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Revista Copiosa Redenção

Jovens #COPIOSAYOUNG

Jovens #COPIOSAYOUNG YOUNGCOPIOSA Sobre amor e desapego Por Aline Monteiro da Silveira Jornalista jornalismocopiosa@gmail.com Eu sei, muita gente da nossa geração passou a desacreditar no amor. E realmente, diante de tamanha crueldade no mundo de hoje, onde só vemos cenas de guerra, de tristeza e desamor fica muito difícil acreditar nas pessoas. A televisão nos mostra o tempo todo um mundo horrível, cheio de confusão e violência. E, ainda prega que o desapego é normal. Legal mesmo é você ser autossuficiente o bastante para não ter que depender de ninguém. Tudo com um falso ar a respeito do amor. Sair com várias pessoas ao mesmo tempo não é sinônimo de liberdade e muito menos de independência afetiva. Parece que estamos sendo bombardeados pela ideia de que o amor é um fracasso. Eu entendo, porque já acreditei nisso um dia. Mas, a melhor maneira de desvendar essa ideia é descobrir que o amor não é por tentativa e erro. Nós precisamos das pessoas, e não de usá-las como se fossem um produto na prateleira do mercado, pronto a ser consumido e depois descartado. Precisamos levar a sério os seus sentimentos, precisamos ter um envolvimento com a intenção de ligação, precisamos empenhar afetos. Não podemos mais viver apenas de entusiasmos e paixões velozes. É necessário mais convicção do que emoção! Eu não sei você, mas eu conheço um monte de gente frustrada com o amor que vive freneticamente sem fazer questão de qualquer envolvimento, na esperança de, um dia, por sorte, trombar com uma pessoa legal, por acaso. E sem contar nos relacionamentos falidos, onde a pessoa está com a outra porque uma delas oferece estabilidade, tanto emocional, quanto financeira. Gente que não tem coragem de abandonar um namoro fracassado, sem amor, porque acabou partilhando do trabalho, das finanças com o outro e não tem a decisão de seguir em frente em busca de um amor verdadeiro. A verdade é que nossa geração tem ficado perdida. Escolhemos o trabalho ao invés dos relacionamentos, almejamos viajar sozinhos pelo mundo, preferimos aproveitar festas, shows sem estar envolvidos com ninguém. Estamos cada dia mais vazios. Existe uma cultura que celebra, incentiva e reforça que a solidão é a melhor das liberdades. O amor precisa colecionar as melhores coisas de alguém. Se alguém deseja apenas diversão, então não tem porque entrar em nenhum tipo de amor. Sozinho ninguém se basta. Se a solidão fosse confortável, então não haveria humanidade. Não faz sentido ver suficiência no isolamento voluntário. Estar em sua companhia é bom, mas não fazer questão de estar com o outro, é narcisismo egoísta. Que possamos repensar sobre o amor e o desapego. Ninguém pode seguir sozinho e feliz, consumindo pessoas. 10 Revista COPIOSA REDENÇÃO Março 2018

Ecos da Palavra NO CAMINHO DA QUARESMA RUMO A PÁSCOA Neste tempo forte da liturgia da Igreja, assim como o povo de Israel no deserto, estamos caminhando rumo à salvação. A quaresma nos conduzirá à ressurreição de Cristo que é o triunfo da luz sobre todo mal, mas passando sempre pelo monte Calvário, pela cruz de Jesus. É um tempo especial para voltar ao ‘essencial’ da nossa fé: o Pai nos ama em Cristo para sempre, e este amor é derramado nos nossos corações através da ação do Espírito Santo. E a nós resta amar com o mesmo amor pelo qual somos amados. No primeiro domingo deste mês de março celebramos o terceiro domingo da quaresma. Como o salmista, Cristo é devorado pelo “zelo à casa de Deus” (Sal 68,10). Assim como para os comerciantes do Templo de Jerusalém, às vezes para nós, na religião há um valor que não têm nada a ver com a glória de Deus e com a santidade à qual somos chamados. Pensamos que rezar é fazer comércio, oferecendo sacrifícios materiais em troca de favores divinos. Deus não é comerciante. Ele nos ama gratuitamente. O único sacrifício que Ele deseja é um coração arrependido que se coloca totalmente diante do seu mistério de salvação. (Jo 2,13-25) No quarto domingo da quaresma escutamos o diálogo entre Jesus e Nicodemos, onde encontramos a doutrina central da nossa redenção: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”. A nossa vida na fé é uma resposta diante deste mistério de amor: nós já fomos salvos por Jesus, mas podemos acolher ou não a salvação na nossa vida pessoal; podemos escolher sair da noite e vir para a luz como Nicodemos, ou permanecer nas trevas para sempre. (Jo 3,14-21) No domingo seguinte, celebramos o último domingo da quaresma. Jesus é pronto para abraçar a cruz por nós. O exemplo que Jesus nos faz é o da semente que deve cair na terra e morrer para produzir nova vida. Ser cristão é seguir Jesus no caminho do Calvário, unindo a sua vida no sacrifício da cruz a cada dia, nas dores e humilhações deste mundo, com a certeza da vitória. (Jo 12,20-33) Com o “domingo de ramos”, propriamente chamado domingo da paixão do Senhor, inicia a solene anual celebração da semana santa, na qual são recordados e celebrados os últimos dias da vida terrena de Jesus, com os seus sofrimentos, condenação, crucificação, morte e ressurreição. Neste domingo celebramos o nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a profecia de Zacarias, sentado sobre um jumentinho, entrou em Jerusalém, enquanto a multidão o saudava com ramos de oliveiras nas mãos. (Mc 11,1-10 e Mc 14,1-15,47) Na quinta-feira santa, que neste ano é no dia 29 de março, a liturgia reserva duas distintas celebrações: de manhã a missa do Crisma nas Catedrais e de noite o início do tríduo pascal com a missa da Ceia do Senhor. O tríduo pascal é uma única celebração em três grandes momentos. Na celebração da última ceia com o lava pés, contemplamos Jesus que dá aos seus discípulos um novo mandamento: amar uns aos outros como Ele nos amou. Encontramos este mistério de amor e de serviço total na Instituição da Eucaristia: Jesus se faz servo e se dá totalmente a cada um de nós. Esta celebração se conclui com a reposição da Hóstia Consagrada em uma capela lateral nas Igrejas, preparada com muita dignidade para recordar a Instituição da Eucaristia. Os fiéis estarão em adoração diante de Jesus Eucarístico, buscando contemplação, silêncio e penitência, até o início dos ritos da sextafeira santa. (Jo 13,1-15) A sexta feira santa é o dia da Cruz que é supremo símbolo do sofrimento e da morte de Jesus, do seu sacrifício que nos resgatou da morte e do pecado. No coração de Jesus existe uma união perfeita entre amor e sofrimento: entenderam bem os santos que encontraram a perfeita alegria no sofrimento que nos une à paixão de Jesus. No final dos ritos desta celebração, a Igreja ficará desolada, sem a presença eucarística de Jesus. Os fiéis retornam à casa em um clima de oração, contemplação e silêncio até a noite do sábado santo. (Jo 18,1-19,42) Na noite de sábado celebramos a Vigília de Páscoa que é a celebração mais importante do ano litúrgico. A partir das leituras que nos recordarão todos os fatos da ação salvadora de Deus pela humanidade, celebraremos em maneira particular e solene o ponto mais alto da nossa salvação que se realiza na paixão, morte e ressurreição de Jesus. O sepulcro está vazio! Aleluia, Jesus Ressuscitou! A Igreja proclama a vitória de Cristo acendendo nos corações dos fiéis, através do sacramento do Batismo e da profissão de Fé, a luz verdadeira que é Cristo Jesus. Com esta grande e alegre celebração se conclui o tríduo pascal. (Mc 16,1-7) No domingo celebramos a Páscoa do Senhor. A ressurreição é a demonstração máxima da divindade de Jesus, anunciando a vitória definitiva de Cristo sobre o sofrimento, sobre a morte e sobre o inferno. Cada um de nós é chamado a ser vitorioso Nele. A vida nova que brota da ressurreição de Jesus é para todos nós. (Jo 20,1-9) Que Maria Mãe da Divina Graça e São José nos acompanhem sempre neste caminho rumo ao céu. Boa Páscoa!!! Pe. Luis César de Oliveira, CR Bacharel em Teologia e Mestre em Eclesiologia pela Faculdade Teológica de Sicilia - Itália servosdamisericordia@hotmail.it Março 2018 Revista COPIOSA REDENÇÃO 11

Revista Igreja Viva - Edição Nov/2018
Revista Digital Igreja Viva - Edição Julho 2018
Revista Igreja Viva - Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Edição Abril 2018
Vivência espírita - Revista Cristã de Espiritismo
Não tenhais medo! - Centenário das Aparições de Fátima. 1917-2017