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Alternativa Sports Março de 2018

Chegou a edição de número 2 da revista Alternativa Sports, a revista do esporte amazonense. Aqui você fica por dentro das atividades desenvolvidas dentro do estado do Amazonas.

16 Ano 1 - Edição 2 -

16 Ano 1 - Edição 2 - Março de 2018 FUTEBOL AMADOR ALTERNATIVA SPORTS O trabalho desenvolvido pelo Grupo Mandingos Jovens, adultos e crianças, o esporte é para todos Com uma média de 30 a 50 alunos, o projeto do grupo de Capoeira Mandingos, nome que vem de uma t r i b o a f r i c a n a , v e m travando uma luta diária para se manter em atividade aqui em Manaus. Os coordenadores do projeto, R a i m u n d o N o n a t o Coelho, 53 anos, conhecido como professor Niagui, 17 anos de Capoeira, e o Mestre José 'Marivaldo', 47 anos e 30 anos na luta e passando aos alunos tudo que aprendeu nestas três últimas décadas onde ensina a sua arte. O projeto se concentra no bairro da Glória, sendo um dos locais de treinamento na quadra da Escola Estadual Antônio Bittencourt, e assim como acontece em todos os esportes, passa também por algumas dificuldades, assim como a totalidade dos participantes do projeto, alguns não tendo condições nem mesmo de comprar o uniforme dos treinamentos e como é um projeto social, o Mandingos não constitui renda e não pode ajudar nenhum dos seus atletas neste sentido. Até mesmo a situação dos professores e idealizad o r e s d o ' C a p o e i r a Mandingos', nome que vem de uma tribo africana, que estão desempregados, aí o trabalho e a situação ficam realmente complicados. “Na verdade a Capoeira é uma luta que veio com os negros da África como forma de proteção, aqui foi O Mestre Marivaldo e o professor Niagui no comando do 'Capoeira Mandingos' incorporada à dança, o ritmo e os instrumentos musicais que deu origem a esse esporte genuinamente b r a s i l e i r o . A q u i e m Manaus existem muitos grupos assim como o nosso, passando pelas mesmas dificuldades, com a falta de recursos para que nós possamos repassar aos alunos os uniformes para os treinamentos, que sem nenhum tipo de apoio fica complicado, por isso que a gente pede uma ajuda, mínima que seja, para que possamos difundir esse esporte aos moradores do bairro da Glória e dos demais bairros mais próximos. Só o fato de tirarmos alguns jovens da ociosidade já nos deixa contente, pois não tem sido uma tarefa muito fácil manter esse projeto nesses nove anos sem a ajuda externa”, falou um dos coordenadores. Para fazer a troca de cordas, os batizados, o grupo faz bingos, rifas e outras atividades para levar o projeto à frente. “Isso é um obstáculo que a gente só vive por amor a arte, todos os anos tem a troca de cordas, são longos anos até chegar ao cordão de 'Mestre', que é a última etapa do aprendizado da Capoeira. Por ser um período longo, muitos desistem, outros procuram adquirir uma família, outros buscam uma outra profissão e assim o esporte vai levando entre altos e b a i x o s . M e s m o c o m dificuldades, o Amazonas tem bons representantes a nível nacional, o Brasil ainda é o melhor do mundo no esporte, mas ele está em constante evolução, já tem gente boa em vários países do mundo”, completou o Mestre Marivaldo. O professor Niagui vai seguindo a sua caminhada no esporte que ele escolheu como forma de ajudar as pessoas que precisam e manter a forma que adquiriu no tempo em que esteve no serviço militar, sempre d e d i c a d o e s e m p r e disposto a ajudar cada vez mais quem vem atrás de apoio através dessa arte secular. Um grupo de mais de 50 pessoas fazendo parte do projeto

Ano 1 - Edição 2 - Março de 2018 ALTERNATIVA SPORTS Oprojeto 'Guerreiros do Alvorada' surgiu em 2015, conta hoje com uma média de 30 a 40 alunos, trabalhava antes em dois horários, atualmente em um só horário, na rua Ipanguaçu (antiga rua 11), no bairro Alvorada I, zona Centro-Oeste de Manaus, sob o comando do Mestre Simão Tavares, 30 anos, que trabalha na orientação dessas crianças e adolescentes que passaram e estão atualmente no projeto. “Graças a Deus este é um projeto que está dando certo, estamos há mais de dois anos à frente desse projeto, fazendo com cinco atletas como os melhores do ano, período pequeno de treinamentos. Esse ano (2018) estamos buscando colocar mais atletas entre os melhores do ano. Isso é o resultado de um bom trabalho desenvolvido. Tinha alguns alunos aqui que passavam por problemas particulares em casa e isso fez com que eles tivessem uma melhora significativa. Muitos pais hoje agradecem o apoio e a iniciativa dos responsáveis pelo projeto, no caso eu e a dona Rita, a dona da casa, que cedeu uma parte do seu terreno e nos acolheu. Com o trabalho bem desenvolvido já tivemos alguns resultados significativos, um sinal que a parceria está dando certo”, acrescentou o professor Simão. Os atletas citados pelo 17 LUTA LIVRE Três anos de vitórias dos Guerreiros do Alvorada Mestre Simão à frente do projeto que vai completar quatro anos em 2018 mestre Simão são: Ana Caroline, de 15 anos, Diogo Vinícius, oito, Lucas Felipe de dez anos, João Marcos, 13 anos e Gisela Layza, 14 anos, que estão entre os melhores do ano passado. Além desses atletas, outros já estão despontando como Éder Fialho, de dez anos que surge como uma grande promessa para o esporte. Sobre as parcerias citadas pelo mestre Simão, além da Dona Rita, tem o apoio da academia de musculação Nogueira Team, que concede 50% através de uma bolsa, que trabalha na adequação da forma física dos atletas para que eles se apresentem bem nas competições, além da enfermeira Silvia Maia, esposa do Simão, que auxilia os atletas em casos de ferimentos e luxações. A meta é ajudar sempre www.alternativasports.com O mestre Simão tinha em mente a concretização do seu projeto que foi iniciado no Promorar Dom Bosco. Tinha todo o material necessário para começar os ensinamentos, mas não tinha o espaço. Nesse contexto surgiu a dona Rita de Souza, 58 anos, cozinheira, que tinha o espaço, tinha o desejo de realizar algo em prol das crianças do bairro, porém não tinha quem ensinasse. Com a parceria entre ela e o mestre Simão surgiu o 'Luta 100% livre'. “Eu iniciei o projeto, mas infelizmente o professor que iniciou aqui veio a falecer. Depois surgiram outros, mas não foi à frente, assim veio o Simão, aí começamos a trabalhar. Antes de realizar aqui esses treinamentos, nós fazíamos a festas das crianças, além de outros eventos, mas o Simão veio para completar essa ausência que tínhamos com a falta de um instrutor. Eu disponho do meu tempo, pois eu tenho uma cozinha industrial que atende algumas empresas no Distrito Industrial, para fazer com que essas crianças se ocupem em algo que venha lhes trazer o bem, e o esporte faz esse bem para a sociedade, seja de qualquer faixa etária. Aqui nós precisamos melhorar a estrutura física desse espaço, melhorar os equipamentos, alguns já estão deteriorados, mas o problema maior é na hora da inscrição nos campeonatos, infelizmente nós não temos dinheiro para pagar a inscrição de todos e deixar um atleta de fora deixa a gente muito triste, mas infelizmente essa é a realidade. Para ajudar a manter o projeto, nós estamos recorrendo às promoções com as vendas de lanche, fazendo rifas e bingos para ajudar os atletas. Agora temos a ajuda do Dalberson Guedes, o 'amigo da comunidade', que vem nos dando apoio. Isso é importante, porque qualquer ajuda é bem vinda e nisso o Dalberson mostrou a boa vontade em ajudar. E Deus vai recompensá-lo por essa ajuda, porque ele está plantando agora para colher depois, tem uns que querem colher sem plantar nada e ainda somem, mas Deus está vendo tudo isso e vai nos ajudar”, enfatizou. Neste primeiro semestre haverá duas competições que é o Amazon Open de Jiu-Jitsu e torneio Norte-Nordeste, além das competições locais. Segundo os coordenadores do projeto, a batalha do dia-adia e a luta para a manutenção deste sonho que faz parte de muitas crianças e adolescentes nele inserido, vai continua r . “O sonho de um é o sonho de todos nós. É importante dizer, acima de tudo, que estamos juntos e o quê estiver ao nosso alcance e se Deus nos ajudar o projeto vai continuar”, finalizou.