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Alternativa Sports Março de 2018

Chegou a edição de número 2 da revista Alternativa Sports, a revista do esporte amazonense. Aqui você fica por dentro das atividades desenvolvidas dentro do estado do Amazonas.

JIU-JITSU Um exemplo

JIU-JITSU Um exemplo de atleta e agora como treinador, assim podemos destacar a vida do mestre Neto Castro, 38 anos, faixa preta no Jiu-Jitsu, onde iniciou a carreira treinando forte aos 14 anos, no município de Iranduba, com o mestre Fábio, que foi o responsável pelo surgimento de um dos maiores lutadores que o Brasil já teve, Ronaldo Jacaré. Hoje com 38 anos e 24 anos no esporte é agora responsável pelo surgim e n t o d e g r a n d e s atletas no Amazonas na modalidade, onde é responsável pela manutenção de um projeto que já dura há 18 anos e que tem revelado bons v a l o r e s p a r a o Amazonas. “Fui um atleta que disputou vários campeonatos importantes, não só aqui no Amazonas, mas em todo o Brasil. Mas o meu foco principal agora é dar prosseguimento neste projeto que nós elaboramos e que já tem 18 anos formando grandes atletas que são grandes nomes no Jiu- J i t s u , c o m o J o ã o Roberto, faixa-amarela, tricampeão brasileiro, Iara Cris, pentacampeã, Isabela Cristina, bicampeã, Natália Araújo (já falecida), heptacampeã brasileira e o Jefferson Breno, que foi hexacamp e ã o ” , d e s t a c o u o mestre. O projeto 'Fábrica de Campeões', que surgiu no Iranduba, hoje tem t a m b é m e m a l g u n s municípios amazonenses como Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Urucurituba e Tefé, além 20 de outras filiais nos estados de Roraima, São Paulo e Rio de Janeiro. Embora tenha revelado grandes atletas para o Estado, a modalidade esbarra em alguns obstáculos, principalmente a falta de apoio aos atletas e aos projetos desenvolvidos em várias atividades esportivas no Amazonas. Neto Castro fez um comentário sobre o problema. “A falta de apoio desestimula qualquer atleta, pois além do treinamento os atletas precisam comer, vestir, ter um padrão de vida onde haja acima de tudo qualidade. De repente a gente enfrenta grandes desafios, como treinam e n t o s p e s a d o s e cuidados na alimentação, e quando chega na hora de competir e se precisar viajar, esbarra logo no primeiro obstáculo que é a falta de passagens aéreas para Ano 1 - Edição 2 - Março de 2018 ALTERNATIVA SPORTS A 'Fábrica de Campeões', uma escola que transforma atletas em vencedores viajar aos lugares das competições, aí a gente pensa duas vezes se vale a pena continuar ou não nessa peleja. Foi o caso da Natália que tinha uma viagem para competir na Índia, e aconteceu esse tipo de situação, não foi, saiu do projeto, onde optou por um outro caminho e infelizmente também perdeu a vida com isso antes de completar 18 anos, mas infelizmente a vida de um desportista tem esses conflitos”, continuou. Neto destacou que na época da administração do prefeito Nonato Lopes, o projeto teve a j u d a e m a l g u m a s c o m p e t i ç õ e s q u e chegou a disputar fora do Estado, como em uma ocasião em que 18 p a s s a g e n s f o r a m doadas aos atletas, dirigentes e comissão técnica.

Ano 1 - Edição 2 - Março de 2018 ALTERNATIVA SPORTS Waldemiro de Abreu Lima, 69 anos, nascido em Itacoatiara, município do Amazonas. Iniciou a carreira de jogador de futebol ainda em Itacoatiara, no Penarol Atlético Clube. Em 1967, com apenas 17 anos, veio para Manaus fazer uma visita ao seu irmão, que trabalhava em uma agência bancária na capital. Por intermédio de um amigo do seu irmão que conhecia o então presidente do Nacional Futebol Clube, Manoel Paulino Gomes, foi fazer um teste no time azulino, onde ficou no time juvenil. Ficou pouco tempo no Nacional, sendo levado em seguida para o América Futebol Clube, dos irmãos Teixeira (Artur e Amadeu), onde jogou o campeonato de 67, que teve o Olímpico Clube como o campeão da cidade. A sua estreia no campeonato amazonense daquele ano abriu as portas para outros clubes de Manaus para a temporada seguinte. Waldomiro, como ficou conhecido no mundo do futebol voltou ao Nacional e ficou na reserva do zagueiro paulista Berto, que tinha vindo do futebol paraense. Na campanha do bicampeonato de 68-69, Waldomiro se tornaria o titular da zaga depois do incidente em que o zagueiro Berto deu um tiro no atacante Lió, companheiro de time e foi afastado pela diretoria. Era uma rixa antiga dos dois atletas que vieram do futebol paraense, dos rivais Remo e Payssandu. No amistoso do Nacional contra o Grêmio Maringá na preliminar de Brasil e Venezuela em 1969, no Maracanã, jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, no México. O zagueiro foi uma das atrações do time da Vila Municipal, juntamente com os meias Mário e Rolinha, além dos atacantes Pretinho e Pepeta, este autor do gol do time azulino. “Lembrar daquele jogo (tarde de domingo do dia 24 de agosto de 1969), até hoje me causa emoção. Foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Ficamos hospedados no próprio estádio do Maracanã, nós treinávamos e vimos a seleção brasileira treinar lá também, mantivemos a l g u n s c o n t a t o s c o m o s jogadores daquele time que se sagrou tricampeão naquela Copa do Mundo. No jogo de inauguração do antigo estádio Vivaldo Lima, a seleção brasileira esteve aqui antes de viajar para o México, jogando o amistoso contra a seleção do A m a z o n a s ” , l e m b r o u o 21 zagueiro. Waldomiro lembra a volta do time do Nacional a Manaus depois da vitória no amistoso contra o Grêmio Maringá. “Lembro que a torcida do Nacional estava em peso no aeroporto de Ponta Pelada, saímos do avião direto para o carro do corpo de Bombeiros e saímos de lá da Colônia Oliveira M a c h a d o a t é a s e d e d o Nacional, que ficava na época na Saldanha Marinho, no Centro, com um grande número de torcedores que nos acompanharam até a sede, foi um momento de muita emoção”, acrescentou. O z a g u e i r o fi c o u n o Nacional até 1975 quando saiu para disputar o campeonato amazonense e o Copão Brasil pelo Fast Clube. O Copão era o atual c a m p e o n a t o b r a s i l e i r o d e futebol, tendo o Amazonas três representantes, o Nacional, o Rio Negro e o Fast, que d i s p u t a v a o campeonato pela primeira vez. MEMÓRIA DO ESPORTE Waldomiro, a trajetória de um dos maiores zagueiros do futebol amazonense O lendário zagueiro do Naçional (68-69), que tinha como lema 'Onde tem taça é do Naça'´ Waldomiro em disputa de bola com os atacantes do Grêmio Maringá Em 1977, o zagueiro foi para o Sul América, ficando pouco tempo no 'Trem da Colina'. Foi em 1978 para o grande rival do Sul América, o São Raimundo Esporte Clube, onde encerrou a sua brilhante carreira como atleta. Depois foi treinador do São Raimundo, virou um jogador de times amadores que disputavam campeonatos de bairros, sendo campeão em vários times. Waldomiro agradeceu a equipe do Alternativa Sports pela entrevista e pela oportunidade de lembrar fatos de sua vida profissional e pessoal. Torcedor do América, que foi o seu primeiro time aqui em Manaus, mas tem uma paixão enorme pelo Nacional e pelo São Raimundo, times que defendeu com garra e categoria durante os 15 anos de sua carreira e fez gols, poucos, porém difícil de esquecer, segundo ele próprio. O agradecimento é nosso Waldomiro. Por tudo que você fez pelo futebol amazonense, por tudo que você representou num período rico do nosso futebol. Valeu por tudo!