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Alternativa Sports Março de 2018

Chegou a edição de número 2 da revista Alternativa Sports, a revista do esporte amazonense. Aqui você fica por dentro das atividades desenvolvidas dentro do estado do Amazonas.

TAEKWONDO Op r o j e t o

TAEKWONDO Op r o j e t o d a Associação de T a e k w o n d o Interestilos surgiu há 11 anos. Foi fundado em 10 de fevereiro de 2007, através do seu idealizador e presidente, o Mestre Elielson Estelo, 37, faixap r e t a , 3 º D a n e m Taekwondo e Kenpo Budokai, membro filiado a Federação Amazonense de Taekwondo Interestilos (FATI). Atualmente o projeto atende de 40 a 60 alunos, funcionando às terças e quinta-feira das 18h45min até 20h45 minutos, na Sociedade P a l e s t i n a Á r a b e d o Amazonas, no bairro do Alvorada. Assim como acontece em todos os projetos sociais, é tudo gratuito, atendendo os jovens do Lírio do Vale, Alvorada, Centro, além de outros bairros como o Zumbi dos Palmares, Santa Etelvina e Cidade do Leste que participam do projeto. Durante esses 11 anos de projeto, já foram catalogados mais de 600 alunos que participaram do 'Meninos de Ouro', já tendo formado três faixaspretas, que já auxiliam o hoje Mestre Elielson nas aulas. Elielson começou a praticar o Taekwondo em 1996, com os mestres Jovino Nunes e Itamar Vieira, ambos ainda estão em atividades. O início do projeto foi no Lírio do Vale I, na Igreja Batista Cristo Rei, depois passou a ser r e a l i z a d o n a E s c o l a Municipal de Ensino Fundamental Abílio Nery, através do programa 'Mais Educação', na Avenida Torquato Tapajós, no bairro de Flores, até chegar à sede atual. Elielson falou das ajudas externas, onde ele falou que é quase zero do poder público, ajuda mesmo ele tem dos pais, que alguns 6 ALTERNATIVA SPORTS até participam também como alunos, mas alguns parceiros foram destacad o s p e l o p r o f e s s o r. “Na verdade, temos sim algumas pessoas que ajudam o projeto, como a assistente social Kátia Santos e o professor D a l m i r S a l a z a r, q u e abraçam o projeto realmente, a SEJEL (Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer), onde tínhamos a Vila Olímpica, como espaço cedido pela secretaria para treinamentos de alunos direcionados do projeto para um treinamento de melhor qualidade e assim representar bem o Amazonas em competições aqui ou fora do Ano 1 - Edição 2 - Março de 2018 Projeto social 'Meninos de Ouro’ apoiando e fazendo o esporte crescer Alunos do projeto 'Menino de Ouro' com o seu idealizador Elielson Estelo Estado. Agora para ajudar em termos de passagens, hospedagens e alimentação quando vai competir fora do Estado, são os pais ou a ajuda vem das pessoas que ajudam os alunos que vão para as ruas, para os sinais de trânsito pedir a tal ajuda. Quando levamos o projeto até às autoridades pode ter a certeza que é perda de tempo, por isso que os meninos vão para os sinais. Sete alunos do nosso projeto este ano vão disputar algumas competições representando a Federação Paraense, pois aqui não temos esse apoio e lá eles (os paraenses), querem dar esse apoio. É ruim para o Amazonas e ao Atletas amazonenses que podem representar o Pará em futuras competições Nível muito alto dos alunos do projeto 'Meninos de Ouro'

Ano 1 - Edição 2 - Março de 2018 ALTERNATIVA SPORTS 7 TAEKWONDO mesmo tempo uma forma de repúdio por causa dessa falta de apoio da federação local e das secretarias responsável pelo esporte e m M a n a u s e n o Governo”, destacou. Elielson disse que os Mais de 600 alunos já participaram do 'Meninos de Ouro' Se não tem ajuda, o jeito é apelar para os sinais de trânsito, bingos, rifas e outras atividades realizadas pelos atletas e pelos familiares que vão à luta literalmente para participar de competições e que precisam custear as passagens aéreas, alimentação e hospedagem. “Não restam muitas opções para os atletas, se eles não lutarem pelas suas causas quem vai fazer isso, se eles não têm oportunidades, eu não quero troca de favores, eu quero respeito por parte atletas Mayron Robson, Marisson Roger e Thiago Lucena, todos faixaspretas, foram excluídos da seleção amazonense na última competição, assim como os faixas-azuis Yara Martins e Israel Martins, dos dirigentes, já quiseram até mesmo tirar a minha graduação por questões pessoais, e estão agora querendo punir os meus atletas para que isso atinja a mim. É complicado dizer, mas o fato é que eu não posso prender n i n g u é m , n ã o q u e r o prender ninguém e não vou fazer isso, afinal a m b o s d e 1 6 a n o s , Matheus Lima, 17, Hebert Martins, de 18 anos, e William Grana, 19 anos, que também passaram pelo mesmo problema. Os atletas que são amazonenses, vão representar o Estado do Pará, que está abrindo às portas para esses atletas. Vai depender apenas da atual diretoria da federação paraense e da secretaria de esportes do Governo do Estado que estariam em fase de mudanças.“Eu considero isso uma injustiça, pois os atletas do nosso projeto g a n h a r a m t u d o q u e todos querem uma oportunidade e merecem subir na vida. O esporte no Amazonas é, seja qualquer tipo de modalidade, despontam sempre os grandes valores, a questão é que a parada é quase o b r i g a t ó r i a q u a n d o esbarra na questão das parcerias, das ajudas. Isso causa é um desestímulo t a n t o e m n ó s c o m o dirigentes, treinadores e como atletas. O projeto tem como objetivo criar um bom cidadão para a sociedade, conscientizar os atletas disputaram, em Novo Airão e Roraima, assim como em outras competições que disputamos, mas não tivemos o apoio da Federação Amazonense, e isso fez com que houvesse essa aproximação com a federação paraense”, destacou o hoje treinador Elielson, que tem formação superior em Educação Física em bacharelado e licenciatura, além de pósgraduado em Fisiologia. Sua experiência como atleta e como treinador, v e m t r a z e n d o b o n s resultados aos alunos do seu projeto. A dificuldade em defender as suas raízes sobre o respeito que eles têm que ter por qualquer cidadão. E os bons resultados já estão surgindo. Uma pena que nem todos pensam em igualdade. Antes o Taekwondo tinha competição de dois em dois meses. Hoje temos duas competições anualmente e mesmo assim as portas ainda se encontram fechadas para nós. Difícil a situação, mas a nossa luta vai continuar porque esse é o nosso objetivo, representar o projeto e representar bem”, finalizou.