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Boletim BIOPESB 2017 - Edição 28

MeioAmbiente Ano 7,

MeioAmbiente Ano 7, n°28 - Pág 6 Aplicativo desenvolvido por pesquisadores mineiros ajuda a monitorar atropelamento de animais em rodovias O aplicativo Urubu foi criado Sistema pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), com intuito de reunir informações a respeito da mortalidade de animais em rodovias e ferrovias. Além disso, o aplicativo pode servir como uma ajuda ao governo sobre medidas contra esta mortalidade da fauna. Todas as pessoas que possuem o aplicativo podem contribuir com informações, que posteriormente são analisados por especialistas em identificação de espécies. Para o usuário contribuir pelo Urubu Mobile precisa enviar uma foto do animal atropelado, sendo este registro encaminhado para o Banco de Dados do Sistema e, em seguida, classificado pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas. Os avaliadores do aplicativo, com os registros em mãos, realizam a identificação taxonômica mais detalhada, enquanto o Urubu Web verifica estas avaliações para que ocorra a aprovação final da “denúncia”. Depois de aprovado, o registro se integra às estatísticas e se torna disponível para ser visualizado através do Urubu Map, o qual permite a visualização de todos os dados públicos do Sistema Urubu no mapa do Brasil. Com essa aba, é possível verificar a distribuição dos dados, estudar mapas com informações ecológicas, analisar informações ou apenas ver as fotos enviadas ao Sistema. Pelo Urubu Info é possível visualizar tabelas com dados públicos do Sistema, visto que são atualizados diariamente e mostram o número de atropelamentos registrados, separados GRAZIELA PAULINO ISABELLA BRITTO PAULA SUDRÉ por classe, estado e unidades de conservação. Sabe-se que os pequenos vertebrados são os animais com maior índice de atropelamento, em especial os anfíbios (sapos e pererecas) e répteis (pequenas cobras e algumas tartarugas), além de aves (passarinhos) e mamíferos (roedores). O motivo desta diferença é simples: animais maiores são mais facilmente localizados pelos usuários das rodovias e pelas equipes de monitoramento, principalmente devido a velocidade. Navegando pelo site do Sistema Urubu Navegando pelo site do Sistema Urubu, por se tratar de um sistema atualizado, é possível estudar como se encontra o quadro de atropelamentos de animais nas rodovias. Ao acessar o Sistema no dia 09/07/2017, nossa equipe do BioPESB pode verificar que até nesta data existia o alarmante dado de 3.379 répteis atropelados, 9.770 mamíferos, 3.813 aves, 1.410 anfíbios, 2 indefinidos, chegando em um total de 18.374 animais atropelados e registrados. Atualmente, o número de animais vítimas desses atropelamentos em locais de trânsito rápido é enorme e, com esse fato, os corredores ecológicos mostramse uma alternativa importante, podendo ajudar a diminuir este número de acidentes. Com estes corredores, a fauna teria maior espaço para o seu habitat natural, tendo alimentos e recursos como boa condição ambiental para reprodução ou sobrevivência. Segundo a monitora ambiental do PESB Lauriellen, alguns funcionários do PESB já foram capacitados para o uso do Sistema Urubu, o que poderá auxiliar no levantamento de dados sobre atropelamento de animais nas estradas que cortam a Serra do Brigadeiro. Segundo Lauriellen, a gerência do Parque passou a ter conhecimento do sistema Urubu em uma divulgação via internet. Ao perceberem que o Sistema apresentava grande potencial para auxiliar no monitoramento dos atropelamentos ocorridos pelas rodovias que passam pelo território Serra do Brigadeiro, os funcionários do Parque participaram de uma campanha chamada de ‘’ Dia Nacional de Urubuzar’’, realizada em nível nacional. Nessa campanha, os funcionários do Parque abordaram transeuntes da MG 482, no trecho que passa dentro da área do parque, para divulgar o aplicativo e sensibilizar sobre a importância do motorista obedecer a velocidade estabelecida nos trechos das rodovias. De acordo com Lauriellen, o Sistema Urubu é uma excelente ferramenta, mas a melhor arma para auxiliar na preservação ambiental é a mudança de atitude em prol do meio ambiente. Ainda há interesse em continuar a instruir os funcionários e a fazer mais campanhas de divulgação do aplicativo e de conscientização sobre os cuidados ao trafegar nas rodovias. Mas para que isso seja possível, é importante a ajuda de voluntários, já que o fluxo nas férias e no final de semana nas rodovias é intenso. Fique ligado Caro leitor, para baixar o aplicativo do Sistema Urubu acesse o link : http:// sistemaurubu.com.br/ pt/#atropelometro.

Serra do Brigadeiro Ano 7, n°28 - Pág 7 Zona de amortecimento: expandir para proteger Dalila Soares Júlia Coelho Yan Clevelares Você sabe ou já ouviu falar sobre “Zonas de Amortecimentos” e a sua importância para uma Unidade de Conservação (UCs)? E no caso do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, você sabe como elas podem influenciar a vida dos moradores do entorno? As Zonas de Amortecimento, ou Zona Tampão, englobam regiões importantes para a preservação de Unidades de Conservação. São áreas que circundam as UCs. Elas surgiram devido à necessidade de minimizar a influência humana ou qualquer fator externo, tais como erosão, poluição, ruídos e desmatamento, que podem desestabilizar o ecossistema local de uma UC, seja em sua estrutura ou composição de espécies. A implantação dessas Zonas de Amortecimento é regida pelo artigo 2º, inciso XVIII da Lei do SNUC (Lei nº 9.985/2000). Suas especificações de extensão variam de acordo com a UC e são determinadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no momento em que a UC é criada. As Zonas de Amortecimento não são parte da UC, mas estão localizadas em seu entorno imediato. No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, a Zona de Amortecimento possui um raio de 10 km ao longo do entorno do parque, ocupando parte de municípios adjacentes aos que já compõem a área do PESB. Esses municípios são Santa Margarida, Jequeri, Pedra Bonita, Sericita, Orizânia, Divino, Araponga, Fervedouro, Canaã, São Francisco do Glória, Miradouro, Ervália, Muriaé, Rosário da Limeira e São Sebastião da Vargem Alegre, somando uma área total de 143.365,69 ha. Além de proporcionar um maior controle sobre a preservação, já que são estabelecidas normas que regem as atividades nesses locais, as zonas de amortecimento também envolvem questões socioeconômicas, visando não prejudicar a cultura e a economia das populações tradicionais que já habitavam o local antes de sua criação. De acordo com Plano de Manejo do PESB de 2007, como a agricultura familiar e agropecuária são as principais fontes de renda para diversas famílias que residem nas regiões em que se encontra a Zona de Amortecimento, as normas precisam ser implementadas aos poucos, de acordo com a realidade local. Não permitir que essas atividades sejam realizadas seria muito prejudicial às pessoas que dependem delas. Por isso, é aconselhável que, aos poucos, essas práticas sejam substituídas por atividades que não influenciam negativamente na preservação ambiental do parque, como por exemplo a agroecologia, o artesanato e o turismo consciente. A delimitação da Zona de Amortecimento ao redor do PESB visa também proporcionar proteção adicional ao Parque, como, por exemplo, da atividade mineradora que acontece em seu entorno. De acordo com análises de dados do Departamento Nacional Guilherme Queiroz da Produção Mineral (DNPM), disponível na internet (http://www. dnpm.gov.br), 16% (49.575,69 ha) da Zona de Amortecimento do PESB está situada em áreas de concessão das mineradoras Rio Pomba Mineração, CBA, Mineração MMX e Mineradora Curimbaba. Como as atividades exercidas pela mineração podem ser causadoras de impactos erosivos no solo, degradação de recursos hídricos e depreciação da biodiversidade da região, justifica a importância da regulamentação das atividades dentro da Zona de Amortecimento do PESB. Para estas questões, a participação do Conselho Consultivo das UCs é de grande importância, uma vez que os seus membros tomam conhecimento e são colocados a opinar sobre os processos de licenciamentos existentes na zona de amortecimento.

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