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Revista Copiosa Redenção

Espiritualidade "Nunca

Espiritualidade "Nunca tínhamos ouvido falar, jamais chegou-nos aos ouvidos, olho algum jamais viu Deus igual a ti, que tanto faça por aqueles que nele esperam." Is 64,3 Dentro do ciclo litúrgico a Igreja Católica tem os chamados tempos fortes. São períodos de especial preparação para um evento que vai chegar. As semanas de preparação que a Igreja propõe para a vida de todo Fiel durante este tempo forte da Quaresma são sempre um tempo de preparação para um evento maior: os três dias da Paixão morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a páscoa do Senhor. Nós estamos vivendo ano B, e a liturgia deste tempo dá uma centralidade especial ao evento da Aliança. A quaresma é sempre tempo de convite à conversão, jejum e esmola. Mas em cada ano aborda este tema por um ponto de vista diferente. De fato as leituras dominicais nos conduzem neste processo de evolução escriturístico até aquele que será a definitiva aliança com seu povo, o filho de Deus oferecido na cruz. As perícopes dominicais vão desde o primeiro patriarca, Abraão, passando pelo homem que encontrou graça aos olhos de Deus Noé, a história da terra prometida e o tema do pecado do Povo de Deus que nunca é fiel a esta aliança e sempre é convidado pelos profetas a retornar ao amor de Deus. Contudo é preciso que nós compreendamos que maior do que o tempo forte da quaresma é o evento no qual ela termina. Somos chamados a olhar para a Páscoa como este evento de uma aliança de amor de Deus para conosco. Deus que nos tira da morte quando ele mesmo é mergulhado nesta morte, contudo Ele volta glorioso no terceiro dia. Não está aqui. Ressuscitou! Lembrai- -vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: 'É necessário o Filho do Homem ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e, no terceiro dia, ressuscitar'. (Lc 24,6) Quando ele ressuscita, e os nossos olhos contemplam a glória deste terceiro dia, o dia em que a vida vence a morte, o dia em que a esperança sela um final ao desespero da humanidade, este é o dia do Senhor. A Páscoa rasga nos céus uma entrada que ainda não existia, e que leva diretamente ao coração amoroso da Trindade da qual um dia nós também saímos e somos chamados pela vida de fé a retornar. Pe. Fernando Bauwelz, CR Mestrando em Teologia na PUC/RS servosmissao@gmail.com 6 Revista COPIOSA REDENÇÃO Março 2018

Atualidades da Igreja CONHECENDO AS FESTIVIDADES DA SEMANA SANTA Católicos do mundo inteiro vivenciam a semana mais importante para sua fé: a Semana Santa. O Brasil, sendo o maior país católico do mundo, com seus mais de 172 milhões de batizados, possui um vasto tesouro de devoção popular, além, é claro, das celebrações litúrgicas que marcam este tempo forte de vivência cristã. Assim sendo, vale a pena saber o que se celebra durante esses dias que, mais do que especiais, nos ajudam a aprofundar o mistério central da nossa fé: Domingo de Ramos: marca o início da Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Em todas as paróquias há pelo menos uma celebração completa com a procissão e bênção dos Ramos, recordando o povo que aclamava o Senhor como o Filho de Davi, poucos dias antes de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Procissão do Encontro: celebrada em várias regiões do Brasil na Quarta-feira Santa. Os homens saem de uma igreja ou local determinado, com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre proclama o célebre "Sermão das Sete Palavras", fazendo uma reflexão que chama os fiéis à conversão e à penitência. Missa do Crisma ou dos Santos Óleos: normalmente celebrada nas catedrais (sede das dioceses) no período da manhã da Quinta-Feira Santa, é marcada pela bênção dos óleos do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos, que serão utilizados ao longo do ano nas paróquias, e pela renovação das promessas sacerdotais. Missa da Ceia do Senhor ou Lava-Pés: celebrada na Quinta-Feira Santa ao cair da tarde ou à noite, é marcada pela recordação do que realizou Jesus durante sua Última Ceia: lavou os pés de seus discípulos e instituiu os sacramentos da Eucaristia e da Ordem. Sexta-Feira Santa: além da celebração litúrgica da Paixão de Jesus, Procissões do Senhor Morto, Vias-Sacras e representações teatrais são preparadas em todas as regiões do Brasil. Em Aparecida acontece a tradicional Via Sacra no Morro do Cruzeiro, que reúne milhares de romeiros e peregrinos presentes no Santuário Nacional para o Tríduo Sacro. Também no Estado de São Paulo, em Santana de Parnaíba, tem se tornado cada vez mais conhecida no restante do país, a encenação da Paixão de Cristo na Barragem Edgard de Souza, na Estrada dos Romeiros, aberta a uma multidão de fiéis que cresce consistentemente ano após ano. Embora existam outras tradicionais, é da Região Nordeste, a mais famosa encenação brasileira da Paixão de Cristo: Nova Jerusalém, em Pernambuco. A apresentação recebe uma multidão de fiéis e turistas no maior teatro a céu aberto do mundo, cujos nove palcos monumentais servem de cenário para uma representação interpretada por mais de 500 atores. Também vêm se consolidando como tradição no Nordeste, as celebrações da Paixão de Cristo em Oeiras, no Piauí, como destaque, na Sexta-Feira Santa, a Procissão dos Passos reúne grande quantidade de fiéis na cidade cuja arquitetura colonial é repleta de igrejas e casarões. Importante mencionar também a cidade de Goiás Velho, onde, à meia-noite da Quinta para a Sexta-Feira Santa, as lâmpadas do centro histórico são apagadas e, ao som de tambores e à luz de tochas, começa a Procissão do Fogaréu, simbolizando a prisão de Cristo por cerca de quarenta homens encapuzados que representam os soldados romanos. Enquanto o coro entoa cantos tradicionais em latim, cerca de 10 mil pessoas acompanham a procissão. A também colonial cidade fluminense de Paraty é outro palco célebre da Procissão do Fogaréu à meia-noite da Quinta-Feira Santa, com seu centro histórico à beira-mar iluminado apenas pelas tochas, tal como acontece em Goiás Velho. Vigília Pascal: após o silêncio durante o dia no Sábado Santo, a celebração noturna da Ressurreição de Jesus é repleta de luz e alegria. A bênção do fogo, o Círio Pascal, as várias leituras que narram a História da Salvação, o Glória, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística são celebradas com toda a sua riqueza. Domingo de Páscoa: o dia mais importante. Marca o mistério central do cristianismo, isto é: Jesus Ressuscitado vencedor da morte. Devemos reconhecer que as diversas manifestações devocionais populares sustentam a vida de fé de muitas pessoas e comunidades. Não devem ser reduzidas a um mero simbolismo ou a uma religiosidade ingênua. É claro que exageros ocorrem e devem ser evitados. Entretanto, os símbolos que vemos, podem nos ajudar e muito a não ser apenas espectadores, mas protagonistas de um mistério que não vemos, e, contudo, acreditamos. Fontes: Brasil é o país com o maior número de católicos do mundo. Disponível em https://pt.aleteia.org/2017/04/11/brasile-o-pais-com-o-maior-numero-de-catolicos-do-mundo/. Acesso em 05/02/2018. Fé e cultura popular: a variedade das procissões de Semana Santa. Disponível em https://pt.aleteia.org/2016/03/21/ fe-e-cultura-popular-a-variedade-das-procissoes-de-semana-santa/. Acesso em 05/02/2018. Frei comenta valor das tradições religiosas na Semana Santa. Coutinho, Monique. Disponível em https://noticias. cancaonova.com/mundo/frei-comenta-valor-das-tradicoes-religiosas-na-semana-santa/. Acesso em 05/02/2018. Infográfico Semana Santa. Disponível em : https://noticias.cancaonova.com/infografico/semana-santa/. Acesso em 05/02/2018. A Devoção Popular na Semana Santa. Almeida, Leonardo C. de. Disponível em http://www.a12.com/academia/ palavra-do-associado/a-devocao-popular-na-semana-santa. Acesso em 05/02/2018. Março 2018 Ir. Danila Diana de Souza ir.danila@hotmail.com Revista COPIOSA REDENÇÃO 7

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