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edição de 9 de abril de 2018

espeCial digital Celular

espeCial digital Celular é peça fundamental na era de consumidores conectados Smartphone se torna arma poderosa na hora de determinar a decisão de compra por um produto; empresas buscam criar experiências inovadoras Alisson Fernández autonomia de escolha conquistada com a mobilidade A de seus smartphones coloca o consumidor no centro das estratégias das empresas, afinal, as marcas precisam estar cada vez mais próximas e atentas aos anseios de seus clientes. Segundo Pipo Calazans, presidente da TracyLocke Brasil, o número de fontes que o consumidor atualmente acessa antes de tomar uma decisão é grande e, o celular, é o maior instrumento para isso. “Esse shopper passa a ter uma ferramenta poderosa nas mãos e nós, marqueteiros, temos de usá-las com todos os dados e tecnologias disponíveis, para ajudar a fazer com que esse processo de compra tenha cada vez menos fricção e seja mais assertivo”, comenta. A tecnologia tornou o consumidor mais conectado e também mais volátil diante do forte bombardeio de informações e ofertas. Com isso, nada mais no processo de entendimento do consumidor ou no método de compra pode ser tradicional, incluindo o clássico ponto de venda. “O PDV precisa ser uma metamorfose ambulante para compreender o que o shopper quer e como o meio e as marcas podem participar da sua vida e serem relevantes para o seu dia a dia. Os varejistas devem buscar diferenciais que o mundo online jamais entregará, como, por exemplo, a experiência. E ninguém aqui está falando sobre desconstruir as lojas que conhecemos hoje. A expectativa é ter um momento de surpresa feliz ou uma praticidade que minimize o tempo do consumidor, fazendo com que a relevância surja em algum momento da sua jornada, seja pelas marcas ou pelo varejista”, revela Janaina Reimberg, head of planning and shopper marketing da Integer\ OutPromo. Para Eco Moliterno, CCO da A tecnologia tornou o consumidor mais conectado e também mais volátil diante do forte bombardeio de informações e ofertas Accenture Interactive na América Latina, a sigla PDV, tal qual a conhecemos, já ficou obsoleta. “Hoje em dia todo ponto de contato com o consumidor é, em teoria, um ponto de venda, e muitas marcas já estão colocando isso em prática. Pois cada vez mais as lojas físicas e digitais precisarão andar de mãos dadas, o que lá fora já ganhou o apelido de ‘Phygital Store’”, afirma. Mas o que será que as marcas e agências têm feito para acompanhar essa evolução? “Recentemente li a definição ‘From store to stories’ no relatório ‘O Futuro do Consumo’, que a Accenture fez para o World Economic Forum 2018, em Davos, na Suíça. Pra mim, é o resumo da mudança de mindset que marcas e agências precisam ter em relação aos pontos de “Os varejistas devem buscar diferenciais que O mundO Online jamais entregará, cOmO, pOr exemplO, a experiência” BsWei/iStock contato com o consumidor, seja ele físico ou digital. Afinal, cada vez mais a experiência dele será o fator decisivo na escolha por um produto ou serviço. E vai ganhar esse novo jogo a marca que tiver mais experiência em criar experiências”, comenta Moliterno. Já para Calazans, a empatia é a grande ferramenta para o futuro. “O grande papel das marcas e das agências é levantar a bunda da cadeira e ouvir esse shopper. Atualmente temos ferramentas para ouvir esse consumidor e criar um processo de empatia com ele, em escala e a custo baixo. A partir daí, criar experiências dentro e fora do PDV para atrair esse consumidor. É criar uma plataforma e uma narrativa que façam sentido para ele”, finaliza. 20 9 de abril de 2018 - jornal propmark

marcaS Websérie da Samsung mostra os desafios das mulheres no trabalho Projeto Tech Girls, liderado pela The Story Lab e Isobar, com produção da Spray Filmes, relata dificuldades femininas na área de tecnologia A Samsung muda o discurso com plano de buscar um relacionamento menos focado em produto com seus consumidores “Ao contAr históriAs de mulheres inspirAdorAs, A sAmsung pretende sensibilizAr A populAção e engAjAr A todos pArA que possAmos AcreditAr no potenciAl humAno” Fotos: Divulgação Paulo Macedo um contraponto, mas que É reflete o novo momento da Samsung, uma empresa de tecnologia que está lançando a websérie Tech Girls, que destaca as dificuldadees profissionais de mulheres no ambiente tecnológico. A marca coreana está acostumada a veicular nos canais de mídia campanhas com foco em produtos e seus features, mas agora está investindo em uma comunicação com tom mais aspiracional e com o propósito de ter uma aderência mais humanizada na sua relação com os consumidores. A série Tech Girls, composta por três episódios, começa a ser exibida nas redes sociais a partir do próximo dia 23, com o documentário Cientistas brilhantes. Depois, vem o episódio Garotas gamers na primeira semana de maio e, finalmente, Mulheres empreendedoras. O conteúdo mostra as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para superar os seus desafios profissionais. A cientista Patrícia Novais, do IAG/USP e da PyLadies, por exemplo, conviveu boa parte da sua carreira com o descrédito que norteia o segmento mesmo com seus diplomas e méritos como física e astrofísica. “Apesar de ser um ambiente de pessoas bem informadas, o preconceito se materializa com expressões como ‘vai pra cozinha’”, diz Patrícia. No caso de Kalera, no vídeo Garotas gamers, quando do outro lado da tela está um homem e ele descobre que quem está competindo é uma mulher, é recorrente o pedido para mostrar os seios. “Um absurdo, porque 53,6% dos gamers são do sexo feminino”, diz Karela, que compôs uma canção que é uma das atrações do filme que participa. O mesmo tom está em Mulheres empreendedoras, que destaca a saga de duas mulheres que fazem sucesso, mas que tiveram de superar obstáculos, sobretudo em relação à descrença masculina no seu potencial. “Ao contar histórias de mulheres inspiradoras, a Samsung pretende sensibilizar a população e engajar a todos para que possamos acreditar no potencial humano”, sintetiza a executiva Andréa Mello, diretora de marketing corporativo da gigante coreana de tecnologia Samsumg no Brasil. Essa pegada mais humana tem relação com o novo posicionamento global da empresa: Do what you can’t, em uma tradução livre, Faça o que você não pode. O primeiro passo nessa direção mais aspiracional foi com a websérie Samsung mais jogo, com o técnico Tite, para estimular a inclusão por meio do esporte. “O foco em produto cede lugar para uma harmonia maior com o lado humano. Escolhemos a igualdade e o empoderamento feminino”, observa Andréa. A produção é da Spray, com direção de Judith Belfer. Foram três meses de trabalho com vários formatos de pesquisa para organizar os elencos. Dos dez profissionais escalados para o projeto, apenas um era do sexo masculino. A Spray Filmes contou com a ajuda do seu braço NWB, focado em canais online, como o Fatality, para o elenco do filme sobre gamers. O documentário Tech Girls foi criado pela The Story Lab com a Isobar, ambas do DAN (Dentsu Aegis Network). “É importante para a Samsung na medida em que, de um lado, reflete a verdade da marca na crença do potencial humano, especialmente nas mulheres e, por outro lado, associado à tecnologia, que é o universo dela”, enfatiza Carol Escorel, VP de negócios da Isobar. jornal propmark - 9 de abril de 2018 21