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Eleições Gerais

Eleições Gerais 2018 – orientação a candidatos e eleitores 6. a adoção de cláusula de barreira para efeito de acesso futuro ao horário eleitoral gratuito e aos fundos eleitoral e partidário, iniciando em 2018 em 1,5% do eleitorado nacional. E, a partir da eleição municipal de 2020, estará em vigor o fim das coligações nas eleições proporcionais. Esse conjunto de mudanças, que favorece mais os candidatos à reeleição do que os novos postulantes, pode influenciar fortemente a eleição proporcional, especialmente a exigência de votação nominal mínima, a adoção da cláusula de barreira, o fim das coligações nas eleições proporcionais e a participação no sistema de sobras, para efeito de ocupação das vagas remanescentes, dos partidos que não atingiram o quociente eleitoral. 6. Características e lógica das sete últimas eleições presidenciais Os resultados das eleições presidenciais, em geral, estão relacionados com o desempenho da economia, mesmo que o Estado não seja intervencionista, e com a popularidade do/a presidente no exercício do mandato. Os dois indicadores são quase sempre coincidentes. Quando a economia vai bem, o presidente costuma ser bem avaliado. Isto vale para qualquer país democrático, inclusive Brasil e Estados Unidos. A tabela a seguir – que informa os anos das sete últimas eleições, o nome do presidente da República e sua popularidade na época, os eixos de campanha dos candidatos, o ambiente político no momento do pleito e os candidatos com melhor desempenho nas urnas – permite extrair três conclusões importantes a respeito da sucessão presidencial, que demonstram a lógica dos resultados eleitorais. Em todas elas, as conclusões estão relacionadas, ainda que indiretamente, já que estão expressas por outros indicadores, ao desempenho da economia. Vejamos: 29

Eleições Gerais 2018 – orientação a candidatos e eleitores Quadro 3 Ano da eleição/ Presidente da República/popularidade 1989 – José Sarney abaixo de 20% de aprovação 1994 – Itamar Franco 55% de aprovação 1998 – Fernando Henrique Cardoso 58% de aprovação 2002 – Fernando Henrique Cardoso 35% de aprovação 2006 – Lula 63% de aprovação 2010 – Lula 85% de aprovação 2014 – Dilma 58% de aprovação 2018 – Michel Temer 6% de aprovação Eixos de campanha Renovação ética e inclusão social Estabilidade econômica Plano Real Estabilidade econômica Medo do fim do Plano Real Geração de emprego e combate à pobreza Prosperidade econômica e ascensão social Consolidação das conquistas sociais Consolidação das conquistas sociais Era vice da expresidente Dilma Circunstância/ ambiente De mudança De continuidade FHC foi ministro da Fazenda de Itamar De continuidade De mudança De continuidade, com mudança de método gerencial De continuidade De continuidade, com mudança de estilo e método Principais candidatos e percentual de votos válidos Collor e Lula Collor foi eleito no 2º turno com 53,02% dos votos FHC e Lula FHC foi eleito no 1º turno com 54,2% dos votos FHC e Lula FHC foi reeleito no 1º turno com 53,06% Lula e Serra Lula foi eleito no 2º turno com 61,2% dos votos Lula e Alckmin Lula foi reeleito no 2º turno com 60,8% dos votos Dilma e Serra Dilma foi eleita em 2º turno com 56,05% dos votos Dilma e Aécio Neves Dilma foi reeleita com 51,64% do votos validos De renovação ? Fonte: DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar A primeira conclusão é que parece haver uma relação estreita entre o índice de popularidade ou de aprovação do/a presidente da República e os votos recebidos por seu candidato à sucessão, que, eventualmente, poderá ser o (a) próprio (a) presidente disputando a reeleição. 30