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4 months ago

Revista Apólice #206

vida | benefício te, e

vida | benefício te, e que esse não seja o intuito dos sindicatos, esta é uma forma de disseminar a cultura do seguro, de que tanto se fala no mercado. Fazendo com que os benefícios sejam vistos não como uma obrigação, mas conscientizando pessoas da sua importância. “Acredito que a obrigatoriedade ajuda, e muito, a disseminação. Se não fosse por essas convenções, muitas vezes, o beneficiário não chegaria nem a ter acesso”, comenta Priscila. Dentre os seguros, talvez o ramo Vida seja o mais delicado para abordar, afinal, o sinistro envolve uma perda muito grande que pode impactar diversas pessoas. Mas há também o viés de proteção e manutenção para quem o recebe e parece ser nele que o mercado vem se apoiando para crescer de 10 a 15% nos últimos anos. “O mercado está crescendo muito, também porque estava muito retraído no passado. Cresce hoje em um ritmo razoável. É difícil querer tirar esses anos de atraso no crescimento de uma vez só, mas está no caminho”, ressalta o executivo da Minuto Seguros. O ramo de vida em grupo é beneficiado porque atrai as empresas, especialmente PME’s, por possuir taxas muito mais vantajosas que as individuais e uma vez que elas começam a contratar visando uma política de benefícios e acabam criando fidelidade dos funcionários, que percebem o benefício. Para além da obrigação, todos acabam ganhando. Exigências dos sindicatos O que pedem as coberturas básicas: • Morte Qualquer Causa; • Morte Acidental; • Invalidez permanente, total ou parcial por acidente, doença; • Invalidez laborativa funcional por doença; ❙❙Fábio Lessa, da Capemisa Existem ainda os benefícios em vida, que podem constar em algumas apólices: • Cesta natalidade • Cesta Básica • Diária de Incapcidade temporária • Diária de Internação Hospitalar *Essas coberturas são as mais estipulada, porém podem trazer outras exigências de acordo com o sindicato. Sempre importante consultar cada Convenção Coletiva. 30

produto | cyber Crescendo com os sinistros À medida que mais ocorrências são identificadas, o seguro para riscos cibernéticos torna-se ainda mais necessário Amanda Cruz Empresas que gerenciam dados de cartões de créditos e clientes que confiam nelas vivem sob uma ameaça: a exposição de dados pessoais que podem ser vazados e usados para ações fraudulentas e criminosas. Em 2014, mais de 10 milhões de identidades foram expostas em quatro mega incidentes, o que acarretou num crescimento de 23% de vazamentos em comparação com 2013. Cinco em cada seis grandes empresas sofrem ataques por meio de e-mails recebidos contendo links ou downloads suspeitos para obtenção de dados pessoais. Também são crescentes os ataques por meio de redes sociais e aplicativos de celulares. Por isso, as apólices de cyber risk são cada vez mais importantes e contratadas por companhias como instituições financeiras, prestadoras de serviços hoteleiros e alimentícios e comércio varejista, que são os principais afetados com essas práticas. Belén Navarro, gerente Regional de RC Profissional & Cyber da AIG para América Latina e Caribe, veio à sede da seguradora em São Paulo falar com corretores e subscritores sobre a importância de analisar e oferecer as apólices aos segurados que estão vulneráveis. Durante a apresentação, Belén afirmou que 80% dos clientes creem que é difícil se manter atualizado das ameaças cibernéticas, devido à velocidade com que elas evoluem. Além disso, 82% deles temem a ação de hackers, que acreditam ser a principal fonte dessas ameaças. A apólice de cyber risk é a responsável por mitigar esses danos, quase certos. Ela garante uma solução não só de indenizações, mas também de geren- ciamento por sistemas de monitoramento, garantindo a segurança da empresa e também de terceiros, que permitem à companhia arcar com as reclamações de pessoas que tiveram seus dados vazados em tudo o que for cabível e que causar despesas a eles por esses vazamentos, como utilização indevida de seus dados para realização de fraudes, gastos exorbitantes no cartão de crédito etc. Para a companhia, a apólice garante a contratação de especialistas para a investigação de origem e tamanho do dano, vulnerabilidade de sistemas que precisam ser reparadas e as notificações que deverão ser feitas aos usuários que tiveram seus dados expostos. “Isso pode ter um custo muito alto. A companhia tem ❙❙Belén Navarro, da AIG que contratar uma empresa de mailing para enviar cartas. Parece pouco, mas se falarmos, por exemplo, de um banco com quatro milhões de dados vazados, esse custo pode ser milionário”, explica Belén. Embora existam projetos de lei em tramitação tentando garantir a reparação, a lei brasileira não exige, ainda, que essa notificação seja feita, como é exigido nos EUA, por exemplo, mas o seguro já faz esse tipo de cobertura. Mesmo sem a obrigatoriedade, essa iniciativa de contatar clientes pode ser levada em conta em eventuais processos que a companhia sofra, chegando a garantir valores mais brandos de indenização. “Também é importante se a companhia for multinacional e tiver clientes em diferentes jurisdições, que podem exigir essa notificação. Em países como a Espanha, por exemplo, isso tem que ser feito em até 24 horas”, alerta a executiva. Gastos com empresas de relações públicas para diminuir os efeitos nocivos à reputação também estão inseridos na apólice, assim como o monitoramento, durante um ano, dos dados expostos, para garantir que o vazamento foi liquidado e os lucros cessantes para o caso da companhia ter que parar suas atividades por um período para se recompor desses ataques. A apólice pode ser acionada, ao mesmo tempo, tanto para terceiros quanto para a própria empresa. Belén afirma que acha “muito impressionante o crescimento desses sinistros, mas vamos começar a ter ainda mais”. 31