Revista Apólice #201

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editorial

Ano 20 - nº 201

Agosto 2015

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Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores, não

representando, necessariamente, a

opinião desta revista.

As pessoas

querem proteção

Os seguros de pessoas têm por objetivo proteger a vida de

quem os contrata e de seus beneficiários. Saber que há um

colchão de proteção em caso de qualquer imprevisto dá muita

segurança para tocar as outras áreas da vida.

Por isso, é tão importante que as empresas invistam na formação

de um programa de benefícios para seus funcionários. É claro

que, em momento de desaceleração econômica, como o que vivemos

agora, é mais difícil falar de investimentos, em qualquer área.

Entretanto, as administradoras de benefícios estão cada vez

mais capacitadas para criar e fornecer programas customizados,

adaptáveis para os vários níveis e tamanhos de empresas. O foco

da maior parte das seguradoras e operadoras de planos de saúde

e odontológicos, por exemplo, está voltado para as PME’s, pois é

onde está um nicho de mercado capaz de se distanciar da política

do “rouba montes”.

Trazemos nesta edição amostras de como uma boa política de

benefícios pode ser utilizada para atrair e reter talentos, contribuindo

também para garantir a lealdade e a produtividade de seus

funcionários.

Os benefícios mais desejados, como saúde e odontologia,

recebem uma atenção especial, para mostrar como tem sido o

comportamento destas carteiras e como elas se desenvolveram ao

longo do tempo.

Falamos também como a tecnologia poderá ser aplicada, no

futuro, para a subscrição dos riscos de seguro de vida e, ainda,

como a previdência privada complementar ainda é pouco utilizada

como ferramenta de educação financeira para os funcionários

das empresas.

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sumário

especial benefícios

20 capa

De casa nova, a Caixa Seguradora

mostra portfólio de produtos e

benefícios para empresas e funcionários

6

8

16

53

58

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|

44 rio 2016

Patrocinadora dos Jogos Olímpicos

de 2016, Bradesco Seguros reafirma

intenção de investir seus produtos e

serviços no esporte

50

colaboradores

odontologia

Mercado odontológico está em expansão

e é cada vez mais exigido pelos

nos pacotes de benefícios

Solução tecnológica auxilia segurados,

seguradoras e corretores a desburocratizar

processos de apólices

de transporte

ANS aplica mudanças para desacelerar

o crescimento contínuo do

número de cesáreas no País

54 inovação

Seguradora traz descontos baseado

em dados de condução dos motoristas

para o Brasil

46 transportes

24 judicialização

Saúde suplementar ganha novas ações judiciais

e entidades procuram maneiras de

frear o crescimento de processos no setor

30

saúde

Desenvolvimento de produtos para

PME’s e outras novidades de operadoras

e seguradoras especializadas impulsionam

o mercado

34 vida De plataformas para subscrição a ma-

48 partos

peamento do genoma humano. O

mercado de vida investe em inovações

tecnológicas

40 previdência Benefício pouco explorado pelas empresas,

mas que pode ser decisivo para a

retenção de talentos e que acompanhará

o colaborador por toda a vida

56 programa

Pesquisa mostra a relação de empregados

com os programas de benefícios

das empresas onde trabalham

20 anos

painel

gente

saúde

comunicação e expressão

4


Responsabilidade Civil

Profissional: benéfico a todos

»»

Paride Della Rosa, diretor-presidente da AIG Brasil

Diariamente, trabalhamos com o desafio de

evoluir a cultura securitária no Brasil. Outrora

distante de boa parte das companhias, bem

como de uma parcela significativa de pessoas

físicas, os seguros conquistam terreno organicamente

em nossa sociedade. Mas, se por um lado a pauta tem

ganhado musculatura nas agendas executivas, ainda há

muito para evoluir em seus processos, normativas e canais

distribuidores.

Com o segmento de Responsabilidade Civil Profissional

não é diferente. Voltado a proteger os prestadores de

serviços de eventuais infortúnios causados a terceiros, normalmente

clientes, o produto é cada vez mais demandado,

ano após ano, tanto por profissionais liberais como pelas

empresas – que hoje representam a maioria na carteira de

clientes que compram o seguro. Para compararmos esse

avanço, se olharmos para o ano de 2010, o faturamento do

RC Profissional no mercado brasileiro girava em torno de

R$ 100.263.856,00. Quatro anos depois, esse número saltou

para R$ 218.600.464,00, segundo a Superintendência de

Seguros Privados (Susep). Mais do que o crescimento em

si, que no último ano foi de 14,3%, isso nos dá a dimensão

da fatia que ainda pode ser labutada e do interesse dos

profissionais em se munirem do seguro.

É para esse horizonte próspero que devemos olhar.

É bem verdade que muitas categorias de seguros evoluíram

pouco no Brasil frente à expectativa que se tinha

há alguns anos. No entanto, o mercado securitário nunca

representou tanto para a economia nacional. Hoje, cerca

de 6% do PIB brasileiro.

O incremento e o diferencial no produto RC Profissional,

são baseados na expertise de uma equipe técnica

preparada, que faz uma abordagem específica junto aos

consumidores, em paralelo ao apoio direcionado aos

corretores e na qualificada prestação de serviço exigida

quanto à regulação de sinistro que varia de acordo com

a prestação de serviço amparada na apólice.

Historicamente, certas profissões adquiriram uma

cultura securitária há mais tempo que outras, como os

engenheiros e os arquitetos, os contadores, os cartórios,

os advogados e os e os próprios corretores de seguros.

Nos últimos tempos, novas situações abrem caminho para

outros públicos, estimulando nichos importantes e de alta

responsabilidade, como os profissionais veterinários, as

instituições de ensino, empresas de Tecnologia da Informação,

despachantes aduaneiros, de mídia em geral e as

empresas de terceirização de serviço, também conhecidas

como BPO (Business Process Outsourcing), em evidência

na atual conjuntura macroeconômica.

Traçando uma estimativa a médio prazo, tenho uma

visão otimista da expansão do RC Profissional. Embora

a expectativa otimista que cerca de 20% dos profissionais

brasileiros hoje sejam munidos de apólices, o crescimento

e o entendimento da sociedade sobre a importância do seguro

passa a ser notado e valorizado. Em paralelo, chegam

os avanços no campo jurídico, uma vez que exigências

contratuais ou em licitações também são importantes

agentes de alavancagem, assim como, consumidores

mais conscientes de seus direitos, as empresas com maior

exposição devido a alta rotatividade de funcionários e ao

dinamismo das atividades.

A meu ver, o desafio é desenvolver uma comunicação

mais intensa do seguro de Responsabilidade Civil

Profissional, facilitando o entendimento dos profissionais

quanto aos benefícios que ele traz ao desempenho de

suas atividades e trazendo estabilidade financeira por

prejuízos decorrentes da prestação de serviço. Poderia

uma empresa decretar falência por prejuízos causados

pela sua atividade?

Podemos afirmar que o RC Profissional é imprescindível

no mundo moderno, sendo um seguro para os

profissionais de boas práticas e empresas que buscam ter

segurança contra qualquer imprevisto jurídico e/ou acaso

de rotina. A sociedade vem se educando gradativamente,

nos trazendo a perspectiva de incremento do grupo de

20% do mercado que contrata o seguro, ano após ano. O

mercado cresceu em média 22,6%, de 2010 a 2014, e a

perspectiva para os próximos períodos é bastante positiva.

6


7


painel

mercado

Grande movimento de fusões e aquisições

O movimento de fusões e aquisições

promete agitação nos próximos

dois anos, mesmo em um período marcado

por incertezas do ponto de vista

econômico. A constatação foi feita por

um estudo da corretora Aon, que por

meio de análise dos dados econômicos

nos últimos 18 meses identificou os cinco

principais setores com as melhores

oportunidades para negócios (infraestrutura,

óleo & gás, saúde, energia,

tecnologia e serviços auxiliares).

Segundo o levantamento, o setor

de Infraestrutura é o que tem maior

potencial, tendo em vista os recentes

acontecimentos envolvendo grandes

empresas do setor, que irradiam efeitos

colaterais.

“Essas empresas, diante da dificuldade

de obtenção de crédito para continuar

seus projetos, têm enxergado a venda

de participações em seus negócios

como uma importante alternativa, o que

atrai os olhares de grandes investidores,

principalmente estrangeiros”, explica o

executivo de fusões e aquisições da Aon

Brasil e responsável pelo levantamento,

Felipe Junqueira. Para ele, o setor de

Óleo e Gás também demonstra seguir,

em parte, essa lógica. Embora alguns

players desse mercado – principalmente

fornecedores – considerem uma fusão

ou aquisição como uma possível ajuda

à continuidade dos negócios, ainda há

certa reticência dos investidores em

relação ao mercado como todo.

A área de Saúde se mostra como

outra grande oportunidade devido à

alteração na regulamentação, que permite

investimento de capital estrangeiro

em algumas empresas do setor, com

destaque para hospitais e clínicas, facilitando

o acesso e desenvolvimento

de um mercado carente de melhorias.

“A publicação da Lei 13.097 abre

o caminho para a injeção de capital

estrangeiro no setor. Nesse tipo de situação,

onde há empresas com potencial

para crescimento e algumas barreiras de

entrada, a primeira opção do investidor

tende ser a aquisição de empresas já

estabelecidas, fomentando o mercado

de M&A (termo em inglês para fusões

e aquisições)”, comenta Junqueira.

Por conta da crise hídrica e das

incertezas geradas por reiteradas modificações

no plano regulatório, o setor de

Energia tem sensibilizado as empresas

à capitalização, seja por venda de participações

societárias, ou pela alienação

de ativos específicos.

“Atualmente, o Brasil enfrenta uma

das piores crises da história, o que tem

elevado os custos de produção de energia

e, por consequência, acarretado em menor

rentabilidade para as companhias.

Desta forma, as empresas precisam de

mais capital para manter suas margens,

e um dos caminhos deve ser fusões ou

aquisições”, esclarece o executivo.

O Grupo BB e Mapfre vai disputar

mercado de riscos espaciais no Brasil.

Para entrar neste segmento, a empresa

traz ao País a experiência de sua parceria

espanhola, a Mapfre Global Risks, que já

participa de projetos de satélites espalhados

pelo mundo.

De acordo com Carlos Eduardo

Polízio, superintendente executivo de

Seguros Aeronáuticos do Grupo, o Brasil

está cada vez mais presente na indústria

aeroespacial, o que inclui programas de

empresas brasileiras que mantêm satélites

em órbita e futuros lançamentos.

“O Brasil possui satélites de comunicações

e científicos em órbita, de excelente

magnitude. Apesar de termos um mercado

pequeno para este tipo de seguro, a demanriscos

diversos

Maior concorrência no setor espacial

da por seguros espaciais deve crescer nos

próximos anos”, prevê o executivo.

A estratégia da companhia para ganhar

mercado será oferecer apólices com

coberturas que garantam o ressarcimento

integral em caso de qualquer dano que

aconteça ao satélite enquanto ele estiver

em órbita, durante o lançamento e

ainda eventual redução na transmissão

de sinais.

“As operações contarão com programas

globais de seguros e resseguros

e nosso principal diferencial será a nossa

experiência mundial no segmento”, ressalta

Polízio.

Desde 2009, a Mapfre Global Risk

assegura diversos lançamentos de foguetes

e satélites no mundo. A companhia

também participou como líder em

lançamentos de satélites espanhóis nos

últimos anos.

8


painel

benefícios

Demanda por mudanças

Em uma conferência mundial sobre

benefícios em São Francisco, Lindsey

Pollak, escritora e especialista em espaço

de trabalho para os Milleniuns na

Hartford Financial Services Group, disse

que a oferta de programas de benefícios

vai continuar mudando na medida em

que novos trabalhadores desta geração

chegarem ao mercado de trabalho.

Segundo a especialista, há uma tendência

de migração para os benefícios

voluntários pagos pelos empregado, principalmente

porque esta geração, nascida

entre 1982 e 2000, quer a customização.

“Entender as diferenças geracionais dá

aos empregadores uma pista de como as

pessoas gostariam que seus benefícios

fossem entregues”, afirmou Lindsey.

Por exemplo, a geração Millenium

quer ter opções de benefícios mas não

espera recebê-los, ela disse, notando a

pequena participação destes trabalhadores

em tais planos. Muitos “se veem como

líderes, mas ao mesmo tempo querem

treinamento e coaching”, disse Pollak.

estudo

Alcance dos ataques cibernéticos

O Lloyd’s e o Centro de Estudos de

Risco da Universidade de Cambridge

lançaram o relatório Business Blackout.

O documento, em conjunto, é o primeiro

a examinar as implicações de um grande

ataque cibernético para os seguros, usando

a rede elétrica dos Estados Unidos

como exemplo.

O levantamento apresenta um cenário

onde hackers derrubam partes da rede

elétrica dos Estados Unidos deixando

15 estados americanos (incluindo Washington

DC) no escuro e 93 milhões

de pessoas sem energia. Especialistas

preveem que o cenário resultaria em um

aumento nas taxas de mortalidade, já que

sistemas de saúde e segurança falhariam,

o comércio sofreria – pois os portos não

poderiam operar –, haveria interrupção

no fornecimento de água, uma vez que

as bombas elétricas não funcionariam, e

caos nas redes de transportes, devido ao

colapso da infraestrutura.

“O dinheiro tem que estar lá … você

tem que pagar um salário justo, mas

quando se trata de retenção é tudo sobre

desenvolvimento profissional e pessoal”,

ela acrescentou.

“Para reter os trabalhadores, é importante

saber o que eles querem de seu

empregador”, disse ela, acrescentando

que a melhor maneira de descobrir é

perguntar.

O impacto total na economia americana

está estimado em US$ 243 bilhões,

aumentando para mais de US$ 1 trilhão

na hipótese mais extrema do cenário. Esta

simulação de ataque cibernético mostra

o leque de sinistros desencadeados pela

interrupção na rede elétrica americana,

podendo chegar ao valor total estimado

regional

Filial em Belo

Horizonte

A Axa inaugurou uma filial em

Belo Horizonte (MG). Comandada

pelo superintende Regional Danilo

Gomes, o escritório será responsável

pelo atendimento ao triângulo

mineiro e aos estados da região

Centro-Oeste.

“Tendo em vista o desempenho

do mercado da região, que em 2014

cresceu 20%, nossa expectativa de

negócios é alta. Estamos progressivamente

ocupando novos espaços no

mercado brasileiro, de maneira muito

estruturada. Esse é o jeito que a Axa

faz negócios no mundo todo’, afirma

Paulo Tavares, diretor comercial da

companhia.

Entre os focos da empresa estão

o segmento de riscos corporativos

e médio mercado das indústrias de

uma forma geral, além do ramo de

comércio e serviços, setores que

representaram cerca de 30% dos

prêmios emitidos no estado mineiro

no ano passado.

em US$ 21,4 bilhões, pagos pela indústria

de seguros, podendo aumentar até US$

71,1 bilhões na versão mais extrema do

cenário.

“Esta imagem mostra o enorme impacto

e estrago que poderia resultar de

um grande ataque cibernético nos Estados

Unidos. A realidade é que o mundo moderno,

digital e interconectado cria condições

para danos significativos, e sabemos

que existem pessoas mal-intencionadas

com habilidades e interesses em causar

danos,” declara o diretor de gerenciamento

de performance do Lloyd’s, Tom Bolt.

O executivo acrescenta que este tipo

de seguro tem potencial para ser uma

ferramenta valiosa para melhorar o gerenciamento

e a resiliência contra riscos

cibernéticos e acrescenta que os governos

também têm um papel a cumprir. “Precisamos

que eles ajudem a compartilhar

dados, para que possamos avaliar precisamente

os riscos e proteger as empresas”.

10


painel

negócios

Aquisição de carteira

habitacional

A Pan Seguros comprou parte

da carteira de seguro habitacional

da SulAmérica. A transação contempla

uma operação específica:

a apólice coletiva contratada pela

Caixa Econômica Federal na qualidade

de estipulante (Apólice CEF),

usada para assegurar a quitação do

financiamento em caso de morte

ou invalidez do mutuário, além de

danos físicos causados ao imóvel.

A operação, que movimentou

R$ 60 milhões (valor sujeito a ajustes

futuros conforme as condições

estipuladas no contrato de cessão),

é a maior aquisição da história da

Pan Seguros. O negócio entre as

seguradoras envolve uma carteira

de aproximadamente 124 mil clientes

e reforça a posição da Pan na

Caixa Econômica Federal. Desde

fevereiro, a companhia é uma das

seguradoras que vendem seguro

habitacional no banco.

“Esse investimento demonstra

o apetite da Pan Seguros para o

segmento habitacional e reforça a

proposta de sermos reconhecidos

como a ‘seguradora dos brasileiros’”,

diz José Carlos Macedo,

CEO da empresa. Ainda de acordo

com o executivo, as condições do

seguro habitacional permanecerão

as mesmas para os segurados.

concurso

Prêmios Longevidade

O Grupo Bradesco Seguros lança a

quinta edição dos Prêmios Longevidade.

Neste ano, a ação vai contemplar as

modalidades de Jornalismo, Histórias de

Vida e Pesquisa em Longevidade, voltado

à comunidade acadêmica. As inscrições

para todas as modalidades podem

ser feitas até o dia 11 de setembro, pelo

site premiosdalongevidade.com.br.

Os três primeiros colocados nas modalidades

de Jornalismo e Histórias de

Vida e os dois primeiros de Pesquisa em

Longevidade receberão prêmios, além

de troféus e certificados. A cerimônia

legislação

Registro de corretoras de seguros

O deputado Lucas Vergilio (SD/

GO) protocolou, na Câmara, o projeto de

lei (PL 2420/2015) que veda, em todo o

território nacional, o registro de corretor

de seguros pessoa jurídica com nome

empresarial idêntico ou semelhante, ou

nome de fantasia, a outro já existente no

mercado de seguros. A proposta também

proíbe a inclusão ou reprodução em sua

composição siglas ou denominações de órgãos

públicos, da administração direta ou

indireta, e de organismos internacionais.

Ao justificar a apresentação do projeto,

o parlamentar lembrou que atuam

no Brasil 32 mil sociedades corretoras de

seguros registradas na Superintendência

de Seguros Privados (Susep). “Sendo

assim, é provável que, ante a ausência de

recadastramentos periódicos, ocorra com

muita frequência o registro nas Juntas Comerciais

e nos Cartórios de Registros Civis

de Pessoas Jurídicas, de empresas com nomes

colidentes, parcialmente ou em toda

a sua extensão, com palavras homógrafas

ou homófonas”, observou Vergilio.

de entrega ocorrerá durante o X Fórum

da Longevidade Bradesco Seguros, que

deve reunir em São Paulo especialistas

e convidados nacionais e internacionais,

em outubro.

“Nosso principal objetivo é difundir

para a sociedade brasileira a importância

da conquista da longevidade em seu conceito

mais amplo, valorizando ações que

conciliem planejamento financeiro com

envelhecimento ativo e saudável, qualidade

de vida, bem-estar e preparação

dos mais jovens para o futuro”, destaca

o diretor do Grupo, Alexandre Nogueira.

Na avaliação dele, essa situação gera

insegurança e custos desnecessários aos

interessados.

O projeto prevê que a Susep deverá

manter banco de dados visando atender

solicitações no prazo máximo de dez dias

sobre o resultado da pesquisa de busca

prévia de nomes empresariais, assim como

a competente aprovação para o prosseguimento

da constituição da pessoa jurídica.

12


painel

análise

Carta de Conjuntura do Setor de Seguros

O Sincor-SP divulgou a edição de

julho da Carta de Conjuntura do Setor

de Seguros, que traz um mapeamento

mensal do mercado de seguros. O documento

aponta que a variação acumulada

da arrecadação nos cinco primeiros meses

de 2015 dos produtos

típicos de seguros como,

por exemplo, automóvel,

pessoas, residencial e empresarial,

ficou em torno

de 6% quando comparada

ao valor do mesmo período

de 2014.

A expectativa, porém,

é de que esses números

melhorem a partir do segundo

semestre deste ano.

O desafio do segmento

de ramos elementares em

2015 deve ser o de tentar

Levantamento da Brasilprev feito a

partir de sua base de 1,8 milhão de clientes

em todo o Brasil, reforça essa máxima. Zelosos,

os avós – cujo dia foi comemorado

em 26 de julho – respondem pela contratação

de 6% de todos os planos “Brasilprev

Junior” nas modalidades PGBL e VGBL.

O produto, que é voltado às pessoas com

idade entre 0 e 21 anos, representa 35% do

total de planos da companhia.

Segundo o levantamento, os avós

fazem aportes no valor de R$ 107,00, têm

65 anos, sendo que a maioria deles (52%)

tem entre 61 e 70 anos. Na sequência, vêm

os de 51 a 60 anos (24%), os acima de 70

(22%) e os entre 41 e 50 (2%). Já a faixa

etária média dos beneficiados – os netos –

é de 12 anos, sendo que a maior parte deles

(60%) tem entre 7 e 14 anos, seguida pelos

com idade entre 15 e 17 (15%), 0 a 6 (12%)

e mais de 18 (12%). Geograficamente, os

clientes do plano Junior estão dispostos da

seguinte forma: 44% na Região Sudeste,

21% na Nordeste, 17% na Sul, 12% na

Centro-Oeste e 6% na Norte.

Soraia Fidalgo, gerente da área de

acompanhar as taxas inflacionárias do período.

A tarefa é complexa, principalmente

diante de projeções como a retração de

quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB)

e do recuo de, pelo menos, 20% nas vendas

de automóveis.

Para o presidente

do Sincor-SP, Alexandre

Camillo, não há espaço

para o desânimo.

“Para alcançarmos o

êxito esperado, temos de

continuar investindo em

diferenciais de produtos

e serviços, nichos promissores

e técnicas de

vendas e de fidelização

de clientes, consolidando

nosso papel de empreendedores

do mercado”,

declara o executivo.

previência privada

Avós investem em planos para netos

Inteligência e Gestão de Clientes da Brasilprev,

comenta os resultados: “Constatamos

em pesquisas que pagar uma boa

faculdade, cursos técnicos e de idiomas,

bem como a realização de intercâmbios,

estão na lista de intenções de quem investe

mercado 2

Receita das

seguradoras cresce

Dados divulgados pela Superintendência

de Seguros Privados

(Susep) revelam que a receita de

prêmios diretos gerados pelo mercado

segurador brasileiro ultrapassou

os R$ 47,5 bilhões no primeiro semestre.

O montante equivale a um

aumento de 4,6% ante o registrado

no mesmo período de 2014.

Segundo a entidade, até o momento

junho foi o melhor mês de

2015 para as seguradoras, que neste

período atingiriam uma receita global

de R$ 8,5 bilhões – valor 7,6%

maior que a apurada em maio e 9,3%

ao montante registrado no mesmo

mês do ano anterior. As despesas

comerciais, por sua vez, fecharam

em R$ 10,4 bilhões no acumulado

de janeiro a junho.

em previdência privada para as crianças.

Com os avós esta realidade não é diferente,

já que, como tiveram a experiência

com os filhos, sabem como ninguém da

importância da educação para a ascensão

profissional e econômica”.

14


GENTE

Novidades na

autarquia

Karla Santa Cruz Coelho foi

nomeada como diretora da Agência

Nacional de Saúde Suplementar

(ANS) para mandato de três anos. A

designação da presidenta da República,

Dilma Rousseff, foi publicada no

Diário Oficial da União (DOU.

Antes de receber a sanção presidencial,

a indicação da médica

como nova diretora foi aprovada pela

Comissão de Assuntos Sociais e pelo

plenário do Senado Federal.

Atendimento à rede

de prestadores

Novo diretor

comercial

Santamália anunciou Nyso Fernandes

Oliveira Netto como novo

diretor comercial e marketing.

Trabalhando no mercado de

planos de saúde há mais de 16 anos,

na área comercial e pós venda, o executivo

é formado em Administração

de Empresas, com especialização em

Comércio exterior, tendo passado por

grandes empresas do mercado como

Golden Cross, Amil, Interclínicas,

Intermédica, AON e Santamália.

A Europ Assistance contratou o

executivo Paulo Corrêa Pinheiro para

reforçar o seu time de diretores. Com

25 anos de experiência no mercado, o

executivo será responsável pela Rede de

Prestadores, que inclui a contratação,

logística e análise de desempenho de

mais de 10 mil parceiros.

Antes de integrar a diretoria da Europ

Assistance, Pinheiro foi diretor de

qualidade, ouvidoria e relacionamento

com fornecedores na Global Village Telecom

e superintendente de relacionamento

com prestadores na SulAmérica Seguros.

Mudança para São Paulo

Angélica Carlini é a nova diretora

da unidade São Paulo da Carlini

Advogados Associados. A profissio-

nal vai substituir Agnaldo Libonati,

que passa a ser o novo diretor de

sinistros da Yasuda Marítima.

“Estou confiante que a decisão

de ocupar pessoalmente a diretoria

da unidade é acertada, porque assim

poderemos implantar projetos que

desenvolvemos em Campinas e que

são adequados para o atual momento

do setor de seguros, como o foco na

melhoria das relações de consumo de

nossos clientes e na conciliação de

conflitos para minimizar os números

da judicialização, áreas de meu

interesse profissional e acadêmico”,

declara Angélica, que também preside

a seção brasileira da Associação

Internacional de Direito do Seguro

(AIDA)

Frentes de atuação

Edgar Kobayashi é o novo diretor

geral adjunto da April, empresa especializada

em soluções de seguro e assistência

em viagem e que no Brasil comercializa

a marca Coris.

Na April, ele será responsável pela

abertura de novas frentes de atuação da

companhia no Brasil.

16


GENTE

Anúncio de novo

presidente

Desde 1º de julho, Gibran Vega

Marona é o novo presidente executivo

da Tempo Assist. Ele assume o cargo

em substituição a Marcos Aurélio Couto,

que passa a ocupar a presidência do

Conselho de Administração.

Nos últimos cinco anos, Marona

foi vice-presidente da Tempo USS,

unidade de assistências especializadas

para veículos, imóveis e pessoas do

grupo. Agora, sua missão é manter a

liderança do mercado de assistências

para o setor de seguros e desenvolver

novos canais para a distribuição de seus

produtos. Ele ressalta também que dará

continuidade ao trabalho de Marcos

Couto e que investirá no crescimento

da empresa.

IRB muda presidência

O IRB-Brasil Re divulgou um comunicado,

dia 07 de agosto, anunciando

que José Carlos Cardoso assume a

presidência da companhia.

Em nota oficial, a companhia disse

que “por decisão tomada nesta sexta-

-feira 07, durante reunião extraordinária

do Conselho de Administração, José

Carlos Cardoso assume a presidência

do IRB Brasil RE. O executivo já atuava

como Vice-Presidente de Resseguros

da Companhia desde setembro de 2014.

Leonardo Paixão deixa a presidência,

cargo que ocupava desde abril de 2010.”

As mudanças acontecem a dois

meses da abertura do capital na Bolsa

de Valores.

Diretoria

reconduzida por

aclamação

A diretoria executiva do Clube Vida

em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ)

foi reconduzida, por aclamação, para

mais um mandato (biênio 2015/2017).

Durante a comemoração do resultado

na sede do Clube, no Centro do Rio, o

presidente reeleito, Marcello Hollanda,

agradeceu aos sócios, beneméritas e colaboradores,

que segundo ele “mais uma

vez, depositaram a confiança do destino

do CVG-RJ nas mãos de sua diretoria”.

Hollanda apresentou a nova configuração

da diretoria, que tem como vice-

-presidente Carlos Ivo Gonçalves, Isaque

Farizel como diretor social, Wellington

Costa como diretor financeiro e Sérgio

Ricardo como diretor de seguros.

Novos

superintendentes

❙❙Claudinei Costa

Marcio Santos e Claudinei

Costa são os novos contratados da

RSA Seguros. Os executivos passam

a ocupar o cargo de superintendente

Comercial de Transportes

e superintendente de Subscrição de

Transportes, respectivamente.

Santos e Costa terão como desafio

a atuação ainda mais próxima

aos corretores na prospecção e no

desenho de contas e atendimento

diferenciado a corretores e clientes,

garantindo assim melhores condições

no fechamento e na gestão

das contas. Eles se reportarão interinamente

a Thomas Batt, CEO da

empresa no Brasil.

De acordo com Batt, a RSA

Seguros tem como política investir

em talentos internos e valorizar

seus funcionários nas oportunidades

de crescimento profissional na

companhia.

❙❙Marcio Santos

18


capa | Caixa Seguradora

Pronta para

atender empresas

e funcionários

20


Companhia tem

portfólio completo,

com produtos e

benefícios para

empresas e

colaboradores

Garantir benefícios e melhorias

na vida dos funcionários

tem sido uma missão quase

obrigatória para as empresas.

Gerenciar os negócios requer muito mais

que alavancar os lucros ou frear as despesas

administrativas: hoje, é importante

investir igualmente em pessoal. Micro,

pequenas, médias e grandes empresas

buscam no mercado cada vez mais

chances de potencializar a retenção e a

satisfação de seus talentos.

Pesquisa realizada este ano pela

Catho constatou que 74,6% dos entrevistados

elegeram a assistência médica o

benefício mais importante para que eles

reconheçam a estabilidade no trabalho.

Seguro de vida, previdência e assistência

odontológica também estão entre os dez

benefícios mais desejados.

“É importante investir nos benefícios

mais tradicionais, como o tíquete de

alimentação ou participação nos lucros,

e estar atento às opções que tragam

proteção não apenas aos empregados,

mas às famílias deles, como o plano de

❙❙Julio Felipe

previdência privada, o seguro de vida, o

plano de saúde e o plano odontológico”,

explica o diretor de seguro odontológico

da Caixa Seguradora, Júlio Felipe.

De acordo com a diretora executiva

da B2P Pessoas e Estratégias, Carolina

Mangoni, a empresa que investe fortemente

na oferta de benefícios tangíveis e

atrativos, tem grande chance de retenção

dos seus talentos, evitando a evasão para

o mercado. Há benefícios que não são tão

valorizados pelos colaboradores por não

serem percebidos mensalmente em termos

financeiros, como o seguro de vida

e a previdência privada, por exemplo,

porém quando é necessária a sua utilização,

há grande valorização por parte dos

empregados”, destaca Carolina.

Marca nova, estratégia nova

Quinta maior do setor de seguros no

Brasil, a Caixa Seguradora inaugurou

este ano sua sede própria em Brasília

e aproveitou o momento para lançar no

mercado uma nova estratégia de marca.

A empresa reviu seu nome – antes Grupo

Caixa Seguros – e hoje sustenta um

visual mais moderno e alinhado com seu

atual jeito de ser, sem deixar de lado a

força e a solidez da marca Caixa.

Com as mudanças, a seguradora

fortaleceu ainda mais sua presença

no mercado e alcançou o amadurecimento

conquistado nos últimos anos,

tanto no modelo de negócios como no

posicionamento interno e externo. Isso

reflete, por exemplo, na atuação mais

agressiva da seguradora na comercialização

de produtos para as empresas

e seus funcionários. Antes uma área

pouco explorada, com as novidades a

seguradora decidiu traçar uma nova

estratégia e voltou os olhos para este

público, que ainda enfrenta certa carência

na oferta de cuidados e benefícios

próprios para ele.

A Caixa Seguradora está preparada

para atender a fração corporativa. Hoje,

a companhia tem uma linha de produtos

exclusivos para clientes pessoa jurídica.

No mix, podem ser contratados seis tipos

de seguro saúde, quatro opções de assistência

odontológica, uma previdência

corporativa, além de um seguro de vida

que garante, em casos de eventualidade,

os principais cuidados para a família do

segurado.

No portfólio, há produtos adequados

para todos os segmentos de empresa.

“Pensamos em uma carteira ampla, com

produtos que realmente possam fazer a

diferença na vida dos colaboradores e

dar a ele estabilidade, ao mesmo tempo,

que cumpra os objetivos de retenção

que toda empresa espera”, comenta o

diretor de saúde da Caixa Seguradora,

Luiz Gevaerd.

Saúde: o bem mais precioso

Cuidar da saúde é importante, mas

alguns entraves do mercado têm deixado

essa tarefa cada vez mais complicada de

ser solucionada. Os gastos com seguros

saúde estão entre os de maior impacto no

orçamento familiar. Isso assusta, mas,

em contrapartida, o investimento é justificado

quando há a necessidade de um

pronto atendimento, a realização de um

exame ou até mesmo um procedimento

mais grave.

As empresas estão atentas a essa

nova realidade e procuram assistências

médicas adequadas para atender seu

público. Os funcionários, por sua vez,

tornam-se mais seguros ao saber que

todo mês terão garantido o direito a

ser atendido com conforto em hospitais

particulares.

“A empresa que investe e se preocupa

com o futuro, não só do colaborador

como da sua família também, ganha

❙❙Luiz Gevaerd

21


capa | Caixa Seguradora

maior visibilidade e percepção de valor

para seus colaboradores e para o mercado”,

afirma Carolina Mangoni.

Na Caixa Seguradora, há seguros

saúde para todo o perfil de empresa.

São seis tipos diferentes, que garantem

ao funcionário todo o rol de procedimentos

da Agência Nacional de Saúde

Suplementar (ANS). “Os colaboradores

e seus dependentes contam ainda com

hospitais, clínicas e profissionais em

todo o Brasil, além de canais de atendimento

online 24 horas por dia. Isso

garante saúde tanto para os funcionários,

quanto para o negócio da empresa”,

explica Gevaerd.

O leque de opções de produtos é

extenso e pode ser contratado, por meio

de corretores, de acordo com o perfil

de cada empresa. Outra vantagem: os

empregados têm acesso aos hospitais e

clínicas em todo o país, dentro de uma

rede referenciada com mais de 25 mil

pontos de atendimento.

22

Sempre vale a pena fazer um

seguro odontológico

Quando uma pessoa faz um plano de

saúde, geralmente é motivada pelo um

receio de algum acidente ou de alguma

doença repentina e grave. Trata-se, portanto,

de uma atitude de prevenção. Com

o seguro odontológico, a lógica é um

pouco diferente. O interesse pelo produto

aparece no momento em que é preciso

realizar algum tratamento dentário. Aí

é só pegar a calculadora e comparar. Na

maioria dos casos, o paciente percebe

que o valor que vai gastar no tratamento

pode pagar várias mensalidades do plano.

Esse é um dos motivos que fazem o

seguro odontológico ser um dos benefícios

mais valorizados por funcionários.

O diretor de seguros odontológicos

da Caixa Seguradora, Júlio Felipe, acredita

que cada vez mais as empresas têm

procurado esse tipo de produto. “Aos

poucos, as pessoas estão se preocupando

mais com a saúde bucal. As empresas já

perceberam a importância de cuidar do

sorriso dos funcionários. O investimento

é baixo e ajuda a reter talentos, uma vez

que o benefício é muito apreciado”.

A Caixa Seguradora tem um dos

melhores seguros odontológicos do Brasil.

O reconhecimento veio da Agência

Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A empresa recebeu a nota 0,8626 no

Índice de Desenvolvimento de Saúde Suplementar

(IDSS) e entrou na primeira

faixa de qualidade do ranking da ANS.

“O índice mede a qualificação das

operadoras de Saúde e Odonto no país”,

explica Julio Felipe. “Fomos classificados

na primeira faixa, o que significa que nosso

serviço e nossa rede credenciada, com

mais de 26 opções de atendimento, são

avaliados entre os melhores do Brasil”.

Para se manter entre os principais,

o seguro odontológico da Caixa oferece

os melhores serviços com a liberdade

para escolher clínicas e profissionais

em todo o Brasil. A empresa oferece

produtos desde o microempreendedor até

grandes empresas. São oferecidas quatro

opções de planos: a Sigma, com todos

os procedimentos exigidos pela ANS e

colocação de aparelho; o Beta, que inclui

13 procedimentos especiais; o Alfa, com

tudo que os outros oferecem, além de

documentação ortodôntica; e o Delta,

que oferece tratamento ortodôntico

completo, próteses em cerâmica e, mais

uma novidade, o clareamento dos dentes.

A importância da

saúde bucal

- Doenças como a endocardite, que

podem levar a consequências muito

graves à saúde podem ser detectadas

e tratadas com a visita preventiva

ao Dentista.

- Problemas periodontais em gestantes,

podem levar à partos prematuros.

❙❙Cesar Lopes

Seguro de vida é um dos

benefícios exigidos pelo

empregado

Já foi a época em que falar de seguro

de vida deixava os brasileiros incomodados.

Hoje, com a cultura do seguro mais

arraigada no Brasil, as pessoas entendem

a importância do produto e estão cada

vez mais abertas a contratar um produto

que tem como premissa deixar seus filhos

e cônjuges protegidos em casos de

eventualidades.

Para ajudar nessa tarefa, as empresas

têm oferecido a seus funcionários opções

de seguros de vida inclusos em suas

remunerações. A Caixa Seguradora tem

um produto que garante aos empregados

coberturas abrangentes por ocorrências

dentro e fora do trabalho, 24 horas por

dia, em qualquer lugar do mundo. São

indenizações de até R$ 600 mil por

funcionário e produtos complementares

para indenizações de até R$ 1 milhão.

“O seguro tem um papel fundamental

na cadeia social e econômica

do país. Além de amparar o segurado e

sua família em um momento difícil, o

produto consegue restabelecer a ordem

econômica no orçamento familiar“,

explica o diretor de seguros de vida da

Caixa Seguradora, Cesar Lopes.

Além das coberturas básicas – morte

por causas naturais e morte acidental

–, o empregado tem direito a coberturas

adicionais, como o Serviço de Assistência

Funeral, que pode ser estendido


para o cônjuge ou companheiro e filhos

de até 24 anos. A empresa, por outro

lado, também se beneficia do seguro de

vida. Uma das coberturas garante uma

indenização para a corporação cobrir

despesas rescisórias em caso de morte

do funcionário.

Foco na previdência

empresarial

Há aproximadamente um ano, os

planos de previdência para empresas

eram um universo quase inexplorado

pela Caixa Seguradora. Com carteira

irrelevante para o tamanho da companhia,

a empresa vendia previdência

quase que exclusivamente para pessoas

físicas. Seguindo a linha dos outros

produtos pensados para pessoa jurídica

após a estratégia de mudança de marca,

a previdência ganhou um espaço nobre

nas negociações da Caixa Seguradora

com empresas de todo o país.

A diretora de previdência da Caixa

Seguradora, Rosana Techima, explica

que muitas empresas utilizam os

planos para reter talentos. “Oferecer

previdência para a equipe é uma ótima

forma de garantir estabilidade para os

empregados. A grande vantagem é que

eles têm acesso a condições melhores do

que teriam se fossem contratar planos

individuais”.

Para alavancar as vendas, a Caixa

Seguradora focou numa estratégia de

As vantagens da previdência para as

empresas

- A empresa pode contratar planos empresariais de acordo com as necessidades

de seus empregados, podendo escolher entre as modalidades

PGBL ou VGBL.

- Motivação da equipe com o benefício da previdência, diminuindo a rotatividade

e aumento da produtividade

- Maior competitividade nos processos de seleção e recrutamento

- As contribuições não compõem a base de cálculo para efeitos trabalhistas

- Os valores depositados pela empresa no plano de previdência poderão

ser deduzidos como despesa operacional no IR, até o limite de 20% da

folha salarial dos participantes, no caso de empresas que declaram pelo

lucro real.

As vantagens para os funcionários

- Garantia de segurança para eles e seus familiares

- Permite manter um bom padrão de vida na aposentadoria

- Permite formar poupança por meio de remuneração indireta incentivada

- As contribuições feitas pelos participantes no PGBL são dedutíveis da

base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% dos rendimentos

brutos anuais para quem faz declaração completa de IR

❙❙Rosana Techima

simplificação dos processos e passou a

focar nas micro e pequenas empresas.

“A maioria das empresas no Brasil são

micro e pequenas e é nesse público que

focamos nossa atuação com uma comunicação

clara e objetiva e com vendas

simplificadas nas agências da Caixa”,

explica Rosana.

As mudanças já trouxeram resultados:

a carteira de empresas com planos de

previdência da Caixa Seguradora está 14

vezes maior que um ano atrás: saltou de 4

mil para 56 mil planos empresariais nos

últimos 12 meses, levando a empresa da 11ª

para a 2ª posição no ranking de quantidade

de planos para pessoas jurídicas.

23


especial benefícios judicialização

Em busca do

equilíbrio

Saúde suplementar sofreu 152 mil novas ações judiciais

em quatro anos. Para frear processos no setor, entidades e

consultorias se concentram na mediação de liminares e em

orientação preventiva

Lívia Sousa

24


Recorrer a processos e liminares

para garantir atendimento e

recursos médicos não é uma

prática recente. A chamada

judicialização da saúde começou no

Sistema Único de Saúde (SUS) e logo

afetou o sistema privado, que por conta

da precariedade dos serviços públicos

adquiriu caráter essencial para a manutenção

da saúde do cidadão.

Os casos que chegam à Justiça envolvendo

a saúde suplementar saltaram

de 240 mil, em 2011, para 392 mil em

julho do ano passado, de acordo com o

Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com

isso, nasceu uma indústria de liminares

preocupante para os tribunais de justiça

de todo o Brasil.

“Há uma tendência do judiciário em

defender a saúde suplementar e a complementar,

pois elas carregam a responsabilidade

pelos serviços que deveriam ser

prestados pelo sistema público, setor mais

protegido”, alega o advogado especialista

em saúde suplementar e sócio na Dainesi

& Parré Advogados, Márcio Dainesi.

Sobre o número crescente de processos,

o profissional diz que as razões

vão além do maior acesso da população

à justiça. A explicação está, por exemplo,

no aumento da pirâmide etária, que não

só elevou o custo da saúde pública e da

privada como também fez aumentar o

espectro do contrato.

Ainda na lista de justificativas está

o rol estabelecido pela Agência Nacional

de Saúde Suplementar (ANS), que

impõe às operadoras conceder produtos

e serviços superiores ao acordado no

contrato. “É legítimo o consumidor

procurar seus direitos quando se sentir

lesado, mas esse tipo de conduta encoraja

os beneficiários a reivindicar na Justiça

as coberturas que escolheram excluir de

seus planos, ou seja, promove a judicialização

injusta”, explica o presidente da

FenaSaúde, Marcio Coriolano. Por outro

lado, muitos acabam em um processo

por desconhecimento dos contratos e

da legislação, desprezando as regras de

carência – período compreendido entre o

início de vigência do contrato e o início

da cobertura contratada.

Sinistralidade, inflação

médica e uso abusivo

Além de obrigar operadoras a cobrir

procedimentos não previstos em contrato

ou em regulamentações e leis que

regem a saúde suplementar, as decisões

judiciais pedem o custeio de tratamentos

experimentais e de medicamentos não

aprovados pela ANS. Como os planos se

baseiam no mutualismo, sistema no qual

todos contribuem para cobrir o custo

assistencial de quem necessita utilizar o

serviço médico-hospitalar, a elevação de

custos aumenta também a contribuição de

cada beneficiário.

“Levada ao extremo, a situação pode

inviabilizar os planos de saúde”, declara

Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira

de Medicina de Grupo (Abramge).

❙❙Marcio Coriolano, da FenaSaúde

A edição de julho do “Boletim da

Saúde Suplementar – Indicadores Econômico-financeiros

e de Beneficiários”,

publicado pela FenaSaúde com base nos

dados extraídos dos sistemas de informação

da ANS, aponta que as operadoras

de planos de saúde associadas à entidade

destinaram R$ 45,2 bilhões ao pagamento

de consultas, exames, cirurgias e outras

despesas assistenciais entre março de

2014 e 2015. Segundo o documento, o

valor equivale a 84,6% do total de despesas

das associadas, que chegaram a R$

53,4 bilhões com a soma das despesas

administrativas, de comercialização e

impostos. Já no mercado brasileiro, as

operadoras desembolsaram R$ 134,8

bilhões no mesmo período.

❙❙Márcio Dainesi, da Dainesi & Parré

25


especial benefícios judicialização

Já Coriolano afirma que a judicialização

é mais um elemento, dentre

outros, que onera a saúde privada e

eleva o nível de sinistralidade – quanto

maior a sinistralidade, mais cara será a

inflação médica. Para se ter uma ideia,

entre as associadas da FenaSaúde a taxa

de sinistralidade alcançou 84.3% nos últimos

12 meses terminados em março de

2015, expansão de 2,6 ponto percentual

na comparação com os últimos 12 meses

terminados em março do ano anterior.

“As prescrições inadequadas de tratamentos

médicos, que muitas vezes não

têm indicação comprovada, a inclusão de

novas tecnologias e a distorção de preços

exercem forte pressão nas despesas e

ajudam a aumentar essa taxa”, diz.

Evitando processos

Não há como interferir em um processo

em andamento, mas é possível lidar

com a questão da judicialização de forma

preventiva. No caso das consultorias em

benefícios, uma orientação ao setor de

Recursos Humanos das empresas pode

reduzir significativamente os riscos desta

prática. A atuação é fundamental para

que, desde a implantação de um plano

de saúde, os funcionários tenham ciência

das coberturas a que têm direito e suas

obrigações com relação ao benefício

oferecido.

“O RH deve ser o primeiro a se

conscientizar de que as concessões de

excepcionalidades para atendimentos

fora do escopo contratual e as ações impetradas

contra as operadoras reverterão

em ônus sobre os custos do programa de

assistência médica oferecido aos funcionários

e dependentes. Desta forma, é

necessário que tenha ou receba suporte

técnico adequado para orientar corretamente

os funcionários”, destaca Ligia

Parise, diretora da divisão Internacional

e Consultoria da área de Capital Humano

e Benefícios da Willis.

Para prestar esse tipo de consultoria,

a Willis utiliza mecanismos educativos

que incluem palestras e manuais adequados

à linguagem de cada empresa, oferta

de diferentes programas de promoção

e prevenção de saúde e o Programa de

Assistência ao Empregado, conduzido por

uma empresa especializada e que provê

o usuário com um leque de serviços e

orientações, inclusive no âmbito jurídico.

Assim como a Willis, a corretora

e administradora de benefícios It’s Seg

investe no processo de comunicação e

orientação elucidando as especificidades

do contrato e mostrando aos usuários o

que é devido e o que pode ser abusivo.

A empresa acompanha ainda os prazos

de liberação das operadoras e faz a

intermediação entre o solicitante (médico

ou hospital) e os planos de saúde

para agilizar a análise e liberação de

procedimentos solicitados. Em casos

complexos, orienta que o colaborador

obtenha uma segunda opinião médica

e indica um profissional adequado para

sua necessidade.

“Além de ser um mecanismo efetivo,

isso ajuda muito na percepção do usuário”,

diz Thomaz Cabral de Menezes,

presidente da It’s Seg, acrescentando que

“as empresas que investem em saúde

ocupacional de forma mais abrangente

❙❙Pedro Ramos, da Abramge

26

❙❙Ligia Parise, da Willis

❙❙Thomaz Cabral de Menezes, da It’s Seg


especial benefícios judicialização

Dagoberto Lima, da Dagoberto

❙❙Advogados

e preventiva têm a sinistralidade melhor

administrada”.

Já a Mercer Marsh Benefícios analisa

as situações que se encaixam na Lei 9656

(Lei dos Planos de Saúde, sancionada

em 1998 e que regulamenta os planos

privados de assistência à saúde), ajuda os

clientes a entender essa norma e, a partir

daí, indica advocacias especializadas em

benefícios às quais conta com parceria.

Francisco Bruno, consultor sênior da

companhia, vê a judicialização na saúde

como caminho para um terreno perigoso.

“Os juízes julgam somente pelo aspecto

social e ‘rasgam’ a lei da saúde. Isso prejudica

demais as empresas, que têm que

arcar com as despesas. Essas despesas

são demandadas principalmente pelos

aposentados, que em sua maioria pedem

o reajuste dos planos de saúde corporativos”,

explica, lembrando que o custo da

inflação médica dos planos de benefícios

empresariais – hoje em aproximadamente

16% e podendo fechar 2015 em 18%

sobre o ano anterior, segundo estudo da

Mercer Marsh Benefícios – não está nas

mãos do RH.

“Os preços de material, cirurgia, medicamento

e internação, por exemplo, não são

transparentes para a empresa que contrata o

serviço e estão fora do controle dos Recursos

Humanos. Por isso, além da comunicação

com o plano e o uso abusivo, onde esse

setor pode atuar melhor é no redesenho do

plano, onde agimos fortemente”.

Dagoberto José Steinmeyer Lima,

sócio-fundador da Dagoberto Advogados,

também considera preocupante a

prática da judicialização, “até porque os

planos de saúde são caros para a população

brasileira”. “A legislação tem que

ser melhor trabalhada para não haver

abusos”, acrescenta ele.

Solução de conflitos

A mediação de liminares é apontada

como uma alternativa para a redução da

judicialização na saúde privada. Essa possibilidade

já é trabalhada pela ANS, que

por meio da Notificação de Investigação

Preliminar (NIP) intercede conflitos entre

usuários e operadoras de saúde e odontologia

em casos de negativa de cobertura.

O próprio Conselho Nacional de

Justiça (CNJ) reconhece a judicialização

da saúde e recomenda aos Tribunais a

adoção de medidas para melhor subsidiar

os juízes, assegurando maior eficiência na

solução das demandas judiciais referentes

a assistência saúde. “Para o magistrado,

existe a obrigação constitucional de prestar

a jurisdição e resolver os problemas

que afligem a sociedade, porém faltam

ferramentas e informações técnicas da

área da saúde, além de instrumentos

que auxiliam o exame dos pedidos de

concessão de provimentos jurisdicionais

em caráter de urgência”, declara Pedro

Ramos, da Abramge.

Em abril deste ano, a Associação,

junto com a FenaSaúde, assinou um

acordo de cooperação com o Tribunal de

Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP)

para mediar liminares dos processos

distribuídos no Fórum João Mendes

Júnior, no centro da capital paulista. A

medida prevê a criação do Núcleo de

Apoio Técnico e de Mediação (NAT),

que terá a função inicial de promover o

contato entre a operadora e o demandante

para que fechem acordo e dispensem

uma ação judicial – isso porque muitas

solicitações chegam aos magistrados

sem que antes o beneficiário tenha feito

o primeiro contato com a operadora.

Em um segundo momento, o NAT deverá

ser reestruturado para subsidiar os

magistrados com informações relativas

aos casos sob demanda e sobre a área

da saúde. “Nessa etapa posterior, o NAT

deverá ser constituído de forma a manter

total isenção”, frisa Marcio Coriolano, da

FenaSaúde.

Foto: Osmar Bustos

❙❙Francisco Bruno, da Mercer Marsh

28

❙❙Eudes de Freitas Aquino, da Unimed

❙❙Simone Parré, da Dainesi & Parré


O Núcleo também funcionará como

um piloto e, caso apresente resultados

positivos, poderá ser replicado para todo

o Brasil junto com o CNJ. Como a ação é

recente, ainda não há como estimar, nem

mesmo em números aproximados, em

quanto os processos envolvendo o setor

poderão ser reduzidos. Mas Coriolano

espera que as demandas imotivadas comecem

a cair a partir do momento em que

os planos de saúde tiverem ciência dos

questionamentos dos beneficiários e na

medida em que os magistrados seguirem

as recomendações do Tribunal.

Já Ramos lembra que este é um passo

importante para o segmento e que toda

participação, seja de entidades de defesa

do consumidor ou de representantes de

outros segmentos de saúde, é bem-vinda.

A Unimed, por exemplo, tomou conhecimento

da iniciativa e deverá se juntar

à causa. “Esse acordo será um canal

de diálogo não para beneficiar os planos

de saúde, e sim para esclarecer questões

de esfera médica para a justiça basear

Os geradores de

conflito

Marcio Coriolano, presidente da

FenaSaúde, aponta situações que

levam à judicialização e que podem

ser esclarecidas com a leitura do

contrato ou via contato com SACs

e ouvidorias:

√ Período de carência previsto em

contrato ainda não cumprido;

√ Período de cobertura parcial temporária

(CPT) em casos de doenças

e/ou lesões preexistentes;

√ Procedimentos não previstos no

rol da ANS;

√ Atendimento fora da abrangência

geográfica de cobertura do plano;

√ Quando se trata de contrato

anterior à Lei 9.656/98, algumas

coberturas previstas nos novos

contratos não estão inclusas. Mas

os beneficiários podem e devem

adaptar seus planos de modo que

tenham todas as coberturas que a

Lei e as normas da ANS estabelecem.

suas decisões”, reitera Eudes de Freitas

Aquino, presidente da Unimed do Brasil.

Case de sucesso

Simone Parré, advogada especialista

em saúde suplementar e sócia na Dainesi

& Parré Advogados, lembra que grande

parte dos processos envolvendo planos

de saúde ocorre por falta de diálogo entre

as operadoras e seus beneficiários. Na

contramão das demandas imotivadas, as

operadoras de saúde já contatadas por

seus clientes podem evitar que o entrave

chegue à justiça, mas devem ter sensibilidade

e cuidado ao resolver a questão.

A executiva cita como exemplo uma

de suas operadoras clientes, que enfrentava

grande número de reclamações e processos

junto à ANS. “Em um trabalho que

durou um ano e meio, o call center desta

operadora foi reformulado e o resultado

foi uma redução de 50% nas reclamações.

Às vezes as queixas também acontecem

porque a operadora não oferece um meio

de comunicação eficaz”, finaliza.

29


especial benefícios saúde

As inovações da

saúde suplementar

Operadoras e seguradoras especializadas na área apostam no

desenvolvimento de produtos e serviços para PME, em programas

médico-hospitalares e em tecnologia

Lívia Sousa

O

número de beneficiários na

saúde suplementar está evoluindo.

De março de 2014

ao mesmo período deste

ano, houve uma alta de 1,3% de usuários

nos planos individuais (o equivalente a

124.086 novos vínculos) e 2,7% nos planos

coletivos empresariais (896.917 novos

usuários). Os dados são do levantamento

“Saúde Suplementar em Números”, divulgado

pelo Instituto de Estudos da Saúde

Suplementar (IESS).

Com o crescimento de usuários, crescem

também a demanda e o mercado de

saúde – que apesar dos números positivos

30

ainda conta com baixa penetração no Brasil,

de acordo com o presidente da Bradesco

Saúde, Marcio Coriolano. “O segmento

de saúde suplementar acompanha o ciclo

econômico do País, que depende exclusivamente

de emprego e renda, fatores

determinantes para alavancar o mercado”,

declara o executivo.

No entanto, há muitas oportunidades

de crescimento para o mercado de saúde

suplementar, mesmo diante de um cenário

macroeconômico desafiador. “De acordo

com as entidades que representam o setor,

apenas 26% da população brasileira possuem

um seguro saúde e 15%. tem plano

odontológico”, lembra o vice-presidente de

Saúde e Odonto da SulAmérica, Maurício

Lopes.

Assim, as empresas esbarram no

desafio de oferecer produtos inovadores

e serviços de excelência, além de aprimorar

constantemente os processos de

atendimento. Uma fórmula eficaz para

atrair novos beneficiários e manter fiéis

os usuários veteranos.

Uma das apostas das operadoras e

seguradoras especializadas em saúde

tem sido o desenvolvimento de produtos

e serviços voltados a pequenas e médias

empresas, mercado em expansão apontado


como o grande polo de crescimento no

setor de saúde suplementar. A Bradesco

Saúde, por exemplo, reestruturou a grade

de produtos com o objetivo de atender a

diferentes grupos deste ramo. As soluções

variam e contam com três a 29 vidas, 30 a

99 vidas e 100 a 199 vidas. Para os planos

empresariais, o atendimento vai de 200 a

499 vidas e a partir de 500 vidas.

“As pequenas e médias empresas são

o grande motor da economia. O segmento

de PME adotado pela Bradesco Saúde

como Seguros Para Pequenos Grupos

(SPG) passou a ser a estratégia de atuação

da seguradora”, diz Coriolano.

Assim como a Bradesco, a SulAmérica

enxerga um grande potencial de

crescimento no mercado de PME e tem o

segmento como foco estratégico.

Mais proximidade com o

usuário

Na outra ponta estão os programas

médico-hospitalares, que visam estimular

a qualidade da prestação do serviço, a

resolubilidade do atendimento e a racionalização

dos custos assistenciais.

Aos segurados da Bradesco Saúde

em São Paulo e Grande São Paulo, Rio

de Janeiro e Grande Rio, além de Porto

Alegre e Salvador, são disponibilizados

programas que resgatam a relação médico-

-paciente nas especialidades clínica médica,

pediatria, coluna, traumato-ortopedia,

diabetes e cardiologia. Está incluso ainda

um projeto de segunda opinião médica,

realizado em parceria com hospitais de

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais,

que proporciona alternativas de tratamento

de patologias de coluna vertebral, neurológicas

e hemodinâmicas que não sejam

a intervenção cirúrgica.

Estreitar a relação entre médico e

paciente também é vista como uma oportunidade

para a Omint, que personaliza

os serviços de acompanhamento de seus

associados através de medidas como

orientação médica telefônica destinada à

pacientes crônicos e usuários com casos

de saúde complexos. Outra novidade é o

❙❙Maurício Lopes, da SulAmérica

serviço “Doutor em Casa”, no qual um

médico credenciado oferece o primeiro

atendimento ao paciente. “Isso evita o

uso incorreto do recurso e diminui a

dificuldade e o tempo de espera enfrentados

pelos usuários nos pronto-socorros”,

explica Cícero Barreto, diretor comercial

da companhia.


especial benefícios saúde

Gerenciamento de saúde

A adoção de hábitos saudáveis por

parte da população pode contribuir para

a reversão da sinistralidade e da inflação

médica. Para isso, as operadoras privadas

de saúde têm um papel cada vez mais

importante no estímulo da mudança de

hábitos de seus beneficiários, medidas realizadas

através de programas de promoção

da saúde e de prevenção de doenças.

Esses programas crescem rapidamente

entre as operadoras, entre elas a

SulAmérica. Na companhia, o programa

parte do mapeamento de riscos, realizado

por meio de preenchimento de questionários

e exames clínicos. Posteriormente,

os segurados elegíveis são encaminhados

para programas específicos.

“Conciliar a gestão de pagamentos

aos prestadores de serviços médicos-

-hospitalares à gestão da qualidade de vida

dos beneficiários é uma tendência mundial

no setor privado de saúde. Alinhado a esse

cenário, esse também é o nosso posicionamento”,

diz Maurício Lopes.

As iniciativas lançadas pela companhia

já apresentam resultados significativos.

Cerca de 500 empresas e 100 mil

segurados, sendo 29 mil deles em acompanhamento

contínuo, foram atendidos

desde o lançamento do programa “Saúde

Ativa”, em 2009.

Já o programa “Juntos pela Saúde”, da

Bradesco Saúde, indica ações de prevenção

que vão desde a entrega de material

explicativo e realização de palestras ministradas

por profissionais especializados em

❙❙Cícero Barreto, da Omint

32

promoção e prevenção até a elaboração de

programas específicos de gestão de patologias,

que podem contribuir para o controle

de patologias e dos custos do benefício.

A iniciativa desenvolve ainda ações

de promoção da saúde como imunização,

campanha anual de vacinação contra

gripe, benefício farmácia e o “Saúde em

Forma” (que identifica e acompanha pacientes

com patologias crônicas).

“A informação e a assistência oferecidas

contribuem para que os participantes

do Programa tornem-se mais conscientes

e motivados a mudar seus hábitos de vida e

o comportamento em relação à sua saúde”,

afirma Marcio Coriolano.

Tecnologia

Uma das grandes aliadas dos serviços

e produtos médicos-hospitalares no Brasil

é a tecnologia, utilizada, por exemplo, no

serviço de Troca de Informação de Saúde

Suplementar (TISS), criado pela Agência

Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e

estabelecido como um padrão obrigatório

para a troca eletrônica de informações

entre os agentes da saúde suplementar.

“No Brasil, há a oportunidade de se

utilizar a informação em benefício do sistema

de saúde. A ANS começou com isso

e acredito que este seja um dos caminhos

para propiciar agilidade no setor”, diz o

diretor institucional da Amil, Antonio Jorge

Kropf. A agilidade também foi o foco

da operadora, quando mais de um milhão

de beneficiários tiveram seus rostos registrados

em um sistema de reconhecimento

facial. Além de confirmar a identidade

do paciente, a tecnologia utilizada pela

companhia permite a conexão direta do

cadastro do beneficiário com seu prontuário

médico.

Já a Bradesco Saúde se vale da

tecnologia para prestar informações à

área de recursos humanos das empresas

contratantes e incrementar a sua própria

gestão interna de custos. O processo é

realizado por meio do Sistema de Informações

Gerenciais (SIGE), ferramenta

acessada pela internet que permite o

acompanhamento das despesas incorridas

pela população beneficiária, em

todos os tipos de tratamentos que o

seguro cobre, possibilitando a geração

de relatórios para as necessidades de

❙❙Antonio Jorge Kropf, da Amil

análise do comportamento das despesas

médicas. O SIGE também pode indicar a

necessidade de implementação de ajustes

no desenho do plano/benefício, de acordo

com o perfil de cada empresa.

O caminho a se trilhar

Nos últimos anos, o Brasil passou

por transformações estruturais que impactam

diretamente no setor de saúde.

Para Marcio Coriolano, é imprescindível

a compreensão do momento atual para

encarar os desafios em relação à sustentabilidade

econômico-financeira do setor

pelas próximas gerações.

Ainda de acordo com o presidente

da Bradesco Saúde, no processo de manutenção

do equilíbrio econômico-financeiro

do sistema de saúde suplementar,

o consumidor também tem sua parcela

de responsabilidade, necessitando estar

atento à utilização dos serviços de modo

responsável e ético e evitando onerar ainda

mais um sistema que, por sua natureza

de mutualismo, aumenta seus custos na

medida de sua utilização.

Cícero Barreto, da Omint, chama a

atenção para a qualidade dos produtos

e dos serviços prestados pelo segmento.

“Não adianta trabalhar com quantidade e

se esquecer da qualidade. A melhoria tem

que ser contínua”, diz. “Estamos sempre

em contato com os médicos para verificar

a efetividade e as melhorias das novas

tecnologias. Esta é uma área segmentada,

com muitos atores, um grande fato para

melhorar a cadeia como um todo”, conclui

o executivo.


especial benefícios vida

Tecnologia

impulsionando o

seguro de pessoas

De plataformas para subscrição a mapeamento

genético, avanços chegam ao mercado e players

precisam se adaptar às novas tendências sem

esquecer o fator humano

Amanda Cruz

34


Novos processos fazem parte

do cotidiano de resseguradoras,

seguradoras e corretores.

O aprimoramento de ferramentas

e plataformas, além de técnicas

de subscrição, traz agilidade às companhias

e diminuem a probabilidade de

fraudes, possibilitando a comunicação

direta entre players.

A telessubscrição é algo simples, mas

que tem feito a diferença no cálculo dos

riscos dos seguros de vida. Com ela, o

questionário sobre hábitos e doenças, que

antes era preenchido a mão e entregue ao

corretor, agora é feito por um profissional

especializado da área da saúde, por telefone.

Isso ajuda no processo de diversas

maneiras, como o fato de ter um profissional

dedicado a isso, que pode reconhecer

sintomas, ficar alerta a possíveis inconsistências

e auxiliar o próprio cliente a avaliar

suas respostas e também ser mais honesto

em relação a elas. “O que percebemos

com a nossa experiência é que os clientes

ficam mais satisfeitos e à vontade, porque o

corretor pode ser um amigo ou conhecido

para quem ele não quer revelar possíveis

problemas ou dados de sua intimidade”,

indica Alessandra Monteiro, gerente de

Riscos de Vida e Previdência do IRB

Brasil RE. A companhia também lançou,

em junho, um manual de subscrição online,

que a seguradora pode consultar para

saber qual a forma adequada de tratar um

risco. “Por exemplo, alguém que é mergulhador

já tem um risco, mas dependendo

do tipo, da modalidade de mergulho que a

pessoa faz, o risco pode ser diferenciado”,

explica Alessandra.

A Swiss Re também atua com telessubscrição

e acredita que essa ferramenta

é um caso de bastante sucesso. Mas Margo

Black, CEO da Swiss Re, cita também a

subscrição preditiva, ainda pouco utilizada

no Brasil como um avanço para a área.

“É uma forma de selecionar potenciais

candidatos ao seguro de vida. Utiliza-se

grandes bases de dados para se fazer

inferência estatística e, baseado nessa

inferência, pode-se oferecer um seguro de

vida sem a necessidade de se perguntar a

real condição de saúde e de atividades do

proponente da apólice”, conta a executiva.

A movimentação dos setores de TI

tem sido vital para qualquer segmento,

❙❙Alessandra Monteiro, do IRB

porque está diretamente ligado com a

exploração do potencial de agilidade do

mercado, o que traz a rentabilidade. Por

isso, a maioria delas adota um trabalho

intenso para reformular suas visões

sobre o assunto e aumentar seu preparo.

“As áreas de TI têm grandes frentes de

negócios e pilares. É fundamental saber

que tipo de tecnologia é vital para o segmento”,

aconselha Willians Monteiro,

gerente de Tecnologia da PAN Seguros.

Para Margo Black, mudar sistemas

antigos e aplicar novas formas de subscrição,

como por exemplo a subscrição

com agravo de risco, ainda é algo não

muito praticado pelas seguradoras. “O

seguro de vida em si (sem considerar o

VGBL que é categorizado como Vida)

ainda é comercializada de forma bastante

simples no mercado brasileiro (produto

anual, apenas risco sem componente

de poupança, coberturas tradicionais

etc)”, conta. Por esse conservadorismo

do mercado alguns obstáculos podem

ser encontrados, mas certamente a

movimentação é a de, cada vez mais,

aderir às novidades. Pois, se não for

assim, as companhias correm o risco

de ficar para trás.

A percepção que se tem é que a

redução dos custos e o aumento da

agilidade são os principais motivos

dessa autoanálise que as companhias

de seguro vêm fazendo. “Os clientes

ficam mais satisfeitos com a inserção

da tecnologia. Esse movimento fica cada

vez mais evidente com as demandas da

geração Y, que vive dentro dessas novas

tecnologias. Para ela é impensável

você não ter essas ferramentas”, relata

a executiva do IRB.

Todas essas avaliações têm um intuito:

tornar o mercado de seguros mais saudável.

Isso não está separado de fazer com

que as pessoas também fiquem assim.

Dar descontos e incentivos para aqueles

que se cuidam mais já é uma prática bem

avaliada pelo mercado de seguros. Sejam

clientes que já contratam tendo bons hábitos

ou aqueles que adquirem produtos

ao longo do caminho, as seguradoras têm

procurado recompensá-los.

No Brasil, isso ainda não é muito

comum, mas em alguns outros países já

é mais difundido. A chave para se chegar

a um modelo que beneficia os clientes

com menos riscos é ter uma boa base

estatística para fazer o cruzamento de

informações de um mesmo cliente em

diferentes produtos. Margo explica que

um exemplo de necessidade dessa base

é o desenvolvimento de produtos de seguro

de vida “preferencial”, que oferece

desconto pelo perfil do segurado. Uma

pessoa com 40 anos, dependendo de suas

condições de saúde e hábitos de vida,

pode ser categorizada como um risco

“preferencial”, “super preferencial”, entre

outras categorias. “Podendo, ao final, ser

precificada com uma tarifa equivalente

a 35 anos, por exemplo. Entretanto, a

seguradora tem que estar ciente de que,

ao fazer isso, terá que cobrar um pouco

mais daqueles que não são riscos preferenciais”,

elucida a executiva. Estes

produtos são bastante comuns em países

como os Estados Unidos, mas no Brasil

poucas seguradoras comercializam o

seguro dessa forma.

A Pan Seguros já utiliza essa estratégia

e percebe que está sendo bem

aceita pelos usuários em geral. “Fazemos

isso em nossas assistências agregadas

aos produtos. Sempre queremos

utilizar a tecnologia mais avançada e

percebemos o retorno vantajoso desses

processos como um todo. Acredito que

estamos ajudando a impactar positivamente

a parceria com corretores”,

acredita Monteiro.

“Outro método que utiliza tecnologia,

em alguns outros mercados como o

dos EUA, são aplicativos que monitoram

35


especial benefícios vida

alguns indicadores de saúde e impactam

no cálculo dos descontos. Há possibilidades

para que seja utilizado também

no ramo Vida”, conta Samy Hazan, diretor

de Seguros de Pessoas da Yasuda

Marítima.

Quando aparece como benefício

nas empresas, o Seguro de Vida pode se

apresentar de duas maneiras: ou como

um item que passa um pouco despercebido,

até mesmo por conta do resultado

de seu sinistro; ou então é, para aqueles

que estão mais familiarizados com a

necessidade de proteção, uma segurança

que faz diferença. A contratação de

mais de um seguro de vida é possível.

Não raro as pessoas contratam um

pessoalmente e, depois disso, aderem

ao que a empresa oferece. Segundo

os executivos, a grande questão do

seguros de vida é que ele, mais do que

qualquer outro, demonstra interesse no

funcionário além da sua participação na

empresa, é um produto que cuidará da

família e poderá garantir estabilidade

em caso de sinistro. Mas isso tem um

custo aos empresários e a identificação

do risco é primordial para que os RH’s

moldem suas contratações. Os altos

executivos das empresas sempre terão

os capitais segurados mais elevados e,

por isso, uma subscrição mais minuciosa

é esperada e tecnologias como a

telessubscrição entram também nessa

questão, dando a certeza de que o risco

daquele alto capital segurado cabe no

orçamento da empresa destinado aos

prêmios dos benefícios de seguros.

“Na minha avaliação, o seguro de

Vida é um dos que tem mercado com

mais chances de crescimento no Brasil.

Ainda não somos grandes consumidores

de seguro de vida”, pondera Marcus

Leite, da Software AG, empresa que

oferece soluções tecnológicas ao mercado

de seguros. Segundo ele, selecionar

e configurar perfis são um dos grandes

desafios de inteligência desse negócio,

principalmente porque o seguro de Vida

precisa ser customizado de acordo com

as necessidades que o cliente anseia.

A empresa oferece as plataformas que

seguradoras parceiras usam para incrementar

seus canais e darem uma melhor

experiência ao usuário.

Riscos futuros

Um sistema que monitore

movimentos e que diga se a

sua atuação no trânsito está

sendo positiva ou negativa.

Se o seu comportamento coloca em

risco você ou outras pessoas ou se,

pelo contrário, seus hábitos fazem

com que você seja muito mais confiável.

Além disso, no futuro, prever

o que poderia acontecer, mesmo

que ainda estivesse distante e fazer

alguma coisa para modificar essa

realidade. Isso já está sendo estudado

na telemetria para automóveis; com ela,

os condutores que tiverem melhores hábitos

serão beneficiados com descontos e

outros bônus de sua seguradora. Mas e o

mercado de vida e saúde, poderia contar

com isso? O Projeto Genoma Humano se

propôs a mapear o DNA humano e obteve

sucesso. Hoje, existem dois exames

possíveis que determinam as propensões

no desenvolvimento de doenças: o disease

conferring (“conferidor” de doenças)

e o suscebility conffering. O primeiro

identifica os genes que seriam capazes,

36


especial benefícios vida

❙❙Margo Black, da Swiss Re

sozinhos, de desenvolver alguma doença;

no segundo são mapeados genes

que não seriam capazes de desenvolver

doenças sozinhos, mas que facilitam o

risco da pessoa desenvolvê-la.

Pode parecer conversa de ficção

científica, mas pode ser uma aposta do

mercado de seguros para encarar riscos

nos ramos Vida e Saúde em um futuro

próximo. O mapeamento genético ainda

é um assunto controverso e não muito

ressaltado dentro do mercado, mas sua

viabilidade já foi pauta de discussões.

Com os dados que os exames podem

apresentar, os seguradores do ramo Vida

poderiam, por exemplo, saber se alguém

tem maiores probabilidades de desenvolve

rum doença que o levaria a óbito

antes da expectativa média de vida. Os

riscos atualmente são calculados com

base na variável idade para precificar

a apólice e descobrir o risco, incluindo

outra série de variáveis como sexo, histórico

familiar (fornecido por declaração

apenas do paciente), hábitos (uso de

bebidas alcoólicas, tabagismo), índice

de Massa Corporal, CEP e até mesmo

religião, entre outros. Ou seja, já existem

muitas variáveis durante o processo,

mas o mapeamento do genoma seria a

definitiva. Além disso, a quantidade de

investigação e exames seria reduzido

tornando os processos de subscrição

e contratação muito mais rápidos, otimizando

a presença das companhias e

aumentando a penetração do mercado.

O que preocupa o mercado e também

os pesquisadores envolvidos com

38

❙❙Willians Monteiro, da Pan Seguros

esse mapeamento é se essas informações

genéticas poderiam ou não ser usadas

com fins comerciais, como as seguradoras

declinarem riscos que pareçam

muito arriscados e deixarem pacientes

sem cobertura e outra questão ética: a

capitalização sobre particularidades humanas

que dizem respeito a quem as têm.

“Existe uma viabilidade nesses projetos.

Hoje em dia as informações estão mais

disponíveis, é mais fácil. Mas acredito

que o fator ético deve ser o primordial. O

que eu tenho plena convicção é que você

tem mais acesso, mas que ainda pode estabelecer

uma relação com o cliente em

que ele te dê essas informações para que

ele confie em qualquer serviço que você

possa oferecer”, acredita o executivo da

Pan Seguros.

Samy concorda que as pesquisas a

esse respeito ainda são muito incipientes

e o mercado não deve se ater a isso, mas

sim em aprimorar o que já parece estar

dando certo. “Acredito que a principal

tecnologia que beneficiará vida das

pessoas será as avaliações. Essa é uma

grande questão, do monitoramento.

Percebemos que alguns aceitarão serem

monitorados, outros não. Mas nem isso

é definitivo, são conceitos novos que

temos que trabalhar”, opina

Quem quer saber?

Quem pode ter certeza que gostaria

de saber se possui ou não maiores

chances de desenvolver uma patologia?

E mesmo para aqueles que afirmarem

querer, quem garantirá seu bem-estar

❙❙Samy Hazan, da Yasuda Marítima

caso se depare com algum diagnóstico

afirmativo? Muitas dessas doenças degenerativas

detectáveis não têm cura,

as pessoas podem ter o direito de saber

ou não saber e as seguradoras o dever

de manter seus dados em sigilo e evitar

qualquer constrangimento ou discriminação

que pudesse acontecer decorrente

do diagnóstico.

O assunto é delicado e um caso

recente mostra isso. A atriz Angelina

Jolie, hoje com 40 anos, realizou o

mapeamento para identificar a probabilidade

do aparecimento de algumas

doenças em 2013 e, após o resultado,

fez uma cirurgia chamada mastectomia,

que é a retirada dos seios para evitar

desenvolver câncer de mama, doença

que matou sua mãe. Em março de 2015,

pelos mesmos motivos, a atriz retirou

também o útero e os ovários, procedimento

que a levou a menopausa, igualmente

para prevenir o aparecimento

de um câncer. Para a atriz, isso trouxe

segurança, embora em casos como esse

o cuidado precise ser redobrado, já que

pode acarretar em outros problemas de

saúde. Alessandra comenta o assunto e

lembra que mesmo com o mapeamento,

nada era definitivo. “No caso da Angelina,

que perdeu a mãe e a tia com câncer,

ela preferiu tirar. Mas havia chances

também de que ela não desenvolvesse a

doença e que não precisasse passar nem

por procedimentos de prevenção como

esse, nem pela doença propriamente.

Foi uma opção dela, mas que continha

muitos riscos”, alerta.


especial benefícios previdência privada

Auxílio para o futuro

Um benefício

pouco explorado

pelas empresas,

mas que pode ser

decisivo para a

retenção de talentos;

acompanhando o

colaborador por toda

a vida

Amanda Cruz

40

Complementar a renda, garantir

um futuro com mais conforto,

realizar algum sonho de viajar

após se aposentar ou viver em

outro lugar. Os sonhos que permeiam a

vida das pessoas no futuro são bastante

diversos, mas a estabilidade financeira

é o pano de fundo para todos eles. A

previdência privada pode ser uma boa

opção para garantir que esses desejos se

concretizem; um investimento de baixo

risco e com rendimento que varia entre

7,5% e 10% ao ano, podendo chegar a

13% em caso de aumento da taxa Selic,

enquanto a caderneta de poupança tem

rendido, nos último 12 meses, 7,47% no

máximo.

Entretanto, como os brasileiros têm

se preparado para o futuro? Uma pesquisa

divulgada pela Fenaprevi, em parceria

com a Ipsos, em novembro de 2014, destaca

que 65% das famílias brasileiras vive

com até 3 salários mínimos e que 30%

dos brasileiros fazem algum tipo de poupança

de seus rendimentos, embora 55%

não tenham exatamente um planejamento

financeiro e 85% o fazem nas cadernetas

de poupança. Desses, o valor guardado é

de até 10% do rendimento. Outras aplicações,

como fundos de investimento,


ações e o Tesouro Direto ficam quase que

completamente de fora do planejamento

financeiro dessas pessoas.

Poupar pode ser mais difícil também

para quem precisa prover as necessidades

básicas suas e/ou de suas famílias e

não vê o dinheiro sobrar. Apesar dessas

constatações, a questão cultural ainda é

um entrave: mesmo as pessoas que têm

como economizar acabam gastando esse

dinheiro em outras coisas. É uma tendência

que as pessoas façam mais prestações

e financiamento se o dinheiro parece

estar “sobrando”.

O desconhecimento sobre as questões

que envolvem planos de previdência

ainda é bastante grande e quem conhece

e quer investir neles como pessoa física

pode acabar se assustando com as taxas

de administração e de carregamento,

que podem pesar para quem não tem a

educação financeira necessária para se

comprometer com um investimento que

poderá demorar no mínimo, de dois a

cinco anos para ser resgatado.

Mesmo entre os representantes das

chamadas classes A, B e C, que teoricamente

teriam mais condições de poupar, só

10% tem plano de previdência privada. É

nesse gap que entra a oportunidade e responsabilidade

das empresas, sejam PME’s

ou de grande porte: auxiliar o colaborador

a poupar oferecendo a previdência privada

em caráter empresarial, que ainda é de

pequena expressão no País: apenas 9,54%

dos planos são feitos pelas empresas.

Como funciona

Nessa modalidade, para cada real

investido pelo funcionário no plano, a

empresa investe outro real. Ou seja, Se o

valor de aporte for de R$ 100,00 de um

lado, será igual do outro, totalizando uma

aplicação de R$ 200,00, dobrando o investimento

do funcionário. O plano também

fica livre da taxa de carregamento e a taxa

de administração cobrada tende a ser mais

baixa do que sobre a Pessoa Física.

Esse tipo de projeto é idealizado

pelo RH, geralmente com envolvimento

da área financeira e legal mas, de forma

geral, o projeto de previdência envolve

a liderança da empresa. A utilização de

um profissional externo, seja um consultor

ou corretor de seguros, no desenho

da seleção pode trazer valor agregado,

porque as decisões desse profissional não

terão absolutamente nenhum interesse a

defender a não ser o do próprio cliente.

“É uma junção de ações que montam um

plano satisfatório. O consultor precisa ir

ao segurado para que ele dê informações

sobre o quadro da empresa e conheça o

funcionamento dos planos no mercado,

sem outros interesses que permeiem

essa relação”, destaca Mauro Machado

consultor da Mercer no Brasil.

O desempenho dos planos individuais

de previdência é tímido no mercado

brasileiro porque continuam sendo mais

procurados por empresas de grande porte.

As PME’s ainda são tímidas nesse tipo de

contratação. Primeiro, por falta de conhecimento

sobre o mercado, mas também

pelo perfil de funcionários que costumam

contratar, que muitas vezes ainda estão

mais interessados em benefícios mais básicos.

Mas essa realidade tende a mudar

à medida que esses colaboradores ficam

mais preparados e passam a exigir mais

para continuar nas empresas.

Mesmo no caso das empresas multinacionais,

nem todos os funcionários

podem contar com esses planos. Algumas

delas disponibilizam a previdência

privada apenas nas cestas dos executivos

de cargo mais elevado, como diretores

e presidentes, muito porque eles são os

que participam ativamente das decisões

mais importantes da companhia e mantê-

-los em seus cargos é uma necessidade

estratégica. Os benefícios são também

um modo de suprir a necessidade de reconhecimento,

o famoso feedback que os

profissionais precisam. Então, fazer com

41


especial benefícios previdência privada

que só alguns dos funcionários tenham

acesso pode causar dois efeitos colaterais

diferentes: os funcionários podem

ficar desmotivados por achar que não

são valorizados ou podem ver nos benefícios

de cargos mais altos um estímulo

para procurar desenvolver sua carreira e

crescer dentro da empresa. Por isso, antes

de tomar a decisão, é tão importante que

o RH conheça o perfil de funcionários

com os quais trabalha.

As empresas têm pensado nesse

como um movimento de retenção de

colaboradores. Ter em seu pacote de benefícios

um plano diferenciado como o de

previdência, que ainda é pouco utilizado,

pode ter um grande peso no desempenho

da empresa em geral. “Na realidade,

acredito que esse movimento de oferecimento

tem aumentado bastante. O plano

é encarado como beneficio estratégico na

atração de talentos”, destaca Machado.

A abordagem feita na hora da explicação

do benefício, planta no colaborador

a semente da educação financeira. Ao

oferecer algo que pelos seus hábitos

42

comuns ele não exploraria, a empresa

mostra que é possível poupar e auxilia

aqueles que já têm seus vencimentos

comprometidos com outras despesas a

encontrar uma maneira eficaz de fazer

com que seu dinheiro renda. “Quando a

comunicação dos planos é feita de forma

cuidadosa, percebemos que o funcionário

entende a importância e tem muito prazer

em pagar a sua parte. Isso é ganho, não

é risco. Ainda é preciso um trabalho

importante nesse sentido, mas quando

a empresa oferece os planos, a taxa de

adesão dos funcionários é de, em média,

70%”, explica Machado.

Desligamento

A realidade do mercado no momento,

especialmente com as questões

relacionadas à geração Y, muito mais

dinâmica e que não costuma continuar

em empregos que não a satisfaça, faz

com que o vínculo entre empresa e

colaborador possa ser efêmero. A retenção

é o propósito dos benefícios, que

se esgotam quando acaba o contrato de

trabalho, mas caso isso não seja possível

é preciso ficar atento às regras do plano

de previdência privada. Dependendo do

tempo de permanência, o ex-empregado

poderá optar ente fazer o resgate dos valores

acumulado ou migrar o plano para

a nova empresa, desde que ela ofereça o

mesmo benefício. Caso o novo emprego

não tenha essa opção, o portador deverá

fazer a portabilidade para um fundo

aberto que seja compatível com as taxas

praticadas anteriormente. O funcionário

que estiver se desligando poderá não ter

direito à contribuição feita pela empresa,

já que a maioria estipula um tempo mínimo

de permanência para que ele possa

levar uma parte das contribuições feitas.

Ainda assim, essas contribuições feitas

não retornam ao caixa da empresa. O

valor patronal ao qual o ex-colaborador

não vai ter direito servirá para quitar

futuras contribuições ou melhorar o

benefício já existente.

“O plano é feito para retenção, mas

essas gerações mais jovens têm uma

relação com o trabalho bem peculiar.


Ele trabalha, mas não tem pretensão de

fazer uma carreira de 30 anos em uma

só empresa. A possibilidade do resgate é

importante para ele, mas se a empresa é

muito benevolente, fazer esse aporte pode

acabar criando um FGTS turbinado”,

explica o consultor, que pede cautela,

pois essa não é a finalidade do benefício.

Mas essa, certamente, não é a expectativa

dos empregadores, que mostram

empenho em entender o funcionário e,

apesar das discrepâncias normalmente

existentes entre os que comandam e os

que adentram as companhias, o reconhecimento

profissional pode ser a palavra de

ordem para manter as equipes sólidas. Se o

momento pede cautela, por conta de questões

econômicas e instabilidades políticas

que acabam gerando uma desaceleração,

os benefícios ao invés de serem encarados

como gastos devem ser encarados

como investimentos em profissionais que

já se sabe serem qualificados e que não

abandonaram a equipe em um momento

❙❙Mauro Machado, da Mercer

tão delicado. “É interessante porque, de

forma geral, não observamos uma redução

significativa nos benefícios. As empresas

olham para frente, e ainda que exista um

período conturbado, em um momento de

recuperação ela vai precisar de talentos e

o Brasil ainda é carente deles”, destaca.

A conscientização das PME’s ainda

precisa chegar. Previdência privada não

é benefício exclusivo de grandes companhias

com posicionamento de destaque

no mercado. As empresas menores também

precisam reter seus talentos e aliar

benefícios a propostas de crescimento

e desenvolvimento de carreira pode ser

uma aposta acertada para que os desejos

de desenvolvimento das duas pontas

caminhem juntos. Os investimentos

para retenção devem ser de médio prazo.

De acordo com o consultor da Mercer,

uma empresa de tecnologia que visitou

é um bom exemplo: permeada por jovens,

que se dedicam ao trabalham na

empresa e se orgulham de sua carreira,

mas que não têm a mentalidade de que

planos de previdência são para serem

aproveitados na velhice. Eles sabem que

o resgate antecipado é possível a médio

prazo e pretendem aproveitar o que a

previdência tem para oferecer antes da

terceira idade.


patrocínio | Rio 2016

Proteção para os atletas

a um ano da competição

Grupo Bradesco Seguros patrocina os Jogos Rio 2016 e disponibiliza

ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e à equipe olímpica produtos

de seguros e serviços

Kelly Lubiato

Desde a candidatura da cidade

do Rio de Janeiro como sede

dos Jogos Olímpicos, a Organização

Bradesco apoiou e

abraçou a causa. Agora, a menos de um

ano da realização dos Jogos Rio 2016, a

parceria está a pleno vapor para garantir

a saúde e outros serviços para os atletas

brasileiros de alto rendimento.

De acordo com Marcus Vinicius

Freire, diretor executivo de esportes do

COB, o patrocínio do Grupo Bradesco

Seguros garante o seguro saúde de

aproximadamente 700 atletas, entre os

principais do País. “As Confederações

Brasileiras Olímpicas nos indicam seus

principais atletas, aqueles que têm mais

chances de integrar a delegação brasileira

em Jogos Olímpicos, Pan-americanos e

Sul-americanos e obter bons resultados.

44

O COB faz o gerenciamento dessa lista”,

explica Freire.

Como seguradora oficial e patrocinadora

dos Jogos Rio 2016, o Grupo

Bradesco Seguros disponibiliza diversos

produtos e serviços ao Comitê Rio

2016 e aos atletas do Time Brasil. As

coberturas incluem desde assistência

médica e odontológica até seguros para

veículos, responsabilidade civil e outros

seguros especiais.

Durante os Jogos Olímpicos, não é

permitida a exposição de marcas nas arenas

de competição. O Grupo Bradesco

Seguros, no entanto, tem uma série de

propriedades que permitem a associação

de sua marca com as logos compostas

dos Jogos Rio 2016 (associadas aos

Jogos Olímpicos e Paralímpicos) em

suas campanhas publicitárias, material

de ponto etc. “O patrocínio vai ao encontro

de nossa estratégia de atuação,

de investir em ações que sensibilizem a

população sobre a importância da prática

esportiva como um dos pilares para

a conquista de uma vida longeva, com

saúde e bem-estar”, analisa Alexandre

Nogueira, diretor do Grupo. Entre essas

iniciativas destacam-se o Circuito da

Longevidade, o Tour do Rio, a CicloFaixa

de Lazer São Paulo e diversos patrocínios

e apoios para eventos envolvendo

esporte, bicicleta, bem-estar e o debate

sobre questões referentes a longevidade.

O Grupo Bradesco Seguros acredita

que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

são uma força do bem que une as pessoas

por meio de um interesse comum em esportes.

“Temos visto o impacto positivo

e legado duradouro que os Jogos deixam


em cada país sede”, conta Nogueira.

O Grupo Segurador acredita que esses

eventos vão colaborar para o desenvolvimento

econômico e social do país, além

de deixar uma contribuição permanente

para o esporte brasileiro. “Apoiamos os

ideais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

e nos orgulhamos do nosso papel

em ajudar a tornar os Jogos Rio 2016

uma experiência memorável para o País”,

completa o executivo.

Ter a marca vinculada aos Jogos Rio

2016 traz um retorno incontável para a

marca, seus acionistas, parceiros e colaboradores.

Por outro lado, o patrocínio da

iniciativa privada é fundamental para a

participação dos atletas nos jogos olímpicos.

“O esporte olímpico brasileiro está

se desenvolvendo bastante, temos metas

agressivas para os próximos anos. As

empresas começam a perceber o imenso

valor de agregar a imagem de atletas e

equipes às suas marcas. Acreditamos que

o desenvolvimento do marketing esportivo

no Brasil será um dos grandes legados

da realização dos Jogos Olímpicos Rio

2016”, declara Freire, do COB.

Freire, que já atuou no mercado de

seguros antes de entrar no COB, explica

que a expectativa da participação dos

atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos é

grande, pois a meta da entidade é colocar

o País entre os 10 mais bem colocados no

quadro geral de medalhas, quase dobrando

o número de conquistas de Londres

2012, recorde de medalhas do Brasil.

❙❙Marcos Vinicius Freire, do COB

“Preparação. É melhor ter”

O Grupo Bradesco Seguros está

investindo também em uma maciça

campanha publicitária criada pela AlmappBBDO,

destacando a importância

da preparação para se obter sucesso nos

esportes e enfrentar os imprevistos da

vida. O filme “Basquete”, com 30”, deu

início à comunicação em que o conceito

“Preparação. É melhor ter.” estará em

todas as peças na TV, nos anúncios impressos,

no rádio e na internet.

Como segurador oficial e patrocinador

dos Jogos Rio 2016, o Grupo Bradesco

Seguros destaca em sua comunicação

como a preparação obtida por meio da

repetição nos treinos é fundamental para

alcançar excelência e conquistas nos

Jogos Olímpicos.

“Para obtermos êxito em tudo na vida

a melhor estratégia é estarmos preparados.

Este conceito é válido para os desafios

do nosso dia a dia profissional, para

os atletas que precisam treinar o máximo

possível para obter bons resultados em

competições, como os Jogos Olímpicos,

e também para a vida, quando é imprescindível

nos prepararmos para lidar com

imprevistos”, diz Alexandre Nogueira,

Diretor do Grupo Bradesco Seguros.

Os canais digitais do Grupo Bradesco

Seguros também estão no clima

olímpico. Foi lançada no Facebook a

fanpage “Rumo aos Jogos Rio 2016”,

com patrocínio da Bradesco Seguros,

que já conta com mais de 235 mil “curtidas”.

A página, produzida pelo Esporte

Interativo, apresenta conteúdo exclusivo

sobre várias modalidades esportivas, destacando

o perfil de atletas, curiosidades

do esporte e as notícias mais recentes

sobre os Jogos. Além de postagens nas

redes sociais, o Grupo Segurador disponibilizou

em seu site uma ferramenta de

contagem regressiva para os Jogos.

Circuito da Longevidade

O Circuito da Longevidade, que em

2015 completa o oitavo ano consecutivo

difundindo a importância do exercício

físico para a conquista da longevidade

com saúde, qualidade de vida e bem-estar,

realiza provas de corrida (6 km) e de

caminhadas (3 km) em São Paulo, Rio de

Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas

Alexandre Nogueira, do Grupo

❙❙Bradesco Serguros

Gerais, Distrito Federal e Goiás. Desde

a primeira edição, em 2007, o evento,

que conta também com o patrocínio do

Grupo Segurador, já marcou presença

em 18 cidades, reunindo mais de 300 mil

pessoas. O Circuito conta, também, com a

presença da dupla de mascotes dos Jogos

Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Tom

e Vinícius, que dá as largadas da prova de

corrida e da caminhada, além de interagir

com os participantes. Recentemente,

Ginga, mascote do Time Brasil, passou a

acompanhar a dupla.

No Circuito da Longevidade, o Grupo

Bradesco Seguros apoia cinco atletas

de alto rendimento: Adriana Cristina

Silva da Luz, Damião Ancelmo de Souza,

Ederson Vilela Pereira, Leandro Prates

Oliveira e Marcelo Cabrini. Eles são

embaixadores da prática esportiva, estimulando

a população em geral a manter

hábitos saudáveis e uma vida mais ativa.

Além disso, o patrocínio reforça a

importância da parceria entre a iniciativa

privada e o esporte brasileiro, uma paixão

nacional que, acima de tudo, é uma

poderosa ferramenta de inclusão social,

de formação de caráter e que proporciona

qualidade de vida.

O Grupo Bradesco Seguros tem atuação

multilinha em âmbito nacional. De

janeiro a junho de 2015, seu faturamento

atingiu R$ 30,2 bilhões nos segmentos de

seguros, capitalização e previdência complementar

aberta. Tal valor representou

evolução de 19,4% em relação ao totalizado

no mesmo período de 2014.

45


tecnologia | transportes

Gestão de averbações de

seguros de transportes

Solução tecnológica dá um passo além e auxilia seguradoras,

corretores e segurados a desburocratizar os processos relacionados

as apólices de seguros de transportes

Diferentemente da carteira

de automóvel, cuja apólice é

contratada a partir de um bem

específico, nos seguros de

transportes são contratados limites máximos

a serem amparados pelas apólices,

levando-se em conta algumas variáveis

relacionadas a operação.

Como nem todos os embarques são

realizados com os valores máximos contratados,

cabe ao segurado, informar à

companhia seguradora, o valor da importância

segurada em cada embarque. A esta

informação, dá-se o nome de “averbação”.

A partir de 2006, a Vector Solutions

percebeu que tecnologia seria um diferencial

importante para a operação de

averbação, e iniciou o desenvolvimento

do sistema. Em 2013, assumindo seu

DNA de tecnologia, a empresa fechou o

primeiro contrato, com uma das maiores

seguradoras do segmento de transportes.

De propriedade da empresa Vector

Solutions, passou, de uma plataforma desenvolvida

para uso interno, para um dos

grandes fornecedores de sistemas do mercado,

ganhando seguradoras adeptas nos

últimos anos, dando ao corretor a opção

de ser um parceiro que pode administrar

sua carteira diretamente através dessa base

de dados, desde que a seguradora com a

qual trabalha esteja utilizando o sistema.

A aposta da empresa foi se diferenciar

por prestar um serviço que contempla toda

a operação necessária a esses segurados,

incluindo a gestão de informações de

46

❙❙Cleber de Castro

carga para otimização de processos. Etapas

que eram feitas manualmente agora

são automatizadas e trazem agilidade

ao serviço. “Hoje temos clientes com o

sistema contratado e outros ainda em

fase de teste. Ao todo, trabalhamos com

8 seguradoras e mais de 800 clientes que

com elas operam”, conta Cleber de Castro,

diretor da empresa.

O grande trunfo do AverbWeb é ser

100% online. Com isso, não é preciso um

processo longo de instalação e mudanças

de sistema. Após o cadastro, login e senha

garantem o acesso à plataforma. Castro

explica que isso facilita muito porque algumas

empresas, como multinacionais, não

permitem que nada seja instalado em seus

sistemas.“Muitas vezes, eles têm receio

de que as instalações de softwares danifiquem

seus sistemas internos. Nesse caso,

não é preciso preocupar o departamento

de TI”, afirma. A ferramenta também

segue os padrões exigidos pela Secretaria

da Fazenda, deixando os documentos padronizados

e prontos para serem aceitos.

Essa gestão de averbação transita

pelas três pontas envolvidas: o segurado

que a utiliza para averbar sua carga e

imediatamente perceber se há alguma

inconsistência que possa pôr em risco sua

cobertura securitária, agilizando o processo.

Já a seguradora realiza a gestão dessas

averbações com informações diárias e o

corretor, por sua vez, pode acompanhar,

em tempo real, seus clientes e verificar

seu desempenho.

O sistema faz a gestão de informações,

como quebra de sequência numérica,

averbações fora do prazo (Resolução

Susep nº 247), cadastro de seguro próprio

(DDR), identificação de percursos urbanos/suburbanos,

além de não apresentar

dificuldades com a transmissão de grandes

volumes de documentos, o que sempre foi

um gargalo para os concorrentes.

Com o reposicionamento do mercado,

quanto a emissão das apólices de RCTR-C

estipuladas por embarcadores, os segurados

precisam fazer as averbações somente

em suas apólices principais, e o AverbWeb

se encarrega de transmiti-las às demais

seguradoras. “Este é um ganho operacional

extremamente significativo para

as companhias seguradoras que operam

conosco”, acredita Castro.


mudanças | cesáreas

Novas regras

Para reduzir o “boom” de cesáreas no Brasil,

ANS estabelece que operadoras de saúde

divulguem índices de cesarianas e partos

normais e forneçam documentos para

acompanhamento da gestação

Lívia Sousa

Os especialistas da saúde

denominam as cesáreas no

Brasil como uma epidemia.

Pesquisas recentes apontam

que a afirmação não é mero exagero.

Uma delas – “Nascer no Brasil: Inquérito

Nacional sobre Parto e Nascimento”, realizada

pela Fundação Oswaldo Cruz e o

Ministério da Saúde e divulgada em maio

de 2014 – revela que o índice de cesáreas

no País chega a 52%. Na saúde suplementar,

o percentual de partos por meio do

procedimento cirúrgico salta para 88%.

Além do Brasil, altos índices de cesáreas

também são registrados nos demais países

da América Latina (ver box).

Questões culturais e assistenciais

contribuem para que o número de cesáreas

seja grande por aqui e, muitas vezes,

o procedimento acaba sendo uma escolha

pessoal da própria gestante. No entanto,

os mesmos especialistas não hesitam em

afirmar que a cesariana se faz necessária

apenas nos casos em que o parto normal

apresentar riscos para a mãe ou o bebê.

Pensando nisso, a Agência Nacional

de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu,

em julho deste ano, a Resolução

Normativa 368, que visa estimular o parto

normal e reduzir o “boom” de cesáreas.

“Nos anos de 1999, 2003, 2007, 2011

e 2013, a proporção de partos cesáreos

evoluiu para 37%, 40%, 47%, 54% e 57%,

respectivamente”, declara Flávia Tanaka,

diretora-adjunta de Normas e Habilitação

de Produtos da ANS.

A executiva diz que as altas taxas

de cesáreas chamam atenção e denotam

distorções no modelo de atenção, visto

que diferem significativamente das taxas

preconizadas pela Organização Mundial

da Saúde (OMS) – a instituição considera

que aproximadamente 15% dos partos serão

cesarianas. Já o Ministério da Saúde

espera entre 30 e 35% de cesáreas em gestações

de alto risco. “Deste modo, não é

esperado que toda gestação, nem mesmo

as de alto risco, tenha como desfecho o

parto cesariano”, completa ela.

O que muda

Com as novas regras, as operadoras

de saúde serão obrigadas a divulgar,

quando solicitado pela gestante, os

percentuais de cirurgias cesáreas e de

partos normais por estabelecimento de

saúde e por médico. As informações poderão

ser solicitadas por telefone, e-mail,

correspondência ou pessoalmente e as

operadoras de saúde terão no máximo

15 dias, a partir da data do pedido, para

fornecer os dados por escrito. Caso não

cumpram o prazo, os planos de saúde

serão multados em R$ 25 mil.

48


Além do estímulo ao parto normal,

a Resolução Normativa 368 impõe que

as operadoras forneçam às pacientes o

Cartão da Gestante e a Carta de Informação

à Gestante. Na primeira, qualquer

profissional de saúde terá conhecimento

do passo a passo da gestação, facilitando

um melhor atendimento à mulher quando

ela entrar em trabalho de parto. A

segunda, por sua vez, trará orientações e

informações para que a futura mãe tenha

subsídios para tomar decisões e vivenciar

o parto com tranquilidade.

As novas regras incluem ainda o

Partograma, que vai registrar tudo o que

acontece durante o trabalho de parto. O

documento gráfico passa a ser considerado

parte integrante do processo para pagamento

da cesariana (é importante lembrar

que o pagamento não pode ser negado

pelos planos de saúde. Se a gestante tiver

alguma dificuldade neste sentido, deverá

contatar a operadora). Nos casos em que

houver justificativa clínica para a não

utilização do documento, deverá ser apresentado

um relatório médico detalhado.

“A ANS acredita que as novas normas

e orientações contribuem para o

melhor acompanhamento da gestação,

tornando-a mais segura, fortalecendo a

relação entre gestante e médico, além de

fornecer às gestantes mais informações”,

declara Flávia Tanaka. Para atingir o

resultado esperado, a diretora-adjunta

considera como fundamental a disseminação

de informações tanto para a

gestante quanto para a família da futura

mãe, além da utilização de instrumentos

eficazes para o acompanhamento de todo

o período de gestação até o trabalho de

parto e o pós-parto.

Medida é comemorada

Em nota, a Federação Nacional de

Saúde Suplementar (FenaSaúde) demonstrou

apoio à Resolução Normativa 368.

A instituição afirma que suas associadas

“defendem que o parto normal é sempre

a melhor alternativa” e declara que, em

2013, aproximadamente 48% dos partos

normais no setor de saúde suplementar

foram feitos por meio de planos das afiliadas

à entidade.

Já o comunicado da Federação Brasileira

das Associações de Ginecologia e

Obstetrícia (Febrasgo), que também apoia

as novas regras, lembra que as medidas

informativas a serem utilizadas por pacientes

dos planos de saúde na escolha

do obstetra devem ser bem avaliadas,

pois a divulgação das taxas individuais

de partos realizados por um profissional

pode remeter a uma visão distorcida do

perfil de cada médico.

Por outro lado, a Federação alerta

para os casos de obstetras que têm índice

elevado de cesárea em determinadas

operadoras. “Isso porque existem profissionais

especializados em partos de alto

risco que podem ter índices maiores de

América Latina: líder mundial de cesáreas

Um comunicado emitido pela OMS no ano passado mostra que, na América

Latina, 38,9% dos partos – quatro em cada dez – são feitos por meio de

cesariana. O número faz da região a líder em realização de cesáreas no mundo.

Na Bolívia e no Peru, países que contam com maior predominância indígena

e histórico de partos normais, a realização do procedimento passou de

14,6% para 19% e 15,8% para 25%, respectivamente, entre 2008 e 2012. Já na

República Dominicana, o índice atinge 44%. Em seguida aparecem Colômbia

(43%), México (39%) e Chile (37%).

Na contramão dos demais países da região, no Haiti apenas 5,5% dos

partos são cesáreas. A ausência de acesso

aos serviços de saúde é a principal razão

para a baixa.

Fora da América Latina, Estados Unidos

e Espanha têm seguido o mesmo caminho,

com 33% e 35% de cesarianas cada.

❙❙Fernando Poyares, da Seguros Unimed

cesárea, mas isso não significa que esse

médico não faz parto normal, porque a

sua especialização o faz atender gestações

de risco que acabam levando a um

parto cirúrgico”, explica o documento.

Procurada pela Revista Apólice, a

Seguros Unimed disse que a iniciativa

é importante e calçada em um bom propósito.

“Tivemos tempo para os ajustes

operacionais. Os números mostram que

há uma longa jornada para mudarmos um

comportamento tão presente em nossa

sociedade”, comentou o superintendente

de Relacionamento Institucional da companhia,

Fernando Poyares.

Já a Amil, por meio de um comunicado,

informou que “cumpre todas as

resoluções da ANS e que continuará a

oferecer a estrutura e suporte necessários

para garantir a melhor assistência às

gestantes e bebês, independentemente do

tipo de parto escolhido”.

Escolha deve ser respeitada

As novas regras não devem prejudicar

a gestante que escolher a cesárea.

Mas em caso de preferência pelo procedimento

cirúrgico, a paciente deverá

obrigatoriamente assinar um Termo de

Consentimento Livre e Esclarecido para

que a operadora cubra a cirurgia.

Nos casos em que a cesariana for

eletiva, o relatório médico com a negativa

do Partograma deverá vir acompanhado

deste termo de consentimento assinado

pela beneficiária, que substituirá o documento

no processo de pagamento do

procedimento.

49


especial benefícios odontologia

Contínua busca

por mercado

Apesar de ainda

ser visto como um

complemento aos

planos de saúde, o

mercado odontológico

ganha autonomia

dentro das empresas

Amanda Cruz

Em muitas pesquisas desenvolvidas

no mercado, é nítida a

preferência de possíveis colaboradores

por vagas de emprego

que ofereçam planos de saúde e outros

benefícios; o oferecimento de planos

odontológicos ainda surge apenas como

um bônus. Mesmo assim, esse segmento

vem mostrando potencial bastante

animador. Em 2014, os beneficiários de

planos coletivos empresariais cresceram

5,7%, sendo a Região Norte a que teve

a maior taxa, com aumento de 10,9%,

seguida pela Região Sudeste, que apresentou

a taxa de 6%, segundo relatório

da FenaSaúde publicado em março de

2015. É preciso continuar buscando

espaço para tornar esse benefício uma

commodity dos benefícios, assim como

são os planos de saúde.

Alfieri Casalecchi, diretor executivo

da Amil Dental, lembra que assim como a

assistência médica, o plano odontológico

é um diferencial de mercado e toca em

um ponto importante que faz bastante

diferença na hora das empresas lidarem

com seu capital humano: “o plano é importante

tanto no momento da contratação

como da retenção de profissionais e

é capaz de melhorar a qualidade de vida

e a autoestima do colaborador. O sorriso

é o cartão de visita de qualquer pessoa e,

50

principalmente, de profissionais que atuam

diretamente com o público”, afirma.

O ticket médio dos planos de odontologia

é muito menor do que o de um

plano de saúde, ficando em média 4% do

valor. Por isso, a capacidade de ofertá-lo

acaba sendo muito maior, ainda que o

desconhecimento sobre suas vantagens

seja bastante comum. “De modo geral,

quando estamos oferecendo a odontologia

ao segurado, isso ocorre como cross

seling na base de saúde. O RH ainda encara

odontologia como um complemento

e achamos isso até natural”, comenta

Marcelo Benevides Xavier, diretor da

Rodobens Corretora.


Mas ser um complemento não é,

necessariamente, algo ruim para essa

carteira, já que o cross selling é uma

tendência que ganha cada vez mais corretores

adeptos, possibilitando o aumento

das oportunidades de oferta e de ganho

dos corretores. “Atualmente, cerca de

1/3 dos clientes corporativos também

possuem planos odontológicos. Nesse

sentido, percebe-se o expressivo potencial

de crescimento da inclusão do plano

odontológico no grupo de benefícios dos

funcionários de empresas e entidades de

diferentes setores” explica Casalecchi.

É de praxe que os profissionais apresentem

a seus segurados uma proposta de

odontologia em épocas de renovação ou

mesmo quando vão fechar uma apólice de

saúde empresarial pela primeira vez. A facilidade

de contratação do plano faz com

que ele seja muito mais um diferencial,

pois o seguro saúde tem um nível de investigação

para contratação muito maior.

Por suas particularidades, ainda há

muito mercado para conquistar e para

isso Xavier tem uma dica: bons argumentos.

“Um deles é lembrarmos aos contratantes

que um mês do seguro saúde paga

um ano do odontológico. Fazendo essa

analogia, fica fácil mostrar os benefícios”.

Dessa prática, os contratantes também

percebem que o plano odontológico tem

a capacidade de reter colaboradores sem

precisar encarecer muito sua folha de

pagamento e garantindo satisfação das

duas partes.

Diferenciais

Mas não é porque os planos odontológicos

ainda são um braço dos planos

de saúde que eles não devam ter atenção

especial ao que diz respeito aos serviços

pensados especialmente para a odontologia.

“Quando falamos de um produto que

custa R$ 50,00 por mês, muitas vezes não

imaginamos que há coberturas como pequenas

cirurgias e outros procedimentos

que poderiam ser muito onerosos caso o

contratante precisasse pagá-los à vista no

momento de necessidade”, alerta Xavier.

A contratação é ainda mais facilitada

quando são as empresas que oferecem o

plano. Claramente elas procuram cada vez

mais itens para o pacote de benefícios dos

seus funcionários, buscando assim retê-

-los, mas os planos odontológicos já passaram

desse estado e agora as empresas

21,4 milhões de

beneficiários

de planos

exclusivamente

odontológicos

que têm plano de saúde devem procurar

e nos quais os corretores devem insistir

porque a divulgação para o público final

não é tão efetiva quanto deveria, ou seja, a

empresa sabendo que tem essa opção pode

mostrar ao colaborador um produto que

ele nem conhecia ou que acreditava que

não poderia ter acesso. “Percebemos que

essa é uma tendência justamente porque

os RH’s têm essa responsabilidade de

prover aos colaboradores o melhor pacote

de benefícios que eles possam encontrar

dentro da capacidade da empresa. Para

atingir o mercado de pessoa física seria

preciso uma divulgação muito maior, que

não é feita hoje. A grande maioria dos

planos é empresarial mesmo”, relata o

executivo da Rodobens.

Mesmo vendo os avanços, Casalecchi

pondera que falta compreensão da

importância. “É necessária a mudança de

paradigma da importância dos cuidados

bucais que, assim como a atenção à saúde,

devem ocorrer de maneira sistemática”.

Para o executivo, as pessoas ainda olham

a odontologia apenas quando precisam

do tratamento urgente, não pensarem

em prevenção e no acompanhamento

necessário para manter sua saúde bucal

em dia. “Se isso fosse modificado, levaríamos

a odontologia a outro patamar

de compreensão e utilização”, afirma.

Fazer isso significaria, certamente, uma

maior utilização dos planos, mas ao

mesmo tempo traria menos riscos, já

que a prevenção diminui muito a taxa de

sinistralidade dos planos.

Por conta de o ticket médio ser

menor, a abordagem de cross selling é o

mais indicado para obter bons resultados.

O corretor deve ficar atendo às oportunidades,

especialmente no momento das

renovações, onde o colaborador pode já

estar acostumado com os benefícios que

têm e a empresa pode estar pensando em

uma maneira de “surpreendê-lo”.

“Tudo o que for benefício, nós fazemos

uma abordagem, aos clientes que já tenho e

também para aqueles que quero conquistar.

Buscamos aumentar o produto daquele

que já existe, deixando-o mais robusto e

fazendo a prospecção junto com saúde”,

revela Xavier sobre sua estratégia de venda.

Data Base:

dez/2014

Individual

Coletivo

Empresarial

Coletivo

por Adesão

Total

Total de

beneficiários

3.763.304

15.718.907

1.837.032

21.394.807

Variação em 12

meses (%)

8,0

Fonte: Saúde Suplementar em números - IESS

5,7

2,2

5,7%

❙❙Alfieri Casalecchi, da Amil Dental

51


especial benefícios odontologia

Ainda segundo o executivo, uma

área que merece bastante atenção dos

corretores é a de PME, que ainda não

contrata tanto quanto deveria. Até mesmo

o seguro saúde é um pouco mais difícil,

então a contratação do plano odontológico

fica ainda mais distante. “As empresas

maiores têm que oferecer, pois é obrigatoriedade.

Empresas médias e grandes

têm a mentalidade de retenção, por isso

apresentam pacotes de benefícios mais

robustos”, esclarece Xavier.

Essa postura das PME’s pode não

ser muito vantajosa. Oferecer um salário

bom, compatível ou até melhor que a

❙❙Marcelo Benevides Xavier, da Rodobens

52

Aumento de 5,7%

do número de

Beneficiários em

12 meses

média do mercado é certamente um bom

passo, mas o oferecimento de benefícios

diversificados não pesa tanto no orçamento

empresarial e pode ser decisivo para

que o profissional escolha ficar ou mudar

de emprego.

Parece que, para esse mercado, não

há muito espaço para falar em crise.

Durante o primeiro trimestre de 2014

houve um pequeno desaceleramento na

contratação desses planos, mas o setor

parece ter encontrado rapidamente o caminho

de volta para ascender. “Ainda que

o país esteja passando por um momento

de recessão econômica, o mercado para

essa categoria vem crescendo, até mesmo

em virtude das recentes mudanças

na legislação do microempreendedor

individual”, conta o executivo da Amil,

citando o pacote de incentivos lançado

pelo Governo no último ano, que cria

uma tributação única, possibilitando a

muitos microempresários formalizam

seus negócios e contratarem planos odontológicos

empresariais. “A expectativa é

que a expansão dos planos odontológicos

continue, especialmente nos setores de

comércio e serviços”, complementa.

Por isso, passando por momentos

difíceis ou de recessão, as empresas têm

nos benefícios um trunfo para manter seu

posicionamento como bom empregador

no mercado. O otimismo em relação à

carteira está comprovado em números.

O mercado de planos empresariais

cresceu 5,7% no último ano; ainda que

no momento exista uma movimentação

para readequar os planos de saúde empresariais

às necessidades orçamentárias

das empresas, os planos odontológicos se

mostram mais enxutos e, por isso mesmo,

menos suscetíveis à essa flexibilização.

As que já possuem seu plano não deverão

fazer alterações significativas, enquanto

as que ainda não possuem podem se

valer dele para amenizar os impactos da

reestruturação do pacote de benefícios.

“Apostamos muito no crescimento do

segmento, desde sempre. Acredito que as

empresas que estão passando ou prevêem

passar por dificuldades mexeram no

quadro de planos de saúde. Pode ocorrer

de algumas postergarem a contratação,

mas, certamente, é algo que elas têm em

vista para aumentar seu valor diante do

mercado”, finaliza Xavier.


painel saúde

relatório

Destaque para as ouvidorias

A Agência Nacional de Saúde Suplementar

divulgou um relatório inédito

sobre a atuação das ouvidorias de planos

de saúde. O documento mostra que das

1425 operadoras de planos de saúde

ativas no Brasil, 1320 (o equivalente a

93%) possuem ouvidorias cadastradas

em cumprimento à Resolução Normativa

n° 323/2013.

Em termos de cobertura, a presença

dessas unidades atinge mais de 99,8%

do total de beneficiários em planos de

assistência médica e exclusivamente

odontológica. Mais de 89% das ouvidorias

respondem conclusivamente suas

demandas dentro do prazo de sete dias

úteis estipulado pela legislação. Esses

dados fazem parte do primeiro levantamento

feito pela ANS junto às ouvidorias

depois que a normativa entrou em vigor.

Ao instituir a implantação compulsória

de ouvidorias pelas operadoras, a

Agência busca proporcionar aos beneficiários

de planos de saúde um canal de

atendimento com escuta qualificada, diferenciada

dos Serviços de Atendimento ao

Cliente (SAC), capaz de solucionar com

eficácia os conflitos existentes.

aquisição

NotreDame

Intermédica adquire

Grupo Santamália

O Grupo NotreDame Intermédica,

um dos três maiores conglomerados

de saúde do país, celebrou, em

julho, um acordo para aquisição do

Grupo Santamália Saúde. A operação

encontra-se sujeita às aprovações do

Conselho Administrativo de Defesa

Econômica (CADE) e da Agência

Nacional de Saúde Suplementar

(ANS).

O Grupo NotreDame Intermédica,

com quase 50 anos de atuação,

opera planos de saúde, planos odontológicos

e saúde ocupacional, através

da NotreDame Intermédica Saúde,

da Interodonto Sistema de Saúde

Odontológica e da RH Vida Saúde

Ocupacional.

marketing

Campanha de Excelência no Atendimento

A Ameplan Assistência Médica

Planejada produziu uma série de banners

para decorar suas unidades e setores,

com a mensagem: Excelência no Atendimento

- Meta da Equipe Ameplan.

O projeto de Excelência no Atendimento

é um dos principais pontos de

ação do planejamento estratégico de 2015

da operadora, que tem como meta ser

reconhecida no mercado pela qualidade

do atendimento aos seus beneficiários.

Iniciado no ano passado com a

premissa de atingir uma qualidade diferenciada

em seu atendimento, agora a

operadora está trabalhando de forma ousada

e incisiva para superar a qualidade

e atingir a excelência no atendimento, e

não vai medir esforços para isso.

Tudo começou com o envolvimento

das pessoas, através de campanhas de

conscientização, treinamentos, reuniões

e a melhor qualidade de informação

permitida. “Quando a equipe está comprometida

com o projeto, é possível

implementar ações, que elas vão apoiar,

dar idéias e atuar incansavelmente para

atingir o sucesso”, explica José Silva dos

Santos, diretor administrativo financeiro

da Ameplan e responsável pela implantação

deste conceito na empresa.

Agora a Ameplan considera que o

conceito está enraizado internamente e

passou a trabalhar na divulgação para

que os associados saibam e possam até

cobrar da equipe.

“Queremos que nossos Beneficiários

saibam o que está sendo feito e sintam-se

seguros e confiantes de que terão sempre

o melhor atendimento possível, com

carinho, atenção, proatividade e principalmente

com agilidade nos serviços”,

acrescenta Santos.

“Os banners”, continua Santos,

“foram uma ideia bonita e elegante de

demonstrar que o negócio é muito sério.

A gente escreve e assina embaixo. E

finalizamos com a frase – Conte com a

gente! – um jargão simples e bem direto

de que estamos totalmente comprometidos

com a segurança, o bem-estar, o foco

na solução e principalmente, a satisfação

total dos nossos beneficiários”.

53


produto | inovação

Telemetria aplicada

à precificação do

seguro automóvel

Liberty Seguros lança primeiro produto do mercado brasileiro que oferece

descontos de acordo com os dados de condução dos motoristas

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O

carro conectado já é parte

da realidade do seguro de

automóveis no Brasil e a telemetria

começa a ser utilizada

para precificar o seguro de automóvel, de

acordo com a realidade de cada condutor.

O Programa Direção em Conta,

da Liberty Seguros, usa um dispositivo

simples, colocado na porta OBD do carro,

que vai transmitir todos os dados de

condução do veículo para uma central.

A pessoa que acessa o Programa tem

direito ao bônus Liberty, um programa de

desconto que corresponde a uma classe

de bônus a mais daquela que a pessoa já

possui no mercado. Exemplo: uma pessoa

que adere ao seguro pela primeira vez

e possui a categoria de bônus 0. Se ela

aceita o Programa, ela recebe uma classe

de bônus superior, o bônus 1.

Durante quatro meses, todos os

dados da condução do veículo serão

transmitidos a uma central e compilados

para determinar um “score”. “Ao final

deste período é feita uma análise dos

dados coletados, considerando-se quase

40 variáveis, como freadas bruscas,

velocidade em curvas, aceleração etc”,

explica o superintendente do Inteligência

de Marketing e Inovação da Liberty Seguros,

José Mello. O cliente terá acesso

a este score por um site ou no aplicativo

do celular, em tempo real. Ele precisa ter

score mínimo de 50% para poder manter

o desconto na renovação.

Quem atingir a marca de 50% terá

direito à manutenção do bônus de um

nível acima da sua classe de seguro, ou

seja, mantém o desconto prévio que

conseguido no momento da contratação.

Continuando no Programa, o cliente

estará sempre com uma classe de bônus

a mais do que o mercado daria para ele.

Se ele volta para o mercado, terá direito

à classe normal de bônus.

Quem não consegue atingir o score

de 50%, não passa para a fase seguinte de

desconto, ou seja, mantém apenas o desconto

do mercado. “Mas, depois de um ano,

pode requisitar novamente sua entrada no

Programa, para conseguir subir de classe

de bônus no ano subsequente”, avisa Mello.

A Liberty Seguros é a primeira

companhia a utilizar esta tecnologia para

a precificação do seguro de automóvel.

Mello conta que a seguradora tem uma

longa experiência nos Estados Unidos,

há cinco anos. “Estamos aproveitando

bastante este expertise internacional aqui

no Brasil. É isso que viabiliza a criação do

produto aqui num prazo tão curto”, ensina.

Nos Estados Unidos, são comercializadas

12 mil apólices com telemetria

por mês. Mais de 90% das pessoas que

entram no Programa conseguem atingir

o score de 50%. Nesta operação, a sinistralidade

de quem utiliza a tecnologia e

acompanha o seu desempenho real time

é 20% menor do que a média.

❙❙José Mello

Presente e futuro

Por enquanto, uma das barreiras de

utilização da telemetria para efeito de precificação

de seguros é o custo do aparelho.

No caso do Programa Direção em Conta,

ele será instalado pela Liberty Seguros.

Entretanto, Mello acredita que daqui a dois

ou três anos, os veículos deverão sair de

fábrica com o dispositivo funcionando. “O

segurado deverá decidir apenas se deseja

ou não compartilhar suas informações. Se

for para obter benefícios financeiros, como

um desconto no seguro, certamente ele vai

compartilhar”, antecipa.

Um Programa deste tipo não deve ser

utilizado para penalizar os clientes que

dirigem de forma mais agressiva. Ele será

uma forma inteligente de fazer o seguro,

garantindo que cada um pague somente

pelo risco que representa. Para Mello,

o uso da telemetria vai provocar uma

seleção de risco positiva, pois somente

aqueles que acreditam que podem conseguir

o desconto vão aderir ao Programa.

Além disso, as pessoas irão perceber e

reconhecer a sua forma de dirigir, sendo

passíveis de autocorreções. “Ainda é muito

cedo para lançarmos um programa que

contemple estas características, porque é

uma grande ruptura no mercado, mas este

é o ponto em que queremos chegar: que

a pessoa pague exatamente por aquilo

que ela usa”.

Se imaginarmos o futuro, o seguro de

automóvel vai ser infinitamente mais barato

e as seguradoras terão que aprender a viver

neste novo mundo. “Não é pagar mais, é

pagar o preço justo”, enfatiza o executivo,

acrescentando que na média, o preço deve

cair, porque as pessoas dirigem bem.

Participação dos corretores

Muitas pesquisas foram feitas com

corretores antes de a Liberty criar um

programa como esse. “Os profissionais

não estão olhando pela ótica de que pode

diminuir prêmio ou ganho, mas por aquela

de como pode ampliar o mercado e como

um produto pode ser mais justo. Tínhamos

um pouco de receio, mas eles acenaram

com possibilidade de ampliação do mercado,

através do aumento da quantidade de

itens segurados”, pontua Mello.

A projeção da seguradora, que possui

uma carteira com 1,1 milhão de unidades

seguradas, é que cinco mil clientes passem

pelo Direção em Conta no primeiro

ano do programa. Qualquer cliente poderá

aderir, a partir do início de 2016. Por

enquanto, a fase de testes será na capital

de São Paulo, para o canal “concessionárias”.

Desta forma, será possível refinar

o programa e abri-lo em grande escala.

Este não é só um programa. É um

jeito de pensar o futuro. Todos os dados

disponíveis na telemetria abrem um

universo de novas possibilidades. Agora,

resta às seguradoras trabalharem com as

novidades que vêm por aí, como o carro

sem motorista. Neste caso, não será mais

precificado pelo carro, mas pelo uso. “O

seguro será da pessoa que está utilizando

o carro. Estudos mostram que os carros

sem motorista sofrem e causam menos

acidentes. Se o carro for um bem público,

não haverá mais interesse no roubo e furto,

por exemplo. 10 anos passam rápido”,

avisa Mello.

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programa | benefícios

O que os empregados

precisam

Pesquisa de

seguradora

mostra como

é a relação dos

empregados com

o programa de

benefícios de

suas empresas

Kelly Lubiato

Os benefícios para funcionários

estão diretamente

atrelados à capacidade de

uma empresa atrair, manter e

reter talentos, além de garantir a lealdade

e a produtividade de seus colaboradores.

Esta é uma das conclusões da executiva

Maria Morris, vice-presidente Global de

benefícios da MetLife a partir de pesquisas

realizadas nos 12 países nos quais a

seguradora atua.

Os pacotes básicos de benefícios são

padronizados, mas podem ser customizados

de acordo com os programas sociais

dos governos locais, regulamentação e

diferenças culturais. “No Brasil, estamos

nos setores de previdência, vida em grupo

e odontológico. Os planos de benefícios

são muito semelhantes em alguns dos

40 mercados em que atuamos”, explica

Maria.

Ela conta que pela perspectiva de

benefícios de planos odontológicos, o

Brasil é muito parecido com os Estados

Unidos. “A diferença é o quanto de benefícios

são ofertados pelo empregador.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o em-

Empregados - O que os funcionários pensam sobre os benefícios?

Você concorda?

Pensando nos próximos cinco anos mais

ou menos, eu estou preocupado em ser

capaz de bancar o pacote de benefícios

adequado para mim e minha família

Minha empresa me comunica e educa

sobre as opções de benefícios disponíveis

para que eu possa escolher as que

melhor atendem às minhas necessidades

Brasil

70%

35%

Polônia

34%

27%

Russia

50%

48%

Empregadores – a importância de oferecer benefícios

Você concorda?

Oferece benefícios de acordo com

necessidade do empregado

Atrair novos talentos

Ajudar os empregados a tomar

melhores decisões financeiras

EUA

-

68%

56%

Brasil

69%

73%

58%

Polônia

79%

65%

74%

Russia

80%

39%

76%

Mexico

54%

58%

Mexico

92%

85%

83%

Chile

50%

62%

Chile

87%

71%

73%

56


pregador oferece 1 ou 2 vezes o salário

como indenização de seguro de vida. No

Brasil, este valor pode chegar a 20 vezes

o salário. A razão disso é que a proteção

precisa ser maior no caso da perda para

manter os padrões de vida”, ressalta.

O Brasil está se tornando cada

vez mais forte em planos voluntários,

adquiridos na empresa mas pagos pelos

funcionários. Em odonto, 70% das

contratações são voluntárias. Em outras

partes do mundo, há vários produtos

oferecidos em forma de worksite, como

seguro de vida adicional, planos de

saúde complementares e seguro para

animais. “Tudo depende do que é importante

para o empregado e o quanto de

valor o benefício vai agregar”, esclarece

a executiva.

Maria afirma que não são os produtos

que seguram os funcionários, mas a

educação que os empregados possuem

para perceber o valor dos benefícios

incorporados ao salário. “Os benefícios

já existem. O ponto é educar os

funcionários sobre a sua importância”.

O grande foco global é em saúde e bem

estar e em educação financeira.

Para o Brasil, a seguradora vê

como grande público potencial as

pequenas e médias empresas. Para

atraí-las, a idéia é levar mais programas

de saúde e bem-estar para dentro das

plantas. Cassia Gil, diretora executiva

comercial da seguradora, acredita que

é fundamental investir em tecnologia,

principalmente para agilizar o atendimento

dos clientes de planos odontológicos

e dos prestadores de serviços, e na

parceria com os corretores de seguros

para o desenvolvimento de programas

de benefícios customizados.

Empregados - Sobre objetivos e planejamento financeiro –

Segurança e aposentadoria

Você concorda?

Acredito na minha capacidade

de tomar as decisões financeiras

corretas para mim e para minha

família

Eu vivo de salário em salário

Eu controlo minhas finanças

Eu invisto tudo que é possível

Empregadores

Você concorda?

Nossa comunicação educa os funcionários

sobre nosso programa

de benefícios

Nossos funcionários estão satisfeitos

com os benefícios que

oferecemos

Nossa companhia é leal aos nossos

funcionários

Nossos funcionários são leais à

nossa companhia

Quanto é importante para a

empresa que a empresa provedora

de benefícios forneça

informações ou programas de

saúde e bem-estar para os seus

funcionários

EUA

-

-

-

-

EUA

-

45%

-

-

-

Brasil

66%

33%

63%

46%

Brasil

44%

41%

68%

43%

68%

Polônia

60%

51%

64%

31%

Polônia

41%

43%

48%

47%

82%

Russia

78%

49%

83%

37%

Russia

51%

53%

61%

52%

91%

Mexico

65%

41%

55%

39%

Mexico

49%

66%

81%

61%

-

Chile

73%

39%

70%

37%

Chile

51%

46%

64%

50%

67%

57


comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

Será que este texto vai

ser EXITOSO?

EXITOSO? Onde está registrada essa palavra no dicionário?

Por enquanto, em lugar algum dos dicionários convencionais!

Ela é um NEOLOGISMO – palavra composta a partir

de dois termos gregos: NEO, que significa novo e LOGOS,

que, já sabemos, quer dizer palavra. Trata-se, portanto, de um

termo ainda não inserido nos referidos dicionários.

Entretanto, consultando-se um léxico alternativo – no

caso o Dicionário Informal (www.dicionarioinformal.com.

br), – lá está:

1. Exitoso (neologismo) – bem-sucedido (ali está grafado

bem sucedido...); que teve êxito.

Eu a conheci empregada por nossos irmãos de língua espanhola,

há muitos anos, ao participar de congressos e conferências

internacionais à época em que era vice-presidente de uma

entidade sindical patronal. Particularmente, achei o vocábulo

interessante, pela concisão e praticidade. Era mais simples dizer:

“projeto exitoso”, “pessoa exitosa” do que “que obteve êxito”.

Entretanto, o termo era “marginal”, no sentido de estar à

margem, fora da aceitação gramatical. Afinal, o neologismo

era – e ainda é – considerado um vício de linguagem e, como

tal, combatido pela norma culta.

Foi naquela ocasião que o então ministro do governo

Collor Antônio Rogério Magri pronunciou a célebre palavra

“imexível”, de ampla repercussão nacional, e que circulou

em todos os meios de comunicação e rodas de conversação...

Tendo estado fora do cenário político e midiático por

muito tempo, Magri reapareceu na edição de O Globo do dia

6 de março de 2013, em reportagem assinada por Evandro

Éboli, que escreve:

“o sindicalista notabilizou-se por suas frases e expressões

originais, como se considerar “imexível” – que não seria demitido,

e foi; e por declarar que cachorro também é ser humano”.

Pouco além, o artigo reproduz sua nova pérola do ex-

-ministro: “O que quero mesmo é ser imorrível”!

Atualmente os neologismos já não causam tanta reação. E

com mais facilidade e naturalidade vão se infiltrando nos meios

de comunicação e, em seguida, nos registros léxicos e gramaticais.

Quase sempre, decorrem dos avanços tecnológicos e

científicos, que hoje caminham tão rapidamente. É o caso do

verbo “acessar” – também ausente dos dicionários tradicionais,

e que o mesmo dicionário informal apresenta como:

“Palavra não reconhecida oficialmente na língua portuguesa

e que é usada no vocabulário de informática com o sentido

de ‘estabelecer comunicação’, já que uma das acepções da

palavra ‘acesso’ é ‘comunicação”.

Essa é a mesma linha seguida por “deletar”, “lincar”,

“intranet”, “infográfico”; “internauta” e que tais. Meu “inoxidável”

amigo – colega na TV Geração Z e no Jornal Empresas

e Negócios – Ralph Peter, criou, para designar as muitas pessoas

que assistem ao seu notável programa semanal “Livros

em revista”, o termo “ESPECNAUTA”, lastreando-se em

“espectador” e “internauta”...! Ambos não existentes antes do

advento da televisão e da internet.

Um verbo que tem sido repetidamente usado é “Oportunizar”

– no sentido de “propiciar” – não registrado por alguns

léxicos, mas presente, desde 2002, no “Dicionários de usos do

Português no Brasil”, de Francisco S. Borba. É interessante

que também o dicionário lusitano Priberam o registre, embora

com a acepção de “tornar oportuno”.

Adentrando o importante campo da crescente e justa

valorização da mulher, deparamos com o verbo “Empoderar”

– que já consta no Michaelis – e o substantivo cognato (de

mesma origem) “Empoderamento”, que o já citado Dicionário

Informal define como:

“a consciência e a participação com relação a dimensões

da vida social”.

O que não encontra cabimento – em hipótese alguma, por

mais boa vontade que tenhamos e por mais que queiramos

colocar a mulher lado a lado com o homem – é aceitar o que

“alguém” recentemente proclamou, alto e bom som:

“... nós nos transformamos em Homo sapiens ou mulheres

sapiens.”

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

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