Views
9 months ago

Peripécias 12

Versão multimídia da Revista Eletrônica Peripécias nº 12 de maio de 2018! Esta é uma Edição Especial, completando um ano da nossa Revista e o conteúdo está muito bacana, destacando-se homenagens ao Marco Antônio (Aniversariante do Mês) e ao Ney Francisco (Personalidades), os dois fariam aniversário em Maio. Nesta edição também o segundo artigo sobre a Rua Santa Luiza - “Os Moradores” - e muito mais!

Comprei muitas agulhas,

Comprei muitas agulhas, retrós, linhas de bordado, botões, fitas, e outras coisas mais que minha pedia para realizar suas costuras e bordados. O Sr. Jorge era inquilino do Tio João Nunes, que foi morar lá depois de demolir a casa, e construir outra de dois andares, adicionando parte do terreno que pertencia a madeireira do Sr. Vilácio, casado com a D. Julieta e pais do Getúlio, inquilinos da Tia Luzia. O Sr. Vilácio, tinha um Studbaker, e por vezes chamava-nos, o Jeremias e eu, para passearmos de carro com ele e a D. Julieta. Ele por vezes atravessava a Rua e vinha conversar comigo, quando eu estava na janela. Dizia que comia carne de gato. Que era ótima! Eu não acreditava. E nosso vizinho do número 22, o Sr. Barboza tinha muitos gatos. Era um Carpinteiro, português, viúvo sem filhos que arranjou uma acompanhante a D. Luzia. Tinha construído uma casa nos Fundos de dois andares, que morava uma família que tinha origem no Espirito Santo. Casa do Sr. Barbosa Criavam o Felipe e tinham o neto Antônio Gil, que era meu amigo, embora mais novo. Depois veio morar o Dr. Edgard do Amaral Valentim, com a D. Olga, e o filho Ronaldo. Depois nasceu a Elizabeth. Ele era médico Cardiologista e Clinico Geral e era Diretor do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, da Rua

São Francisco Xavier, 417, onde foi o Colégio Vera Cruz. A D. Olga, ia muito lá em nossa casa tocar piano e cantar com a Nilda e a Neuza. Se for falar de todos os moradores que conhecia, teria que escrever um livro, porque quase todos que passavam lá por casa, falavam comigo. Os do final da Rua o Sr. Ricardo que era viúvo, e tinha um filho que estudava no Colégio Militar, e uma filha estudava no Instituto de Educação. Sempre mexia comigo. A D. Rosa casada com o Sr. Jorge, não os pais do Jujuba, mas os que eram donos de um armarinho que ficava ao lado da Tinturaria do Sarmento. Eles tinham 4 filhos, Edno, Edna, Edson e Elza que estudavam no Instituto Lafayette. Sempre paravam para um papo. E o René e o José (Zeca) que eram amigos do Nilson. Sempre mexiam comigo. O pai deles tinha uma oficina mecânica de automóveis, e eles ficaram com a Oficina e eram bons mecânicos. No carnaval saiam fantasiados e participavam do Bloco CARA DE BOI que saia do largo do Maracanã. Por falar em carnaval, o Sr. Sá que morava na vila ao lado da casa da Manon, pai do Júlio, saia sempre no carnaval de Carlitos. As peripécias que fazia com a bengala, o chapéu, e a maneira de andar, eram idênticas a de Charles Chaplin. Ia para a cidade depois de fazer uma apresentação aos moradores da Santa Luiza, até chegar no ponto de bonde. E o Sula? Quem não conheceu o Sula na Santa Luiza. Alberto Pereira – A última notícia que tive dele, pelo meu primeiro amigo o Aldino é que estava internado em Belo Horizonte. Era filho do Sr. Simão Pereira. Alfaiate que tinha uma loja em frente à Praça Niterói.

Almanaque2
Almanaque nº 1
Edição Maio de 2012 - Versão em PDF - Revista Anônimos
Edição nro. 50 - maio 2003 - União Nacional dos Analistas ...