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8 months ago

Peripécias 12

Versão multimídia da Revista Eletrônica Peripécias nº 12 de maio de 2018! Esta é uma Edição Especial, completando um ano da nossa Revista e o conteúdo está muito bacana, destacando-se homenagens ao Marco Antônio (Aniversariante do Mês) e ao Ney Francisco (Personalidades), os dois fariam aniversário em Maio. Nesta edição também o segundo artigo sobre a Rua Santa Luiza - “Os Moradores” - e muito mais!

José Valentino da Silva

José Valentino da Silva – O Goleiro Pompéia Colaboração: Luiz Fernando Lapagesse Alves Corrêa Nascido José Valentim da Silva, em Itajubá-MG no dia 27 de setembro de 1934, Pompéia, segundo contam alguns, não dava muita atenção às aulas na escola que frequentava em Itajubá. Passava quase todo o tempo das aulas, rabiscando, desenhando. Seus desenhos preferidos eram Olívia Palito e Popeye, o marinheiro, personagens que, por anos a fio fizeram a alegria de muitas crianças. De tanto desenhar o marinheiro, Zé Valentim ganhou o apelido de Pompéia, porque seus amigos de escola não sabiam pronunciar o nome do marinheiro comedor de espinafre. Ainda adolescente, começou a fazer gols atuando de centroavante no Itajubá, clube da segunda divisão do futebol mineiro extensão de lazer para funcionários da Fábrica de Itajubá. O Pompéia, irmão-de-leite do meu irmão Carlinhos, não foi contratado pelo Flamengo, apesar de ter sido ao José Alves de Moraes, recomendado por meu pai. O Moraes não conhecia o Pompeia e foi ver um jogo do Bonsucesso para ver o Pompeia jogar. Acontece que o Pompeia se contundiu e foi substituído pelo reserva Ari, que acabou sendo contratado pelo Flamengo. Recordo-me que o Moraes ligou para nossa casa de Itajubá (Vila E, casa 15, telefone 36) e avisou ao pai que o ”indicado” tinha sido contratado pelo Mengo. Ainda comentou que ele era um

crioulinho pequenininho atarracado e bom goleiro. Meu Pai ficou possesso com o erro do Moraes... RJ, Galícia-BA, Clube do Porto, de Portugal, e Desportivo Português, da Venezuela. Pelas suas defesas acrobáticas e seus saltos espetaculares foi apelidado de "Ponte Aérea". No América jogava com Caca, Lúcio, Jorge, Djalma Dais, Wilson Santos e Ivan; Amaro O técnico Alfinete tinha muita fé no goleiro e, muitas vezes, o levava para ver Barbosa e Castilho jogarem. O contrato com o Bonsucesso era de três mil cruzeiros. No ano seguinte foi para o América ganhando oito mil. No clube americano começou ganhando um torneio internacional no Peru. Foi vice-campeão em 1954. Campeão carioca em 1960 e campeão venezuelano pelo Desportivo Português. Jogou também no São Cristóvão- e João Carlos; Calazans, Antoninho, Quarentinha e Nilo, Osni e Canário, Leônidas (era Sargento no Colégio Militar), Paródi e Ferreira. Nessa época o Pompeia me levou para jogar no América, onde cheguei a jogar em 1958 e 1959 no juvenil do América, como amador. Todo jogo entre o Flamengo e América o Pompeia se vingava do Flamengo e nunca perdeu um jogo. Acabou no América Futebol Clube e não perdia para o Flamengo. Para desespero do meu pai e do Ney, flamenguistas doentes!

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Almanaque nº 1
Edição Maio de 2012 - Versão em PDF - Revista Anônimos