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lilla

ENTREVISTA Chell E A

ENTREVISTA Chell E A MÚSICA Cantora, compositora, instrumentista, youtuber e publicitária. Chell Alberti, 23, tem vários talentos e neste ano investiu em um que já a acompanhava: a música. Com influências de Mallu Magalhães, Chet Faker, Tom Custódio e Grimes a gaúcha, radicada em Goiânia, lançou seu primeiro EP homônimo através de um financiamento coletivo. Formada em publicidade, ela divide seu tempo entre o trabalho em uma agência e os ensaios e shows de divulgação. Fotos: Nathalia Mendes 14 | DEZ 2017 | N. 1 | LILLA

Como começou sua relação com a música? Quando eu era nova ganhei dos meus pais um teclado, aos poucos ele se tornou meu “brinquedo” favorito. Lembro que tinha um visor pequeno indicando onde os dedos deveriam ser posicionados pra fazer as notas, foi assim que tive meu primeiro contato com a música. Quando fiz 15 anos comprei meu primeiro violão, e com ajuda das revistinha e do pouco que eu entendia de internet na época, consegui aprender o básico pra começar as compor minhas próprias músicas. Como é seu processo de composição? O que costuma te inspira? Costumo compor sobre o que me causa incômodo, o que me deixa inquieta. A maioria das músicas que escrevo falam sobre dor, não necessariamente minha, mas é como se inspirasse a letra a sair. Tenho me esforçado para fugir um pouco disso, uma das duas novas músicas que toco nos shows tem uma pegada mais alegre, mais alto astral. Com o tempo acredito que o processo aconteça de forma mais orgânica e randômica, ainda tenho muito pra aprender. Como veio a ideia de gravar um EP e de fazer isso através de um financiamento coletivo? Até ano passado eu nunca tinha pensado em profissionalizar meu trabalho musical. Sempre gostei de cantar e compor para a família, amigos, etc, mas em 2016, encorajada pela minha namorada, postei algumas musicas autorais em nosso canal no YouTube. Como já havia um número considerável de inscritos os vídeos tiveram bastante visualizações, pra minha surpresa muitas pessoas haviam gostado. Entre elas, a vocalista de uma banda da minha cidade, que pouco depois de ver os vídeos entrou em contato com o interesse de produzir um EP com 5 músicas minhas. Veio dela também a ideia de fazer o financiamento coletivo. Na época, cheguei a perguntar nas redes sociais se as pessoas teriam interesse em conhecer mais do meu trabalho, que até então era conhecido apenas por pessoas próximas, e muitas me responderam que sim. A partir daí montamos o projeto e entramos em estúdio. “Costumo compor sobre o que me causa incômodo, o que me deixa inquieta.” O que você tem reparado da recepção das pessoas com seu trabalho? Fiquei muito feliz com o resultado do EP, desde seu lançamento tivemos uma aprovação grande do público e muitas criticas positivas ao trabalho, seguimos bem nas plataformas de streaming e estamos conseguindo chegar a mais pessoas a cada dia. As criticas negativas existem, sempre tem alguém pra te colocar pra baixo, mas me esforço muito pra guardar só o que vem de positivo e construtivo. Fico feliz quando alguém aponta algo que posso melhorar, mas tento ignorar quem fala só pra machucar. Você já tinha se apresentado em palcos antes mas como é estar em um palco num show seu, com suas? Eu já havia me apresentado com bandas de amigos, sempre fazendo alguma “ponta” no violão, ukulele ou escaleta, mas nunca com composições minhas. Pra falar a verdade, o processo até eu chegar no palco como “atração principal” foi longo, e ainda é algo que trabalho e tenho muito a melhorar. Por ser bastante tímida, a ansiedade me pega de jeito antes de cada show, mas depois que canto a primeira música fica fá cil me sentir a vontade. Gosto muito de estar no palco e ver pessoas que me querem bem felizes por estarem lá. LILLA | N. 1 | DEZ 2017 | 15