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7 months ago

O Tijolo- 1º Bimestre 2018

Estamos muito felizes de publicar a prieira edição do Tijolo de 2018!! Esperamos que vcs gostem e compartilhem (;

Eletivas Por Iris Chadi,

Eletivas Por Iris Chadi, Laura Serem e Thais Ferrari Conversamos com a Mayra Ivanoff Lora, a diretora pedagógica do Band para entender um pouco mais sobre as eletivas e todo o processo envolvendo elas. O Tijolo (T): De onde vieram as ideias das eletivas? Mayra (M): A ideia das eletivas veio junto com toda a reformulação da matriz curricular do ensino médio, como os alunos já não íam ter a escolha das áreas a gente achou interessante terem as eletivas. Isso está mui- to em consonância com o que vocês devem estar ouvindo sobre reformas do ensino médio, das trilhas que os alunos vão ter que escolher ou implementar. Tudo não foi causado por causa disso, mas vejam que é um movimento maior do que só o do colégio. Mas é um pacote muito mais abrangente, não é assim: “Ah pega a matriz deles que já tem um monte de coisa e vamos enfiar mais as eletivas no meio do caminho”. Não, é toda parte da reformulação. T: E como foi o processo de amadurecimento das eletivas até chegar nesse projeto pronto? M: A gente ficou mais de um ano estudando, além da reformulação da matriz, que teve um processo anterior muito mais longo que isso, mas o processo das eletivas em si durou mais de um ano de estudo pegando as matérias que já existiam como extracurriculares e pedindo para os professores gerarem novas ideias. T: Como foi o processo de seleção dos cursos? Já que os professores deram várias ideias, qual foi o critério de seleção para chegar a cinco por semestre? M: Pois é, foi um difícil muito bom, porque, na verdade, dava muita pena de não abrir algumas [eletivas], porque os professores mandaram ideias fantásticas, a gente recebeu entre eletivas e complementares mais de 100 propostas. Algumas a gente conseguiu juntar, eu falava com os professores: “Então, olha, essa aqui é parecida com essa, então senta com o outro professor e vê se vocês montam uma só”. Na verdade, tiveram até conjuntinhos de disciplinas. E aí algumas a gente juntou, outras a gente transformou em atividade complementar, então foi todo um trabalho pensando em aproveitar a maior parte das coisas, porque eram todas ideias muito boas. O que tentamos foi fazer tudo pensando nas grandes áreas: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e tentar balancea-las um pouco.

T: E qual é o objetivo do curso de modo geral? M: O objetivo enquanto disciplina não é fazer um aprofundamento, um avançado, do que vocês já tem, pegar a nota do rodapé do livro de física e fazer uma eletiva. O pedido que a gente fez para os professores de pro- postas para as eletivas, era que elas tivessem alguma característica interdisciplinar, então é claro, não era para juntar todas as matérias, mas não também não era para ficar fechado na sua disciplina. E também que tivesse alguma mescla, não queríamos que fosse o tempo inteiro aula expositiva ou só estratégia de laboratório ou só trabalho em grupo. Então o pedido era que fosse um ambiente e que os alunos pudessem ter contato com o conhecimento com uma outra cara. T: Muita gente tem criticado as eletivas no terceiro colegial, porque, supostamente, o terceiro colegial tem que ser só voltado para o vestibular. Então, qual seria o objetivo de colocar as eletivas para o terceiro ano? M: Assim, a gente tem que pensar de novo na matriz como um todo. A gente optou por colocar segundo e terceiro, porque no primeiro o aluno ainda está entendendo o que é o ensino médio; do ensino fundamental para o ensino médio é um salto grande, então a gente decidiu que o primeiro ano não era o caso. Para eles, quem quiser pode fazer a complementar que não é obrigatória. Final do primeiro ano eles já conseguem escolher, segundo para o terceiro mais ainda, a gente entende que o aluno vai ganhando autonomia e vai conseguindo cada vez mais ver o que ele gosta, o que ele quer experimentar. Então, se a gente não deixasse no primeiro e não deixasse no terceiro [por conta do vestibular], ia ser só no segundo? Ele começou experimen- tando e já acabou? Nem deu tempo de ele falar: “puxa, olha, eu gosto dessa área, mas eu acho que quero testar uma outra também ou não eu gosto dessa área e quero fazer mais uma dessa área”. Então a gente entende que com esse aumento de autonomia, no terceiro ano ele vai fazer escolhas cada vez melhores. [Sobre o] Vestibular, a ideia das ele- tivas é não atrapalhá-lo. Não são matéria de revisão, não são matérias de aprofundamento, mas são matérias que vão te dar repertório para o vestibular, não que você vá necessariamente fazer um teste de vestibular, ficar lá se matando e treinando, mas vai te ajudar. Vai te ajudar em uma redação, vai te dar segurança para você olhar para uma coisa e dizer: poxa, não, tudo bem, eu já vi esse teste interdisciplinar aqui da Fuvest, eu já vi um negócio com uma cara assim. Não era como um teste, mas eu já vi a discussão de física com biologia... Não era próprio do vestibular, mas vai ajudar também, não vai fazer mal. Essa é a ideia.

Jornal Administrando 2018/1
Jornal do Rebouças - Outubro_2018