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Rolf Neubarth Dissertacao Defesa FINAL REVISADO

58 4 ANÁLISE E

58 4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS Por meio dos questionamentos realizados, buscou-se investigar os acontecimentos condizentes com a realidade das empresas, permitindo a avaliação da existência e aplicação da governança de risco operacional, além da utilização de uma localidade segregada e específica para contingência física da operação, considerando a possibilidade de um evento ou incidente que impacte de forma parcial ou total as operações das instituições. Além disso, investigou-se a verificação da existência de mecanismos e processos que apoiem a gestão de continuidade de negócios. Richardson (1989) expressa que a pesquisa exploratória, dentro de um amplo aspecto, é um método de pesquisa de escolha direta de processos sistemáticos, para a descrição e explicação dos fenômenos. Por conseguinte e de forma pragmática, considerando-se o formato convencionado para a pesquisa acordada no referencial teórico deste documento, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com profissionais das unidades-caso (instituições) em análise, com vista a se obter o entendimento alinhado ao propósito deste estudo. O grau de maturidade e a resiliência expressada mediante a possibilidade de um evento de crise causado por ameaças naturais, ambientais, erros humanos e incidentes que possam impactar os principais sites de operações foram determinantes para a análise das cinco instituições atuantes na indústria financeira brasileira, que foram selecionadas para compor a amostra desta pesquisa. Como parte da análise desta resiliência das empresas pesquisadas, buscou-se o apoio na boa prática de gestão de continuidade de negócios da NBR ISO 22301, que foi usada sob a premissa de avaliar as respostas da pesquisa, bem como as entrevistas com especialistas no assunto de risco operacional e gestão de continuidade de negócios. A seguir apresentam-se os resultados obtidos no processo de entrevista e ainda a análise de cada tópico. 4.1 Instituição A A instituição A se dispôs a receber a entrevista virtualmente, em site próprio, sendo representada diretamente pelo gestor da área de Continuidade de Negócios. A Governança de Risco Operacional é conduzida, na empresa, por quatro funcionários, os quais se apresentam devidamente certificados na disciplina e atuam integralmente na Gestão de Continuidade de Negócios. Há uma política específica e implementada sobre o tema de continuidade de negócios, o que possibilita a disseminação do conhecimento entre os diversos

59 níveis da companhia. Além disso, existe a discriminação dos níveis críticos e equipes-chave envolvidas no processo de continuidade de negócios, permitindo a identificação e o alinhamento para o adequado desenvolvimento de planos em casos de recuperação de desastres, além da realização de testes para validar a efetividade do plano instituído. Inclusive há, na referida instituição, cronogramas anuais estabelecidos para execução de testes para validar a tolerância a falhas e possíveis cenários que podem causar a total indisponibilidade das operações. A empresa possui tipos de testes em que suas estratégias são validadas. Conforme informado pelo gestor de continuidade entrevistas, seguem os testes identificados: Teste Operacional: aplicável para simular a interrupção completa do ambiente produtivo, impactando todos os times críticos da organização. Ressalta-se que a utilização do Teste Operacional para analisar o nível de tolerância à falha somente é aplicável para testar a interrupção e/ou perda de conectividades, como roteadores de borda ou DMZs. (demilitarized zone). Teste de ensaio em plano tático (ou teste de mesa): utilizado como um teste tático que tem como premissa a organização de ações, planejamento e validações para o alinhamento adequado entre os planos de recuperação e a estratégia para continuidade de negócios, avaliando tanto os itens de tolerância à falha quanto um cenário de total indisponibilidade. Teste de especificidade ou de componente crítico: é relevante para validar a forma de recuperação de um determinado componente, em caso de uma interrupção, sendo que, nesta situação, é mais bem utilizado para análise de pontos de tolerância à falha, pois, em um cenário de total indisponibilidade, a recuperação de um único componente não é, precisamente, a prioridade da estratégia de continuidade de negócios. Teste de Plataforma: é determinante para testar um conjunto de componentes que juntos compõem plataformas utilizadas em processos operacionais imprescindíveis para a continuidade de negócios. Desta forma, considerando a importância do conjunto, esse teste possibilita identificar a tolerância a falhas, bem como a relevância do conjunto em um cenário de total indisponibilidade. As áreas de negócio podem participar, validando a execução dos testes e fornecendo dados que permitam analisar o sucesso do teste ou as oportunidades de melhorias no processo, por meio da coleta de evidências, como telas de sistemas e lançamentos simulados em bases específicas para aplicação do teste.

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