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Eleições Gerais

Eleições Gerais 2018 – orientação a candidatos e eleitores O candidato deve tratar de um assunto de cada vez, tanto nos comícios quanto no horário eleitoral, incluindo as redes sociais. Isso facilita a associação do candidato com a proposta. O apoio de personalidades e o testemunho de gente importante dão credibilidade ao candidato e às suas propostas. Na campanha não basta mostrar as virtudes do candidato, é preciso expor os defeitos do adversário – fazer publicidade negativa e atacar os pontos divergentes dos adversários, sem, contudo, ofendê-lo em nível de crime eleitoral. Todo cuidado é pouco para não sobrecarregar ou sufocar seus seguidores, com excesso de conteúdo sem relação direta com o interesse dele. Procure segmentar sua mensagem e humanizá-la. 13.1 - A importância das redes sociais na campanha As redes sociais terão influência fundamental neste pleito, tanto em razão da escassez de recursos, quanto em função da redução do tempo de campanha. No primeiro caso para implementar meios de arrecadação de recursos de campanha, como a vaquinha virtual, doação eletrônica ou financiamento coletivo (crowdfunding). No segundo para projetar ou multiplicar a presença e visibilidade do candidato. Hoje no Brasil existem 220 milhões de usuários ativos no Facebook, WhatsApp, Instagram e outros aplicativos de comunicação segmentada. A entrada de políticos e candidatos nesses meios tornou-se recorrente e, por ser uma área relativamente nova, a maioria deles cai em erros comuns. Para evitar erros na campanha, vale a pena o candidato considerar os conselhos do especialista em mídias sociais, Alek Maracajá 11 , da empresa da Paraíba Ativaweb Group, em relação aos principais erros que políticos cometem nas redes sociais durante o processo eleitoral. Vejamos os cinco principais erros, dos itens 13.2 a 13.6. 11 http://www.politika.com.br/especialista-alerta-politicos-para-erros-nas-redes-sociais-em-ano-eleitoral/. 65

Eleições Gerais 2018 – orientação a candidatos e eleitores 13.2 - Estratégia de relacionamento Duas atitudes são muito comuns: deixar um usuário falando sozinho e não saber lidar com críticas e reclamações. Resultado: crises e mais crises. O que fazer? Ao se relacionar com um candidato em uma mídia social, o usuário assume uma postura: troll (provoca reação enfurecida), militante, agressiva, questionadora, entre outras. Esses perfis comportamentais são chamados de “atores”. Para cada perfil, a equipe de campanha deve ter uma estratégia de relacionamento, seja para prevenir/controlar uma crise, seja para dar mais voz a algum usuário. 13.3 - Não se engane com números de seguidores “Números de vaidade” são aqueles que só servem para deixar o relatório de mídias sociais mais bonitos e mexer com o ego do candidato. Por exemplo, quando o número de seguidores no Twitter de um político crescer mais de 50% em menos de 24h, pode desconfiar. Qualquer investigação vai descobrir que ele usou uma ferramenta para a compra de seguidores. O que fazer? Não pense apenas na quantidade, mas, sim, na qualidade dos seus fãs ou seguidores. Você está atingindo seu público-alvo? Eles interagem com você? Você consegue vender suas ideias para esse público? 13.4 - Antecipar problemas (gestão de crise) Poucos candidatos fazem o monitoramento de seus nomes e de assuntos estratégicos em mídias sociais. Desta forma, não conseguem antecipar crises, nem prever cenários. 66