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Peripécias 12

Versão multimídia da Revista Eletrônica Peripécias nº 12 de maio de 2018! Esta é uma Edição Especial, completando um ano da nossa Revista e o conteúdo está muito bacana, destacando-se homenagens ao Marco Antônio (Aniversariante do Mês) e ao Ney Francisco (Personalidades), os dois fariam aniversário em Maio. Nesta edição também o segundo artigo sobre a Rua Santa Luiza - “Os Moradores” - e muito mais!

A entrada era por uma

A entrada era por uma portinha que ficava depois da escada da varanda. Ali era meu reduto, tinha até luz elétrica. Eu, o Júlio e o José Mauro fizemos uma boa limpeza no porão depois de uma enchente que tinha inundado tudo. Resolvi fazer ali um clube, tipo clube do Bolinha, eram só meninos. Não que proibíssemos as meninas de entrar, pelo contrário, até gostaríamos, mas as meninas não davam bola pra gente. Minhas primas, filhas da tia Nilda e filhas do tio Nilson, que eram da minha idade eram muito reservadas e só nos falávamos na escolinha. Bem, decidimos em assembleia que o clube seria um Clube de Viagens. Fizemos até carteirinha para os sócios, mas não tínhamos retratos para colar nas carteiras. Eu pegava retratos do meu pai quando era estudante e colava na carteirinha como se fosse meu, afinal, todos diziam que eu me parecia com ele! Nas reuniões do Clube programávamos grandes eventos, chegamos a realizar alguns. Um deles foi um passeio de bonde até o antigo Jardim Zoológico, na rua Visconde de Santa Isabel. Os outros passeios fazíamos a pé mesmo, indo até a praça Saenz Peña ou ao colégio Batista no final da rua Desembargador Izidro. Nossa viagem mais audaciosa seria ir até Paquetá, mas não conseguimos os fundos necessários para esta empreitada. Quando conseguíamos juntar algum dinheiro o “seu” Gomes, o padeiro aparecia e acabávamos gastando o dinheiro com guloseimas! A propósito desta atividade de arrecadar fundos eu me lembro de duas peripécias que deixaram o Ney furioso, quase ele me deu uma surra! A primeira: Ele começou a guardar um monte de garrafas vazias de cerveja (não sei a origem) na nossa sede social. Passou o garrafeiro e eu

vendi todas as garrafas. Com o dinheiro arrecadado eu, José Mauro, Carlos Gircys, Tito e não sei mais quem, fizemos uma excursão até Niterói! Não quero nem lembrar o que aconteceu quando o Ney descobriu que as garrafas foram vendidas!!! E que tínhamos ido à Niterói! Em outra ocasião, eu e o Júlio, que gostávamos de eletricidade observamos que toda a fiação subterrânea da casa era com fios revestidos em chumbo e decidimos substituir por fios comuns. Trocamos a fiação e fiz um grande rolo com os fios de chumbo, o revestimento era muito grosso, da largura de um dedo. Ficou bem pesado o rolo, nem sei como consegui levar até o comprador de metais para vender... Mais uma vez precisei encarar a fúria do pé-de-vento! O Ney também curtia muito os bailes de formatura e outras festividades em que podia exibir o pé-de-valsa (epa, não era o pé-de-vento?), ao ritmo de Waldyr Calmon, Ray Connif e Billy Butterfield. Acabou se associando ao Vila Isabel, mais pelas tardes dançantes do que pela área de esportes. Nesta época ele estava trabalhando como gerente do Café Palheta, na Praça Saenz Peña. No Vila Isabel era frequentador assíduo das vespertinas dançantes e das apresentações de artistas como Aguinaldo Timóteo e Nelson Gonçalves. Vera Ribeiro,

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