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GAZETA DIARIO 549

4 Cidade Foz do Iguaçu,

4 Cidade Foz do Iguaçu, sábado e domingo, 7 e 8 de abril de 2018 Chico de Alencar chicoalencarfoz@hotmail.com Lula lá! Estou fechando esta coluna na tarde de sexta-feira, sabendo que o ex-presidente Lula deveria apresentar-se até as 17h para a Polícia Federal, para cumprir sua prisão por crime de corrupção. A sensação de ansiedade em toda a população era gigantesca para ver o desenrolar do inédito evento. Voltaremos ao assunto na próxima terça-feira e até lá nós vamos curtindo nas páginas da nossa Gazetinha e pelas televisões, é claro. Tal pai (e por que não), tal filho O saudoso coronel Clovis da Cunha Vianna exerceu o mandato de prefeito da nossa Foz do Iguaçu por longos e inesquecíveis dez anos. Seu filho Luiz Fernando Vianna foi nomeado diretor-geral da nossa Itaipu e — contra a vontade de todos nós iguaçuenses — ficou apenas um ano no honroso cargo. Que seja feliz em seu novo destino. “Eta nóis”! Deu nas manchetes das emissoras de TV do nosso estado: o preço da gasolina em Foz do Iguaçu é o mais caro de todo o Paraná. Benzadeus! Santa macoinha E não é que a medicina está comprovando que um elemento químico da maconha pode transformar-se num supermedicamento para várias doenças, o tal de "Canabidiol"! Quem diria, a nossa criminosa macoinha servindo de remédio, hein? O Paraguai, segundo maior produtor de maconha do mundo, só perdendo para o México, deve estar em festa com a nova fonte de riqueza. Temer na pesquisa Uma pesquisa do IBOPE aponta que apenas 5% dos entrevistados apoiam o governo Michel Temer. Eu, particularmente, aprovo sua administração, mas não sua conduta moral e política. Dia do Jornalista Li ontem na coluna do nosso Sindhotéis que hoje (7) é o Dia do Jornalista e confesso que não sabia. Daí fica aqui um abração a todos os colegas aqui da nossa Gazetinha e de toda a nossa imprensa. Saúde, amigos... pro resto a gente dá um jeito. Temer em Foz Falando nisso, este Dia do Jornalista será especial para os colegas iguaçuenses. É que nossa cidade receberá o presidente Michel Temer para o 3º Simpósio Nacional de Varejo e Shopping, que acontecerá no Wish Resort Foz do Iguaçu. Um sábado "quentíssimo" para todos nós — jornalistas e leitores. POSIÇÃO Mandado de prisão contra Lula reúne forças de esquerda em Foz do Iguaçu Lideranças se reuniram ontem para a definição de atos de apoio ao ex-presidente que deverão ser realizados nos próximos dias na região Bruno Soares Reportagem A ordem de prisão expedida pelo juiz federal Sérgio Moro contra o expresidente Lula (PT), nessa quinta-feira (5), mobilizou, no final da tarde de ontem (6), dezenas de representantes de forças de esquerda simpáticas ao petista na Praça da Paz, região central de Foz do Iguaçu. Ao menos 50 pessoas se reuniram para manifestar repúdio ao desfecho do processo judicial que terminou por condenar o expresidente a 12 anos e um mês de reclusão. Em entrevista ao jornal Gazeta Diário, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sitrofi), Dilto Vitorassi, convocou o engajamento da classe trabalhadora iguaçuense em torno da defesa de Lula. "Entendemos que nenhum cidadão possa ficar alheio ao o que ocorre em nosso país. Historicamente vivemos em uma realidade que não se sustenta mais, que é a de que políticos sempre levam vantagens ilícitas sob o manto da mais absoluta impunidade. Porém é inadmissível atribuir toda corrupção ao Partido dos Trabalhadores e, muito menos, centralizar isto em torno do ex-presidente Lula", iniciou Vitorassi. Durante a entrevista, o sindicalista filiado ao PT enalteceu a imagem de Lula dentro e fora do Brasil. "Certamente o homem que transformou a história de nosso país e que Cerca de 50 pessoas se reuniram ontem em protesto ao mandado de prisão decretado contra o ex-presidente Lula hoje conta com reconhecimento de importantes personalidades e órgãos sólidos que transcendem as fronteiras do Brasil e da América Latina para alcançar países espalhados por todos os continentes", completou. Para o dirigente do Sintrofi, faz-se necessário analisar o quadro político atingido pelas investigações capitaneadas pela Operação Lava Jato. "Analisemos com sinceridade e sem paixões partidárias. Existem dezenas de pessoas já sentenciadas em segunda instância e que até o presente momento não contam com mandados de prisão expedidos pela Justiça. Seria coincidência mencionarmos que a maioria destas pessoas são filiadas a partidos políticos avessos ao PT e aos demais partidos que representam a classe trabalhadora? Acredito que não. Isto não é uma mera coincidência." Na avaliação do petista, o ex-presidente Lula deve ser avaliado de acordo com as conquistas alcançadas por meio de sua gestão à frente do comando do Brasil. "O Lula precisa ser mensurado por seus atos. Diante disso, questiono quem mais fez pela classe trabalhadora do país? Me lembro com clareza que, durante os anos de governo do presidente Lula, ganhou desde o cidadão que vivia abaixo da linha da pobreza aos grandes bancos. Todos ganharam, todos cresceram, todos se desenvolveram", opinou para em seguida ponderar o que julga ser a razão da atual "perseguição" a Lula. "Acontece que nossas elites não ficaram satisfeitas com o lucro oriundo da boa gestão econômica de Lula, elas sentiram-se traídas diante do empoderamento de uma classe que ao longo dos últimos 500 anos permaneceu explorada de forma sistemática. Esta é a razão central do que vivemos atualmente." Por fim, Vitorassi comunica que o encontro de ontem serviu para que atos de solidariedade ao ex-presidente sejam desencadeados em Foz e região a partir dos próximos dias. "Este encontro se deu com lideranças e representantes de movimentos populares. A partir de agora iremos iniciar uma série de ações de resistência em nossa região, assim como será feito em todo o Brasil. Não iremos assistir de forma passiva à desconstrução de tudo o que foi conquistado com muito sacrifício e luta. E a liberdade do presidente Lula possui valor simbólico nesta causa que levaremos adiante", concluiu.

Foz do Iguaçu, sábado e domingo, 7 e 8 de abril de 2018 FIM DO PRAZO Prazo para Lula apresentar-se à PF termina, mas ex-presidente continua em sindicato Polícia Federal diz que negociações estão em aberto e que a intenção é evitar confrontos Política 05 Foto: Ricardo Stuckert Lula decidiu permanecer no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP) Camila Boehm Repórter da Agência Brasil Terminou às 17h de ontem (6) o prazo estipulado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal no Paraná, para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentasse voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba. Até o momento, o expresidente não se manifestou sobre se irá entregar-se à PF. Ele também não fez nenhum pronunciamento desde a expedição de sua ordem de prisão. Desde quinta-feira (5), quando a ordem de prisão foi emitida, Lula está no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). No sindicato, o ex-presidente reuniu-se com lideranças do partido e seus advogados e passou a noite no local. Do lado de fora, militantes fazem uma vigília em apoio a Lula. Minutos antes do fim do prazo, os manifestantes fizeram uma contagem regressiva. Logo após as 17h, aplaudiram e gritaram: "Não tem arrego". Muitos gritam que não deixarão o ex-presidente ser preso. "Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17h do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão", decidiu Moro na ordem de prisão. Polícia Federal Em Curitiba, o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula informou que estava negociando com a defesa do ex-presidente para que ele se apresentasse. De acordo com o delegado, não estava descartado o prosseguimento da negociação mesmo após o fim do prazo estabelecido pela Justiça. O delegado disse que a intenção é evitar confrontos, já que o expresidente está no sindicato cercado por apoiadores. Igor de Paula acrescentou que é remota a chance de a Polícia Federal entrar no sindicato para prender o ex-presidente. STJ Antes das 17h, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer negou habeas corpus protocolado pela defesa do expresidente para anular o decreto de prisão assinado pelo juiz federal Sérgio Moro. Na decisão na qual decretou a prisão, Moro explicou que Lula não ficará em uma cela "em atenção à dignidade cargo que ocupou". De acordo com o juiz, o expresidente deve ficar separado dos demais presos para "preservar sua integridade física e moral". Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, na ação penal do tríplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.