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Revista Vida, Solidariedade, Sardoura - 4ª Edição

ERPI Estrutura

ERPI Estrutura Residencial Para Idosos Face ao envelhecimento gradual da população, foi necessário criar condições no auxílio ao número crescente de idosos. Atualmente, as famílias não têm capacidade para responder aos vários papéis que lhes são impostos, por inúmeras razões, existindo as respostas sociais com o objetivo de promover a autonomia, a integração social e a saúde. Nesta instituição, entre outras, destacamos a ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) e o Centro de Dia como as respostas atualmente mais procuradas pelas famílias. A nossa ERPI destina-se ao alojamento coletivo, de utilização temporária ou permanente, para pessoas idosas ou outras em situação de maior risco de perda de independência e/ou autonomia. Distingue-se do centro de dia pelo seu carácter de internamento, em quartos individuais ou duplos, funcionando 24 horas por dia, todos os dias do ano. O centro de dia é um espaço que funciona durante o dia e que presta serviços que satisfazem necessidades básicas, promovem a animação e ajudam a manter as pessoas idosas no seu meio social e familiar, já que após o lanche os/as utentes regressam às suas casas no transporte da instituição. O centro de dia funciona de segunda a sábado, encerrando aos domingos 8 e feriados. Nesta ERPI poder-se-ia dizer que a rotina é sempre igual, mas com utentes tão especiais, um dia nunca é igual ao anterior. Logo cedo é tempo de começar a dar o banho aos mais dependentes. Há quem prefira “deitar cedo e cedo erguer”, mas outros preferem ficar na preguiça debaixo da roupa de cama e serem os últimos. Não é fácil gerir os horários dos banhos com as preferências para a hora do levante, com os pequenos-almoços e a toma da medicação, mas tudo acaba por se encaixar e há quem já não prefira de outra forma. Uns/umas preferem tomar banho e cuidarem-se sozinhos/as, mas por norma, e não por opção pessoal, quase todos acabam por necessitar de apoio. Sempre que possível, são estimulados a escovar os dentes sozinhos, a fazer a barba, a pentear o cabelo… mas as ajudantes de Dia a Dia n lar auxiliam quase todos/as nos seus cuidados pessoais. Assim, logo a partir das 7 da manhã se sente azáfama nos corredores. Já alguns banhos estão dados, e enquanto umas continuam a tratar da higiene dos/as utentes, outras vão orientando a primeira refeição do dia. Por vezes, ouvem-se diálogos sem sentido e algumas frases descoordenadas pelos/as mais impacientes. Os/as mais lúcidos/as escutam- -nas e, se umas vezes compreendem, outras vezes impacientam-se também. Entre as 8 e as 10 horas é dado o pequeno-almoço. Os/as utentes de ERPI tomam-no mais cedo, enquanto que os/as de centro de dia que vêm nas carrinhas tomam-no quando chegam. “Quer pão no leite? Quer as suas sopas ou quer separado hoje”, “olhe o copo da medicação, não esqueça de tomar…” são algumas das frases que escutamos na sala de refeições. Até à hora de almoço, enquanto as ajudantes se encarregam da

CENTRO DE DIA limpeza dos quartos e partes comuns, assim como das roupas, há utentes que necessitam de cuidados médicos mais exigentes e outros/as, os/as de centro de dia que chegam mais tarde, que fazem a sua higiene pessoal com apoio a partir das 10 horas. Há sempre fraldas para trocar, apoio imprescindível a muitos dos/as utentes da instituição. De manhã são também estimulados/as a mover-se ou a desenvolver atividades na sala de reabilitação, onde não é permitido esquecer de movimentos básicos como o caminhar. Outros preferem pintar, bordar, jogar ou mesmo ler. O jornal é diário e ainda há quem se interesse por saber o que se passa no país e no mundo e de partilhar com quem não sabe ler. Entre utentes de ERPI e de centro de dia, as conversas são uma constante, principalmente entre as senhoras, e as animadoras socioculturais vão orientando as diferentes atividades e gerindo as preferências e motivações na sala de estar. À sexta de manhã têm a hidroginástica nas piscinas municipais, mas principalmente no inverno é preciso uma grande dose de motivação para os/as convencer a entrar na piscina. Numa sala invadida por luz imensa, contraria-se a passividade o máximo possível, fitando algumas tristezas com humor e alegria. Aqui, e pouco antes do almoço, os/as idosos gostam de desligar a televisão e de rezar o terço. Depois de um reforço alimentar ligeiro a meio da manhã, os/as mais dependentes começam a almoçar às 11.30 horas, com apoio, aos/às quais se juntam os/as mais autónomos/as por volta das 12 horas. Como um bom português que se preze, a refeição é sem dúvida mais um mo- o CSSMS mento social. Entre utentes de ERPI e centro de dia, escutam-se as conversas e as ajudantes “vão-se metendo” com este/a e aquele/a enquanto os/as servem. Todos os/as utentes pensam que têm os seus lugares marcados e “ai de quem” se sente naquele que não é o seu lugar. Depois do almoço, a caminhada é quase obrigatória para aqueles/as que conseguem, seguindo-se a realização das atividades, de acordo com as planificações. As atividades são de vários tipos, entre lúdicas, formativas, desportivas, religiosas, sociais e culturais e são estas atividades de animação que constituem um importante reforço da autoestima. Em defesa da dignidade e da qualidade de vida, todos/as os/as cuidados/as visam contribuir para a estabilização e retardamento do processo de envelhecimento e promoção de um envelhecimento ativo. Se uns/umas querem participar com toda a sua 9 força e vontade, outros/as preferem apenas assistir ou ter uma participação menor, de acordo com as suas capacidades e vontade. O lanche é servido às 16 horas, período após o qual os/as utentes de centro de dia regressam às suas casas. Na ERPI o ambiente fica mais calmo e as conversas mais reduzidas, ouvindo-se na sala de estar o programa “A tarde é sua”, um dos eleitos, principalmente pelas senhoras. Outros/as preferem continuar a jogar (normalmente, ao loto ou às cartas) ou fazer as suas “caminhadas” pelos diferentes espaços, conversando por quem passam. Segue-se o jantar, mais cedo para quem quer ir para a cama, e até às 19 horas para os/as restantes. As colaboradoras vão distribuindo a refeição a todos/as os/as da sala, com a medicação obrigatória, desdobrando-se em viagens desde a sala de refeições até aos quartos. Há que deitar também os/as mais dependentes… antes de apagar a luz, há ainda tempo para um “boa noite” e até já, pois continuadamente passam pelos quartos para perceber como estão e ajudar os/as que precisam. Depois do jantar, uns/umas preferem ir para o seu quarto onde têm uma televisão para poderem ouvir as notícias ou ver a novela. Os/as mais resistentes preferem ficar na sala de convívio a conversar e a ver televisão em conjunto. Antes de deitar, tomam a ceia e daí seguem para a cama. No discurso das colaboradoras “para tratar de idosos é preciso sermos, acima de tudo, muito humanos e, depois, ter muita paciência, porque é um trabalho muito cansativo, física e psicologicamente”. Mas o profissionalismo acaba por ser reconhecido carinhosamente por alguns utentes e famílias. Além das ajudantes de lar de forma permanente, os/as utentes contam com vários profissionais para os/ as apoiar nas suas diferentes necessidades, desde o médico, às enfermeiras, à nutricionista, à psicóloga, psicomotricista e ao professor de educação física. Amanhã a rotina repete-se. Mas com tantas pessoas diferentes, os dias nunca são iguais, na certeza que tentamos proporcionar a todos uma história feliz. The End...

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