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Peripécias 12

Versão multimídia da Revista Eletrônica Peripécias nº 12 de maio de 2018! Esta é uma Edição Especial, completando um ano da nossa Revista e o conteúdo está muito bacana, destacando-se homenagens ao Marco Antônio (Aniversariante do Mês) e ao Ney Francisco (Personalidades), os dois fariam aniversário em Maio. Nesta edição também o segundo artigo sobre a Rua Santa Luiza - “Os Moradores” - e muito mais!

RUA SANTA LUIZA: OS

RUA SANTA LUIZA: OS MORADORES Colaboração: José Francisco Simões Corrêa Fotos: José Geraldo de Almeida Corrêa Era uma rua com suas Os imóveis do lado ímpar, da esquina peculiaridades, muito, mas muito diferentes das de hoje. Embora tenha deixado de morar lá há mais de 50 anos, ou seja, no ano de 1967, ainda a frequentei por algum tempo, bem mais espaçado, pelo menos até o ano de 1993, ano em que minha mãe partiu. da Rua São Francisco Xavier até o número 55 eram da Família de Antônio Alves Corrêa. Depois vinham uns imóveis do Sr. Alfredo. E Depois do Sr. Alberico de Moraes até quase a esquina da Rua Felipe Camarão. Do lado par os Proprietários dos imóveis eram cada um com o seu respectivo. Depois da Felipe Camarão, o lado ímpar da Santa Luiza era da Família de João Alves Corrêa até o atual 399. A partir dali, tinham uns imóveis do Sr. Costa Sol, e depois não sei de quem. Já no lado par a partir da Felipe Camarão até o número 396 atual, os imóveis eram da família de Manuel Alves Corrêa. José Alves Corrêa, possuía os imóveis do outro lado na Praça Niterói, já na Rua Dona Zulmira. Enfim, a família Alves Corrêa era conhecida. Os moradores

do lado ímpar, em sua maioria, inquilinos do Sr. Antônio. Eu conhecia muitos deles pelo nome e falava ou acenava para um cumprimento. E também conhecia muitos do lado par. Quando acordava, após o café, ia direto para a janela do quarto da Nilda que ficava na frente, e uma cadeira ficava na posição estratégica para que eu conseguisse ver na altura suficiente o movimento, sem que corresse perigo de tombo. Nessa hora, o Sr. Luiz Meirelles, que era morador da casa de número 31, já estava na casa dele espanando as cadeiras de vime da varanda, e dizia, “ Bom dia Janeleiro. Tudo Bom? “ E acenava. E eu respondia com aceno também e gritava. Bom dia! Tudo bom! O Sr. Meirelles era casado com a Dona Áurea, não tinha filhos. Era Assessor do Ministro da Saúde e Endemias Rurais. A Dona Áurea, era uma senhora com aparência frágil, não enxergava de uma vista, em decorrência de um problema que teve mais jovem. O Sr. Meirelles embora tivesse uma pessoa que cuidava da Alimentação e ou serviços gerais, fazia questão de com um chapéu feito de meia feminina na cabeça, para assentar o cabelo (isso era comum, na época) antes de se aprontar para o serviço, limpar toda a varanda, e a área do pequeno jardim, na frente da casa. Rua Santa Luiza em 1910 As 11h chegava o carro um Ford, não sei o ano, de chapa branca, com

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Almanaque nº 1
Edição Maio de 2012 - Versão em PDF - Revista Anônimos