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GAZETA DIARIO 521

02 Opinião Foz do

02 Opinião Foz do Iguaçu, segunda-feira, 5 de março de 2018 ÍNDICE Página 1 até 40 EDITORIAL E COLUNA 2 CIDADE 3 CIDADE 4 POLÍTICA 5 BICO DO CORVO 6 CIDADE 7 CAMPANA/GERAL 8 CIDADE 9 CIDADE 10 GERAL 11 POLÍTICA 12 ÓTICAS CAROL 13 NACIONAL 14 E 15 INTERNACIONAL 16 COTIDIANO 17 A 24 SAÚDE 25 A 30 PET & CAMPO 31 CLASSIFICADOS 32 EDITAL 33 E 34 PANORAMA 35 POLÍCIA 36 ESPORTE 37 A 40 EDITORIAL Destaque para as mulheres Já estamos na semana da mulher ou na semana em que cai o Dia Internacional da Mulher. A data será celebrada na quinta-feira, 8, porém todo o mês de março será dedicado às mulheres. No Congresso Nacional, a bancada feminina está aproveitando não só a semana como o mês para pautar a discussão de leis que interessam ao sexo feminino. "As matérias 'da bancada feminina' precisam avançar. A gente prefere que sejam derrotadas em plenário do que não serem votadas. Porque, se não votar, é como se não enxergassem o que está acontecendo com as mulheres no Brasil, em termos de crimes virtuais, de agressões, de violência doméstica, e os nossos índices estão alarmantes", disse a deputada Soraya Santos, do Rio de Janeiro. Uma das propostas é da senadora Gleisi Hoffmann e tem a ver com a lei que criminaliza a "vingança pornográfica". É um crime da era das redes sociais e acontece quando um parceiro, que deixa um relacionamento, posta nas redes imagens com a exposição pública da intimidade sexual. Há ainda, no Senado, a pauta que propõe a alteração da CLT para garantir proteção a gestantes e lactantes em relação à prestação de trabalho em local insalubre. Será uma semana para sérias discussões sobre todas aquelas coisas que roubam a qualidade de vida do ser humano chamado mulher, como a discriminação e todo o tipo de violência, incluindo aí o extremo dessa violência que é o feminicídio. Nos últimos dias tivemos no Paraná pelo menos dois casos desse crime praticados por ex-companheiros. Do outro lado, a semana é uma boa oportunidade para homenagearmos as mulheres — quer sejam mães, amigas, noivas, colegas e namoradas, chefas, profissionais autônomas... — e tentarmos avançar para obter aquele equilíbrio entre os diferentes. Sem mulher, sejamos homens ou mulheres, não teríamos nascido. E até neste quesito é necessária a cooperação. Por isso racionalmente não há explicação para a misoginia — ou a birra de homem contra a mulher ou vice-versa. Eu leio o Gazeta Diário O mecânico e pintor automotivo Rubens Carlos Pena é leitor do Gazeta Diário extrapauta SISU 2018 Unila faz segunda chamada complementar para vagas de graduação; matrícula será realizada de 6 a 8 de março A Unila publicou a segunda chamada complementar de candidatos para o preenchimento de vagas em 20 cursos de graduação da Unila. As matrículas presenciais serão realizadas entre os dias 6 e 8 de março. Os procedimentos para a matrícula estão disponíveis no edital Prograd 011/ 2018 e anexos. A matrícula presencial (obrigatória) será realizada na Unila — Jardim Universitário (Avenida Tarquínio Joslin dos Santos, 1.000), das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30. Entre 6 e 8 de março, os aprovados ou seus procuradores deverão apresentar a documentação original anexada no cadastro on-line (encerrado no dia 19 de fevereiro), para conferência e validação. O atendimento para a matrícula presencial se dará por meio de distribuição de senhas, limitadas por período (manhã e tarde). O não comparecimento acarretará a perda da vaga. Os candidatos inscritos nas políticas afirmativas (cotas) e que tiveram as inscrições indeferidas poderão ingressar com recurso até o dia 5 de março (veja aviso oficial). Se o recurso for aceito, a matrícula será realizada somente no dia 8 de março. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail selecao. alunos@unila.edu.br ou pelos telefones (45) 3576-7375 e (45) 3529-2775. Ninguém acerta a Mega-Sena, e prêmio acumulado pode pagar R$ 40 milhões Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.019 da Mega-Sena, realizado na noite de sábado (3), em Maceió. Foram sorteados os seguintes números: 23 - 41 - 46 - 52 - 54 - 59. De acordo com a Caixa, com o prêmio principal acumulado, a aposta que acertar as seis dezenas no concurso 2020, na próxima quarta-feira (7), deverá levar R$ 40 milhões. Cinquenta e quatro apostas acertaram a Quina. Cada ganhador vai levar um prêmio de R$ 48.889,92. A Quadra teve 4.043 apostas vencedoras e cada uma vai receber R$ 932,84. (Da Agência Brasil)

Foz do Iguaçu, segunda-feira, 5 de março de 2018 OPERAÇÃO PECÚLIO Cidade 03 Justiça aceita denúncia contra Dr. Brito e mais cinco pessoas por organização criminosa O MPF atribuiu aos denunciados a prática de diversos delitos, tais como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, usurpação de função pública, falsidade ideológica, entre outros Bruno Soares Reportagem O vereador Dr. Brito tornou-se réu perante a Justiça acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de chefiar uma organização criminosa instalada em Foz do Iguaçu para a promoção de desvio de recursos do setor de radiologia do Hospital Municipal. Além do parlamentar, outras cinco pessoas também responderão criminalmente por condutas ilícitas investigadas no bojo da Operação Renitência (oitava fase da Operação Pecúlio). Conforme despacho da juíza Flávia Hora Oliveira de Mendonça, responsável pela 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, "o MPF atribuiu aos denunciados (...) o fato de constituírem organização criminosa mediante a prática de diversos delitos, também denunciados, tais como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, frustração e fraudes em dispensas de licitações e em pregões da Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, crime de usurpação de função pública, além de crimes de falsidade ideológica, dentre outros, com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens ilícitas, tirando proveito Dr. Brito e mais cinco pessoas responderão criminalmente na Justiça Federal econômico ilícito do setor de saúde no Município de Foz do Iguaçu". Segundo a denúncia, "Dr. Brito seria o 'chefe da organização criminosa'; José de Oliveira Reis Neto, vulgo Cazuza, o 'planejador de delitos', enquanto que os denunciados Anderson Pereira dos Santos, Denise Schmitz dos Santos, Everton Ricardo Tissot Ritt, Aline Cristina dos Santos Castro e Regina Borges Lago "desempenharam papel de execução de atos criminosos", sublinha a magistrada. Em seguida, a juíza analisa a comprovação das acusações sustentadas pelo MPF e diverge sobre a situação pontual de Everton Ricardo. "Tocante à existência de prova da materialidade e indícios de autoria dos crimes imputados (...) aos denunciados Luiz José de Brito, José de Oliveira Reis Neto, Denise Schmitz dos Santos Aline Cristina dos Santos Castro e Regina Borges Lago, reporto-me à farta fundamentação (...). Exceção, contudo, verifica-se no caso do denunciado Everton Ricardo Tissot Ritt", ressalva. "Embora algumas diligências tenham sido realizadas depois da deflagração da fase ostensiva da operação policial, sobretudo quanto à arrecadação da documentação pertinente aos processos licitatórios em comento e inquirições de diversas pessoas relacionadas aos fatos, inclusive indicadas pelo MPF, delas não se extrai indícios de autoria que recaem sobre a pessoa de Everton Ricardo Ritt no tocante à imputação realizada na denúncia tangente ao fato de que integraria a organização criminosa em estudo (...). Dessa maneira, considero que inexiste suporte probatório de que Everton Ricardo Tissot Ritt integrou organização criminosa", decide a magistrada ao recusar a denúncia contra o ex-supervisor de radiologia da SMS. Operação A oitava fase da operação foi deflagrada no dia 16 de janeiro deste ano. De acordo com o procurador da República Alexandre Porciúncula, toda investigação se deu por meio de uma ação controlada pelo MPF tão logo tomou conhecimento de situação ilícita levada por um delator. "Em abril de 2017, delatores da Pecúlio nos procuraram para comunicar que tinham sido acionados por um vereador para que participassem de um grupo criminoso criado com objetivo de fraudar licitações do setor de radiologia de Foz e região", explicou Alexandre Porciúncula. O representante do MPF informou que coube à PF monitorar todas as tratativas firmadas pelo grupo criminoso com os delatores que simulavam conluio com as ilicitudes praticadas. "A partir destes dados apresentados pelos colaboradores demos início ao que chamamos no processo penal de ação controlada. Comunicamos ao Poder Judiciário e com a ajuda dos colaboradores passamos a realizar o acompanhamento do grupo criminoso. Gravamos praticamente ao longo deste período todas as conversas realizadas entre os colaboradores e os integrantes do grupo criminoso. Inclusive, monitoramos pagamento de dinheiro público desviado de contratos fraudados", finaliza Alexandre Porciúncula.