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GAZETA DIARIO 549

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08 Política Foz do Iguaçu, sábado e domingo, 7 e 8 de abril de 2018 Fábio Campana Tempos bicudos Lá de Portugal, Gilmar Mendes comentou os últimos acontecimentos por aqui. Criticou a ordem de prisão contra Lula, chamando-a de "absurda, fruto do autoritarismo desse punitivismo processual hoje em voga no país". E mandou a responsabilidade para o próprio PT: "A única coisa que me consola é que esse estado de coisas excepcional é fruto do processo de desinstitucionalização que o PT promoveu no Brasil, do conluio que existia entre o partido e procuradores, das más escolhas para o Supremo. Em vez de pensar em uma composição da corte [o STF] dentro dos padrões técnicos e jurídicos, privilegiou-se a escolha de pessoas ligadas aos movimentos LGBT, ao MST, basistas e coisas desse tipo. O resultado está aí, é esse direito penal totalitário". Primeira mulher Pela primeira vez na história, o Paraná tem, de forma definitiva, uma mulher em seu comando. Foi deputada estadual por dois mandatos e com a maior votação entre as mulheres, elegeu-se deputada federal. Vice de Beto Richa, assumiu o governo e é candidata à reeleição. Cida quer avançar A governadora Cida Borghetti fez discurso continuísta. Destacou a boa situação do governo - com as contas e salários em dia - mas ponderou que é preciso avançar mais em áreas que potencializem o desenvolvimento contínuo das cidades paranaenses. Preciso avançar mais nas áreas de infraestrutura e logística", disse. Secretariado Cida também fará a primeira reunião do secretariado nesta segunda-feira, 9, no Palácio Iguaçu. "Vou reunir todos os secretários e diretores de cada pasta e dar o prosseguimento da condução do governo em todas as áreas, priorizando segurança pública, saúde e educação que são um tripé essencial para a boa condução do Estado", disse. Mulher no comando A governadora Cida Borghetti nomeou a primeira mulher para o comando da Polícia Militar do Paraná. A coronel Audilene Rocha será a primeira comandante-geral da PM-PR. Audilene e Cida Borghetti são amigas desde a campanha de 2014. Na veia Na sexta de madrugada, Lula apareceu na janela do segundo andar do Sindicato dos Metalúrgicos. A militância estava lá, aguardando o aceno do herói. E quando o ex-presidente fez coraçãozinho com as mãos, o coro foi de "Lula guerreiro do povo brasileiro" a "Lula na veia, Moro na cadeia". Ânsia do Moro A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que a 'ânsia do juiz Sérgio Moro de perseguir e punir o presidente Lula é uma coisa inconcebível'. "Vivemos os dias mais tristes para a democracia brasileira", disse a senadora em um vídeo veiculado pelo partido. "O juiz Sergio Moro de Curitiba, sem esperar sequer o Supremo Tribunal Federal publicar a decisão, expediu o mandado de prisão do presidente Lula. Ele sequer deixou que esgotassem os recursos no Tribunal Regional Federal", afirmou Gleisi. Deprimente Requião desabafou no Twitter: "Opiniões fardadas ou não, na grande mídia, pela absurda prisão de Lula. Nenhuma opinião contra a entrega do Brasil aos interesses estrangeiros. Que situação deprimente! Não é apenas Lula, é o nosso povo e nosso pais que querem encarcerar! ENTROU EM TRAMITAÇÃO Projeto define atividades dos técnicos em zoonoses no Plano dos Servidores Proposta encaminhada à Câmara pelo prefeito Chico Brasileiro será analisada em regime de urgência Elson Marques Freelancer O prefeito Chico Brasileiro (PSD) encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei propondo a inclusão das atividades dos técnicos em zoonoses no Plano de Carreira dos Servidores Municipais. A proposta foi lida na semana passada em sessão extraordinária e tramitará em regime de urgência. Com a apresentação em plenário, o projeto seguiu para análise das comissões reunidas, responsáveis pela emissão dos pareceres antes da inclusão na pauta de votação. De acordo com o Executivo, a adequação se faz necessária em razão da "edição da Lei nº 2.878, de 23 de dezembro de 2003, que extinguiu o cargo de auxiliar sanitário em zoonoses, reenquadrando-os ao cargo de Técnico em Zoonoses". A norma considerou que todos os servidores detentores do cargo possuíam o curso de técnico em zoonoses e já executavam os serviços desde o ingresso no quadro de servidores da Secretaria Municipal da Saúde. "Contudo, com o reenquadramento ocorrido à época, não constou o descritivo das funções do cargo, o que tem ocasionado o subaproveitamento da capacidade técnica destes profissionais", explicou o prefeito na mensagem ao Executivo. Projeto traz a tabela completa de todas as atribuições dos técnicos em zoonoses Ressalva do Sismufi O Sindicato dos Servidores Municipais (Sismufi) se manifestou sobre o tema apontando ressalva e tendo com resposta da prefeitura o entendimento de que trabalho educativo "informar a população" é transversal. Considerou que essa é uma das responsabilidades de diversas categorias profissionais como agente de endemias, agentes comunitários de saúde, técnicos em zoonoses, médicos-veterinários, entre outros, não havendo conflito de competências entre as categorias. "Desta forma, o projeto mantém as atribuições constantes no sumário das funções, as quais foram elaboradas de forma consensual entre os técnicos em zoonoses do CCZ e a chefia de divisão do órgão", esclareceu o Executivo. Quanto à ressalva apresentada pelo órgão representativo em relação à última atribuição "realizar outras atividades correlatas ao cargo quando requeridas por sua chefia imediata", a prefeitura informou que procedeu a supressão do termo final, contudo mantendo a parte inicial por se tratar de atribuições inerentes ao cargo. Por fim, o prefeito pediu aos vereadores a aprovação do projeto, "com vistas ao melhor aproveitamento da capacidade técnica destes servidores que atuam junto à população". Linhas gerais da função Conforme o projeto enviado à Câmara, a descrição das atribuições do cargo de técnico em zoonoses, em linhas gerais, é: realizar ações básicas para profilaxia e controle de zoonoses, orientando a inspeção de estabelecimentos comerciais e residenciais com a finalidade de combater a presença de animais peçonhentos; controlar possíveis fatores relacionados a animais transmissores de doenças infecto-contagiosas e informar a população transmitindo, de maneira clara e segura, mensagens, informações e conhecimentos relativos à prevenção, controle e eliminação de zoonoses e outras questões relacionadas ao ambiente; orientar a manipulação e aplicação de larvicidas, inseticidas e raticidas; coletar amostras de água; manejar animais domésticos sob supervisão; bem como executar outras atividades que, por sua natureza, estejam inseridas no âmbito das atribuições do cargo e da área de atuação; e desenvolver demais atividades da área, respeitando a legislação específica e os princípios éticos. O projeto traz ainda a tabela com a descrição da função em detalhes.

Foz do Iguaçu, sábado e domingo, 7 e 8 de abril de 2018 JULGAMENTO Cidade 09 Justiça condena dois dos quatro réus envolvidos na morte de Lourdes Aleixo Julgamento teve início às 8h de quinta-feira (5) e durou quase 12 horas; familiares e amigos da vítima acompanharam o júri Da redação Reportagerm Foto: reprodução RPC Dois dos quatro réus acusados de participação no assassinato de Lourdes Rodrigues Aleixo foram condenados em júri popular nessa quinta-feira (5). José Carlos Pereira, apontado como o mandante do crime, foi sentenciado a 15 anos e nove meses de prisão em regime fechado. Ele já está detido há quase três anos. Acusado de pilotar a moto em que estava o atirador, Mario Ângelo Veiga foi condenado a 13 anos e seis meses de reclusão. Ele também já está detido há dois anos e nove meses. Ambos responderão por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento, que contou com a presença de familiares e amigos da vítima, durou mais de 11 horas no Fórum Estadual de Justiça de Foz do Iguaçu. Além dos advogados de defesa e acusação, foram convocadas 37 testemunhas para serem ouvidas. Os outros dois acusados, Claudemir de Souza e Luiz Carlos de Moraes, foram inocentados por falta de provas. Ambos foram presos poucos meses após o crime, que ocorreu em 2014. Souza foi apontado como autor dos disparos que tiraram a vida de Lourdes Aleixo. Já Moraes foi acusado de agenciar o atirador. O advogado Rodrigo Duarte, que defende José Carlos Pereira, disse discordar da sentença e informou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), pedindo um novo julgamento. Da mesma forma, o assistente de acusação do Ministério Público, Antônio César Portella, pronunciou-se afirmando que também irá recorrer das absolvições. A família permaneceu calada durante todo o julgamento e preferiu não falar sobre a decisão judicial. Foto: divulgação Lourdes Aleixo foi assassinada a tiros em março de 2014, quando saía de casa para trabalhar Familiares e amigos da vítima acompanharam o julgamento, que durou quase 12 horas Relembre o caso Lourdes Aleixo tinha 33 anos na época do crime. Ela foi assassinada na porta de sua residência, quando se preparava para deixar o local rumo ao trabalho, na manhã do dia 20 de março de 2014. Segundo as investigações da Polícia Civil, José Carlos teria encomendado a morte da vítima após desconfiar de que ela mantinha um suposto relacionamento amoroso com sua ex-esposa. Lourdes foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta que efetuaram quatro disparos contra ela. Os tiros atingiram a cabeça, o tórax e o abdômen da vítima, que chegou a ser socorrida pelo SIATE, mas morreu a caminho do Hospital Municipal. Logo após o crime, a família da vítima procurou a Delegacia de Homicídios informando que a mulher teria contado que estaria sendo ameaçada por um homem, porém não soube relatar quem seria essa pessoa e qual o motivo da perseguição. Quinze dias depois, a arma usada no homicídio foi apreendida pela polícia durante uma tentativa de assalto a um posto de combustíveis. Com base em um exame balístico, os investigadores chegaram ao nome do dono da arma e posteriormente aos demais envolvidos.