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Peripécias 12

Versão multimídia da Revista Eletrônica Peripécias nº 12 de maio de 2018! Esta é uma Edição Especial, completando um ano da nossa Revista e o conteúdo está muito bacana, destacando-se homenagens ao Marco Antônio (Aniversariante do Mês) e ao Ney Francisco (Personalidades), os dois fariam aniversário em Maio. Nesta edição também o segundo artigo sobre a Rua Santa Luiza - “Os Moradores” - e muito mais!

No Colégio Militar o

No Colégio Militar o Ney era o 2057 (número da matrícula) e foi para o Esquadrão de Cavalaria que tinha como patrono o Marechal Osório. Ele fazia aniversário no mesmo dia do aniversário do Colégio Militar, 6 de maio. Não sei onde o Ney aprendeu a executar gaita, e ele tocava muito bem sambas-canção, boleros e outras músicas da época. A preferida era “Love is a Many Splendored Thing” e também gostava das músicas da Ângela Maria. Ele tinha uma harmônica - gaita de chave, acho que era Hering, que mantinha sempre guardada num estojo quando não estava tocando. Também gostava de assobiar e imitava cantos de pássaros, deve ter aprendido em Itajubá. No colégio Militar o apelido dele era “Passarinho”. Por falar em apelido, cada um tinha um apelido lá em casa. O apelido do Ney era pé-de-vento. Nem sei direito porque, ele não era agitado. Mas dizíamos que quando ele chegava em casa parecia que uma tempestade estaria chegando, até o Veludo, nosso cachorro, botava o rabo entre as pernas e se escondia... Era ele quem fiscalizava os boletins da escola, se tínhamos escovado os dentes, etc... E o cabelo tinha que estar sempre penteado! Quando íamos visitar alguém, antes de entrar o Ney sacava o pente Flamengo que sempre tinha no bolso e nos penteava com certa brutalidade! Depois de penteados ele colocava a

mão nos bolsos da calça dele para puxar por dentro a camisa e ficar “engomadinho”... Outra paixão dele era a fotografia, desde criança tinha uma Kodak Super Six-20 Brownie Junior, dessas de caixote e esse hobby nos permitiu resgatar imagens do passado. As fotos eram em preto e branco, então decidi colorizar uma foto dele. O Júlio foi para a Escola Argentina e eu fui para alfabetização na escolinha da tia Neuza. Depois também fui para a Escola Argentina, onde fiz todo o primário. Eu sempre aprontei muito, acho que puxei ao meu pai. Na casa da rua Santa Luiza tinha um porão em toda a extensão da casa e na parte que ficava embaixo da sala de jantar era mais alto. Ali era uma adega que meu bisavô mandou fazer quando construiu a casa para guardar os vinhos que trazia de Portugal.

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