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Rolf Neubarth Dissertacao Defesa FINAL REVISADO

20 3) A divisão da

20 3) A divisão da responsabilidade entre o chefe do conselho diretor e o chefe executivo, ou, se os papéis fossem combinados, de um diretor independente e forte na tomada de decisões. 4) Estabelecimento de um comitê de remuneração para checar eventuais prêmios direcionados aos executivos. 5) A introdução de um comitê normativo para indicação de novos membros dos conselhos. 6) que exista relatórios de apontamentos que demonstrassem que as boas práticas de governança corporativa foram adotadas e, em caso negativo, explicando o motivo da não adoção. O código sofreu críticas acerca das exigências de membros externos, que poderiam aventar interferência do estado de modo acentuado. Outras queixas, ainda, relacionavam-se à falta de clareza nas punições que as empresas que não adotassem as medidas poderiam sofrer e à ausência de itens acerca da ética e da moral nas companhias. Tricker (2015) comenta que o código de Candebury influenciou outros países, sendo que, nos Estados Unidos, um código de boas práticas de governança corporativa atualizado, após todo um processo de criação, implantação e implementação, foi estabelecido em 2002. O código norte-americano incorporou itens e estabeleceu seu próprio conjunto de normas, tais como: a) as obrigações de um conselho diretor de empresa pública na indicação e supervisão de seus CEOs; b) a responsabilidade do gerenciamento operar a empresa de modo ético para entregar valor aos acionistas; c) apontamento da obrigação da gestão, junto com o conselho diretor, na produção de relatórios claros sobre as condições financeiras e resultados alcançados, sendo que esses relatos devem passar pelo comitê de auditoria; d) é responsabilidade do conselho e do comitê de auditoria contratar uma empresa independente para analisar a prestação de contas e verificar sua adequação aos princípios trazidos pelos princípios gerais de aceitação de contas (GAAP) americano. O GAAP ou Generally Accepted Accounting Principle é uma combinação de padrões oficiais (definidas pelos conselhos de política) e as formas comumente aceita em conformidade com comunicação de informações de contabilidade. O método GAAP melhora a clareza da comunicação de informações financeiras das empresas Os pesquisadores de governança corporativa, ao contrário de algumas áreas, têm a oportunidade de influenciar as práticas das empresas, por meio da integração entre suas teorias e os estudos empíricos. Parece não ser completamente nítido, algumas vezes, o modo como a teoria integra a prática e vice-versa. Entretanto, há pistas de que gestores e altos executivos são profissionais que têm acesso às publicações e são incentivados a estudarem e praticarem os achados apontados na literatura específica (GHOSHAL, 2005).

21 Sendo assim, estudos acadêmicos afetam as práticas de governança corporativa mais que muitas outras áreas profissionais. Porém, a influência de estudos e pesquisas sobre as boas práticas e governança encontram alguns limites, de acordo com Ghoshal (2005). No cenário brasileiro, Ribeiro et al. (2012) acreditam que, pelas pesquisas em governança corporativa, essa é uma área em pleno desenvolvimento. Ao executar um levantamento com base em análise em um estudo bibliométrico, levando-se em consideração o cenário nacional, há uma indicação de que a governança corporativa é uma área considerada interdisciplinar, em forte processo de crescimento, com maior adoção pelas empresas, amplo processo de amadurecimento, com boas perspectivas para seu desenvolvimento e uma tendência de fortalecimento. Dessa forma, cabe aos gestores e profissionais em geral, ao conhecerem as teorias de governança, adotar pontos de vista e aderir ações de implementação de boas práticas em consonância com a realidade existente tanto das empresas que buscam esse fortalecimento como em tendências e cenários de mercado. 2.1.2 Teorias da governança corporativa A adoção de teorias sobre práticas de governança não compõe em si um problema, mas a incorporação de teorias que são inspiradas em métodos meramente científicos nas empresas e suas práticas podem acabar levando à sugestão da propagação de uma prática parcial, baseada em análises, e na exclusão do papel da ética da moral e do componente de decisão humano dentro das empresas (GHOSHAL, 2005). Para Daily, Dalton e Canella (2003), a Teoria da Agência em governança, por exemplo, previa as ações de gestores e acionistas apenas e, numa visão bastante simplista, pregava que havia o sacrifício pessoal desses dois participantes do processo em detrimento dos interesses da empresa. A Teoria da Dependência de Recursos forneceu uma fundamentação teórica focada na contribuição tanto de membros externos quanto de internos ao ambiente da empresa (DALTON; DAILY; JOHNSON; ELLSTRAND, 1999; HILLMAN; CANNELLA; PAETZOLD, 2000). Por exemplo, nesta linha de pesquisa, os executivos de instituições financeiras, membros externos são fundamentais na assistência e seguridade de transações financeiras. Esta teoria salienta o papel da adaptação da empresa ao meio, ao mercado, visando preparar seus gestores para corresponderem a essas demandas. Sendo assim, a Teoria da Dependência de Recursos abriu uma visão de troca de esforços e geração de ações de contratação e negociação com membros externos aos processos

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