Revista Apólice #204

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editorial

Ano 20 - nº 204

Outubro 2015

Dias de glória

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Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores, não

representando, necessariamente, a

opinião desta revista.

Os executivos do mercado brasileiro de seguros começam a

falar em crescimento mais modesto do setor. Não é para menos.

Com o cenário econômico atual, já será uma meta extremamente

ousada atingir níveis acima da inflação. A venda de automóveis

zero quilômetro caiu 21,35% nos primeiros oito meses de 2015,

em relação ao mesmo período do ano anterior. As pessoas estão

perdendo os empregos formais. A produção industrial teve uma

queda grande de 1,5% entre junho e julho, o pior resultado dos

últimos seis anos.

Este é o momento para mudar as estratégias de atuação e

buscar novas modalidades de produto. Seguro de vida, saúde, residência

e pet podem se mostrar como boas alternativas. O grande

desafio é mostrar que o dinheiro empregado no pagamento dos

prêmios não é despesa, mas investimento.

A carteira de grandes riscos também sofreu um grande impacto

neste ano, principalmente com as denúncias da operação Lava

Jato. Se, por um lado, os prêmios da carteira de D&O dispararam,

por outro há mais gente em busca desta proteção.

Nesta edição fizemos um especial para os corretores de seguros.

Mostramos a opinião dos consumidores sobre a categoria, e

apresentamos também a opinião dos próprios corretores sobre a

sua atuação em diversas carteiras. É um exercício de conhecer o

que os outros estão fazendo para aprimorar a sua própria atuação.

Trazemos também a cobertura completa do 19º Congresso

Brasileiro de Corretores de Seguros, realizado em Foz do Iguaçu, e

um guia completo de cursos relacionados ao mercado de seguros.

Boa leitura!

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sumário

O que eles têm a dizer sobre a carteira

que operam? Veja quais são

os desafios e possibilidades que os

profissionais enxergam em seu ramo

de atuação

28 carteiras

18

capa

Executivos da XL Catlin falam sobre atuação

no Brasil para atender os clientes corporativos,

brasileiros e globais

22

mulheres

42 cursos

No Brasil, mercado de seguros desenvolvido

para elas poderá crescer até 12 vezes,

atingindo US$ 122 bilhões

Oscar do Seguro 2015 premiou os destaques

do segmento securitário nos últimos

12 meses

48 capitalização 6 | painel

Uma forma de acumulação, que contempla

uma camada da população que quer ser

14 |

feliz, de forma concreta, a partir de pequenos

valores

gente

17 | direto de Londres

50 RC 51 | eventos

58 | comunicação

Clientes falam do relacionamento

com seus corretores de seguros e

revelam quais são os fatores decisivos

para a escolha de quem deve

cuidar de seus bens

46 CVG-RJ 36 consumidor

Produto cresce e mercado começa a observar

o que deve ser modificado para

alavancar a modalidade

especial corretor

26 identificação

Sob polêmicas, projeto de lei prevê

que identificação volte a ser emitida

em documento físico aos profissionais,

desta vez via smart card

Graduação, pós-graduação, ensino

técnico e exames básicos que serão

oferecidos aos profissionais ao longo

de 2016, por diversas instituições

espalhadas pelo Brasil

52 congresso

Evento em Foz do Iguaçu – PR reuniu

profissionais para debater os rumos

da profissão e saídas para a crise

financeira

4


painel

risco político

Seguradoras ampliam capacidade

As seguradoras multinacionais ampliaram

a capacidade para coberturas de

risco político. Segundo relatórioPolitical

Risk Market Update da Marsh a capacidade

para risco político no mercado global

é de US$ 2,4 bilhões para uma única apólice,

praticamente o dobro em relação aos

US$ 1,3 bilhões há seis anos. O limite para

cada apólice saltou de US$ 77 milhões em

2003 para US$ 2,4 bilhões em 2015.

Para Kiyoshi Watari, líder das práticas

de risco político, crédito e garantia da

Marsh Brasil, o maior volume de recursos

para risco político revela uma mudança

estratégica das seguradoras – mais foco

em linhas de seguros mais especializadas

(caso de risco político) e menos foco em

operações tradicionais de property and

casualty (seguros patrimonial e de ativos

das empresas e seguros para proteger de

ocorrências, eventos, acidentes).

“Em mercados de linhas tradicionais,

a competição é mais acirrada. Por isso,

bilidade de moedas e expropriação. As

regiões de instabilidade política, consideradas

de alto risco, são Líbia e Ucrânia.

A África subsaariana (exceto África do

Sul), o Oriente Médio (Síria, Irã, Iraque,

Afeganistão, Paquistão, Cazaquistão) e o

Leste Europeu (Ucrânia, Sérvia, Kosovo)

também estão entre as regiões classificadas

com instabilidade política. “É crescente

o número de empresas brasileiras

com operações em regiões como Oriente

Médio, África e Leste Europeu contratando

seguro de risco político, à medida

que expandem suas operações offshore.

No mundo, são mais de 35 seguradoras

entre privadas e públicas que atuam no

segmento de risco político”, afirma.

Na América Latina, há também

instabilidade política em países como

Venezuela, Equador, Guatemala, Honduras

e Haiti. O Brasil, segundo o Political

Risk Market Update, está classificado

com risco médio.

produto

Seguro para pequenas reformas

A Liberty Seguros lançou um seguro

que oferece cobertura para pequenas

obras de construção. Podem ser seguradas

reformas realizadas em lojas, casas,

edifícios residenciais, comerciais ou

industriais, hotéis, hospitais, igrejas e

escolas, entre outros.

“O Liberty Engenharia Reformas

oferece proteção contra prejuízos que

podem ocorrer durante o prazo da obra e

cobertura contra danos materiais decorrentes

de acidentes. O produto pode ser

contratado por pessoas jurídicas, como

construtoras, ou físicas, como proprietários

de obras”, explica a diretora de

Seguros Empresariais da companhia,

Rosy Herzka.

O segurado tem à disposição cobertura

para incêndio, roubos, furtos e

explosões. Coberturas adicionais, como

despesas com desentulho, manutenção

ampla, salvamento e contenção de sinistros

e danos físicos decorrentes de

a estratégia de diversificação para linhas

de negócios especializadas”, explica o

executivo.

O Political Risk Market Update da

Marsh revela que as seguradoras estão

investindo no segmento de risco político

mesmo num ambiente em que o mercado

de seguros de risco político continua a

ser impactado pela queda nos preços de

petróleo, tensões geopolíticas incluindo

mudanças de regimes em diversos países

(forçado ou por eleições constitucionais).

O estudo traz também um ranking de

riscos políticos e das regiões com maior

instabilidade política. Entre os riscos estão

o não pagamento de contratos, danos

físicos, abandono forçado, não-conversierros

de projeto, também podem ser

contratadas.

O novo produto também oferece

coberturas exclusivas, como responsabilidade

civil para terceiros e cobertura

de propriedade circunvizinha (dano a

áreas que não fazem parte da reforma da

propriedade do dono da obra).

seminário

Seguros pessoais

e economia global

A Sociedade Brasileira de

Ciências do Seguro (SBCS)

reuniu cerca de 80 pessoas no

Seminário Internacional de

Seguros Pessoais, realizado em

São Paulo. Estiveram presentes

no evento o secretário executivo

da entidade, José Agostinho

Gonçalves; o presidente da

entidade, Affonso Fausto; além

de Osmar Bertacini, presidente

da APTS; Advaldo Calegari,

presidente do CCS-SP; e Pedro

Barbato Filho, diretor da SBCS

e presidente da Camaracor.

Fausto discorreu sobre a

renovação da Associação, enquanto

Bertacini fez uma prévia

sobre o cenário atual dos

seguros.

6


painel

integração

Passeio ciclístico em Campinas

A AIG promoveu

um passeio

ciclístico

com funcionários

e corretores

pelas ruas

de Campinas, no

interior de São

Paulo. O objetivo

da ação foi

fortalecer o relacionamento

com

corretores de maneira descontraída, ao

mesmo tempo em que incentiva a prática

do esporte e a conscientização sobre o

respeito no trânsito. A iniciativa reuniu

cerca de 30 pessoas, que pedalaram por

13 quilômetros, passando por pontos

tradicionais da cidade, como a Lagoa

do Taquaral.

Os passeios de bike já são promovidos

pela companhia desde 2014 nas

campanha

cidades onde possui filiais. “Sabemos

que a convivência entre ciclistas, motoristas

e pedestres é muito importante e

a AIG quer, por meio dessas atividades,

contribuir com o bem-estar das pessoas e

fazer do trânsito um local mais seguro, ao

mesmo tempo em que se relaciona com

parceiros de negócios”, comenta o superintendente

de Comunicação Corporativa

da AIG Brasil, Lúcio Pedro Mocsányi.

Artistas apóiam seguradora no Instagram

O comportamento agressivo ou

irresponsável dos motoristas é uma das

principais causas de acidentes de trânsito.

O Porto Seguro Auto, sob a campanha

Trânsito+gentil, lançou uma ativação no

Instagram, assinada pela Mirum, sugerindo

às pessoas deixarem seu lado “ogro”

em casa. Para isso, a marca foi buscar o

apoio de celebridades como Fernanda

Paes Leme, André Vasco, Rafael Cortez,

Marcos Veras e Murilo Couto, que receberam

uma máscara, que faz uma réplica

do personagem da campanha, e foram incentivados

a deixarem seu ogro em casa,

de forma a promover um Trânsito+gentil.

“Queremos incentivar atitudes mais

gentis e menos agressivas no trânsito,

como dar passagem, não buzinar e não cometer

pequenas infrações”, afirma Bruno

Garfinkel, diretor de Auto da companhia.

“A ideia tem como base utilizar a credibilidade

dos influenciadores e a proximidade

com a vida pessoal que o Instagram

proporciona para reforçar a importância

de deixarmos nosso ogro de lado quando

estivermos dirigindo”, afirma Vinícius

Zimmer, da Mirum.

“Em breve,

lançaremos

mais uma ação

com influenciadores,

dessa vez

apostando no

relacionamento

que os youtubers

construíram

com seu público”,

completa

ele.

história

Biografia conta a

história do seguro

O jornalista e escritor Ricardo

Viveiros lançou sua oitava obra biográfica.

Em “Uma vida pelo seguro –

a trajetória de Hélio Opípari”, o autor

relata a história do filho de imigrantes

italianos que começou a atuar na área

de seguros aos 16 anos, em 1945.

Naquele momento, o mercado estava

ainda se consolidando, logo após a

criação do Instituto de Resseguros

do Brasil (IRB).

“É curioso acompanhar a luta

do garoto que bem cedo precisou

trabalhar para ajudar a sustentar sua

família, ao mesmo tempo em que

identificamos os principais marcos

da trajetória dos seguros no Brasil.

Um deles foi a criação do chamado

Regulamento Murtinho, por meio do

Decreto nº 4.270, de 10 de dezembro

de 1901, que passou a reger o funcionamento

das companhias de seguros

de vida, marítimos e terrestres, nacionais

e estrangeiras, já existentes

ou que viessem a se organizar no

território nacional”, diz Viveiros.

De acordo com o autor, Hélio

Opípari foi pioneiro nos seguros ao

criar o marketing do setor, ensinando

como é possível vender um produto

ligado a tragédias como incêndio,

roubo e morte. “Hélio andou pelo

interior dos Estados, conversou com

pessoas de todos os tipos, despertou

confiança e vendeu garantias futuras.

Enfim, mudou o perfil do negócio”.

8


painel

comemoração

Abecor-RE completa dez anos

O IRB Brasil RE e a Susep foram

homenageados pela Associação Brasileira

das Empresas de Corretagem de

Resseguro (Abecor-RE), pelo apoio e

colaboração recíproca. Os títulos foram

concedidos às entidades durante o evento

em comemoração aos dez anos da Associação,

promovido no Rio de Janeiro.

A data foi comemorada por um grupo

de dirigentes do setor, tendo à frente

da cerimônia o presidente da Abecor-RE,

Carlos Alberto Protasio, que destinou

❙❙José Carlos Cardoso, Judi Newsam e Carlos Alberto Protasio

fusão

Parceria para atuação em benefícios

A MDS Insure Brasil e a Síntese

Seguros passaram a atuar em parceria a

partir de outubro, para expandir presença

no ramo de Benefícios Corporativos

no Rio de Janeiro. Estima-se que as

empresas atenderão, em conjunto, mais

de 120 mil clientes.

“As duas empresas vão unir forças

para solidificar o atendimento em áreas

como seguro saúde, vida, odontológico

e previdência privada. São setores

que têm alta demanda no Brasil, com

tendência de crescimento constante”,

afirma o diretor regional da MDS Insure

no Rio de Janeiro, Thiago Tristão.

De acordo com o diretor de negócios

da Síntese Seguros, Carlos Toscano,

“a ideia é agregar os benefícios

corporativos comercializados pela MDS

ao atual portfólio da Síntese Seguros,

as placas comemorativas de aniversário

aos representantes das duas instituições

homenageadas: José Carlos Cardoso e

Roberto Westenberger, respectivamente.

“Como é bom constatar que a empresa

que hoje dirijo segue sendo reconhecida

como um ícone no mercado de

resseguros. E agora, com o desafio da

internacionalização, queremos não só estreitar

ainda mais as boas relações com os

brokers aqui no Brasil, mas também em

toda Latino América”, enfatizou Cardoso.

composto por proteções patrimoniais,

de responsabilidade, financeiras, e, em

menor parte, por apólices de auto e

residências”.

ouvidoria

Entre as melhores

A Ouvidoria do Grupo Bradesco

Seguros foi eleita uma das

10 melhores do Brasil pelo Prêmio

de Ouvidorias Brasil pelo case

“atuação estratégica da Ouvidoria:

o equilíbrio entre a satisfação

do consumidor e a perenidade da

Empresa”.

“No Grupo Bradesco Seguros,

a Ouvidoria tem como lema

‘Cliente razão da nossa existência’,

pois aqui ‘somos todos ouvidores”,

ressalta o diretor do Grupo e responsável

pela Ouvidoria, Eugênio

Velasques.

“Iremos oferecer soluções customizadas

em benefícios, ou seja, associadas

a um pacote de serviços de consultoria

que vai muito além da venda pura e

simples de produtos de vida e saúde”,

acrescenta o executivo.

A Síntese passa a oferecer serviços

para auxiliar departamentos de RH a

otimizar a gerência dos recursos humanos

e reduzir custos com benefícios,

que hoje representam a segunda maior

despesa das empresas, atrás apenas da

folha de pagamento. Entre os serviços

oferecidos estão o monitoramento e a

inteligência sobre os sinistros, a orientação

da mão de obra sobre o uso dos

planos, o acompanhamento de reembolsos

e processos junto às operadoras

e o atendimento a funcionários nas

empresas com grande número de vidas.

10


painel

acordo

Aumento da capilaridade

A Lojacorr fechou um acordo operacional com a União

Nacional dos Corretores de Seguros (UNCS) para ampliar a

atuação no Estado de São Paulo. A informação foi dada pelo

diretor regional da companhia, Luiz Longobardi, durante o 19º

Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, promovido pela

Fenacor em Foz do Iguaçu (PR). Segundo Longobardi, o acordo

visa prover soluções tecnológicas, back office e acesso ao mercado

tanto para o UNCS quanto para a Lojacorr da capital paulista.

Marcos Abarca, diretor comercial da UNCS, afirmou que a

união com a Lojacorr vinha sendo discutida há alguns meses. Ele

espera que, com a ação, a companhia ganhe forças e se torne um

braço importante da operação dentro de São Paulo. “A unidade

da UNCS contará com até 40 corretores de seguros. Com isso,

esperamos um salto de qualidade tanto na prestação de serviço

quanto na rapidez das respostas e, assim, que o consumidor saia

ganhando”.

Prêmio Antonio Carlos

Iniciativas para o setor

A CNseg anunciará, no dia 18 de novembro, os 15 projetos

finalistas da edição 2015 do Prêmio Antonio Carlos de Almeida

Braga de Inovação em Seguros. Os projetos serão analisados pela

Gerência Executiva do Prêmio que, posteriormente, submeterá

os trabalhos habilitados para avaliação, em duas etapas, da

Comissão Julgadora.

A primeira etapa de avaliação consiste na análise individual,

baseada nos critérios já estabelecidos: inovação, relevância para

o negócio, implementação e conjunto do

trabalho. Para a segunda etapa, os

autores e coautores dos quinze

projetos que obtiverem as

maiores médias gerais defenderão,

presencialmente, seus

trabalhos frente à Comissão

Julgadora, composta por

profissionais reconhecidos

nas áreas de seguros, governo,

sustentabilidade, economia,

jornalismo e educação.

Invista em outsourcing para

manter competitividade

O Outsourcing é a prática operacional mais eficiente

para capturar rapidamente novas tecnologias, novos serviços,

novas ideias sem a necessidade de fazer grandes

investimentos, ou seja, em vez de desenvolver internamente

e arcar com o tempo e o custo da inovação, a

companhia contrata uma empresa terceirizada que já

pratica a novidade e passa a contar com seus benefícios

imediatamente.

A GTI Solution é uma consultoria especializada em

tecnologia e no ramo segurador e atua em outsourcing

tanto em tecnologia e ferramentas, quanto também na

busca de know-how de profissionais, dentro do mercado

segurador, que atendam todo escopo da necessidade

do cliente.

“Implantamos as melhores práticas do mercado

de RH e uma metodologia de desenvolvimento profissional

baseada em avaliações de desempenho, com

treinamentos comportamentais, mas incentivando

também certificações para que nossos profissionais

se desenvolvam e estejam sempre aderentes ao que o

projeto dos nossos clientes necessita”, comenta Cristina

Flohr, gestora de Recursos Humanos da GTI Solution.

Especialista no assunto, o coordenador da cátedra

de Gestão de Riscos Administrativos da ANSP, Jorge

Abel Peres Brazil, comenta que o mercado segurador é

tão competitivo em termos de preço que muitas vezes

o executivo deve olhar para dentro da organização e

se perguntar o que pode ser terceirizado. “Atualmente

é possível fazer esta opção e manter o mesmo nível

de atendimento, o mesmo tipo de linguagem, mesmo

padrão de qualidade para o cliente porque dispomos

de empresas especializadas capazes de nos dar essa

garantia”, afirma.

Em média, a terceirização permite uma redução

de 20% a 30% do custo do mesmo serviço feito

internamente. Além dessa economia, as empresas

podem se concentrar naquilo que é o corebussiness

da companhia e direcionar os recursos economizados

para outras áreas como

novos produtos, novos

mercados ou o desenvolvimento

de novos canais

de distribuição.

Jorge Abel Peres Brazil,

coordenador da cátedra

de gestão de riscos

administrativos da ANSP

12


GENTE

Diretor corporate

no Brasil

A Aon anunciou a contratação

de Eduardo Takahashi como novo

diretor corporate no Brasil. O executivo

atuará na área comercial e no relacionamento

com empresas, tendo como

principal missão desenvolver uma consultoria

mais focada na gestão de riscos

e oferecer um portfólio de produtos de

seguros mais alinhado com o segmento

de atuação de cada companhia.

Mudanças na gerência

Gustavo Grassi é o novo gerente de

Rede de Prestadores de Serviços da Brasil

Assistência. O executivo volta à empresa

em que iniciou a carreira, em 1998,

e passa a liderar a área de Contratação e

de Relacionamento com Prestadores de

Serviços de assistência da marca.

“Nosso desafio será desenvolver um

modelo de negócio ainda mais próximo

do prestador de serviços da Brasil Assistência,

em sintonia com os objetivos

da companhia. Queremos aproximá-lo

ainda mais do que fazemos, a partir de

treinamentos e do uso da tecnologia”

afirma Grassi.

Seguros de

Pessoas

Atuação direta com corretores goianos

A sucursal de Goiânia da Capemisa

Seguradora contratou Gilberto Martins,

que passa a ocupar a gerência da unidade.

O executivo tem mais de 18 anos de

experiência no mercado de seguros e em

gestão comercial e operacional.

De acordo com Martins, um de seus

objetivos é aumentar a participação da

companhia no mercado de seguros da

região. Além disso, seu foco é atuar

diretamente com os corretores. “É preciso

estreitar o relacionamento com os

corretores da região. Acredito que, desta

forma, vamos melhorar os resultados dos

negócios na sucursal”.

O espanhol Enrique de la Torre

é o novo diretor geral de seguros de

Pessoas do Grupo BB e Mapfre. No comando

da Diretoria Geral de Riscos de

Pessoas, De la Torre tem como missão

dar continuidade ao bom desempenho

da empresa no segmento.

Novos comandos dentro e fora do Brasil

Larissa Vecchi assume a gerência

de Comunicação e Marca Institucional

da Liberty Seguros. O posicionamento da

marca será uma de suas principais missões

e, assim, a profissional deverá gerenciar

as atividades relacionadas a employer

branding, publicidade, relações públicas e

responsabilidade social corporativa.

Anteriormente, o cargo era ocupado

por Karina Louzada, que passa a integrar

o time de Talent and Organizational Capabilities

da Liberty International, como

Corporate Internal Communications Director.

A base de Karina será em Boston,

nos Estados Unidos, trabalhando junto às

18 operações da Liberty International.

14


Área de Gente e

Gestão

Mario Lopes Vasconcelos Junior

é o novo diretor de Gente e Gestão da

Tempo USS. Entre os desafios do executivo

está garantir que os processos da

área contribuam para a melhoria dos

resultados da empresa.

Traçando novos projetos

Tércio Egon Paulo Kasten, atual da demanda por serviços de saúde.

vice-presidente da Confederação Nacional

de Saúde (CNS), foi escolhido

para ficar à frente da entidade no próximo

triênio (2016 a 2018). Também

presidente da Federação dos Hospitais

e Estabelecimentos de Serviços de

Saúde do Estado de Santa Catarina

(FEHOESC), o executivo afirma que

entre as prioridades de sua gestão está

a redução da carga tributária. Ele acredita

que, com a medida, a iniciativa

privada poderá ampliar investimentos

e tornar compatível a oferta de serviços

com o crescimento da demanda.

Outro foco será trabalhar em prol

do Sistema Único de Saúde (SUS) e da

Saúde Suplementar. Kasten observa que

tanto a saúde pública quanto a privada

desempenham um importante papel no

sistema de saúde brasileiro e, portanto,

estimular parcerias público-privadas

é um caminho a ser seguido para que

o País possa atender o crescimento

A ampliação da infraestrutura

médico-hospitalar será outro desafio.

Ele cita, por exemplo, a falta de leitos,

que atualmente está em 2,4 leitos por

mil habitantes, taxa inferior à do padrão

estabelecido pela Organização Mundial

da Saúde (OMS), que vai de três a cinco.


direto de londres

por Luciano Máximo*

Agitação no mercado

segurador europeu

16

Enquanto um brasileiro gasta, na

média anual, menos de US$ 500 (cerca

de R$ 1.900) com produtos de seguros, na

Europa o consumo per capita de apólices

para cobertura de riscos dos mais variados

e planos de previdência privada está na

casa dos US$ 2.200 por ano (cerca de R$

8.400) – um crescimento de 30% ao longo

dos últimos dez anos. Isso mostra por

que o mercado segurador e ressegurador

europeu é o mais dinâmico do mundo do

ponto de vista do consumidor – até mais

que o dos Estados Unidos.

Do ponto de vista empresarial não

é muito diferente, o dinamismo também

é característica presente. O setor anda

bem agitado nos últimos meses, apesar

de a economia europeia não estar lá essas

coisas. Pipocam na imprensa geral

e especializada notícias de expansão de

seguradoras e resseguradoras europeias

rumo a mercados emergentes – Brasil

entre eles, mas principalmente Ásia e

África – e também de muitos negócios de

seguradoras se fundindo com concorrente,

comprando concorrente... para quem gosta

de acompanhar o tema fusões e aquisições,

o mercado segurador europeu é um prato

cheio. E as cifras são bilionárias.

Vários negócios estão acontecendo,

mas curiosamente o que chama mais atenção

é uma transação que há pelo menos um

ano teima em não sair do papel: a compra

da gigante inglesa RSA pela igualmente

gigante suíça Zurich. Se o negócio, enfim,

sair do papel entrará para o livro dos recordes

como a maior transação entre seguradoras

europeias. Se não andar, será um

fracasso de igual proporção. Em agosto, a

Zurich fez uma proposta amigável de aquisição

da rival britânica RSA por US$ 8,8

bilhões (quase R$ 35 bilhões!). Fontes do

mercado londrino dizem que a operação

trará eficiência operacional para a Zurich

que, como a RSA, tem grande presença no

Reino Unido e também providenciar para

a Suíça melhor acesso aos mercados do

Canadá, Escandinávia e América Latina,

onde a RSA tem forte presença – no Brasil,

o grupo RSA está há mais de 60 anos e

atua com foco em seguros corporativos e

de afinidades.

Tudo caminhava bem com o negócio.

Mas no meio do caminho tinha um sinis-


tro. E dos grandes! Ainda em agosto, um

depósito de materiais químicos no porto

da cidade chinesa de Tianjin explodiu, matando

44 pessoas e deixando mais de 400

feridas. A explosão atingiu outros grandes

armazéns de várias empresas instaladas na

região portuária. A Renault declarou que

mais de 1,5 mil veículos em seu estoque

tiveram perda total. Toyota e Volkswagen

estimam as perdas em quase cinco mil

carros – 40% dos carros importados pela

China entram no país pelo porto de Tianjin.

Com várias apólices cobrindo riscos

civis na área, a Zurich declarou logo após

o acidente que terá que fazer, inicialmente,

a cobertura de US$ 275 milhões (R$ 1 bilhão)

em danos. Além disso, a seguradora

suíça apresentou prejuízo no segmento de

seguro automotivo nos Estados Unidos.

Esses dois fatores forçaram, em setembro,

a direção da Zurich a cancelar, pelo

menos temporariamente, as conversas

com a RSA.

O choque foi grande para a rival

britânica. Quando o CEO da Zurich,

Martin Senn, anunciou para o mercado

o encerramento da negociação, um dia

antes do prazo previsto pelo órgão regulador

britânico antes da oferta oficial,

as ações da RSA na Bolsa de Valores de

Londres registraram perdas de mais de

20%. Em conferência com investidores,

Senn justificou, sem mencionar Tianjin,

que “recente deterioração do desempenho

comercial no negócio de seguros gerais do

grupo é o principal motivo para terminar

as negociações com a RSA.”

Nos bastidores do mercado segurador

londrino, os analistas acreditam que a

RSA continua à venda. Tanto a Zurich

pode voltar a negociar sua compra num

prazo mínimo de três meses quanto outra

empresa pode surpreender o mercado e

chegar com uma proposta. “É o que a gente

chama de momentum! Tem muito disso no

mercado segurador. Vamos ficar atentos”,

observou Mark Wendon, especialista do

setor e professor de finanças.

Olhando para o caso da Zurich até

parece que os negócios que não dão certo

são mais “exciting” do que as transações

que saem do papel. Por exemplo, outra

notícia que é um verdadeiro “bafão” no

mercado londrino não é lá muito positiva.

A Prudential, a maior companhia de

seguros britânica, com um faturamento

em prêmios e reservas de mais de R$ 200

bilhões, principalmente no ramo vida e

previdência privada, estuda vender suas

operações no Reino Unido ou movê-las

para a Ásia, provavelmente Hong Kong ou

Singapura. Tudo por causa da indefinição

sobre a permanência do Reino Unido

como membro da União Europeia. O governo

conservador do primeiro-ministro

David Cameron deve realizar um referendo

em 2017, o que pode consagrar a

separação da ilha britânica do continente

europeu em termos de cooperação econômica,

política e social. Em comunicado

para seus acionistas no início de outubro,

a Prudential informou que o mercado de

Londres é muito dinâmico e positivo para

a companhia, “mas estamos regularmente

olhando para a estrutura do nosso negócio

para ter certeza que ele continue otimizado.”

O tema é tratado com cautela no alto

escalão da empresa e do governo britânico,

que não quer perder a seguradora para um

país asiático.

Mas o dinâmico mercado segurador

europeu não produz apenas notícias

negativas. Dias depois do cancelamento

Martin Senn, CEO da Zurich

do negócio entre Zurich e RSA, outra

companhia suíça, a resseguradora Swiss

Re, protagonizou a compra da Guardian

Financial Services por meio de sua subsidiária

no Reino Unido Admin Re. A

pechincha foi de quase R$ 10 bilhões pelas

cerca de 900 mil apólices do ramo vida e

previdência privada do grupo Guardian,

que serão somadas às mais de 4 milhões

de apólices controladas pela Admin Re.

Mais cedo, em janeiro deste ano, a

resseguradora XL anunciou a compra

da britânica Catlin por R$ 15 bilhões. A

negociação durou mais de um ano até o

fechamento do negócio e trouxe euforia ao

mercado não só na Europa, mas no mundo

todo. A arquitetura da operação rendeu ao

CEO da XL, Mike McGavick, o título de

“Líder de Seguros do Ano”, oferecido pela

School of Risk Management da Universidade

St. John’s, de Nova York.

No fim do ano passado, a Aviva, maior

seguradora britânica, entre seguros gerais,

vida e previdência privada, protagonizou

o maior (e polêmico) negócio de 2014 ao

comprar por R$ 30 bilhões a pequena

concorrente no setor vida Friends of Life.

O negócio foi muito criticado por especialistas

por se tratar de um valor muito alto

e também pelo sindicato de trabalhadores

do setor no Reino Unido, pois abriu espaço

para a Aviva fazer uma grande reestruturação

que envolveu a demissão de milhares

de funcionários.

Por fim, outra prova que demonstra o

dinamismo do setor segurador europeu,

sob o ponto de vista empresarial, é a expansão

de suas atividades para mercados

emergentes. De acordo com relatório

divulgado em outubro pela agência de

rating especializada A.M. Best, as dez

maiores seguradoras europeias realizaram

dezenas de operações de compras ou

expansão de negócios já consolidados em

países asiáticos, latino-americanos, africanos

e do Oriente Médio. O estudo levou

em conta o aumento do faturamento em

prêmios dessas empresas nos principais

mercados emergentes, constatando que as

filiais emergentes têm um peso maior na

composição do balanço do que no passado.

* Luciano Máximo, jornalista, é repórter licenciado do jornal Valor Econômico, cobriu o setor de

seguros e resseguros na Gazeta Mercantil

17


O

mercado de grandes riscos

passou por uma transformação

no Brasil em 2014. Este

movimento de consolidação,

com empresas se movimentando e vendendo

carteiras, acabou por beneficiar

quem já estava estruturado para atender

as demandas do mercado. Foi o caso da

XL Catlin, que já estava preparada para

suprir as necessidades do seu público

alvo: as corporações. Desde que checapa

| XL Catlin

❙❙Jorge Lombardi, Riscos de Engenharia, Marcia Barbieri, Riscos Patrimoniais, Silvia Gadelha e Najib Bousakr, Linhas Financeiras

A arte de antecipar as

tendências de risco

XL Catlin atua no Brasil para atender, de maneira rápida e inovadora,

os clientes corporativos, brasileiros e globais

Kelly Lubiato

gou ao país, ajustou seu foco em riscos

complexos, o que deu a ela as condições

necessárias para reforçar sua proposta

de valor, apresentando soluções para

riscos em um momento delicado do setor.

“Estávamos preparados com equipes e

contratos de resseguros bem estruturados,

além de possuir novos produtos prontos

para operar”, explica Renato Rodrigues,

Country Manager da operação de seguros

da XL Catlin no Brasil.

A união da XL com a Catlin foi

concluída em maio deste ano. Com esta

operação, a empresa conseguiu reforçar

ainda mais sua atuação em seguros e

resseguros.

Nesta nova fase de atuação no Brasil,

iniciada em maio deste ano, a seguradora

ressalta sua forte vocação para seguros

patrimoniais e de responsabilidade civil,

linhas financeiras (incluindo os riscos

cibernéticos) e os seguros de especiali-

18


no Brasil e em qualquer subsidiária no

mundo, inclusive o passo a passo das

observações registradas pelo regulador.

As apólices são sempre em formato eletrônico,

assim como todos os pontos de

contato com os corretores.

“Estamos criando uma nova forma

de trabalhar com os corretores, que são

os nossos parceiros-chave. Sabemos que

eles valorizam a agilidade e a transparência

no contato”, informa Zampronha.

Ele cita como diferencial o acesso

direto dos corretores aos subscritores.

Na XL Catlin, a área comercial define

em conjunto com as linhas de negócio a

estratégia de distribuição da companhia,

além do formato de relacionamento com

o mercado dos corretores. “Nos estruturamos

de forma bastante enxuta porque

queremos garantir um modelo eficiente

de negócio. Nossa intenção é posicionar

as nossas áreas de subscrição na linha

de frente, já que são eles os verdadeiros

criadores de soluções. Isso sim é um

modelo inovador”, garante Zampronha.

Rodrigues reforça este ponto de visdades

- como transportes, portos e terminais

- além da expertise consagrada em

gestão de programas globais. A mais nova

linha de produtos locais é para o setor

aeroespacial (inclui aviação, satélites e

produtos de toda a cadeia aeronáutica).

Em aviação, a XL Catlin está entre as

maiores do mundo.

A missão e o propósito da companhia

no Brasil sempre foram muito claros:

80% dos clientes mundiais possuem alguma

operação no Brasil. “É um mercado

estratégico para o futuro”, avisa Rodrigues.

“Quanto mais nós conseguirmos

ajudar os clientes brasileiros a terem

opções de seguro e a se internacionalizarem,

melhor estaremos posicionados”.

O objetivo da empresa é ganhar

relevância e ser a seguradora preferida

quando o tema for solução para seguros

corporativos e de riscos complexos.

Inovação, sempre

Inovar, em seguros, é olhar as tendências

de riscos. “Nosso olhar é para

frente, para o futuro. Nosso propósito

é fazer o mundo mover adiante. Temos

como objetivo sermos os subscritores

dos riscos que nunca foram antes subscritos”,

avisa Marcelo Zampronha, Client

& Distribution Leader da XL Catlin no

Brasil, complementando que sempre

que conversa com corretores e clientes

espera apresentar soluções novas e “fora

da caixa”. “Podemos mostrar coberturas

que podem resguardar o cliente de um

problema futuro e ainda desconhecido”.

Neste sentido, Rodrigues afirma que

há estudos que mostram em que dire-

ção seguem os riscos. Para ele, o risco

reputacional é hoje uma das maiores

preocupações das empresas e ele pode

ser incluído em diversos produtos, como

D&O e Recall de Produtos, por exemplo.

“O foco é olhar para frente para antecipar

os acontecimentos. Temos que pensar em

gerenciamento de crise para o cliente,

verba para respostas, publicidade, enfim,

a garantia de que ele terá sua reputação

protegida”.

Os riscos cibernéticos, por exemplo,

são abordados de duas formas diferentes:

as empresas que atuam diretamente neste

setor e as outras empresas que podem

sofrer algum risco de seu website, redes

sociais etc. “Nós trouxemos componentes

de proteção para este tipo de risco”,

informa Rodrigues, lembrando que

várias empresas já deixaram de operar

em seus setores por conta da falta de

inovação, e acrescenta: “um exemplo interessante

é a tendência para o seguro de

automóvel sofrer uma queda nos valores

dos prêmios nos próximos 20 anos, por

fatores como a invenção dos carros que

se dirigem sozinhos”.

Toda a XL Catlin

está voltada para pensar

em inovação para os

clientes e corretores. Na

plataforma de sinistros

da companhia, os clientes

conseguem ver em

tempo real as informações

do andamento dos

processos de liquidação

de sinistros nos programas

mundiais realizados

Capital total: US$ 17 bilhões (global)

Prêmio líquido: US$ 10 bilhões (global)

Presença Global: 160 países

Escritórios no Brasil: São Paulo e Rio de Janeiro

1º lugar no Llody´s

Renato Rodrigues, Country Manager da operação de

❙❙seguros no Brasil

19


capa | XL Catlin

❙❙Daniela Murias, Aerospace, e Marcelo Zampronha, Client & Distribution Leader

ta, resssaltando que enquanto a maioria

do poder de decisão das empresas multinacionais

do setor de seguros não está

no Brasil, na XL Catlin isto não ocorre.

No caso da companhia, mais de 80% dos

negócios realizados aqui são decididos

pelos executivos locais porque a equipe é

muito experiente e tem larga autoridade

e autonomia para tomar decisões. “As

consultas internas a outras unidades têm

uma finalidade também de benchmarking,

de trazerem novas soluções que

já existem fora do País”, explica Rodrigues,

destacando outro grande ativo da

XL Catlin: a ampla, variada e profunda

inteligência de mercado global. “O fato

de sermos uma empresa global não serve

apenas para levar segurança ao cliente.

Há todo um espectro de serviços por

trás disso, porque as empresas querem

entender como é o padrão de serviços ao

redor do mundo”, menciona Zampronha,

demonstrando que há a necessidade das

empresas brasileiras que operam globalmente

saberem, por exemplo, como

funcionam as cobranças de impostos na

Espanha, ou como funcionam as regras

de emissão de apólice na China, ou o

que é necessário fazer para garantir a

cobertura para um cliente brasileiro no

México.

20

Para que tudo isso funcione bem,

a equipe interna necessita trabalhar

integradamente em nível global e a plataforma

de tecnologia operar de forma

eficiente, para que seja possível encontrar

todas as informações rapidamente. “A

nossa identidade visual reflete isso. Uma

das nossas propostas centrais de valor

é manter a alta tecnologia e a inovação

Linha do tempo

XL CATLIN

ao nosso lado para trabalhar com riscos

complexos. Não é possível pensar de

maneira tradicional quando se trata de

riscos complexos”, ensina Zampronha.

O símbolo da empresa, o fast fast

forward, mostra que as soluções devem

ser tratadas de forma rápida e consistente.

“Em uma economia global e que se move

cada vez mais rapidamente, não podemos

seguir num ritmo dissonante dos nossos

clientes”, explica Rodrigues. “Mesmo em

grandes riscos, onde a análise tende a ser

mais cadenciada e cuidadosa, é preciso

atuar em linha com a necessidade do

cliente, que é a de responder rapidamente

aos seus problemas. Afinal, o seguro é o

combustível do empreendedor, e ele não

pode secar”, completa Zampronha.

O DNA da XL Catlin não é apenas

garantir os programas internacionais de

empresas que queiram atuar no Brasil,

mas também dar suporte às empresas

brasileiras que querem ampliar suas operações

para fora do país, com soluções

de primeira linha.

Cultura brasileira

Os grandes corretores brasileiros

estão seguindo nesta linha de comunicação

eletrônica, com visualização dos

negócios e troca real time. “Estamos

focados nos corretores cujos clientes são

as grandes corporações. Eles também


❙❙Ana Paula Boni, Responsabilidade Civil, Mauricio Giuntini, Marine, e Thisiani Martins, Diretoria Técnica

estão se modernizando em busca de seu

‘placement’, com negócios colocados

centralizadamente, o que tem gerado

eficiência para o mercado”, avalia Rodrigues.

As empresas continuam contratando

os seguros tradicionais. Algumas delas

tem aumentado os limites contratados

porque as taxas estão mais acessíveis.

“O impacto maior está na questão da

infraestrutura, os seguros de riscos de

engenharia e garantia de performance

foram os mais impactados. Os demais

continuam tendo crescimento levados

pelo aumento da conscientização ou da

sinistralidade, como é o caso de linhas

financeiras e de D&O. Quem não contratava,

passou a contratar, e quem já

contratava, passou a pagar mais caro por

isso”, explica Rodrigues.

O impacto da crise, da desaceleração

da economia e do corte de custos pode

vir no sentido de piorar a qualidade do

risco, com a queda do investimento em

proteção. “Estamos muito atentos a isso.

Aqui no Brasil possuímos uma estrutura

voltada ao gerenciamento do risco dos

nossos clientes, que faz a parte de inspeção

e recomendação das proteções e

mitigações. É preciso que os engenheiros

estejam próximos, façam recomendações

e verifiquem o cumprimento delas.

“Temos este serviço tanto para Responsabilidade

Civil quanto para Property e

Marine”, esclarece Rodrigues. No fundo,

este conjunto de ações acaba agregando

economia ao segurado.

O seguro de portos, chamado globalmente

na XL Catlin de Marine Liabiliy,

ainda deve ter um desenvolvimento

bastante interessante no futuro próximo.

A XL Catlin está investindo forte neste

setor porque entende que este segmento

do mercado de seguros ainda é incipiente

e possui poucos players no Brasil. “O

crescimento está sendo grande e aqui não

percebemos nenhuma retração. Este é um

segmento onde a crise pode claramente

se converter em oportunidade”, revela

Zampronha.

A companhia tem feito constantes

investimentos em ampliação de equipe,

lançamento de novos produtos e adoção

de práticas globais consagradas para a

operação brasileira. “Este é um sinal de

que o grupo entende o momento de crise

no Brasil e continua investindo. Isto é

natural em países emergentes com forte

capacidade de recuperação, como é o caso

do nosso país”, reflete Rodrigues.

21


pesquisa | mulheres

Elas avançam com o

mercado de seguros

22


Com aumento

da renda e da

participação no

mercado de trabalho,

o setor de seguros

para mulheres poderá

crescer até 12 vezes,

atingindo US$ 122

bilhões

Amanda Cruz

A

AXA, em parceria com o

IFC e a Accenture, realizou

um estudo em dez economias

emergentes, que mostra

que em 2030 o mercado global de seguros

deverá faturar entre US$ 1,4 a US$

1,7 trilhão com serviços adquiridos por

mulheres. Em 2013, esse montante era

de US$ 777 bilhões. O estudo foi realizado

por meio de entrevistas pessoais

com 174 representantes da indústria

(corretores, agentes, mulheres clientes,

reguladores e associações), com suporte

de pesquisas e literatura relacionada

ao tema. Foram dez países pesquisados:

Brasil, China, Colômbia, Índia,

Indonésia, México, Marrocos, Nigéria,

Tailândia e Turquia.

A Revista Apólice conversou com

Philippe Jouvelot, presidente da AXA

no Brasil, para saber como o líder da

companhia enxerga esses resultados.

O relatório aponta que 50% desse

crescimento será proveniente das dez

economias emergentes pesquisadas.

No Brasil, a estimativa é de que esse

mercado cresça entre oito e 12 vezes,

quando comparado ao valor em prêmios

pagos por mulheres em 2013, US$ 10

bilhões, atrás apenas da indústria indonésia,

que deverá crescer entre dez e 16

vezes. As razões apontadas para essa

expansão são o crescimento da renda;

da participação da mulher no mercado

de trabalho, da expectativa de vida e da

quantidade de anos de aposentadoria.

Também fazem parte da lista o aumento

do poder de barganha das mulheres em

seus domicílios – fortemente relacionado

ao incremento da renda-, da quantidade

de mulheres solteiras – que, por

isso, devem prover suas necessidades

– e o enorme déficit de proteção para

pequenas e médias empresas, das quais

43% tem mulheres como proprietárias.

“A minha visão é que o mercado

de seguros está crescendo bastante e

nós temos que olhar atentamente esse

crescimento. Quando nós chegarmos

a um mercado mais maduro no Brasil,

teremos um país bem mais equilibrado

sobre quem paga o seguro, teremos metade

da população que vai comprar e ela

será formada por mulheres”, ressaltou.

O executivo diz isso porque a visão de

que quem precisa arcar com esse tipo

de proteção é homem continua sendo

perpetuada em muitos mercados e as

necessidades das mulheres muitas vezes

não são atendidas ou levadas em consideração,

pois “esse é um mercado feito

em sua maioria de homens para homens.

Esperamos chegar ao ponto em que ele

seja feito para os dois, para o público

misto”, completa o presidente da Axa.

É preciso estabelecer um equilíbrio,

perceber que a sociedade está evoluindo

e que as mulheres precisam e estão

indo atrás desse espaço. Muito além

de desenvolver produtos diferenciados

para elas, talvez a grande questão seja

levar as necessidades que elas têm para

❙❙Philippe Jouvelot, da Axa

dentro dos produtos que não abrangem

essas questões, tornando-os suficientemente

bons para os dois gêneros.

O estudo revela ainda que as brasileiras

são as mais dispostas a gastar

maiores quantias em seguros, principalmente

relacionados a riscos que

ameacem seu lar e sua família – especialmente

no ramo de saúde. No entanto,

na contra-mão dessa tendência, três

motivos são apontados como entraves

para concretização desse potencial:

conhecimento incipiente dos benefícios

do seguro, relacionados à falta de

pro-atividade no processo de venda;

insegurança em relação à tomada de

decisões financeiras; e a percepção de

que seguro é caro. Para Jouvelot, “o

relatório evidencia a mulher como um

motor de desenvolvimento econômico.

Em relação aos seguros, há um traço

comportamental importante: elas tendem

a ser mais conscientes em relação

a riscos. Para aproveitar essa oportunidade,

temos de ser bem-sucedidos na

oferta, que deve levar em consideração

as suas necessidades como mulher, mas

também como geradoras de sua riqueza e

tomadoras de decisão”. essas características

também fazem delas uma potência

no que diz respeito ao ingresso como

players atuantes no mercado de seguros.

Mas as mulheres são muito diferentes

entre si e as culturas onde vivem

pode influenciar bastante o modo como

elas se colocam no mercado, tanto como

consumidoras quanto como profissionais

do setor. O que une todas elas é que os

países em que vivem ainda carecem de

cultura de seguro. Países como Brasil e

China, por exemplo, que são geográfica e

demograficamente numerosos, não possuem

a mesma consciência de proteção

que países como a Bélgica, por exemplo,

que tem muito menos riscos a serem

considerados. Para Jouvelot, as mulheres

estão encontrando seu espaço juntamente

com o crescimento dessa cultura, da

economia desses países. “Não diria que

as mulheres têm menos acesso, diria que

elas estão crescendo com seus países.

Quando o poder de compra entre homens

e mulheres se igualar, as mulheres serão

maioria e serão decisivas para o mercado

de seguros”, afirma Jouvelot.

23


pesquisa | mulheres

Expectativas de Seguros para Mulheres

MERCADO DE SEGUROS

DAS MULHERES

EM GERAL

8-12x

CRESCIMENTO

SEGURO DE

VIDA

8-12x

CRESCIMENTO

SEGURO

SAÚDE

5-8x

CRESCIMENTO

CRESCIMENTO

DE

CRESCIMENTO

DE

CRESCIMENTO

DE

O QUE CAUSA O

CRESCIMENTO?

Aumento da renda

Aumento da

participação da força de

trabalho

Vontade das mulheres

em proteger o

patrimônio para seus

beneficiários

Aumento dos ativos

Aumento da

expectativa de vida

Aumento dos anos de

aposentadoria

Aumento no

segmento de mulheres

solteiras

Aumento no poder de

barganha familiar das

mulheres

Grande lacuna de

proteção para as

mulheres donas de PME’s

SEGMENTOS

CHAVES:

SEGURO DE

VIDA

CRESCIMENTO

DE

Mulheres Empresárias

9-14x

CRESCIMENTO

Mulheres Assalariadas

sem filho

24


especial corretor identificação profissional

Carteira do corretor é

discutida na Câmara

Sob polêmicas, projeto

de lei prevê que

identificação volte

a ser emitida em

documento físico aos

profissionais, desta vez

via smart card

Lívia Sousa

Atualmente, o registro de corretor

de seguros é comprovado

por meio de certidão extraída

do site da Superintendência

de Seguros Privados (Susep). Mas o

projeto de lei (PL) 1.700/2015 prevê que

esta identidade profissional seja novamente

emitida em documento físico aos

corretores pessoas físicas, desta vez via

cartão inteligente (smart card) ou similar.

Às pessoas jurídicas, a proposta é

que seja emitida uma Autorização para

Funcionamento.

“Outras categorias têm a sua identidade

e é justo que os corretores tenham a

sua também”, justifica o deputado Lucas

Vergilio (SD-GO), autor do projeto. O

parlamentar afirma que o mercado de

seguros cresceu na última década. Esta,

então, seria uma maneira dos consumidores

identificarem o profissional habilitado

e do próprio corretor comprovar sua habilitação.

“Sabemos que muitos se passam

por corretores de seguros mesmo não

sendo formado e habilitado”, destaca ele.

O cartão permitirá aos profissionais

fazer a certificação digital para dar mais

segurança no seu relacionamento com as

sociedades seguradoras e com a Receita

Federal. Com isso, Vergilio defende um

ganho em modernidade e agilidade nas

atividades de gestão, além da eliminação

da emissão periódica de certidões, como

acontece hoje.

26

O retorno da carteira do corretor de

seguros vem sendo debatido desde que

a Supep optou por terminar o convênio

mantido com a Fenacor, entidade que

realizava o recadastramento dos profissionais.

Se a proposta for aprovada, a

Susperintendência ficará responsável pelo

convênio e pela emissão do documento.

Divergências

Até poucos dias, a proposta contava

com um requerimento da deputada Cristiane

Brasil (PTB-RJ). Em seu pedido,

a parlamentar alegou que o regimento

interno da casa faculta à comissão de

Finanças o exame de temas relacionados

ao Sistema Nacional de Seguros

Privados.

Indeferido pela Mesa Diretora da

Câmara no início de outubro, o pedido

não havia sido bem recebido pelos representantes

da classe seguradora. Na visão

deles, caso fosse acatado, o requerimento

poderia atrasar a análise da proposta de

oito meses a um ano, dependendo da fila

de votações de outros projetos. Vergilio

também já tinha sinalizado sua insatisfação

com a solicitação, dizendo que o

único objetivo do requerimento era o de

“protelar o andamento do projeto”.

Cristiane, por sua vez, esclarece ser

favorável ao PL 1700/15, visto que esta é


Foto: Ari Versiani, Agência Ponto

❙❙Lucas Vergilio

uma demanda antiga e justa da classe. Ela

frisa ainda que a proposta vem a calhar

às sugestões de aprimoramento e modernização

da lei 4.594/64, promulgada há

51 anos e que regulamenta a profissão de

corretor de seguros.

“De fato, a tecnologia e a redução

das distâncias superou as carências que

a lei previa, como seu artigo 30, que

permite que propostas de contratos de

seguro sejam encaminhadas às corretoras

por qualquer cidadão em se tratando

de municípios onde não haja corretor

legalmente habilitado. A valorização

profissional da classe dos corretores

não pode ficar submetida à justificativa

de ‘livre concorrência’ como o texto da

antiga lei descrevia. O exercício da profissão

de corretor demanda um preparo

técnico que não pode ser descartado em

Frente

Verso

❙❙Cristiane Brasil

hipótese alguma, seja pela necessidade

de capacitação ou pela natural demanda

por segurança na elaboração de apólices

à população”, argumenta. Além da modernização

da legislação proposta, ela

acredita que a carteira dos corretores trará

mais transparência ao setor ao permitir

a identificação dos profissionais.

A deputada declara entender a “pressa

de Vergilio para a aprovação do PL,

visto que ele é o autor da proposta”, mas

defende que a análise do tema não deveria

ser considerada um atraso na tramitação.

Segundo ela, a medida só tem a acrescentar

à proposta, fortalecendo-a inclusive

contra qualquer possível questionamento

futuro. “Ainda que a emissão da carteira

demandará, provavelmente, alguns dias

de espera aos corretores e a instalação

de infraestrutura de atendimento virtual

pela Susep, não vejo como essa exigência

possa ser encarada de forma negativa

por ninguém, nem pelos profissionais do

setor, tampouco por clientes”.

Polêmicas

Lucas Vergilio diz que, durante conversa

com Cristiane Brasil, a deputada

declarou categoricamente que o requerimento

foi apresentado a pedido do presidente

do Sincor-RJ, Henrique Brandão. A

Revista Apólice procurou a parlamentar

para comentar sobre a declaração de Vergilio,

mas até o fechamento desta edição

Cristiane não havia se pronunciado. Já

Brandão salienta que não houve qualquer

interferência do Sindicato na tramitação

do projeto de lei 1.700/2015 no Congresso

❙❙Henrique Brandão

e que a entidade nunca estaria contrária

à emissão da identidade profissional do

corretor, ciente de que é um anseio antigo

da classe.

“A Cristiane é presidente de um partido.

Você acha que eu tenho autoridade

para pedir alguma coisa para um deputado?”,

questiona. “Estão me ligando a ela

como se eu tivesse poder para requerer

alguma coisa”.

Brandão afirma ser a favor do projeto

de lei 1.700/2015 e acredita que a análise

da proposta na Comissão de Finanças

e Tributação não geraria atrasos. “Não

entendo o motivo de tanto barulho. Para

mim, isso é uma ação política, um alarde

desnecessário. Fui a pessoa que mais

defendeu esses profissionais e hoje os

pequenos corretores estão abandonados”,

conclui.

Modelo da carteira

A Susep publicou, no Diário Oficial

da União (DOU), a circular nº 519, que

define o modelo-padrão da carteira de

identidade profissional do corretor de

seguros válido em todo o Brasil.

Na frente do documento constarão

os números de CPF, RG e registro do

portador, além das datas de nascimento,

da emissão da carteira e da concessão de

registro. Já o verso será destinado à filiação,

a naturalidade e ao número do título

de eleitor do profissional. Neste espaço haverá

ainda um QR Code (código de barras

bidimensional escaneado por celulares) e

as assinaturas do corretor e do superintendente

do órgão regulador do setor.

27


especial corretor carteiras

A vez dos corretores

de seguro

O que eles têm a dizer sobre a carteira que operam? Quais desafios e

possibilidades os profissionais enxergam em seu ramo de atuação?

Para o especial desse mês, a Revista Apólice procurou

corretores de seguro para que eles falassem

sobre a carteira em que mais atuam dentro de suas

empresas. Durante essas conversas, ficou claro que

embora tenha sido o carro-chefe por muito tempo, o seguro

de automóvel não é a única aposta desses profissionais. Hoje,

eles têm diversificado sua atuação e dado espaço para crescer

em outras áreas. Concorrência à parte, eles dão dicas para

outros corretores de seguros: investimento em novos nichos

e cross selling.

Corretores parecem já ter entendido que, à parte todas as

soluções tecnológicas e atalhos para o aumento da carteira,

a relação com o consumidor é que dita o desenvolvimento

dos negócios.

Confira as dicas dos profissionais:

Amanda Cruz

BENEFÍCIOS: A retenção dos talentos

Rene Gustavo, da Radium

Benefícios, acompanhou o processo

de mudança de mentalidade

por parte dos empresários.

“Eles perceberam que a qualidade

da mão-de-obra de sua

equipe é uma vantagem competitiva

perante seus concorrentes”,

afirma o corretor.

Na visão de Gustavo, a principal

vantagem dessa carteira é trazer estabilidade à

corretora, mas ele alerta que os ganhos podem demorar

a chegar. “Vale lembrar que esse tipo de carteira demora

um tempo maior de maturação se comparada com

os ramos de Auto e RE. Para quem quer um resultado

imediato não é aconselhável.

Os clientes querem atenção. Não vamos dizer que

eles querem preço, custo, desconto etc. Mais do que isso,

o cliente quer ser bem atendido”, pontua.

A tecnologia está presente na empresa de Gustavo

a partir do CRM (Customer Relationship Management)

“Hoje a internet é um campo pouco explorado pelas

corretoras de seguros. Os consumidores mais jovens, que

vivem a maior parte do tempo navegando pela rede,

vão começar a consumir seguros por seus eletrônicos,

quem largar na frente com certeza irá colher os frutos”.

“Não temos exclusividade com nenhuma operadora

e seguradora, porém, damos prioridade para algumas,

elegemos 3 fornecedores por categoria.

No caso de uma Assistência Médica ou Odontológica

a rede credenciada ou referenciada é levada em consideração,

pois o pós-venda oferecido por nós é fator determinante

no ato de um fechamento de contrato”, destaca.

“Essa estratégia é sempre revisada, pois com o tempo

os produtos são inovados, e também surgem novas

soluções. Utilizamos da tecnologia para oferecer nossa

prateleira de produtos, aproveitando o envio de e-mail

de aviso de vencimento das apólices”, conta.

28


CONDOMÍNIO: Contratação obrigatória, atendimento diferenciado

A contratação do seguro de Condomínio é exigência

da Lei, mas Sérgio Zaveri, corretor de seguros na Links

Life, aponta que nessa carteira o mais importante é

esclarecer e orientar o síndico sobre as coberturas disponíveis,

riscos excluídos e serviços oferecidos. “Nossa

opção por focar nessa carteira apareceu no momento

em que verificamos o quanto os segurados estavam

desinformados e a quantidade de erros técnicos nas

apólices”, conta.

“Utilizamos apenas para a elaboração de custos. O

mercado demanda ainda muita informação e um dos

projetos da corretora é aliar tecnologia e expertise no

negócio para a melhor colocação e mitigação dos riscos.”

“A concorrência é fundamental

para qualquer segmento

e principalmente no mercado

de condomínios, pois as apólices

possuem em suas condições

gerais muitas diferenças.”

“Trabalhamos muito a questão

da indicação de novas oportunidades

de negócios para os

nossos clientes, uma vez que

podemos apresentar novas soluções e garantias importantes

para a manutenção de seu patrimônio e sua

tranquilidade pessoal e profissional.”

RESIDENCIAL: Necessidade de Divulgação

Apesar de ter baixo custo, principalmente

se comparado ao valor

do imóvel e das possíveis perdas

em caso de sinistro, o seguro residencial

ainda é pouco divulgado.

Alex Balint, da Logi Seg,

acredita que apesar dessa dificuldade,

esse não é um ramo

muito difícil. “Como o universo de

residências sem seguro é muito

grande, esse é um ótimo ramo para explorar”, conta.

Para Balint, o jeito de conseguir aumentar a penetração

do seguro é a venda consultiva. “É interessante

explicar para um potencial cliente, por exemplo, a cobertura

de RC Familiar, mostrando o baixo preço relacionado

com o valor da segurança ajuda muito no fechamento

do negócio”, destaca.

“A remuneração, devido ao baixo preço da apólice,

não ajuda muito, mas é um trabalho de formiguinha,

penso que vale a pena a construção de uma carteira no

longo prazo”, completa

No entendimento do corretor, possuir uma única

seguradora parceira para essa carteira é um facilitador

do processo de contratação. “Conheço mais a fundo as

coberturas e exclusões, ficando com mais segurança na

hora de apresentar uma proposta”, comenta.

VIDA: Aprendendo a perceber a importância

Atuando na área de benefícios, Pedro Monteiro,

da MBS Seguros, falou da importância que um seguro de

Vida bem feito pode ter na para clientes. “O seguro de

Vida acabou sendo commodity, sem avaliar aspecto de

necessidade, ficou muito relacionado ao valor do capital.

temos que avaliar a necessidade do cliente, para que a

família tenha como se recuperar em caso de sinistro.”

Para ele, o seguro de Vida só não tem penetração

maior porque, dentro da carteira de benefícios, ele

acaba perdendo espaço para o seguro saúde. “Com isso

o corretor desenvolveu pouco o seguro de vida, mas é

um mercado com extremo potencial”, acredita.

O corretor acredita que o seguro de Vida tem muita

importância e que ele pode não ser bem percebido

porque seu sinistro é algo que

causa muito impacto na vida

das famílias. “O desafio é a desburocratização.

e a concorrência

ética”, destaca.

Monteiro acredita que alguns

fatores poderiam até ser

benéficos caso houvesse exclusividade,

como ter condições diferenciadas

e ter mais rendimento

quando a contratação for feita em volume. “Mas acho

que de modo geral há mais perdas que ganhos, porque

você deixa de ser consultivo. Não acho que seja uma boa

alternativa”, comenta.

29


especial corretor carteiras

SAÚDE: A preferência nacional

Depois da casa própria e de educação, o seguro

saúde é o principal desejo dos brasileiros. Os planos

individuais, cada vez mais escassos, deram espaço

para planos empresariais que atendem demandas por

um preço mais acessível, além de reter funcionários.

Para Alvaro Pio Queiroz, da Corretora Nomminal

Seguros, o segredo é fazer aquilo que muitos dizem

que fazem, mas poucos têm na prática. “Atendemos os

anseios dos clientes, prestamos serviços diferenciados,

fazemos quase toda a parte operacional. Escolhemos

uma carteira na qual há uma carência na prestação de

serviços. Foi uma estratégia traçada em 1996, mas o

resultado começou a aparecer em 2000, persistindo

até hoje. Ainda assim, faltam alternativas sólidas em

seguradoras e operadoras, mais produtos e serviços.

O setor ainda é muito concentrado”, afirma.

O corretor usa uma plataforma específica, desenvolvida

por uma empresa terceirizada, para essa e outras

carteiras e tem percebido alguns benefícios que ela

traz. “No Seguro Saúde, especificamente,

ela atende parte da

necessidade. Complementamos

com outras ferramentas desenvolvidas

por nós mesmos”, conta.

A centralização de boa parte

da carteira em apenas uma seguradora

é uma prática adotada por

Queiroz, mais pelo conhecimento

do produto que está vendendo,

mesmo assim outras companhias são consultadas,

caso acredite que é mais vantantajosa, é feita a proposta.

Não praticamos exclusividade, apesar de centralizar boa

parte de nossos negócios em uma companhia. Acredito

que outras bandeiras são sadias, já que permitem conhecimento

de produtos, serviços e alternativas ao mercado

e clientes. Sinceridade, cumprimento fiel ao que se diz e

ao que se realiza e foco sempre no cliente também são

pontos importantes”, finaliza.

Fernando Amaro, corretor

da Dancor Corretora de Seguros,

acredita que é primordial para

os corretores que trabalham

com Saúde Suplementar desenvolverem

ferramentas de

gestão e acompanhamento

recorrente dos contratos, principalmente

no gerenciamento

de riscos que possam inviabilizar

a manutenção da relação entre cliente e operadora.

“O mercado ainda não encontrou a maneira mais

adequada de equilibrar esta relação dentro do sistema,

principalmente quando este desequilíbrio causa

danos financeiros e assistenciais para os beneficiários”,

aponta o corretor.

O mercado teve um grande crescimento nos

últimos anos e Amaro acredita que, junto com ele,

vieram as responsabilidades. “Este aumento vem

acompanhado de uma demanda de reclamações

relacionadas às coberturas, contratos, mensalidades

e reajustes, o que comprova também a falta de uma

consultoria para atuar em conjunto com os clientes.

É neste paralelo que procuramos atuar , encontrando

maneiras de lidar com a pressão dos custos assistenciais

e desenvolver ferramentas que reduzam este

impacto à nossa carteira.

A corretora de Amaro optou por um sistema de

gestão integrado, feito especialmente para a consultoria.

“Este sistema viabiliza a criação de um banco de

dados unificado, por cliente, com alterações simultâneas

para todas as apólices e coberturas contratadas

conosco, bem como uma estrutura de backup com

todo o histórico dos contratos sob nossa gestão,

dando suporte nas rotinas diárias, gerenciamento e

nas renovações” .

Corretores precisam conhecer seus segurados e

muitas vezes a melhor forma de fazer isso é oferecer

a eles novas proteções que estejam de acordo com

seus estilos de vida. “O cross selling é vital para nós

corretores. Pois, além de permitir a ampliação dos

negócios, cria um vínculo maior com nossos clientes.

Já realizamos este trabalho e estamos planejamento

uma ação maior”, garante Amaro.

30


especial corretor carteiras

AUTOMÓVEL: A maior demanda

O seguro Auto é o mais demandado no mercado,

embora apenas 30% da frota estejam segurados, ele é,

sem dúvidas, o maior destaque dentro da maioria das

corretoras do país. Apesar dessa abrangência, ainda

existem muitas pessoas que precisam de seguro, mas

por diversas razões, inclusive por falta de conhecimento

sobre o assunto ,acabam por ficar sem proteção. Camilo

Gubitosi, da Vilac Seguros, acredita que, “sem dúvidas,

ainda existe uma fatia do mercado muito grande para

ser conquistada, mas a manutenção da carteira é muito

importante”, declara.

Gubitosi afirma que em sua corretora boas práticas

profissionais, como o bom atendimento, especialmente

nos momentos em que o segurado passa por um sinistro,

é que fazem diferença para a fidelização. “É preciso

ser diferente, criativo e informar para o cliente como

o mercado funciona, se movimenta. Assim, deixá-lo

decidir”, comenta.

Para o corretor, a utilização da tecnologia é

importante e traz muitos benefícios.

Um deles é o sistema

de cadastro que possui para o

controle de apólices que estão

para vencer de seus clientes e

também de outros clientes que

não fazem esse seguro com

ele. Por isso, Gubitosi reitera

que os clientes que ele tem

para conquistar são o maior

benefício que pode vir aliado a

essa plataforma.

O corretor acredita na importância da fidelidade

do cliente com sua seguradora. Mantê-lo naquela

companhia que já apresenta a melhor proposta para

suas necessidades, pode ser mais vantajoso. “Tenho três

seguradoras que chamo de linha de frente, mas hoje

precisamos trabalhar no mínimo com sete seguradoras.

O mercado exige isto”, afirma.

Douglas Gatto Polido

Kich, da VIP Corretora, destaca

que o principal desafio é “a

altíssima concorrência com corretores

de alto escalão, bancos

com condições para correntistas,

entre outras. Temos que

enfrentar vários obstáculos e

concorrentes no dia a dia. Além

da cultura da população, que nem sempre é favorável

ao nosso produto”, comenta.

Mas o futuro da carteira, para ele, assim como

para outros corretores que apostam no Auto, continua

parecendo promissor, pois o mercado ainda

não está saturado. “Sem dúvida, é um ramo onde

sempre haverá pontos para explorar, principalmente

pela versatilidade dos produtos que as seguradoras

disponibilizam. Porém, a manutenção de clientes já

existentes, principalmente em momentos de dificuldade

econômica como a que estamos passando, é

essencial para manter-se no mercado. A relação com

cada segurado muda, de acordo com seu perfil, mas

a proximidade e a veracidade no que está sendo feito

e contratado é o que mais estreita nossas relações”,

constata o corretor.

“Dentro de nossa empresa mantemos um Whatsapp

disponível para os clientes, além de atualização

diária da página no Facebook com promoções,

campanhas, dicas e curiosidades. Temos também

um multi cálculo desenvolvido exclusivamente para

nossa corretora, fazendo com que o atendimento seja

mais ágil ”, afirma.

Segundo o entrevistado, a plataforma utilizada faz

com que o cliente esteja em sintonia com o corretor

responsável pelos seus seguros.

Embora não trabalhe com apenas uma seguradora,

Kich aponta que as melhores seguradoras,

segundo seus critérios, têm prioridade. “Não trabalhamos

exclusivamente para uma seguradora, porém

temos os contratos de companhias foco. Essa relação

é benéfica, pois temos condições comerciais diferenciadas”,

conta.

32


especial corretor carteiras

GRANDES RISCOS: Carteira tem oportunidades, mas pede atenção

A carteira de Grandes Riscos tem uma enorme gama

de coberturas e o seu crescimento possui impacto muito

forte no crescimento da economia, em investimentos de

novos nichos de mercado, na comercialização de novas

soluções de seguro e no auxílio a riscos emergentes.

Por isso, a Willis, corretora de grande porte, tem esse

ramo como prioridade na sua atuação. Álvaro Igrejas,

Diretor de Riscos Corporativos da companhia, afirma

que seus clientes também acompanham o porte da

corretora, que tem como segurados 80% das maiores

empresas com ações na BM&F, de acordo com ele.

A parceria com grandes seguradoras também

é positiva. Igrejas diz estar satisfeito com as soluções

apresentadas para esse ramo.“ Nesta área, só trabalham

seguradoras altamente especializadas, com alto domínio

técnico e conhecimento neste tipo de risco, não existe

espaço para aventureiros”, afirma.

Como aposta na tecnologia, a Willis utiliza ferramenta

para auxiliar na análise de

diversos riscos. “Podem ser feitas

amostras variáveis de perdas, de

acordo com as opções de retenção,

apresentação de benchmarking,

riscos de catástrofe etc.

Os principais benefícios são

maior conhecimento dos riscos

do seu negócio, por parte do

segurado, e uma maior eficiência

na gestão dos mesmos”, atesta.

Atuando como consultora de seguros, o trabalho

de cross selling, aliar informações com as bases tecnológicas

operantes na empresa, precisa ser feito. “Neste

trabalho, muitas vezes temos que trazer informações

mais detalhadas, estudos de mercado com empresas

de riscos semelhantes em outros países, e experiência

global”, declara Igrejas.

O ramo de grandes riscos é

um dos que têm sido mais afetados

pela crise econômica no

País e esse é o principal desafio

que o corretor de seguros Ecidir

Fornazzari, da Fornazzari Corretora,

aponta na carteira. “Nas

obras de infraestrutura, desde

o início da Operação Lava Jato,

praticamente estagnou. Acredito

que este setor ainda sofrerá bastante nos próximos

anos”, destaca.

Na empresa, Fornazzari conta que opera com Seguro

Garantia, em todas as suas modalidades, e Riscos

de Engenharia (Grupos I e II). O Grupo I tem como

principal atuação a construção de edifícios residenciais

e comerciais. “Movimentamos, em média, um capital

segurado de R$ 2 milhões por ano”, afirma o corretor.

Já no Grupo II, que trata da infraestrutura, as operações

estão paralisadas.

Mesmo diante das dificuldades, Fornazzari destaca

que a carteira tem características próprias que

trazem incentivos para o empenho do corretor como

“ o montante elevado dos seguros contratados. Além

disto, por tratar-se de seguros plurianuais (mais de

um ano de duração), o vínculo com o segurado é de

longo prazo. Isso facilita a contratação de outros seguros

complementares como o seguro de vida para os

funcionários vinculados às obras ou de equipamento

de uso especial”, esclarece.

O corretor lembra que seu trabalho não termina

com a contratação da apólice, mas que começa nela

e lembra: “infelizmente, não temos, no Brasil a cultura

do seguro. Desta forma, a contratação de um seguro,

qualquer que seja o ramo, ainda é visto como uma

despesa. São raros os segurados que enxergam o

seguro como um instrumento de proteção ao seu

patrimônio”, lamenta.

A exclusividade com uma seguradora não faz

parte da estratégia de negócios da empresa, porque,

segundo ele, os produtos oferecidos são diferentes

em cada seguradora, algumas têm coberturas mais

abrangentes que outras. “Cabe ao corretor identificar

essas diferenças e passar as informações para o segurado.

Com isso, ele terá todas as informações sobre as

coberturas, e ele poderá tomar sua decisão”, enfatiza.

34


Basicamente, os produtos e

serviços ofertados pelas seguradoras

atuantes no mercado

seguem o que alguns profissionais

chamam de “efeito commodity”:

eles já não apresentam uma variação

tão grande quanto à precificação e aos

tipos de coberturas. Na outra ponta está

o novo consumidor, mais informado,

exigente e com um poder de decisão

cada vez maior.

Sendo assim, o que determina a escolha

de um corretor de seguros pelo cliente

é, exclusivamente, a sua atuação. A Revisespecial

corretor consumidor

Surpreenda-me!

Clientes explicam como

é o relacionamento

com seus corretores

de seguros e revelam

quais fatores julgam

decisivos para a

escolha de quem deve

cuidar de seus bens

Lívia Sousa

ta Apólice conversou com consumidores

de carteiras variadas, que revelaram, por

exemplo, que a indicação de um amigo

ou familiar contribui – e muito – para se

fechar negócio com o profissional.

Também contam pontos a favor

a identificação das necessidades reais

dos segurados, ir além da corretagem

e prestar um serviço de consultoria, ter

conhecimento técnico sobre os produtos

e as seguradoras e ser ágil para resolver

questões burocráticas. Até mesmo o senso

de humor pode fazer toda a diferença

neste momento.

“Já fiz seguro viagem várias vezes, seguro carta verde para o Mercosul,

seguro residencial e no momento estou com dois veículos, carro e uma

moto assegurados com o mesmo corretor e com seguradoras diferentes.

O corretor que me atende é dedicado, honesto e profissional na área, além

de bem pontuado em todos os aspectos referentes a seguros. Sempre

prestativo nas horas necessárias, é muito atencioso quanto ao sinistro, tem

uma ótima equipe de trabalho e envia cálculos de todas as seguradoras.

No mercado de seguros há variações de um ano para outro e de uma seguradora

para outra, e o corretor com esse jogo de mercado sabe muito

bem o que o cliente quer. A persistência do corretor quanto à necessidade

de manter nossos bens assegurados dá tranquilidade aos clientes.”

Vladinir Pacheco,

funcionário público

36


“Contratei um seguro para os dois estabelecimentos comerciais que

administro, com coberturas básicas. Minha sócia indicou uma corretora

de seguros conhecida da família e escolhi a profissional pela questão

da confiabilidade. Até hoje, nunca precisei acionar o seguro, mas

tenho aquela coisa de que ela não vai me ‘dar o cano’ ou me ‘deixar

na mão’. Além disso, a localização próxima da profissional me atraiu,

assim como o preço do produto ofertado – um seguro mais barato,

mas ao mesmo tempo bom – e o fato de a corretora analisar todos

os meus pontos e os pontos dos meus estabelecimentos, lembrando

de detalhes que passariam despercebidos por mim.”

Rossana Mara Buzacarini Schulman,

economista e proprietária de duas lojas de varejo

“Meu marido e eu começamos a viajar muito a trabalho, então parei para

pensar o que aconteceria com os nossos filhos caso ocorresse alguma coisa

conosco. Isso despertou minha atenção para o seguro de vida, mas só contratei

o produto depois que o meu marido comprou uma moto. Procurei o

corretor de uma amiga, que sem rodeios identificou minhas necessidades

e mostrou que eu precisava de mais coisas do que imaginava, além de ter

senso de humor e simpatia. Ninguém gosta de falar ou pensar em morte,

acidente e funeral, então ser bem humorado é importante para tratar deste

tipo de assunto. Tive muitas dúvidas durante o processo de contratação e,

por duas semanas, mandei e-mails e liguei várias vezes para ele, que teve

paciência para explicar e esclarecer as diferenças de cada plano.”

Samantha Gravena,

empresária

“Em seguro de automóvel, você pouco entra em contato com o corretor, exceto

em ocasiões emergenciais. No meu caso, acionei o seguro quando sofri um acidente

de carro, em que tive perda total do veículo. Naquele momento, liguei para

o meu corretor, que foi super acessível e me passou toda a orientação necessária

do que devia ser feito tanto no momento de pânico pós acidente como depois,

para acionar o seguro. Soube, por amigos, que há casos em que para se resgatar

a quantia do seguro a burocracia é tão grande que, por ineficiência de alguns

corretores, esta demora pode até ser alongada, mas comigo isso não aconteceu.

Quando comecei a pesquisar outro carro para comprar, recorri a experiência do

meu corretor e recebi uma série de observações importantes que influenciaram

na minha escolha. Ele poderia apenas se limitar a cotar e a vender o seguro, mas

foi além e me passou um panorama geral do mercado. Principalmente em situações

delicadas, o profissional precisa ter respeito e humildade com os clientes,

afinal, é um momento estressante para o segurado. Sinto que posso contar com

ele sempre que preciso e que ele entende o quanto aquele bem é importante.

Não posso negar que fui muito bem atendida.”

Flávia Silva, Senior Buyer

37


especial corretor consumidor

“Sou responsável por contratar, na empresa, os seguros de riscos patrimoniais,

Responsabilidade Civil, automóvel, transporte e garantia. Para a

escolha do broker, me baseei na estrutura e no comprometimento com a

parte de consultoria e corretagem de seguros. Impressiona-me no mercado

securitário a melhora que apresentou quanto a se transitar um determinado

processo, mas quando o assunto é o corretor acho que não existe

um 100% perfeito. O profissional só é participativo se o segurado participa

ativamente. Por isso, o corretor deve buscar, cada vez mais, a participação

do segurado para fortalecer esse elo com o seu cliente.”

Dante Tapioca

Head de Seguros de empresa de distribuição, geração,

transmissão e comercialização de energia

“Tenho seguros contra roubo, incêndio, predial e elétrica. Adquiri todos

eles com o mesmo corretor, que conheço há 20 anos. Ao longo dessas duas

décadas, ocorreram na empresa dois incêndios, um furto, um destelhamento

e uma queima elétrica, e em todos eles fui assessorado pelo meu corretor

sobre como proceder para resolver o problema e ser reembolsado. No roubo,

que foi o caso mais grave, ele acompanhou a vistoria da polícia e do seguro,

ajudou a fazer a documentação do sinistro e intermediou o recebimento para

agilizar o processo. Para mim, corretor de seguros é um investimento e por

isso ele deve ser uma pessoa ética, não ‘empurrar’ o produto pensando em

uma comissão e ter pleno conhecimento das seguradoras para te informar o

melhor valor. Recentemente, troquei de seguradora com o mesmo corretor

e economizei 30% da despesa.”

Ivan Vitor Franco,

Ivan Vitor Franco, administrador de empresa

“Meu corretor está sempre disposto a ajudar tanto nas renovações

quanto em processos burocráticos, além de pesquisar

ofertas e produtos para facilitar a minha vida. Ele me dá

garantias de que não terei problemas caso necessite usar o

seguro contratado, pois tenho a certeza de que ele ofereceu o

produto ideal e que irá suportar todo o processo burocrático.

O conhecimento técnico dos produtos oferecidos, junto com

a cordialidade, a agilidade e a determinação me assegura de

que terei a garantia e a segurança da contratação de uma

apólice de seguros.”

Juliano Araujo de Melo,

gerente de vendas

38


especial corretor consumidor

“Contratei os seguros residencial e de automóvel com uma corretora, por

indicação. E o que determina minha permanência com essa corretora

até hoje é a transparência, orientação e o valor do seguro no momento

da contratação. O atendimento é diferenciado não apenas até se fechar

o negócio, todo o respaldo é dado também no pré e pós contrato. Para

mim, é imprescindível que um corretor de seguros seja atencioso, honesto,

presente e transparente no momento da contratação de um seguro e que

informe o que deve ser incluído ou retirado da apólice quando passamos

nossas informações a ele.”

Andressa Cataruci,

contadora

“Conheci meu corretor por intermédio de outro segurado, há oito anos,

e sua agilidade e conhecimento nos questionamentos feitos sobre o

assunto fizeram com que eu contratasse os seguros de vida individual,

vida em grupo empresarial, previdência privada e os seguros para

automóvel, caminhão e transporte. O mercado apresenta mudanças,

cria novas proteções e coberturas e noto que ele tem conhecimento

sobre essas modificações, que está sempre atualizado. Ele também

ganhou pontos comigo durante o atendimento de um sinistro, no qual

me assessorou pessoalmente.”

Claudio Barbosa de Castro,

diretor sócio proprietário de comércio por atacado

de pneumáticos e câmaras-de-ar

“Tenho seguro para automóveis particulares, para os prédios onde

estão instaladas as livrarias e seguro empresarial para todas as lojas.

Confio plenamente na minha corretora e no seu trabalho e competência.

Ela sempre vem até a mim, me orienta quanto a vencimentos

e avaliações a serem realizadas e não é apenas uma corretora, e sim

uma consultora: não perco tempo ligando aqui e ali, ela faz tudo por

mim e por minha empresa. Ela busca o melhor preço e, por já me

conhecer, sabe exatamente do que preciso. Negocia tudo e depois

só me traz o boleto.”

Carlos Alberto Denis,

Carlos Alberto Denis, empresário

e dono de três livrarias

40


especial corretor roteiro de cursos

Programe-se

Para comemorar o Dia do Corretor de Seguros (12 de outubro) e o

Dia do Securitário (19 de outubro), a Revista Apólice reuniu os cursos

de graduação, pós-graduação, ensino técnico e exames básicos que

serão oferecidos aos profissionais ao longo de 2016, por diversas

instituições espalhadas pelo Brasil. Confira a décima edição deste

guia e escolha a melhor opção!

42


Brasil

Escola Nacional de Seguros

Site: www.funenseg.org.br

E-mail: faleconosco@funenseg.org.br

Telefone: 0800 025 33 22

• GRADUAÇÃO

Administração

Cidades: São Paulo (SP) e Rio de Janeiro

(RJ)

1º semestre: inscrições de 01/10/2015 a

12/02/2016 (estimado)

2º semestre: inscrições de 01/03/2016 a

15/07/2016 (estimado)

Início das aulas: 15/02/2016 e 01/08/2016

(estimados)

• MBA

Gestão de Seguros e Resseguro

Belo Horizonte (MG), Campinas (SP),

Curitiba (PR), Goiânia (GO), Rio de

Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) – início

em abril/2016. Porto Alegre (RS), Recife

(PE) e Salvador (BA) – início em

maio/2016

Gestão de Riscos e Seguros

Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ) –

início em abril/2016. Goiânia (GO),

Recife (PE) e São Paulo (SP) – início em

maio/2016

Direito Securitário

Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro

(RJ) – início em abril/2016. Brasília

(DF) e Porto Alegre (RS) – início em

maio/2016

Gestão Jurídica do Seguro e Resseguro

São Paulo (SP) - ínício em abril/2016

• CURSO

Curso para Habilitação de Corretores

de Seguros

Inscrições: janeiro e fevereiro/2016

Início das aulas: fevereiro/2016

Localidades: SÃO PAULO (São Paulo,

Araçatuba, Atibaia, Bauru, Campinas,

Fernandópolis, Franca, Guarulhos,

Marília, Mogi das Cruzes, Osasco,

Piracicaba,Presidente Prudente, Ribeirão

Preto, Santo André, Santos, São

Carlos,São José dos Campos, São José

do Rio Preto e Sorocaba). RIO DE JANEI-

RO (Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, Nova

Iguaçu, Campos, Niterói, Jacarepaguá e

Volta Redonda).

Outras cidades: Maceió (AL), Manaus

(AM), Salvador, Teixeira de Freitas e

Vitória da Conquista (BA), Fortaleza

(CE), Brasília (DF), Vitória (ES), Goiânia,

Catalão e Rio Verde (GO), São Luis (MA),

Cuiabá, Rondonópolis e Sinop (MT),

Campo Grande e Dourados (MS), Belo

Horizonte, Betim, Ipatinga, Juiz de Fora,

Divinópolis, Poços de Caldas e Uberlândia

(MG), Belém (PA), João Pessoa (PB),

Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá

(PR), Recife (PE), Natal (RN), Porto Alegre,

Santo Ângelo e Santa Cruz do Sul (RS),

Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis

e Joinville (SC) e Aracaju (SE).

Ao longo de 2016, a Escola Nacional

de Seguros lançará cursos em outras

categorias, como técnicos, de curta

duração (workshops), de certificação

técnica e de extensão, nas modalidades

presencial e a distância, além de outros

programas educacionais, como exames

para habilitação e certificação profissional,

palestras, seminários, treinamento

no exterior e concessão de bolsas de

estudo.

Para mais informações, acesse periodicamente

o site da instituição.

Universidade Metodista de São

Paulo

Site: portal.metodista.br

Gestão de Seguros (Tecnólogo)

Duração: 2 anos

Localidades: SÃO PAULO (Bauru, Bertioga,

Campinas, Eldorado, Franca,

Guaianazes, Guaratinguetá, Guarulhos,

Itanhaém, Itapeva, Lins, Mauá, Perus,

Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São

Bernardo do Campo, Santos, São José do

Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba).

RIO DE JANEIRO (Macaé, Petrópolis

e Volta Redonda). MINAS GERAIS (Belo

Horizonte). PARANÁ (Londrina). DISTRITO

FEDERAL (Brasília). GOIÁS (Ceres). BAHIA

(Salvador e Vitória da Conquista). CEARÁ

(Fortaleza). PERNAMBUCO (Recife). PARA-

ÍBA (Campina Grande). PARÁ (Altamira).

RONDÔNIA (Porto Velho).

Os valores das mensalidades variam de

acordo com cada pólo. Para conferir,

acesse o site da instituição.

São Paulo

Centro de Experimentação e

Segurança Viária (Cesvi Brasil)

Site: www.cesvibrasil.com.br

E-mail: treinamento@cesvibrasil.com.br

Telefones: (11) 3948-4801

Inscrições e mais informações por e-mail

e por telefone. Cursos e treinamentos

realizados em 2016 serão divulgados

posteriormente.

Técnico de Funilaria e Pintura para

chefes de oficina

Objetivo: qualificar o profissional para a

utilização de ferramentas e atuação em

processos de funilaria e pintura

Data: 09/11/2015

Investimento: R$ 771,88

Carga horária: 24 horas

Perito em Automóvel

Objetivo: apresentar o processo de vistoria

dos bens sinistrados, elaborando o

levantamento de prejuízos indicando a

causa e a extensão das avarias

Data: 30/11/2015

Investimento: R$ 1674,96

Carga horária: 80 horas

Clube Vida em Grupo São Paulo

(CVG-SP)

Site: www.cvg.org.br

E-mail: cvg@cvg.org.br (Lúcia Gomes)

Telefones: (11) 3331-9313 / (11) 96308-0220

Local: Avenida Nove de Julho, 40, 14º

andar (ao lado do metrô Anhangabaú)

Valor: De R$ 160 a R$ 520. Consultar condições

para diferentes perfis

43


especial corretor roteiro de cursos

Cursos desenvolvidos em parceria com

o Sindicato dos Securitários de São

Paulo.

Técnico de VG/AP – Básico (Intensivo

de Férias)

Inscrições: até 11/12/2015 ou término

das vagas

Data: 11/01/2016 a 27/01/2016 (segundas,

terças, quartas e quintas-feiras)

Carga Horária: 20 horas

Certificação Técnica em Riscos Pessoais

(CRP)

Inscrições: até 22/01/2016 ou término

das vagas

Data: 13/02/2016 a 30/04/2016 (sábados)

Carga Horária: 40 horas

Certificação Técnica em Liq/Reg Sinistros

de Pessoas (CSP)

Inscrições: até 22/01/2016 ou término

das vagas

Data: 15/02/2016 a 25/04/2016 (segundas

e quartas-feiras)

Carga Horária: 40 Horas

Certificação Técnica em Previdência

Privada (CPP)

Inscrições: até 22/01/2016 ou término

das vagas

Data:16/02/2016 a 28/04/2016 (terças e

quintas-feiras)

Carga Horária: 40 Horas

Exame Livre para Certificação Técnica

em Liq/Reg Sinistros Pessoas (ECSP)

Inscrições: até 20/04/2016

Data: 25/04/2016 (segundas-feiras)

Horário: das 18h às 20h

Exame Livre para Certificação Técnica

em Previdência Privada (ECPP)

Inscrições: até 20/04/2016

Data: 28/04/2016 (quintas-feiras)

Horário: das 18h às 20h

Exame Livre para Certificação Técnica

em Riscos Pessoais (ECRP)

Inscrições: até 20/04/2016

Data: 30/04/2016 (sábados)

Horário: das 8h30 às 12h30

Fundamentos Jurídicos aplicados ao

Seguro de Pessoas

44

Inscrições: até 20/04/2016 ou término

das vagas

Data: 02/05/2016 a 22/06/2016 (segundas

e quartas-feiras)

Carga Horária: 30 horas

Técnica de VG/AP – Básico

Inscrições: até 20/04/2016 ou término

das vagas

Data: 03/05/2016 a 07/06/2016 (terças e

quintas-feiras)

Carga Horária: 20 horas

Atuaria Básica em Seguro de Pessoas

para Desenvolvimento de Produtos e

Controle de Carteira

Inscrições: até 20/04/2016 ou término

das vagas

Data: 07/05/2016 a 11/06/2016 (sábados)

Carga Horária: 20 horas

Técnica de Saúde e Análise de Contas

Médicas

Inscrições: até 30/05/2016 ou término

das vagas

Data: 18/06/2016 a 30/07/2016 (sábados)

Carga Horária: 24 horas

Fundação Instituto de Administração

(FIA)

Site: www.fia.com.br

E-mail: joyce.ramos@fia.com.br

Telefone: (11) 3732-3528

Local: Sede FIA – Unidade Educacional

Butantã (Rua José Alves da Cunha Lima,

172)

MBA em Seguros e Previdência

Inscrições devem ser feitas no site até

novembro/2015. Início previsto para

março/2016. Aulas serão ministradas as

terças e quintas-feiras, das 19h às 23h.

Para informações sobre investimento e

descontos especiais, entrar em contato

com a Fundação.

Pontifícia Universidade Católica de

São Paulo (PUC-SP)

Site: www.pucsp.br

E-mail: eborelli@pucsp.br

Telefone: (11) 3670-3344

Local: Campus Perdizes (Rua Monte Alegre,

984)

Graduação em Ciências Atuariais

Duração: 4 anos

Processo seletivo: de 13/10/2015 a

19/11/2015. Inscrições devem ser feitas

no site da Universidade.

Programa de Pós-Graduação

Mestrado e Doutorado em Ciências

Contábeis e Atuariais

Duração: entre 1 ano e meio e 2 anos

e meio

Para informações sobre processo seletivo

e investimento, entrar em contato

com a unidade.


Sindicato dos Securitários do

Estado de São Paulo

Site: www.securitariosp.org.br

E-mail: cursos@securitariosp.org.br e centroestudos@securitariosp.org.br

Telefone: (11) 3259-0411 (ramais 250 e 256)

Para informações sobre inscrições e

investimento, entrar em contato com o

Sindicato.

• Análises de Sinistros Especiais de

Seguro Automóvel

• Avançado de Resseguro

• Avançado de Seguro de Cascos

Marítimos e Aeronáuticos

• Básico de Contabilidade

• Básico de Resseguro

• Básico de Seguro de Cascos

Marítimos e Aeronáuticos

• Contabilidade de Seguros

• Direito Securitário

• DPVAT

• Estratégias de Vendas

• Expressão Verbal

• Formação Gerencial – Liderança

• Gerenciamento de Risco – RE

• Identificação e Vistoria Prévia de

Seguro Automóvel

• Inglês

• Inspeção de Risco RE e RD

• Introdução ao Seguro

• Matemática Financeira

• Práticas de Resseguros

• Responsabilidade Civil Geral

• Revisão de Matemática

• Seguro de Garantias

• Subscrição de Riscos de Seguros de

Transportes

• Técnicas de Redação

• Técnico de Seguro Automóvel

• Técnico de Seguros de Transportes

• Técnico de Seguros em Ramos

Elementares

• Técnico de Sinistros de Seguro

Automóvel

• Técnico de Sinistros de Seguro

de Seguros Transportes

• Técnico de Sinistros em Ramos

Elementares

• Treinando Instrutores

• Vistoria de Sinistros de Seguro

Automóvel

Rio de Janeiro

Clube Vida em Grupo Rio de

Janeiro (CVG-RJ)

Site: www.cvgrj.com.br

Telefones: (21) 2203-0393 / 2213-2787

Local: Rua da Quitanda, 159 / 12º andar,

Centro

Investimento: R$ 150

As inscrições deverão ser realizadas na

secretaria do Clube.

• CURSOS TÉCNICOS

Estratégias de Vendas de Seguros de

Pessoas e Saúde (Sergio Ricardo de M.

Souza, diretor do CVG-RJ)

Data: 10/11/2015 a 12/11/2015 (12 h/aula)

Horário: das 17h45 às 20h45

Estratégias de Comercialização de

Produtos de Capitalização (Wellington

Costa, diretor financeiro do CVG-RJ)

Data: 24/11/2015 a 26/11/2015

Horário: das 17h45 às 20h45 (12 horas/

aula)

Espírito Santo

Sincor-ES

Site: www.sincor-es.com.br

E-mail: presidencia@sincor-es.com.br

Telefones: (27) 2125-6666 / 2125-6667

Palestras para 2016 serão divulgadas posteriormente.

Para conferir, acesse o site do

Sindicato periodicamente.

Diversificação de Carteira – Uma

Questão de Sobrevivência

Palestra Técnica voltada ao Mercado

(corretores/seguradores e respectivos

funcionários) realizada em parceria com

a Escola Nacional de Seguros

Data: 10/11/2015, das 11h30 às 13h30

Local: Hotel Brystol Century Plaza

(Avenida Dante Micheline, 435, Praia de

Camburi, Vitória)

Investimento: gratuito para corretores

associados e companhias seguradoras

parceiras.

Rio Grande do Sul

Universidade Federal do Rio

Grande do Sul (UFRGS)

Site: www.ufrgs.br

E-mail: cgatu@ufrgs.br

Telefone: (51) 3308-3323

Graduação em Ciências Atuariais

Duração: 2 anos e meio

Locais: Campus Centro (Avenida João

Pessoa, 41; e Avenida Paulo Gama, 110)

Campus do Vale (Avenida Bento Gonçalves,

9500, Bairro Agronomia)

Inscrições para o processo seletivo já

estão encerradas. Porém, os candidatos

que fizeram o Exame Nacional do Ensino

Médio (Enem) poderão concorrer a

vagas via Sistema de Seleção Unificada

(Sisu).

Sincor-RS

Site: www.sincor-rs.org.br

E-mail: sincor@sincorrs.com

Telefone: (51) 3225-7726

Palestras para 2016 serão divulgadas posteriormente.

Para conferir, acesse o site do

Sindicato periodicamente.

Venda Consultiva

Palestra ministrada por Rodrigo Maia

e realizada em parceria com a Escola

Nacional de Seguros e o Sindseg

Investimento: gratuito

Locais: Delegacia Região Central – Santa

Maria (17/11/2015, às 19h) e Delegacia

Região Fronteira Oeste – Argentina –

Uruguaiana (18/11/2015, às 19h)

45


evento | CVG-RJ

Profissionais do ano

Fotos: Dalvino Santino

Com a presença de personalidades e

autoridades do mercado, Oscar do Seguro 2015

premiou os destaques do segmento securitário

nos últimos 12 meses

O

Hotel Windsor Guanabara,

no Rio de Janeiro, foi palco

para a realização do Oscar

do Seguro 2015. Promovida

pelo Clube Vida em Grupo do Rio de

Janeiro (CVG-RJ) em outubro, a premiação

reconheceu os profissionais e organizações

que se destacaram no mercado

segurador no último ano.

Estiveram presentes no evento personalidades

e autoridades do segmento,

além de dirigentes de seguradoras, corretoras

e assessorias de seguros. Prestadores

de serviços da área e representantes

dos demais CVGs espalhados pelo País

também prestigiaram a festa.

Na abertura do evento, o presidente

da entidade, Marcello Hollanda, destacou

a importância da união entre os agentes da

indústria seguradora, principalmente diante

do atual cenário econômico. Na visão do

executivo, a capacitação dos profissionais

é o caminho para se fortalecer as carteiras

de saúde e vida, suas apostas no momento.

“Não devemos perguntar o que

o mercado de seguros pode fazer por

nós, e sim o que podemos fazer por ele.

Neste sentido, atuamos para aperfeiçoar

cada vez mais o segmento de pessoas”,

declarou Hollanda.

46

Minas Mardirossian, fundador e

primeiro presidente do Clube, também

participou do Oscar do Seguro e lembrou

que o mercado securitário tem uma

função social ao indenizar a sociedade.

“Para se ter ideia, nos últimos cinco anos

foram pagos R$ 300 bilhões em indenizações”,

disse.

Os destaques da festa

Sob o comando de Alexandre Tavares,

os 24 homenageados subiram ao

palco para receber os troféus. A escolha

dos vencedores considerou o voto dos

associados do CVG-RJ; a análise de estatísticas

e rankings, o acompanhamento

Marcello Hollanda e Roberto

❙❙Westenberger

na mídia e aceitação pelo consumidor,

além da análise técnica e profissional de

cada indicado.

Um dos destaques foi a CNseg, eleita

a Entidade Institucional do ano. A Confederação

foi representada pela sua diretora

executiva, Solange Beatriz Palheiro

Mendes. “Ao premiar a CNseg, o CVG-RJ

homenageia todo o mercado de seguros. A

festa de hoje simboliza a união do setor,

que merece os parabéns pela excelência

do serviço prestado à nossa sociedade”,

afirmou a executiva, na ocasião.

Já o título de Personalidade Institucional

ficou com o superintendente da

Superintendência de Seguros Privados

(Susep), Roberto Westenberger. Ele

acredita que o foco na educação é um

dos pontos em comum entre o órgão

regulador do setor e o CVG-RJ. “Em um

mercado em que os processos e a venda

se tornam cada vez mais complexos,

educar os profissionais que nele atuam é

primordial”, declarou.

Diretoria reeleita

Marcello Hollanda saudou os demais

integrantes da diretoria do Clube, reeleita

este ano. A nova configuração conta com

Carlos Ivo Gonçalves como vice presidente,

Isaque Farizel na função de diretor

social, Sergio Ricardo de Souza ocupando

a diretoria de seguros e Wellington

Costa como diretor tesoureiro.

O presidente assumiu o compromisso

de conduzir o Clube com a mesma destreza

e foco do primeiro mandato.


evento | capitalização

Um caminho possível

para o setor

A capitalização é mais uma forma de acumulação, que contempla

uma camada da população que quer ser feliz, de forma concreta,

a partir de pequenos valores

O

48

papel fundamental do seguro

é estabilizar o cenário social

do País. “Temos uma parceria

público privada com o

Governo em sua essência, porque complementamos

a sua atuação em diversas

áreas como previdência e capitalização”,

afirmou Marco Antonio Rossi, presidente

da CNseg, na abertura do 4 o Workshop

de Capitalização, realizado pela Fenacap.

Marco Barros, presidente da Fenacap,

disse que o setor cresceu quase 2%

neste ano e deve cumprir a meta de crescimento

nominal de 4%. “Esperemos que

o processo inflacionário não perdure por

muito tempo. Do ponto de vista local, não

observamos mudança brusca de comportamento

do setor. Não acreditamos que

haverá grandes oscilações. A discussão

é quanto isso vai perdurar e afetar diretamente

o mercado de capitalização”,

destacou o executivo.

O pesquisador da Overview, Luis

Eduardo Guedes, apresentou uma pesquisa

realizada com clientes de produtos de

banco, garantia de aluguel e não clientes,

em várias cidades brasileiras.

Estas pessoas, principalmente das

classes C e D, em um momento de incerteza

que já se previa nos meses de abril

e maio, mostrou que em diferentes composições

de família, cada uma guardava

dinheiro à sua maneira. “Basicamente, se

guardava o que sobrava”, disse.

O sonho destas pessoas, em primeiro

lugar, era comprar a casa própria. O segundo

era investir na própria educação

ou na dos filhos, e algumas coisas de

curto prazo.

As principais motivações são guardar

dinheiro para emergências e imprevistos,

além da realização dos sonhos.

“Eles sabem que nem só a poupança ou

a capitalização são capazes sozinhas de

realizar o sonho”, mostrou Guedes.

Na hora de escolher um produto

financeiro as indicações vêm do gerente

do banco ou de familiares e amigos com

boas experiências.

Os clientes sabem que têm direito a

retorno e sorteios, mas eles não sabem


como funcionam os sorteios ou como

obter estas informações ao longo da

vigência do plano. O prazo de carência é

conhecido, mas as pessoas fazem saques

para cobrir vários tipos de despesas,

mesmo sabendo que o resgate é inferior

ao montante aplicado.

O que leva à compra de um título de

capitalização é a poupança forçada e a

possibilidade de sorteio. Os não clientes

conhecem o produto e têm as mesmas

dúvidas dos clientes.

No produto de garantia de aluguel, os

clientes reconheceram as suas vantagens

em relação ao seguro fiança, porque têm

o retorno total do valor investido, entretanto,

uma barreira é o montante a ser

pago para a contratação do produto de

uma vez só.

Angélica Carlini, advogada e presidente

da AIDA Brasil, disse que a Susep

tem uma postura diferenciada no setor

porque ela atende aos consumidores e é o

órgão que fiscaliza a atividade econômica.

O que é um retrabalho, em sua opinião.

É necessário que o consumidor entenda

que, do dinheiro que ele investe,

uma parte é destinada para formar o

montante que será devolvido no resgate;

outra parte vai para o custeio dos prêmios

pagos aos contemplados; e uma terceira

parte é destinada para cobrir as despesas

administrativas. Capitalização não é

poupança nem investimento, não é loteria,

não é contrato de seguro. “Procurar

na capitalização elementos vantajosos

a partir da comparação com os outros

serviços acima referidos é um exercício

inócuo”, ensinou.

Capitalização é um serviço para

acumulação de capital que será resgatado

num período de tempo. Durante este

Números da Capitalização

em 2014

R$ 30 bilhões de reservas técnicas

15,9 milhões de clientes PF

1,1 milhão de clientes PJ

R$ 21,87 bilhões de receitas globais

72 mil empregos diretos e indiretos

R$ 1 bilhão em prêmios de sorteios

R$ 15 bilhões devolvidos a clientes

PF/PJ

período o dinheiro será atualizado. A

advogada ressaltou que no Brasil há um

certo “nojinho de falar sobre os deveres

dos consumidores”. Todos os contratos

impõem direitos e deveres. O primeiro é

de pagar, o segundo é cumprir as regras.

“Isso eu digo à exaustão aos seguradores:

o dever de informar é do vendedor”, ressalta

Angélica.

A professora de marketing e negócios

internacionais do Instituto COPPEAD de

Administração da UFRJ, Heloisa Maria

Barbosa Leite, disse que o seu relacionamento

com o mercado de capitalização

começou há 70 anos, na casa de seus pais

no interior do Rio de Janeiro.

A pergunta é: como se explica que

há tantos e tantos anos já existiam indivíduos

dispostos a adquirir planos de

capitalização? “É da natureza humana!”,

responde Heloisa, acrescentando que as

pessoas precisam sonhar, mesmo que

não se lembre do que se sonhou, e que

os sonhos de consumo existem e o ser

humano quer sempre realizá-los.

O que motiva os indivíduos e empresas

a comprar estes títulos? “Temos que

analisar a palavra racionalidade, porque

ela é relativa. O que prejudicou muito a

educação financeira foi o incentivo ao consumo.

Ninguém fala institucionalmente da

poupança”, argumentou a pesquisadora.

Ela sugeriu que façam propaganda

com pessoas que ganharam nos sorteios.

“Não é difícil encontrá-los, eles só estão

espalhados pela imensidão do País”,

completou.

49


evento | RC

A época do seguro de

Responsabilidade Civil

Produto cresce e

mercado começa a

observar o que deve

ser reavaliado na

modalidade

Amanda Cruz

“Quem trabalha correto quer ter proteção

correta”. Foi assim que Fernando

Simões iniciou a abertura do I Seminário

de Seguro de Responsabilidade Civil

promovido pela FenSeg em parceria com

a Funenseg, em São Paulo. Isso porque

o produto é uma grande defesa para

aqueles que se preocupam com os danos

que podem causar a outras pessoas em

diferentes atividades, mas especialmente

daqueles profissionais que correm riscos

que fogem ao seu alcance.

Da abertura dos debates participaram

também Paulo Marraccini, presidente

da FenSeg e Maria Helena Monteiro,

diretora de ensino da Escola Nacional de

Seguros que indicou a intenção da Escola

em transformar esses seminários em

futuros cursos para a instituição.

Entre muitos assuntos, o evento tratou

sobre os conceitos gerais do seguro

de Responsabilidade Civil em um painel

com mediação de Robert Rufnagel, vice-

-presidente da Berkley, que deu o pontapé

inicial com a pergunta: “por que o RC

Geral, de diversos tipos, cresce tanto?”

Gutemberg Viana, gerente da carteira

na Chubb Seguros, comentou que o crescimento

desse mercado é de, em média,

10% ao ano, e isso se deve a alguns fatos,

como conscientização da população,

saturação de outros ramos e despertar do

corretor para áreas diferentes de atuação.

Essa última, para Álvaro Dabus, da AD

Corretora, é crucial, porque a especialização

dos corretores em temas diferentes

❙❙Gutemberg Viana, Alvaro Dabus, Robert Hufnagel, Felippe Barretto e Walter Polido

é a grande oportunidade de crescimento

que eles têm. “Mas, sobre o crescimento,

devemos levar em consideração tudo o que

aconteceu no País nos últimos anos, como

a distribuição de renda e os programas

sociais. Tudo isso contribuiu para que as

pessoa passassem a se preocupar mais com

a proteção”, lembrou.

Para o advogado Felippe Barreto, é

importante também destacar o quanto

o seguro de RC é relevante socialmente.

Um exemplo de que quem contrata

está preocupado com os impactos que

seus atos possam causar. “Acredito que

o mercado está travado nas condições

que apresenta. Há danos coletivos, por

exemplo, entre outras situações, que o

mercado ainda não contempla. Hoje nós

só fazemos os danos clássicos. É preciso

conhecer mais de direito para atuar nessa

área”, opinou.

Mais uma vez, o mercado esbarra na

questão da falta de clareza nas apólices.

Os especialistas no evento afirmaram que

os impasses que aparecem todos os dias

são enormes porque o consumidor não

entende direito a apólice, quais riscos

foram excluídos no momento da contratação

ou porquê foram declinados.

Walter Polido, advogado, criticou o

modo como a maioria das seguradoras

encara suas cláusulas. “Os clausulados

são anacrônicos, sem seguir os novos interesses

da comunidade da maneira como

ela é hoje. Não vejo motivos para que eles

sejam instruídos pela Susep, porque não

cabe a ela fazer e padronizar produtos,

mas sim regular. Fazer e definir como

serão os produtos são responsabilidades

das seguradoras”, apontou.

A questão foi levantada por Polido

por causa da circular 437 apresentada pela

autarquia, que estabelece condições contratuais

padronizadas. Mas Viana discorda

e diz que “a circular não foi imposta a ninguém,

não era obrigatório seguir. Ela tem

muitas falhas entre exclusões e inclusões,

mas cabe a seguradora fazer diferente da

maneira que achar melhor. Poderíamos e

podemos fazer melhor”, avaliou.

Por fim, o consenso é que, com os

players do mercado atuando em conjunto,

é preciso alavancar o mercado de RC

com o corretor fazendo essa divulgação,

juntamente com gerenciamento de risco,

apresentando cases de sinistros para que

seus segurados tenham pleno entendimento

da importância da contratação.

50


eventos

Tocantins recebe

SindSeg BA/SE/TO

A Noite do Seguro marcou a chegada

do SindSeg BA/SE/TO no Estado do

Tocantins.

Na ocasião, foi apresentado o novo

delegado que representará o SindSeg na

região a partir de 2016: Marcos Borges

Dias, da HDI Seguros. Foram entregues

ainda as placas de homenagem da gerente

de unidades regionais da Funenseg,

Simone Maiello; e do presidente João

Giuseppe, à diretoria do Sincor-TO.

Previdência em

debate

A SulAmérica reuniu a imprensa

especializada do mercado

segurador em seu I Workshop sobre

Previdência.

Marcelo Mello, vice-presidente

da área de Investimentos da companhia,

disse que 2015 tem sido um ano

interessante para o segmento por conta

do risco e da volatilidade. “Em 2016,

os investidores vão traçar o histórico

do mercado e analisar que, mesmo em

um ano difícil, esses fundos conseguiram

gerar resultados”, declarou.

Diretoria do Clube do

Litoral Paulista toma

posse

O Clube dos Corretores de Seguros

da Costa da Mata Atlântica (Clube do

Litoral Paulista), que abrange toda a

Baixada Santista, está com novos dirigentes.

Eleita por aclamação em julho

deste ano, a diretoria ficará à frente da

entidade durante o biênio 2015/2017. Os

executivos tomaram posse no dia 1º de

outubro, em cerimônia com a presença

de mais de 150 pessoas.


evento | 19º Congresso

Agradáveis surpresas

Evento organizado na cidade de Foz do Iguaçu,

no Paraná, reuniu corretores de seguros de todo

o Brasil para discutir os rumos da profissão e as

possíveis saídas para a crise econômica brasileira

Kelly Lubiato e Amanda Cruz, de Foz do Iguaçu

Ficar três dias em apenas um lugar,

entrando e saindo de palestras e

circulando pela feira de seguros

é uma tarefa árdua. Mas várias

coisas motivaram corretores de seguros,

seguradores, autoridades e prestadores de

serviços a frequentarem os corredores do

Centro de Eventos do Hotel Rafain, em

Foz do Iguaçu.

O primeiro motivo foi a busca pelo

conhecimento. As palestras mantiveram-

-se lotadas em todos os momentos. Na

hora do sorteio havia a superlotação, com

corretores em pé no fundo do auditório

(só tinha a chance de concorrer aos carros

zero km quem estivesse presente).

Tudo isso com a concorrência desleal

das belezas naturais de Foz do Iguaçu e

da tentação de fazer compras em Ciudad

Del Este (Paraguai) e Puerto Iguazu

(Argentina).

O segundo motivo foi o relacionamento.

Um evento deste porte é uma

oportunidade única para corretores

encontrarem os líderes das seguradoras.

Há ainda um terceiro motivo: os atrativos

que os seguradores colocaram em

seus estandes. Havia de tudo, desde os

tradicionais brindes até show de música

sertaneja, tinha sorvete à vontade e balinhas

de todos os tipos. Comida e bebida

então, nem se fale.

Aliás, a comida do evento foi uma

das agradáveis surpresas. Era saborosa e

de muito boa qualidade, características

difíceis para um acontecimento deste

porte. Outra surpresa foi trazida pelo

superintendente da Susep que, logo na

abertura, sacou do bolso o novo modelo

da carteira de identidade profissional dos

corretores de seguros.

Uma característica deste evento foi

o uso de uniformes. A começar pela

equipe da Revista Apólice, que estava

devidamente identificada, vários grupos

de empresas e sindicatos mostraram a

sua força através de camisas e camisetas.

Teve executivo brincando que a sua

camisa podia não ser a mais bonita, mas

era a mais bem passada...

Algumas novidades também circularam

pelos corredores do Rafain, grupo

que possui vários empreendimentos em

Foz do Iguaçu, como hotéis e restaurantes.

A Lojacorr anunciou a fusão com a

União Nacional dos Corretores de Seguros

para ampliar a sua capilaridade no

Estado de São Paulo.

Por parte das seguradoras, a Porto

Seguro disse que preparava o lançamento

de um seguro para automóveis

‘Premium’. A Axa, que há pouco chegou

ao Brasil, estuda entrar para o mercado

de seguro saúde, carteira na qual opera

em outros países.

Outra novidade apresentada pela Fenacor

neste evento foi um aplicativo para

smartphones, com toda a programação e

avisos sobre o seu andamento. Ficou mais

fácil saber quando as coisas começavam

e terminavam. Apenas o sinal de wifi

variou muito de intensidade.

Na avaliação do presidente da Fenacor,

Armando Vergilio, apesar do pouco

tempo, o evento tentou cobrir o maior

grau de assuntos possível. Ele também

fez um anúncio: “Goiânia irá receber o

próximo Congresso, em 2017”. Vergilio

também anunciou que a Federação dos

Corretores vai realizar um Prêmio de

Jornalismo no ano que vem.

52


“Não ter seguro de vida é

negligenciar a própria família.

O corretor é capaz de mudar o

futuro de uma família. A magia

da profissão é essa”

Josusmar de Sousa,

coordenador de Vida, Previdência e

Capitalização do Sincor-SP

❙❙Gilberto Luz Amaral, do IBPT, e Francisco Galiza, da Rating

Estudo socioeconômico das

empresas de seguro

Apresentado por Francisco Galiza,

consultor da Rating Seguros, análise

respondida por cerca de 2 mil corretores,

a maioria da região Sudeste, mostrou que

65% das empresas que praticam a corretagem

de seguros são microempresas,

formadas por pessoas físicas e que 80%

delas conseguem renovar mais de 80%

das suas carteiras anualmente. “É muito

importante a oportunidade de ver o antes

e depois. O Instituto Brasileiro de Planejamento

e Tributos - IBPT foi um instituto

que fomentou os estudos para a extensão

das categorias no Supersimples e o estudo

da Fenacor é um case de sucesso”, destaca

Gilberto Luz Amaral, presidente do

Conselho Superior do IBPT.

Vida e benefícios

Longevidade é o anseio de todas as

pessoas, mas será que elas pensam no

quanto estão preparadas para lidar com

uma vida longa e fazer com que seja

saudável? A preocupação com o futuro

começa apenas para pessoas em torno

dos 50 anos. Enquanto isso, os aposentados

gastam com saúde em cinco anos

a mesma coisa que gastaram a vida toda.

Luciano Snel, presidente da Icatu

Seguros, acredita que o papel do setor

que se ocupa dessas carteiras é mostrar

a importância de obter uma proteção que

pode solucionar problemas tão graves.

Para Ricardo Iglesias Teixeira, diretor

presidente da Centauro-ON, o corretor

de seguros é quem pode desenvolver esse

papel, mas para isso o profissional precisará

estar focado e preparado, inclusive

psicologicamente, para estar perto de seus

clientes. Já para Alaor da Silva Junior, as

entidades do mercado, como Fenacor e

CNseg, devem investir no rejuvenescimento

do mercado, que serão capazes de

acompanhar as mudanças tecnológicas.

“Há um oceano de

oportunidades que deixa

claro que o setor de seguros

em geral é o mais resiliente à

crise. Em particular, o setor de

saúde privada é mais resistente

ainda. O padrão recente do

Brasil de aumento do emprego

e do rendimento médio da

população permitiram o

acesso aos planos de saúde”

Marcio Coriolano,

presidente da FenaSaúde

Saúde suplementar e ajuste

fiscal - As oportunidades do

Momento

Ter um plano de saúde faz parte do

desejo de boa parte da população brasileira.

Segundo dados da FenaSaúde, ele é

o terceiro anseio brasileiro, ficando atrás

do acesso à educação e à casa própria.

A crise existe, mas regiões como

Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam

angariando novos beneficiários.

Esse processo de interiorização do País

configura novas possibilidades. José

Cechin, diretor Executivo da FenaSaúde,

destacou que metade dos quatro milhões

de estabelecimentos no País tem até quatro

funcionários, o número de empresas

com mais de 100 funcionários no Brasil

é igual ao número de corretores. “O País

perdeu 400 mil empregos, mas a região

Centro-Oeste ganhou 600 mil”, comemorou

o executivo.

Para Maurício Lopes, presidente de

Saúde e Odonto da SulAmérica, “esse

país é heterogeneamente brilhante, não

cresce ou diminui de maneira geral,

53


evento | 19º Congresso

❙❙José Cechin, do IESS

dependendo da época, alguns setores

vibram e outros não, algumas regiões

crescem fortes e outras decrescem”,

apontou.

Com o aumento da renda veio

aumento da informação da sociedade

e o corretor precisa acompanhar essa

realidade. “Esse mercado resiste à crise

e os movimentos de resistência são

oportunidades que pedem corretores

“Nós fazemos ou

complementamos tudo que o

Estado não pode fazer ou não

consegue fazer sozinho”

Marco Antonio Rossi,

presidente da CNseg e da Bradesco

Seguros

mais preparados”, acredita Cesar Serra,

diretor adjunto da ANS.

“Cabe a nós transformar outros

produtos em coisas que o cliente trará

como demanda no seu desejo de compra.

Nós precismos dar atenção a isso antes

que outros tenham”, alegou Alexandre

Camillo, presidente do Sincor-SP.

Crescer e desenvolver: o

caminho é simples?

“O entendimento de que seguro é

investimento para garantir o bem estar

social hoje e na velhice é parte da educação

financeira”, afirmou Tarcisio Godoy,

secretário executivo do Ministério da

Fazenda, no início do debate em que

seguradores falaram sobre como podem

ajudar os corretores a se desenvolver,

como encontrar oportunidades.

“Nós estamos precisando de um

modelo descentralizador. No mercado de

seguros nós somos privilegiados. Nessa

crise, sabemos que pelo menos 75% dos

nossos clientes renovarão ano que vem.

Mas medidas precisam ser tomadas”, indicou

Jayme Garfinkel, presidente do Conselho

de Administração da Porto Seguro.

O conselho de Marco Antonio Rossi,

presidente da CNseg e da Bradesco Seguros,

é de que os corretores precisam

se perguntar como poderão vender os

produtos e conquistar clientes? “50% da

força de trabalho será da geração Y em

2016, pessoas com uma íntima relação

com a internet. Como faremos para que

as ofertas do corretor possam chegar ao

consumidor de forma diferente? Temos

que encontrar uma maneira de sermos

mais modernos e mais proativos para

encantar pessoas”.

A sugestão de Patrick Larragoiti,

presidente do Conselho de Administração

da SulAmérica, é que “não é na

frente do computador que faremos nosso

trabalho. Temos que conhecer o cliente

e estar perto dele, conhecer a família do

segurado, sua profissão, para oferecer os

melhores produtos possíveis”.

“A confiança tem papel

fundamental nessa relação e

ela é construída no dia a dia

da relação. O corretor tem

esse papel”

Maria Elena Bidino,

superintendente de reações com o

mercado da CNseg

Educação Financeira

Como tornar uma sociedade consciente

de que saber poupar, investir e

gerenciar as finanças é a maneira de

garantir uma vida melhor?

Para Roberto Westenberger, “o maior

problema do Brasil é educação. Nós estamos

aqui porque nossa educação não

nos deu condições para irmos além com

educação financeira. Por outro lado, o

que anima é que as pessoas que se interessam

têm um poder multiplicador de

conhecimento”.

Para tentar minimizar esse problema,

em uma iniciativa multisetorial, com

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participação da CNseg e da própria

Susep, em 2010 foi criada a Estratégia

Nacional de Educação Financeira –

ENEF. As diretrizes dessa estratégia

estão baseadas em atuar com formação,

informação e orientação, com gratuidade

nessas ações.

Realidade social e econômica

do Brasil e do setor de

seguros

Há cinco anos o cenário brasileiro

era bem diferente e muito mais promissor.

Por isso Dony de Nuccio, jornalista,

classifica o momento brasileiro como

interessante e desafiador. E como os

mercados podem continuar a ter consumidores?

Para Nuccio, o que traz o

sucesso é quebrar as expectativas.

O perfil do brasileiro de classe média

mudou muito na época de crescimento

e isso não pode ser ignorado. Para João

Francisco da Costa, presidente da HDI,

“o aumento dessa classe média proporcionou

um aumento também na venda

de seguros”.

Lucas Vergílio aproveitou o painel

para mostrar as propostas feitas

para o setor de seguros:

PL 10/15 – Aprovado na câmara

dos deputados, visa estruturar o

VGBL Saúde, chamado pelo mercado

de Prev Saúde

PL 3139/15 – Proibição de cooperativas

e de associações de seguros.

PLP 01/2015 – Obrigatoriedade do

seguro de RC para estabelecimentos

como rodeios, boates, cinemas,

torneios esportivos etc

PL 1700/15 – Identidade profissional

dos corretores que somará ao

consumidor, poderemos nos apresentar

como corretores habilitados.

PL 2420/15 – Proibição de registro

de nomes iguais ou semelhantes

de corretoras de seguros

PL 3223/15 – Regulamentação de

a atividade e profissão de corretor

de planos de saúde suplementar

“Não pensar só em preço,

mas em vínculo emocional

e fidelização de consumo

do cliente, se isso existir ele

não deixará de pagar pelo

produto. Em qualquer crise

você pode escolher entre

esperar e agir”

Fabio Luchetti,

presidente da Porto Seguro

Para onde caminha o mercado

de Seguros: Uma visão local e

global

Em 1998 o mundo era muito diferente,

em questões tecnológicas, por exemplo. A

mídia escrita foi para o digital e o mundo

mudou completamente. Ele está mudando

também para corretores e companhias.

Por isso, os corretores precisam

acompanhar esse movimento, começando

pelo básico: mudar a maneira de

enxergar a construção das relações com

o consumidor.

“Qual o perfil do cliente? Algumas

perguntas tradicionais dariam dois perfis

idênticos de pessoas que, na realidade

são muito diferentes, é preciso fazer o

seguro com base no comportamento”,

esclarece David Colmenares, CEO da

Zurich Seguros. Ele trouxe dados que

confirmaram que 78% dos compradores

não são fieis a marcas e que 62% fazem

consultas online, mas compram offline.

“Hoje temos consumidores mais exigentes

e informados e conectados. Ainda

assim, muitos não utilizam a tecnologia

como ferramenta para falar diretamente

com eles”, aponta.

Fabio Basilone, da Swett & Crawford

Brasil, testemunha que “é difícil falar

do futuro do mercado, porque a crise é

um tempero especial que chegou para

atrapalhar.

“Nós somos corretores, uma espécie

de embreagem entre fazer negócios

de grandes empresas e pessoas, somos

o que transforma números em saciar

inseguranças”.

❙❙David Colmenares, da Zurich

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flashes | 19º Congresso

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comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

O jovem e a educação:

um patrimônio crítico

“Esta juventude está estragada até o fundo do coração.

Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão

a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será

capaz de manter nossa cultura.”

“Não tenho mais nenhuma esperança no futuro deste

país, se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque

essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente

horrível.”

O jovem: conceito e preconceito:

Michaelis define jovem como quem “está nos primeiros

tempos de existência. Que tem a graça e o vigor da

juventude.”

Alertavam os latinos, com razão: “omnia definitio

periculosa est”. Quer pela dificuldade de se enunciar os

contornos precisos de alguma coisa quer, quiçá, porque

definição lembra definitivo, o que representa sério problema

num mundo em constante mudança. Paralela à definição, a

conceituação é mais livre: considera jovem não apenas quem

está “nos primeiros tempos de existência”, mas flexibiliza-

-se para ir além dos trinta anos... Nos anos 60 — época da

“juventude rebelde” — celebrizou-se a frase: “não confie

em ninguém com mais de trinta”...

Pode-se aceitar, portanto, o conceito de que é jovem

— em princípio — quem se acha ao redor dos trinta anos,

embora afirme Douglas Mac Arthur que “a juventude é um

estado de espírito”!

Já o preconceito aparece nas frases da abertura, que

mostram que os jovens são frequente alvo de críticas quanto

a seu modo de agir e viver. Críticas bem atuais, não? Não

mesmo! Eis, respectivamente, suas fontes: um vaso de argila

das ruínas da Babilônia, de mais ou menos 4.900 anos e as

lamúrias do poeta Hesíodo, há aproximadamente 4.000 anos!

Na verdade, a juventude foi capaz de manter a cultura,

não comprometeu o futuro do mundo nem se tornou pior. Ao

contrário, melhorou. E muito. Hoje há cada vez mais — e

cada vez mais cedo — jovens brilhando nas mais diversas

áreas sociais, políticas, profissionais e acadêmicas!

O fator educação

“Educar é dar à alma e ao corpo toda a perfeição e

a beleza de que são susceptíveis.” (Platão, 429 – 347 a.C.)

“A base de todo estado é a educação de sua juventude”

(Diógenes, 413 – 323 a.C.)

Desde os primórdios, sabe-se da indispensabilidade

da Educação — com ‘e’ maiúsculo — para a prosperidade

social e econômica de um povo. Alertava Pitágoras (c. 570

– 496 a. C.): “Se educarmos a criança, não precisaremos

preocupar-nos com o adulto”. No século XVIII, Kant (1724

– 1804) reitera: “A educação tem por fim desenvolver em

cada indivíduo toda a perfeição de que ele seja capaz.”

Filosofia à parte, a história contemporânea mostra-nos

um país destruído física, política, social e economicamente

na Segunda Guerra Mundial, figurando, apenas 60 anos

depois, entre as primeiras potências do mundo: o Japão!

Seu segredo? Priorizou a educação. Dignificou o professor

e qualificou o ensino. O mesmo fez a Coréia e, em 30 anos,

superou o Brasil e muitos outros países!

O tema fecha aqui. Tem, o Brasil, jovens extraordinários

em quantidade e qualidade. A educação, porém, deixa

a desejar! Sem valorização do Magistério e qualificação da

Escola, tudo se torna inócuo, pois sem este segundo fator,

não há falar em binômio!

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

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