REVISTA-MARÇO-EDIÇÃO152-FINALIZADA
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ÍNDICE<br />
EDIÇÃO N°152 - <strong>MARÇO</strong>/2018<br />
CAPA<br />
Parabéns HDZ<br />
ECONOMIA<br />
Marque na agenda<br />
PERSPECTIVAS<br />
Recuperação econômica<br />
HONRARIA<br />
Orlando Bonifácio Martins<br />
10 8 16<br />
HDZ comemora três anos e com<br />
empreendedorismo e cidadania,<br />
ela trabalha para realizar os<br />
sonhos dos araraquarenses.<br />
Empresários de Araraquara e<br />
Região já podem comprar seus<br />
estandes dentro da Facira 2018,<br />
que ocorre entre 21 e 26 agosto.<br />
19<br />
Shoppings Jaraguá e Lupo<br />
ultrapassam marca de<br />
crescimento determinada<br />
pela Abrasce.<br />
22<br />
Contabilista renomado, fundador<br />
do SINCOAR e AESCAR e diretor<br />
da JUCESP, recebeu o Prêmio<br />
Annibal de Freitas, em São Paulo.<br />
CIESP<br />
08| Informativo deste mês foca<br />
o trabalho da Luma Peças e<br />
Serviços, destaque no mercado<br />
agrícola regional.<br />
Sincomercio<br />
14| Novo prédio do Sincomercio,<br />
também na Rua 5, visa capacitar<br />
e atender com mais atenção os<br />
empresários de Araraquara.<br />
Empreendorismo<br />
20| Durante a Páscoa, as irmãs Rossi<br />
produzem ovos e doces e ganham<br />
um dinheirinho extra; as três são<br />
profissionais de outras áreas.<br />
Sindicato Rural<br />
37| Sucesso absoluto em nossa<br />
cidade, a Feira do Produtor Rural<br />
pode aportar na vizinha Américo<br />
Brasiliense neste ano.<br />
A Nativa também está no Shopping Jaraguá<br />
A Rádio Nativa FM montou um estúdio em um dos<br />
corredores do Jaraguá Araraquara, de onde vem<br />
transmitindo parte da sua programação até final de<br />
março. Inteiramente de vidro, o estúdio permite que os<br />
clientes do shopping acompanhem a transmissão da<br />
rádio ao vivo. As equipes estão a postos das 8h às 11h e<br />
das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, a<br />
transmissão é das 8h às 11h e das 15h às 22h, enquanto<br />
aos domingos é das 15h às 20h. “É um projeto muito<br />
interessante. Muita gente quer saber como funciona uma<br />
emissora de rádio e agora tem esta oportunidade. Tenho<br />
certeza que as crianças também gostam muito. E ainda<br />
teremos promoções para os clientes e ouvintes”, afirma<br />
Cleiton Martins, superintendente do shopping.<br />
Nativa no<br />
Shopping<br />
A Feira dos Pneus<br />
Empresários do setor em Araraquara<br />
preparados para visitar em junho a<br />
13ª Pneushow - Feira Internacional de<br />
Pneus, no Expo Center Norte, em São<br />
Paulo. Único evento da América do Sul<br />
direcionado ao mercado específico de<br />
pneus, a feira oferece o que há de mais<br />
inovador em pneus novos e reformados,<br />
máquinas, equipamentos e soluções.<br />
Em 2017, segundo a Associação<br />
Nacional da Indústria de Pneumáticos,<br />
foram vendidas 4 milhões de unidades<br />
para do segmento e 642 mil pneus<br />
para o ramo de reposição.<br />
|6
DA REDAÇÃO<br />
por: Sônia Maria Marques<br />
TEATRO/REPRESSÃO<br />
Nos tempos da ditadura<br />
29<br />
O dramaturgo araraquarense Zé<br />
Celso Martinez Corrêa comenta<br />
os 50 anos de sua polêmica<br />
adaptação para ‘Roda Viva’.<br />
Canasol<br />
46| O presidente Luís Henrique<br />
Scabello de Oliveira participa em<br />
Brasília da posse da presidente da<br />
Frente Parlamentar da Agricultura.<br />
MÚSICA<br />
Pelos ‘bailinhos’ da cidade<br />
52<br />
Especial Bandas e Grupos<br />
Musicais da Cidade traz a história<br />
da Condor Boys. Você já dançou<br />
ao som deles?<br />
Vida social<br />
62| Confira os destaques na<br />
coluna de Maribel Santos;<br />
e também fotos dos eventos<br />
mais badalados da nossa cidade.<br />
O trabalho de Eliana Honain<br />
Ano após ano vêm as promessas e<br />
situação da Via Expressa continua<br />
As chuvas que caíram sobre a nossa cidade na tarde de 27<br />
de fevereiro, causando estragos, é mais uma demonstração<br />
de descaso com a segurança da comunidade. Na verdade,<br />
entra ano, sai ano, a história se repete sem que medidas<br />
sejam adotadas, visando o bem-estar de uma população<br />
que sofre as consequências da mazela não é de hoje.<br />
São vários os gestores que passaram e cada vez mais se<br />
acentuam os pontos críticos das enchentes. As causas são<br />
perfeitamente perceptíveis e não espelham uma enorme<br />
quantidade de áreas atingidas, sendo sempre a de maiores<br />
consequências a nossa Via Expressa. De cinco ou seis anos<br />
para cá, ela sofre com o acúmulo de água e o problema<br />
permanece. Para justificar os danos, sempre vem a nota<br />
- vamos providenciar. Providência sem resultados práticos<br />
representa uma afronta à sociedade. Inventaram um<br />
tal Plano de Contingência Operação Chuvas de Verão,<br />
cuja sabedoria técnica prevê 10 milímetros e desaba 77<br />
milímetros de água. Isso é como jogar na megasena - não<br />
acerta nunca. Não podemos mais subestimar a inteligência<br />
do povo. Não é de hoje que o Poder Público empurra com<br />
a barriga as enchentes na Via Expressa e não apresenta<br />
soluções; num destes anos é que deu-se o desaparecimento<br />
de uma mulher nas enxurradas que desaguavam no<br />
Córrego do Ouro e depois disso o que apresentaram de<br />
positivo? Nada, pois a situação persiste. Mais uns dias e as<br />
chuvas cessam, aí todo mundo esquece. O negócio é rezar<br />
para que o verão deixe de existir...<br />
A secretária municipal da<br />
Saúde, Eliana Honain, tem<br />
ressaltado a importância<br />
da presença diária de um<br />
médico pediatra na UPA<br />
do Valle Verde, durante<br />
as 24 horas. Isso vem<br />
ocorrendo desde o dia<br />
16 de fevereiro. Antes,<br />
a Pasta mantinha com<br />
certa dificuldade, segundo<br />
afirmou, um pediatra<br />
apenas três vezes por<br />
semana – as segundas,<br />
quartas e sextas-feiras - e<br />
somente durante o dia.<br />
“Agora, com a Fungota<br />
assumindo a gestão das<br />
UPAs, foi possível dar este<br />
salto de qualidade para a<br />
população do Valle Verde,<br />
que tem a Unidade como<br />
um dos únicos centros<br />
de atendimento público<br />
naquela região”, disse.<br />
A presença do médico<br />
pediatra na UPA do Valle<br />
Eliana Honain, secretária<br />
municipal de Saúde<br />
Verde também desafoga a<br />
UPA Central. É que muitas<br />
crianças da região Norte<br />
da cidade, incluindo os<br />
núcleos do Selmi Dei e do<br />
entorno (o que contabiliza<br />
cerca de 50 mil pessoas),<br />
também eram atendidas<br />
na UPA da Via Expressa,<br />
principalmente nos casos<br />
de urgência e emergência.<br />
Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni<br />
Supervisora Editorial: Sônia Marques<br />
Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP)<br />
Design: Bete Campos e Érica Menezes<br />
PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433<br />
Tiragem: 5 mil exemplares<br />
Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131<br />
A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio<br />
é distribuida gratuitamente em Araraquara e região<br />
* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE<br />
Falar com a RCIA: (16) 3336 4433<br />
Rua Tupi, 245 - Centro<br />
Araraquara/SP - CEP: 14801-307<br />
marzo@marzo.com.br<br />
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EDITORIAL<br />
por: Ivan Roberto Peroni<br />
Araraquara na contramão da história<br />
‘Amora’ é o nome de uma criança que em uma quarta-feira de fevereiro, gostaria de ter nascido em<br />
Araraquara, pois sua família é domiciliada aqui e seria plenamente justo que sua naturalidade fosse<br />
cercada pelo orgulho de se apresentar como araraquarense. No entanto, ‘Amora’, por conta do plano<br />
de saúde que sua família possui, teve como destino um hospital de São Carlos e veio ao mundo graças<br />
à Deus com muita saúde e disposição para entender um dia, como são traçados os caminhos dos<br />
seres humanos dependentes de sistemas em nosso País.<br />
Em 2016 quando me acidentei e dependia<br />
logicamente de atendimento<br />
e procedimentos médico-hospitalares,<br />
o São Francisco Saúde do qual<br />
faço parte desde os tempos da Benemed,<br />
insistia em me transferir da<br />
sua unidade de emergência da Via<br />
Expressa para Ribeirão Preto. A posição<br />
enérgica dos meus familiares e<br />
a interferência dos amigos, um deles<br />
Valter Cury Rodrigues, permitiram<br />
que a Santa Casa disponibilizasse<br />
o atendimento, o que considero<br />
até hoje como presteza e assistência<br />
de primeiro mundo. Longe de<br />
previsões, calculo a imbecilidade<br />
de se transportar um paciente com<br />
três fraturas na bacia e outras tantas<br />
em um dos ombros, atravessando<br />
as esburacadas ruas de Araraquara<br />
e Ribeirão Preto, além dos riscos<br />
de uma rodovia em noite de chuva.<br />
Consegui ficar por aqui e vivo para<br />
contar a história.<br />
Recentemente, Antônio Ersio Faccio,<br />
o ‘Tonhão’, um dos nomes mais importantes<br />
da história da Ferroviária,<br />
passou por drama semelhante. Contudo, não teve a mesma sorte e acabou<br />
por força do mesmo plano, em um quarto de hospital em Ribeirão Preto<br />
e para onde a família tinha que se deslocar todos os dias para visitá-lo. E<br />
assim sucessivamente tem ocorrido situações semelhantes vitimando em<br />
triplicidade em pleno século XXI, os nossos pacientes: estar doente, ter que<br />
viajar e não ter o ressarcimento dos custos das viagens. Está certo que a<br />
regra é clara: não está satisfeito troque o plano. Ora, mas o contrato feito<br />
entre as partes - e na época era Benemed - não estabelecia que o paciente<br />
teria que ser atendido em São Carlos ou Ribeirão.<br />
Em fevereiro, o nascimento de uma criança cujos pais são residentes em<br />
Araraquara, abre espaço para outro debate, pois usuários do São Francisco,<br />
tiveram a filha ‘Amora’ em um hospital de São Carlos. Concordamos que<br />
o São Francisco, embora seja uma potência como operador na área de<br />
saúde e portador de enorme respeitabilidade em nosso país, vive momentaneamente<br />
em Araraquara um período de turbulências, buscando acertar<br />
e reacertar os rumos fragmentados da Beneficência Portuguesa.<br />
No entanto, não podemos entender a omissão das nossas autoridades,<br />
principalmente políticas, vendo Araraquara perder seu crescimento populacional<br />
e desprezando a representatividade de uma Santa Casa, Hospital<br />
São Paulo e Maternidade Gota de Leite que são ignorados e depreciados,<br />
pois têm eles serviços a serem vendidos aos portadores do São Francisco<br />
e também de tantos outros planos de saúde. É verdade que há a questão<br />
comercial em jogo e num mundo capitalista, a economia se sobrepõe de<br />
forma até mesmo agressiva aos direitos e respeito ao ser humano. Em sua<br />
nota a nós enviada, o São Francisco não explicou até quando as crianças<br />
que teriam que nascer aqui, terão como terra natal São Carlos ou Ribeirão.<br />
9|
INFORME<br />
Celso, Doca, Beto e Catuto<br />
O PROJETO DA HDZ PARA A CIDADE:<br />
VIABILIZAR E ADMINISTRAR SONHOS<br />
Quando Celso Haddad abre a boca<br />
para falar de Araraquara algo nele se<br />
transforma: é como se algum espírito<br />
pioneiro se apossasse dele e o transformasse<br />
num inflamado porta-voz da cidade.<br />
Chega a se exaltar enquanto enumera suas<br />
muitas soluções, projetos, perspectivas,<br />
ideias e planos. Tudo o que faz pulsar o<br />
coração da HDZ Imobiliária e Consultoria<br />
Empresarial, a empresa que comanda com<br />
os três outros sócios, e que ele gostaria que<br />
contagiasse a todos os investidores e<br />
empreendedores locais, regionais e – por<br />
que não? – nacionais e mesmo internacionais,<br />
no sentido de dar a Araraquara o futuro<br />
e o desenvolvimento sustentáveis que a<br />
cidade merece e comporta.<br />
A HDZ vê a cidade como um<br />
terreno fértil demais, onde semear sonhos<br />
equivale a ter a certeza de boas safras. Por<br />
isso pratica em tempo integral a avaliação<br />
de novos negócios e está francamente<br />
aberta a formas inovadoras de realizá-los,<br />
Spot Miami<br />
sejam imobiliários, a primeira vocação dos<br />
irmãos Haddad, sejam de consultoria,<br />
especialidade do sócio Catuto. Para o<br />
pessoal da HDZ sonhar, portanto, não é<br />
uma questão de querer o impossível, mas,<br />
ao contrário, trata-se de perseguir o óbvio.<br />
Para uma empresa tão jovem,<br />
apostar na cidade jamais significou<br />
considerar correr algum risco. Sempre foi,<br />
e no que depender dos três Haddads e do<br />
Zambon, sempre será a crença e a missão<br />
que os move.<br />
NOVOS TEMPOS, NOVAS IDEIAS:<br />
INOVAR É PALAVRA DE ORDEM<br />
Há exatos três anos a HDZ nasceu<br />
dessa necessidade vital – característica que<br />
está no sangue, herdada do patriarca Chafik<br />
– de trabalhar pela cidade, de criar<br />
condições para sonhos se realizarem, de<br />
estabelecer laços claros entre o empreendedorismo<br />
e a cidadania.<br />
Por isso nunca pense na HDZ,<br />
Quintas do Salto<br />
Imobiliária e Consultoria Empresarial,<br />
apenas como uma empresa que vende e<br />
aluga casas e terrenos, lotes, condomínios,<br />
escritórios ou apartamentos. Sim,<br />
está envolvida e comprometida com<br />
esses negócios também, aliás, com a<br />
eficácia e a experiência adquiridas ao longo<br />
de mais de trinta anos de mercado e<br />
reconhecidas em toda a região. Mas não só.<br />
Desde o início de 2015, quando os<br />
irmãos Haddad - Celso, Doca e Beto, mais o<br />
amigo e consultor Catuto - abriram as<br />
portas da HDZ para os mercados local e<br />
regional, um claro objetivo os norteou e<br />
uniu: manter os pés fincados no chão e a<br />
cabeça nas nuvens, tecendo ideias que<br />
gerassem novos modelos de negócios e<br />
criassem competências inovadoras em<br />
áreas pouco afeitas a inovações, como a<br />
imobiliária e a de consultoria.<br />
.<br />
A MARCA HDZ SE CONSTRÓI A<br />
CADA NOVO EMPREENDIMENTO<br />
Somente três anos depois de<br />
criada, a HDZ, mais do que um “player”<br />
respeitável, com peso indiscutível no<br />
mercado imobiliário, é uma marca, hoje,<br />
plenamente consolidada. Sua expressiva<br />
participação nos empreendimentos mais<br />
importantes da cidade apenas confirma o<br />
dinamismo de uma atuação cada vez mais<br />
intensa. A marca está presente nos<br />
lançamentos atuais mais relevantes, como o<br />
Edifício Attuale, da Bild; o Residencial Volpi e<br />
o Vistas do Horto, da NR; ou o Quatro<br />
Residence e o Tríade, da Avelar Couto, bem<br />
como no Spot Residence Miami, da AVR;<br />
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Cedros do Campo, Modal; Quinta do Salto,<br />
Grupo CEM, Altos do Jardim Botânico, da<br />
WKJ e Jardim São Bento, da RPS.<br />
Mas os lançamentos futuros<br />
também estão constantemente na mira dos<br />
Haddad, justamente por fazerem parte da<br />
estratégia “agadeziana” de apoiar todos os<br />
impulsos de desenvolvimento gerados na<br />
cidade. Entre esses empreendimentos estão<br />
os edifícios La Vie e Cristóvão Colombo,<br />
ambos da Bild; o Smart Dom Pedro, da<br />
Avelar Couto; o Tivoli, da Zituni; o edifício e o<br />
condomínio de lotes da Stefani Nogueira, e<br />
ainda o condomínio da Pagano.<br />
ARARAQUARA NO CORAÇÃO E OS<br />
OLHOS ABERTOS PARA O MUNDO<br />
Na outra ponta, no ramo das<br />
consultorias empresariais, a demanda,<br />
segundo Catuto, tem sido cada vez mais<br />
frequente, na medida em que os empresários<br />
e clientes vão descobrindo as vantagens<br />
de contar com profissionais especializados<br />
na intermediação de negócios e tomadas de<br />
decisões estratégicas.<br />
No planejamento e desenvolvimento<br />
da expansão de redes varejistas, por<br />
exemplo, o destaque vai para as dez novas<br />
lojas dos Supermercados São Vicente, a<br />
serem inauguradas até 2023, nas cidades de<br />
Piracicaba, Sorocaba, Jundiaí, Campinas e<br />
São Paulo. Mas a atuação da HDZ abrange<br />
ainda, na área da consultoria, desde a<br />
captação de recursos financeiros até gestão<br />
patrimonial, sem esquecer a implantação<br />
de plantas industriais, como foi o caso da<br />
Caldo Nobre Alimentos, em Valinhos.<br />
Atualmente, quatro importantes operações<br />
estão em curso em Ribeirão Preto, em<br />
avançado processo de finalização.<br />
Hoje a HDZ Consultoria já conta<br />
com escritórios associados em São Paulo,<br />
Ribeirão Preto, Campinas, Americana e<br />
Curitiba, mas a ideia é expandir para as<br />
cidades acima de duzentos mil habitantes.<br />
Esse tipo de atuação, ao mesmo<br />
tempo dinâmica e planejada, tem ampliado<br />
muito os horizontes da empresa, levando a<br />
bandeira HDZ cada vez mais longe – mas,<br />
claro, sem nunca se distanciar da origem e<br />
Residencial Volpi<br />
do compromisso com Araraquara.<br />
Aliás, como parte desse compromisso,<br />
duas grandes surpresas, que vão<br />
movimentar a cidade e dar o que falar, estão<br />
no radar da HDZ e serão anunciadas em<br />
breve. A primeira delas, da qual já se ouvem<br />
fortes rumores, está ligada a uma conhecida<br />
loja de departamentos. A outra, diz respeito<br />
a uma não menos famosa e importante<br />
universidade.<br />
Segundo os sócios, quando não<br />
se impõem limites para sonhar, jamais<br />
surgirão empecilhos para realizá-los. Se<br />
surgirem obstáculos, “estamos aí para<br />
removê-los”.<br />
CONSCIÊNCIA SOCIAL NÃO É<br />
SÓ BANDEIRA, É OBRIGAÇÃO<br />
Mas as atividades da HDZ não se<br />
limitam a stands de vendas, contratos de<br />
aluguéis ou reuniões com empresários.<br />
Quando se tem o compromisso de viabilizar,<br />
construir e administrar sonhos, eles podem<br />
estar florescendo nas ruas, nas periferias, e é<br />
preciso organizá-los para que aconteçam.<br />
A Copa HDZ/SESC de Basquete é<br />
exemplo dessa preocupação. Nos últimos<br />
três anos abraçada pela HDZ, desde 2004<br />
Celso Haddad lidera essa parceria com o<br />
professor Gilberto Paganini Marin, o Gil,<br />
com apoio do Sesc. A Copa é um programa<br />
totalmente dedicado a jovens e crianças e<br />
tem como principal objetivo integrar esse<br />
jovem capital humano através do esporte.<br />
No caso, o basquete, cujos principais fundamentos<br />
são justamente a motivação, a<br />
perseverança e a autoestima – atributos<br />
fundamentais para construirmos um futuro<br />
mais promissor para a cidade e para o país.<br />
Assim, comprometida com a<br />
sociedade em que está estabelecida, de<br />
olhos bem abertos para a sustentabilidade –<br />
na cidade, no país, no planeta –, a HDZ vai<br />
construindo uma história de amor a<br />
Araraquara, seu lar e raiz. Com os dois pés<br />
no futuro e um olhar carinhoso para o<br />
passado e para com todos os pioneiros que<br />
plantaram as primeiras sementes da cidade<br />
dos nossos sonhos.<br />
Equipe HDZ<br />
Edifício Attuale<br />
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Construção fica em frente à antiga sede; nela, assim como na anterior, há entradas pela Av. São Paulo e Rua Voluntários da Pátria<br />
FUTURO<br />
Novo prédio do Sincomercio: acessibilidade e<br />
muita tecnologia para os comerciantes<br />
Espaço quer abrigar novas ações para capacitar e atender ainda mais as necessidades dos<br />
empresários araraquarenses; Senac e Sesc intensificam suas parcerias com a entidade.<br />
Desafios. Esta é a palavra chave<br />
que o Sindicato do Comércio Varejista<br />
de Araraquara, o nosso Sincomercio,<br />
tem procurado usar em sua história<br />
para defender os interesses de uma<br />
das mais expressivas atividades: o<br />
comércio.<br />
Nos últimos anos o presidente<br />
Antonio Deliza Neto, reeleito para<br />
mais um mandato (três anos), tem<br />
mostrado além de notável visão administrativa,<br />
uma acentuada afinidade<br />
com o empresariado do comércio. Foi<br />
Deliza que em fevereiro anunciou a<br />
entrega da mais importante obra do<br />
Sincomercio na década: a nova sede,<br />
localizada na esquina da Avenida São<br />
Paulo com a Rua Voluntários da Pátria,<br />
a Rua 5.<br />
É neste novo e confortável espaço<br />
que diferentes ações serão concentradas,<br />
tais como treinamentos, palestras,<br />
encontros de negócios, tudo<br />
isso em uma instalação moderna,<br />
com acessibilidade e a tecnologia 4k<br />
em um auditório próprio.<br />
Segundo Deliza, não há uma data<br />
única para inauguração. A ideia é receber,<br />
a partir de agosto, aos poucos,<br />
diversos setores para assim criar um<br />
canal de comunicação com os empresários,<br />
a fim de saber quais diretrizes<br />
o Sincomercio pode adotar para<br />
ajudá-los.<br />
“Vamos trazer representantes<br />
dos supermercados, tintas, automóveis,<br />
enfim, queremos receber todos<br />
do comércio – mesmo aqueles que<br />
não integram nossa base sindical –<br />
para explicar as intenções deste novo<br />
espaço”, conta Deliza.<br />
Outro importante detalhe ressaltado<br />
pelo presidente é a intensificação<br />
da parceria com o Sesc e Senac,<br />
cujos logos estão, inclusive, expostos<br />
na placa de identificação. “Estas duas<br />
entidades estão ligadas à Federação<br />
do Comércio. Brinco que o Sesc cuida<br />
do espírito e o Senac da profissionalização.<br />
Ambas se completam e formam<br />
uma base forte de opções para<br />
os representados do comércio. Também<br />
temos um bom relacionamento<br />
com o Sebrae, que sempre nos rendeu<br />
frutos”, explica.<br />
Com isso, se abre a possibilidade<br />
do uso de toda a estrutura e inte-<br />
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Toninho Deliza, presidente<br />
do Sincomercio, reeleito<br />
em fevereiro anunciando a<br />
finalização das obras<br />
O solário na nova sede do Sindicato do<br />
Comércio Varejista em Araraquara<br />
Arquitetura que permite apreciar a beleza<br />
da nossa cidade<br />
lectualidade da FecomercioSP (Federação<br />
do Comércio do Estado de<br />
São Paulo). “A ideia é usar toda a demanda<br />
e qualidade técnica cultural<br />
de lá, democratizando a informação<br />
que ficava apenas concentrada na<br />
capital. Assim, a partir deste ano,<br />
nos tornaremos uma sucursal da federação<br />
no interior. Uma das, na verdade”,<br />
explica Antônio Deliza Neto.<br />
O PASSADO<br />
de 1984, foi feita durante o mandato<br />
de Olien Biancardi.<br />
A entrada social, pela Avenida<br />
São Paulo, além da compra do<br />
próprio imóvel, foi executada pelo<br />
engenheiro e presidente Eduardo<br />
Michetti, que dirigiu a entidade de<br />
abril de 1993 a abril de 1999. Por<br />
essas (e outras) ações, Michetti<br />
passou a batizar o prédio.<br />
O Sincomercio - Sindicato do<br />
Comércio Varejista de Araraquara<br />
foi fundado em 1965 para atender<br />
empresas do setor varejista com a<br />
finalidade de dar-lhes maior representatividade,<br />
trabalhar pela classe<br />
atendendo suas reivindicações. É filiado<br />
à Fecomércio desde 11 de maio<br />
de 1965.<br />
Durante a gestão de Mário Marques<br />
da Silva, o Sincomercio adquiriu,<br />
em março de 1975, sua primeira<br />
sede própria, na Avenida Brasil, 582.<br />
A atual, na Rua Voluntários da Pátria,<br />
cuja inauguração deu-se em março<br />
A sede a ser inaugurada em breve terá um solário<br />
15|
MANHÃ DE LANÇAMENTO<br />
FACIRA 2018 pretende reunir cerca de<br />
200 expositores da cidade e toda região<br />
Marcada para ocorrer este ano entre os dias 21 e 26 de agosto, Feira Agrocomercial e<br />
Industrial de Araraquara já comercializa estandes a partir de R$ 150 o metro quadrado.<br />
José Janone Júnior (Presidente da Acia), Manoel de Araújo Sobrinho (presidente da Morada do Sol Eventos), Jéferson Yashuda<br />
(presidente da Câmara), prefeito Edinho Silva, deputada federal Márcia Lia, Damiano Neto (vice-prefeito e secretário do Trabalho e do<br />
Desenvolvimento Econômico), Cidinha Silva (Presidente do Fundo Social) e Rafael Soriano (Grupo Gens) na apresentação da Facira<br />
Os preparativos para edição deste<br />
ano da Feira Agrocomercial e Industrial<br />
de Araraquara (Facira) estão a<br />
todo vapor. Após o anúncio para empresários<br />
e entidades no município<br />
em evento no Centro Internacional de<br />
Convenções no dia 23 de fevereiro, os<br />
estandes estão abertos para venda e<br />
os valores custam a partir de R$ 150<br />
o metro quadrado.<br />
Em 2017, a Facira, após seis<br />
anos sem ser realizada, atraiu 200<br />
mil pessoas durante os seis dias de<br />
evento.<br />
A empresa responsável pela realização<br />
do evento é o Grupo Gens, que<br />
irá doar ao Fundo Social de Solidariedade<br />
de Araraquara, 12% sobre a comercialização<br />
de todos os contratos<br />
do evento. “Estamos passando por<br />
Cidinha Silva, presidente do Fundo Social,<br />
recebendo um cheque de R$ 22.204,80,<br />
referente à feira do ano passado<br />
Público durante o hino nacional<br />
um momento econômico de recuperação.<br />
Agora é hora do empresário aparecer.<br />
A feira serve para isso”, disse o<br />
prefeito Edinho Silva em seu discurso.<br />
Com a intenção de atrair empre-<br />
|16
sas de pequeno e grande porte dos<br />
ramos do agronegócio, indústria, comércio<br />
e prestadores de serviços, a<br />
Facira foi anunciada com seis meses<br />
de antecedência a fim de abrir<br />
um tempo maior para negociações.<br />
Em 2018, ela ocorre entre os dias 21<br />
e 26 de agosto no espaço interno e<br />
externo do Centro de Eventos de Araraquara<br />
e Região (CEAR).<br />
“A Facira do ano passado foi um<br />
sucesso de público. Nós estamos<br />
agradecendo os empresários que<br />
participaram, que acreditaram na<br />
volta da nossa feira tradicional. Hoje<br />
mostramos também um balanço do<br />
que foi em 2017 e já lançando a próxima<br />
Facira para que eles possam se<br />
programar”, explica o vice-prefeito e<br />
secretário do Trabalho e do Desenvolvimento<br />
Econômico, Damiano Neto.<br />
Para ele, a feira, ao mesmo tempo,<br />
oferece entretenimento às famílias e<br />
fomentar a economia no interior do<br />
Estado de São Paulo, divulgando os<br />
negócios regionais por meio dos estandes.<br />
“É uma forma de mostrar a<br />
força da nossa economia e da nossa<br />
gente”, destaca o vice-prefeito. Ainda<br />
não foi divulgada a programação de<br />
shows, mas a organização garante<br />
que eventos culturais farão parte do<br />
evento.<br />
Outra marca da FACIRA nas últimas<br />
décadas, a vocação solidária,<br />
está mantida: 12% do valor de comercialização<br />
dos estandes serão<br />
revertidos para o Fundo Social de<br />
Solidariedade. Durante a cerimônia<br />
‘O Brasil vive um momento de recuperação econômica. É a hora do empresário aparecer<br />
e a FACIRA é uma ótima oportunidade’, afirma o prefeito Edinho Silva<br />
de apresentação, o prefeito Edinho<br />
entregou para a presidente do Fundo<br />
Social, Cidinha Silva, um cheque de<br />
R$ 22.204,80.<br />
O TEMPO VAI AJUDAR<br />
Para o secretário de Desenvolvimento<br />
Econômico, Damiano Barbiero<br />
Neto, principal articulador da FACIRA,<br />
trabalhando com antecedência a possibilidade<br />
de uma feira com melhores<br />
resultados é maior. “É evidente que<br />
precisamos contar com o apoio da<br />
comunidade pois a feira pertence à<br />
cidade e nela deverão estar expostas<br />
as riquezas da nossa terra”, comentou<br />
ele durante o lançamento. O comitê<br />
organizador terá cinco meses para<br />
trabalhar, tempo bem maior do que<br />
no ano passado, quando tudo teve<br />
que ser feito em dois meses.<br />
Damiano e Jorge<br />
Lorenzetti Neto,<br />
uma das maiores<br />
lideranças da<br />
assistência social<br />
em Araraquara<br />
Michel Kary, da<br />
coordenadoria de<br />
Turismo e Simone<br />
Soriano, que<br />
pertence ao Grupo<br />
Gens<br />
17|
ECONOMIA LOCAL<br />
NJE, do CIESP,<br />
traça metas<br />
para 2018<br />
Realização da Acelera<br />
Startup Felowship promete<br />
agitar o primeiro semestre.<br />
O ano começou com toda a força<br />
para o Núcleo de Jovens Empreendedores<br />
de Araraquara, um dos braços<br />
de atuação do Centro das Indústrias<br />
do Estado de São Paulo (CIESP) em<br />
todo o Estado de São Paulo. Algumas<br />
dessas novidades foram apresentadas<br />
pelo coordenador do NJE, Bruno<br />
Naddeo, durante primeira reunião do<br />
grupo, acompanhada pela Revista Comércio,<br />
Indústria e Agronegócio.<br />
Entre os planos para 2018,<br />
Naddeo destacou a realização do Acelera<br />
Startup Felowship, que contará<br />
com o apoio do NJE Araraquara e São<br />
Carlos. “Este evento ocorre no primeiro<br />
semestre, com cursos e palestras,<br />
sempre focando o fortalecimento das<br />
ações do jovem empreendedor. Em<br />
breve divulgaremos mais detalhes”,<br />
afirma.<br />
ENFRENTAMENTO<br />
Michele Pelaes, coordenadora regional do CIESP, acompanha Bruno Naddeo,<br />
coodernador do Núcelo de Jovens Empreendedores de Araraquara, durante reunião<br />
Naddeo também revelou que outro<br />
foco para este ano, como CIESP,<br />
é enfrentar os grandes bancos e<br />
credores contra as abusivas taxas de<br />
juros que prejudicam principalmente<br />
o pequeno e médio empreendedor e<br />
assola a economia da família brasileira.<br />
“A taxa básica nunca esteve tão<br />
baixa, já os juros do cartão de crédito,<br />
cheque especial, empréstimo pessoal,<br />
entre tantos outros, são fatores<br />
que travam nossa economia”, diz.<br />
Porém, o discurso do coodernador<br />
também carrega tons otimistas<br />
sobre aquilo que poderá ocorrer nos<br />
próximos meses. “Há uma perspectiva<br />
de crescimento do PIB, indústria<br />
se recuperando ainda que devagar,<br />
a confiança do empresário subindo<br />
e do consumidor melhorando. Isso<br />
mostra que estamos saindo do atoleiro”,<br />
analisa.<br />
Como ocorre em todo o Estado de<br />
São Paulo, o Núcleo de Jovens Empreendedores<br />
(NJE) é formado por<br />
jovens empreendedores, sucessores<br />
de empresas afiliadas e empresários<br />
iniciantes.<br />
O projeto existe desde 1992, porém<br />
em 2004, ganhou o status de<br />
diretoria no CIESP. “Atendemos Araraquara<br />
e outras 17 cidades da região.<br />
As ações do núcleo são múltiplas e podem<br />
agregar, ao longo de um ano, palestras,<br />
encontros comerciais (Happy<br />
Business), Congresso Estadual, entre<br />
outras ações, finaliza Naddeo.<br />
|18
BOM MOMENTO<br />
Shoppings de Araraquara superam linha de<br />
crescimento estipulada pela Abrasce<br />
Associação Brasileira de Shopping Centers estimou uma melhora de 6,2 % no setor em todo<br />
o Brasil; Jaraguá atingiu a marca de 10,4% enquanto que o Lupo anotou 11%.<br />
De acordo com recente pesquisa<br />
divulgada pela Associação Brasileira<br />
de Shopping Centers (Abrasce), o<br />
faturamento dos shopping centers do<br />
Brasil alcançaram a marca de 6,2%.<br />
Os dados foram coletados no ano<br />
passado.<br />
Segundo Glauco Humai, presidente<br />
da Abrasce, a marca ficou<br />
abaixo do crescimento de 7% projetado<br />
pela associação para o ano,<br />
porque o mês de dezembro acabou<br />
não atingindo as perspectivas<br />
esperadas. Porém, em Araraquara,<br />
a realidade é outra, com contornos<br />
positivos.<br />
A Revista Comércio, Indústria<br />
e Agronegócio apurou um balanço<br />
junto ao Shopping Jaraguá e Lupo e<br />
chegou à conclusão que ambos os<br />
locais ultrapassaram a perspectiva da<br />
Abrasce, agregando um crescimento<br />
maior do que o estipulado.<br />
Em 2017, o Jaraguá Araraquara<br />
registrou crescimento de 10,34% no<br />
total de vendas e de 4,8% no fluxo de<br />
pessoas, com relação a 2016. Cerca<br />
Cerca de 3 milhões de pessoas passaram pelo Shopping Jaraguá em 2017<br />
de 3 milhões de pessoas visitaram<br />
o shopping no ano passado. O bom<br />
desempenho em 2017 é resultado<br />
das mais de 20 novas operações<br />
de lojas, das ações de marketing e<br />
Uma das novidades do Lupo será seu novo cinema, o Cine Center Lupo<br />
eventos diversos, como a exposição<br />
de motos Harley Davidson, em agosto<br />
e a decoração natalina – uma homenagem<br />
ao aniversário de 200 anos<br />
de Araraquara, informa Tatiana Andrade,<br />
via assessoria de imprensa<br />
do local. No Shopping Lupo, segundo<br />
a superintendente Dayane Gibim,<br />
o crescimento no faturamento das<br />
lojas chegou aos 11%.<br />
Mas e para 2018, quais são as<br />
perspectivas? Para a Abrasce, o setor<br />
deve ser aquecido por conta de 23<br />
inaugurações de shopping em 2018,<br />
sendo 17 no interior e 6 em capitais<br />
brasileiras. Para este ano, o Shopping<br />
Jaraguá Araraquara estima um<br />
crescimento aproximado de 15% no<br />
total de vendas se comparado ao ano<br />
anterior. Essa previsão está embasada<br />
no momento do mercado e pelo<br />
histórico. O Shopping Lupo também<br />
segue essa linha otimista.<br />
19|
ECONOMIA INFORMAL<br />
Juntas, as irmãs<br />
para compleme<br />
Desde a adolescência,<br />
Ariane, Poliana e Ingridi<br />
produzem receitas de<br />
ovos de chocolate durante<br />
a Páscoa; criatividade e<br />
divulgação são os segredos<br />
para aumento da demanda.<br />
Da esquerda para direita, Ariane, Ingridi e Poliana, preparadas para receberem as primeiras<br />
encomendas; produtos selecionados e muito carinho em cada receita são alguns dos diferenciais<br />
Comemorada neste ano em 1º de<br />
abril, a Páscoa é uma ótima opção<br />
para colocar em prática o empreendedorismo,<br />
afinal, a indústria e o comércio<br />
tradicional não são os únicos<br />
setores que podem faturar com essa<br />
data especial.<br />
É comum notar profissionais de<br />
outras áreas invadindo este universo<br />
recheado de chocolates para<br />
garantir um dinheiro a fim de com-<br />
|20
Rossi viram ‘doceiras’<br />
ntar a renda doméstica<br />
plementar a renda doméstica. Esse<br />
mercado informal possui um público<br />
fiel, que busca criatividade, exclusividade<br />
e sabor.<br />
Este é o caso das irmãs araraquarenses<br />
Ariane, Poliana e Ingridi<br />
Rossi, esteticista, administradora e<br />
arquiteta, respectivamente. Na faixa<br />
dos 20 anos, as três começaram a<br />
fazer ovos de Páscoa ainda adolescentes,<br />
sempre visando um capital<br />
extra para elas.<br />
“Nossos primeiros testes foram<br />
em casa e com nós mesmas, afinal,<br />
adoramos doces. Depois fomos<br />
agregando outras opiniões, sempre<br />
com elogios. Meu namorado mesmo<br />
come até passar mal”, conta em tom<br />
de brincadeira Ariane Rossi.<br />
Segundo ela, o número de encomendas<br />
varia de acordo com a<br />
situação econômica do País de uma<br />
maneira geral. “Já chegamos a fazer<br />
200 ovos, assim como chegamos a<br />
produzir dez. Nosso lucro, em época<br />
boa, já chegou perto dos R$ 900 líquido<br />
para cada, pagando todos os<br />
custos de produção. Nos últimos<br />
anos, a procura caiu bastante, mas<br />
mesmo assim continuamos com<br />
nossos planos. Nós gostamos e fazemos<br />
tudo em nossa cozinha, que<br />
adaptamos para tal”, explica.<br />
Hoje, até por conta da necessidade<br />
geral do brasileiro em obter uma<br />
nova fonte de lucro, a concorrência<br />
tornou-se acirrada, fazendo com<br />
que as ‘doceiras caseiras’ busquem<br />
novas e criativas soluções para fidelizar<br />
clientes. “Tudo que fazemos<br />
Bombom na taça: uma das novidades<br />
produzidas pelas irmãs em 2018<br />
aqui é 100% natural e feito com<br />
ingredientes selecionados. Como<br />
novidade para 2018, destaco a sobremesa<br />
de Páscoa com bombom<br />
na taça”, lembra. Com procura maior<br />
do público adulto feminino, Ariane<br />
foca na divulgação no famoso boca<br />
a boca e também nas redes sociais<br />
para aumentar sua demanda. “Inclusive,<br />
quem ficar curioso com as nossas<br />
receitas, basta nos procurar no<br />
facebook, pelo nome de cada uma”,<br />
convida a doceira esteticista.<br />
21|
HOMENAGEM<br />
Orlando Bonifácio Martins<br />
homenageado no Sescon SP<br />
Contabilista renomado,<br />
fundador do SINCOAR e<br />
AESCAR, atualmente diretor<br />
da JUCESP em Araraquara,<br />
recebeu o Prêmio Annibal de<br />
Freitas, em São Paulo.<br />
16 de fevereiro. A noite era de<br />
festa para o Sescon-SP que estava<br />
completando 69 anos de fundação.<br />
Das comemorações constava a entrega<br />
da Medalha Anníbal de Freitas a<br />
Orlando Bonifácio Martins, um dos diretores<br />
do Escritório Visão de Contabilidade<br />
e que ao longo de sua brilhante<br />
carreira, acumulou conquistas memoráveis<br />
ao lado dos companheiros<br />
contabilistas de nossa cidade, como<br />
a fundação do Sindicato dos Contabilistas<br />
de Araraquara (SINCOAR) e<br />
Associação das Empresas Contábeis<br />
de Araraquara e Região (AESCAR).<br />
Wladimir Carlos Bersanetti Rodrigues (Sescon Araraquara),<br />
Daniel Stoque Pecin (AESCAR), Eduardo Bonifácio Martins<br />
(SINCOAR), Márcio Massao Shimomoto (Presidente do<br />
Sescon SP) e Orlando Bonifácio Martins<br />
Além disso, Orlando tem na conta o<br />
brilhantismo com que dirige a JUCESP<br />
(Junta Comercial do Estado de São<br />
Paulo) em Araraquara, com poderes<br />
regionais há muitos anos.<br />
Contabilistas e amigos<br />
de Orlando, no Monte<br />
Líbano: Geraldo Luís<br />
Tampellini, Luiz Carlos<br />
Velludo, Roberto Fonari,<br />
Valter Moraes e Vitor<br />
Tampellini<br />
Orlando recebe a Medalha<br />
Anníbal de Freitas do<br />
presidente Márcio Massao<br />
Shimomoto e do vice<br />
Reynaldo Pereira Lima Júnior,<br />
ambos do Sescon SP<br />
A homenagem aos integrantes<br />
da classe é realizada todos os anos,<br />
sendo sempre motivada pelo exemplo<br />
de seriedade, ética e liderança que<br />
os contabilistas exercem no cumprimento<br />
da sua atividade. Desta feita, o<br />
Sescom homenageou no Monte Líbano,<br />
um brilhante profissional pelos relevantes<br />
serviços prestados ao setor<br />
contábil, Orlando Bonifácio Martins,<br />
que na oportunidade se viu cercado<br />
de amigos e familiares, como seu filho<br />
Eduardo Bonifácio Martins, que<br />
recentemente assumiu a presidência<br />
do SINCOAR.<br />
AGRADECIMENTO<br />
Orlando, que sempre pautou pela<br />
prática da ética e do respeito, sendo<br />
considerado profissional do<br />
mais alto nível, agradecido<br />
ao Sescon e Fecontesp,<br />
destacou que o exercício<br />
da contabilidade lhe possibilitou<br />
não apenas criar<br />
amizades, mas desfrutar do<br />
carinho das pessoas: “Sou<br />
grato aos que me abriram<br />
as portas para a vida e de<br />
todos guardo com carinho<br />
especial momentos que me<br />
fortalecem no desempenho<br />
da minha profissão”.<br />
Na oportunidade, além<br />
do SINCOAR, também estavam presentes<br />
a AESCAR através do seu<br />
presidente Daniel Pecin e o Sescon<br />
Araraquara com seu diretor Wladimir<br />
Carlos Bersanetti Rodrigues.<br />
O homenageado com<br />
familiares: Anamaria, a<br />
esposa Edna, Eduardo,<br />
Andréia e os netos Murilo<br />
e Mateus<br />
|22
GESTÃO<br />
Sindicalista Agnaldo Andrade, de 48 anos,<br />
assume a presidência do SISMAR<br />
Ele ocupa o posto por conta<br />
do trágico falecimento de<br />
Marcos Zambone.<br />
“Vamos dar continuidade ao trabalho<br />
em prol do ser humano. Esta<br />
é a bandeira que a atual diretoria se<br />
propôs a fazer desde o início”. Assim<br />
Agnaldo Andrade, 48, novo presidente<br />
do Sindicato dos Servidores Municipais<br />
de Araraquara e Região (SISMAR),<br />
define seu início de mandato frente ao<br />
novo cargo.<br />
Ainda sob forte luto por conta do<br />
falecimento do ex-presidente Marcos<br />
Zambone, Andrade promete muita luta<br />
pelos direitos dos trabalhadores. “Nossa<br />
linha de trabalho será a mesma,<br />
com intenso respeito por todos. E não<br />
só junto a associados, mas também a<br />
servidores de uma maneira geral”, diz<br />
Andrade é<br />
funcionário<br />
público desde<br />
1985<br />
Andrade. Além de Araraquara, o SIS-<br />
MAR representa servidores municipais<br />
de Américo Brasiliense, Boa Esperança<br />
do Sul, Gavião Peixoto, Motuca,<br />
Nova Europa, Ribeirão Bonito, Santa<br />
Lúcia e Trabiju.<br />
Em virtude das circunstâncias, não<br />
houve cerimônia de posse para Agnaldo<br />
Andrade, sindicalista e funcionário<br />
público desde 1985. Cumprindo o Estatuto<br />
Social da entidade, a diretoria<br />
se reunirá em breve para formalizar e<br />
fazer em cartório o registro da sua necessária<br />
recomposição. Vale lembrar<br />
que o ex-presidente Marcos Roberto<br />
de Carvalho Zambone morreu aos 48<br />
anos em 19/02, vítima de um infarto<br />
fulminante. Zambone foi encontrado<br />
caído por um colega de trabalho na<br />
sede do sindicato, que fica na Rua<br />
Gonçalves Dias. Funcionário público<br />
da Prefeitura, Zambone ocupava a<br />
cadeira da presidência desde 1º de<br />
janeiro de 2016.<br />
23|
NETWORKING<br />
Café Empreendedor retoma<br />
projeto com novidades<br />
‘Café palestra’ e ‘Café<br />
rodada de negócios’ ganham<br />
vida em 2018; encontros na<br />
cidade ocorrem sempre as<br />
segundas, com participação<br />
gratuita.<br />
Em destaque na cidade desde o<br />
ano passado, o Café Empreendedor<br />
retomou suas atividades com força<br />
total e ótimas perspectivas. Iniciativa<br />
particular cujo principal pilar é o<br />
networking entre empresários e o público<br />
em geral, o projeto agora soma<br />
à sua grade de atividades o ‘Café Palestra’<br />
e o ‘Café Rodada’. “Em nosso<br />
site e nas redes sociais divulgaremos<br />
todas as datas, assim como os palestrantes”,<br />
informa a cofundadora da<br />
ideia Thais Leonel.<br />
Em Araraquara, o Café Empreendedor<br />
continua funcionando sempre<br />
as segundas-feiras, das 8 às 9h30,<br />
no Coworking Coletivo (Avenida Vaniel<br />
Caldas de Mesquita, 181). Outra<br />
novidade para 2018 e que atende a<br />
classe de nossa região é a realização<br />
do projeto também em Matão, só que<br />
as quartas, no mesmo horário, na Associação<br />
Comercial e Empresarial de<br />
Matão (Rua Cesário Motta, 1290).<br />
Segundo Thais Leonel, o balanço<br />
de 2017 foi extremamente positivo,<br />
o que impulsiona para passos ainda<br />
maiores. Durante os encontros, todos<br />
Público durante a primeira reunião de 2018<br />
têm a chance de “trocar figurinhas”<br />
a fim de apresentar o seu negócio e<br />
falar um pouco sobre a área que atua.<br />
Também há espaço para discussão<br />
de novos projetos e serviços.<br />
“Desta maneira, criamos uma<br />
rede de contatos para melhorar as<br />
vendas. A iniciativa é simples, porém<br />
consegue organizar e agregar pessoas<br />
com um interesse empreendedor<br />
em comum. Essa movimentação<br />
oxigena e abre novas portas. No ano<br />
passado, levantamos cerca de R$<br />
50 mil reais em negócios por mês.<br />
Esperamos melhorar essa meta em<br />
2018”, pontua Thais.<br />
A participação é sempre gratuita<br />
para todos os interessados, porém<br />
é necessária uma inscrição no site<br />
do Café Empreendedor. (http://cafeempreendedor.net.br).<br />
Outras informações<br />
e fotos dos eventos estão<br />
disponíveis no facebook @cafeEmpreendedor.net.br.<br />
A medida vem sendo<br />
elogiada pela classe empresarial<br />
que vê no movimento, forte tendência<br />
para a prospecção de negócios.<br />
Thais Leonel durante o encontro<br />
|24
CUIDANDO DE VOCÊ<br />
15º Verão<br />
Univida foi<br />
um sucesso<br />
Com atividades gratuitas<br />
para a população, evento<br />
incentivou a prática<br />
de exercícios físicos,<br />
promovendo qualidade<br />
de vida e apresentando os<br />
serviços do Univida.<br />
Cerca de duas mil pessoas marcaram<br />
presença na 15ª edição do<br />
projeto Verão Univida, realizada pela<br />
Unimed Araraquara entre os dias 1º<br />
e 7 de fevereiro, das 19h às 20h30.<br />
O projeto visa promover junto à comunidade<br />
atividades gratuitas, incentivando<br />
a prática de exercícios físicos<br />
e promovendo a qualidade de vida.<br />
Nestes seis dias, os participantes pra-<br />
Público participou intensamente dos seis dias de atividades<br />
ticaram alongamento, zumba, fit dancing,<br />
dança de salão (samba e forró),<br />
ginástica lúdica, tai chi, ginástica localizada,<br />
entre outras atividades. Sorteios<br />
de diversos brindes e distribuição<br />
de suco de laranja também fizeram<br />
parte do cardápio. Além de tudo isso,<br />
profissionais de sáude realizaram uma<br />
apresentação, explicando um pouco<br />
cada especialidade desenvolvida dentro<br />
do Univida: fonoaudiologia, terapia<br />
ocupacional, psicologia, fisioterapias e<br />
nutrição. Um momento especial desta<br />
edição vai ao encontro da presença<br />
da equipe multidisciplinar responsável<br />
pelo Programa Especial Autismo,<br />
o mais novo projeto do Centro Unimed<br />
de Qualidade de Vida.<br />
“Comemoramos 15 anos de realização<br />
desse projeto com a participação<br />
de todas as áreas de atuação do<br />
Univida com uma energia contagiante<br />
do público e apoio de muitos parceiros,<br />
que proporcionaram momentos com<br />
muita qualidade de vida”, diz Daniela<br />
Alcalde, coordenadora do Univida.<br />
25|
COPA DO MUNDO<br />
Comércio de Araraquara deverá fechar<br />
suas portas durante os jogos do Brasil<br />
O Sincomercio Araraquara e<br />
o Sincomerciários definirão,<br />
oficialmente, o cronograma<br />
até maio, mas a tendência é<br />
baixar as portas.<br />
Em pouco mais de três meses, o<br />
país do futebol começa a respirar o<br />
clima da maior competição do esporte:<br />
a Copa do Mundo que, em 2018,<br />
invade a Rússia. O Brasil estreia contra<br />
a Suíça no dia 17 de junho, um<br />
domingo, às 15 horas. Por cair em um<br />
dia que não é útil, a data não deve alterar<br />
a rotina da maioria das pessoas,<br />
salvo para jornadas de trabalho com<br />
regime de plantão, como unidades de<br />
saúde e trabalhadores do transporte<br />
coletivo.<br />
Os outros dois jogos da Seleção<br />
Brasileira na primeira fase do torneio<br />
serão em dias úteis. Na segunda rodada,<br />
o Brasil encara a Costa Rica<br />
no dia 22 de junho, sexta-feira, às 9<br />
horas da manhã. Na terceira, Brasil e<br />
Sérvia se enfrentam às 15 horas do<br />
dia 27 de junho, quarta-feira. Já essas<br />
datas afetam bastante um setor:<br />
o comércio que passa por agruras.<br />
Segundo Antônio Deliza Neto, o<br />
Toninho Deliza, presidente do Sindicato<br />
do Comércio Varejista de Araraquara<br />
(Sincomercio), o tema Copa<br />
Antonio Deliza Neto (Sincomercio)<br />
Ambos os sindicatos entendem que a melhor saída poderá ser o ‘fechamento das portas’<br />
do Mundo já está em pauta, porém<br />
todo seu modelo será definido nos<br />
próximos dois meses após reuniões<br />
com o Sindicato dos Empregados no<br />
Comércio (Sincomérciários).<br />
Mas Deliza acredita que o fechamento<br />
será, possivelmente, à escolha.<br />
Pode-se haver um fator facultativo,<br />
também. “Vivemos uma recuperação<br />
econômica, o que abre essas possibilidades.<br />
O que eu sei é que não dá<br />
para obrigar que o comerciante abra<br />
José Vicente Piccione (Sincomerciários)<br />
suas portas. Podemos estudar turnos<br />
únicos ou mesmo compensações”,<br />
afirma.<br />
José Vicente Piccione, vice-presidente<br />
do Sincomérciários, adota o<br />
mesmo discurso de Deliza, deixando<br />
claro que todas as definições estão<br />
por vir. “Fechar o comércio em horário<br />
de jogo não causa nenhum problema<br />
para o comércio, afinal quem sai de<br />
casa na hora de jogo para fazer alguma<br />
compra? Essa deve ser a tendência”,<br />
afirma.<br />
Caso o Brasil passe da primeira<br />
fase da Copa do Mundo da Rússia,<br />
as datas posteriores variam. Os comandados<br />
de Tite podem encarar as<br />
oitavas de final nos dias 2 ou 3 de<br />
julho, quarta e quinta-feira, respectivamente.<br />
As quartas de final estão<br />
marcadas para os dias 6, sexta-feira,<br />
e 7 de julho, sábado. Já as semifinais<br />
serão nos dias 10 e 11 de julho, terça<br />
e quarta-feira, com as finais nos dias<br />
14 e 15 de julho, sábado e domingo.<br />
Tudo deverá ser definido até maio.<br />
|26
27|
MUNDO ACADÊMICO<br />
Livro de professora da Unesp<br />
Araraquara é citado no ‘Estadão’<br />
Movimento estudantil e<br />
ditadura no Brasil em 1968<br />
são os temas da obra.<br />
O livro ‘1968 - o Diálogo é a Violência:<br />
Movimento Estudantil e Ditadura<br />
Militar no Brasil’, de Maria Ribeiro do<br />
Valle, professora da Faculdade de<br />
Ciências e Letras da Unesp de Araraquara,<br />
foi citado no artigo ‘Meio<br />
Movimento estudantil em 1968<br />
século depois, legado político e cultural<br />
de 1968 permanece vivo: Ano de<br />
revoluções em vários países provocou<br />
mudança comportamental profunda’,<br />
de Luiz Zanin Oricchio, publicado no<br />
jornal O Estado de São Paulo no começo<br />
deste ano.<br />
Na obra, a construção detalhada e<br />
rigorosa de quatro momentos do ano<br />
de 1968 no Brasil é redigida com base<br />
em uma questão central, a violência,<br />
que se constitui na linha interpretativa<br />
do trabalho. Focalizando o jogo<br />
político entre o movimento estudantil<br />
e a ditadura militar, o livro é um dos<br />
mais completos lançados sobre o assunto<br />
nos últimos anos.<br />
Formada em História, Ciências<br />
Sociais e com doutorado na Universidade<br />
Estadual de Campinas, Maria Ribeiro<br />
do Valle tem experiência na área<br />
Maria Ribeiro do Valle<br />
de Sociologia, atuando principalmente<br />
nos seguintes temas: movimento<br />
estudantil, ditadura militar no Brasil,<br />
socialismo e liberalismo.<br />
Capa do material<br />
|28
DOCUMENTO<br />
HÁ MEIA DÉCADA: REPRESSÃO<br />
Assim o dramaturgo araraquarense José Celso Martinez<br />
Corrêa resume a peça ‘Roda Viva’, de Chico Buarque que, há<br />
50 anos, sofreu duras punições por parte da ditadura militar;<br />
leia depoimentos do diretor sobre a produção.<br />
‘Uma multidão<br />
de atores fez<br />
teste para a<br />
montagem’, diz<br />
Zé Celso<br />
‘A mais machucada e vitoriosa<br />
montagem do teatro brasileiro’<br />
Orgiástico, polêmico e um dos<br />
maiores gênios do teatro contemporâneo.<br />
Este é José Celso Martinez Corrêa,<br />
o Zé Celso, 80 anos, filho de Araraquara,<br />
irmão de Luiz Antônio, outro<br />
grande dramaturgo, assassinado no<br />
Rio de Janeiro e que dá nome ao tradicional<br />
festival do gênero na cidade.<br />
Ao longo de uma carreira de mais<br />
de 60 anos, Zé consolidou-se como<br />
uma das figuras mais importantes<br />
do teatro brasileiro. Pudera. A bordo<br />
do Teatro Oficina - grupo amador que<br />
criou na década de 1960 e com o qual<br />
segue chocando até hoje -, ele foi responsável<br />
por montagens provocativas<br />
e críticas.<br />
Todas elas estavam sempre atreladas,<br />
de alguma forma, à realidade<br />
de cada época. Quer exemplos? O<br />
espetáculo-manifesto ‘O Rei da Vela’<br />
(1967) tornou-se emblema do movimento<br />
tropicalista; ‘Mistérios Gozosos’<br />
(1994) chocou a comunidade<br />
católica com sua caracterização debochada<br />
de Jesus; ‘As Bacantes’ (1996)<br />
levou a nudez do palco para a plateia,<br />
forçada a entrar na orgia dionisíaca,<br />
como na Grécia Antiga.<br />
Cartaz<br />
promocional da<br />
peça no Teatro<br />
Galpão, na Rua<br />
dos Ingleses, no<br />
Rio de Janeiro<br />
Em 2018, um de seus espetáculos<br />
mais famosos (falando em senso<br />
comum) comemora 50 anos: o “Roda<br />
Viva”, de Chico Buarque, naquele tempo<br />
recém chegado à maioridade. Marco<br />
da contratura e revolucionária para<br />
a época, a peça foi alvo de censura<br />
pelo governo militar comandado pelo<br />
presidente Costa e Silva.<br />
29|
Cerca de 20<br />
integrantes do<br />
Comando de Caça<br />
aos Comunistas,<br />
grupo ligado ao<br />
governo, invadiram<br />
o teatro com muita<br />
violência, agredindo<br />
atores e destruindo<br />
cenários<br />
“Assim como minha geração, em<br />
1967 brotou, em plena Ditadura Militar<br />
de Castelo Branco, imergindo na<br />
tropicália antropófoga, Chico Buarque<br />
deu continuidade à descolonização<br />
do teatro musical. Tivemos uma sorte<br />
imensa! Íamos ter um coro com 4<br />
pessoas mas, no dia do teste, uma<br />
multidão ocupou o Teatro Princesa<br />
Isabel, na qual os funcionários, todos<br />
negros, vestiam uniformes inspirados<br />
na pintura dos escravos de Debret.<br />
Formamos um time”, lembra Zé Celso.<br />
A mais famosa punição à ‘Roda<br />
Viva’ está datada em 18 de julho<br />
1966, durante a temporada paulistana.<br />
Cerca de 20 integrantes do<br />
Comando de Caça aos Comunistas<br />
(CCC), grupo paramilitar ligado ao<br />
governo, invadiram o Teatro Galpão<br />
destruindo cenários e espancando os<br />
atores, entre eles Marília Pêra, que<br />
havia substituído Marieta Severo, esposa<br />
de Chico naquela época.<br />
Em Porto Alegre, a situação foi ainda<br />
mais violenta, em 3 de outubro,<br />
com quebra-quebra geral, violência<br />
e muitas prisões. Assim que acabou<br />
a sessão no Teatro Leopoldina, cujas<br />
três noites previstas estavam com ingressos<br />
esgotados. “O Zuenir Ventura<br />
escreveu que o AI 5 inspirou-se no sucesso<br />
insurrecional desta peça. Há,<br />
realmente, em um texto deles, uma<br />
citação à proibição de frequentar certos<br />
lugares culturais”, completa.<br />
tentar agradar ao público. Assim, Benedito<br />
Silva transforma-se em Ben Silvere,<br />
uma crítica à indústria cultural<br />
e ao controle criativo que o músico e<br />
compositor sentia junto às gravadoras<br />
em que trabalhou.<br />
No palco, a performance combinava<br />
imagens sacras e cenas de sexo.<br />
A interação do elenco com o público<br />
provocava momentos de tensão,<br />
como na cena em que um fígado cru<br />
dilacerado no palco fazia respingar<br />
sangue na plateia, e a simulação de<br />
uma repressão a estudantes pela<br />
polícia embaralhava atores e espectadores.<br />
“Os atores faziam do palco plateia,<br />
da plateia palco. Tocavam nas<br />
pessoas como no Carnaval, no Candomblé,<br />
na Umbanda, enfim, traziam<br />
de volta, depois de milênios, o<br />
coro da tragédia grega. Este milagre<br />
aconteceu na passagem de 1967<br />
para 1968, com o levante telúrico do<br />
‘Roda Viva”’, lembra o dramaturgo.<br />
IMPACTOS<br />
O primeiro texto teatral de Chico<br />
Buarque é baseado na música do<br />
mesmo nome, “Roda Viva” e fala de<br />
um cantor que muda de nome para<br />
Zé Celso no fim da década de 60<br />
|30
Foi nessa época, inclusive, que<br />
Zé Celso passou a ter seus primeiros<br />
contatos com drogas, muito influenciado<br />
pelo clima e elenco da montagem.<br />
“Entreguei-me. Eles me fizeram<br />
fumar maconha, que fumo há 50<br />
anos, primeiro sentindo sua qualidade<br />
na nossa percepção, na diversão,<br />
hoje, com 80 anos, como medicina<br />
para dores. Também me apresentaram<br />
alucinógenos maravilhosos:<br />
ayuasca, peyote, don pedrito. Hoje,<br />
não posso mais tomar porque tive<br />
infarto em 1984. Só posso vinho e<br />
maconha”, finaliza.<br />
Chico Buarque autorizou o Teatro<br />
Oficina a fazer nova montagem<br />
de’ Roda Viva’. Zé Celso começou a<br />
ensaiar a peça no ano passado com<br />
parte do elenco do Oficina, na esteira<br />
do retorno de ‘O Rei da Vela’, espetáculo<br />
encenado pelo grupo em 1967<br />
e agora de volta aos palcos da companhia.<br />
“O momento histórico de hoje<br />
clama pela peça mais machucada e,<br />
ao mesmo tempo, vitoriosa do teatro”<br />
brasileiro: ‘Roda Viva”, finaliza.<br />
Marília Pêra e<br />
Rodrigo Santiago<br />
em ação. Marília<br />
substituiu Marieta<br />
Severo, ex-mulher<br />
de Chico Buarque.<br />
Foto - Cristiano<br />
Mascaro<br />
Cada um em sua arte, Chico Buarque e Zé Celso são vistos, até os dias de hoje, como<br />
importantes nomes da luta contra a ditatura militar na década de 60<br />
31|
FATOS & FOTOS<br />
DA REDAÇÃO<br />
Painel eletrônico no Terminal de integração<br />
A grande novidade para quem<br />
depende do transporte público em<br />
Araraquara foi a instalação de quatro<br />
painéis eletrônicos no TCI (Terminal<br />
Central de Integração), que informam<br />
em tempo real a previsão de chegada<br />
dos ônibus ao local. Dois deles ficam<br />
na plataforma da Avenida São Paulo<br />
e os outros na Avenida Portugal.<br />
Os equipamentos indicam o nome<br />
da linha e a previsão de chegada<br />
do ônibus dentro de um raio de 15<br />
minutos. Para isso, todos os veículos<br />
foram equipados com GPS. O<br />
projeto é de responsabilidade do CAT<br />
(Consórcio Araraquara de Transportes)<br />
– operador das linhas de ônibus<br />
da cidade – e atende solicitação<br />
SUBINDO<br />
O Carnaval 2018<br />
em Araraquara foi<br />
muito legal. Além<br />
da tradicional<br />
folia nos clubes da<br />
cidade, como o<br />
Náutico e também<br />
o Araraquarense,<br />
muitos blocos se<br />
organizaram para<br />
comemorar a data<br />
como nos velhos<br />
tempos. Tivemos<br />
festa na Vila Xavier,<br />
no Pé na Cova, no<br />
Velho Armazém,<br />
além do Bar do<br />
Zinho. Tudo isso<br />
com muita paz e<br />
animação.<br />
DESCENDO<br />
Quem mora<br />
próximo ao Teatro<br />
Municipal notou,<br />
desde o começo<br />
do ano, a presença<br />
de andarilhos que<br />
faziam de uma<br />
das entradas de lá,<br />
abrigos para passar<br />
a noite. Pois bem,<br />
qual a solução para<br />
isso? Colocar grade<br />
no local e também<br />
na frente do Teatro?<br />
Bela maneira de<br />
lidar com esse<br />
problema social. E<br />
olha que a inclusão<br />
foi uma bandeira de<br />
campanha. Normal.<br />
da Controladoria do Transporte de<br />
Araraquara.<br />
Oficina das Meninas precisa da sua ajuda<br />
Soprando velas<br />
Neste mês, o curso de<br />
Fisioterapia da Uniara<br />
completa vinte anos de<br />
atividades. Como novidade,<br />
a graduação volta a ser<br />
oferecida no período diurno<br />
e mantém a opção noturna.<br />
O coordenador Carlos<br />
Roberto Grazziano, que<br />
entrou em março de 1999<br />
como docente e assumiu o<br />
atual cargo em outubro de<br />
2001, lembra que o curso<br />
foi o primeiro da área da<br />
saúde na instituição. “É<br />
uma satisfação ver nossos<br />
ex-estudantes falando que<br />
estão indo bem no campo<br />
profissional”, diz Grazziano.<br />
Com 15 anos de história, a Oficina das Meninas (foto<br />
ao lado) é uma organização não governamental (Ong),<br />
sem fins lucrativos que realiza atividades direcionadas<br />
a meninas e adolescentes de 6 a 17 anos, priorizando<br />
famílias de baixa renda que têm mulheres como chefes<br />
de família. Atualmente, a entidade atende 70 meninas,<br />
mas projeta ampliar o número de atendimento para<br />
100. Para isso, necessita de ajuda, pois depende de<br />
doações e parcerias. Quem quiser conhecer melhor<br />
o trabalho da Oficina, pode entrar em contato pelo<br />
telefone (16) 3322-6232.<br />
FRASE<br />
‘O Dia Municipal<br />
de Combate<br />
à LGBTfobia<br />
é uma data<br />
que vem sendo<br />
comemorada há<br />
Roger Mendes<br />
muitos anos e só<br />
faltava ser inserida oficialmente no<br />
calendário de eventos. Ela poderá ser<br />
comemorada com reuniões, palestras,<br />
seminários, workshops, espetáculos<br />
culturais ou outros eventos voltados<br />
à conscientização, sensibilização e<br />
respeito à diversidade sexual e ao<br />
combate à sua discriminação’<br />
Comentário feito por Roger Mendes<br />
no facebook após o prefeito Edinho<br />
Silva sancionar a lei proposta pelo<br />
vereador. Assim, o Dia Municipal<br />
de Combate à LGBTfobia será<br />
comemorado no dia 17 de maio.<br />
ADEUS, ‘SEO JOVIRO’<br />
Amigos e familiares se despediram<br />
no dia 14 de fevereiro de Joviro<br />
Rodrigues Foz. Figura marcante no<br />
bairro do São Geraldo, ele manteve,<br />
por muitos anos, uma escola de<br />
datilografia, localizada na Avenida<br />
Prudente de Moraes, entre as ruas 6<br />
e 7. Além disso, Joviro também era<br />
conhecido na cidade pela produção<br />
de convites de casamento, cartões<br />
e certificados, que pacientemente<br />
escrevia um a um, com tinta, bico<br />
de pena e caneta tinteiro. Joviro é<br />
verdade, acabou se transformando em<br />
um nobre participante da história de<br />
Araraquara, ainda que a tecnologia<br />
tenha avançado rapidamente e<br />
apagando aos poucos inúmeras<br />
profissões, uma delas, a do professor<br />
de datilografia.<br />
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35|
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AGRO<br />
N E G Ó C I O S<br />
INFORMATIVO<br />
Edição: Março/2018<br />
FEIRA DO PRODUTOR RURAL<br />
Feira do Produtor Rural<br />
deve chegar a Américo<br />
Reunião na sede do Sindicato<br />
Rural de Araraquara em<br />
fevereiro teve na pauta a<br />
realização do Programa<br />
Feira do Produtor Rural<br />
para formação de 15 novos<br />
feirantes visando ampliar<br />
os serviços dentro da base<br />
territorial da entidade.<br />
Pelo fato de estar integrado à<br />
base territorial do Sindicato Rural de<br />
Araraquara, o município de Américo<br />
Brasiliense reivindicou ao SENAR SP<br />
a realização neste ano do Programa<br />
Feira do Produtor Rural, cujo objetivo<br />
é capacitar agricultores a comercializarem<br />
seus produtos diretamente ao<br />
consumidor. Américo sediaria o curso<br />
com abertura de vagas para outras<br />
cidades da região, como Santa Lúcia<br />
e Rincão que estão bem próximas.<br />
No ano passado, o programa foi<br />
feito em Araraquara com a formação<br />
de mais de uma dezena de feirantes<br />
que já estão comercializando seus<br />
produtos em uma feira realizada as<br />
sextas-feiras em frente ao campo da<br />
Ferroviária.<br />
O coordenador regional do SE-<br />
NAR, o agrônomo João Henrique de<br />
Souza Freitas, explica que o principal<br />
diferencial da feira é a oferta de produtos<br />
cultivados na propriedade do<br />
próprio agricultor, com a garantia de<br />
oferecer alimentos saudáveis e seguros,<br />
seguindo as especificações das<br />
legislações vigentes, para promover<br />
uma relação de confiança e respeito.<br />
Na reunião realizada no sindicato,<br />
outra questão foi levantada: de se<br />
abrir um novo dia na semana para<br />
que os feirantes formados em 2017<br />
ampliem suas atividades, tendo assim<br />
uma renda maior. Um dos bairros<br />
analisados pela Comissão Gestora foi<br />
o Selmi-Dei.<br />
Mas, segundo João Henrique,<br />
também é possível que no ano que<br />
vem estes feirantes se juntem aos<br />
João Henrique de Souza Freitas,<br />
coordenador do SENAR em Araraquara<br />
que serão formados em 2018 para<br />
atendimento a Araraquara e Américo.<br />
Porém, tudo vai depender do entendimento<br />
dos membros das comissões<br />
gestoras.<br />
Neste dia 6 de março um encontro<br />
entre representantes do Sindicato<br />
Rural, SENAR Araraquara, Fundação<br />
Itesp e Sebrae deverá ser realizado<br />
na Prefeitura de Américo para definir<br />
a implantação do programa no município.<br />
Comissão Gestora reunida no<br />
Sindicato Rural: Ângela Barbieri<br />
Nigro (instrutora), Derinaldo Alves<br />
dos Santos (produtor rural), João<br />
Henrique (Senar Araraquara),<br />
Nicolau de Souza Freitas<br />
(presidente do Sindicato Rural),<br />
Maria Clara Piaí da Silva (Itesp),<br />
Antonio Carmo Maruccio (Itesp),<br />
Mauro Cavichiolli (Itesp) e Marcelo<br />
Roberto dos Santos (produtor rural)<br />
37|
A VIDA NO CAMPO<br />
Onde a salada<br />
é mais saudável<br />
Ao sol do meio-dia os olhos mal se abrem, porém nas mãos está a riqueza<br />
do homem do campo, preparado para colocar na mesa do consumidor o<br />
produto de qualidade que ele vê nascer com tamanho orgulho.<br />
Nesta edição, a Revista Comércio<br />
Indústria e Agronegócio em parceria<br />
com o Sindicato Rural de Araraquara,<br />
vai ao campo para contar parte da<br />
história de trabalhadores rurais que<br />
trabalham de segunda a segunda,<br />
faça chuva, sol ou geada para entregar<br />
aos araraquarenses produtos<br />
sempre fresquinhos e livres de agrotóxicos.<br />
Conversamos com gente<br />
simples, porém orgulhosa em tirar o<br />
sustento da enxada cravada na terra.<br />
Como uma tela bem colorida pintada<br />
no estilo näif (arte produzida<br />
sem preparação acadêmica que faz<br />
referência direta ao campo), ou mesmo<br />
um poema escrito em um papel<br />
de pão com uma caneta velha, a vida<br />
de um produtor rural carrega sim seu<br />
lado romântico: o som do silêncio, o<br />
cheiro da mata, a noite iluminada pelas<br />
estrelas.<br />
Muito mais bucólico e forte que<br />
tudo isso está o esforço representado<br />
por cada gota de suor derramada na<br />
terra; o trabalho em uma madrugada<br />
fria e um turno de segunda a segunda<br />
para garantir o sustento da casa e<br />
também o alimento saudável no prato<br />
de tantas outras famílias, que optam<br />
por produtos cada vez mais naturais,<br />
distantes do intenso uso de agrotóxicos.<br />
ONDE FOMOS<br />
Tendência mundial, em Araraquara<br />
e região essa cultura é extremamente<br />
presente devido a sua alta<br />
quantidade de trabalhadores rurais<br />
que, em seus sítios, alimentam os varejões<br />
e supermercados da cidade,<br />
além de participar de feiras, levando<br />
frutas e hortaliças frescas para o araraquarense<br />
que busca um equilíbrio<br />
alimentar.<br />
João Joaquim Xavier<br />
chegou na região<br />
por volta de 1978<br />
procedente do Mato<br />
Grosso para dar início<br />
a uma vida de sonhos<br />
e muito trabalho<br />
,<br />
Nada foi fácil, a gente<br />
tinha que começar do<br />
nada, sem recursos, só<br />
com a vontade; minha<br />
família, eu e Deus a nos<br />
proteger e nos livrar de<br />
todos os perigos.<br />
,<br />
Eita<br />
vida difícil aquela. Hoje<br />
quando a gente para pra<br />
pensar, pensa que tudo<br />
foi um sonho.<br />
João da Horta<br />
A reportagem da Revista Comércio<br />
Indústria e Agronegócio fez um giro<br />
por todo o Assentamento Monte Alegre<br />
para identificar algumas dessas<br />
famílias. Para chegar nesse pessoal,<br />
contamos com a ajuda de Carlos César<br />
Rocha Silva, da Fundação Instituto<br />
de Terras do Estado de São Paulo<br />
(Itesp), que conhece, há décadas,<br />
cada via daquele espaço, cercado<br />
por muito verde em contraste com o<br />
vermelho do chão batido.<br />
Por lá, talvez a história mais conhecida<br />
é do clã Xavier, liderado<br />
pelo patriarca João Joaquim Xavier,<br />
que chegou na Região após deixar o<br />
Mato Grosso no fim da década de 70.<br />
|38
Cido Xavier e Carlos César Rocha Silva, da Fundação Itesp que dá suporte técnico aos assentados no Monte Alegre<br />
Ele ficou conhecido em toda a região<br />
do Monte Alegre como João da Horta,<br />
tamanha era sua disposição em<br />
plantar verduras. Em 1996, ao lado<br />
dos filhos Aparecido Domingos Xavier,<br />
vulgo Cido e Luis Xavier, passaram a<br />
comandar praticamente uma fazenda<br />
no Assentamento Monte Alegre V.<br />
Hoje, tornaram-se referência de sucesso,<br />
sendo exemplo de conquista<br />
para os outros assentados.<br />
Cido no volante do trator<br />
ao lado do irmão Luis,<br />
dos filhos Gabriel e<br />
Mateus (futuro engenheiro<br />
agrônomo) e do sobrinho<br />
Tiago<br />
39|
Em uma área com mais de 2 alqueires,<br />
Cido, o principal responsável<br />
pela produção, planta diversos tipos<br />
de hortaliças em duas grandes estufas<br />
– com destaque para alfaces<br />
hidropônicas, além de abacaxi (com<br />
mais de 60 mil mudas por safra) e milho.<br />
“Por aqui também temos eucaliptos<br />
e seringueiras. Fui pioneiro neste<br />
assunto dentro do Assentamento”, diz<br />
Cido, de 53 anos.<br />
Ao seu lado, no dia a dia de batalha,<br />
estão sua mulher Renata, os<br />
filhos Gabriel e Mateus (futuro engenheiro<br />
agrônomo) e o sobrinho Tiago.<br />
“Fazemos feiras em Matão e Araraquara,<br />
sendo Araraquara nosso maior<br />
consumo. Tenho orgulho de tudo que<br />
conquistei e fico ainda mais feliz em<br />
saber que meus filhos entenderam<br />
toda a batalha de nossa família, dando<br />
sequência a ela”, diz Cido.<br />
Além dos familiares, outro grande<br />
parceiro de Cido na batalha diária é<br />
Carlos Alberto Vieira, o Carlinhos, cuja<br />
fazenda fica, há mais de 20 anos, no<br />
Assentamento Monte Alegre III. Pai<br />
da Daiane e Beatriz, ele trabalha ao<br />
lado do irmão Fernando Vieira para<br />
plantar abacaxi, milho, maracujá, limão<br />
e hortaliças diversas. No fundo,<br />
ele também tem um tanque onde<br />
cria tilápias. “Cido e eu trabalhamos<br />
juntos há 12 anos. Conhecemo-nos<br />
no Assentamento e hoje dividimos o<br />
trabalho. Sonhamos com a criação<br />
de uma cooperativa. Sei que vamos<br />
conseguir”, diz Carlinhos.<br />
Os irmãos Fernando e Carlinhos Vieira<br />
mostram com orgulho as hortaliças<br />
cultivadas no sítio da família<br />
Alfaces da Família Xavier colocados nos mercados de Araraquara<br />
ORGULHOSO EM MOSTRAR<br />
‘Para eu começar a suar, preciso<br />
de no mínimo duas horas embaixo<br />
do sol’. Foi com esta brincadeira que<br />
‘seo’ Alcenir Arlindo, de 66 anos,<br />
abordou o jornalista que vos escreve<br />
(que sofria sob um sol antes nunca<br />
encarado) - enquanto estávamos a<br />
caminho do Assentamento Monte<br />
Alegre III.<br />
Simpático, ele rapidamente nos<br />
mostrou seu sítio, do qual se orgulha<br />
em dizer: sempre trabalhei sozinho.<br />
Com cinco filhos espalhados pelo<br />
país, ele mora hoje apenas com Luana,<br />
que estuda Agronomia.<br />
Residindo numa casa simples<br />
desde 1989, ele faz sua colheita e<br />
a vende sem a ajuda de ninguém em<br />
feiras duas vezes por semana em Matão.<br />
Como novidade em sua terra, ele<br />
cultiva coco e também vagem de metro.<br />
“Aqui quero morrer, no meu sítio”,<br />
finaliza Alcenir.<br />
,<br />
Este é o pequeno<br />
pedaço de um<br />
mundo que eu criei<br />
e do qual me sinto<br />
feliz em mostrar;<br />
da terra sai o meu<br />
sustento<br />
,<br />
e de onde<br />
tirei lições que<br />
me ensinam a ser<br />
simples, porém<br />
honrado.<br />
Alcenir Arlindo<br />
Alcenir e sua plantação de cocos de um<br />
lado e vagem de metro em suas mãos<br />
|40
EMPREENDEDORES RURAIS<br />
A riqueza dos irmãos André e Lucas<br />
está na produção dos cogumelos<br />
Localizado entre Araraquara e Gavião Peixoto, o espaço comandado pelos irmãos Trevisan<br />
dialoga com a natureza sem agressões para vender para toda a região o cogumelo mais<br />
consumindo hoje no mundo, o shimeji branco.<br />
Espécie de fungo comestível<br />
e rico em vitamina B-12,<br />
o shimeji (cujo nome científico<br />
é pleurotus ostreatus) foi inicialmente<br />
cultivado em países<br />
orientais. Hoje, seus dois tipos,<br />
o preto e branco, avançaram os<br />
horizontes e conquistam mercados<br />
em todas as partes do<br />
mundo.<br />
De acordo com dados levantados<br />
pela ONU em sua repartição<br />
responsável, ele é o terceiro<br />
tipo de cogumelo comestível<br />
mais consumido no mundo.<br />
Além de muito saboroso, possui<br />
pouquíssimas calorias e é<br />
muito fácil de preparar, sendo<br />
um nobre ingrediente para receitas,<br />
de gourmet a populares.<br />
Reconhecendo e valorizando<br />
o trabalho dos pequenos<br />
empreendedores, o Sindicato<br />
Rural de Araraquara apresenta<br />
a história dos jovens irmãos<br />
Trevisan.<br />
Os cogumelos produzidos por André e Lucas já estão<br />
embalados para comercialização nos supermercados<br />
de Araraquara e região. O trabalho premia a visão e o<br />
desafio de dois jovens que se embrenham no dia a dia<br />
do campo, convivendo com a natureza<br />
41|
,<br />
Além do cultivo<br />
de cogumelos, os<br />
irmãos Trevisan estão<br />
trabalhando numa<br />
agrofloresta, onde serão<br />
cultivados, no ritmo<br />
,<br />
da natureza, vegetais<br />
como bananas, batatas,<br />
mandioca e outras<br />
plantas frutíferas.<br />
Embalagem contendo o Shimeji branco, normalmente comercializado a<br />
R$ 11,00 em feiras<br />
Em Araraquara (quase Gavião Peixoto),<br />
o shimeji branco é a fonte de<br />
renda de três jovens amigos: Gabriel<br />
Trevisan (25), Lucas Trevisan (31) e<br />
André Zanon (32). Com formações<br />
acadêmicas diferentes - aviação civil,<br />
engenharia florestal e ciência dos<br />
alimentos, em sequência - e sem influência<br />
dos pais, os três apostam no<br />
cultivo e venda desses cogumelos na<br />
fazenda Mekaô, ou Espaço Mekaô,<br />
como eles gostam de chamar.<br />
À reportagem da Revista Comércio,<br />
Indústria e Agronegócio, Lucas e<br />
Gabriel revelaram que entraram nesse<br />
ramo por recomendação de André.<br />
Há quatro anos nele, os três só enxergam<br />
um mercado em plena expansão.<br />
“O shimeji deixou de ter aquela<br />
roupagem de um produto caro, típico<br />
de programas como ‘MasterChef’, ganhando<br />
então o prato do brasileiro.<br />
A busca por uma alimentação<br />
mais saudável<br />
também impulsionou<br />
esta situação,<br />
visto que ele é opção<br />
extremamente nutritiva”,<br />
conta Lucas.<br />
Com clientes em<br />
toda região, sendo<br />
restaurantes japoneses os principais<br />
consumidores, o Espaço Mekaô vende<br />
seus produtos também em feiras<br />
da cidade. Em um mês bom, chegam<br />
a comercializar cerca de 150 kg, com<br />
colheitas feitas de dois em dois dias.<br />
Porém, até o cogumelo chegar às<br />
mãos dos consumidores, todo um<br />
processo artesanal envolve sua produção,<br />
trabalho do qual os irmãos se<br />
orgulham.<br />
“Claro que sonhamos com uma<br />
expansão, porém precisaríamos de<br />
Sobre este tablado feito pelos irmãos Trevisan, são feitas a<br />
lavagem e separação dos cogumelos<br />
mais tecnologia e mão de obra, pois<br />
tudo aqui é feito à mão, artesanalmente.<br />
Trabalhamos o dia todo em<br />
cada passo. Usamos água de um<br />
poço artesiano e a energia para as<br />
máquinas é oriunda das lenhas que<br />
nós mesmos recolhemos aqui no sítio,<br />
fora os dois galpões que também<br />
construímos”, conta Lucas, com um<br />
“cacho” de cogumelos na mão. Eles<br />
brotam de um saco cheio de substratos,<br />
cultivados nesses galpões<br />
escuros e úmidos, que contam com<br />
À direita, o material<br />
composto e à esquerda, o<br />
forno artesanal utilizado<br />
para esterilização do<br />
substrato; a composição<br />
é baseada na mistura de<br />
serragem, resíduos de<br />
cana ou eucalipto e às<br />
vezes, um pouco de farelo<br />
de milho e soja<br />
|42
CURSOS<br />
ANO / 2018<br />
CURSOS EM <strong>MARÇO</strong><br />
• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS<br />
COM PULVERIZADOR DE BARRAS<br />
05/03 até 07/03<br />
Local: Américo Brasiliense<br />
• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS<br />
COM TURBO PULVERIZADOR<br />
12/03 até 14/03<br />
Local: Araraquara<br />
• FRUTICULTURA BÁSICA - PODAS<br />
08/03 até 09/03<br />
Local: Araraquara<br />
Depois disso, o composto do shimeji é levado para as estantes dentro de estufas, que<br />
imitam as condições ideais de desenvolvimento dos fungos encontradas na natureza<br />
sistemas de irrigação feitos para enfrentar<br />
a seca e a temperatura alta da<br />
região, não tão propícia para o cultivo.<br />
Assim, para a rotina dos irmãos<br />
(André Zanon fica mais na parte administrativa)<br />
acordar cedo até aos<br />
domingos, sujar as mãos na terra,<br />
ouvir o canto dos pássaros e tomar<br />
um tererê bem gelado, são situações<br />
reais e românticas que mostram a rotina<br />
de quem decidiu largar tudo para<br />
viver na natureza e da natureza.<br />
Para Gabriel, mais que um negócio,<br />
seu trabalho no sítio é um ideal,<br />
um estilo de vida. Dos tempos de<br />
aviador, só uma foto no WhatsApp.<br />
Mas a paixão por voar ainda existe<br />
e ele a alimenta com um paramotor.<br />
”Ficaria muito feliz de inspirar uma<br />
pessoa a fazer o mesmo que eu, retomar<br />
o valor da vida no campo, de<br />
uma alimentação saudável, de uma<br />
vida na qual o maior objetivo não seja<br />
o dinheiro”, finaliza Gabriel.<br />
Além do cultivo de cogumelos,<br />
estamos trabalhando numa agrofloresta,<br />
onde serão cultivados, no ritmo<br />
da natureza, vegetais como bananas,<br />
batatas, mandioca e outras<br />
plantas frutíferas. “Além de produzir<br />
nosso próprio alimento, queremos<br />
estreitar a relação entre produtor e<br />
consumidor. Muita gente acha ruim<br />
pagar sete reais por uma bandeja de<br />
shimeji, mas acha normal gastar mais<br />
que isso com remédios de que talvez<br />
não precisasse se comesse melhor”,<br />
complementa Lucas.<br />
Quem quiser entrar em contato<br />
com o Espaço Mekaô existe o e-mail<br />
espacomekao@hotmail.com e o telefone<br />
(16) 99602.4709<br />
• INCÊNDIO - PREVENÇÃO E<br />
COMBATE NO CAMPO - TÉCNICAS<br />
14/03 até 15/03<br />
Local: Boa Esperança do Sul<br />
• TORNEIO DE BOCHAS<br />
Realização: 17/03<br />
Local: Américo Brasiliense<br />
• TREINAMENTO - REPASSE PARA<br />
INSTRUTORES DE MANUTENÇÃO<br />
DE RETROESCAVADEIRA<br />
06/03 até 08/03<br />
Local: Araraquara<br />
• TREINAMENTO DE<br />
COORDENADORES REFERENTE<br />
AOS PROCEDIMENTOS<br />
OPERACIONAIS DOS PROGRAMAS<br />
DE ALFABETIZAÇÃO E JOVEM<br />
AGRICULTOR DO FUTURO<br />
Realização: 08/03<br />
Local: Araraquara<br />
OBSERVAÇÕES:<br />
Também estão integrados à grade do<br />
SENAR-SP os programas esportivos com o<br />
objetivo de integração dos trabalhadores<br />
e produtores rurais como forma de<br />
fortalecer o companheirismo. Sendo<br />
assim, Américo Brasiliense que faz parte<br />
da base territorial do Sindicato Rural de<br />
Araraquara, solicitou e terá o privilégio<br />
de sediar dois importantes torneios:<br />
Bochas e Malha no mês de março.<br />
Os cogumelos<br />
estão prontos<br />
para o consumo;<br />
agora serão<br />
colocados em<br />
bandejas de<br />
isopor para<br />
comercialização<br />
Coordenador SENAR/SP Araraquara:<br />
João Henrique de Souza Freitas<br />
43|
Participantes do<br />
curso no Sítio<br />
Lagoa Serena<br />
de propriedade<br />
da Uniara, na<br />
segunda quinzena<br />
de fevereiro,<br />
acompanhando o<br />
pulverizador de<br />
barras<br />
CURSO DE CAPACITAÇÃO<br />
O manejo dos pulverizadores<br />
agrícolas na plantação<br />
É crescente o interesse dos produtores rurais na atualização<br />
dos métodos e formas de pulverização das lavouras,<br />
seguindo a legislação que torna-se cada vez mais rígida para<br />
preservação da saúde.<br />
O instrutor do SENAR SP, Cláudio<br />
Barbosa, abriu o ciclo de programas<br />
destinados a produtores e trabalhadores<br />
rurais e mantidos pelo órgão<br />
em Araraquara e região, realizando<br />
em fevereiro o curso de Aplicação de<br />
Agrotóxicos com Pulverizador de Barras.<br />
O programa foi desenvolvido em<br />
dois locais distintos: o auditório do<br />
Sindicato Rural de Araraquara para<br />
aulas teóricas e o Sítio Lagoa Serena,<br />
que pertence à Uniara e que mantém<br />
o curso de Agronomia. Do curso participaram<br />
os trabalhadores da Raízen.<br />
Na abertura dos trabalhos, o instrutor<br />
destacou que “qualquer que<br />
seja o tamanho de uma área cultivada,<br />
certamente o agricultor precisa<br />
fazer aplicação de algum tipo de defensivo,<br />
pois é quase impossível que,<br />
durante o ciclo, a cultura não seja atacada<br />
por doenças, pragas e plantas<br />
invasoras”.<br />
A RESPONSABILIDADE<br />
As orientações, segundo o coordenador<br />
do SENAR em Araraquara,<br />
João Henrique de Souza Freitas, são<br />
justamente para dar noção técnica<br />
e capacitação ao trabalhador e ao<br />
produtor rural que se deparam com<br />
a invasão da praga em uma cultura:<br />
“Por isso existe a necessidade de se<br />
fazer o controle desses inconvenientes<br />
para alcançar uma boa produtividade.<br />
Entretanto, para proceder a<br />
aplicação do produto químico, deve-<br />
-se usar um equipamento agrícola conhecido<br />
como pulverizador. Por isso a<br />
importância da realização do curso”,<br />
afirmou o coordenador.<br />
A questão técnica de todo processo,<br />
lembrou Cláudio Barbosa, é<br />
simples, pois a principal função dos<br />
pulverizadores é fragmentar o líquido<br />
em gotas de diâmetro maior que<br />
150 microns. No caso das pequenas<br />
propriedades rurais, a pulverização<br />
pode ser feita satisfatoriamente por<br />
meio de pulverizadores costais. Já em<br />
espaços maiores, os mais indicados<br />
são os pulverizadores de barra tratorizados,<br />
como ocorreu no curso organizado<br />
pelo Sindicato Rural em parceria<br />
com o SENAR Araraquara. Tamanha<br />
é a importância do programa que em<br />
março, outros dois cursos semelhantes<br />
serão realizados em Araraquara e<br />
Américo Brasiliense.<br />
A foto que registra a<br />
finalização dos trabalhos<br />
no campo<br />
|44
INFORME<br />
G.R.A. 50 anos de conquistas e muito trabalho<br />
Revendedor da renomada marca Massey Ferguson, empresa fundada por Jorge Affonso<br />
atende hoje mais de 25 municípios nas regiões de Araraquara, Ibitinga e Descalvado.<br />
A G.R.A. Máquinas Agrícolas e<br />
Veículos Ltda deu seus primeiros<br />
passos em 1967, na cidade de Ibitinga/SP.<br />
Na década de 70, passou<br />
por sua primeira expansão, abrindo<br />
lojas em Araraquara e também Descalvado.<br />
À frente de todos esses sonhos,<br />
Jorge Affonso transformou a G.R.A.<br />
em referência no ramo da citricultura<br />
e cana-de-açúcar, atuando hoje<br />
com comercialização, serviços e<br />
peças em mais de 25 municípios<br />
do Estado de São Paulo.<br />
Fachada das instalações<br />
da G.R.A. em Araraquara<br />
Revendedor autorizado regional<br />
da marca Massey Ferguson desde<br />
o seu início, a empresa comemora<br />
50 anos de muitas conquistas, sempre<br />
acompanhando as tendências<br />
do mercado e oferecendo a seus<br />
clientes uma<br />
tecnologia de<br />
ponta.<br />
Fachada das instalações da G.R.A. em Araraquara,<br />
na década de 70, na Av. 36<br />
Acima, uma colheitadeira<br />
de última geração vendida<br />
pela G.R.A.; ao lado, uma<br />
das primeiras máquinas<br />
comercializadas<br />
Diferentes modelos de<br />
tratores da Massey Ferguson;<br />
passado e presente unem-se<br />
na história da G.R.A.<br />
45|
NOTÍCIAS<br />
CANAS L<br />
EDIÇÃO<br />
<strong>MARÇO</strong> | 2018<br />
Presidente da Canasol participa de audiência<br />
com Ministro de Minas e Energia em Brasília<br />
Luís Henrique Scabello de Oliveira e as lideranças do setor sucroenergético durante reunião no Ministério das Minas e Energia<br />
O Presidente<br />
da Canasol, Luís<br />
Henrique Scabello<br />
de Oliveira, juntamente com<br />
outras lideranças do setor sucroenergético,<br />
esteve em Brasília no dia<br />
20 de fevereiro participando de uma<br />
audiência com o Ministro de Minas<br />
e Energia, Fernando Bezerra Coelho<br />
Filho. Na pauta do encontro estavam<br />
a implantação do RenovaBio, entre<br />
outros assuntos.<br />
Para Luís Henrique, o RenovaBio<br />
trará ganhos ambientais e, consequentemente,<br />
valorização das matérias-primas<br />
dos biocombustíveis.<br />
RENOVABIO UM AVANÇO RUMO À SUSTENTABILIDADE<br />
O Projeto do RenovaBio, aprovado pelo Congresso Nacional e<br />
sancionado pelo Presidente Michel Temer no final do ano passado,<br />
está sendo considerado pelos especialistas como um avanço do País<br />
para o desenvolvimento sustentável e aumento da produção dos<br />
combustíveis renováveis. Além de atender as exigências dos acordos<br />
internacionais para redução de emissão de gases do efeito estufa,<br />
o programa tem como meta o aumento da produção, visando o<br />
equilíbrio da balança comercial brasileira.<br />
O RenovaBio é programa de Política de Estado que reconhece o<br />
papel estratégico dos biocombustíveis na matriz energética nacional,<br />
visando não só a segurança, como a redução da emissão de gases<br />
causadores do efeito estufa. A aprovação e implantação do<br />
RenovaBio, reivindicada pelos setores produtivos, contribui para<br />
que o Brasil garanta a eficiência energética e também abra novos<br />
campos para os produtores de matérias-primas para a elaboração<br />
dos biocombustíveis de origem vegetal e animal, entre eles o etanol<br />
e o biodiesel. Sua implantação está sendo vista como uma nova<br />
revolução econômica no campo.<br />
|46
Da esquerda para a direita: Arnaldo<br />
Jardim (Secretário da Agricultura de<br />
São Paulo), Alexandre Lima e Paulo<br />
Leal (Presidente e Vice-presidente<br />
da Feplana), Geraldo Alckmin<br />
(Governador de São Paulo) e Luís<br />
Henrique (Canasol), na posse da<br />
presidente da Frente Parlamentar<br />
Luís Henrique prestigia posse<br />
da nova presidente da Frente<br />
Parlamentar da Agropecuária<br />
Executivos japoneses<br />
visitam a Canasol<br />
Durante sua estada em Brasília<br />
no dia 20 de fevereiro, o Presidente<br />
Luís Henrique Scabello de Oliveira<br />
representou a Canasol na posse da<br />
nova diretoria da Frente Parlamentar<br />
da Agropecuária – FPA. Na oportunidade,<br />
a deputada federal Tereza Cristina,<br />
do Mato Grosso do Sul, assumiu<br />
a Presidência da Frente no lugar de<br />
Nilson Leitão, do Mato Grosso.<br />
A Frente tem sido a principal interlocutora<br />
do setor agropecuário nas<br />
questões que envolvem os assuntos<br />
de interesse da Agricultura e Pecuária<br />
junto ao Congresso e ao Governo<br />
Federal. Para Luís Henrique, que também<br />
é Secretário da Federação dos<br />
Plantadores de Cana do Brasil – FE-<br />
PLANA, o trabalho desenvolvido pelos<br />
integrantes da Frente Parlamentar<br />
tem se traduzido em importantes<br />
conquistas para o Agro, principalmente<br />
em relação ao RenovaBio.<br />
Paulo Leal, Tereza Cristina e Luís Henrique<br />
TEREZA CRISTINA E OS<br />
DESAFIOS DA FRENTE<br />
A nova Presidente da Frente<br />
Parlamentar da Agropecuária,<br />
deputada Federal Tereza Cristina<br />
Corrêa da Costa Dias, se tornou<br />
nos últimos tempos numa das<br />
principais lideranças do setor<br />
Agropecuário do País. Agrônoma<br />
de formação, com larga experiência<br />
política e empresarial,<br />
vem desenvolvendo um trabalho<br />
constante em defesa dos interesses<br />
da agricultura brasileira.<br />
Recentemente, foi relatora do<br />
projeto que trata de Lei do Funrural.<br />
À frente da FPA, a deputada<br />
pretende dar continuidade<br />
ao trabalho desenvolvido pela<br />
entidade e intensificar a luta em<br />
prol das questões relacionadas<br />
ao campo.<br />
FRENTE PARLAMENTAR<br />
DA AGROPECUÁRIA - FPA<br />
A Frente Parlamentar da<br />
Agropecuária possui uma<br />
bancada pluripartidária de<br />
aproximadamente 200 deputados<br />
e senadores e se constitui<br />
atualmente numa das maiores<br />
forças políticas do Congresso<br />
Nacional. O grupo defende<br />
os interesses da Agricultura<br />
e Pecuária e é o principal<br />
interlocutor junto ao Poder<br />
Legislativo e o Governo Federal.<br />
Visitantes no auditório da Canasol<br />
No dia 7 de fevereiro, a Canasol<br />
recebeu a visita de importantes executivos<br />
do setor Agroquímicos, parceiros<br />
da empresa nipo-brasileira,<br />
para conheceram as atividades desenvolvidas<br />
pelos produtores de cana<br />
e o trabalho da associação junto aos<br />
seus associados.<br />
Participaram da visita os empresários<br />
Akira Takashima (Managing-<br />
Director Chemicals da Mitsubishi<br />
Corporation), Eisuke Ozaki (Diretor<br />
Presidente da Kumiai Brasil), Kyohei<br />
Motohashi (Kumiai Chemical Industry)<br />
e Hélio Tukamoto, consultor executivo<br />
da Kumiai Brasil. Os executivos<br />
estavam acompanhados de Marcela<br />
Arco de Lima, assistente comercial da<br />
Mitsubishi Corporation, Rodrigo Naime<br />
Salvador, consultor de desenvolvimento<br />
de mercado da Ihara e Thiago<br />
Duarte – RTV Ihara. Os visitantes foram<br />
recepcionados pelo presidente<br />
da Canasol Luís Henrique Scabello de<br />
Oliveira, pelo diretor Jorge Luiz Piquera<br />
Lozano e por Gregório Serafini, responsável<br />
pelo Departamento Técnico<br />
da Canasol.<br />
Os executivos ficaram impressionados<br />
com os trabalhos desenvolvidos<br />
pela entidade e enalteceram o<br />
papel da Canasol, especialmente na<br />
representação junto aos diversos foros<br />
de interesse da categoria.<br />
47|
DIA INTERNACIONAL DA MULHER<br />
Uniodonto de Araraquara tem promoção<br />
especial para presentear as mulheres<br />
Neste dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher e a Uniodonto não<br />
poderia deixar de comemorar esta data tão especial.<br />
Uniodonto homenageia as mulheres em<br />
sua área de abrangência (região)<br />
A campanha lançada pela Uniodonto<br />
Araraquara está em pleno vigor:<br />
desde o dia primeiro de março,<br />
todos os valores dos Planos Odontológicos<br />
Uniodonto estão com 20%<br />
de desconto. Isso mesmo, comenta<br />
o diretor de Operações, Álvaro Serra<br />
de Lacerda Silva - todas as mulheres<br />
que contratarem um Plano Uniodonto<br />
individual ou familiar entre os dias<br />
1º e 31 de março de 2018 já serão<br />
contempladas com o desconto nas<br />
mensalidades.<br />
Para ele, respeito, carinho e empoderamento<br />
é o que a Uniodonto deseja<br />
para todas as mulheres, e que<br />
tudo isso seja alcançado o quanto<br />
antes. O desconto é uma forma de homenagear<br />
as mulheres e uma prova<br />
disso, é que a promoção será válida<br />
se a mulher for a titular do plano.<br />
No Plano Individual e Familiar da<br />
Uniodonto os clientes têm acesso irrestrito<br />
aos procedimentos cobertos<br />
pelo ROL de cobertura básica da ANS<br />
com cobertura nas áreas de diagnóstico,<br />
cirurgias, prevenção, endodontia<br />
(tratamento de canal), RX, dentística<br />
(restaurações e reconstruções), periodontia<br />
(tratamento das gengivas)<br />
e prótese. Além, é claro, do atendimento<br />
de Urgência e Emergência 24<br />
horas por dia, 7 dias por semana, em<br />
todo o território nacional.<br />
Outra novidade na promoção é a<br />
carência ZERO para os procedimentos<br />
cobertos pelo plano, com excessão<br />
dos procedimentos de prótese.<br />
Clientes Uniodonto poderão utilizar<br />
seu plano Uniodonto logo após a contratação,<br />
para realização dos procedimentos<br />
que entram no regime de<br />
carência zero.<br />
|48
AVANÇANDO OS LIMITES<br />
Com forte equipe, Beach Tennis em<br />
Araraquara é hoje referência mundial<br />
Esporte foi implementado na cidade pele família do professor Plácido Russo Jr, vulgo Juca.<br />
O Beach Tennis chegou ao Brasil<br />
há 10 anos, no Rio de Janeiro.<br />
No Brasil, além das federações estaduais,<br />
a Confederação Brasileira<br />
de Tênis é a responsável por organizar<br />
torneios, rankings e incentivar<br />
o crescimento do Beach Tennis. A<br />
Confederação Brasileira de Beach<br />
Tennis é a entidade que regula o esporte<br />
no país.<br />
Em 2016 foi organizado o maior<br />
evento de Beach Tennis no Brasil e<br />
contou com a participação de 552<br />
atletas. Foram realizadas chaves<br />
de amadores e profissionais, valendo,<br />
para estes, pontos no ranking<br />
mundial da ITF. Foi organizado pela<br />
Federação Paulista de Tênis e a Confederação<br />
Brasileira de Tênis. Já em<br />
maio de 2017, apresentando um<br />
crescimento aproximado de 30% em<br />
um período inferior a 10 meses, reunindo<br />
mais de 700 atletas do Brasil<br />
e de vários países, aconteceu em Niterói,<br />
o maior torneio em número de<br />
inscrições da América do Sul.<br />
Os circuitos no Brasil - e no exterior<br />
- estão cada vez mais competitivos<br />
e a quantidade de torneios e<br />
a premiação têm aumentado consideravelmente,<br />
devido a atenção<br />
dos patrocinadores interessados no<br />
esporte. Desde então, a modalidade<br />
vem se disseminando rapidamente e<br />
ganhou popularidade, inclusive, nas<br />
cidades não praianas, como Curitiba,<br />
Maringá, Campo Grande, Belo<br />
Horizonte, São Paulo, Campinas,<br />
Araraquara e muitas outras.<br />
O NOSSO BEACH TENNIS<br />
O Beach Tennis foi implantado em<br />
Araraquara pelo professor de educação<br />
física, Plácido Russo Jr, conhecido<br />
como Juca e sua família. Ele trouxe<br />
a praia para a chamada “morada<br />
O professor Plácido Russo Jr (esquerda) com as atletas Isabela Garrido e Júlia Nogueira<br />
do sol”, iniciando suas atividades<br />
no Melusa Clube e posteriormente<br />
criando um centro de treinamento<br />
em parceria com o empresário Edir<br />
Campos, proprietário da Play Tennis,<br />
formando assim um significativo<br />
grupo de aficcionados pelo esporte:<br />
uma grande família JucaBT.<br />
Com profissionais de qualidade<br />
e local bem estruturado, a equipe<br />
de Araraquara, é uma referência em<br />
centro de treinamento no Brasil. Dessa<br />
forma a JucaBT despertou a atenção<br />
do tricampeão mundial e melhor<br />
jogador de Beach Tennis da história,<br />
o italiano Alessandro Calbucci.<br />
Este, fundador da Alessandro Calbucci<br />
- Academy&Coaching, escola<br />
internacional de Beach Tennis com<br />
unidades espalhadas pelo Brasil e<br />
que, desde março de 2016, durante<br />
sua visita à cidade, Calbucci selou a<br />
parceria na qual Araraquara passou<br />
a fazer parte da escola como uma<br />
das principais unidades do projeto.<br />
Devido ao grande crescimento do<br />
esporte e do número de praticantes,<br />
hoje a JucaBT já possui alunos em<br />
Araraquara e região. Outras cidades<br />
tais como: Campinas, Ribeirão Preto,<br />
São João da Boa Vista, Jundiaí, Bauru<br />
e Jaú já demonstram interesse<br />
neste esporte e começam a expandir<br />
em toda região central paulista.<br />
NOSSAS ESTRELAS<br />
Araraquara hoje possui uma<br />
grande equipe formada por jogadores<br />
amadores, juvenis e profissionais.<br />
Dentre estes temos quatro que<br />
já possuem excelentes resultados<br />
internacionais.<br />
Augusto Russo: Medalha de bronze<br />
representando o Brasil no Mundial<br />
de Beach Tennis por equipes<br />
sub_14, em Moscou - Rússia 2017;<br />
Gustavo Russo: Medalha de prata<br />
representando o Brasil no Mundial<br />
de Beach Tennis por equipes sub_14<br />
em Moscou - Rússia 2016;<br />
Isabela Garrido e Júlia Nogueira<br />
pertencem ao Team Pro da Academy<br />
Coaching e com excelentes resultados<br />
em torneio de envergadura internacional<br />
estão atualmente entre as<br />
150 melhores jogadoras do mundo<br />
(ranking ITF: 131 em 23/02/18).<br />
49|
SEU NOME ESTÁ NA RUA<br />
SAMUEL BRASIL BUENO - IN MEMORIAM<br />
Direitos de publicação doados<br />
pela Família Brasil Bueno à Revista<br />
Comércio, Indústria e Agronegócio e<br />
à disposição para consultas<br />
OSMAR ZANINI PACHIEGA<br />
O jeito de ser, de quem<br />
Araraquara sente saudades<br />
Osmar Pachiega, era assim que o chamavam quando<br />
andava todo elegante e sorridente pelas ruas da cidade.<br />
Funcionário exemplar da CPFL onde se aposentou, foi um<br />
dos mais brilhantes diretores do Clube 22 de Agosto.<br />
Texto: Waldiner Pachiega (1986)<br />
Discorrer sobre a família é sempre<br />
um momento alentador, mas reflexivo<br />
pelas suas várias nuances em que<br />
pode ser enfocado. É o começo de<br />
tudo: do amor, do respeito, da civilidade<br />
e da solidariedade. Por isso, quando<br />
em uma família de cinco irmãos<br />
se tornam presentes o conteúdo, a<br />
amizade e a união dos sentimentos,<br />
afloram em todos, os segmentos humanos.<br />
Quando os laços da família, num<br />
momento de extrema tristeza como<br />
foi a morte de meu irmão mais velho,<br />
Osmar, se rompem para reflexão senão<br />
o de agradecer os 55 anos que<br />
conviveu com a família e seus amigos,<br />
em nome de suas obras – não<br />
chorar a sua ida antes de nós – porque<br />
a nossa vida terrena, tão frágil<br />
e efêmera – é um passo em direção<br />
à Vida Eterna, sem lágrimas e sem<br />
sofrimentos.<br />
Por isso, Osmar irmão, locutor da<br />
Rádio Cultura, dos Programas Sertanejos,<br />
da sua formação como desenhista,<br />
como elemento cultural da<br />
cidade no Clube dos Artistas de Araraquara,<br />
como funcionário, onde se<br />
aposentou na Cia. Paulista de Força<br />
e Luz e elemento engajado na política,<br />
tendo sido candidato à vereança,<br />
não conseguindo se eleger e Diretor<br />
Social do Clube 22 de Agosto, onde<br />
empregaria toda a sua cultura e desprendimento<br />
para que a agremiação<br />
reproduzisse em forma de espetáculos,<br />
a sua programação aos seus<br />
milhares de sócios.<br />
Recordando as manchetes daquele<br />
fatídico dia de 17 de novembro de<br />
1985, vamos encontrar na página 11<br />
Osmar: nome de origem germânica:<br />
aquele a quem os deuses deram fama”,<br />
faz parte de uma lista de personalidades<br />
que a cidade não esquece<br />
do Jornal Folha da Cidade “ Morte de<br />
Pachiega entristece a cidade”; e outra<br />
“O adeus de um grande araraquarense”,<br />
em foto juntamente com Adilson<br />
Custódio, seu companheiro de diretoria<br />
do 22 de Agosto.<br />
Também no boletim informativo<br />
do Clube 22 de Agosto, de dezembro<br />
de 1985, A Palavra do Presidente,<br />
Vicente Michetti assim abria o editorial:<br />
“1985 foi um ano de grandes<br />
realizações para o nosso querido 22<br />
de Agosto, entretanto, atendendo os<br />
desígnios de Deus, perdemos o nosso<br />
querido companheiro Osmar Zanini<br />
Pachiega. A vontade de Deus deve<br />
ser respeitada e aceita, pois dentro<br />
de sua bondade infinita, sabe o que<br />
é melhor para este mundo que é todo<br />
seu”.<br />
As últimas participações do Osmar<br />
em prol do 22 de Agosto, como<br />
Osmar, a esposa Maria<br />
de Lourdes e os filhos<br />
Osmarzinho, Talma<br />
Heloísa e Telma Helena<br />
|50
diretor social, foram: na Festa do Dia<br />
das Crianças, em outubro, juntamente<br />
com os diretores Adilson Custódio<br />
e Osvaldo Cicogna, partiram em três<br />
ônibus, numa excursão rumo ao<br />
Playcenter, em São Paulo, onde as<br />
crianças passaram o dia todo desfrutando<br />
o maravilhoso mundo dos<br />
brinquedos, participando de todas<br />
as atrações ali contidas; a contratação<br />
da cantora Alcione, a“Marrom”,<br />
para abrilhantar o pré-carnavalesco<br />
que seria realizado em 1° de fevereiro<br />
de 1986, e a programação social<br />
já elaborada para o novo ano. Havia<br />
deixado iniciada toda a remodelação<br />
da Boate do 22, dotando-a de equipamentos<br />
dos mais modernos e sofisticados,<br />
comparada às melhores casas<br />
noturnas do interior.<br />
A página do Informativo do mês de<br />
dezembro de 1985 foi assinada pelo<br />
amigo Dirceu Aparecido de Carvalho,<br />
que assim se despediu de Osmar:<br />
“Esta página deveria ser escrita pelo<br />
Osmar que já tinha delimitado todas<br />
as grandes programações para o ano<br />
de 1986, entretanto coube a mim, a<br />
mais difícil de todas as tarefas: deixar<br />
neste boletim que ele criou, a mensagem<br />
de pesar de toda a família do<br />
“Mais Querido”. Existem várias opções<br />
para as despedidas. Partimos do<br />
princípio de que cada um tem o seu<br />
modo de pensar a respeito da morte,<br />
acatamos a opinião de todos. Para<br />
alguns, entre os quais me encontro,<br />
a morte nada mais é do que a ligação<br />
entre as duas vidas, e, sendo assim,<br />
um até “BREVE OSMAR”. Onde você<br />
estiver continue a olhar para seus<br />
semelhantes com aquele carinho,<br />
aquela vontade de servir a todos .<br />
Você que está mais perto de Deus,<br />
peça a ele que ilumine este mundo de<br />
homens e para que 1986 (consagrado<br />
como o Ano Internacional da Paz),<br />
seja realmente cheio de Paz. Que este<br />
slogan não fique somente nos papéis,<br />
nos encontros, nos conclaves e sim<br />
que a PAZ esteja ao lado de todos os<br />
homens deste mundo de meu Deus”.<br />
Osmar faleceu em um fatídico<br />
domingo de lazer (17/11/1985), no<br />
Clube Naútico, onde fora com a família<br />
a convite do amigo Joaquim Palomino,<br />
no dia em que completava 55<br />
anos de idade. Centenas de amigos o<br />
acompanharam ao sepultamento no<br />
Cemitério de São Bento. Sua esposa<br />
Maria de Lourdes Pachiega faleceu<br />
no dia 7 de outubro de 1992 e também<br />
está sepultada no Cemitério de<br />
São Bento. Seu filhos, Osmar, proprietário<br />
do Varejão Bom Gosto (Avenida<br />
Sete), casado com Maria Aparecida<br />
Rosim; Talma Heloísa (solteira), André<br />
casado com Sandra Regina Leme (residem<br />
em Américo) e Telma Helena,<br />
casada com Antonio Barufaldi Júnior,<br />
reside em João Pessoa (Paraíba). São<br />
seus netos: Felipe, Bruno e Nathan.<br />
Os pais de Osmar Zanini Pachiega,<br />
muito conceituados na cidade e moradores<br />
da Vila Xavier, eram Irma e<br />
Servideo Pachiega.<br />
Em Araraquara os irmãos Waldir,<br />
Nivaldo (faleceu em 2017) e Niroaldo<br />
(advogado), juntamente com Osmar<br />
tiveram uma brilhante atuação profissional.<br />
Os dois primeiros legaram<br />
Ontem<br />
(1985) e<br />
hoje as<br />
imagens da<br />
Rua Osmar<br />
Zanini<br />
Pachiega,<br />
na Vila<br />
Guaianazes<br />
Osmar nos estúdios da Rádio Cultura<br />
à Vila Xavier o pioneirismo da Gráfica<br />
Pachiega, que durante 32 anos atendeu<br />
uma clientela de grande renome.<br />
O irmão Waldiner que por muitos anos<br />
residiu em Catanduva, já é falecido.<br />
O nome de Osmar está na rua<br />
através do Decreto 5.436, de 20 de<br />
maio de 1986, assinado pelo prefeito<br />
Clodoaldo Medina, que denomina Rua<br />
Osmar Zanini Pachiega a via pública<br />
conhecida anteriormente por Rua Bariri,<br />
do loteamento Vila Guaianazes,<br />
que tem o seu início na Avenida André<br />
Onofre e o seu término na Avenida<br />
José Salles Gadelha.<br />
Os filhos Osmarzinho, Telma Helena e<br />
Talma Heloísa; o caçula André ainda não<br />
havia nascido (Foto de 1971)<br />
51|
Da esquerda para direita, a formação mais duradoura da banda: Márcio Balducci; Beto Fernandes; Moacir; Beto Placco e Plácido Zocco<br />
Saudades das Brincadeiras Dançantes<br />
Os voos da Condor Boys<br />
Série<br />
Bandas e<br />
Grupos Musicais<br />
da Cidade<br />
Em janeiro de 1966, o jornal<br />
O Imparcial noticiava em<br />
nota numa página interna:<br />
‘Eis um novo conjunto que<br />
promete fazer sucesso nas<br />
brincadeiras dançantes de<br />
nossos clubes’.<br />
Nascia ali o Condor Boys,<br />
grupo musical que agitou<br />
nossa cidade até 1968.<br />
Na bagagem, medalha de<br />
ouro em concurso no IEBA,<br />
aparições na tv e muita<br />
saudade. O fundador Márcio<br />
Balducci e um dos bateristas<br />
da banda, Beto Placco,<br />
contam esta romântica<br />
história.<br />
Pássaro de grande porte encontrado<br />
ao longo de toda a Cordilheira<br />
dos Andes e famoso por sua imponência<br />
alvinegra, o condor veio a ser,<br />
incidentalmente, o sobrenome de um<br />
grupo musical formado por amigos<br />
araraquarenses fãs de nomes como<br />
The Shadows, The Ventures, Incríveis,<br />
The Jordans, The Jet Blacks e também<br />
da Jovem Guarda: refiro-me a<br />
The Condor Boys.<br />
Estávamos em 1966. O embrião<br />
de todo o projeto transita por algumas<br />
ruas do bairro do São José, mais precisamente<br />
no perímetro que envolve<br />
a Avenida Sete de Setembro com a<br />
Djalma Dutra, Rua Voluntários da Pátria<br />
e Padre Duarte.<br />
Foi neste espaço que Moacir Begotti<br />
Malheiros (Moa) mostrou seu<br />
violão preto para o vizinho Luiz Alberto<br />
Fernandes (Beto), que também<br />
arriscava alguns acordes. À dupla,<br />
juntou-se Márcio Balducci, baixista.<br />
Formava-se assim a espinha dorsal<br />
AGRADECIMENTO<br />
A RCI agradece a todos que vêm<br />
colaborando no fornecimento de dados<br />
para o resgate desta série.<br />
que viria a sustentar a Condor Boys<br />
até seu desfecho, em 1968.<br />
Para completar o time, foi chamado<br />
José Tescari Neto para a bateria.<br />
Porém, os tambores sempre foram<br />
um problema para a banda, que<br />
também contou com Glenn Miller<br />
(homenagem do pai ao ilustre músico<br />
Glenn Miller), Paulo Rossi, Marcos<br />
Totó e Beto Placco. O guitarrista<br />
Plácido Zocco também fez parte da<br />
trupe, unindo-se a ela após o primeiro<br />
show, também em 1966. Beto Placco,<br />
único ativo na música após o fim<br />
da The Condor Boys, assim como Beto<br />
Fernandes, moram em Araraquara.<br />
Marcio Balducci reside em São José<br />
do Rio Preto.<br />
CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES<br />
|52
Moacir Begotti Malheiros vive<br />
(possivelmente) na Baixada Santista,<br />
mas sem comunicação há décadas.<br />
Paulo Rossi, Glenn Miller, Marcos Totó<br />
e Plácido Zocco já faleceram.<br />
“Logo que migramos para as guitarras,<br />
começamos a animar palcos e<br />
festas, sempre felizes em uma época<br />
bacana. Foram momentos de alegria,<br />
desafios, belas amizades e muitas<br />
saudades. Foi um sonho; uma realização;<br />
um hobby divertido e até rentável”,<br />
lembra Márcio Balducci, que<br />
deixou a música, após passagem pelo<br />
Spetro4, para se formar em administração,<br />
trabalhando como bancário,<br />
professor universitário, vindo a se<br />
aposentar na Eletrobras.<br />
VAMOS TOCAR<br />
Para a ‘felicidade dos vizinhos’, o<br />
Conjunto Condor Boys começou a ensaiar<br />
na casa do Márcio Balducci, que<br />
ficava na Rua Voluntários da Pátria,<br />
entre a Sete de Setembro e Djalma<br />
Dutra. Os meninos estavam ansiosos<br />
para a primeira apresentação, marcada<br />
para o dia 8 de janeiro de 1966:<br />
uma festa de 15 anos. A debutante<br />
era a namorada do guitarrista Moacir.<br />
A festa foi até notícia no jornal O<br />
Imparcial.<br />
“A primeira bateria que usamos foi<br />
comprada do ‘Oreia’ (Edson Geraldo<br />
Schiavinato - The Jungles). Até aí nada<br />
de mais. Difícil foi pagar por ela. Sorte<br />
Um show na<br />
‘Residência dos<br />
Poltronieri’ durante<br />
o aniversário de<br />
15 anos de Célia<br />
Maria marcou a<br />
estreia da Condor<br />
Boys, registrada<br />
na edição de<br />
08.01.1966 do<br />
Jornal O Imparcial<br />
Aniversário de 15 anos de Maria Tereza Van Dick (filha de Clóvis Van Dick – Capilé,<br />
treinador da Ferroviária no seu primeiro acesso à Divisão Especial em 1955). Da<br />
esquerda para direita: Beto; Márcio; Marinês Escada (amiga que depois veio a ser<br />
cantora do NC Som); Paulo Rossi e Plácido Zocco (dois últimos in memorian)<br />
dele que apareceu um ‘salvador da<br />
pátria’ (Dr. Osmar d’Azevedo Cruz)<br />
que nos emprestou dinheiro para<br />
quitar a dívida”, conta Balducci.<br />
Mesmo com as dificuldades<br />
estruturais e usando equipamentos e<br />
instrumentos emprestados pelos The<br />
Jungles e Marco Placco, a performance<br />
foi um sucesso. Com isso, a notícia<br />
foi correndo a cidade. Sim, a Condor<br />
Boys começava a ficar conhecida em<br />
Araraquara. Logo, os convites passaram<br />
a pipocar.<br />
A primeira brincadeira animada<br />
pelos Condor Boys foi no Clube dos<br />
Bancários. Emprestaram outro baterista,<br />
Glenn Miller, com bateria e tudo.<br />
Na volta, trouxeram os instrumentos<br />
na mão. Como o repertório era somente<br />
instrumental e restrito, tocavam<br />
todas as músicas por um longo<br />
tempo. Cada melodia durava de 7 a<br />
9 minutos. “Foi um martírio, mas o<br />
pessoal adorou o grupo. Pudera, tinha<br />
um monte de amigos presentes”,<br />
brinca Balducci.<br />
O show era recheado com tradicionais<br />
músicas de baile, versadas<br />
dos temas das big bands de Ray<br />
Connif, Bert Campfert e Billy Vaughn.<br />
Também havia composições do The<br />
Shadows; Ventures; Os Incríveis; The<br />
Jordans; The Rebbels; The Animals;<br />
The Jet Black, além de Roberto Carlos,<br />
Vips, Erasmo Carlos, Vanderléia<br />
e a turma da Jovem Guarda.<br />
“A Condor Boys era requisitada<br />
para festas familiares e eventos dançantes.<br />
Éramos jovens, bonitos, bem<br />
trajados e namorados de meninas<br />
das melhores escolas da cidade. O<br />
pior castigo para os conjuntos que<br />
animavam brincadeiras era, ao final<br />
da promoção, receber dos promotores<br />
a notícia de que não havia dado<br />
lucro”, conta.<br />
Beto Placco, que entrou no grupo<br />
após meses de sua fundação, nos<br />
conta que a Condor Boys tinha uma<br />
linha de trabalho bem definida, porém<br />
ele foi o responsável por um detalhe<br />
importante: as primeiras inserções de<br />
vocais em algumas canções.<br />
“O grupo era instrumental. Havia<br />
muitos conjuntos assim e começar<br />
a cantar seria um diferencial. Assim,<br />
53|
Da esquerda para direita: Márcio Balducci, Plácido Zocco, Marcos Totó, Beto Fernandes,<br />
Moacir Malheiros, João Evangelista Ferraz, Julio Rosemberg, Djalma (Cantor e Secretário<br />
de Rosemberg) e Osmar de Azevedo Cruz<br />
comecei a arriscar algumas músicas.<br />
Esse não era o foco principal, mas a<br />
Jovem Guarda com voz passou a integrar<br />
nosso repertório”, lembra.<br />
CRESCENDO<br />
Em 2 de julho 1966, vem a consagração<br />
do grupo diante dos araraquarenses:<br />
o 1º lugar no “I Festival<br />
de Musica Popular” do Instituto de<br />
Educação “Bento de Abreu” (IEBA).<br />
Com apresentação de Oswaldo Romio<br />
Zaniolo e Cinira Azevedo Vasconcelos,<br />
o evento tinha como jurados Profª Tereza<br />
Abritta (Professora de Música),<br />
Rubens Brunetti, Adilson João Tellaroli<br />
(radialistas), Antonio Carlos Rodrigues<br />
dos Santos (disk joquei) e José<br />
Luiz Carcél (radialista e jornalista).<br />
Também participaram The Jungles,<br />
Balanço 3, Os Intocáveis, The Snakes,<br />
Os Besouros e Bola Branca.<br />
O vencedor também faria uma<br />
ponta num programa jovem da Televisão<br />
Tupi Canal 4, gerado na cidade<br />
de São Paulo. E foi pra lá que a<br />
Condor Boys rumou. Mas tudo isso só<br />
foi possível mediante os esforços de<br />
Osmar de Azevedo Cruz (funcionário<br />
da Delegacia Regional do Imposto de<br />
Renda) e do jornalista João Evangelista<br />
Ferraz.<br />
Com isso, os araraquarenses<br />
conseguiram espaço no programa<br />
do renomado apresentador Julio Rosemberg.<br />
A apresentação ocorreu em<br />
24 de julho de 1966. A viagem Araraquara<br />
- São Paulo foi feita em veículo<br />
DKV de propriedade de Osmar, que<br />
transportou parte dos instrumentos e<br />
dois componentes. Os demais foram<br />
de ônibus, levando partes da bateria.<br />
Logo pela manhã, estavam todos<br />
uniformizados, à frente da TV Tupi.<br />
Outros conjuntos foram chegando,<br />
com seus instrumentos e algumas<br />
novidades, ainda não vistas no interior.<br />
Chamado por Julio Rosemberg,<br />
os Condor Boys atacaram de “My Blue<br />
Heaven”, um rock instrumental que<br />
tinha a segunda parte em ritmo acelerado<br />
e contagiante.<br />
Uma equipe do cine jornal “O Mundo<br />
em Notícias” registrou o programa,<br />
fazendo cenas gerais e tomadas de<br />
foco com os garotos em ação.<br />
|54<br />
Programa do<br />
apresentador<br />
Julio Rosemberg<br />
transmitido em<br />
24.07.1966 na TV<br />
Tupi; ele abriu as<br />
portas da TV para<br />
que os conjuntos<br />
do interior se<br />
apresentassem.<br />
The Condor Boys<br />
foi levado pelo<br />
jornalista João<br />
Evangelista Ferraz,<br />
que atuava<br />
n’O Imparcial.
frequência, os grupos de Araraquara<br />
atendiam a promoções beneficentes.<br />
A Condor Boys proporcionou, em<br />
23 de agosto de 1966, no Cine Odeon<br />
(depois Veneza), uma noite ao lado<br />
de nomes da cidade e região em um<br />
show beneficente ao Lar “Nosso Ninho<br />
Terezinha Maria Auxiliadora”.<br />
Balducci conta que “Não só a Condor<br />
Boys, como outros grupos, não negavam,<br />
também, apresentações para<br />
os internos do Hospital Nestor Goulart<br />
Reis, que cuidava de portadores de<br />
doenças do aparelho respiratório”.<br />
Participação no programa Club Papai Noel, da esquerda para direita: Totó<br />
(com conjuntivite); Moacir; Beto; Plácido e Márcio Balducci<br />
NOVA REALIDADE<br />
As imagens foram incluídas numa<br />
edição do jornal cinematográfico, que<br />
correu os cinemas do País.<br />
“Foi um sucesso e uma aprendizagem<br />
para todos. Os grupos da capital<br />
estavam à frente em equipamentos,<br />
instrumentos e principalmente técnicas<br />
de execução. Não éramos os mais<br />
simples, mas, honrosamente, estávamos<br />
em um nível intermediário”,<br />
analisa Márcio Balducci.<br />
Após a realização do Programa Julio<br />
Rosemberg, enquanto guardavam<br />
os instrumentos e trocavam algumas<br />
palavras com integrantes de outros<br />
grupos, os araraquarenses foram interrompidos<br />
para que remontassem<br />
tudo e ficassem preparados, pois<br />
iriam participar, em seguida, do Club<br />
Papai Noel, gerado pela TV Cultura<br />
(Canal 2) e apresentado pelo então<br />
deputado Homero Silva.<br />
“Foi uma ótima exibição, muito<br />
mais solta. Alguns grupos ficaram<br />
assistindo ao programa da TV Cultura<br />
e, ao final, vieram falar conosco com<br />
palavras de incentivos, perguntando<br />
origem, tempo de formação, etc. Tivemos<br />
a oportunidade. E aproveitamos”,<br />
relata Balducci.<br />
Outro marco na história do grupo<br />
ocorreu em abril de 1967, em Marília.<br />
Lá, a Condor Boys ficou em 3º lugar<br />
no 1º Festival do Yé..Yé...Yé. Um detalhe<br />
a se lembrar é que, com certa<br />
Para os componentes, a banda<br />
era um hobby, uma diversão sadia e<br />
fonte de sucesso com as meninas.<br />
Animaram muitos aniversários, tiveram<br />
um público cativo e eram presença<br />
constante nas brincadeiras dançantes<br />
promovidas por comissões de<br />
formatura, normalmente dos cursos<br />
nível ginasial e médio.<br />
Porém, no início de 1968, os mú-<br />
Pelo terceiro lugar no festival de Marília, a Condor Boys ganhou como prêmios uma<br />
medalha de melhor vocal para Beto Placco e uma guitarra para a banda<br />
55|
sicos chegaram a conclusão que os<br />
objetivos pessoais estavam em desarmonia.<br />
Assim, Beto Fernandes e Márcio<br />
Balducci abandonaram os sons e<br />
dedicaram-se a outras áreas. Beto<br />
Placco direcionou energias para uma<br />
formação com estilo mais moderno e<br />
execuções vocais, tendência da época.<br />
“As músicas cantadas tornavam<br />
as reuniões mais animadas. Para<br />
atender as mudanças seria necessário<br />
investir em equipamentos e recursos.<br />
A maioria do conjunto tinha como<br />
objetivo a formação educacional em<br />
nível superior e a profissionalização<br />
fora da arte. E assim foi feito”, relata<br />
Balducci.<br />
Um dos últimos bailes que foi animado<br />
pelo Condor Boys foi na cidade<br />
de Guarapiranga. O transporte dos<br />
instrumentos foi feito em dois ‘Fordinhos<br />
29’, ambos sem capotas. Então,<br />
na ida, tudo bem, tinha até sol.<br />
Mas na volta, a madrugada não<br />
poupou todos de uma bela neblina<br />
acompanhada de um vento frio e<br />
muita poeira. Gripe geral. E o condor<br />
sumiu no horizonte, deixando muitas<br />
saudades.<br />
Em sentido horário, os membros<br />
vivos da Condor Boys: Márcio<br />
Balducci, aposentado e hoje<br />
residente em São José do Rio<br />
Preto; Luiz Alberto Fernandes (Beto<br />
Fernandes) que, ao lado da esposa<br />
Silvia Orselli, mora em Araraquara;<br />
Beto Placco (José Roberto Placco<br />
Rodriguez), hoje baterista da Beatles<br />
Again, também vive na cidade,<br />
sendo presidente do Sindicato dos<br />
Corretores de Seguros no Estado de<br />
São Paulo - Regional Araraquara.<br />
|56
SOLENIDADE<br />
Sabsa empossa seu novo<br />
Conselho Deliberativo<br />
A cada dois anos abrem-se as oportunidades para novos<br />
associados; José Roberto Conde é o novo presidente.<br />
PLANTANDO A SEMENTE<br />
O que pensam<br />
essas crianças<br />
Espaço destinado para que as<br />
crianças mostrem como terá que<br />
ser o futuro da nossa cidade. Os<br />
desenhos devem ser enviados para<br />
Rua Tupi, 245 - CEP 14801-307.<br />
No passado o brilhante trabalho iniciado por José Carlos Porsani e hoje, muito bem<br />
estruturada com a participação de nomes importantes do bairro, a SABSA é um exemplo<br />
A Sociedade Amigos do Bairro de<br />
Santa Angelina (Sabsa), em Assembleia<br />
Geral Extraordinária Festiva da<br />
SABSA, lotou seu salão de eventos<br />
em 23/02 para cumprir três objetivos.<br />
Um deles foi homenagear os melhores<br />
alunos das escolas públicas<br />
instaladas no bairro.<br />
O outro de prestar homenagens<br />
especiais a personagens que contribuem<br />
para a qualidade de vida do<br />
bairro, ou ainda, são destaques na<br />
sociedade; e, finalmente dar posse ao<br />
Conselho Deliberativo, para o biênio<br />
2018/2019.<br />
A assembleia foi aberta pelo presidente<br />
da diretoria executiva Antonio<br />
Roberto Borduchi, participando<br />
da mesa João Luís Bernal, secretário<br />
municipal de Obras, o vice-prefeito<br />
Damiano Barbiero Neto, Muriane Cirlene<br />
de Assis (Secretaria de Educação)<br />
e o vereador José Carlos Porsani,<br />
representando a Câmara Municipal.<br />
Porsani é ex-presidente da Sabsa e<br />
por 12 vezes foi presidente da sociedade<br />
que é um orgulho para a nossa<br />
coletividade.<br />
A cada dois anos, segundo os<br />
estatutos da SABSA, abrem-se as<br />
oportunidades para que novos as-<br />
sociados venham fazer parte do<br />
Conselho Deliberativo da entidade.<br />
José Roberto Conde foi eleito presidente<br />
e figurando como novos integrantes<br />
do Conselho Deliberativo<br />
foram empossados: vice-presidente<br />
Gerson Guido Mattioli e secretário<br />
Adilson Cesar Porsani.<br />
Os demais membros são: Alisson<br />
Alves da Silva, Antônio de Aquino Figueiredo,<br />
Antonio Adão Correa, Benedito<br />
Otávio dos Santos, Carlos Alberto<br />
Stamberg, Ezaú Cesar Barbugli, Fabrício<br />
Aparecido Soarde, José Alciro<br />
Siqueira Macacari, José Antônio Rodrigues<br />
Novoa, José Carlos de Paula,<br />
José Roberto Capella, Luiz Antonio<br />
Costa. Milton Sergio Alves Pereira,<br />
Moacir Tadeu de Melo Soares, Osvaldo<br />
Tucci Neto, Roberto Mieli e Walter<br />
Minotti.<br />
Público presente na SABSA<br />
Para o menino Pietro, 6 anos,<br />
Araraquara tem que possuir<br />
muitos pássaros, ser uma cidade<br />
limpa e crianças com liberdade<br />
para brincar.<br />
Aos 7 anos, Caio, imagina<br />
uma cidade com fábricas,<br />
porém, sem poluição.<br />
* Da redação:<br />
Os alunos frequentam o Lar Escola<br />
Redenção em Araraquara<br />
57|
“1974. Estou em Jaú, pronto para um novo desafio nas pistas” (Benê)<br />
VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS<br />
Adolpho Segnini, ícone da história<br />
do motociclismo em Araraquara<br />
Em uma série de crônicas escritas com exclusividade para a<br />
RCI, o piloto Benedito Salvador Carlos narra as lembranças<br />
trazidas das pistas e os tempos de adolescência que<br />
pautavam os jovens companheiros dos fins de tarde.<br />
Texto: Benedito<br />
Salvador Carlos,<br />
o Benê, com a<br />
colaboração de<br />
Pedro Scabello<br />
Chevrolet, paralela à igreja do Carmo<br />
e aguardei o ônibus que ali fazia<br />
ponto para a cidade de Jaú, empresa<br />
Jauense, que em outras oportunidades<br />
me levara até Boa Esperança<br />
A desculpa que me foi dada era de<br />
que era muito pequeno, muito novo<br />
e não poderia ir no caminhão com a<br />
“Troop”. Fiquei desolado, triste, mas<br />
desistir não estava nos meus planos.<br />
Na semana que antecedeu a corrida<br />
em Jaú, acompanhado de minha Caloi<br />
“Fiorentina” visitei todas as oficinas.<br />
No sábado à tarde, na oficina<br />
do “Nego” (Adolpho Tedeschi Neto),<br />
fiquei maravilhado em ver Celso<br />
(Baiano Faito) Martinez experimentar<br />
no entorno do modesto barracão sua<br />
Italjet, cinza e preta. Aquele mundo<br />
girava nos quarteirões que circundavam<br />
a Rua 6 com a Avenida 44.<br />
De outro lado, no Moto Veslam,<br />
eu sentia o mesmo clima, adorava<br />
ouvir as conversas entre todos eles.<br />
Waldemar Zago e Manolo (Emanoel<br />
Toledo de Lima), não descansavam,<br />
almoçavam e jantavam preparativos<br />
para a lambreta 88, um verdadeiro<br />
foguete; tinha uma preparação mais<br />
do que especial, seu motor, alcançava<br />
rotações dignas de uma motocicleta<br />
japonesa de competição. Naquele lugar<br />
(Rua Gonçalves Dias com Avenida<br />
Mauá), Nei Elias, Edimur, Neco, Manolo<br />
Segura, Ivo e Toninho das Dornas,<br />
marcavam ponto.<br />
Não teve jeito, o caminhão não<br />
me levou, no domingo cedo, desesperado,<br />
fui até defronte a agência<br />
Celso (Baiano Faito) Martinez em largada<br />
na corrida em Jaú em 1972<br />
|58
O circuito de rua era um teste na carreira de qualquer piloto: e lá estava eu...<br />
do Sul, o lugar mais longe que eu já<br />
havia ido. Da mesma maneira, o motorista<br />
não permitiria meu embarque<br />
sozinho, quando como que, caído do<br />
céu, chegou todo atrapalhado, cabelo<br />
despenteado e óculos escuros protegendo<br />
uma longa noite, Adolphinho.<br />
Ele não me conhecia, do contrário,<br />
eu sabia tudo dele, que era corajoso,<br />
destemido, que abusava da sorte<br />
que o destino sempre o presenteara.<br />
Corria a lenda que não tinha medo de<br />
nada e isso me encantava.<br />
O SALVADOR DA PÁTRIA<br />
Certa oportunidade, eu pronto<br />
para atravessar a Rua 7 com a Avenida<br />
7, na calçada da casa Biancardi,<br />
ouvi atento o tilintar de uma motocicleta<br />
que vinha a toda, fixei meus<br />
olhos e assisti um espetáculo inesquecível.<br />
Inacreditavelmente, depois<br />
de uma redução firme, a motocicleta,<br />
sob seu comando, foi deslizando ao<br />
encontro da sarjeta. Ele controlou<br />
toda a situação e altaneiro subiu a<br />
Rua Itália como um pocesso. Não tive<br />
dúvidas, o abordei e pedi para que<br />
ele fosse meu guardião e pedido feito,<br />
pedido aceito na hora. Eu nem acreditava,<br />
me beliscava, mas a verdade<br />
é que eu estava indo para a corrida.<br />
Uma hora depois, já estávamos no<br />
meio da turma. Na cinquentinha, o<br />
meu presságio se tornou realidade<br />
e, “Baiano Faito” venceu de ponta a<br />
ponta a prova, me senti recompensado<br />
e representado, afinal de contas,<br />
o “muleque” vitorioso tinha apenas<br />
2 ou 3 anos de idade mais que eu, e<br />
posso dizer, não éramos amigos, mas<br />
ele já sabia da minha existência. Naquele<br />
dia, sua inscrição só foi possível<br />
porque correu com o nome emprestado<br />
de Waltinho Logatti (Peppone).<br />
Noutra oportunidade, três anos<br />
depois, fui eu quem se serviu do expediente<br />
do “empresta nome”. Mesmo<br />
com a experiência e o prestígio<br />
de já estar pilotando no autódromo<br />
de Interlagos, com uma Centauro, um<br />
Paulista e um Brasileiro “nas costas”,<br />
não me foi permitido a inscrição.<br />
OUTRA VEZ ELE<br />
De novo, lá estava Adolpho na minha<br />
vida e sem o menor temor deu<br />
seu nome à inscrição, para que eu<br />
participasse. A estratégia foi, empunhado<br />
de macacão e capacete, fiquei<br />
numa curva distante um quilômetro<br />
da largada, cuja meia volta de apresentação<br />
o mesmo fez em meu lugar.<br />
Ato contínuo devolveu-me a Yamaha<br />
FS1 para a largada. Desci no meio<br />
do pelotão formado entre outros, por<br />
José da Penha Moreira e Olympio Bernardes<br />
Ferreira Neto, dando a almejada<br />
participação. Larguei muito bem,<br />
acompanhei os ponteiros até o ponto<br />
que a minha inexperiência falou mais<br />
alto e, no afã da liderança, deslumbrado<br />
com a expectativa de<br />
chegar ao primeiro lugar rapidamente,<br />
deslizei no asfalto<br />
indo de encontro ao solo, deixando<br />
meu carburador, que<br />
era lateral, desmembrado<br />
do motor, pondo fim precocemente<br />
ao meu sonho do triunfo.<br />
Não sei porque, mesmo<br />
não tendo terminado a prova,<br />
recebi no dia uma medalha de<br />
honra ao mérito, prêmio que<br />
para a entrega, era anunciado em<br />
nome do “inscrito”, Adolpho Segnini<br />
Neto. Ele, debochado como sempre,<br />
gritava em alto e bom som: “Vá lá<br />
Muleque! e pegue seu prêmio” – eu,<br />
todo “borrado” não queria ir de medo,<br />
pois fazia parte do staff da entrega,<br />
o delegado que, na inscrição conferia<br />
as carteiras de habilitação dos participantes,<br />
e ele, insistentemente, talvez<br />
já acalorado: “Manda todo mundo à<br />
pqp... o mérito é seu!”. Subi no pódio<br />
adaptado em um caminhão e recebi<br />
a medalha que trago guardada a sete<br />
chaves na minha estante e em meu<br />
coração.<br />
Celso (Baiano Faito) Martinez em chegada<br />
triunfal, abraçado por seu pai e ao fundo<br />
Antonio Carlos Selvino.<br />
59|
NOVIDADE<br />
Fiat Cronos: novo tempo<br />
para os sedãs no Brasil<br />
Sofisticação, modernidade e design de caráter esportivo e<br />
personalidade própria sem abrir mão de amplo espaço.<br />
Cronos, grande aposta da Fiat para o mercado em 2018<br />
Arrojado, moderno, lindo, espaçoso,<br />
refinado e inovador. Estas foram<br />
algumas das expressões utilizadas<br />
para definir o novo Fiat Cronos pelas<br />
primeiras pessoas que conheceram o<br />
modelo de perto durante as clínicas<br />
com compradores de sedãs compactos,<br />
realizada recentemente pela Fiat<br />
Chrysler Automobiles (FCA).<br />
Esses adjetivos foram concedidos<br />
ao Fiat Cronos com justiça. A começar<br />
pelo design de linhas dinâmicas que<br />
percorrem e unificam todos elementos<br />
da carroceria. A dianteira se destaca<br />
por traços fortes, com aspecto<br />
musculoso, e capô alongado, estilo<br />
típico de modelos esportivos. Essa característica<br />
é reforçada pelos faróis,<br />
que invadem as laterais com uma<br />
assinatura em LED e é complementada<br />
pela grade com elemento central<br />
cromado, que também demonstra o<br />
refinamento do sedã.<br />
As laterais revelam uma superfície<br />
vigorosa que se conecta harmonicamente<br />
à traseira alta e ampla, com<br />
lanternas em LED com desenho angulado<br />
e sedutor. A tampa abriga um<br />
dos maiores porta-malas da categoria,<br />
com 525 litros de capacidade.<br />
O design do Fiat Cronos é envolvente,<br />
estimulante, moderno e cheio<br />
de personalidade. O Cronos traduz<br />
um novo tempo para o desenho dos<br />
sedãs no mercado brasileiro. O estilo<br />
arrojado aliado à sofisticação se reflete<br />
no interior, com muito espaço e<br />
modernidade.<br />
O olhar é atraído para o sistema<br />
multimídia Uconnect Touch de 7 polegadas,<br />
em estilo flutuante como<br />
um tablet. O equipamento pode ser<br />
controlado a partir do volante multifuncional.<br />
No quesito segurança o Fiat<br />
Cronos traz um novo tempo para o<br />
segmento. O moderno sedã da Fiat<br />
oferece air bags laterais, ESC (controle<br />
eletrônico de estabilidade), TC<br />
(controle de tração), HH (Hill Holder)<br />
e sistema ISOFIX de fixação para cadeirinhas<br />
infantis.<br />
|60
NOVIDADE<br />
‘Milena poderia sair de um lugar<br />
comum’, diz pesquisadora local<br />
Para Valquíria Tenório, personagem negra da Turma da<br />
Mônica poderia ter avançado o ‘historicamente óbvio’:<br />
a criação em uma família de músicos e de jogadores de<br />
futebol.<br />
Milena faz parte da família Sustenido<br />
Via redes sociais, o cartunista<br />
Maurício de Sousa anunciou uma<br />
grande novidade para 2018: nos primeiros<br />
meses deste ano, a Turma da<br />
Mônica terá a primeira personagem<br />
negra em suas revistas de quadrinhos:<br />
Milena Sustenido viverá aventuras<br />
ao lado dos pais e irmãos sempre<br />
em um ambiente ligado à música e<br />
futebol.<br />
Na avaliação de Valquíria Tenório,<br />
membro do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros<br />
e Indígenas (NEABI), professora<br />
do Instituto Federal de Educação,<br />
Ciência e Tecnologia de São<br />
ciedade brasileira por outras lentes”,<br />
analisa.<br />
Porém, um detalhe chamou, negativamente,<br />
a atenção da pesquisadora<br />
e professora. Para ela, não há<br />
uma ruptura em relação ao esperado<br />
para o negro na sociedade brasileira,<br />
isto é, a família Sustenido reitera um<br />
lugar historicamente definido: música<br />
e futebol.<br />
“Não é um lugar ruim, afinal temos<br />
grandes nomes em ambas as áreas.<br />
Deixo destacado que não é isso que<br />
estou dizendo. Porém, Maurício de<br />
Sousa poderia ter ido mais longe nos<br />
lhantes, aparecendo na mídia constantemente.<br />
Ela também ressalta o<br />
trabalho do Prof. Me. Carlos Machado<br />
“Gênios da Humanidade: ciência,<br />
tecnologia e inovação africana e afrodescendente”,<br />
lançado em 2017 e já<br />
esgotado.<br />
“Muitos são os exemplos. Será<br />
que o editor ou sua equipe conhecem<br />
esses dados? Se sim, por que não se<br />
arriscaram em criar uma personagem<br />
com um perfil diferente? Por que bater<br />
na velha fórmula da música e do<br />
futebol? Foi algo pensado, intencional<br />
ou seria mais um exemplo de como<br />
a nossa sociedade se construiu com<br />
definições bem evidentes dos papéis<br />
de brancos e negros?”, pergunta.<br />
Defendendo sempre novas fórmulas<br />
e quebra de paradigmas, Valquiria<br />
Tenório aguarda as histórias a serem<br />
escritas com certa ansiedade. “Quem<br />
sabe elas possam suprir (ao menos<br />
um pouco) a falta de representatividade<br />
negra tão escancarada em uma<br />
rápida passagem por uma banca de<br />
jornal brasileira”, finaliza.<br />
Maurício de Souza ao lado da personagem durante o evento ‘Donas da Rua’<br />
Paulo (IFSP – Matão), e doutora em<br />
Sociologia pela UFSCar, uma reflexão<br />
positiva sobre essa ação vai ao encontro<br />
de três pilares: a socialização,<br />
identidade e representatividade.<br />
“É provável que os ecos e reivindicações<br />
dos movimentos negros e<br />
feministas, que discutem, tencionam<br />
essas questões, tenham chegado<br />
aos ouvidos do editor. Ou pode ser<br />
um amadurecimento do marketing da<br />
empresa, que passou a observar a so-<br />
tempos atuais, trazendo uma Milena<br />
em uma família negra na ciência, por<br />
exemplo?”, questiona.<br />
HOMENAGENS<br />
Para contextualizar sua linha de<br />
pensamento, Valquíria lembra a história<br />
da Profa. Dra. Joana Félix, uma<br />
mulher negra cientista da área da<br />
Química que tem feito trabalhos bri-<br />
A professora doutora Valquíria Tenório<br />
61|
VIP<br />
VIDA SOCIAL por Maribel Santos<br />
Dia Internacional da Mulher<br />
Olá querido leitor! O ano caminha a passos largos e é preciso ter<br />
consciência que a vida passa com tamanha rapidez, que perdemos<br />
muito do que poderia ser nosso. O mês de março nos traz uma data<br />
especial. O Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de<br />
março. A ideia de criar a comemoração surgiu no final do século XIX<br />
e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, por melhores<br />
condições de vida e trabalho e pelo direito de voto. Desejo que todas<br />
as mulheres sejam respeitadas, valorizadas, amadas em sua plenitude<br />
independente de sua cor, raça ou credo. E que a data não seja lembrada<br />
apenas uma vez ao ano. Deixo o meu abraço carinhoso a todas<br />
as mulheres que diariamente lutam por seus direitos!<br />
O presidente do Clube Araraquarense,<br />
João Rossi, com Tatiana Oliveira, rainha<br />
da bateria do bloco Apesar de Você<br />
Clube Araraquarense<br />
Fotos: Marcela Campos<br />
Janaína Zanin e<br />
Matheus Mascia<br />
Daniela Maria Piovan Caratti<br />
Fernando Speranza<br />
e Silvana Maria<br />
Traete Speranza<br />
Vera Lucia Zenatti<br />
|62
Personalidade Vip<br />
com Patrícia Bueno Nigro<br />
Ela é sinônimo<br />
de determinação,<br />
comprometimento,<br />
seriedade e<br />
profissionalismo.<br />
Culta, inteligente,<br />
linda é uma<br />
doçura de pessoa.<br />
Casada, mãe, a<br />
araraquarense<br />
Patrícia Bueno<br />
Nigro é advogada,<br />
empresária<br />
franqueada da<br />
empresa Vinho &<br />
Ponto e qualificada<br />
mundialmente pela<br />
escola inglesa Wine<br />
& Spirit Education<br />
Trust (WSET) como<br />
especialista em<br />
destilados, vinhos e espirituosos.<br />
Desde a infância sempre foi<br />
habituada a ver sua família,<br />
de descendência luso-italiana<br />
consumir vinhos. Recorda como<br />
ficava encantada com as garrafas<br />
de vinhos do Porto do seu bisavô<br />
português, observava os rótulos<br />
e imaginava quando estaria na<br />
idade de poder provar um deles,<br />
na época ela tinha a idade de sua<br />
filha Marcela, nove anos. Quando<br />
completou dezoito anos sua festa de<br />
aniversário foi “regada por vinhos”.<br />
Apreciava com muito entusiasmo a<br />
bebida e resolveu estudar sobre o<br />
assunto. Procurou uma escola que<br />
oferecesse uma formação completa<br />
e nunca parou de estudar. Foi<br />
aprovada em dois níveis pela escola<br />
inglesa WSET, reconhecida em mais<br />
de 60 países. Hoje é especialista,<br />
reconhecida mundialmente, em<br />
destilados, vinhos, espumantes<br />
e champanhes. Vale ressaltar,<br />
que todos os seus exames são<br />
corrigidos na Inglaterra e agora<br />
se prepara para o nível 3. Pratica<br />
horas de estudo e muita dedicação<br />
para atingir mais um grau de<br />
conhecimento. O nível mais difícil.<br />
Também é fundadora do “Wine<br />
Influencers”, grupo internacional de<br />
influenciadores digitais especialistas<br />
em vinhos e que divulgam sua<br />
cultura ao mundo por meio de redes<br />
sociais. Além de dar consultorias<br />
e realizar eventos, trouxe para<br />
Araraquara as famosas confrarias,<br />
chegando ao número de 50<br />
pessoas. Com o passar do tempo,<br />
Patrícia resolveu transformar o que<br />
era um hobby, em uma segunda<br />
profissão. Seu sonho é democratizar<br />
o vinho. “Quero levar minha grande<br />
paixão ao alcance de todos! Vinho<br />
purifica a alma e abre portas<br />
para a felicidade, diz Patrícia com<br />
entusiasmo e os olhos brilhando<br />
de alegria”. Por esse motivo<br />
resolveu trazer para Araraquara a<br />
Vinho & Ponto, loja, importadora<br />
e distribuidora de vinhos para<br />
Araraquara e Ribeirão Preto.<br />
A franquia conta com mais de 300<br />
rótulos do mundo todo e exclusivos.<br />
No local também funcionará um<br />
Wine Bar onde serão servidos<br />
vinhos, espumantes, champanhes e<br />
petiscos, e serão organizados vários<br />
eventos, incluindo cursos, confrarias<br />
e degustações exclusivas.<br />
O horário de atendimento será:<br />
De segunda a quarta das 10h às<br />
19h e de quinta a sábado das<br />
10h às 22h. Vinho & Ponto será<br />
inaugurada no próximo dia 5 de<br />
abril. Aguardem!<br />
63|
Vinho & Ponto em Ribeirão Preto<br />
Patrícia Nigro<br />
com a equipe<br />
maravilhosa<br />
da Maison<br />
Carmen Steffens do<br />
Shopping Iguatemi.<br />
Parceria de sucesso!<br />
Ana Araujo e Rochelle Michielin<br />
Monizinha Salles,<br />
Mag Kurmann e<br />
Wesley Baccalini<br />
Comemoração<br />
Nelson Barbante e Renata Aboud Barbugli<br />
Ulisses Brilhante comemorou seu aniversário e recebeu o carinho<br />
especial dos seus filhos Fernanda e Gustavo e de sua esposa<br />
Ariane Brilhante. Festa Linda!<br />
Thiago Torres e Fernanda Fulone Torres<br />
|64
VIPS<br />
EM DESTAQUE<br />
CarnArmazém 2018<br />
Adriana Pinheiro e<br />
Leandro Guidolin<br />
Fernando Fávero<br />
Janaina Spreafico e Roberto Henrique Barbeiro<br />
Silvio José Segnini<br />
e Maria Fernanda<br />
Canato<br />
Érica<br />
Mariano<br />
João Pedro<br />
Rodrigues e<br />
Georgia Mascioli<br />
Haddad<br />
65|
Fotos: Henrique Santos e Bruna Moreschi<br />
Carnaval<br />
CLUBE NÁUTICO<br />
Sucesso total: o Carnaval Náutico 2018<br />
reuniu foliões de todas as idades para a<br />
grande diversão!<br />
O Molejo abriu o Carnaval do Náutico com muita animação<br />
Renato Brizolari e Elizangela com a filha Letícia<br />
|66<br />
Renato Sarti Magnani, presidente do Clube Náutico, dando<br />
as boas-vindas ao grupo Sambô, que agitou o domingo de<br />
carnaval do clube
Carnaval<br />
CLUBE NÁUTICO<br />
Fotos: Henrique Santos e Bruna Moreschi<br />
Cristina Deliza, Agnaldo Souza, Segundo Ungari Neto,<br />
Valmir Gatti e Dani Silotto<br />
Claudia e João Leal<br />
Márcia e Celso Alboy; Eginaldo Lamante e Silvia<br />
O Terra Samba fechou a folia nauticana<br />
com chave de ouro!<br />
Jaques Nascimento e Paola com os filhos<br />
Théo e Eduarda<br />
Rafael Lombardi<br />
e Fernanda<br />
67|
VITRINE<br />
JOÃO CARLOS<br />
Jornalistas José<br />
Carlos Magdalena<br />
e Ivan Roberto<br />
Peroni, em<br />
homenagem a<br />
eles prestada no<br />
salão de festas do<br />
Residencial Volpi<br />
pela Associação<br />
Araraquarense de<br />
Letras<br />
Rose, uma das mais badaladas<br />
cabelereiras da cidade num dos<br />
dias de visita à Marquês de Sapucaí,<br />
não se furtou a uma foto com as<br />
atrizes Bella Piero (Laura) e Juliana<br />
Caldas (Estela), da novela da Globo<br />
- O Outro Lado do Paraíso<br />
Regina Metidieri está de<br />
volta à sua terra natal<br />
Francisco Colturato (Fran), proprietário do<br />
tradicional Bar do Zinho, está sorrindo a toa: ele<br />
vendeu uma cartela do Hiper Saúde Ribeirão e<br />
houve até barulho no anúncio do prêmio<br />
ANIVERSÁRIOS<br />
Março|2018<br />
A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes<br />
DATA NOME<br />
EMPRESA<br />
DATA NOME<br />
EMPRESA<br />
01/03<br />
06/03<br />
09/03<br />
10/03<br />
11/03<br />
12/03<br />
13/03<br />
15/03<br />
16/03<br />
17/03<br />
17/03<br />
17/03<br />
17/03<br />
17/03<br />
18/03<br />
Monica Abed Zaher<br />
André Alcazan Parizi<br />
Willian Julianetti<br />
Beatriz Leognano M. Silva<br />
Roberta Biasotti de Moura<br />
Marco Antonio Dall´Acqua<br />
Tereza Zingarelli<br />
Beatriz Perico<br />
Sandra Elizabeth Barea<br />
Denise A. Simoes Mathias<br />
José Luiz Alves Pinto<br />
Michele Costa Melhado<br />
Paulo Henrique Senhorini<br />
Tatiana Goes Marqueti<br />
José Devanil Carrascossi<br />
Colégio Objetivo<br />
Alcatec<br />
Espuflex<br />
Rádio Elétrica Geral<br />
Minas Queijos<br />
Irmãos Dall’Acqua<br />
Carmo Calçados e Conf.<br />
Papel Arte<br />
Cavian Kids<br />
HL 1089<br />
Vilacopos<br />
Passarinho Hortifruti<br />
Paulifer<br />
Habitus Academia<br />
Chefor<br />
21/03<br />
22/03<br />
23/03<br />
25/03<br />
25/03<br />
26/03<br />
26/03<br />
26/03<br />
26/03<br />
26/03<br />
26/03<br />
27/03<br />
31/03<br />
31/03<br />
Jeferson Pires Colombo<br />
Vanessa Cristina Pedro<br />
Vera Peron Aranha<br />
Marivalda R. Alvarenga<br />
Maurício Zanella Braga<br />
Adilson Ferreira dos Santos<br />
Elaine Cristina Mariani<br />
Francisco Rossi Filho<br />
Luis Eduardo Carrascossi<br />
Marcos Vinícius S. Venezian<br />
Walter Domingos de Prince<br />
Ana Carolina Zenatti<br />
José Araujo Sobrinho<br />
Olien Moreno<br />
J F Calçados<br />
Multy Dental<br />
Só Criança<br />
Intershop<br />
Química Santa Rita<br />
Óticas Fabrilen<br />
Consultório Drª. Elaine Mariani<br />
Francine Jóias<br />
Chefor<br />
Footlook<br />
Princar<br />
Carol Affonso<br />
Ótica Global<br />
Frio & Cia<br />
|68
Equipe de vendas da Honda Santa Emília - Waldemar,<br />
Pedro, Josi, Débora, Beto e Márcio<br />
Elizabeth, Jorge Luiz, Luana e Lyse e Silva felizes com a compra<br />
feita na concessionária Honda, em Araraquara<br />
Empresário Celso Haddad que hoje assina HDZ,<br />
voltada para consultoria empresarial e imobiliária,<br />
aproveitou fevereiro para circular com a esposa<br />
Rosangela Peccinini pelo Restaurante Casa Cruz,<br />
Palermo Soho, cidade próxima de Buenos Aires<br />
Após a merecida<br />
aposentadoria<br />
na Nestlé local<br />
onde chefiava o<br />
setor de Recursos<br />
Humanos, Chico<br />
Specian tem<br />
aproveitado e<br />
muito bem a vida<br />
Com Cristiano Camargo (Cofrinho) à frente, o<br />
Bloco Cordão da Luz Divina empolgou em 2018<br />
Luiz Alberto<br />
Cocenza<br />
e Néia<br />
mergulharam<br />
nas praias<br />
serenas das<br />
Alagoas<br />
Encontro de amigos no apreciado<br />
café Estação Ipê, bem no coração<br />
da cidade. Desta vez, Péricles<br />
Medina Júnior, o “Pecão”, recebeu<br />
os empresários Roberto Abud e<br />
Carlinhos Segura que também brilha<br />
como comentarista dos Campeões<br />
da Bola da Rádio Cultura<br />
69|
Luís Carlos<br />
BEDRAN<br />
Sociólogo e cronista da Revista Comércio,<br />
Indústria e Agronegócio de Araraquara<br />
A Revolução dos Bichos<br />
Outro dia acordei tão confuso<br />
(mais ainda do que de costume), que<br />
até hoje não consegui recuperar-me<br />
por completo e por isso, antes que<br />
me esqueça de tudo, tento registrar o<br />
estranho sonho que tive. Mas, na verdade,<br />
a confusão foi tanta e tamanha,<br />
que nem mesmo sei se ainda continuo<br />
sonhando, ou como se diz por aí, se já<br />
caí na real.<br />
Não sei se foi influência de uma<br />
ressaca pós-carnavalesca, ou da complicada<br />
e atual conjuntura política tupiniquim,<br />
mas tenho (quase) certeza<br />
que não bebi demais, nem foi consequência<br />
de algum tombo que tivesse<br />
me afetado os sentidos. Talvez então<br />
agora seja caso de consultar um<br />
psiquiatra. Mas aí já seria um risco<br />
muito maior, de ele procurar me orientar<br />
tanto, de ir às profundezas do meu<br />
ego, do meu id e do meu superego, de<br />
tentar levantar vidas passadas, que aí<br />
então, em definitivo, perderia o norte<br />
completamente. Desisti.<br />
Não foi por influência livresca, nem<br />
das “Fábulas” de La Fontaine, nem de<br />
“A Revolução dos Bichos”, de George<br />
Orwell (do qual copiei o título desta<br />
crônica), nem mesmo de Ionesco, o<br />
autor de “O Rinoceronte”, pois de<br />
teatro do absurdo sou completamente<br />
jejuno.<br />
A verdade é que comecei a perceber<br />
e a olhar as pessoas sob outro<br />
prisma, quiçá deturpado, tal como<br />
num filme tcheco que assisti há muitos<br />
anos, em que os personagens, usando<br />
óculos especiais, descobriam a<br />
verdadeira personalidade e o caráter<br />
das pessoas, que mudavam de cor<br />
conforme a ocasião. Os mentirosos,<br />
os bandidos e os políticos corruptos<br />
tinham uma cor, as inocentes crianças<br />
outra e assim por diante. Qual era<br />
mesmo o nome daquele filme?<br />
Mas, voltando ao assunto. Tentava<br />
ver as pessoas, mas não as enxergava<br />
e nem as reconhecia como seres humanos<br />
e foi aí então que me preocupei<br />
mais ainda. Será que eu também<br />
não havia me transformado num animal<br />
qualquer ou mesmo num inseto,<br />
numa barata, como aconteceu com<br />
aquele escritor tcheco, Kafka, autor<br />
de “O Processo”, sufocado até à morte<br />
pela burocracia? Por isso fiquei longe<br />
do espelho.<br />
Então, andando pelas ruas da cidade,<br />
comecei a ver muitos cães, das<br />
mais diversas aparências, mas certamente<br />
cães e não humanos, embora<br />
um tanto parecidos. Macacos tagarelando<br />
alegremente e fazendo mil-euma<br />
estripulias, destruindo o establishment,<br />
travestidos de cordeirinhos<br />
e estes, os verdadeiros, seguindo<br />
pacatamente os leões, os quais, por<br />
sua vez lideravam os outros animais,<br />
aproveitando-se deles, como sempre.<br />
Urubus em busca de carniça, já saboreando<br />
os bichos mortos e os ainda<br />
sobreviventes; águias voando bem<br />
alto, mas aguardando o momento<br />
ideal para levar vantagem sobre os<br />
incautos terrenos; espertos camaleões<br />
mudando de cor a todo instante, a<br />
depender da ocasião, mas nunca ficando<br />
rubros de vergonha. Venenosas<br />
e rastejantes cobras criadas, atrás de<br />
pacíficos coelhos, além dos brutos rinocerontes,<br />
atropelando tudo e todos.<br />
A onça e seus amigos espalhados<br />
pelos quatro cantos da cidade e os<br />
burros pastando tranquilamente; mas<br />
estes eram raros, raríssimos mesmo.<br />
Gatos e gatinhas esfregando-se nas<br />
esquinas escuras e os gaviões infiéis<br />
“A Revolução dos Bichos”, de George<br />
Orwell, completou 70 anos em agosto<br />
passado, mas traz para os leitores uma<br />
reflexão política e social contemporânea.<br />
Escrito no fim da Segunda Guerra, o livro<br />
provoca uma discussão que ainda cabe nos<br />
tempos atuais.<br />
procurando pela presa mais fácil,<br />
em busca de comida apetitosa, mas<br />
perigosa. E também os elegantes e<br />
delicados veados desfilando nas praças,<br />
muitos travestidos de leões-dechácara.<br />
Alegres mariposas ainda desnorteadas<br />
pelos holofotes da fama;<br />
lagartos e lagartixas tomando banhos<br />
de sol nas piscinas; antas bitoladas,<br />
não sabendo o que queriam; cavalos<br />
imponentes carregando asnos às<br />
costas e desengonçados avestruzes<br />
completamente alienados, não se importando<br />
com nada; vaidosos pavões<br />
fotografados nas colunas sociais, esperando<br />
ansiosamente pelo próximo<br />
carnaval.<br />
Elefantes e porcos em busca de<br />
Spas e fanáticas girafas altaneiras e arrogantes,<br />
tentando encontrar no céu a<br />
felicidade que ainda não acharam na<br />
terra. Falcões semelhantes aos norteamericanos,<br />
dominando pombos daqui<br />
e de lá.<br />
Lisos bagres ensaboados, verdadeiros<br />
caras-de-pau, untados com<br />
óleo de peroba, determinados a<br />
conseguir, a todo custo, a adesão de<br />
pacatos carneirinhos votantes nas<br />
próximas eleições; espertas galinhas<br />
e tranquilas vacas sassaricando à revelia<br />
dos galos e dos bois, estes com os<br />
maiores chifres, tentando convencer<br />
as andorinhas de que uma só não faz<br />
verão.<br />
Aí então, confuso demais, criei<br />
coragem e fui ver-me no espelho.<br />
Ora parecia um verme asqueroso, ora<br />
uma pensativa e filosófica coruja, mas,<br />
olhando-me atentamente, reconhecime<br />
mesmo como um verme e da pior<br />
categoria, destilando fel por todos os<br />
poros.<br />
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