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Rolf Neubarth Dissertacao Defesa FINAL REVISADO

86 Primeiro brasileiro

86 Primeiro brasileiro certificado MBCI pelo BCI – Business Continuity International em 2006. Segundo brasileiro aprovado no DRII – Disaster Recovery Institute International como CBCP em 2000. Modenesi é ainda um pioneiro em apresentações em eventos internacionais, dos quais se destacam webinars para o PECB desde 2016, World Conference on Disaster Management, em Toronto, Canadá em 2013, Sungard as User Group Forum, em 2012 e o Strohl Systems User Group, em 2009. Modenesi, desde 2012, vem transmitindo sua experiência profissional e de vida nos cursos de capacitação oferecidos pela STROHL Brasil Serviços Educacionais, contribuindo com a melhor qualificação dos profissionais de Continuidade de Negócios no Brasil e na América Latina. Segundo o entrevistado, em uma comparação macro em análise das empresas no Brasil, na qual entram entidades como governos, indústria, telecomunicações, como forma de exemplificar o contexto de análise, o nível de preparação das empresas no país é ainda considerado abaixo do que seria preciso para garantir que as empresas brasileiras estejam preparadas para responder a um alto impacto operacional e para serem consideradas como resilientes em suas operações críticas e vitais. Para Sydney, é preciso ampliar a ideia de modelo de maturidade e capacidade que envolve a sua análise. Sempre que questionado sobre esse aspecto, o profissional ressalva que, se formos considerar especificamente um recorte na indústria financeira brasileira, no qual se entende que participam empresas do segmento bancário, operadoras de cartões e seguradoras, há um nível baixo de preparação em um nível repetitivo na aplicação da gestão de continuidade de negócio das empresas. Certamente há empresas bem estruturadas em termos de governança, risco operacional e continuidade de negócios, mas, em uma análise de generalização da indústria financeira no Brasil, em sua maioria, as empresas estão em nível baixo para atender compromissos de planos que garantam sua resiliência de negócios e, muitas vezes, concentram-se em atuar no básico para a preparação das suas resiliências. Modenesi utiliza como prática profissional o termo capacidade de resiliência, que significa ter estruturas resilientes para suportar determinados eventos de crise. Modenesi utilizou o evento do wannacry, ocorrido no dia 02 de maio de 2017, como forma de ilustrar como as empresas não tinham confiança em seus planos de resposta e que, nos casos das empresas impactadas pela invasão, estas foram obrigadas a se desconectarem dos seus sistemas de redes de computadores e internet para atuarem na resolução de problemas, obviamente, interrompendo suas operações. O evento foi considerado um dos maiores ataques

87 cibernéticos do mundo, em que diversos microcomputadores foram invadidos por uma falha na segurança do sistema operacional e hackers tiveram acesso a dados em forma de encriptação, criando uma situação de “sequestro digital” para o usuário do equipamento. Modenesi informa que os planos de GCN, nos quais as empresas atendem aspectos regulatórios, vêm ocorrendo na indústria financeira, mas nem sempre a manutenção desses planos existe com um forte comprometimento da alta gerência, o que diminui as chances de se manter processos robustos, contínuos e definidos. Em muitas empresas, a disciplina de risco operacional ou de GCN encontra-se com seu conhecimento retido em pessoas, sendo que a qualidade do processo, procedimentos e o conhecimento pertencem a profissionais nas empresas, e não a um processo mais robusto. Modenesi ressalva que, em muitas das empresas da indústria financeira brasileira, há sim o desenvolvimento de um programa de GCN, no qual procedimentos para atuar em um plano de resiliência da empresa estão definidos e buscam ser obedecidos, porém com uma dificuldade para se manterem repetitivos e processuais. Segundo o especialista, os planos de resposta e a GCN dessas empresas são fortalecidos e baseados em experiências de interrupção e não por um processo de PDCA, o que indica um grau de baixa maturidade das empresas nesse aspecto. O entrevistado também menciona que o distanciamento e a falta de um alinhamento mais estreito entre as áreas de negócios com áreas de governança e áreas de TI acaba por também influenciar o desenvolvimento das estratégias de resiliência das empresas. Essa dificuldade de alinhamento acaba afetando negativamente a preparação das empresas para atuar em estratégias macros e, dentre as estratégias, a análise de uma resiliência. Modenesi entende também que a não utilização de novas tecnologias nas estratégias de resiliência deve-se ainda a uma barreira cultural das empresas, por não terem o conforto total para seguir por esse caminho, mas essas tecnologias serão inevitáveis para manter a competitividade e sobrevivência das organizações. O especialista encerra a análise da resiliência da indústria financeira brasileira concluindo que o Brasil tem um longo caminho na busca de um maior nível de maturidade da sua governança de risco operacional e na adoção de boas práticas contínuas, para termos um grau de resiliência maior sendo utilizado no país, e que há sim muito espaço para melhoria. O próximo capítulo traz as conclusões da presente análise de dados e da pesquisa.

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