No seguro

de automóvel, o preço deverá variar de

acordo com o uso efetivo do veículo,

medido por novas tecnologias”, exemplificou

Oliveira.

Antes disso, na abertura do encontro,

o presidente da FenaSaúde e vice-

-presidente da CNSeg, Márcio Coriolano,

admitiu que o mercado de seguros está

sofrendo os reflexos da forma acelerada

com que novas tecnologias, aplicativos e

sistemas são desenvolvidos.

Na visão dele, não há mais como

negar que os “paradigmas estão sendo

quebrados por consumidores mais

exigentes”. Nesse cenário, Coriolano

acredita que ser ágil e eficaz no processo

de adaptação será uma vantagem competitiva

considerável.

A dificuldade em se adaptar ao novo

cenário também foi mencionada pelo

mentor do Insurance Meeting, Eugênio

Velasques. Na visão dele, está cada vez

mais difícil realizar o que o cliente deseja.

Futuro

Em todos os debates, o que se viu

foi uma repetição de alertas dos consultores

presentes sobre a indispensável e

inadiável adoção de todas as ferramentas

tecnológicas possíveis para acompanhar

as novas tendências de consumo e ampliar

os canais de relacionamento com

o público.


❙❙Roberto Meir, do Grupo Padrão

Tendo como tema central “Desafio da

transformação: repensar, reagir e recriar”,

o Insurance Meeting deste ano reforçou

a importância do foco na inovação e na

gestão de processos.

Mas, sempre tendo como objetivo

final atender aos novos e impacientes

clientes, que querem mais agilidade para

adoção dos novos conceitos, valores e

desejos. “Nada mais será como antes”,

alertou o C&O do grupo Padrão, Roberto

Meir, escritor e especialista internacional

de relações de consumo.

Apresentando uma visão alarmante

sobre o futuro do Brasil, que assustou a

plateia, ele frisou que o mercado de seguros

enfrenta “gargalos” importantes,

incluindo o fato de ter sido “concebido

para vender para a velha economia, que

está saindo de cena junto com os “baby

boomers” (nascidos entre 1943 e 1960)

e a “geração X” (entre 1960 e 1980)”.

Para ele, o setor precisa aprender a

falar com uma nova geração, que é “muito

mais unida e engajada”.

❙❙Julio Guedes, da Serasa Experian

Evento ficou quatro vezes maior

Na avaliação de Roberto Meir, se

tivesse uma postura mais proativa no

sentido de acompanhar ou se antecipar às

necessidades do consumidor, o setor de

seguros seria responsável por algumas novidades

tecnológicas relevantes. “O Waze

(aplicativo para o trânsito) deveria ter sido

desenvolvido por este mercado”, disparou.

Roberto Meir criticou também o fato

de o setor de seguros ser “totalmente

off-line”, com um modelo de vendas

“arcaico”. Na opinião dele, dessa forma,

será cada vez mais difícil atingir o jovem

que “não vê tv ou propaganda, nem fala

ao telefone”.

Menos pessimista, o cientista de

dados Julio Guedes, do Serasa Experian,

acentuou que o mercado de seguros, embora

tenha vindo depois dos bancos no

processo que visa a adotar ferramentas

tecnológicas inovadoras para ganhar eficiência,

está avançando rápido nesse processo.

“Novos programas transformam

dados em informação. E é precisou ouvir

o que o cliente está dizendo”, observou.

O Insurance Meeting ganha cada vez mais relevância, na medida em

que consolida sua condição de “termômetro” para medir a capacidade de

adaptação do mercado de seguros ao novo cenário criado pelas novidades

tecnológicas.

Os números confirmam essa tendência. Segundo a diretora executiva

da CNseg, Solange Beatriz Mendes Palheiros, a 9ª edição do evento atraiu 41

patrocinadores e 350 pessoas.

Em 2005, o primeiro encontro contou com 17 patrocinadores e pouco

menos de 100 congressistas, a grande maioria formada por especialistas em

TI. “Agora, este não é mais apenas um encontro de tecnologia. É um evento

de negócios, de conhecimento, de promoção”, observou Solange Beatriz.

❙❙Marcio Coriolano, da Fenasaúde

Novidade

Na exposição realizada paralelamente

ao Insurance Meeting, prestadores de

serviços para área de TI e gigantes da

área tecnológica apresentaram novidades.

Foi o caso da Wdev, que vai utilizar

drones para auxiliar na regulação de sinistros

e cotação de seguros na área rural,

dentro de uma ferramenta desenvolvida

para as seguradoras.

Segundo o gerente de produtos da

empresa, Daniel Assis, os drones e a internet

das coisas, com o uso de sensores

em maquinários e veículos, “serão muito

importantes nesse processo”.

Já a I4PRO apresentou, entre outras

novidades, o “Portal do Corretor”, uma

ferramenta eficiente de gestão de portais

para seguradoras, criada para atender

corretores de seguros e seus parceiros

com serviços como cotação, emissão

de apólice, consultas de recebimento de

comissão, entre outros.

Pesquisa

Essa afirmação foi corroborada, em

parte, por pesquisa realizada pela CNSeg

durante o evento. Perguntados sobre

quais áreas de uma empresa de seguros

as questões ambientais, sociais e de governança

têm maior impacto e relevância,

37% responderam “inclusão financeira e

acesso ao seguro”. Em seguida, foram

citados o “envelhecimento da população”

(20%) e a “tecnologia, logística e cadeia

de suprimento” (19%).

Sugestiva também foi a resposta da

maioria dos entrevistados sobre o que a

CNseg deve oferecer ao mercado: 46%

responderam “compartilhamento de pesquisas,

modelos, análises, ferramentas e

sistemas de quantificação”.

35


Insurance meeting | Indra

A tecnologia como

aliada

Chegada do

consumidor digital

faz com que

companhias de

seguros procurem

ferramentas para

auxiliar na integração

de novas tendências

36

Há 20 anos atuando no mercado

segurador, a Indra oferece soluções

e serviços que cobrem

toda a cadeia de valor do

negócio de seguros e que abarcam desde

serviços de consultoria, passando pelo

desenho e implantação de soluções, até a

externalização completa de processos de

negócio e serviços de gestão tecnológica.

Mais uma vez, a companhia esteve

presente no Insurance Service Meeting

como patrocinadora do encontro e apresentou

suas capacidades tecnológicas.

“Participar deste evento é sempre uma

oportunidade para estreitar o relacionamento

com clientes e parceiros e apresentar

as novidades da companhia. Além

disso, consideramos muito relevantes os

esforços da CNseg em propor temáticas

atuais e promover a discussão de questões

estratégicas para as companhias do

setor”, afirma Juliano Fiorussi Davoli,

gerente executivo do mercado de seguros

da Indra no Brasil.


Na ocasião, a empresa discutiu soluções

que estarão na pauta dos CIOs das

seguradoras nos próximos anos. Segundo

Davoli, há a necessidade das seguradoras

se adequarem ao consumidor digital e,

para tanto, deverão preparar seu parque

tecnológico e de soluções de forma a se

adequar a nova realidade. “Neste sentido,

contamos com tecnologias inovadoras e

de vanguarda que ajudarão as companhias

a integrarem essas novas tendências

com mais facilidade e flexibilidade”,

completa ele.

Soluções

No contexto de um mercado competitivo,

com um grande nível de

concorrência entre as seguradoras

para conseguir serviços adaptados aos

distintos segmentos de clientes, a oferta

da companhia permite incrementar a

eficiência dos canais de distribuição.

Neste sentido, ela desenvolve soluções

que permitem aos clientes gerir campanhas

através de ferramenta de CRM,

aumentar a eficiência comercial pela

implementação de solução de Business

Analytics (BA), e programas de fidelização

centrados em políticas de incentivo

para maximizar a eficiência do canal.

A companhia também foca sua

oferta na mobilidade, que inclui um

conjunto de funcionalidades a serem

utilizadas como base para desenvolver

adaptações e particularidades conforme

❙❙Juliano Fiorussi Davoli

os requerimentos de cada companhia de

seguros, além de apoiar as seguradoras

a reterem clientes.

“O mercado de seguros, cada vez

mais dinâmico e globalizado, está sofrendo

uma clara reorientação baseado

em um modelo de mobilidade, que

facilita e acelera o acesso dos clientes

à informação e serviços oferecidos a

eles pelas seguradoras. Graças à vertiginosa

evolução que as tecnologias

impulsionam neste mercado, apostamos

numa clara orientação ao cliente como

centro de qualquer negócio. E isto sim

se aplica especialmente ao negócio de

seguros”, declara Davoli, acrescentando

que, no Brasil, a companhia está pronta

para apoiar as empresas seguradoras

em todas as necessidades de modernização,

como a transformação digital,

por exemplo.

A Indra também desenvolve soluções

próprias, como a plataforma iONE.

Com valores diferenciados no âmbito

da operação do negócio, a ferramenta

preza pela simplicidade na definição e

lançamento de produtos, o que proporciona

às seguradoras um competitivo

time-to-market. Ao mesmo tempo, é

uma solução flexível e permite configurar

uma das carteiras de produtos mais

amplas do mercado. Seu desenho foca

na integração de módulos e ramos, oferece

visão global do negócio e eficiência

nas operações.

Do ponto de vista tecnológico, a

empresa destaca-se pela orientação a

processos, assim como pela construção

sobre os standards do Business Process

Management (BPM) e arquitetura orientada

a serviços (SOA), o que oferece

a capacidade de controlar a situação

de qualquer processo de negócio da

companhia. Além disso, facilita a integração

com qualquer outro sistema ou

solução do mercado e permite evoluir a

plataforma com rapidez para adaptá-la

às mudanças do entorno competitivo.

Expectativas

O Brasil tem sido uma geografia de

alto potencial para a empresa e, hoje, a

estrutura local do mercado de seguros

conta com mais de 350 profissionais,

entre eles executivos com passagem

por grandes consultorias especializadas

e companhias de seguros. A aposta na

formação e na capacitação interna dos

profissionais que compõem esta área

para que sejam conhecedores do negócio

de seguros, suas regulamentações e

legislações, gera um grande diferencial

competitivo, conferindo valor agregado

aos serviços prestados e gerando maior

sinergia com os clientes.

Ainda neste âmbito, a Indra investe

na certificação, como é o caso dos doze

profissionais em processo da Certificação

Nacional CNseg (CPC), que visa

reconhecer o nível de conhecimento

técnico sobre o setor segurador e contribuir

para o aprimoramento dos recursos

humanos do mercado. A multinacional

conta ainda com vasta experiência em

gerenciamento de grandes projetos de

transformação destinados a melhorar o

negócio dos clientes, colocando à disposição

recursos tecnológicos avançados.

Responsável por 6% do Produto Interno

Bruto (PIB), o mercado de seguros

vai na contramão do atual cenário da

economia brasileira. Diversos estudos

sobre o setor apontam para um crescimento

estável. No primeiro trimestre

de 2015, foi registrado um aumento

de 22,4% em comparação ao mesmo

período do ano passado, segundo dados

divulgados pela Superintendência de

Seguros Privados (Susep).

A Indra acredita que o crescimento

deste mercado está associado a questões

como o aumento da expectativa de vida,

as problemáticas da previdência social

e a insuficiência do sistema público de

saúde – que abre espaço para os seguros

de vida, de previdência complementar e

de saúde. Com a expansão contínua da

frota de veículos e urbanização, também

vê a ocorrência de mais acidentes, roubos

ou furtos, que acabam por aumentar

a procura por seguros automotivos e

residenciais.

“Como consequência do crescimento

contínuo do setor, entendemos que as seguradoras

buscarão na tecnologia o apoio

para melhorar sua oferta de produtos, a

qualidade dos serviços prestados, bem

como gerar maior rentabilidade e crescimento

sustentável”, finaliza o gerente

executivo de seguros.

37


eventos

comemoração

Noite de festa

Cerca de 300 pessoas se

reuniram no Circolo Italiano,

em São Paulo, para a confraternização

do Clube dos Corretores

de Seguros de São

Paulo (CCS-SP). Em breve

pronunciamento no início do

evento, o mentor Adevaldo

Calegari agradeceu aos patrocinadores

e, em seguida,

solicitou um minuto de silêncio

em memória de Marco

Antonio Rossi e Lucio Flavio

Condurú de Oliveira, executivos

do Bradesco. “Certamente suas

obras, alegria e companheirismo ficarão

para sempre conosco”, disse Calegari.

Com toda a diretoria do Clube reunida,

grande parte dos associados, além

Diretoria do CCS-SP

de autoridades e convidados, a confraternização

teve seu ponto alto logo após o

jantar, com a entrada do cantor Fernando

Rios. Acompanhado de sua banda, o

artista apresentou um repertório com

sucessos da MPB.

reconhecimento

Sincor-DF promove XV Troféu Alvorada

Mais de 1.100 pessoas participaram

da XV edição do Troféu Alvorada, que

premiou as melhores companhias seguradoras,

por ramo, respectivos profissionais

atuantes no Distrito Federal, assessoria

de seguros, profissionais corretores de

seguros e empresas corretoras de seguros.

Realizado em 21 de novembro, o

evento comemorou também os 27 anos do

Sincor-DF e, para a categoria, significou

uma oportunidade para celebração de

conquistas e confraternização: a entidade

ofereceu aos convidados um momento de

integração dos profissionais que têm a

missão de levar a cultura do seguro para

a sociedade, sendo a Revista Apólice uma

das homenageadas da noite.

Além do presidente do Sincor-DF,

Dorival Alves de Sousa, e do presidente

da Fenacor, Armando Vergilio, a festa

contou com a participação de Joaquim

Mendanha (Sincor-GO); José Cristóvão

Martins (Sincor-MT); Érico Melo (Sincor-SE)

e Maria Filomena Branquinho

(Sincor-MG).

posse

Novo comando

reconhecimento 2

Premiação em

Alagoas

Corretores, jornalistas, autoridades

e convidados se reuniram em Maceió

no dia 26 de novembro para a entrega do

6º Prêmio Sincor de Jornalismo Alberto

Marinho, promovido pelo Sincor-AL.

Competiram nesta edição trabalhos

inscritos em quatro categorias (Impresso,

Telejornalismo, Webjornalismo e

Estudante), que seguiram ao tema “O

mundo do Seguro e a Importância do

Corretor de Seguros habilitado”.

Os vencedores foram Abdias Martins,

da Ufal, com “Desmanche Legal é

mais seguro” (Estudante); Láyra Santa

Rosa, do O Dia, com “Esquecido nas

profundezas: seguro Dpem deixa de

ser acionado por falta de informação”

(Impresso); Gilson Monteiro, do TNH1,

com “Responsável por 6% do PIB,

mercado de seguros ganha atenção do

congresso nacional” (Web) e “Assumindo

Riscos: 45% dos alagoanos que

compram um carro novo não fazem

seguros”, de Edson Moura, da TV Pajuçara

(Telejornalismo).

Diretoria da Aconseg SP toma posse para o biênio 2016-2018: Ricardo Montenegro,

Milton Ferreira, Helio Opipari Junior, Margaret Freitas, Marcos Colantonio, Aparecida

Garrido, Roberto Oliveira, Jairo Christ e Arsênio Lelis

38


econhecimento 3

Homenagens e

comemoração

celebração

Um brinde às conquistas

Almoço de confraternização da Associação dos Corretores de Planos de Saúde e Odontológicos

do Estado de São Paulo (Acoplan), realizado no dia 2 de dezembro no salão

nobre do Circolo Italiano, em São Paulo. Mais de 300 pessoas estiveram presentes para

brindar as conquistas de 2015

A cidade de Belo Horizonte (MG)

foi palco para a festa de confraternização

do Sindseg MG/GO/MT/DF,

no dia 20 de novembro. Na ocasião

foi entregue a Medalha do Mérito

Segurador, que reconhece personalidades

do mercado e da sociedade.

Jayme Garfinkel, presidente interino

da CNseg e presidente do Conselho de

Administração da Porto Seguro; Maria

Filomena Branquinho, presidente

do Sincor-MG; e Marcos de Mourão

Motta, presidente da Associação Asas

e Amigos da Serra de Minas, foram os

homenageados desta edição.O então

presidente da CNseg e da Bradesco

Seguros, Marco Antonio Rossi, que

faleceu em um acidente aéreo, também

recebeu uma homenagem.

Além da entrega das condecorações

feita pelo presidente do Sindseg,

Augusto Frederico Costa Rosa de

Matos, foram prestadas homenagens

aos membros das comissões técnicas

e especiais do Sindicato e aos representantes

que atuam nas regiões de

abrangência do Sindseg.

festa

Confraternização

Representantes de seguradoras, autoridades do setor e corretores de seguros sócios e

convidados participaram da festa de confraternização da União dos Corretores de Seguros

(UCS), no bairro do Ipiranga (SP). Na ocasião, a entidade realizou sorteios aos associados e,

ao final do evento, robôs motivaram os convidados a dançarem ao som do DJ

expectativa

Projeções para 2016

Em sua 31ª Tribuna Livre, a Câmara

dos Corretores de Seguro de São

Paulo (Camaracor) recebeu Alon

Lederman (à esqueda) e Roberto

Posternak (à direita), diretor e gerente

comercial da Ituran Brasil, que

apresentaram as expectativas para

o próximo ano. O evento foi comandado

pelo presidente da entidade,

Pedro Barbato (centro)


econhecimento | Sincor-GO

Prêmio duplo

Revista Apólice

conquista o primeiro

lugar nas categorias

Webjornalismo e Mídia

Especializada do 1º

Prêmio Sincor-GO de

Jornalismo

Lívia Sousa

Fotos: Luciana Lombardi

A

Revista Apólice, que em 2015

foi destaque no Prêmio Especialistas,

encerra o ano com

mais um reconhecimento:

o 1º Prêmio Sincor-GO de Jornalismo,

promovido pelo Sincor-GO, em que alcançou

o primeiro lugar nas categorias

Webjornalismo e Mídia Especializada. O

anúncio dos vencedores e a entrega dos

troféus ocorreram em almoço realizado

em Goiânia (GO), no dia 25 de novembro.

“Acredito que ao jornalismo cabe

mais do que reportar os fatos da vida.

Com seus conhecimentos podem interpretar,

traduzir e formar opinião. Os

profissionais que aqui estão colaboraram

com sua inteligência para transformar os

dados em informações relevantes para

a sociedade”, destacou o presidente da

entidade, Joaquim Mendanha, durante a

abertura do evento, adiantando que em

2016 haverá a segunda edição do Prêmio.

Seguindo o tema “Seguro é Proteção”,

as matérias vencedoras (“De

olho nas oportunidades”, assinada pela

jornalista Lívia Sousa e publicada no

portal da Revista Apólice; e “Especial

Centro-Oeste”, publicado na edição 187

e de autoria da editora Kelly Lubiato e

da jornalista Amanda Cruz) abordam a

importância do desenvolvimento do mercado

de seguros na região Centro-Oeste

e a valorização do corretor de seguros. O

reconhecimento da mídia especializada

é de extrema importância para que a

cultura do seguro seja expandida no País

e que, juntamente com as seguradoras e

40

❙❙Kelly Lubiato e Lívia Souza

corretoras, o trabalho de informar seja

feito com credibilidade e transparência.

XVI Prêmio Bandeirante

Na mesma data, o Sincor-GO anunciou

os vencedores do XVI Prêmio

Bandeirante, que destaca as melhores

seguradoras com atuação no Estado de

Goiás nos ramos Automóvel, Elementares

e Benefícios. Porto Seguro, Tokio

Marine e Liberty Seguros figuraram entre

as companhias mais reconhecidas pelos

corretores de seguros, que em pesquisa

avaliaram o atendimento das empresas nas

áreas operacional, comercial e de sinistros.

Mendanha destacou mudanças no

Prêmio Bandeirante a partir da próxima

edição, em 2016. “O prêmio chegou

em sua maturidade para que possamos

avançar, principalmente separando as

companhias de seguros segmentadas em

determinados ramos. Assim, elas serão

premiadas por um trabalho exclusivo”.

Foram anunciados ainda os homenageados

pelo troféu Ouro Especial: Marco

Antonio Rossi e Lucio Flavio Condurú,

executivos do Grupo Bradesco, que

faleceram em um acidente aéreo no dia

10 de novembro; além de José Jerônimo

Celestino, ex-presidente do Sincor-GO;

e Lucas Vergilio, deputado federal – os

dois últimos homenageados na confraternização

anual dos corretores de seguros de

Goiás, realizada em 5 de dezembro.


evento | cargas

Gerenciamento

para transportes

CIST promove em São

Paulo III Congresso

Sulamericano de

Seguro de Transportes

e Cascos

Amanda Cruz

A

logística dos sistemas de

transportes, seja por via terrestre,

marítima ou aérea,

exige a contratação do seguro.

Essa obrigatoriedade reforça a importância

do III Congresso Latino Americano

de Seguros de Transportes e Cascos realizado

pelo CIST – Clube Internacional

de Seguros de Transporte, entre os dias

16 e 19 de novembro, na capital paulista,

que discutiu as melhores práticas no

gerenciamento dos riscos de logística.

Uma das palestras abordou um

produto sobre o qual pouco se ouve

falar: o seguro de Cash in Transit. Essa

modalidade protege todos os valores,

como dinheiro ou jóias, que possam ficar

expostos enquanto estão sob custódia

de alguma empresa ou no momento em

que é preciso transportá-lo. Antelmo

Terrades, presidente da Secrisk International,

afirma que em todos os lugares do

mundo é preciso ficar atento, não há onde

exista mais ou menos risco, e sempre há

a possibilidade de sabotagem. “O crime

organizado cria vínculos com criminosos

do mundo inteiro. Isso realmente impacta

nosso trabalho”, afirmou. Em sua apresentação,

Terrades destacou que para

evitar fraudes é preciso que sejam realizadas

auditorias surpresas nas empresas

que têm a custódia desses bens.

E quando o risco não vem de um lugar

específico, mas de uma rede? O assunto

está mesmo em voga e, assim como abordado

nessa edição, na página 31, o seguro

contra riscos cibernéticos esteve presente

também no evento do CIST. Jai Sharma,

advogado especializado em Marine da

Clyde & Co, da Inglaterra, falou sobre

a evolução do conceito desses desafios.

“Tudo está conectado à internet e, ainda

assim, há problemas de segurança”.

Novas tecnologias, de fato, trazem

novos riscos. “Padrões de privacidade não

são tão elevados quanto deveriam. Esse

descuido leva à perda de dinheiro, crédito

e de reputação”, destacou Sharma. Estar

vulnerável significa ter que negar serviços

até que tudo se normalize, arcar com as

conseqüências de e-mails com vírus que

possam ser enviados em nome da empresa

e outras práticas ainda mais nocivas, como

a descoberta de segredos de negócios

pelos concorrentes e arruinar a relação

com clientes.

O entrave é: menos de 10% das companhias

ao redor do mundo estão pensando

sobre seguros cibernéticos, principalmente

por esse ser um risco complexo.

Os transportes marítimos também

passam por essa insegurança, conforme

conta Anthony Cowie, vice-presidente

sênior da Swiss Re. Há a constante ameaça

de roubo de dados do espaço digital, seja

nas companhias em terra ou nas próprias

embarcações, como plataformas, navios

etc. É uma nova maneira de praticar a

pirataria. “Com ataque cibernético é possível

roubar mais e de maneira muito mais

rápida”, destacou Cowie.

Os ataques estão acontecendo em todas

as indústrias e os executivos afirmam

que, nesse caso, a pergunta que deve ser

feita dentro das companhias não é se um

sinistro cibernético ocorrerá, mas quando

ocorrerá e se a empresa terá resiliência e

proteção suficientes para responder a esses

acontecimentos.

Controle de perdas

Cristiane França Alves, da Companhia

Siderurgica Nacional – CSN – e

também presidente da ABGR, trouxe

alguns fatos que demonstram porque as

perdas ainda são tão grandes e os riscos

mal gerenciados.

A primeira resposta que Cristiane

tem a essa questão é: otimismo demais.

Para ela, jargões conhecidos como “Deus

é brasileiro” fazem parte de uma mentalidade

nacional que falha em avaliar

perigos. O povo pacífico, muitas vezes

padece de sua própria crença de que tudo

ficará bem, tudo se resolverá. “Ninguém

quer a perda e é preciso tentar evitar sinistros

com o gerenciamento de riscos”,

ressaltou a executiva.

41


comemoração | SulAmérica

120 anos: renovada e pronta

para novos desafios

Companhia apostou

na venda cruzada

de seus produtos e

já colhe resultados,

como o crescimento

da participação dos

corretores multlinhas

na venda de segurosaúde

Kelly Lubiato

Este já é o terceiro século em que

a SulAmérica atua. Nascida em

1895, a seguradora acompanhou

o desenvolvimento do País e foi

pioneira em vários setores, como capitalização,

seguro de vida e seguro saúde.

São cinco gerações da família Larragoiti.

A receita do sucesso, de acordo com

o presidente da companhia, Gabriel Portella,

é “manter a estratégia e subscrição

disciplinada com foco na rentabilidade”.

Nos primeiros nove meses de 2015, o

faturamento da companhia já atingiu a

marca de R$ 11,4 bilhões.

Para melhorar seu resultado, a seguradora

apostou no conceito de multilinha,

investindo no treinamento de sua força

de vendas e na internalização de alguns

processos, como callcenter, por exemplo.

A coroação da festa de 120 anos foi

a mudança da SulAmérica para o novo

prédio em São Paulo, localizado na Avenida

Faria Lima, bem próximo à estação

de mesmo nome do metrô. Portella conta

que a nova casa foi construída especialmente

para a companhia, obedecendo a

rígidos critérios de sustentabilidade.

O novo prédio da companhia possui

ampla estrutura, que inclui 13 andares

e uma cobertura, vasta área verde e

sistemas inteligentes que possibilitam

um consumo consciente dos recursos.

Sua localização estratégica, servida por

42

❙❙Patrick Larragoiti e Gabriel Portella

diversas linhas de ônibus e conectada

ao sistema de ciclovias, visa oferecer

comodidade a funcionários, parceiros

comerciais e clientes. O projeto pretende

interferir positivamente na paisagem

da região, marcada por intenso fluxo de

pessoas e veículos, contribuindo para as

iniciativas da administração municipal

voltadas à valorização e revitalização

da área.

A diversificação dos negócios da

companhia foi a chave para o crescimento

neste período, de acordo com vários

executivos da SulAmérica. Matias Ávila,

vice-presidente comercial, explicou que,

somente no seguro saúde, 65% das vendas

foram feitas por corretores de seguros

que atuavam primordialmente em outras

carteiras, como automóvel. “Isso só foi

possível graças ao amplo processo de

treinamento. Somente em 2015, mais de

37 mil colaboradores de corretoras de seguros

receberam aulas sobre os produtos

da companhia”, comemora.

No setor em que é líder, no seguro

saúde, a SulAmérica está investindo

na mudança dos hábitos das pessoas,

incentivando-as a terem atitudes mais

saudáveis, com gestão integrada da saúde,

apoio aos doentes crônicos e prevenção.

O projeto Saúde Ativa já atingiu mais de

500 empresas.

Para esta importante data, uma

campanha na mídia também está sendo

lançada para homenagear esse grande

marco. Com o mote “A vida é imprevisível

e, acredite, isso é muito bom”, as peças

publicitárias trazem invenções e fatos

imprevistos que assinalaram a história do

Brasil e do mundo nos últimos 120 anos e

circulam em TV aberta, TV paga, rádios,

sites e redes sociais.

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