Revista Apólice #200

revistaapolice

editorial

Ano 21 - nº 200

Julho 2015

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Revista Apólice

A nossa história

do seguro

Documentar tudo o que acontece em um setor da economia

é meio pretensioso. Ter este desejo, nem tanto. Foi isso que buscamos

desde a primeira edição da Revista Apólice, que no mês de

agosto completa 20 anos de circulação. Foram duzentos números,

que começaram a ser editados bimestralmente, e que trouxeram

informações de todos os atores que participam deste mercado.

Estivemos presentes nos principais momentos do mercado

de seguros. Entrevistamos o chairman do Lloyd’s no ano 2000,

quando a revista era publicada em versões em português e inglês,

para atender a demanda das empresas estrangeiras que por aqui

começaram a se instalar.

Acompanhamos o primeiro Congresso Mundial de Produtores

de Seguros, em Portugal. Falamos sobre novos produtos, tendências

de mercado, demos alguns furos (notícias em primeira mão) e

acompanhamos momentos únicos, como a abertura do mercado

de resseguros em 2007.

Frequentamos eventos em todos os Estados brasileiros ao longo

destes 20 anos. Nossos leitores adquiriram o hábito de seguir

os passos do mercado pelas páginas da Apólice. Foi assim que

construímos nosso maior patrimônio: a credibilidade. E é assim

que seguiremos por um rumo novo, para conquistar novos seguidores.

O mundo digital ainda é um mistério, que vamos desvendar

juntos, trocando sempre muitas experiências com nossos leitores e

promovendo mais interatividade.

Para este número simbólico e tão especial, convidamos algumas

personalidades do mercado para contar a sua experiência e

da sua empresa. Nas próximas páginas vocês terão a oportunidade

de ler, em sequência, artigos de presidentes de 21 seguradoras,

operadoras de planos de saúde e entidades do setor.

Esta é uma edição histórica da Revista Apólice, que temos

certeza de que ficará guardada na memória, na estante ou numa

“nuvem” de informações.

Boa leitura!

Diretora de Redação

Mande suas dúvidas, críticas e sugestões para redacao@revistaapolice.com.br


sumário

especial 20 anos - artigos

28 | Marco Antonio Rossi

22 sincor-SP

Entidade realiza oficinas de empreendedorismo

para auxiliar corretores

a desenvolver seus negócios

30

|

Armando Vergilio

32

34

36

|

|

|

Antonio Trindade

Ali Taha

José Marcelino Risden

24 sindseg-SC

Jantar de Bodas de Prata da entidade

comemora os 91 anos do Comitê

Mixto Paranaense e Santa Catharinense

de Seguros

38

40

42

44

|

|

|

|

Alexandre Nogueira

Julio César da Silva Felipe

Luciano Snel

Leonardo André Paixão

70 CIAB 2015

Em edição comemorativa de 25

anos, Febraban abre espaço para o

mercado de seguros em palestras e

exposição

46

48

50

52

|

|

|

|

Carlos Magnarelli

Marcos Ferreira

Raphael de Carvalho

Mauro Figueiredo

72 encor-RS

11ª edição do evento destaca a

evolução do mercado securitário

em tempos de instabilidade econômica

e debate a nova atuação

dos corretores de seguros

54

56

58

|

|

|

José Carlos Macedo

Fabio Luchetti

Gabriel Portella

6

10

|

|

CNseg

painel

60

|

Margo Black

16

|

gente

62

|

José Adalberto Ferrara

20

|

direto de londres

64

66

68

|

|

|

Renato Rodrigues

Francisco Caiuby Vidigal

Werner Stettler

26

74

|

|

tecnologia

comunicação

4


educação | CPC

Qualidade profissional

certificada

A Certificação

Profissional CNseg

(CPC) será lançada em

outubro para qualificar

colaboradores do

mercado de seguros

Com enfoque na educação continuada

do mercado segurador e

no reconhecimento da qualificação

técnica dos profissionais

brasileiros, a Confederação Nacional das

Empresas de Seguros Gerais, Previdência

Privada e Vida, Saúde Suplementar

e Capitalização (CNseg) lançará, em

outubro deste ano, a Certificação Profissional

CNseg (CPC). O presidente da

CNseg, Marco Antonio Rossi, que foi o

idealizador e grande incentivador do projeto,

ressalta que o programa tem como

objetivo acelerar o progresso profissional

dos colaboradores do setor e sistematizar

o conhecimento específico do mercado

segurador, associando a teoria à prática.

Ele destaca que a certificação não

é obrigatória, mas seu reconhecimento

pelo mercado será um diferencial na

competitividade do profissional.

Rossi defende que a meta do CPC

é validar as habilidades, reconhecer

formalmente os conhecimentos dos

colaboradores do setor de seguros, bem

como melhorar a produtividade. “A

CNseg decidiu implantar a Certificação

após constatar que o Brasil tem plenas

condições de se alinhar a mercados que

possuem uma indústria do seguro mais

desenvolvida, como os Estados Unidos e

a Inglaterra; e a outros com um patamar

de desenvolvimento semelhante ao nosso,

como é o caso da Índia; nos quais a especialização

e a certificação do mercado

de seguros já são bastante sedimentadas”,

enfatiza o executivo.

6

❙❙Marco Antonio Rossi

A CNseg será a entidade certificadora

do Programa. A realização dos

exames, elaboração, aplicação das provas

e divulgação dos resultados ficarão a

cargo da Escola Nacional de Seguros.

“Rio de Janeiro e São Paulo serão as

primeiras capitais a passarem pelo exame

de avaliação previsto para o dia 21

de outubro”, explica a diretora executiva

da CNseg, Solange Beatriz Palheiro

Mendes. “Os candidatos serão testados

nos seguintes aspectos: 1) Estrutura do

Sistema dos Seguros Gerais, Previdência

Complementar Aberta, Capitalização e

Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais

e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria,

Aspectos Contábeis e Financeiros e Controle

Interno; 4) Operações de Seguros;

e 5) Canais de Distribuição de Seguros”,

completa.

A diretora executiva destaca que o

CPC1 tratará de uma visão geral do mercado,

dos princípios técnicos que regem o

seguro, previdência privada, saúde suplementar

e capitalização, dos aspectos legais

e regulamentares, da legislação, dos normativos

da Susep e da ANS e, por

fim, de como funciona o mercado.

O exame terá questões de

múltipla escolha. Para obter o

CPC1 nível pleno o candidato

deverá alcançar 70 pontos no

total das cinco disciplinas. As

inscrições devem ser realizadas

entre os dias 17 de agosto e 18

de setembro, pelo site da Escola

Nacional de Seguros (http://www.

escolanacionaldeseguros.com.br/).

Ensino à distância

Visando o desenvolvimento das

competências específicas para o mercado

segurador, a Escola Nacional de Seguros

e a CNseg lançarão, em 2016, o programa

em formato e-learning. “A importância

do programa é um marco em termos de

melhorar a qualificação no mercado de

seguros. A partir do momento em que

você consegue avaliar o conhecimento

de uma forma objetiva, você vai perceber

quais são as áreas que precisam de mais

treinamento”, avalia a diretora de Ensino

Técnico da Escola Nacional de Seguros,

Maria Helena Monteiro, acreditando que

o aumento da empregabilidade será um

dos impactos mais importantes para o

mercado, além da qualificação. “Para

exercer certas funções a pessoa precisa

ser certificada. Acredito que vamos evoluir

para isso, como aconteceu no mercado

financeiro”, referindo-se ao que aconteceu

à Anbima, há 15 anos, com a certificação

dos profissionais do mercado financeiro.


painel

pesquisa

Retomada de

crescimento

A Swiss Re divulgou o estudo

Sigma 4/2015: World Insurance in

2014: back to life (Seguro Mundial

em 2014: de volta à vida). O documento

aponta que, no ano passado,

os prêmios globais de Vida voltaram

ao crescimento real positivo de

4,3%, percentual acima da média da

pré-crise financeira.

No mesmo período, ainda de

acordo com o levantamento, os

prêmios globais Não Vida subiram

2,9%, baseados principalmente na

melhoria contínua dos mercados

avançados. Já a rentabilidade dos

seguros de Vida melhorou ligeiramente

em 2014, mas os resultados

de subscrição dos seguros Não

Vida, embora positivos, foram mais

fracos.

O estudo também mostra que

os prêmios dos seguros de Vida

deverão crescer globalmente ainda

mais em 2015; sendo que o crescimento

dos seguros Não Vida será

forte nos mercados emergentes e

lento nos mercados avançados.

Para conferir o estudo completo,

acesse http://www.swissre.

com/sigma/.

marketing

Campanha publicitária de seguro para

automóveis

A AIG apresenta a nova campanha

publicitária Carros da sua Vida. O objetivo

da companhia é reforçar a estratégia

comercial de seguros para automóveis e

aumentar sua participação no segmento

de seguros voltados para o consumidor

final.

Com peças para TV, mobiliário

urbano, ações de merchandising, mídia

digital e impressa, a ação mostra o vínculo

emocional entre o carro e os bons

momentos vividos por seus proprietários,

em que os automóveis têm participação

como fio condutor, ressaltando que o melhor

de cada automóvel são as histórias e

as emoções que eles carregam.

A campanha será veiculada em fases.

No primeiro momento, recebem a

comunicação os mercados do Rio Grande

do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas

Gerais e Goiás. Posteriormente, chegará

aos demais Estados da Região Sudeste e

às praças do Nordeste.

O Seguro Auto AIG será comercializado

por meio dos diversos canais de

A Brasilprev patrocina, pelo quarto

ano consecutivo, o Circuito Pedalar. O passeio

ciclístico de cerca de dez quilômetros

ocorre em quatro capitais brasileiras e tem

como objetivo a promoção da qualidade de

vida e do uso da bicicleta como alternativa

de transporte sustentável.

“A missão da Brasilprev é ajudar

os clientes a viabilizarem seus projetos

de vida. No entanto, além de recursos

financeiros, ter saúde é essencial para a

realização plena dos objetivos. Por conta

disso, e de maneira alinhada à sua estratégia

de sustentabilidade, a companhia

apoia o Circuito Pedalar há quatro anos.

A iniciativa, voltada para toda a família,

além de promover a qualidade de vida,

incentiva a mobilidade urbana.”, explica

a superintendente de Gestão Estratégica

da companhia, Mariane Bottaro.

distribuição e sempre com o corretor de

seguros. “No Brasil, existe muito espaço

para crescer no segmento de seguros

para automóveis. Por isso, a AIG está

focando seus esforços para oferecer um

produto que venha, de fato, ao encontro

das necessidades do cliente final”, afirma

a responsável pelo produto Seguro Auto

AIG, Gisele Riglia.

sustentabilidade

Passeios de bicicleta em quatro capitais

Os interessados têm três formas de

participação, desde a gratuita até a que

inclui um kit com bicicleta e capacete.

O número de inscrições por cidade é

limitado. A seguir, as praças e as datas

da realização do circuito:

Brasília – 9 de agosto

Rio de Janeiro – 13 de setembro

Belo Horizonte – 20 de setembro

São Paulo – 25 de outubro

8


painel

certificado

Acreditação para seguradora de saúde

Pela segunda vez consecutiva, a Bradesco

Saúde recebeu o selo de Acreditação

com a qualificação de nível 1, o mais

alto segundo os critérios da avaliação.

A avaliação foi realizada na primeira

quinzena de maio por um grupo de

avaliadores externos do Consórcio Brasileiro

de Acreditação (CBA), certificado

pela Coordenação Geral de Acreditação

do Inmetro e homologado pela Agência

Nacional Saúde Suplementar (ANS) para

realizar avaliações de Acreditação nas

operadoras.

A Acreditação é um processo de

avaliação periódico, baseado na Resolução

Normativa – RN nº 277, da ANS, que

objetiva a verificação do atendimento a

um conjunto de padrões de qualidade

relacionados à gestão, ao relacionamento

com clientes e rede de prestadores,

dentre outros.

Tanto no Brasil como no exterior,

esse processo tem sido realizado predominantemente

por organizações não

governamentais e sem fins lucrativos.

O ciclo de avaliação estabelecido pela

Acreditação varia de três a quatro anos

e a cada novo período é esperado que

a operadora demonstre evolução das

práticas estabelecidas. No caso da Bradesco

Saúde, o período de validade é de

quatro anos.

Na Acreditação de 2012, a operadora

se tornou a primeira do País a receber

essa certificação.

educação

SindsegSP apresenta

série educativa sobre

segurança viária

Cerca de 90% dos acidentes de

trânsito são causados por imprudência

e negligência dos motoristas.

Diante deste dado, o SindsegSP, emparceria

com o Observatório Nacional

de Segurança Viária, lança uma

série de três vídeos educativos com

objetivo de chamar a atenção para a

responsabilidade de cada cidadão na

segurança viária.

Os vídeos fazem parte da campanha

Transitando Seguro, lançada

pela entidade no ano passado. “Não é

raro nos depararmos com algum acidente

de trânsito. As estatísticas são

alarmantes: em 2013 mais de 50 mil

pessoas morreram nas ruas e estradas

do País e mais de 400 mil ficaram

sequeladas. Precisamos mudar este

cenário”, afirma Fernando Simões,

diretor executivo do SindsegSP.

mundo web

Corretores estão sempre on-line, revela pesquisa

A Icatu Seguros realizou uma pesquisa

com cerca de 330 corretores

para entender como os profissionais se

comportam em relação às redes sociais

e dispositivos móveis. A maioria dos

entrevistados (86%) afirmou que acessa

a internet dos seus celulares, utilizando

a conexão de alta velocidade (81%) ou a

rede Wi-fi (77%). Os aplicativos fazem

sucesso com este público: 86% disseram

que usam, sendo os mais citados as de

mensagens instantâneas (81%), redes

sociais (79%), notícias e informações

financeiras (72%) e calculadoras e simuladores

(69%).

Em relação aos tablets, 59% afirmaram

que não possuem o dispositivo. Ao

comparar com a pesquisa feita em 2012,

há um aumento expressivo na posse do

aparelho, pois na época 75% dos corretores

declararam que não tinha a ferramenta.

95% dos corretores declararam

que acessam a Internet pelo dispositivo,

mas diferente do celular a conexão mais

10

utilizada no tablet é a Wi-Fi (8%). Os

aplicativos, assim como no caso dos celulares,

também estão em alta, sendo usados

por quase todos (91%). A diferença é que

notícias e informações financeiras (80%),

calculadoras e simuladores (72%) e redes

sociais (71%) lideram as preferências.

Sobre a utilização dos dispositivos

móveis para fomentar os negócios, tanto

por celular quanto pelo tablet, as ações

mais citadas pelos corretores são as de

Foto: Fernando Filho

relacionamento com os clientes e envio

de informações sobre produtos.

A maioria dos corretores (88%) está

nas redes sociais, sendo o Facebook o

meio favorito: 91%. O LinkedIn, rede

social voltada para contatos profissionais,

aparece em seguida com 53% da preferência,

à frente do Twitter, com 24%. O

levantamento também destaca o crescimento

do acesso ao Linkedln, uma vez

que na pesquisa de 2012 a rede social só

era acessada por 29% dos corretores. A

pesquisa revelou ainda que os corretores

utilizam as redes sociais não só para

conversar com amigos (82%), mas para

manter o relacionamento com os clientes

(69%) e se informar sobre as novidades

do mercado segurador (54%).

“Realizamos a pesquisa para entender

ainda mais como os corretores usam

os meios digitais e as redes sociais para

se relacionar com seus clientes e gerar negócios”,

declara Rodrigo Padová, gerente

de marketing da companhia.


painel

encontro

Diretoria do SindsegNNE se reúne com

prefeito de Recife

O prefeito do Recife, Geraldo Julio,

recebeu a diretoria do SindsegNNE em

junho. Durante o encontro, o gestor ressaltou

a importância do setor, que está

crescendo mesmo diante de um ano de

dificuldades econômicas no País.

“Recebemos os representantes do

SindsegNNE, que representa o setor de

seguros na nossa cidade. Mesmo diante

de um ano de muita dificuldade no País,

eles estão crescendo. No ano passado,

eles cresceram 13% e esse ano esperam

crescer mais de 10% gerando emprego,

gerando oportunidade e gente empreendedora

em nossa cidade. É um dos setores

que nos faz reagir a essa dificuldade que

o Brasil está vivendo. Fiquei satisfeito de

receber a diretoria, o presidente Múcio

Novaes, que trouxe boas notícias”, afirmou

o prefeito.

O presidente do Sindicato, Múcio

Novaes, apresentou ao prefeito alguns

dados e informações importantes sobre

o setor de seguros e sobre a economia da

cidade do Recife e considerou a reunião

extremamente positiva. “Temos uma participação

efetiva na economia da cidade,

por sermos um setor da área de serviços,

que é o que mais contribui para o crescimento

da economia da cidade e o prefeito

nos deixou extremamente animados, ao

dizer que um dos papéis dele é animar a

economia, animar os negócios, gerar emprego,

gerar renda e gerar imposto para

que essa cidade seja cada vez melhor”,

disse Novaes.

Com uma participação de 9,75% no

PIB do Recife, em 2014 – o equivalente

a R$ 4,8 bilhões –, o setor de seguros

é um dos mais importantes segmentos

da atividade econômica da capital

pernambucana, Operado por mais de

40 seguradoras, que têm sede ou filial

no Recife, o setor emprega, direta ou

indiretamente, mais de 8 mil pessoas e

é composto por mais de 800 corretores

de seguros, pessoas jurídicas e físicas, e

um grande conjunto de prestadores de

serviços especializados. Em 2014, o setor

de seguros, previdência e capitalização

cresceu em Pernambuco 13,12%, numa

expansão real de 6%, já indicando uma

firme resistência aos efeitos da conjuntura

econômica brasileira.

gastronomia

Eataly, em São

Paulo, está com o

seguro em dia

A Brasil Insurance e a AXA

fecharam contrato com o Eataly,

mercado de gastronomia e produtos

artesanais italianos recém-inaugurado

na capital paulista. A apólice tem cobertura

contra incêndio, raio, explosão,

danos elétricos, entre outras.

“O Eataly é um novo espaço gastronômico

com uma arquitetura e conceito

peculiares e toda a apólice foi desenhada

junto à AXA, considerando estas

características específicas”, afirma o

sócio da Brasil Insurance, Daniel Rocha.

Mercado de gastronomia e produtos

artesanais italianos, o Eataly

inaugurou sua primeira unidade na

América Latina, em São Paulo, em

maio de 2015. A loja possui 4.500

metros quadrados, onde existem 18

pontos de alimentação e um bar e restaurante

a céu aberto, em meio a um

mercado com mais de sete mil produtos

italianos ou de produtores locais,

que seguem as receitas tradicionais.

A unidade ainda terá La Scuola

di Eataly, um espaço com 18 lugares

dedicado a aulas, degustações, cursos e

encontros com produtores, entre outras

atividades.

12


painel

produto

Cresce a procura por seguro de RC por

médicos

Ainda pouco conhecido no Brasil, a procura pelo seguro de

responsabilidade civil para profissionais liberais médicos e dentistas

vem crescendo. Nos últimos três anos, a Mapfre Seguros registrou

aumento de 26% na comercialização de apólices de Responsabilidade

Civil Profissional.

Esse tipo de seguro garante o reembolso das despesas por condenações

judiciais quando o profissional

causa danos a terceiros.

“O produto garante o valor

da condenação ou do acordo

extra judicial até o limite de

garantia contratado, incluindo

honorários e custas do processo”,

explica Danilo Silveira, superintendente

executivo de Seguros

Tradicionais do Grupo.

A apólice cobre até R$ 600

mil, e estende-se a médicos, dentistas,

veterinários, fisioterapeutas,

farmacêuticos e enfermeiros.

produto 2

Novo seguro imobiliário chega ao

mercado

A Tokio Marine Seguradora lançou o seu produto imobiliário. O

seguro foi especialmente criado para atender a locadores, locatários e

imobiliárias e pode ser customizado de acordo com as demandas de

cada parceiro de negócios. São nove coberturas para imóveis residenciais

e empresariais e os planos podem ser adaptados para atender de

maneira completa o segurado.

O produto pode cobrir exclusivamente a estrutura do imóvel, opção

que geralmente é solicitada pelos proprietários. Mas também é possível

atender a necessidade dos locadores, ofertando a cobertura apenas para

conteúdo. O corretor, em parceria com as imobiliárias, irá definir quais

são os planos e as coberturas que atendem a necessidade de cada cliente.

“O grande diferencial do Tokio Marine Imobiliário é o fato de ser

100% online, com um leque completo

de coberturas e planos diferenciados

de assistência 24 horas,

além de facilidades operacionais

inovadoras neste mercado”, diz

o diretor-executivo de Produtos

Massificados, Marcelo Goldman.

Entre os serviços de assistência

residencial, destacam-se

itens importantes no dia-a-dia,

como: desentupimento, chaveiro,

encanador, eletricista, vidraceiro,

mudança/guarda-móveis e inspeção

domiciliar.

GTI Solution desenha

solução específica

para operação de vida

em grupo da Zurich

Santander

A Zurich Santander, uma das maiores

seguradoras do País, contou com o apoio

da GTI Solution para expandir sua operação

de cotação de vida em grupo. O objetivo

era automatizar ao máximo o processo de

cotação de seguro de vida em grupo, visando

aumentar a produtividade, mesmo com uma

equipe enxuta.

“Com o sistema da GTI agora temos um

fluxo mais fácil entre corretoras e seguradora

e o cliente recebe a cotação em um tempo

muito menor”, avalia Rodrigo Elorza, gestor

de seguro de Vida da Zurich Santander. “Ganhamos

em performance, aumentamos a

produtividade e a assertividade porque uma

vez que a cotação é feita no sistema, as taxas

e os cálculos estão corretos e temos todos os

históricos para avaliações futuras.”

Além do forte investimento em tecnologia,

a GTI Solution se diferencia no mercado

por contar com uma equipe de profissionais

altamente especializados e capacitados para

desenhar soluções integradas para o setor

de seguros. O diferencial da GTI Solution é

a compreensão e o envolvimento com o

negócio do cliente.

Assista a avaliação da Zurich Santander

sobre a GTI em http://bit.ly/1KqFTUG.

Rodrigo Elorza, gestor de Seguro de

Vida da Zurich Santander

14


expansão

Ramificação em várias direções

A Mongeral Aegon chega ao fim do

primeiro semestre de 2015 com inaugurações

nas regiões Nordeste, Norte e

Sudeste do País. As novas unidades estão

instaladas em Teresina (PI), Belém (PA) e

Marília (SP), respectivamente, e seguem

plano de expansão da companhia – que

chegou a 64 cidades e vem mantendo sua

meta de crescimento anual acima de 20%.

A unidade de Teresina é a primeira

da empresa no Estado e a décima na

região Nordeste, onde a companhia registrou

um crescimento de 43% no último

ano. “O aumento da demanda que percebemos

na região pelos nossos clientes,

somado ao crescimento do mercado, nos

levou a inaugurar esta unidade. A estrutura

permitirá um melhor atendimento

aos clientes e facilitará o trabalho dos

corretores”, explica a superintendente

comercial no Piauí, Eliezer Freitas.

Já no Norte do Brasil, além da nova

unidade em Belém, a empresa já está

presente em Manaus, Maranhão, Mato

Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

“A região Norte apresenta um grande

potencial e a presença local contribui para

o atendimento da demanda e a criação

de parcerias para oferecer soluções financeiras

aos associados”, afirma Aliana

Baleeiro, superintendente comercial.

resseguro

Subscrição On-line

de Vida

O IRB Brasil Re passou a oferecer

aos seus clientes um Manual

de Subscrição Online de Vida. A

novidade fica por conta da adaptação

do manual original em inglês (Life

Underwriting Manual – LUMA ) para

o português.

De acordo com Alessandra Monteiro,

gerente da área de vida da

companhia, “foram as informações

oriundas das seguradoras que nos

deram os parâmetros para desenvolver

esse Manual, cujo objetivo é aprimorar

a qualidade da subscrição, precificação

e aceitação dos seguros de vida”.

O Luma é uma ferramenta técnica

que será disponibilizada sem custo

adicional aos parceiros de negócios

do IRB. O acesso será realizado via

web, por meio de login e senha, que

serão enviados às empresas.


GENTE

Relações

Institucionais

No início do mês de junho, Carlos

André Guerra assumiu a diretoria de

Relações Institucionais da seguradora

Líder-DPVAT. Com passagens por IBM

Brasil, Banco Icatu e Itaú Unibanco,

Carlos Guerra substitui Marcio Norton,

que deixa o cargo em cumprimento às

limitações de idade impostas para o

exercício do cargo de diretor na seguradora.

Novidade em

Commercial Lines

Ariel Yanitchkis Couto passa a

integrar a equipe da QBE Brasil como

diretor de Commercial Lines, sendo

responsável pela implantação da nova

estratégia da linha de P&C da empresa

de seguros australiana no País.

Direção da sustentabilidade

Maria de Fátima Mendes de

Lima, diretora de Sustentabilidade

do Grupo Segurador BB e Mapfre,

assumiu a presidência da Comissão

de Sustentabilidade da CNseg. A

executiva substitui Adriana Boscov.

Como presidente da Comissão,

Maria de Fátima será responsável

por garantir a conduta sustentável no

ambiente de negócios e estratégia da

Confederação, com o objetivo de criar

valor, disseminar conceitos e informações

e promover o constante diálogo

com o mercado. “A prioridade é trabalhar

para que as questões-chave de

sustentabilidade sejam incorporadas

na estratégia das empresas, garantindo

a perenidade dos negócios e do setor

de seguros”, pontuou ela.

Atualmente, a executiva também

preside a Câmara de Sustentabilidade

Novidades em

controladoria e

finanças

da Câmara de Comércio Espanhola,

integra a Rede Brasileira do Pacto

Global, é presidente da Câmara de Mobilidade

Urbana do Cebds e Membro

do Board Mundial do PSI.

Gerente comercial

Ruth Mitsunaga assumiu o cargo

de gerente comercial da Filial São

Paulo da Berkley Brasil, onde terá a

missão de atender novas demandas e

desenvolver novos mercados para o

produto Garantia.

A executiva cuidará da área de

Riscos Financeiros, que abrange os

produtos de Seguro Garantia e Fiança

Locatícia. “O desafio é alavancar a produção

para que possamos ficar entre as

primeiras no ranking da Susep e contribuir

para uma excelente prestação de

serviços junto aos corretores”, destaca.

Mario Yokoo Eguti é o novo

superintendente de Controladoria e

Finanças da Argo Seguros. O executivo

se reportará ao presidente da

seguradora, Pedro Purm.

Eguti irá atuar em atividades nas

áreas de contabilidade, reconciliação,

fiscal e tesouraria envolvendo os aspectos

relevantes para operação local

e relacionadas a normas e procedimentos

dos requerimentos da Susep.

16


GENTE

Consultoria

americana

A consultoria americana Mercer

contratou Maurício Amaral, que assume

o posto de diretor geral do Brasil.

O executivo, que tem mais de 27 anos

de experiência no mercado executivo,

ficará sediado no escritório de São Paulo

e terá como objetivo agregar à empresa

uma visão moderna de liderança, onde

cada colaborador será responsável por

imprimir o diferencial em processos e

serviços para garantir um atendimento

diferenciado e manter o crescimento.

“As empresas precisam de ajuda para

enfrentar muitos desafios. E em tempos

de contexto sócio econômico mais complicado,

os talentos humanos são ainda

mais importantes, pois a partir deles é

que se permite enfrentar as crises e sair

delas mais fortalecidos. Nosso objetivo

é ajudar clientes a ampliar a saúde, a riqueza

e as carreiras de sua gente” afirma

o executivo.

Perspectivas em

transporte

Adailton Dias foi nomeado diretor

executivo da Yasuda Marítima.

O executivo é responsável pelos produtos

Transporte e assumiu o posto

na mesma data que Farid Eid Filho,

recém-anunciado para posição de

diretor executivo para os segmentos

de ramos elementares (Commercial

e Personal Lines) e benefícios.

Sua chegada visa agregar mais

valor às soluções para o segmento

de Transportes, que já conta com

serviços diferenciados, a exemplo

do controle e prevenção de perdas

realizado por meio de uma equipe

própria e especializada em logística,

que identifica e mitiga riscos

existentes em suas operações com

foco em prevenção de incidentes e

sustentabilidade dos processos.

Líder de novos

produtos

Paulo Alves é o novo Head of

Commercial Lines GI Brasil da Zurich,

acumulando a função à frente da área

de Marine. A mudança, vigente desde

março, segue orientações presentes no

planejamento do Grupo para acompanhar

as necessidades do mercado nacional.

“Em função das características do

médio mercado, com faturamento anual

entre US$ 10 milhões e US$ 100 milhões,

o principal objetivo é consolidar

a estratégia de aumentar a densidade

de produtos em um mesmo segurado e

oferecer soluções de cotações e emissão

de apólices em ferramentas de baixa

complexidade”, afirma Alves. “Além de,

naturalmente, permanecermos observando

os riscos emergentes para auxiliar o

cliente a se precaver deles, por intermédio

do corretor, que é nosso principal canal de

distribuição”, destaca o novo executivo.

Mudanças na estrutura organizacional

A SulAmérica anunciou mudanças

em seu quadro de vice-presidentes e em

sua estrutura organizacional. Três das

sete vice-presidências da seguradora

trazem novidades.

Carlos Alberto Trindade Filho assume

a vice-presidência de Projetos, Estratégia

e Marketing, enquanto Eduardo

Dal Ri passa de diretor a vice-presidente

de Auto e Massificados. Marcelo Mello,

vice-presidente de Investimentos, fará

parte da área de Vida e Previdência.

Com a vice-presidência de Investimentos

assumindo também área de

Vida e Previdência – que permanece

sob a liderança do diretor da companhia

Fabiano Lima –, a companhia passa a

adotar um novo modelo integrado de

wealth management.

As mudanças ocorrem após recentes

investimentos em tecnologia, processos

e pessoas, medidas impulsionadas

pelo presidente da companhia, Gabriel

Portella.

18


direto de londres

por Luciano Máximo*

Mudança nas regras

de seguro

Este ano o parlamento britânico aprovou

uma total reformulação do Marine

Act, o principal arcabouço de regras, de

1906, que regula a subscrição de riscos

e a comercialização de todos os tipos

de seguros contratados por empresas no

Reino Unido. Mas como Londres é uma

capital financeira global e sede do Lloyd’s

of London, empresas, corretoras, seguradoras

e resseguradoras estrangeiras com

riscos negociados no mercado do Lloyd’s

também precisam estar atentas às novas

regras, cujos objetivos é dar mais transparência

e dinamismo ao setor segurador na

terra da rainha.

A mudança veio em fevereiro, mas

só recentemente recebeu a assinatura

real. Antes da nova lei entrar em vigor

totalmente há um prazo de adaptação de

18 meses. Ou seja, a partir do segundo

semestre de 2016, o fechamento de uma

simples apólice de riscos civis de uma

pequena empresa ou de uma apólice

para cobertura de grandes riscos de uma

plataforma de petróleo, por exemplo, terá

que seguir novos protocolos. E esses novos

protocolos mexem com toda a cadeia, do

cliente ao ressegurador, passando, claro,

pelas corretores e seguradoras.

Como dizem os britânicos por aqui,

“It is a long road ahead”. E também de

muito trabalho, envolvendo principalmente

as áreas intermediárias, responsáveis

por processos e apresentação, análise e

subscrição de riscos. Muita gente ainda

está tentando entender as mudanças.

Muitas empresas já começaram as reformulações,

a começar por treinamento.

Um alto executivo de um sindicato do

Lloyd’s, que tem escritório no Brasil, disse

que funcionários de back-office já estão

participando de palestras e seminários,

inclusive com presença de corretores e

20

profissionais de áreas de risco de clientes

convidados. A Associação de Corretores

de Seguros Britânicos (Biba, da sigla em

inglês) mandou preparar um manual para

seus filiados e também para clientes.

Como se trata de uma reforma de

todo um conjunto de regras, as mudanças

são muitas, mas são três as mais importantes,

que têm recebido maior atenção

do mercado britânico: responsabilidade

pela transparência na apresentação dos

riscos cobertos por uma apólice deixa de

ser da corretora e passa a ser do cliente

(empresa segurada); mais transparência e

detalhamentos na apresentação de risco a

fim de evitar disputas jurídicas e fraudes

em eventual acionamento de um seguro;

e, por fim, instituição da cláusula 11, que

proíbe seguradoras de não pagar o sinistro

ou atrasar o pagamento caso haja algum

descumprimento de regras da apólice que

não esteja relacionado diretamente com

o sinistro.

Começando pela mudança mais simples,

a última da lista acima, ela serve, essencialmente,

para proteger os direitos dos

segurados, que acionam o seguro mas têm

dificuldade de receber a cobertura devida

porque a seguradora acaba “dificultando”

o processo de pagamento do prêmio por

causa de problemas na apólice, que muitas

vezes não têm nada a ver com o sinistro

ocorrido. Essa prática gera atrito na cadeia

cliente-corretor-segurador e, não raro,

termina em litígio.

As duas primeiras mudanças listadas

acima têm como principais características

maior transparência na subscrição de riscos

e evitar fraudes. Com o Marine Act, o

cliente e o corretor poderiam segurar um

patrimônio ou uma atividade sem elencar

todos os riscos envolvidos. Normalmente

havia um entendimento de cavalheiros

no mercado para evitar fraudes, mas nem

sempre esse entendimento funcionava.

A desconfiança estava sempre presente

quando um sinistro aparecia.

“O cliente fez um seguro de acidentes

gerais de sua pequena fábrica de bebidas e

deixou de mencionar na apólice as devidas

manutenções que deveria fazer no telhado

da fábrica, por exemplo. A seguradora e o

corretor não se atentaram a esse detalhe.

Pois bem, algum tempo depois o teto da

fábrica desaba e ele, claro, vai reclamar o

sinistro. Pela antiga lei havia espaço uma

interpretação de sinistro fraudulento ou

mesmo de má fé da seguradora, caso esta

encontrasse alguma desculpa para não

pagar a apólice. Isso tudo agora está no

passado, as seguradoras precisarão ter

uma relação mais próxima com os corretores

e as empresas, clientes nesse mercado,

precisarão ter uma área de risco mais bem

preparada para levantar informações e se

relacionar com corretoras e seguradoras.

Todo mundo ganha”, explica John Hurrel,

CEO da Airmic, associação britânica de

especialistas em riscos e consumidores

de seguros.

A lei fala em “justa apresentação

de riscos após razoável pesquisa”, por

parte do segurado, para a composição da

apólice de seguros. Referindo-se a essa

regra, Terry Renouf, sócio da consultoria

BLM, diz que agora é a hora de começar

a pensar sobre o assunto. “Vai ser preciso

a aplicação de senso comum, evitar incertezas.

Para evitar mal-entendidos, vale a

pena concordar com termos comuns com

o corretor e a seguradora de antemão”,

aconselha Renouf.

Para Paul Lewis, especialista em

riscos da consultoria jurídica e de negócios

Herbert Smith Freehills, parceira

da Airmic no processo de lobby político


durante a tramitação da nova legislação,

chama atenção para a importância em

se começar os preparativos o mais cedo

possível, evitando que os negócios sejam

impactados. “Esta mudança na lei é uma

oportunidade real para os compradores de

seguros. Para assegurar que estejam em

boa posição para tirar proveito dela, eles

deveriam cuidar de todos os preparativos

com cuidado bem antes de eles entrarem

em vigor. Gostaria de incentivá-los a

conversar com seus corretores o quanto

antes”, recomenda Lewis.

Já na visão de Graham Terrell, vice-

-presidente do Comitê Acidentes da Biba,

a nova lei de seguros do Reino Unido

serve para proteger a indústria seguradora

britânica de ser explorada por aqueles

que buscam tirar vantagens do setor. Esta

legislação, diz, coloca as regras do seguro

empresarial em maior alinhamento com

a legislação de seguros para consumidores

pessoas físicas. “A lei é importante,

pois reflete o mundo comercial de hoje e

aborda as necessidades do moderno processo

de renovação e colocação de riscos

enfrentado por corretores e seus clientes

empresariais. Acreditamos que ela vai

de encontro com o melhor interesse dos

clientes”, afirma Terrell.

Um executivo que atua no mercado

do Lloyd’s concorda que a nova legislação

favorecerá os clientes, mas que eles

precisarão melhorar suas práticas de

levantamento e análise de risco. Isso vale

principalmente para os clientes de fora

do Reino Unido que tentarem subscrever

riscos no Lloyd’s. “Aqui no Reino Unido

o cliente terá o auxílio constante de um

corretor local, que no momento está se

especializando na nova regulação. Mas

e os riscos de fora? Claro que será muito

mais complicado avalizar uma apólice de

uma Petrobras, por exemplo? Para aceitarmos

riscos com complexidades de uma

Petrobras a apólice precisará ser muito

detalhada, num nível bastante meticuloso,

para que a reclamação de um eventual sinistro

não seja comprometida lá na frente”,

comentou o executivo, de forma reservada.

* Luciano Máximo, jornalista, é repórter licenciado do jornal Valor Econômico, cobriu o

setor de seguros e resseguros na Gazeta Mercantil


evento | Sincor-SP

Caminho do

desenvolvimento

Entidade realiza oficinas

de empreendedorismo

para auxiliar corretores

a desenvolver seus

negócios

Amanda Cruz

Não há segmento que não

precise de avaliações e melhorias.

Os mercados mudam,

a tecnologia demanda mais

preparo de consumidores e prestadores de

serviços. Estar em dia com essas questões

pode ser decisivo para a permanência no

ramo de atuação.

Os corretores de seguros parecem

saber bem disso. Em busca de aprimorar

seus conhecimentos e levar seus negócios

a outro patamar, eles estiveram presentes

nas “Oficinas de Empreendedorismo”

promovidas pelo Sincor-SP nos dias 18

e 19 de junho em Atibaia.

Durante a noite de abertura, Alexandre

Camillo, presidente do Sincor-SP,

ressaltou que o propósito do encontro

foi a oportunidade de adquirir novos

conhecimentos. “É o momento de olharmos

para a nossa indústria e refletirmos

para promovermos novos avanços. Em

20 anos, saímos da representação de

0.9% do PIB para 6%, equivalente ao

mercado financeiro ou grandes bancos.

Olhem tudo que melhoramos em nossas

e nas vidas das pessoas com a atividade,

mas sempre consciente de que podemos

melhorar ainda mais”, declarou.

Joaquim Mendanha, presidente do

Sincor-GO, ressaltou durante a abertura

a importância de estar atento ao novo e

debater tendências, mantendo o orgulho

da profissão: “Nós somos vendedores,

sim. Somos vendedores de tranquilidade

e de sonhos, essa é a nossa essência”,

pontuou. Essa afirmação certamente

serviu de gancho para quem acompanhou

22

a oficina de “Vendas”, ministrada pelo

professor doutor pela FEA-USP, Charles

John Szulcsewski.

Em linhas gerais, a dica primordial

dada pelo palestrante é: “Não vender os

produtos da mesma forma para todas as

pessoas. Eles são indivíduos com gostos

e hábitos diferentes”.

Ainda que exista uma forte concorrência

global e massificar também o processo

de vendas para ser mais abrangente

pareça tentador, a concorrência local

ainda é a questão que mais faz diferença

no momento de mostrar ao cliente uma

situação de “ganha-ganha”. “Não entendo

porque temos tanto problema em dizer

que queremos ganhar dinheiro com um

cliente. Essa é a realidade. Queremos vender,

para ganhar dinheiro com o cliente,

fazendo o melhor para que ele ganhe cada

vez mais, assim todos saem satisfeitos”,

afirmou Szulcsewski.

O empreendedorismo não está relacionado

apenas à forma como a relação

se desenvolve com o cliente. O professor

doutor Joel Dutra falou sobre como a

relação com os colaboradores é um ponto

importante dessa tarefa.

Os jovens que entram hoje no mercado

têm um padrão de comportamento

muito diferente do de seus chefes. “Há

uma tendência de demonizar jovem da

geração Y, como se eles não se comprometessem.

A educação recebida por

essa geração foi feita de forma muito

diferente. Ao contrário do que dizem,

esse jovem se engaja e sabe agregar valor.

De acordo com pesquisa, 81% dos jovens

bancaram seus estudos. Eles brigam pelo

que querem, mas de um outra maneira”,

ressaltou Dutra.

Essa problemática tem trazido frustrações

de ambos os lados, já que 56% dos

jovens desejam ficar mais de cinco anos

nas empresas que trabalham, mas sua

média de permanência é de dois anos porque

não se sentem valorizados. “Quando

esse jovem se sente reconhecido, ele fica

e quem valoriza esse profissional tem

aumento de produtividade. A dificuldade

para lidar com a diversidade é um grande

desafio para se tornar um líder melhor”,

explicou o palestrante.

Entender as diferenças, motivar a

equipe e esclarecer para as pessoas o

que quer delas enquanto profissionais,

certamente será o caminho para que o

choque seja diminuído e o empreendedor

encontre sua forma de atuar, acolher e

empreender com as novas gerações que

chegam aos mercados e estão cada vez

mais tecnológicas.


evento | SindsegSC

SindsegSC completa 25 anos

Paulo Lückmann,

Ademir Francisco

Donini, Antenor

Vasselai e Sérgio

Passold

Jantar de Bodas de Prata da entidade também

comemorou os 91 anos do Comitê Mixto

Paranaense e Santa Catharinense de Seguros.

Evento foi marcado por homenagens e

reencontros

Lívia Sousa

O

SindsegSC completou 25 anos.

Para comemorar as Bodas de

Prata, a entidade organizou

um jantar na Casa de Eventos

Moinho do Vale, em Blumenau, ocasião

em que também foram comemorados os

91 anos do Comitê Mixto Paranaense e

Santa Catharinense de Seguros.

Os parceiros da entidade homenagearam

os profissionais que passaram pelo

Sindicato, entre eles os ex-presidentes

Antenor Vasselai, Aldo Campos (in

memorium), Ademir Francisco Donini

e Sérgio Passold. Paulo Lückmann, que

comanda a entidade desde 2005, também

foi homenageado.

“Essas homenagens, com certeza, terão

um espaço especial na sede da entidade

e irão fazer parte desta história que dá orgulho

de contar”, declarou Lückmann após

receber os troféus das mãos dos associados

Leonardo Pereira de Freitas e Anderson

Mundim, superintendente executivo Matriz

e superintendente executivo Regional

Sul da Bradesco Seguros; e Renato Barbo-

sa, representante da Ace Seguradora. Renato

Campos, diretor executivo da Funenseg;

Auri Bertelli, presidente do Sincor-SC;

e João Gilberto Possiede, presidente do

Sindseg do Paraná e Mato Grosso do Sul;

também parabenizaram o executivo, que

fez questão de ressaltar a importância dos

presidentes que antecederam sua gestão.

“Temos um rico acervo que ‘mora’

nas memórias e nos papéis empoeirados,

que o tempo vai se encarregando de esfarelar,

ofuscados pela vida moderna, mas

os profissionais do mercado atual um dia

relembrarão quem foram essas pessoas,

quão admiráveis foram as suas ideias e

práticas de valorização à educação e à

vida”, discursou o presidente.

O executivo, que iniciou no SindsegSC

junto com a fundação da instituição, em

1990, afirmou ainda que sabia dos desafios

que o Sindicato estava proposto a enfrentar

e que se empenhou no aperfeiçoamento do

mercado e da diretoria da época. Sobre

sua gestão, que se encerra no próximo

ano, Lückmann afirmou que considera

alcançados os objetivos propostos, como a

priorização da integração, da cooperação

e do bom relacionamento entre as pessoas.

Em seu discurso, o presidente destacou

a participação dos associados. “e hoje

o SindsegSC é uma entidade reconhecida

em todo o Brasil pela sua atuação, tenham

a certeza de que foram vocês que construíram

essa identidade. Cada um com

sua habilidade, personalidade e empreendedorismo

escreveram esses 25 anos de

fundação do sindicato e 91 anos de Comitê

Mixto Paranaense e Santa Catarinense de

Seguros”.

Nova identidade

O evento também deu espaço para

o lançamento das novas logomarcas das

Comissões Técnicas e Grupos de Trabalho,

que foram apresentadas pela diretoria da

entidade. De acordo com o presidente do

Sindicato, a forma básica dos símbolos

representa a integração dos representantes

das associadas em prol do mercado de

seguros.

“Com esta ação, o SindsegSC busca

a modernização de suas representações,

principalmente no foco de sustentar o

objetivo de reunir lideranças e coordenar

ações institucionais”, disse o executivo,

acrescentando que as identidades visuais

integram um movimento de mudanças

para todos os representantes do mercado

de seguros.

24


tecnologia | produto

Solução estima risco de

sinistro em automóveis

O AutoScore é uma ferramenta de inteligência artificial com recursos

Big Data, que contribui para a redução de custos e traz ganhos de

desempenho para a realização de estimativas de riscos. A solução

garante ainda a precificação correta, o que é fundamental para manter

a sustentabilidade do mercado de seguros

Com o objetivo de responder a um

dos maiores desafios do mercado

de seguros para automóveis, a

previsão do risco de uma apólice,

a Neurotech lançou a solução AutoScore.

Desenvolvida a partir da expertise obtida

em mais de dez anos dedicados ao desenvolvimento

de modelos de inteligência

artificial, aplicados aos avanços do Big

Data, a nova solução permite combinar no

momento da cotação on-line dezenas de

informações externas e georreferenciadas.

O AutoScore pode ser associado a ganhos

de desempenho na estimativa de riscos,

sobretudo por sua capacidade de estimar

especificidades, além de reduzir custos.

“O mercado de seguros está consolidado

e precisa de soluções dedicadas e

que atendam às necessidades do negócio.

O objetivo de mitigar o risco de sinistralidade

não pode ser atingido com o

reuso de ferramentas tradicionalmente

desenvolvidas pelo mercado de crédito

e que passaram a ser utilizadas pelas seguradoras.

O AutoScore é, portanto, uma

solução que atende de forma inovadora

ao desafio de estimar riscos, trazendo

ao mesmo tempo eficiência a um baixo

custo”, ressalta Rodrigo Cunha, diretor de

inovação da Neurotech.

De acordo com a Susep (Superintendência

de Seguros Privados), as empresas

do mercado de seguros, somente

em 2014, pagaram R$ 14.47 bilhões em

indenizações de seguros de automóveis.

No ramo de automóveis essa situação é

ainda mais extrema. É sabido que, para

evitar prejuízos, o valor do prêmio precisa

ser precificado de maneira devida no

26

❙❙Rodrigo Cunha, da Neurotech

momento da cotação. Por outro lado, a

forte concorrência entre as seguradoras,

além de uma guerra de preços, passou a

exigir maior velocidade nas cotações online.

Outro ponto importante é que o fácil

acesso às cotações aumentou o volume de

transações e diminuiu a taxa de conversão

dos clientes. Este cenário provocou um

aumento considerável no custo mensal

com consultas externas, impactando negativamente

na operação das seguradoras.

O AutoScore é uma solução tecnológica

para atuar neste ambiente, já

que trabalha com big data para analisar

e acessar de forma rápida um grande

volume de dados. A solução pontua cada

cotação individualmente e mostra como

a taxa de roubo ou de furto comporta-se

em cada uma das faixas de pontuação,

determinando os riscos de sinistros desta

natureza que este consumidor representa

nos próximos 12 meses. “Se a pontuação

do cliente estiver na primeira faixa, seu

risco é altíssimo, ou seja, cerca de 60%

maior que a média. Alternativamente,

as apólices pontuadas na última faixa

do AutoScore apresentam uma taxa de

roubo e furto cerca de 55% menor que

o risco médio da carteira de clientes, o

que poderia tornar mais interessante o

preço da apólice para estes clientes que

possuem chances menores deste tipo de

ocorrência”, exemplifica.

Além de apresentar melhor desempenho

em relação aos escores de créditos

disponíveis no mercado, por ser baseada

em uma tecnologia de algoritmos para

armazenamento de dados proprietários da

Neurotech, a solução pode ser adquirida

com um custo inferior aos dessas soluções

não aderentes à realidade do mercado de

seguros de automóveis.

Criada em 2000 por um grupo de

pesquisadores e alunos da Universidade

Federal de Pernambuco, a Neurotech

é uma empresa pioneira no Brasil no

desenvolvimento de soluções avançadas

para automação de todo o ciclo de decisão

em operações de crédito, fraude

e risco, caracterizadas pela inovação e

elevada competência técnica. Sua ampla

experiência de negócio está apoiada no

desenvolvimento de mais de 500 soluções

ao longo dos anos no mercado de crédito

e risco, sempre empregando as melhores

práticas, processos e ferramentas tecnológicas

avançadas. Com sede em Recife

e escritório em São Paulo, a empresa

dispõe de 140 funcionários e mais de 100

clientes em todo o país.


28


Os próximos vinte anos

» » Marco Antonio Rossi, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência

Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

A

trajetória de crescimento do setor de seguros,

nos últimos vinte anos, deve ser analisada

não somente pelos indicadores de expansão

de sua representação em relação ao Produto

Interno Bruto (PIB) – a qual saltou de menos de 1%

para 6% nesse período. A expansão do mercado deve,

acima de tudo, ser dimensionada pela sua capacidade de

inovação na criação de produtos com total aderência às

necessidades dos consumidores e de retorno à sociedade

por meio das indenizações, benefícios e resgates pagos.

O segmento de saúde suplementar, por exemplo, figura

como um importante indicador desta evolução, por ser

responsável, anualmente, pela realização de um milhão

de procedimentos médico-hospitalares e odontológicos.

Ao longo das duas últimas décadas, as empresas

seguradoras reforçaram o papel que desempenham

em relação à segurança e proteção da sociedade e ao

financiamento do Estado e do setor privado, por meio

da grande diversidade de produtos e serviços que oferecem.

Os avanços do setor estão sempre muito ligados

às dinâmicas do cenário contemporâneo mundial. Os

desafios impostos pela globalização, os novos meios de

comunicação que transformaram as relações de consumo,

as mudanças climáticas e os movimentos que emergem

no cotidiano das grandes cidades estão entre os fatores

que se impõem como agentes para a constante inovação

das operações do mercado.

Aliado a isso, o Brasil, como economia em franco

processo de desenvolvimento, tem reforçado a sua imagem

como celeiro de oportunidades para investidores de

diversos segmentos da economia. A abertura do mercado

de resseguro, em 2007, é uma das provas disso, pois

atraiu para o país as maiores empresas que operam nesse

segmento em termos mundiais. Ganhamos em competitividade

e passamos a operar com práticas internacionais.

Além da quebra do monopólio do resseguro, foram

muitos os progressos de nossa indústria nos últimos vinte

anos. As seguradoras avançaram na criação de produtos

de previdência complementar aberta, lançaram o seguro

viagem, o seguro garantia estendida, o seguro prestamista,

ampliaram e diversificaram os serviços de assistência

24 horas, implementaram novos canais de diálogo com o

consumidor e investiram em campanhas com linguagem

mais leve e didática para disseminar a cultura de seguro

no país. No campo da sustentabilidade, tornaram-se ainda

mais engajadas ao aderirem aos Princípios da Sustentabilidade

em Seguros (PSI) e têm trabalhado, arduamente,

para aprimorar suas operações, agilizando os processos e

dinamizando o atendimento aos segurados. Nesse sentido,

é importante destacar também a atuação das ouvidorias,

que já se consolidaram como um dos mais importantes

canais para o atendimento às demandas dos segurados.

O aumento da renda nas periferias, acima da média

nacional, levou mais de 40 milhões de brasileiros ao

mundo do consumo e, consequentemente, ampliou os

horizontes para o crescimento do setor de seguros. O

país se transformou e isso representa um desafio e uma

oportunidade. O brasileiro passou a entender que é por

meio do seguro que ele protegerá suas conquistas. De

nossa parte, ainda há muito a se caminhar para chegarmos

à base da pirâmide e temos trabalhado, arduamente,

nesse sentido. Na lista de ações em desenvolvimento, a

oferta de produtos para baixa renda, a conscientização

da população por meio de campanhas de comunicação,

a maior utilização dos meios eletrônicos remotos para a

distribuição de produtos e a revisão dos processos para

tornar o ciclo produtivo mais barato.

Igualmente relevante é a continuidade do programa

de educação financeira, por meio de ações integradas com

o Poder Público e entidades como a Susep, a Bovespa e

a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), parceiros na

Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), e a intensificação

da oferta de seguros para as pequenas e médias

empresas. Diligentes e atentas aos sinais dos novos tempos,

as empresas seguradoras sabem que todos os desafios aqui

apresentados formam não somente uma base sólida, mas

certamente se acentuarão no processo de construção das

duas novas décadas. Que venham os próximos vinte anos.

29


Corretor vislumbra um

futuro promissor

»»

Armando Vergilio dos Santos Junior, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros

Mais de 80 mil corretores de seguros estão em

atividade no país. Desse total, aproximadamente

30 mil são pessoas jurídicas, número

que deve aumentar rapidamente em decorrência

da possibilidade de inserção de empresas corretoras de

seguros no SuperSimples, em condições bem favoráveis.

A categoria está presente na maioria dos 5.570 municípios

brasileiros. Essa capilaridade assegura para a

sociedade uma ampla rede de proteção securitária.

O corretor de seguros já responde por mais de 80%

da produção de seguros e, dessa forma, consolida a sua

posição como indispensável ator do processo de desenvolvimento

econômico do País.

A Fenacor desenvolve ferramentas para ajudar os

corretores a cumprirem a sua missão. Exemplo disso é a

pesquisa mensal que visa a medir o grau de confiança do

mercado na economia e as perspectivas do setor.

Além disso, estamos realizando a segunda edição do

Esecs-PJ, estudo que irá traçar o novo perfil das empresas

corretoras de seguros e servirá de base para a definição

de estratégias de atuação e reposicionamento no mercado.

A primeira edição, produzida em 2013, trouxe dados

valiosos. Apuramos que 65% do faturamento das empresas

pesquisadas são gerados por pessoas físicas, sendo

que a carteira de automóvel representa aproximadamente

56% dessa receita.

Mais de 80% das corretoras ouvidas trabalham com

até cinco seguradoras.

Esses dados sinalizam que a trajetória dos corretores

de seguros mudou sensivelmente desde a edição da Lei

4.594/64, que há 50 anos regulamentou a nossa atividade

profissional.

Esse foi o primeiro passo importante na escalada

que, desde então, conduziu nossa categoria a chegar ao

patamar alcançado hoje.

Mas, nos últimos 20 anos, as mudanças vêm ocorrendo

mais rápida e profundamente.

O corretor de seguros atual é bem preparado e

qualificado para atender a consumidores cada vez mais

exigentes e bem informados. A concorrência está mais

acirrada. Porém, há amplo espaço para todos, uma vez

que, utilizando uma linguagem da indústria, a capacidade

ociosa é imensa.

O consumo per capita está abaixo do esperado e

somente agora a sociedade começa a formar uma consciência

maior sobre a importância do seguro.

Esse cenário de demanda aquecida, mas ainda permeada

de desinformação, aumenta a responsabilidade do

corretor de seguros. É preciso investir forte na constante

capacitação e treinamento.

A escassez de recursos para tais investimentos,

provocada pela absurda carga tributária que atingia a

categoria, está sendo equacionada pela mais importante

conquista política da história da categoria: a aprovação

da Lei Complementar nº 147/14, que permite, finalmente,

a inserção dos corretores de seguros no SuperSimples, e

na tabela III, a mais favorável.

Tenho orgulho de ter participado diretamente do

processo de aprovação da lei, como deputado e presidente

da Comissão Especial que redigiu o formato final da

proposta. Foi a minha maior missão como parlamentar e,

hoje, sinto a agradabilíssima sensação do dever cumprido.

No futuro, a história da categoria será dividida entre

o “antes” e o “depois” do SuperSimples.

Não por acaso.

Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento

Tributário (IBPT), 98% das corretoras de seguros

faturam até R$ 3,6 milhões (limite para enquadramento

no SuperSimples) e, desde janeiro de 2015, estão aptas a

aderir ao sistema simplificado de pagamento de impostos.

A estimativa é a de que haverá redução de até R$ 1,4

bilhão dos valores antes destinados pelas corretoras de

seguros para o pagamento de impostos.

Boa parte dessa soma será direcionada para o desenvolvimento

do negócio do corretor, a geração de novos

empregos e o aprimoramento da qualidade do atendimento

prestado ao cliente.

Toda a sociedade será beneficiada, pois o corretor

de seguros estará mais bem instrumentado para exercer

a nobre missão de proteger a vida, a saúde e o futuro das

famílias e o patrimônio pessoal e das empresas.

O futuro é, portanto, muito promissor.

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32


A chegada de empresas

estrangeiras ao mercado de

seguros no Brasil

»»

Antonio Trindade, presidente da ACE Brasil

Muitos imaginam que a chegada das empresas

estrangeiras ao Brasil constitui um movimento

relativamente recente, associado com

o processo de globalização, que começou

nos anos 90. Contudo, estas companhias começaram a

atuar no País já em 1862, conforme consta nos arquivos da

Susep. Assim, por mais de um século estas organizações

ajudam a desenvolver não apenas o mercado brasileiro de

seguros, mas toda a economia nacional, já que, segundo a

Susep, desde 1895 também constituem e aplicam no País

as suas reservas técnicas.

Entre as empresas estrangeiras, acredito que a ACE

vem registrando uma das mais ricas histórias do nosso

mercado, que começa em 1904, quando a Insurance Company

of North America (INA), a mais antiga seguradora

dos Estados Unidos (fundada em 1792), se instalou pela

primeira vez no Brasil. Esta companhia de seguros, que

foi a maior dos Estados Unidos nos séculos XIX e XX,

realizou nesta época suas primeiras incursões no País.

Logo depois, interrompeu as operações, mas voltou definitivamente

em 1959.

No final do século XX, a INA deu origem à CIGNA,

cujos negócios foram adquiridos em nível mundial pela

ACE, nos segmentos de Propriedade e Responsabilidade

Civil (Property and Casualty - P&C). Na época, toda a

equipe brasileira proveniente da CIGNA foi preservada

pela ACE, juntamente com a cultura e os conhecimentos

até então desenvolvidos. Daí em diante a companhia

construiu no Brasil uma operação considerada modelo,

chegando a ser eleita a melhor do País pela prestigiada

revista inglesa World Finance nos anos de 2011 e 2012.

Para crescer no Brasil, a ACE desenvolveu de forma

contínua os seus conhecimentos sobre cada região do

País. Para isso, a companhia implantou, de forma estratégica,

5 estruturas nas cidades de São Paulo, Curitiba,

Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Salvador. Nestes locais,

disponibilizou profissionais especialistas em seguros

específicos e com visão cada vez mais aprofundada nos

diferentes mercados locais. Cada uma das estruturas concede

suporte a uma rede de 19 filiais. Na ponta, parceiros

e segurados obtêm serviços claramente diferenciados,

tanto em conhecimentos técnicos como em agilidade.

De forma simultânea, a ACE vem construindo uma

bem definida visão global a partir do trabalho diário

de 11 mil profissionais dispostos em sua ampla rede

de unidades, que alcança 54 países. Conectados a uma

poderosa intranet mundial, esses profissionais trocam

informações e se especializam constantemente em nichos

de seguros nos mais variados mercados do planeta.

No ambiente físico da companhia, chega a ser comum

observar profissionais de diferentes países trabalhando

lado a lado.

Os bons resultados da ACE no mundo e no Brasil

mostram o quanto a companhia tem acertado com este

modelo de administração, que associa operação local e

visão global. Em menos de três décadas após a sua fundação,

em 1985, a ACE tornou-se, em valor de mercado, a

quinta maior seguradora do mundo em P&C. No Brasil, a

empresa se tornou a maior seguradora de P&C em menos

de duas décadas após assumir os negócios da INA.

Portanto, a ACE hoje se destaca por sua especialização

em implantar, nos diferentes centros econômicos

do Brasil, soluções customizadas e sintonizadas com o

que há de mais moderno no mundo. Para chegar a este

patamar, a empresa construiu uma rica história que

iniciou em 1792 nos Estados Unidos, alcançou o Brasil

em 1904 e se consolidou no País em 1959. E é assim que

colabora com o desenvolvimento do mercado brasileiro

de seguros, que há um século e meio cresce com o apoio

de empresas estrangeiras.

33


Os novos consumidores

de planos de saúde das

classes emergentes

»»

Dr. Ali Hussein Ibrahin Taha, presidente da Ameplan Assistência Médica Planejada

Trabalhar com o público das classes C e D é o core

business de algumas operadoras de saúde, que

encontraram grande oportunidade num nicho

de mercado que nunca foi muito valorizado por

outras atuantes no setor.

Entretanto, o cenário econômico de um país como o

Brasil sofreu diversas mudanças nestes 23 anos e, dentre

as transformações ocorridas, a mais relevante foi a distribuição

de renda entre a população, que mudou de mãos

com a ampliação da formalização dos trabalhadores das

classes C e D, potencializando um marcante encurtamento

de distâncias sociais. Deu-se então uma significativa

expansão da classe média, formada por indivíduos que

anteriormente pertenciam à classe baixa e gerando a

criação de uma nova classe social denominada “nova

classe média” ou “classe emergente”.

Vivenciamos de perto essa mudança do perfil sócio-

-econômico do país, trabalhando incessantemente para

nos adaptar aos novos anseios e expectativas da nova

classe social, com hábitos e comportamentos diferenciados

e preocupações inéditas, pela primeira vez, em

relação à insatisfação com a qualidade da saúde pública,

propiciando um crescimento do desejo de acesso aos

planos de saúde privados.

A migração de milhões de brasileiros para a classe

média trouxe um desafio para a saúde privada: atender

o crescimento da demanda sem perder em qualidade de

atendimento. Neste período, mais precisamente há 15

anos, foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar

(ANS), órgão que acompanhou o crescimento

do setor, com medidas para regulação, normatização,

controle e fiscalização dos planos de saúde, obrigando-os

a uma série de implementações e adaptações, para atender

a normatização, criando planos diferenciados, com

coberturas variadas, de forma que o consumidor tivesse

um leque de opções que atendesse às suas necessidades.

Porém, a experiência mostra que nunca devemos

nos colocar em posição de conforto, pois o mercado é

inconstante e desafiador, provocando nossa criatividade

e pró atividade de tempos em tempos. Na contrapartida,

os protagonistas deste crescimento econômico até pouco

tempo, a chamada “classe emergente”, tomaram empréstimos,

compraram automóveis, televisores, equipamentos

de informática e contrataram o desejado plano de saúde.

Agora, com o peso do aumento do custo de vida em seu

bolso, refazem as contas e cortam gastos, com a perspectiva

de uma crise no mercado.

Atualmente, acreditamos que já está sendo feita a

avaliação estatística sobre mais esta nova mudança de

comportamento da chamada classe emergente, onde o

consumidor precisa abrir mão de algumas conquistas

alcançadas, mas não deseja abrir mãos do tão sonhado

plano de saúde. A opção observada, então, tem sido a

retirada voluntária dos titulares dos planos, mantendo os

filhos e garantindo acesso à saúde para um público mais

jovem; talvez esta seja a forma dos pais protegerem seus

familiares e proporcionarem um serviço que eles não

tiveram acesso na infância.

É provável que estejamos diante de mais uma mudança

no cenário da saúde e cabe a nós enxergar qual é a

mensagem desta nova situação que está diante de nossos

olhos, vislumbrando ações que podem ser implementadas

para continuarmos firmes e fortes neste mercado tão

importante.

34


35


36


Agilidade do mercado

de seguros na tomada

de decisões

»»

José Marcelino Risden, presidente da Berkley Seguros

Por décadas, o mercado segurador brasileiro

viveu uma situação de estagnação, à sombra do

monopólio de resseguros, e as consequências

da mesmice, própria de um mercado fechado.

Sem condições de inovar, os avanços eram tímidos e

quase inexistentes. As condições e coberturas eram as

mesmas. Durante anos, não se vivia a experiência da

criação de novos produtos e os modelos de gestão das

empresas eram similares.

No final do século passado, com a perspectiva da

quebra do monopólio, abertura do mercado e consequente

chegada de novos players - seguradores, resseguradores

e brokers -, iniciou-se um processo de reação

com a preparação para os novos tempos.

Foi necessária uma revisão dos modelos de gestão

e de estratégias corporativas. Altos investimentos em

tecnologia e desenvolvimento de novas ferramentas se

tornaram primordiais.

Se há 20 anos o tempo de emissão de uma apólice

era de até um mês, atualmente, graças a esses investimentos,

é possível concluir o processo em até uma hora,

ou até mesmo em tempo real, dependendo do produto.

A melhoria ou criação de soluções para atender às

novas demandas, mais adequadas às necessidades de um

consumidor cada vez mais exigente, passou a ocorrer

em prazos cada vez menores.

Como era esperado, o cenário mudou. Com a

entrada de novos players, nacionais e estrangeiros, e

consequente acirramento da concorrência, resultado

de um mercado livre, passamos a viver um dinamismo

até então não experimentado. Vemos hoje um mercado

fortalecido e altamente dinâmico. Fusões e aquisições,

especializações e segmentações aconteceram, como

era previsto.

O surgimento e participação, cada vez mais efetiva,

de seguradoras e corretoras especializadas em

segmentos ou produtos, ou mesmo o redirecionamento

de antigas empresas, agora com foco em nichos, alterou

definitivamente o perfil do setor.

Tudo isso foi possível, graças ao fato de, hoje, o

mercado de seguros se destacar na economia como um

dos setores de maior agilidade na tomada de decisões.

Avaliar de forma consistente o cenário macroeconômico

e antecipar-se aos movimentos da economia tem sido a

palavra de ordem.

As fortes e recentes mudanças, associadas às diversas

transformações ocorridas no cenário econômico nos

últimos anos, especialmente nos modelos de consumo,

têm refletido diretamente no setor, que soube reagir

rapidamente, demonstrando segurança e maturidade,

apresentando soluções de produtos e serviços com

qualidade à alturadessas demandas.

Esse conjunto de fatores teve contribuição definitiva

para sustentar, de forma consistente, o crescimento do

volume de prêmios nos últimos anos, fazendo com que

a participação no PIB saísse de 1% há 20 anos e, em que

pese o desempenho atual de nossa economia, projetar

um crescimento de 12% para 2015.

37


Compromisso com

a cultura

»»

Alexandre Nogueira, diretor do Grupo Bradesco Seguros

Como integrante da história do país e do mercado

segurador há mais de 60 anos, oferecendo

proteção à vida, ao futuro e ao patrimônio de

seus clientes, o Grupo Bradesco Seguros participa

ativamente, por meio de patrocínios e apoios, dos

movimentos e manifestações mais relevantes da cultura

brasileira, no processo de construção de uma identidade

nacional e de marca.

É com esse entusiasmo que temos orgulho de participar

- com o Banco Bradesco -, como patrocinadores e seguradora

oficial, dos Jogos Rio 2016, dada a importância

da parceria entre a iniciativa privada e o esporte brasileiro,

paixão nacional que, ao mesmo tempo, atua como poderosa

ferramenta de inclusão social, formação de caráter e

qualidade de vida. Ter a marca vinculada aos Jogos Rio

2016, maior evento esportivo do planeta, proporciona, sem

dúvida, importante retorno ao Grupo Bradesco Seguros,

seus acionistas, parceiros e colaboradores.

Ao longo do tempo, mais do que patrocinar representações

culturais, o Grupo Bradesco Seguros tem

proporcionado o acesso da população em geral, assim

como de seus funcionários, familiares e clientes, a ações e

atividades que reforçam a cultura e o conhecimento, tanto

nacional como internacional, por meio de suas expressões

mais significativas.

A cada ano, desde 1996, o Grupo promove o espetáculo

da Árvore de Natal Bradesco Seguros — a maior

árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness

Book of Records —, montada sobre o espelho d’água da

Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. No decorrer

de 20 edições – a serem completadas em 2015 -, a Árvore

tornou-se um dos três maiores eventos da cidade – após

o Carnaval e o Réveillon -, além de referência internacional

de Natal, transmitindo clima de paz e prosperidade

e, sobretudo, retribuindo a confiança que a população

brasileira deposita no Grupo Bradesco Seguros.

Com o Circuito Cultural Bradesco Seguros, que

incentiva produções musicais, teatrais, exposições e

literárias, o Grupo Segurador tem ampliado o acesso

do público ao melhor da produção cultural nacional e

internacional em todas as áreas, da dança à música popular

e erudita, do teatro às artes plásticas e em todos os

segmentos da produção cultural, que geram conhecimento

e reconhecimento.

Ao apoiar espetáculos como o “Elis – A Musical”,

“Se eu Fosse você – O Musical”, “Chacrinha, O Musical”,

“Os Saltimbancos Trapalhões”, “Mudança de Hábito”,

“BarbarIdade”, “Sim! Eu Aceito!”, “Bibi – Histórias e

Canções”, “O Mágico de Oz”, “A Família Addams”,

“Tudo por um PopStar”, “Cats”, “Mama Mia”, “Rei Leão”,

entre outros igualmente marcantes, o Grupo Bradesco

Seguros consagrou-se como o maior patrocinador de

produções musicais do país, contribuindo para a formação

de público e popularização do gênero.

Os resultados dessas ações são sempre estimulantes.

Tornam a marca mais lembrada – há 13 anos consecutivos,

é reconhecida como ‘Top of Mind’ em seguros, em

pesquisa realizada em âmbito nacional pelo conceituado

Instituto DataFolha - e seus valores, mais presentes no

cotidiano da população, em todo o território nacional.

Mais importante: estamos convencidos de que tais

iniciativas de caráter cultural, fortemente associadas ao

processo de construção da identidade e da cidadania dos

brasileiros, convergem para o objetivo maior do Grupo

Bradesco Seguros, que é contribuir para a evolução e

consolidação da cultura e da indústria do seguro no

Brasil, como instrumento de proteção para a sociedade

e de desenvolvimento para o país.

38


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40


Odontologia, um

grande caminho a

percorrer

»»

Julio César da Silva Felipe, diretor de Odonto da Caixa Seguradora

No Brasil apenas 10% dos habitantes têm plano

odontológico. Isso é muito pouco se compararmos

com os EUA, por exemplo, onde cerca de

60% possuem um plano odontológico.

Se ainda pensarmos que mais de 4 milhões de

brasileiros nunca estiveram em um consultório odontológico,

podemos imaginar o longo caminho que temos a

percorrer no Brasil.

O benefício odontológico ainda é visto pelos RH´s

das empresas como uma opção menos importante, se

comparamos com saúde e vida, mas isso é consequência

do desconhecimento da importância da saúde bucal,

pois a falta dela causa uma série de doenças, tais como

endocardite, partos prematuros quando a gestante passa

por problemas periodontais, apenas para citar dois problemas

que irão causar absenteísmo e grandes despesas

no plano de saúde.

Tudo isso pode ser evitado com um pequeno investimento,

pois o custo anual de um plano odontológico não

chega a ser metade do custo mensal de um plano de saúde.

Além disso, os corretores podem ter um resultado

muito rápido com a comercialização de um plano odontológico,

que pode ser implantado com menos de 30 dias,

com aceitação para afastados e agregados, enquanto em

saúde, somente a análise pela seguradora pode levar

mais de 30 dias Mesmo com esta falta de informação, o

mercado de odontologia vem crescendo a razão de dois

dígitos há mais de cinco anos, passando por grandes

consolidações, mas ainda muito longe de sua maturidade.

Diversas operadoras chegam a oferecer o plano odontológico

“sem custo” quando o cliente compra o plano de

saúde, mas esta estratégia não trouxe benefícios para as

operadoras, pois desta forma os RH´s não valorizam o

benefício como ele deve ser.

As operadoras tentam, cada vez mais, conscientizar

da importância deste benefício, oferecendo palestras,

participações em Sipats (Semana Interna de Prevenção

ao Acidente de Trabalho) e realizando campanhas de

angariação, pois diferente de outros benefícios, o odonto

ainda é oferecido na maioria das vezes na forma de adesão,

com pagamento integral por parte dos beneficiários,

o que reduz a contratação.

Enfim, é verdade que temos um longo caminho a percorrer

quanto a conscientização sobre a importância dos

planos odontológicos, mas sem dúvida é o maior caminho

e que trará muita tranquilidade aos RH´s das empresas, e

para nós que temos a missão de cuidar dos sorrisos dos

brasileiros, este caminho está apenas começando.

41


Previdência Privada:

vantagens do benefício

fiscal à portabilidade

»»

Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros

Estudos e pesquisas apontam que a previdência

privada já é um desejo de consumo da população

e que cada vez mais as pessoas têm

despertado para a importância de se planejar

para a aposentadoria. Unindo os benefícios de aplicar

em um fundo de investimento com as vantagens fiscais

asseguradas por lei para aplicações de longo prazo, a

previdência é, sem dúvida, o veículo ideal para quem

quer cuidar do futuro financeiro.

O mercado de previdência (PGBL e VGBL) tem

evoluído em um ritmo bastante acelerado. Nos últimos

10 anos, o crescimento foi acima de 22% ao ano

e a carteira multiplicou por sete, saltando de R$ 50,1

bilhões em 2005 para os atuais R$ 374 bilhões* (até

outubro de 2014), sendo que 91% desses recursos estão

concentrados nos grandes bancos. Vale ressaltar

que, entre as seguradoras independentes, ou seja,

não ligadas aos bancos de varejo, a Icatu Seguros é

a maior, apresentando um sólido crescimento acima

do mercado.

O segmento de previdência concentra a maior parte

dos investimentos em VGBL (76%), no qual o Imposto

de Renda incide apenas sobre a rentabilidade. Já o

PGBL, modalidade na qual o Imposto de Renda incide

sobre o todo e sugerida para quem tem renda tributável

e faz a declaração pelo formulário completo, pois permite

a dedução das contribuições da base de cálculo de

IR até o limite de 12% da renda bruta anual, fica com

24% da fatia. Em termos de perfil, vemos claramente

a preferência dos brasileiros por investimentos conser-

vadores, pois mais de 90% da reserva está concentrada

em fundos de previdência renda fixa.

Na Icatu Seguros, o cenário é um pouco diferente.

Apresentamos uma maior concentração em PGBL (53%)

e em fundos com maior risco (43%) que o mercado. Isso

ocorre porque somos uma seguradora especialista, reconhecida

pela capacidade de inovar e apresentar estratégias

diferenciadas em previdência, o que atrai muito investidores

de alta renda interessados nos benefícios fiscais e

sucessórios que a previdência oferece.

Além das vantagens já conhecidas do produto, a previdência

oferece ao cliente outro importante benefício, o

da portabilidade. Tão simples quanto levar um número de

celular de uma operadora para outra, graças a esse direito,

o cliente pode mudar de plano (de um fundo conservador

para um agressivo, por exemplo) ou de seguradora quando

quiser e sem perder nada com isso.

Essa é uma grande vantagem da previdência em relação

aos fundos de investimentos. Na indústria de fundos,

em caso de insatisfação e vontade de mudança, o cliente

precisa resgatar seu dinheiro, pagar Imposto de Renda

e reaplicar o montante novamente. Na previdência isso

não ocorre, pois a portabilidade garante a transferência

dos recursos sem incidência de Imposto de Renda e nem

reinício da contagem do tempo de aplicação.

Ou seja, um processo simples, vantajoso, que estimula

as companhias a entregarem melhores soluções

e garante ao cliente a possibilidade de manter seus

recursos de longo prazo na empresa que melhor atender

seu perfil, seus desejos e suas necessidades.

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44


Abertura do resseguro:

uma história de sucesso

»»

Leonardo André Paixão, presidente do IRB Brasil Re

Nas primeiras décadas após a criação do IRB,

fundado em 1939, o monopólio do resseguro

no Brasil foi importante para fomentar o

desenvolvimento do mercado segurador, para

reter divisas no país quando a moeda forte era escassa

e para desenvolver expertise. A partir dos anos 1990,

porém, o monopólio tornou-se um fardo e começou a

restringir o crescimento do mercado de seguros.

2007 foi o ano da abertura do mercado ressegurador

brasileiro, com a aprovação da Lei Complementar nº

126 em janeiro, seguida de amplas discussões no setor

privado e no governo, e culminando, em dezembro, com

as resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados

que regulamentaram a lei e efetivamente possibilitaram

o fim do monopólio.

Tive a honra de ser um dos conselheiros do CNSP

(Conselho Nacional de Seguros Privados) que participaram

daquela reunião histórica. Enquanto reguladores,

esperávamos que as regras que tínhamos aprovado

trouxessem, nos primeiros cinco anos, pelo menos uns

20 resseguradores internacionais para o mercado brasileiro.

Àquela altura, ninguém sabia ao certo se a abertura

despertaria interesse imediato por parte dos grandes resseguradores

globais, já que alguns deles tinham sido severamente

afetados em seus balanços pelos desdobramentos

da crise financeira iniciada nos empréstimos subprime.

Por outro lado, sabíamos que o IRB passaria por uma

prova de fogo diante da competição iminente. Tinha um

quadro de pessoal envelhecido, processos de trabalho

burocráticos e sistemas de TI obsoletos. E era o único

ressegurador do mercado sujeito às amarras decorrentes

da condição de empresa estatal.

Nos dois primeiros anos após a abertura, muitas

empresas abriram seus escritórios de resseguradores admitidos

ou se registraram como resseguradores eventuais.

Alguns poucos se estabeleceram como resseguradores

locais, inclusive empresas de capital predominantemente

nacional. Ao final de 2010, mais de 100 empresas estavam

aptas a atuar no Brasil, inclusive todos os grandes resse-

guradores globais, superando as melhores expectativas.

A abertura trouxe novos produtos, o preço do resseguro

caiu no mercado interno e o volume de negócios

triplicou. Com o fim do monopólio, toda uma cadeia de

prestadores de serviços – advogados, contadores, claims

adjusters, entre outros – floresceu para dar suporte

aos quase 170 resseguradores que passaram a atuar no

mercado brasileiro. Seguradoras incrementaram seus

departamentos de compra de resseguro e corretores

de resseguro reforçaram suas equipes e sistemas de

TI. Empregos foram gerados e houve capacitação de

trabalhadores e desenvolvimento de expertise local. A

abertura do mercado contribuiu para o crescimento do

PIB e aumentou o recolhimento de impostos.

Para o IRB, empresa que presido desde 2010, o fim

do monopólio representou inicialmente uma ameaça à

sua rentabilidade e, no médio prazo, à sua sobrevivência.

Mas graças ao esforço conjunto de colaboradores, dirigentes

e acionistas da companhia, a abertura do mercado

tornou-se uma oportunidade para modernizar e fortalecer

a empresa.

O IRB reviu suas políticas e processos de trabalho,

ganhou eficiência, abaixou preços, investiu muito e recuperou

o faturamento perdido logo após o fim do monopólio.

Opera hoje com metade do pessoal que tinha em

2009. Tem sistemas de TI atualizados e fecha o balanço

patrimonial em 4 dias úteis. Lucrou R$ 602 milhões em

2014. É líder de mercado no Brasil e faz negócios em

mais de 70 países. Tornou-se uma empresa privada em

que dezenas de colaboradores são também acionistas. O

fim do monopólio foi bom para o IRB.

E o mercado brasileiro de resseguros está cada vez

mais forte. O Brasil já começa a se estabelecer como um

polo regional a partir do qual resseguradores brasileiros

e internacionais operam em toda a América Latina. O

presente é melhor que o passado, e o futuro será melhor

que o presente.

Após oito anos, é fato que a abertura do mercado

brasileiro de resseguros foi um grande sucesso.

45


Atendimento excepcional:

conquistar o cliente é

expandir o setor

»»

Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros

Em todas as áreas de negócios, é preciso estar em

constante movimento para analisar as novas necessidades

dos consumidores e buscar melhorias

nos processos diários de trabalho. No setor de

seguros, não é diferente. Observando os tipos de apólices

mais vendidas no país, podemos perceber que os brasileiros

ainda não estão familiarizados com a variedade

de seguros disponíveis para contratação e que não têm o

costume de se preocupar com a proteção de outros bens

que não o automóvel, como acontece em outros países.

Mas, é possível mudar isso.

O primeiro passo para desenvolver o mercado de

seguros no Brasil é explorar novos públicos e aproveitar

as oportunidades em coberturas diferenciadas, como

residência, que tem um custo médio de apenas 380

reais por ano, e responsabilidade civil para seguro de

automóvel, que apresenta um ticket médio de somente

560 reais por ano. É impressionante constatar que apenas

13% das casas brasileiras e 35% dos carros têm seguro.

Esses índices baixos demonstram que temos muito a

avançar na questão de conscientização dos clientes sobre

a segurança de seus bens. Evidencia, também, o grande

potencial de crescimento que o setor apresenta.

Precisamos, assim, criar estratégias para que a

informação sobre a variedade de produtos disponíveis

no mercado chegue ao consumidor. Quando o corretor

oferece um serviço que traz benefícios ao cliente

(como é o caso do seguro residencial, só para citar um

exemplo), por meio de argumentos transparentes que

mostrem as qualidades do que está oferecendo, a chance

de contratação da apólice é muito maior — afinal, as

pessoas sabem que proteger sua família e seus bens é

valorizá-los. O interesse pelo produto pode, sim, — e

deve! — ser despertado no consumidor, pois quem

conhece os produtos e pode falar de seus atrativos é

quem vende. Por isso mesmo, corretores não precisam

ter medo de arriscar na hora da venda, oferecendo diferentes

serviços, de acordo com a necessidade de seus

clientes e, claro, fugindo do básico.

Enxergar as oportunidades que aparecem diante

de nós é o que garante o nosso sucesso. Apenas 30%

das pequenas e médias empresas no Brasil têm seguro,

mesmo com um ticket médio de 1.200 reais por ano

ou 100 reais por mês. O que fazer? Tentar mostrar ao

empresário, que está apostando todas as fichas no sonho

do negócio próprio, que assegurar esse patrimônio é

um dos pontos mais importantes para a consolidação

da sua empresa.

E não é só no momento de assinar a apólice que

temos que fazer valer a confiança que os clientes depositam

em nós: a hora de resolver seu problema é a mais

crucial no relacionamento. A seguradora tem que estar

100% disponível para ajudar, apresentando uma comunicação

fácil e contribuindo para aumentar a agilidade

e efetividade do atendimento, gerando os melhores

resultados possíveis para refletir a eficiência do setor.

Afinal, a satisfação do cliente, conquistada por meio de

um excelente atendimento, leva a sua fidelização; o que,

por sua vez, abre portas para a contratação de diferentes

tipos de seguro. A fórmula parece simples, mas exige

trabalho e muita dedicação.

As ferramentas estão disponíveis para todos: só

precisamos usá-las. A tradição do setor no Brasil, seu

crescimento expressivo ao longo dos anos e a gradual

mudança do pensamento do cliente — cada vez mais

consciente sobre o tema e mais preocupado em se proteger

de imprevistos —, demonstra que estamos, sim,

prontos para a nova cultura de estarmos sempre seguros.

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47


Como ser simples na

indústria de seguros de

capital aberto

»»

Marcos Ferreira, presidente do Grupo BB e Mapfre

A

frase de Clarice Lispector resume à perfeição

o que deve ser regra nas organizações: “trabalhar

muito e buscar fazer o mais simples,

incansavelmente.”

Vale acrescentar: a experiência vem mostrando que

um dos grandes objetivos do nosso tempo, a inovação,

nos encanta naquilo que traz de facilidade e que tem o

mais simples como resultado.

No setor de seguros, a simplicidade é um grande

desafio. A revista Apólice, ao completar 20 anos, é testemunha

e ao mesmo tempo uma das protagonistas do

esforço da indústria em trazer o seguro para mais perto

dos clientes, o que significa mostrar como essa grande

invenção da modernidade pode facilitar e melhorar a

vida das pessoas.

Não se trata aqui de questionar a essência do seguro.

Esta é, como sabemos, simples por princípio: proteger

pessoas e bens. Mas, apesar das evoluções verificadas

quase todos os dias no setor, uma lacuna resiste no

campo da informação: nossa linguagem – o “segurês”

– ainda é relativamente distante da plena compreensão

por todas as faixas de públicos. É uma trincheira que

muitas vezes separa um risco real da sensibilidade dos

clientes para a aquisição de uma apólice que proteja

contra esse risco.

Os corretores de seguros atuam diariamente como

verdadeiros propagadores ao orientar os clientes quanto

às necessidades de seguros entre os diferentes perfis.

Eles, porém, semeiam, junto com as seguradoras, em

um terreno cujas peculiaridades e regulações – como

é comum aos serviços de natureza financeira – são de

difícil assimilação por muitos clientes. Muitas vezes, esbarramos,

ainda, numa cultura que historicamente tende

a associar seguros com “maus momentos”, quando sabemos

que estamos falando essencialmente de prevenção e

proteção, itens de sustentabilidade de famílias, empresas

e da própria economia.

Também um jovem na casa dos 20 anos, 25, para ser

exato, o Código de Defesa do Consumidor já dizia desde

o seu surgimento que “a oferta e apresentação de produtos

ou serviços devem assegurar informações corretas, claras,

precisas sobre suas características, qualidades, preço, prazos

de validade, entre outros dados”. Cumprimos à risca

o Código, mas ainda somos desafiados a ser mais claros.

Novamente, a inovação passa a ser a grande aliada

para transformar os seguros em solução simples e atender

a uma necessidade que podemos considerar básica.

No nosso Grupo, lançamos pioneiramente, em 2011, o

projeto Traduzindo o Segurês, que não se limita, como o

nome pode sugerir, a organizar um glossário de sinônimos

para os jargões da indústria. Em realidade, “desenhamos”

para os nossos clientes o que de mais importante ele precisa

saber sobre sua apólice de seguros – por exemplo, as

coberturas e assistências. Mais: levamos o contrato para

a internet exatamente assim, usando recursos gráficos

para um entendimento rápido, tudo numa página personalizada.

Não foi um trabalho só de designers, mas um

esforço conjunto de todas as áreas e que contou com estudos

baseados no moderno conceito do design thinking.

Ou seja, envolvemos experiência, talentos, tecnologia e

conhecimento atualizado para chegar a uma solução que

simplifica a vida do nosso cliente.

Mas o Traduzindo o Segurês, o projeto Família

Protegida – outra inovação que lançamos em 2014 e que

transforma o seguro em produto de varejo –, além de

todas as iniciativas valiosas dos demais competidores

do nosso mercado, tudo isso é uma obra em aberto. É o

“muito trabalho” a que se refere Clarice Lispector e que,

ao final, deve resultar numa construção simples, por isso

acessível, e que gere cada vez mais negócios.

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50


Muito além do vale-refeição:

benefícios como uma

vantagem competitiva

»»

Raphael de Carvalho, CEO da MetLife Brasil

A

retenção de talentos, principalmente entre as

gerações mais jovens, é um dos principais

desafios dos RHs, que precisam buscar formas

alternativas para aumentar os índices de satisfação

entre os colaboradores. Segundo pesquisa global

sobre tendências de benefícios realizada pela MetLife, a

principal razão para 80% dos empregadores brasileiros

oferecerem benefícios é “retenção de funcionários”. No

Brasil, a legislação não prevê a ampla oferta de benefícios

obrigatórios e fica a critério de cada companhia ou categoria

negociar o melhor pacote para seus colaboradores.

A maioria das multinacionais enxerga a cesta de

benefícios como uma poderosa ferramenta para atrair

e, principalmente, manter os talentos na empresa. Para

que isso aconteça, a oferta desses produtos deve ser mais

vantajosa do que a oferecida pelos concorrentes não só

do ponto de vista financeiro, mas também do social. Uma

pesquisa da MetLife apontou que o plano de saúde e a

assistência odontológica continuam sendo os benefícios

mais desejados pelos brasileiros – 84% e 63% dos entrevistados,

respectivamente, valorizam esses auxílios. O

interesse pelo seguro de vida também cresceu: 60% dos

pesquisados afirmaram que estão avaliando a necessidade

de contratar ou ampliar a sua apólice.

A oferta de auxílios diferenciados, não obrigatórios

por lei, é valorizada pelos brasileiros, porém pode onerar

as organizações. Uma alternativa para esse impasse são os

benefícios voluntários, em que a negociação é feita com

o empregador, mas a decisão de compra e o pagamento

são feitos integralmente pelo beneficiário.

Outra maneira de atender aos desejos dos funcionários

é a coparticipação, prática usual em planos de

previdência complementar. Nesta modalidade, a contribuição

mensal para o fundo é dividida entre empresa e

colaborador e há um prazo mínimo para o resgate das

aplicações. Por meio dessa prática, a empresa auxilia o

colaborador a planejar sua aposentadoria e, ao mesmo

tempo, incentiva que o profissional permaneça por mais

tempo na organização, já que, em caso de desligamento,

o funcionário pode perder parte das contribuições realizadas

pela companhia.

Além do apoio financeiro, os brasileiros valorizam

benefícios imateriais, como flexibilização da jornada de

trabalho e o home office. Embora as formas alternativas

de trabalho ainda sejam pouco adotadas por aqui, elas se

mostram como tendência global e incluem vantagens como

convênios com academias de ginástica, clubes e salões de

beleza. As iniciativas ligadas ao bem-estar e saúde aumentam

os índices de satisfação e lealdade dos funcionários de

ambos os sexos – o que melhora a produtividade e diminui

o turnover. Entre os homens, a licença paternidade estendida

e flexibilidade do horário de trabalho são diferenciais

na hora de escolher uma vaga de trabalho. Para mulheres,

opções ligadas à maternidade como berçário no próprio

escritório e auxílio-creche despertam interesse.

Benefícios vão muito além de direitos trabalhistas.

Cabe às empresas analisar qual a melhor forma de

oferecê-los para atender às expectativas dos funcionários

e manter o orçamento em dia. Não há uma fórmula

mágica sobre o que oferecer para atrair ou reter talentos.

O ideal é buscar um ponto de equilíbrio entre o desejado

e o possível. Funcionários motivados são mais leais e

tem melhor desempenho no trabalho, o que também tem

reflexo nos resultados da companhia.

51


A descoberta dos planos

odontológicos

»»

Dr. Mauro Figueiredo, presidente do Grupo OdontoPrev

Os planos odontológicos têm conquistado um

espaço crescente em nossa sociedade, seja

no universo corporativo, onde iniciou sua

inserção em nosso meio, seja no ambiente

familiar. Há uma consciência crescente da importância

da saúde bucal na busca e manutenção da saúde global.

De acordo com o Sistema de Informações de Beneficiários

ANS/Ministério da Saúde, em dezembro de 2014

havia cerca de 50,8 milhões de beneficiários de planos

de assistência médica com ou sem odontologia, enquanto

os planos exclusivamente odontológicos reuniam 21,4

milhões de beneficiários.

A expansão dos planos odontológicos tende a aumentar

contínua e gradativamente em função da conscientização

de sua importância, da disponibilização de

novos recursos tecnológicos, da ampliação dos canais

de vendas e da evolução positiva da regulamentação

do setor.

No plano corporativo, independentemente do tamanho

da empresa, os planos odontológicos representam um

valioso diferencial competitivo, que possibilita atrair e

reter talentos, reduzir a rotatividade e diminuir o absenteísmo.

Entre os benefícios atualmente concedidos pelas

empresas, a assistência odontológica é o terceiro mais

solicitado pelos funcionários.

Na ótica individual, os cuidados com a saúde bucal

conduzem a um amplo leque de ganhos, como a prevenção

de doenças odontológicas e periodontais, a prevenção de

complicações em doenças metabólicas ou cardiovascu-

lares e a preservação da qualidade de vida e elevação da

autoestima.

Participar de forma efetiva desse mercado exige

profundo conhecimento sobre o campo da odontologia,

de seus avanços científicos e da consequente introdução

de novas tecnologias. Também pressupõe manter uma

relação próxima, transparente e permanente com os diferentes

públicos, como empresas clientes, beneficiários,

profissionais credenciados, colaboradores, entidades

representativas, regulador e parceiros, contemplando

seus diferentes níveis de necessidades e complexidades.

A evolução do setor na última década mostra um

crescimento marcante. Em dezembro de 2004 eram 5,3

milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos.

Em apenas dez anos esse número quadruplicou,

expandindo-se para mais de 21 milhões de beneficiários.

A despeito desta rápida expansão, é possível afirmar

que o espaço para o futuro crescimento é ainda maior.

Para tanto, as operadoras de planos odontológicos devem

se manter atentas às necessidades precípuas dos diferentes

segmentos que hoje compõem o setor: grandes,

pequenas e médias empresas, e o de planos individuais.

Cada segmento requer soluções específicas, o que inclui

o conjunto de produtos mais adequados e as diferentes

tecnologias para prestação de serviços e para estreitar o

relacionamento. Atuando nesta direção, o setor crescerá

de forma gradual e consistente pelas próximas décadas,

incorporando dezenas de milhões de novos beneficiários,

com ganhos evidentes para toda a sociedade.

52


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A democratização

dos seguros

»»

José Carlos Macedo dos Santos, CEO da PAN Seguros

Os seguros massificados sugiram no final dos

anos 90 em canais de vendas, chamados na

época de canais alternativos, para oferta e

comercialização de seguros. Esses canais

eram formados por redes varejistas, distribuidoras de

energia elétrica, empresas de telecomunicações e associações

profissionais, que dispunham de importantes

atributos que permitiam vendas em grande escala, como

bases de dados, meios de cobrança, marca conhecida e

capilaridade.

Nesses canais eram ofertados produtos em forma de

combos, como seguro residencial, proteção financeira

para pagamentos de contas em caso de desemprego ou

morte, assistência emergencial 24 horas e capitalização

para sorteios mensais como incentivo.

Essa modalidade trouxe muitas vantagens para o

setor de seguros, para as empresas e consumidores. Entre

elas, a divulgação e a disseminação do seguro para o público

em geral, alcançando regiões longínquas, pequenas

cidades, locais de menor base populacional, localidades

não atendidas na época por produtos de seguros e serviços

financeiros. A modalidade também proporcionou

inúmeros benefícios para os clientes, principalmente

consumidores de baixa renda, que pela primeira vez recebiam

uma oferta de um seguro, produto tradicionalmente

ofertado para pessoas das classes A e B. Além disso, a

modalidade de seguros massificados recebe desde o início

o incentivo dos órgãos reguladores.

Assim, os seguros massificados promoveram uma

grande inclusão social. Por meio desses canais foi possível

disponibilizar mais informações, oferecer mais

facilidade de aquisição, ofertar preços acessíveis e

proporcionar opções de pagamento. E para as empresas

parceiras das seguradoras e corretoras houve grandes

oportunidades de ampliarem seu portfólio de produtos

e serviços, receita adicional pelo canal e maior relacionamento

com seus clientes.

Desde sua criação, há 15 anos, os seguros massificados

tornaram-se uma modalidade estabelecida, com

praticamente todas as seguradoras atuando no segmento.

Além de muitas corretoras e consultorias especializadas

dedicando-se exclusivamente a seguros massificados.

O público-alvo também transformou-se, expandindo-

-se consideravelmente. Antes formado por clientes de

menor renda, atualmente está diversificado. Pessoas

mais bem informadas, conectadas em redes sociais, com

necessidades diferentes, com maior poder aquisitivo,

enfim, com maior propensão para aquisição de seguros

e serviços.

É importante ressaltar também alguns pilares importantes

que foram fundamentais para o sucesso da massificação

de seguros no Brasil, como tecnologia, marketing,

pesquisas e comunicação. Grandes investimentos foram

realizados no início dos massificados.

Agora é o momento de repensar o modelo. O mundo

está mais dinâmico, novas tecnologias surgem cada vez

mais rápido, novas mídias, novos meios de se comunicar,

novos perfis de consumidores, e, claro, novas necessidades.

O desafio também é fazer com que modelo massificado

alcance produtos como de saúde e auto.

É preciso conhecer as diferentes regiões do país,

suas características, seus costumes, sua cultura, as questões

socioeconômicas e demográficas, e aplicar esse

conhecimento na elaboração das diferentes ações em

cada mercado. Serão necessários produtos e serviços

diferentes em cada região e microrregião do país. Enfim,

é democratizar cada vez mais o acesso aos produtos de

seguros no Brasil.

55


20 anos de Seguro Automotivo:

A evolução dos serviços

»»

Fabio Luchetti, presidente da Porto Seguro Seguros

As últimas duas décadas representaram uma evolução

significativa para o mercado de seguro

automotivo. As seguradoras se profissionalizaram

ainda mais, ouviram os corretores e, com

base na vivência desses profissionais e na experiência no

setor, inovaram criando padrões como apólices personalizadas,

novos benefícios e diferenciais para manutenção da

base de clientes já existente e captação de novos segurados.

Nos anos 80, o seguro de automóvel era operado

por poucas companhias já que o mercado não enxergava

nesta modalidade de seguro o resultado que outras carteiras

geravam. Os motivos que conduziam a esta postura

ocorriam principalmente porque o seguro de automóvel

exigia, por parte de corretores e seguradoras, um esforço

operacional intenso, além de se observar dificuldade

na liquidação de sinistros, no sistema de cobrança e na

aceitação restrita.

Na tentativa de superar estas dificuldades a Porto

Seguro implantou um criterioso sistema de aceitação,

que usava a vistoria prévia como instrumento de classificação

dos riscos. Numa segunda fase, a introdução do

“perfil do segurado” se materializou por um questionário

de avaliação de risco, onde era possível coletar também

dados ligados ao condutor e seu comportamento como

idade e existência de garagem para o veículo.

A adoção de formas de pagamentos mais modernas,

como cheque e débito em conta, também deve ser

lembrada como alavancas que permitiram a redução do

extravio de carnês de cobrança e a consequente falta de

pagamento do prêmio, que gerava cancelamentos das

apólices e recusas de sinistros.

Com a escalada da violência e consequentemente

do roubo/furto de veículos, a Porto Seguro criou equipamentos

de segurança adaptados para cada tipo de

risco. Como um sistema mais simples que chamamos de

“vacina antifurto” onde as placas e chassi dos veículos

eram gravados nos vidros, o que facilitava a identificação

de dublês, prática comum entre os ladrões de veículos.

Criamos também sistemas de rastreamento que a partir

da autorização do segurado permitiu localizar veículos

roubados/furtados.

Outro ponto a se destacar é que as seguradoras

começaram a usar a tecnologia para melhorar a troca

de informações, tornando-as mais rápidas e eficientes

e, com isto, evitar e controlar as eventuais fraudes que o

mercado de seguro sempre foi alvo. Foi criada a “central

de bônus” que garantiu aos segurados, no caso de troca

de seguradora, a portabilidade rápida e segura. A adoção

de uma tabela padrão de valores médios de veículos

eliminou as intermináveis discussões sobre o valor que

seria indenizado. Segurados, corretores e seguradoras

ganharam mais segurança e velocidade em todas as fases

do contrato de seguro.

Hoje o mercado se prepara para novos desafios e um

deles é desenvolver produtos que permitam que o seguro

de automóvel possa ser contratado por uma fatia da sociedade

que ainda o considera inviável financeiramente.

O Seguro Popular foi criado para ajudar neste processo e

tem como principal característica permitir que o segurado

possa escolher entre o modelo tradicional e um mais

barato onde a reparação do veículo possa ser feita com

peças de reuso, por exemplo.

No setor automotivo, a venda interna de veículos

permaneceu em um patamar elevado e, apesar da eliminação

gradativa dos incentivos fiscais, os carros novos

vendidos alcançaram mais de três milhões de unidades

em 2014. Tal número corresponde ao quarto maior mercado

do mundo.

Neste contexto, a Porto Seguro atua com uma estratégia

de segmentação e diferenciação por meio de suas

marcas. No seguro de automóvel, atingimos em 2014

cinco milhões de veículos segurados, somando as três

marcas da empresa (Porto Seguro, Itaú Seguros Auto e

Azul Seguros).

Nossos resultados são consequência do foco na

qualidade e diversificação dos serviços, no atendimento

e no relacionamento com clientes, corretores de seguros

e parceiros.

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Os desafios de uma seguradora

de capital aberto

»»

Gabriel Portella, presidente da SulAmérica

As mais de 450 empresas nacionais de capital

aberto, de acordo com levantamento recente

da BM&FBovespa, demonstram o imenso potencial

do País para o crescimento da oferta de

recursos nos próximos anos. Mesmo diante de um cenário

econômico desafiador, o Brasil é o país latino-americano

com mais empresas listadas entre as maiores do mundo

no ranking Global2000, publicado neste ano pela revista

Forbes e que incluiu companhias de 61 países.

Não há dúvidas de que o mercado financeiro e de

capitais brasileiro passou por uma grande evolução,

influenciada principalmente pela atuação dos órgãos

normativos e reguladores, como o Conselho Monetário

Nacional (CMN) e a Comissão de Valores Mobiliários

(CVM). Especificamente no setor de seguros privados,

merecem destaque os trabalhos do Conselho Nacional

de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de

Seguros Privados (SUSEP).

A SulAmérica, que comemora em 2015 oito anos de

sua Oferta Pública de Ações (IPO, na sigla em inglês para

Initial Public Offering), segue acompanhando de perto o

desenvolvimento do mercado de capitais e as mudanças

significativas voltadas à dinâmica do setor. De 2007,

época da operação reconhecida como a maior de um

grupo segurador na América Latina, até hoje, o total de

empresas deste segmento com ações na BM&FBovespa

passou de duas para seis.

A maior procura por parte das companhias pelo

processo de IPO está relacionada diretamente ao amadurecimento

e melhor entendimento deste mercado. Dez

anos atrás, as seguradoras eram classificadas como um

ativo no segmento financial (ou financeiro), enquanto

o mercado internacional, especialmente o europeu e o

norte-americano, já tinha uma prática bastante avançada

de análise e dinâmica de ativos dessa natureza.

Como parte do processo evolutivo do setor no País,

as especificidades deste mercado - incluindo a gestão

das reservas e recursos, questões de sinistralidade, a

solvência e a alavancagem operacional - passaram a ser

compreendidas, e os analistas brasileiros ampliaram as

discussões em esfera nacional.

Nos últimos anos, houve também inúmeros avanços

no mercado de investimentos no Brasil relacionados ao

ganho de conhecimento e ao domínio da lógica da indústria.

Como consequência, o mercado de capitais passou a

ser caracterizado como uma forma importante de acesso

ao financiamento do crescimento, além de contribuir

positivamente para aspectos relacionados à governança,

transparência e sustentabilidade dos negócios.

Vem justamente dessa tríade boa parte dos desafios

relativos à abertura de capital. Um deles é a exposição

diante dos stakeholders. Esta grande vitrine que permite

e incentiva questionamentos de diferentes partes insta a

companhia a definir o que e como quer comunicar a analistas,

investidores e todos os seus públicos de interesse.

Esta decisão requer também uma profunda avaliação

de custo operacional. Essa importante tomada de decisão

implica investimentos contínuos em auditoria, publicação

de relatórios trimestrais de resultados, conselhos independentes

e equipes de profissionais de RI (relação com

investidor) dedicadas exclusivamente ao atendimento

ao mercado. Há, ainda, demanda por aproximação com

stakeholders estrangeiros e atualizações constantes entre

os públicos de interesse da companhia.

Desde outubro de 2007, a BM&FBovespa referenda

as melhores práticas de gestão da SulAmérica listando a

companhia no nível 2 de Governança Corporativa. Com

um valor de mercado de R$ 4,7 bilhões, a seguradora

integra há seis anos o Índice de Sustentabilidade Empresarial

(ISE) da mesma BM&FBovespa, que tem o objetivo

de mensurar e avaliar de maneira integrada diversos

aspectos relacionados à sustentabilidade das empresas.

Isso se traduz em resultado, uma vez que as empresa que

integram o ISE são as mais rentáveis em Bolsa.

Certamente a dinâmica de uma companhia com

ações em Bolsa apresenta complexidades que exigem

profunda avaliação e preparo. Se a companhia tem historicamente

o compromisso com práticas alinhadas aos

preceitos de governança, transparência e sustentabilidade,

como é o caso da SulAmérica, a abertura de capital ganha

o sentido de evolução. Não apenas para si, mas para todo

o mercado em que atua.

59


Um processo que ainda

não chegou ao fim

»»

Margo Black, CEO da Swiss Re Brasil

A

abertura do mercado de resseguros era esperada

desde a segunda metade dos anos 90 e

algumas companhias internacionais chegaram

a investir no país naquele momento, na expectativa

do fim do monopólio estatal. Mas, apenas em

janeiro de 2007, após discussões acaloradas a respeito

do tema e certa frustração do mercado internacional

pela indefinição acerca da mudança de sistema, é que foi

publicada a Lei Complementar nº 126, que regulamentou

a abertura do mercado de resseguros brasileiro.

Alguns players internacionais decidiram imediatamente

entrar no mercado local, enquanto outros, mais

cautelosos, adotaram uma postura mais conservadora,

aguardando o desenrolar do processo que trouxe desafios

inéditos a todos os envolvidos na regulamentação e

desenvolvimento do setor.

Mas, passados oito anos, por que então digo que o

processo não chegou ao fim? Porque embora tenha total

consciência de que um mercado que ficou fechado por

sete décadas não pode amadurecer de uma hora para

outra, vemos que no momento em que o processo de

abertura deveria começar a mostrar sinais de consolidação

e amadurecimento, ainda restam discussões

sobre os caminhos a serem percorridos, decorrentes

da estrutura regulatória de certa forma deficiente, que

ainda não permite que a capacidade total do mercado

internacional seja acessada e, em contrapartida, gera

custos adicionais aos envolvidos.

Lembrando que, em geral, regras de resseguros muito

protecionistas acabam gerando importantes travas ao

desenvolvimento do setor. E, sem um mercado de resseguros

competitivo e de fato aberto, os sinistros vultosos,

que poderiam ser pulverizados entre os resseguradores

estrangeiros de uma forma mais sustentável, acabam

tendo um impacto maior na economia brasileira e no

balanço das seguradoras aqui estabelecidas.

A busca por um mercado desenvolvido, maduro e

competitivo, num cenário global, também implica na geração

de maiores eficiências técnicas e operacionais, no

intercâmbio saudável de know-how e tecnologia com os

players internacionais, isto é, em maiores investimentos

na qualificação dos profissionais que atuam no setor.

É necessário trazer incentivo para o desenvolvimento

de novos produtos, para importar novas tecnologias,

para a formação de profissionais especializados e capacitados

para enfrentar, com uma visão mais estratégica

e de longo prazo, um ciclo soft como o que estamos

atravessando agora.

E não podemos nos esquecer da responsabilidade

social de seguradoras e resseguradoras estabelecidas no

Brasil, através da criação de mecanismos de proteção

financeira para as camadas menos favorecidas da população,

com menor poder aquisitivo e sujeitas a enormes

prejuízos pessoais e materiais em função de desastres

naturais, com destaque aos alagamentos e deslizamentos

de terra.

A criação de tais mecanismos, que vão desde o microsseguro

até soluções paramétricas mais sofisticadas,

dependem de diálogos contínuos entre os setores público

e privado e de uma política mais aberta por parte do governo,

que permita e incentive os players internacionais

a “importarem” soluções já implementadas com sucesso

em outras regiões do mundo, sempre com vistas ao desenvolvimento

e progresso brasileiro.

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61


O incremento da

experiência internacional

em companhias brasileiras

»»

José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine

Há no imaginário do povo brasileiro a associação

de atributos como “tradição” e “qualidade”

a produtos japoneses. E é exatamente com

base nestas duas características que nós, da

Tokio Marine Seguradora, atuamos no mercado brasileiro

há 56 anos. Como subsidiária do Grupo Tokio Marine, o

mais antigo conglomerado securitário do Japão, fundado

em 1879, buscamos honrar esse legado e contribuir para

o aumento da participação da indústria de seguros na

economia nacional.

Para isso, qualidade é a palavra-chave. Qualidade e

Compromisso dos Colaboradores; Qualidade dos Produtos

e Qualidade de Entrega dos Serviços aos nossos

clientes, corretores e assessorias. É neste tripé que está

baseado o nosso plano estratégico de crescimento, denominado

“Avançar”, pelo qual queremos crescer 15%

ao ano, de 2015 a 2017, atingindo uma produção de R$

5 bilhões.

A questão da qualidade é tão forte no DNA da Tokio

Marine que estabelecemos, para todos os colaboradores,

o objetivo de alcançarmos um Índice de Satisfação de

Clientes e Corretores superior a 90%. Esta importante

métrica é composta por 18 indicadores que medem a

satisfação dos nossos produtos e serviços.

Aliados às diretrizes da matriz, buscamos absorver

as boas práticas de uma corporação que atua em 38

países, emprega mais de 45 mil colaboradores e emitiu

R$ 84,4 bilhões em prêmios de seguros em 2014. Entre

estes pontos fortes está o profundo conhecimento e a

criteriosa avaliação dos riscos que subscrevemos. Com

a expertise do grupo e o intercâmbio entre nossos executivos,

podemos oferecer diferenciais como equipes

especializadas, forte gerenciamento de riscos, acesso às

mais importantes resseguradoras mundiais e regulação

eficiente de sinistros. Como resultado, a Tokio Marine é

reconhecida por oferecer soluções de excelência para o

segmento de produtos Pessoa Jurídica.

Outro fator importante é que o Grupo Tokio Marine

trata as questões que envolvem solvência de forma muito

séria. Somos reconhecidos com a classificação A++ da

AMBest, agência de rating especializada no setor de

seguros, pela solidez financeira, investimento e monitoramento

das questões relacionadas ao gerenciamento de

riscos em todos os países onde atuamos. Aqui no Brasil

não é diferente e a gestão destes índices segue o mesmo

padrão adotado internacionalmente.

Este modelo de Governança Corporativa e estrutura

de gestão de riscos eficiente, que inclui estruturas como

Compliance, Auditoria Interna e Controles Internos,

provê à Tokio Marine informações precisas para as

tomadas de decisões. A operação brasileira responde

ao comando da Tokio Marine North America, Inc. &

TMNA Services, atualmente comandada pelo executivo

Akira Harashima, que liderou a Companhia entre 2008 e

2013 e exerceu um papel fundamental na internalização

destes conceitos.

No Japão, a indústria de seguros representa 11% do

Produto Interno Bruto. Ainda estamos distantes dessa

marca no Brasil, mas temos certeza de que trabalhando

juntos, de forma sinérgica, entre congêneres, órgãos reguladores,

corretores e assessorias, poderemos aumentar

a participação da indústria de seguros em relação ao PIB.

Como uma seguradora multiprodutos, cujo portfólio

inclui as carteiras de auto, RE, vida, grandes riscos,

transportes e microsseguros, procuramos diariamente

disseminar a importância da proteção de pessoas e

empresas, colaborando assim com o desenvolvimento

do nosso País.

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A tecnologia desafia o

mercado de seguros

»»

Renato Rodrigues, Gerente Geral da Operação de Seguros da XL Catlin no Brasil

Com os primeiros foguetes, o primeiro ser humano

a pisar na Lua, o primeiro transplante, a

primeira TV em cores, a tecnologia conquistou

corações e mentes na segunda metade do século

XX. No entanto, o século XXI está nos mostrando que

estávamos apenas arranhando a superfície. Hoje, muitas

pessoas carregam em seus bolsos dispositivos com mais

capacidade de processamento do que os computadores

usados pela NASA no início da corrida espacial. Nunca a

tecnologia – e a SmartTV, o Google Glass, a biotecnologia,

os drones, os carros sem motoristas e os smartwatches

– foi tão presente em nossas vidas e em nossos negócios.

Acostumada com o uso da tecnologia, a Geração

Y – também chamada de ‘Millennials’ – hoje domina

os mercados de consumo e de trabalho, substituindo os

‘Baby Boomers’ em fase de aposentadoria. Isto significa

que acompanhar o cada vez mais acelerado ritmo das

novidades e gerenciar os riscos a elas associados torna-

-se um fator chave para o sucesso ou para o fracasso de

praticamente qualquer empresa em qualquer atividade – e

isso inclui o setor de seguros.

O avanço da tecnologia pode transformar

os riscos rapidamente

Para o setor dos seguros, a tecnologia traz novos

riscos que precisam ser abordados. Por exemplo, carros

sem motoristas estão se tornando uma realidade. Como

isso muda a responsabilidade em toda a cadeia de valor

do setor automotivo, desde os fornecedores de peças aos

proprietários dos veículos? Quanto tempo vai demorar até

que tenhamos aviões voando sem pilotos? Que mudanças

isso trará para as apólices de seguro do mercado da

aviação? Quais serão as soluções de seguros que vamos

desenvolver para estes novos riscos?

Novos riscos desafiam as maneiras pelas quais a

indústria de seguros opera. Os volumes de dados disponíveis

estão se expandindo rapidamente e as fontes de

dados proliferam. Como resultado, as funções dentro de

uma empresa de seguros vão mudar, juntamente com as

condições de concorrência. Tradicionalmente, o setor

segurador tem baseado seu negócio em seus dados – em

longas séries de dados que refletem o passado. Mas os

novos riscos não possuem registros históricos, então

chegou a hora de nos acostumarmos com o fato de que

vamos ter de descobrir novas respostas e soluções.

E vamos ter de fazer isso rapidamente. A tecnologia

está fazendo o mundo girar mais rápido. Basta imaginar

um engenheiro de risco com papel e caneta anotando

todos os fatores de risco que ele identifica em uma fábrica

para, em seguida, colocá-los em seu computador e depois

enviar um relatório para o cliente. Uma situação bastante

comum... para a década de 1990. Quem poderia esperar

tanto por essa informação nos dias de hoje? Na XL Catlin,

os engenheiros de risco coletam as informações usando

um aplicativo pioneiro para iPad, que permite o upload

de dados e o enriquecimento dessas anotações com fotos

do local analisado e gravações de voz. Ele conta até

com um recurso que transforma em texto as anotações

feitas em voz. Todas essas características tornam nossas

avaliações de risco ainda mais robustas e informativas

para nossos subscritores, que devem avaliar e precificar

os riscos de forma adequada – e também nos permitem

sermos mais rápidos.

Agregar tecnologia às nossas atividades também simplifica

e facilita os processos. Um exemplo disso é nossa

plataforma de TI: nosso sistema, que pode ser acionado

a partir de celulares, oferece apoio a uma gama completa

de transações de processamento de reivindicações,

desde a primeira notificação de perda até o pagamento

final, para todas as linhas da XL Catlin, de Patrimoniais,

Responsabilidade Civil e seguros especiais, incluindo

responsabilidade civil, aviação, transporte e outras coberturas

de seguro. Tudo em escala global e tempo real.

Precisamos nos adaptar a este mundo novo e ousado.

Está em nossas mãos encontrar maneiras inteligentes

para criar valor para clientes e acionistas com base nele.

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O desafio da integração

intercultural de negócios

»»

Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Yasuda Marítima Seguros

Há cem anos aconteceu um dos episódios mais

insólitos da história moderna que é, ainda

hoje, um exemplo de como o fato de conhecer

as pessoas com quem se negocia torna muito

mais fácil vencer eventuais barreiras e conceitos pré-

-concebidos. No final de 1914, combatentes alemães e

ingleses, oponentes na 1ª Guerra Mundial, decretaram

uma trégua não oficial em suas trincheiras numa área na

Europa conhecida como “terra de ninguém” para confraternizar,

comemorar o Natal e (pasmem!) jogar futebol.

Dentre os vários registros desse evento, que é considerado

um dos mais extraordinários incidentes da

Grande Guerra e da história militar, estão fotos e cartas

de soldados relatando a parentes que perceberam ter

muita coisa em comum com o seus supostos “inimigos”,

como a vontade de voltar para casa, a saudade da família

e amigos, a incerteza da guerra e até a admiração que

nutriam pelo país uns dos outros. Como consequência,

conta-se que o alto comando de ambos países ordenou a

substituição de tropas, já que muitos soldados não queriam

mais atirar em “seus novos amigos”.

Mesmo que haja desafios bastante complicados de

serem transpostos, o ambiente corporativo não se compara

a uma guerra de fato. E, se numa situação em que

homens que tentavam matar uns aos outros deixaram

suas diferenças de lado e até encontraram pontos em comum,

por que não “baixar as armas” numa negociação,

que já tem como objetivo básico estabelecer um acordo?

Quando anunciamos o processo de integração entre

as companhias Yasuda Seguros e Marítima Seguros, um

dos questionamentos que mais ouvimos foi: como duas

companhias com perfis tão antagônicos podem se tornar

uma só? Simples: pelo diálogo.

O que identificamos foi que as características que

pareciam ser diferenças se mostraram, na verdade, com-

plementaridade de competências. Aliás, competências

essas que nos deram condições de atuar de forma mais

efetiva para conquistar mais participação no mercado

brasileiro que, apesar de concorrido, ainda tem muito

o que crescer.

E um dos primeiros desafios foi o de comunicar

todo o público com o qual ambas as companhias que

deram origem à Yasuda Marítima se relacionavam.

Nesse universo consideramos dois mil funcionários,

18 mil corretores parceiros, 90 mil corretores do mercado

brasileiro, prestadores de serviços e um milhão

de segurados.

Fora o trabalho de comunicação interna, que permitiu

ressaltar ainda mais nossas afinidades e fazer com

que toda a equipe estivesse imbuída do propósito de

fazer da nossa companhia uma empresa única, baseada

em ser reconhecida como a seguradora que oferece as

melhores soluções do mercado; iniciamos uma maratona

de viagens e encontros e reuniões com entidades

representantes do mercado e com corretores de seguros

por todo o Brasil, para dar detalhes de nosso plano. Foi

uma aventura digna de road movie que nos permitiu estar

ainda mais próximos de nossos parceiros corretores de

seguros e conhecer melhor as demandas específicas de

cada localidade em nosso país. Além disso, investimos

em tecnologia, melhoria de processos que dinamizaram

a gestão e tem dado ainda mais agilidade e capacidade

competitiva à companhia.

Mas foi por meio do diálogo e da interação que

chegamos ao ponto comum da integração. Mais do que

negócios, o que vimos acontecer foi pessoas que souberam

encarar desafios e se unir em prol de um objetivo

comum, aprendendo umas com as outras e crescendo,

como profissionais e como seres humanos. E essa é uma

experiência a ser guardada para toda a vida!

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Seguro para grandes

obras no Brasil

»»

Werner Stettler, Vice-Presidente de Global Corporate para Zurich Brasil

Há 32 anos no país, a Zurich colaborou com a

cultura deste seguro no Brasil. Nos últimos

cinco anos houve um boom em grandes obras,

e a companhia esteve preparada para atender

à demanda. Agimos com compromisso e competência e

assim fortalecemos a confiança junto ao mercado.

A área de riscos de engenharia desenha um horizonte

largo. O Governo Federal indica atenção dirigida

a obras de infraestrutura, sabidamente necessárias para

o desenvolvimento do país.

Estão previstos investimentos em ferrovias, rodovias,

portos e aeroportos, assim como fontes de energia

renovável e obras que assegurem a mobilidade urbana,

a exemplo de metrôs e túneis. A iniciativa privada,

paralelamente, projeta ampliações ou novas plantas.

Independentemente da complexidade da obra, e

sendo ela pública ou privada, a Zurich participa de grandes

construções e nosso valor é percebido pelo cliente.

Temos expectativas consistentes e a estratégia de nossos

negócios para o Brasil contempla projetos a curto, médio

e longo prazos. Nosso market share permanece crescendo

porque apresentamos expertise e solidez, oferecendo

tranquilidade para nossos clientes e parceiros.

Para a seguradora, a experiência e o reconhecimento

adquiridos ao longo dos anos gera orgulho e estimula

novas conquistas: permanecemos atentos às necessidades

dos clientes, sempre inovando e gerando melhorias

Disponibilizamos seguros para projetos de engenharia

nos diversos setores, cobrindo desde obras civis

de pequeno porte até grandes riscos, como as iniciativas

mais complexas em telecomunicações, energia

e infraestrutura. A carteira de engenharia atende às

necessidades das empresas da construção civil e montadoras

de equipamentos com relação aos riscos a que

estão expostas durante a realização de seus serviços.

Os programas de seguro são customizados para cada

cliente e risco.

Nossa especialização em obras se estabelece a

partir de um diferencial que firma a proposta de valor

da empresa: a engenharia de riscos. Nosso trabalho de

mitigação de riscos é referência global e consiste em ir

muito além do produto seguro, transmitindo ao cliente

a tranquilidade de que o projeto está sendo acompanhado

de perto pelos nossos engenheiros de risco – mais

de 900 especialistas ao redor do mundo, conectados e

trocando experiências.

Uma vez contratado o seguro de riscos de engenharia,

a companhia atua em parceria com o cliente

e compartilha sua vasta experiência durante todo o

ciclo da obra. Nossos profissionais geram relatórios

de recomendações e análise do risco, por performance

e operacional. Moldado na experiência global, nosso

acompanhamento supera as questões especificamente

técnicas, aferindo uma visão global da construção.

68


69


evento | CIAB 2015

Tecnologia e oportunidades

Em edição comemorativa de 25 anos, CIAB 2015 abre espaço para o

mercado de seguros em palestras e exposição

Kelly Lubiato e Lívia Sousa

A

cidade de São Paulo recebeu

o Congresso Internacional de

Automação Bancária (CIAB),

realizado de 16 a 18 de junho.

O evento, que completou 25 anos, ganhou

edição comemorativa e apresentou algumas

novidades em seu formato, entre elas

a inclusão do tema seguros nas trilhas

técnicas.

“Na comemoração das bodas de

prata, foram ampliados os temas com

objetivo de aprimoramento, tornando-o

um fórum de debates ainda mais complexo.

O objeto é permear todo o setor

financeiro”, esclareceu Gustavo Fosse,

diretor Setorial de Tecnologia Bancária

da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)

e presidente do CIAB, durante a

abertura da Trilha de Seguros.

Desafios e fraudes

Durante a palestra “Mercado segurador:

desafios e oportunidades”, o

superintendente de Regulação da CNseg,

Alexandre Leal, lembrou que o ramo de

seguros tem mostrado resiliência no atual

cenário econômico. Prova disso é que o

segmento arrecadou R$ 327 bilhões no

ano passado e espera crescer mais 12%

em 2015. Apesar de seguir firme até o

momento, a instabilidade econômica atual

será um dos gargalos a ser enfrentado

pelo mercado, assim como o aumento da

renda per capita, principal responsável

pela manutenção do crescimento e do aumento

da relevância do ramo securitário

dentro da economia.

70

Leal disse que os entraves se darão

ainda no quesito regulatório, como nos

riscos de mercado e operacional, nos

aspectos contábeis e na gestão de risco

– nesta última, o superintendente destacou

o fortalecimento de boas práticas e

políticas de supervisão baseada em risco

(Solvência 2). Na área de tecnologia,

o gargalo será provocado pela postura

conservadora ainda adotada pelas seguradoras

quanto ao uso das tecnologias

digitais. Segundo ele, a tecnologia, mais

do que um desejo, é uma necessidade.

Já na apresentação sobre “Prevenção

e Combate à Fraude em Gerenciamento

de Riscos: Avanços e Desafios”,

Therezinha Vollú e Ricardo Tavares,

gerentes de Negócios da CNseg Ceser

(Central de Serviços e Proteção ao

Seguro), afirmaram que as fraudes

comprovadas no Brasil cresceram nos

últimos três anos. Com exceção de

Previdência Complementar Aberta,

Saúde Suplementar e Capitalização,

foram registrados R$ 448 milhões em

fraudes em 2014, o que corresponde a

1,7% relação aos sinistros avisados. Em

2013, o valor chegou a R$ 350 milhões

(1,5%) e no ano anterior a R$ 340 milhões

(1,2%).

Para coibir a postura, que independente

do tipo resulta em um custo

injusto para os segurados honestos,

a Confederação apoia, entre outros

pontos, o combate a seguros piratas

e promove treinamentos, campanhas

educacionais e pesquisas qualitativas.

Novidades tecnológicas

A Revista Apólice circulou pelos

estandes e conferiu as novidades apresentadas

pelas companhias expositoras

do evento para o mercado securitário.

A Fujitsu, por exemplo, mostrou o ID

Match, ferramenta para pagamento

seguro que combina a autenticação do

PalmSecure (sistema de autenticação da

empresa baseado nas veias da palma da

mão) ao uso de smartphones.

Já a P3Image focou na gestão documental

das companhias. No caso dos

bancos e das seguradoras, a atuação da

empresa se dá, em maior parte, na formalização

de contratos de crédito.

A Deloitte, que atua na parte de estratégia

das companhias, busca melhorar

o desempenho dos negócios das empresas.

Para isso, a companhia identifica as

soluções tecnológicas do mercado mais

adequadas para cada seguradora, verifica

sua aderência junto aos sistemas e

auxilia na implementação das soluções.

A empresa também trabalha com soluções

regulatórias e analytics vinculadas

à tecnologia – esta última para coletar

informações sobre os clientes.

Quem também esteve entre os expositores

é a Misys, que para o mercado de

seguros oferece soluções tanto de investimento

quanto de risco. A companhia

apresentou outros produtos disponíveis

no País, entre eles FusionInvest (voltada

à gestão de investimentos e que gerencia

todo o ciclo de vida das transações, do

portfólio à gestão de riscos e compliance).


Tradicional no armazenamento e

backup de informação, a EMC² tem voltado

às atenções ao mercado securitário.

Para este nicho, a companhia desenvolve

soluções a partir de big data e analytics,

visando o uso do maior número de informações

cadastrais, críticas e públicas. A

ideia é realizar um cruzamento desses

dados e, a partir disso, desenvolver ações

para extrair valores, novas ideias e produtos

que sejam melhor direcionados para

o perfil do cliente.

A Neurotech, por sua vez, teve como

principal produto apresentado a plataforma

móvel de decisão para seguradoras,

mas também salientou que trabalha com

o aviso de sinistro para smartphones e a

solução para a detecção de fraudes. Neste

segmento, o destaque fica com o Autoscore,

solução que mostra o indicativo de

risco baseado em informações públicas,

principalmente em relação ao roubo e

furto de veículos.

Informação e segurança foram pautadas

pela C&M Software, que destacou

❙❙Gustavo Fosse, do CIAB

duas soluções para este nicho. A primeira

foi o SkinBD, componente instalado entre

o banco de dados da empresa e o aplicativo

já utilizado por ela que acessa fontes

externas, grava a consulta e registra as informações

adicionais no banco de dados

da seguradora. Assim, a companhia busca

auxiliar na precificação dos produtos e

responder corretores com agilidade. Já a

ferramenta de autenticação de usuários

Kumram trabalha com a biometria facial

e pode ser utilizada em qualquer portal.

A BRQ, que oferece soluções para todas

as grandes seguradoras do mercado,

também marcou presença no CIAB 2015

destacando a verticalização nas vendas

que está sendo iniciada pelas corretoras

de seguros, principalmente nos produtos

de automóvel e previdência.

A Tivit também entendeu que o ramo

de seguros está crescendo e, nos últimos

cinco anos, passou a focar neste mercado

fornecendo o suporte, a sustentação e

toda a parte de infraestrutura, data center

e atendimento às seguradoras.

Com um estande que remetia ao ambiente

de uma garagem, a CI&T mostrou

seu conceito de viabilizar experimentações.

As soluções podem ser criadas

para todos os processos de seguro, como

cotadores, mobilidade, analytics, desde

a estratégia até o desenvolvimento dos

aplicativos.


evento | 11º Encor

Crescendo com os desafios

Encontro destaca

evolução do mercado

securitário em tempos

de instabilidade

econômica e debate

nova atuação dos

corretores de seguros

O

Sincor-RS realizou, em

junho, o 11º Encor em Gramado

(RS). Na abertura do

evento, que teve como tema

“Crescendo com os Desafios”, o presidente

do Sindicato, Ricardo Pansera, lembrou

que o mercado de seguros alavancou

nos últimos anos e que apesar de o País

passar por um cenário macroeconômico

desafiador, acredita na continuidade do

crescimento do segmento, sobretudo na

capacidade e criatividade dos corretores

de seguros. “Há muito espaço a ser ocupado.

Por isso, nossa missão é transformar

crise em oportunidades”, disse ele.

A atuação dos profissionais foi pautada

ainda pelo presidente da CNseg,

Marco Antônio Rossi, que declarou que

os corretores fortalecem as seguradoras e

que a troca de ideias promovida pelo encontro

serve de “ponte” entre corretores

e companhias.

Já o vice-presidente do Sincor-RS

e da Fenacor, Celso Marini, destacou

a conquista recente da categoria com

a inclusão no SuperSimples e frisou os

bons resultados apresentados pelo ramo

em tempos instáveis da economia. De

acordo com a Susep, no primeiro trimestre

do ano o setor devolveu a sociedades

mais de R$ 11 bilhões em indenizações e

benefícios. Isto significa que, no período,

uma média de mais de R$ 127 milhões

foi injetada a cada 24 horas para reparar

perdas, recompor patrimônios, reativar

negócios e proteger famílias. “Os corretores

de seguros geraram 90% desta

produção”, completou.

Também discursou Robert Bittar,

presidente da Funenseg, que anunciou

Roberto Bittar, Marco Antônio Rossi, Ricardo Pansera, Luiz Antônio Barbacovi,

❙❙Julio Cesar Rosa e Celso Marini

a criação do curso de Tecnólogo em

Seguro com ênfase em seguros e previdência

a ser realizado em forma de

Ensino à Distância. A abertura foi marcada

ainda pelas homenagens a Sérgio

Petzhold, vice-presidente do Sindicato,

e Miguel Junqueira, presidente de honra

do SindSeg.

Palestras

O 11º Encor contou com uma série

de apresentações. Ministrada pelo vice-

-presidente do Sincor-SP, Boris Ber, uma

delas destacou os desafios a serem enfrentados

pelos corretores de seguros, que se

deparam com a necessidade de prestar

atendimento diferenciado.

Por sua vez, o advogado da Penteado

Mendonça e Char Advocacia, Antônio

Penteado de Mendonça, disse que o

mercado está mudando. As seguradoras

de grandes conglomerados econômicos

voltam-se para o varejo, companhias

estrangeiras compram seguradoras nacionais,

empresas se especializam em

determinados ramos e o resseguro, que

cresce no País, exige corretores especializados

no assunto.

Os participantes também conferiram

um painel com a participação do diretor

-gerente Comercial Massificado da Bradesco

Auto/RE, Marco Antônio Gonçalves;

do presidente da HDI Seguros, João

Francisco Borges da Costa; do presidente

da Icatu Seguros, Luciano Snel; e do

presidente do Conselho de Administração

da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, que

evidenciaram a descoberta do brasileiro

sobre a importância do seguro de vida e

do plano de previdência.

Outro assunto em destaque no 11º

Encor, a sucessão empresarial foi debatida

pelo sócio da Latuf Corretora de

Seguros, Alexandre Latuf, que depois de

atuar em grandes companhias passou a se

dedicar 100% à corretora de seguros da

família. “Metade das empresas familiares

no mundo não pensam em sucessão e os

negócios que dependem exclusivamente

do seu fundador não sobrevivem ao processo”,

contou, frisando que é preciso

pensar na decisão de forma que sucessor

e sucedido sejam preparados para caminhar

juntos no processo.

O evento também deu espaço ao deputado

federal Lucas Vergílio, que repudiou

a criação da Banrisul Corretora de Seguros.

“Soube da ideia do governo gaúcho e

não concordo com ela. Não há como criar

uma corretora de seguros oficial. Pretendo

comparecer à reunião com os deputados

da bancada gaúcha na Câmara Federal,

mostrar porque a proposta não pode ser

aceita e pedirei que levem esta mensagem

aos deputados estaduais do Rio Grande do

Sul”, disse o parlamentar.

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comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

Para todo propósito há

tempo e modo...

Esta expressão está contida no livro de Eclesiastes, cuja

autoria é atribuída a Salomão, terceiro rei de Israel – na sucessão

de Davi e de Saul – e que governou os hebreus entre os

anos 1009 e 922 antes de Cristo. É o início do versículo 6, do

capítulo 8 do referido livro.

Tenho enfatizado, nos cursos de Oratória que ministro, a

importância de se ter local, tempo e modo para tornar eficaz

uma comunicação. Aponto o exemplo de um dos mais antigos

comunicadores da civilização humana: o sacerdote. Seja ele

de que confissão religiosa for, não fala de qualquer lugar, a

qualquer hora, de qualquer modo. Ele tem o modo certo de

falar – o sacerdotal –; o local certo – o púlpito –; e o tempo

certo – previamente estabelecido, antecedido de cânticos, rituais

e preparações outras. Há que se levar em consideração, ainda,

que cada grupamento humano, seja profissional, cultural, político

ou social tem características comunicacionais próprias,

que devem ser respeitadas. De longa data, a sabedoria popular

alerta: “Em Roma, fale como os romanos”!

Há razões para essa adequação. Uma delas é, precisamente,

a preocupação de facilitar a assimilação da mensagem pelos

interlocutores. Falar do modo como estão habituados a ouvir,

abre sua aceitação, pois não os obriga a sair de sua “zona de

conforto”. Outra – ainda mais importante – é gerar empatia,

que costumo traduzir por “identificação emocional”. Ouvir

o comunicador falar dentro de sua habitualidade, transmite

aos ouvintes a mensagem subliminar: “ele é dos nossos”! Em

sua Primeira Carta, o apóstolo São João traz, no capítulo 2,

versículo 29, esta expressão textual “Saíram de nós, mas não

eram de nós (...) mas isto é para que se manifestasse que não

são todos de nós.”

“Resumo da ópera”: se quiser que sua mensagem atinja

os objetivos propostos, escolha o melhor local, a hora mais

apropriada e capriche no modo de falar. Procure identificar-se

com os interlocutores.

É oportuno o exemplo deste comunicado, com o mesmo

conteúdo, mas com formas diferentes de exposição, de acordo

com o segmento funcional:

Departamento de Marketing

“A extrapolação dos dados de recentes pesquisas internas

aponta uma tendência exacerbada e não prevista na transmissão

de spams. Após brainstorming realizado com toda a equipe,

ficou evidente a necessidade de cortes substanciais no uso da

mídia interna, sem prejuízo para nossa endocomunicação”.

Departamento de Engenharia

“Fatores inerciais, de natureza não técnica, e inadequadamente

detectados em sua origem, vêm ocasionando desvios na

produtividade sistêmica. Decidiu-se que uma melhor parametrização

de nossos meios eletrônicos de comunicação interna

pode ser obtida através de um projeto de colaboração coletiva

de rightsizing”.

Departamento de Sistemas

“A subotimização da rede se deve ao multidirecionamento

de mensagens através do software de ccmail. A situação poderia

ser equacionada (a): com a reformatação do conteúdo pelos próprios

usuários, ou (b): com a instalação de um novo sistema de

1Tera. A empresa decidiu pela primeira opção: alternativa (a)”.

Departamento de Rh

“Enquanto seres funcionais, estamos sujeitos a vivenciar

parâmetros holísticos. Apesar de a abertura comunicacional ter

propiciado certo nível de desafio e enfrentamento em relação aos

paradigmas, tal alavancagem foi inibida pela não implementação

de uma política de InstantFeedback, ora substituída em caráter

emergencial por medidas restritivas de curto prazo”.

Departamento de Serviços Gerais

“De hoje em diante, quem for pego brincando com o correio

eletrônico receberá uma advertência. Em caso de reincidência,

será posto na rua”.

Isso lembra, também, o caso de dois jovens monges conversando

no jardim do mosteiro. Chateado, um deles se queixava

de haver perguntado ao Mestre se podia

fumar e a resposta fora negativa. O outro,

tranquilo, disse que para ele, a resposta tinha

sido positiva, e indagou: “De que modo

você falou com o Mestre?” “Eu perguntei:

Mestre, posso fumar enquanto medito? E

ele respondeu: não!” “Poia eu”, concluiu o

outro, “perguntei: Mestre, posso meditar

enquanto fumo?” e ele disse: sim!

Tem razão o sábio Salomão: “... para

todo propósito há tempo e modo...”

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

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