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GAZETA DIARIO 550

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14 Nacional Foz do Iguaçu, segunda-feira, 9 de abril de 2018 POLÍTICA Presença de Lula na Superintendência da PF em Curitiba altera rotina da região Os manifestantes favoráveis ao ex-presidente começam a montar um acampamento próximo ao prédio da carceragem daPF Danyele Soares Enviada Especial A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba alterou a rotina da região. Manifestantes favoráveis ao ex-presidente acampam no local e informam que vão continuar no espaço enquanto Lula estiver preso. Cerca de 1,5 mil pessoas devem se reunir no espaço. Devido à ordem judicial, o acampamento está a uma distância de 500 metros da Superintendência, atrás do bloqueio da Polícia Militar. Com as ruas fechadas, a rotina dos moradores da região foi afetada. Um morador que não quis se identificar informou que agora tem que deixar no carro um comprovante de residência para passar pelo bloqueio. "Estou andando com uma conta de luz no carro. Tive que sair ontem para cuidar da minha mãe que é idosa e tive dificuldades para voltar", disse. Sábado (7), o comandante do 20° Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mário Henrique do Carmo avaliou como positiva a ação policial e descartou falta de planejamento. Afirmou que a corporação se preparou para o evento e agiu de forma correta para evitar conflitos entre os manifestantes contrários e favoráveis ao ex-presidente. Os manifestantes favoráveis ao ex-presidente começam a montar um acampamento, chamado Lula Livre, próximo ao prédio da carceragem da PF. Segundo Roberto Baggio, da Frente Brasil Popular, os grupos estão se organizando e haverá cozinha improvisada, equipes voluntárias de saúde, ônibus de apoio, colchões e barracas. Sobre possíveis conflitos, Baggio afirma que o objetivo é protestar de maneira pacífica. "Nossa orientação é de que nosso pessoal não aceite provocações. Eles [manifestantes favoráveis à prisão] ficam jogando cerveja, fazendo piadas, não vamos revidar." Lula responde a seis ações penais e é alvo de duas denúncias Condenado no caso do triplex em Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responde a seis ações penais, além de ter sido denunciado em outras duas. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por ter recebido um triplex no Guarujá (SP) em vantagem indevida para beneficiar a construtora OAS. As negociações envolveram, segundo as investigações, R$ 2,4 milhões. Há duas ações em andamento em Curitiba (PR), nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, e outras quatro em Brasília, sob a responsabilidade da 10ª Vara Federal. Paralelamente, o ex-presidente é alvo de duas denúncias: uma que trata de suposto benefício ao lado da cúpula do PT e outra sobre a nomeação para ser ministro da Casa Civil do então governo de Dilma Rousseff. - 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) - Acusado de ganhar reformas e móveis em um sítio de Atibaia (SP) como pagamento de fraudes na Petrobras. - Acusado de ganhar imóveis da empresa Odebrecht em troca de contratos da petrolífera. Data em que virou réu: 19/12/2016 10ª Vara Federal de Brasília (DF) - Acusado de tentar evitar a delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras - Acusado de fazer o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) ajudar a Odebrecht em troca de palestras remuneradas. - Acusado de comprar caças suecos e manter benefícios fiscais da Medida Provisória 627/2003, em troca de R$ 2,5 milhões a uma empresa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula. - Acusado de vender Medida Provisória 471/2009 para montadoras. Denúncias - PT Acusações: organização criminosa, cartel, corrupção e lavagem de dinheiro. Lula foi acusado ao lado do comando do PT de cobrar ilegalmente R$ 1,485 bilhão de reais usando a administração pública. - Nomeação ministerial Lula é denunciado por obstrução de Justiça por ter supostamente articulado com a ex-presidente Dilma Rousseff sua nomeação como ministro-chefe da Casa Civil, na tentativa de obter foro privilegiado e escapar das investigações do juiz Sérgio Moro. A nomeação foi impedida pelo STF e, depois do impeachment de Dilma, o caso passou para a Justiça comum. Esta denúncia está na primeira instância. (Da Agência Brasil)

Foz do Iguaçu, segunda-feira, 9 de abril de 2018 ATAQUE Internacional 15 Rússia nega uso de armas químicas em ofensiva na Síria Papa repudia uso de "instrumentos de extermínio" contra a população síria Da Agência Brasil Reportagem A Rússia negou ontem (8) informações sobre suposto ataque químico realizado pelas forças governamentais da Síria na cidade de Duma, o último reduto rebelde nos arredores da capital Damasco. As informações são da Agência EFE. "Negamos categoricamente tal informação e, assim que for liberada a cidade de Duma dos rebeldes, nos declaramos dispostos a enviar imediatamente nossos especialistas", disse Yuri Yevtushenko, chefe do Centro de Reconciliação russa na Síria. O general russo explicou que os especialistas do seu país em limpeza química, biológica e radiativa "recolherão dados que confirmarão que essas declarações são fabricadas". Ele acusou "uma série de países ocidentais" de tentar impedir o reatamento da operação de evacuação de rebeldes de Duma, estancada há dois dias. "Para isso se utiliza o tema preferido de Ocidente que é o uso de armas químicas por parte das forças governamentais sírias", afirmou Yevtushenko. A agência oficial síria, a "SANA", também rejeitou qualquer responsabilidade das forças sírias e garantiu que "as denúncias do uso de substâncias químicas em Duma são uma tentativa clara de impedir o progresso do Exército". Segundo a ONG Capacetes Brancos, pelo menos 40 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, morreram sábado (7) por asfixia em um ataque químico contra Duma. Estados Unidos x Rússia Os Estados Unidos pediram ontem à Rússia para que ponha fim "imediatamente" ao seu apoio "incondicional" ao governo de Bashar al Assad depois do suposto ataque químico. A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, afirmou, em comunicado, que a Rússia "descumpriu os seus compromissos com as Nações Unidas e traiu a Convenção sobre Armas Químicas ao proteger incondicionalmente Assad". "A proteção do regime de Assad por parte da Rússia e a sua incapacidade para deter o uso de armas químicas na Síria questiona o seu compromisso de resolver a crise global e as maiores prioridades de não proliferação", afirmou a porta-voz. "A Rússia, com o seu inquebrantável apoio ao regime, em última instância é responsável por estes brutais ataques, voltados contra civis e a asfixia das comunidades mais vulneráveis da Síria com armas químicas", acrescentou. O governo americano acompanha de perto as informações sobre o suposto ataque a um hospital em Duma, onde, sem detalhar o número de mortos, reconheceu que pode haver "um número potencialmente alto de vítimas". "Se estes relatórios horríveis forem confirmados, exigem uma resposta imediata da comunidade internacional", asseverou a porta-voz. Nauert insistiu que o histórico de Assad com o uso de armas químicas contra o seu próprio povo "não está em discussão" e lembrou que há um ano as forças do governo sírio fizeram um ataque de gás sarin que matou aproximadamente cem sírios. Novos bombardeios Os bombardeios na cidade de Duma foram retomados neste domingo, depois de uma breve pausa, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Os ataques aéreos foram interrompidos durante um intervalo de quase duas horas, segundo a ONG, coincidindo com o reinício das negociações entre Rússia, que apoia o presidente sírio, Bashar al Assad, e o grupo islamita Exército do Islã, que controla Duma. De madrugada também aconteceram bombardeios e ataques com mísseis e dezenas de projéteis de artilharia contra esta cidade, a mais povoada da periferia da capital do país. Papa O papa Francisco condenou ontem (8) o uso de "instrumentos de extermínio contra a população" na guerra da Síria, após várias ONGs denunciarem que dezenas de pessoas morreram no sábado passado por um ataque químico em Duma, o último reduto rebelde nos arredores de Damasco. "Nada pode justificar tais instrumentos de extermínio contra a população", disse o pontífice na praça de São Pedro, no Vaticano, momentos depois de celebrar uma missa. F