Peregrinando dentro de um olhar - II

revistadp

Fotografias e pensamentos que ilustram as notas autobiográficas de Plinio Corrêa de Oliveira

Plinio Corrêa de Oliveira

Peregrinando

dentro de um olhar

II


Plinio Corrêa de Oliveira

Peregrinando

dentro de um olhar

Volume II

1933 - 1959

Editora Retornarei

São Paulo – 2016


Declaração: Conformando-nos com os decretos do Sumo Pontífice

Urbano VIII, de 13 de março de 1625 e de 5 de junho de 1631, declaramos

não querer antecipar o juízo da Santa Igreja no emprego de palavras ou

na apreciação dos fatos edificantes publicados nesta coleção. Em nossa

intenção, os títulos elogiosos não têm outro sentido senão o ordinário, e

em tudo nos submetemos, com filial amor, às decisões da Santa Igreja.

1 a edição

Janeiro de 2016

Organização:

Roberto Kasuo Takayanagi

Capa: Dr. Plinio Corrêa de Oliveira em 1950.

ISBN: 978-85-64202-04-7

© Editora Retornarei

Rua Antônio Pereira de Sousa, 194 - Sala 27

02404-060 — São Paulo — SP

E-mail: editora_retornarei@yahoo.com.br

4


5


Apresentação

N

o primeiro volume da coleção “Peregrinando dentro de

um olhar” pudemos contemplar a reluzente inocência

― retidão natural da alma humana, que a graça do

Batismo acentua ― refletida na fisionomia de Plinio Corrêa de

Oliveira, desde sua mais tenra infância até a idade adulta, já no

fragor da luta em prol da Santa Igreja Católica, enquanto deputado

da Liga Eleitoral Católica (LEC), o mais jovem e mais votado

para a Assembleia Nacional Constituinte de 1934. Sua figura de

der católico, então, se projetava inconteste por todo o País.

Encerrada a atuação no cenário legislativo, teve de realizar

a dolorosa renúncia a uma carreira política brilhante, por fidelidade

à doutrina católica, ao recusar a filiação a alguns dos

partidos que o procuraram com insistência para se candidatar

em suas listas a uma reeleição tida como certa. E Dr. Plinio

voltou as costas a esse futuro promissor e passou a dedicar-se

com toda a alma ao apostolado nas fileiras da Congregação

Mariana.

Nas fotografias desse período bem podemos admirar a

inocência acrisolada pela seriedade, pela visão de longo alcance,

pela força calma, compassada, positiva, capaz de remover

qualquer obstáculo, de vencer qualquer distância e chegar até

onde deve chegar. 1

Foi, em boa medida, à frente do “Legionário”, importante

semanário católico de São Paulo, que Dr. Plinio desenvolveu sua

1) Cf. Conferência, 14/3/1981.

7


atuação nos meios católicos. Assim narra ele a situação: “Foi-

-me, então, confiada a direção do “Legionário”, órgão da Congregação

Mariana da Paróquia de Santa Cecília. No quadro redatorial

desse semanário formou-se gradualmente um grupo de

amigos [...]. O “Legionário” não se destinava ao grande público,

mas tão somente a esse imenso meio, um tanto fechado, que era

o movimento católico. [...] Realçava ainda essa influência a situação

pessoal de meus colaboradores e a minha, no movimento

católico, pois fazíamos parte da direção das entidades mais

marcantes da juventude católica de São Paulo, isto é, da cidade

mariana por excelência. [...] Tudo prometia, pois, um porvir de

trabalhos fecundos e pacíficos”. 2

Na direção do “Legionário”, que se tornou mais tarde órgão

oficioso da Arquidiocese de São Paulo, permaneceu Dr. Plinio de

1933 a 1947. Em suas páginas publicou inúmeros artigos analisando

a situação internacional, tanto do ponto de vista religioso,

como político e social. Suas previsões sobre o curso dos acontecimentos

tornaram-se famosas não só pelo acerto, como pela

improbabilidade de sua realização. Foi, por exemplo, o caso do

prognóstico relativo à assinatura do Pacto Ribbentrop-Molotov,

de 23 de agosto de 1939, entre a Alemanha nazista e a Rússia

comunista, do qual, na época, ninguém suspeitava.Tal aliança foi

prenunciada por Dr. Plinio com meses de antecedência. 3 Muitos

se perguntavam, então, surpresos, como conseguia ele fazer tão

acertadas previsões. Baseava-se, simplesmente, na análise sapiencial,

lógica e arquitetônica, feita à luz da fé, do desenrolar

dos fatos noticiados pela imprensa. Era essa luz sobrenatural que

2) Ao serviço de Deus e da Santa Igreja. In: Revista Dr. Plinio, Ano XI, n. 129, dezembro

de 2008, p. 18-19.

3) Entre o passado e o futuro. In: “Legionário”, Ano XII, n. 329, de 1/1/1939, p. 2: “Efetivamente,

enquanto todos os campos se definem, um movimento cada vez mais nítido

se processa. É a fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, 1939

assistirá à consumação dessa fusão”. Pelas páginas do “Legionário”, Dr. Plinio denunciou

destemidamente tanto os erros do comunismo como os do nazismo e do fascismo,

assim como seu caráter totalitário e anticristão.

8


lhe permitia discernir no caos dos acontecimentos um rumo claro

que mais ninguém via. Bem se pode medir o prestígio que isso

lhe acarretava.

Nesse período, Dr. Plinio assumiu também a cátedra de

História da Civilização na Faculdade de São Bento e na Faculdade

Sedes Sapientiæ, instituições que passaram a compor

a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e no Colégio

Universitário da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco

(da Universidade de São Paulo). Exerceria ele a função

docente até o início da década de 1960.

Dedicou-se também a seu conceituado escritório de advocacia,

que contava entre os clientes a Cúria Arquidiocesana de

São Paulo, a Ordem do Carmo e o Mosteiro de São Bento.

Em 12 de maio de 1940 foi empossado como Presidente

da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo. No desempenho

deste cargo, em 7 de setembro de 1942, no encerramento

do IV Congresso Eucarístico Nacional, Dr. Plinio discursou

no Vale do Anhangabaú para cerca de 500 mil fiéis ― ato

transmitido por rádio para todo o País ― arrancando entusiásticos

aplausos da multidão. Foi uma verdadeira apoteose para um

der católico de 33 anos.

Diante de tais êxitos, a atitude invariável de Dr. Plinio era

de um exemplar desapego e humildade, compenetrado de que

sem a graça o homem é incapaz de obrar o bem. Comentando o

fato anos depois, observava: “O Brasil inteiro me ouviu, o Brasil

inteiro me aplaudiu e dois dias depois o Brasil inteiro me

esqueceu!”. 4 Situação que aceitou com serena resignação, certo

de que, como afirmava ele, “quando Nosso Senhor e Nossa Senhora

querem nos condecorar, põem-nos uma cruz às costas! Os

grandes sofrimentos são os grandes lances da vida”. 5

4) Conferência, 11/9/1982.

5) Conferência, 26/8/1983.

9


Com efeito, ainda na década de 1940, a conjuntura dos

meios católicos começaria a mudar profundamente, e os novos

ventos que sopravam da Europa acabariam por afastar Dr. Plinio

da posição de liderança que ocupava até então: “A noite densa

de um ostracismo pesado, completo, intérmino, baixou sobre

aqueles meus amigos que continuaram fiéis. O esquecimento e

o olvido nos envolveram, quando ainda estávamos na flor da

idade: era este o sacrifício previsto e consentido. [...] Imagine-se

um pugilo dederes já sem liderados, um grupo que já cumpriu

sua missão, sobreviveu a ela e fica sobrando. Esta era a nossa

situação, quando o mais velho de nós tinha [menos de] 40 anos

e o mais jovem 25! Resolvemos continuar unidos [...]. Estudos

doutrinários em comum. Convívio fraterno e cordial. Assim, a

Providência colocava as condições ideais para nos unir. Veio daí

tal enrijecimento de nossa coesão no pensar, no sentir e no agir,

como mais seria difícil imaginar. Escondida na terra, a semente

germinava”. 6 De líderes do movimento católico, esse pugilo

de amigos relegados ao esquecimento ficou conhecido como o

“Grupo do Plinio”.

No isolamento, estava Dr. Plinio dando origem a uma família

espiritual que se tornaria com o tempo vasta e influente.

Como seu fundador, encontrava-se “na situação de ter que

ir contra a corrente e ser sinal de contradição [...] feito palavra

viva, que se converte em denúncia com sua própria vida e ação,

atraindo o ódio e a perseguição dos que se sentem ameaçados

no seu cômodo viver”. 7 Aos superiores desígnios da Providência,

se submetia Dr. Plinio com toda docilidade, pois, dizia ele:

“há períodos da vida em que a ascese nos faz vestir o hábito

negro da seriedade; mas depois se percebe que ele é dourado”. 8

6) Ao serviço de Deus e da Santa Igreja. In: Revista Dr. Plinio, Ano XI, n. 129, dezembro

de 2008, p. 18-19.

7) CIARDI, Fabio. Los fundadores, hombres del Espíritu, p. 274-275.

8) Conferência, 13/8/1983.

10


Em 1951, a criação do jornal “Catolicismo”, órgão da Diocese

de Campos (RJ), de cujo corpo redatorial fazia parte o chamado

“Grupo do Plinio”, possibilitou a retomada do apostolado,

com a constituição de uma rede de simpatizantes em todo

o País. Renovaram-se as esperanças. E de 1953 até 1959, várias

Semanas de Estudos de Propagandistas de Catolicismo foram

realizadas, reunindo centenas de participantes. O “Grupo do

Plinio” passou então a ser conhecido como o “Grupo de Catolicismo”,

com ponderável influência nos meios católicos. Com

efeito, os fatos comprovavam como “a semente germinava”...

Nas páginas de “Catolicismo”, em seu número 100, foi

publicada em abril de 1959 “Revolução e Contra-Revolução”,

obra-mestra de Dr. Plinio, na qual ele analisa o processo multissecular

que vem destruindo, desde a Idade Média, a Civilização

Cristã, por meio de quatro grandes Revoluções: a 1ª conformada

pelo Humanismo, Renascença e Protestantismo; a 2ª, pela Revolução

Francesa; a 3ª, pelo Comunismo; a 4ª, pela Revolução da

Sorbonne, em Maio de 1968. 9 A grande originalidade da obra

está na explicitação do papel das tendências, e dos ambientes e

costumes, para a formação das ideias, as quais, por sua vez, gerarão

os fatos. Também apontava a unicidade e a universalidade

do processo revolucionário. Neste estudo definiu Dr. Plinio o

mal que assola a civilização, discernido por ele desde menino

em sua inocência, sem contudo conseguir na época dar-lhe um

nome ― Revolução ―, e apontar-lhe as causas mais profundas

uma explosão de orgulho e sensualidade. Em seu parecer sobre

o livro, o conhecido teólogo Pe. Anastasio Gutiérrez, CMF,

declara: “É uma Obra profética no melhor sentido da palavra;

mais ainda, que seu conteúdo deveria ensinar-se nos centros superiores

da Igreja”. 10

9) A explicitação da 4ª Revolução foi incluída pelo Autor na reedição da obra em 1977.

10) CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Revolução e Contra-Revolução, 2008, 6 ed. São

Paulo: Editora Retornarei Ltda., p. 7.

11


Analisando as fisionomias deste varão íntegro apresentadas

na presente coleção, vemos como desde a infância as questões

fundamentais da existência humana ― como a distinção

entre bem e mal, verdade e erro, beleza e feiura ― estavam claras

em sua mente, ganhando apenas em nitidez e profundidade

com o correr dos anos.

Este segundo volume da coleção “Peregrinando dentro de

um olhar” abarca as melhores fotografias disponíveis de Dr. Plinio

Corrêa de Oliveira desde 1933 até o período de expansão do

apostolado de “Catolicismo”, na década de 1950. Nessa sequência

de imagens, ora vinda a lume, fica evidente a fidelidade deste

varão católico à sua inocência batismal, acendrada, com os anos,

da pugnacidade, da vigilância, da perspicácia e da disposição ao

holocausto de um verdadeiro filho e escravo de Maria Santíssima

e da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Fica outrossim

patente como o itinerário desta grande alma foi retilíneo e ascensional,

sem a menor defecção, mesmo diante das provações mais

atrozes.

Como ponto de origem e de inspiração de uma vasta família

espiritual, bem podemos aplicar a Dr. Plinio o princípio segundo

o qual “Os fundadores podem ser analisados e examinados,

em profundidade, sob múltiplos ângulos; porém, só há um

modo de compreender a fundo sua vida e seu carisma: amando-

-os”. 11 Pois, “o fundador representa [...] uma imagem divina, um

modelo que, na sua vida e ensinamento, reproduz Cristo de uma

maneira adaptada aos seus filhos”. 12

Como geralmente se afirma, os vitrais são os olhos das

catedrais e os olhos são os vitrais da alma humana; assim, as

expressões fisionômicas de alguém representam testemunhas

eloquentes da história dessa alma. Se a presente publicação pu-

11) ROMANO, Pe. Antonio. Los fundadores, profetas de la Historia, p. 202.

12) GILMONT, J. F., Paternité et médiation du Fondateur d’Ordre, in Revue d’Ascétique

et de Mystique, p. 416-417.

12


der contribuir para um maior conhecimento, compreensão e valorização

da pessoa de Plinio Corrêa de Oliveira terá atingido

seus objetivos.

13


Plinio Corrêa de Oliveira

De 1933 a 1959


Em 13/8/1933, na

Assembleia de

Mestres de Noviços

das Congregações

Marianas.

E

ncontrei ao longo

do meu caminho

uma série de

estandartes jogados

no chão, derrotados,

calcados, pisados, que

simbolizariam as várias

causas que tiveram

defensores no passado

e já ninguém mais

defendia. Quando

abri os olhos para o

problema da Revolução

e Contra-Revolução,

olhei em torno de mim

e vi que não tinha

ninguém... 1

16


17


Dr. Plinio no início da

década de 1930, como

Congregado Mariano.

D

eve-se crer em

Nossa Senhora nas

circunstâncias mais

surpreendentes,

porque o

surpreendente é

o natural da era

em que nós vamos

entrar. E nessa era

do surpreendente, na

outra ponta começam

as águas benditas dos

mares do Reino de

Maria! As vocações

especiais, como a

nossa, são vocações

que têm de passar por

dificuldades em que se

exija confiança! 2

18


19


Como congregado

mariano na década

de 1930.

“B

em-aventurados

os puros porque

verão a Deus”. Eles

não O verão apenas

no Céu: o puro tem

olhar puro para ver

a conformidade com

Deus das coisas boas

que estão na terra,

para ver a Deus

em tudo e para ser

corajoso e lutar até

a última gota de seu

sangue em defesa

daquilo que é segundo

Deus. 3

20


21


Com companheiros

da Congregação

Mariana de São Paulo,

nos anos 30.

A

única coisa que

não cansa é Nossa

Senhora, é Nossa

Senhora, é Nossa

Senhora! É o único

cansaço que eu nunca

tive, é a única meta,

o único ponto de meu

olhar onde nunca

tive decepção e onde

sempre encontrei

coisa nova e a razão

para renovar o meu

entusiasmo! 4

22


23


Em frente ao Grande

Hotel de Guarujá (SP),

no início da década

de 1930.

O

amor tem como

corolário necessário

o ódio ao mal. O

Congregado Mariano é

um inimigo irredutível

do mal. Onde muitos

se calam, onde tantos

se acovardam, onde

quase todos silenciam,

a voz do Congregado

Mariano se ergue

altiva e denodada para

estigmatizar o mal,

para desmascarar

seus partidários,

para contrariar os

ardis dos inimigos

da civilização. 5

24


25


Em 13 de setembro

de 1934, diante do

Mosteiro de São Bento

do Rio de Janeiro.

A Igreja Católica

para mim, mais do

que meu pai, mais do

que minha mãe, mais

do que minha vida,

mais do que tudo que

eu possa ter, a Igreja

Católica eu a amo com

um amor tal que tem

laivos de adoração,

porque Ela é o Corpo

Místico de Nosso

Senhor Jesus Cristo! 6

26


27


No Rio de Janeiro,

durante mandato de

deputado federal,

em 1934.

S

e algum apóstolo

quiser saber como vai

ser julgada a sua vida

no Tribunal Eterno,

não indague tanto

sobre os caminhos

que palmilhou, ou as

gotas de suor que de

sua fronte gotejaram.

Indague, sim, das

horas passadas de

Rosário em punho aos

pés do Tabernáculo. 7

28


29


No alto: Páscoa dos

Intelectuais, em março

de 1936.

Ao lado: em dezembro

de 1936, Dr. Plinio

como paraninfo dos

formandos do Curso

Profissional do Liceu

Coração de Jesus.

A

udacioso até

o incrível, quando

for a hora da

audácia; prudente

até o inimaginável,

quando for

a hora da prudência;

bom até o inexcogitável,

quando for a hora

do perdão; severo até

o espantoso, quando

for a hora do castigo;

confiante a ponto de

desarmar os outros de

tão confiante, quando

se trata de confiar

n’Aquela que merece

uma confiança inteira.

Este seria o general da

guerra dos profetas! 8

30


31


Em 1938, na

inauguração das

rotativas da Editora Ave

Maria, em São Paulo.

C

onfiar sobretudo

quando for absurdo

confiar. É nessas

condições que devemos

travar a nossa grande

batalha, a da confiança

em Maria Santíssima

e no Sagrado Coração

de Jesus. Confiem,

confiem contra toda

esperança, contra toda

expectativa, confiem

que a vitória será

nossa! 9

32


33


Em 3 de maio de 1938,

por ocasião da bênção

das novas máquinas

do “Legionário”, por

D. Duarte Leopoldo e

Silva.

A

melhor arma

do cavaleiro não

é a couraça, não

é o escudo, não é

a espada, não é a

lança. É o olhar, é

seu semblante, é a

força de alma com a

qual julga e investe!

Verdadeiramente,

a sua arma é ele

mesmo! 10

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Dr. Plinio por volta de

1938.

A

partir de

determinado momento,

tudo o que eu

procurava fazer dava

em zero. Dava no

contrário, para tornar

impossível o que eu

queria, fazendo-me

voltar ao ponto de

partida. Então, tudo

foi ilusão?

Os senhores podem

compreender

o tormento de

tudo isso. 11

36


37


Dr. Plinio na redação

do “Legionário”, em 31

de julho de 1938, por

ocasião da visita do

Almirante Yamamoto.

N

a situação em

que vivemos, mais

do que em qualquer

outra, o homem que

ama a Deus deve

compreender que não

nasceu para si mesmo.

Não tem o direito,

portanto, de viver

com a preocupação de

fazer a sua vontade

e de levar a vida que

acha gostosa. Se tiver

essa preocupação será

indigno de ter nascido

no século em que

nasceu. 12

38


39


Na posse de D. José

Gaspar de Affonseca e

Silva como Arcebispo

de São Paulo, em

17/9/1939.

Ó

Santuário bendito

onde eu vi a luz! Eu

creio em ti ainda que

esteja no mais escuro

da noite! Mais ainda,

se eu perdesse meus

olhos, ainda diria que

creio em ti! Porque

em determinado

momento a minha

alma viu a verdade e

com essa verdade eu

fiz um pacto eterno!

Não abandonarei esta

verdade, desde que

Nossa Senhora me

ajude, continuarei,

continuarei,

continuarei! 13

40


41


Na posse como

Presidente da Junta

Arquidiocesana da

Ação Católica de São

Paulo, em maio de

1940.

O

interior da alma

do varão católico

deve ser sereno, cheio

de significado e, ao

mesmo tempo, elevado

como o interior de uma

igreja. A vitalidade

dele é inesgotável,

porque sobrenatural,

e resulta de uma paz

profunda, de uma

vontade indomável

de herói e, ao mesmo

tempo, de um voltar-se

completamente para as

coisas do Céu! 14

42


43


Em visita a D. José

Gaspar de Affonseca e

Silva, em 1940.

É

uma glória dizer

“não” à Revolução

gnóstica e igualitária!

“Não” a quatro sécu los

de pecado! Nós fazemos

parte desta Cruzada do

século XX! E a glória de

um cruzado, andando

pelas areias quentes da

África do Norte ou da

Ásia à procura do Santo

Sepulcro, não é uma

glória maior do que a

nossa, andando pelos

arenais imundos do

século XX à procura do

Reino de Maria! 15

44


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Semana Eucarística

de Jaboticabal, em

setembro de 1941.

O

s estandartes

abandonados e que

caíram no chão, as

muralhas onde

brecha, as verdades em

que ninguém cogita e

pelas quais é pequeno

o zelo, aquilo tudo que

foi sendo abandonado,

que foi sendo entregue

ao adversário,

eis a parte que a

Providência quis dar à

Con tra‐Revolução. 16

46


47


Em fevereiro de 1942,

em Jacarezinho (PR).

P

ara mim, a nota

preponderante era

esta: eu sabia que

tinha de fazer a

Contra-Revolução.

Toda forma de ambição

pessoal, de mando

e de situação não

tinham expressão. Se

eu fizesse a Contra-

Revolução, a minha

vida estaria vivida. Se

não a fizesse, estaria

rateada. 17

48


49


IV Congresso

Eucarístico Nacional,

Saudação

às autoridades civis

e militares,

7 de setembro de 1942,

Vale do Anhangabaú,

São Paulo.

D

eus destinou para

teatro de grandes

feitos este País cujas

montanhas trágicas e

misteriosas penedias

parecem convidar o

homem às supremas

afoitezas do heroísmo

cristão, cujas verdejantes

planícies parecem querer

inspirar o surto de

novas escolas artísticas

e literárias, de novas

formas e tipos de beleza,

e na orla de cujo litoral

os mares parecem cantar

a glória futura de um dos

maiores povos da terra.

Tempo houve em que a

História do mundo se

pode intitular “Gesta Dei

per francos”; dia virá em

que se escreverá: “Gesta

Dei per brasilienses”. 18

50


51


Dr. Plinio discursando

como Presidente da

Ação Católica de São

Paulo

C

ontra os inimigos

da Pátria que estremecemos,

e de Cristo

que adoramos, os

católicos brasileiros

saberão mostrar

sempre uma

invencivel resistência.

Lou cos e temerosos!

Mais fácil vos seria

arrancar de nossos

céus o Cruzeiro do

Sul, do que arrancar

a soberania e a Fé

a um povo fiel a

Cristo, e que colocará

sempre seu mais forte

anseio, fará constituir

sempre mais

alto título de ufania

em uma adesão

filialmente obediente

e entu siasticamente

vitoriosa à Catedra de

São Pedro. 19

52


53


Dr. Plinio no período

em que presidia a

Junta Arquidiocesana

da Ação Católica de

São Paulo.

A

atitude de minha

alma é procurar com os

olhos a Igre ja Católica,

estar imbuído do espírito

d’Ela, tê‐la dentro de

minha alma, ter‐me inteiro

dentro d’Ela e se Ela for

abandona da por todos

os homens, na medida

em que isso seja possível,

sem que Ela deixe de

existir, tê‐la inteira dentro

de mim, mas viver só

para Ela de tal maneira

que eu possa dizer ao

morrer: realmente, eu

fui um Varão Católico,

todo Apostóli co, Romano,

Romano e Romano. 20

54


55


Conferência em

Pindamonhangaba

(SP), em maio de 1943.

A

h! Esse dom de

meter o medo sacrossanto,

de fazer tremer

os répro bos, de dizer

as verdades com tanta

ma jestade, com tanta

pureza, com tanto

acerto, com tanta

força, que faz com que

os mais insolentes se

sintam confundidos

e se derretam no

chão! Ah! Que dom

magnífico, magnífico!

A minha alma voa

inteira na apologia

desse dom! 21

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Em Aparecida do Norte

(SP), em maio de 1943.

E

u não sou tolerado

porque represento a

intolerância! Eu sou

o que combate, o que

não cede, o que resiste,

avança e denuncia! E

eu sou atacado até por

minha simples presença.

Mas eu quero que isso

seja assim e quero

viver só para isso!

Enquanto o mal existir,

mesmo que meus

golpes pareçam cair

no vazio, atacarei com

todas as mi nhas forças,

ininterruptamente, e no

ponto mais nocivo! 22

58


59


Na década de 1940.

N

ão tardou para

que Nossa Senhora

me desse a graça de

perceber que a Fé era

o maior valor da terra,

e que ela valia mais

do que a luz de meus

olhos, mais do que os

meus dias, mais do

que tudo! Que viver

era viver de Fé, o resto

não era viver. 23

60


61


Na década de 1940,

com o chamado

“Grupo do Plinio”.

E

u não conheço

elogio mais belo que

se possa fazer a

alguém no Reino

de Maria:

“Ele passou a

vida inteira

construindo dentro

de sua alma a

Contra‐Revolução”. 24

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Dr. Plinio em 1947.

D

evemos admirar

os dias dos castigos

anunciados em Fátima

como sendo os dias

da cólera vingativa, da

cólera que estabelece

a ordem, da cólera

majestosa, da cólera

grandiosa como um

trovão, da cólera que

ribomba, da cólera que

arrebenta, que destrói,

que arrasa... e que

purifica, que coloca

tudo em ordem. A

cólera retificadora! 25

64


65


No centro de São

Paulo, na década de

1940.

E

u não imaginava

que o meu caminho

fosse o que percorri...

caminho tremendo,

inimaginável, quantas

voltas, quantas

humilhações! Como eu

me vejo? Uma pessoa

coberta de opróbrios,

mas com uma glória!

Porque não há no

mundo um homem que

tenha enfrentado a

História como eu! 26

66


67


Como professor

catedrático de História

da Civilização nas

Faculdades São Bento

e Sedes Sapientiae,

ambas da Pontifícia

Universidade Católica

de São Paulo.

O

s pensamentos aos

quais dediquei minha

vida darão rumo

aos séculos futuros!

Os céticos poderão

sorrir, mas o sorriso

dos céticos jamais

conseguiu deter a

marcha vitoriosa dos

que têm Fé! 27

68


69


Diante da Igreja de

Nossa Senhora do

Carmo, de São Paulo,

em 23 de maio de

1948.

C

ompreendi que

nosso caminho é o

zigue-zague: ora é o

fundo do mar, ora as

estrelas. Há períodos

de estagnação em que

parece não se estar

fazendo nada. Vai-se

ver e andou-se muito,

sem se perceber. Nossa

Senhora queria que

acreditássemos n’Ela

enquanto avançávamos

sem perceber. A

estrada para o Reino

de Maria é a estrada

da confiança! 28

70


71


Dr. Plinio em julho de

1948.

É

nas batalhas que

se modelam as almas

dos heróis. E é nas

batalhas pela Igreja

Católica, pela causa da

Civilização Cristã que

se modelam as almas

dos santos. Os santos

são os verdadeiros

heróis. E Nossa

Senhora quer heróis

santos. 29

72


73


Em julho de 1948.

A

o ler os Exercícios

Espirituais de Santo

Inácio de Loyola, eu

chegava a me contorcer

de entusiasmo.

E formei três

propósitos:

primeiro, servir à

Igreja Católica a

minha vida inteira;

segundo, ter uma

pureza adamantina,

absoluta; terceiro,

ser homem

de uma força de

vontade indomável. 30

74


75


Em 31 de agosto de

1948, inauguração da

sede da Rua Vieira de

Carvalho, do chamado

Grupo do Plinio.

N

ão será que a

Providência quer

que se chegue a

determinada situação

em que nada mais

tem solução, e Ela

espera que um

levante os olhos ao

Céu e diga: “Não há

mais solução, mas eu

continuo a confiar!”

Não será que a

Providência espera

a confiança máxima

desse Jó para fazer

descer todos os Anjos

do Céu? 31

76


77


Na década de 1940.

H

á uma coisa que

move as almas: o

exemplo, a influência

sobre as tendências,

a qual decorre de um

estilo de vida, de um

modo de ser, de uma

forma de lutar, de

uma sabedoria suma

aplicada à prática –

e inclusive à luta –,

sabedoria cujo efeito é

enlevar as almas

e arrastá-las. 32

78


79


Foto de documento,

de 1950.

É

durante a noite

do pecado que é belo

ser arauto do Reino

de Maria! Ide pois, ó

arautos, e proclamai

por toda a terra Nossa

Senhora Rainha do

Universo, e dizei:

“Está longe o tempo

em que apenas o vício

tinha coragem de

existir. Fugi, ó trevas,

o Sol do Reino de

Maria começa a se

levantar!” 33

80


81


No alto: Em Portugal,

no castelo de

Guimarães, em 1950.

Ao lado: No aeroporto

de Barajas, Madri, em

abril do mesmo ano.

Q

ual foi na

vida, de todas

as virtudes,

aquela que mais me

entusiasmou, que eu

procurei mais seguir,

com maior ardor, com

mais entusiasmo?

Eu conscientizei

o problema numa

virtude pela qual tinha

muito ardor, muito

entusiasmo, mas ao

mesmo tempo o horror

ao oposto: era a

pureza! 34

82


83


Dr. Plinio nos idos de

1950.

Q

uanto mais raros

são os defensores,

mais glorio sa é a

defesa! Ser um bom

soldado num exército

muito numeroso, é o

destino da multidão. Ser

um bom soldado quando

o exército é constituído

por poucos, é o destino

dos heróis. Então, meus

filhos, vós tereis que

prestar contas deste

ponto: “Eu fui chamado!

O que é que eu fiz do

chamado que eu recebi?”

Ó vós que ten des o tau,

que contas dais a Deus

por ele? 35

84


85


Dr. Plinio em 1952.

O

Sagrado Coração

de Jesus é a tinturamãe

mais sacral, mais

forte, mais perfeita,

mais insondável da

Contra-Revolução!

O Sagrado Coração de

Jesus e o Imaculado

Coração de Maria

são as moedas de

valor infinito com as

quais nós, mendigos,

compramos o Reino

dos Céus! 36

86


87


Viagem à Europa,

na qual Dr. Plinio é

recebido pelo

Papa Pio XII em

9/7/1952.

A

admiração é

a porta de toda

grandeza. É impossível

eu admirar algo sem

que a grandeza daquilo

que admirei de algum

modo não entre em

mim. A admiração

é olhar para algo

com entusiasmo,

compreendendo a

grandeza desse algo

e, por causa disso,

amando-o. As almas

capazes de admirar

são capazes de se

dedicar. 37

88


89


Dr. Plinio em meados

de década de 1950.

Q

uem visse Nossa

Senhora teria, num

golpe de vista, a noção

de toda a sabedoria

e de toda a santidade

da Igreja, do

esplendor de todos

os seus santos, do

talento de todos os

seus doutores,

da beleza de toda

a sua liturgia em

todas as épocas e do

heroísmo de todos

os cruzados e de

todos os mártires! 38

90


91


Na década

de 1950.

C

omo seria bonito se

houvesse material para

fazermos uma história,

não da humanidade,

mas dos olhares! Dos

olhares magníficos, dos

olhares esplendorosos,

dos olhares suaves,

dos olhares doces,

dos olhares tristes,

dos olhares de

esperança, dos olhares

de perplexidade!

Dos olhares de

indagação, dos olhares

de ordenação e de

planejamento, dos

olhares de imprecação e

de castigo! 39

92


93


Em Serra Negra (SP),

no Hotel Pavani, em

1954, com os seus

companheiros mais

próximos.

P

onha-se diante

de uma boa imagem

de Nosso Senhor e

pergunte-se o que

mais ansiaria por

conhecer no Céu.

Quanto a mim, seria

a Ele enquanto sendo

aquela perfeição que

a ordem do universo

no seu conjunto

reflete, especialmente a

grandeza insondável,

séria, plácida, serena e

ordenativa, acolhedora,

mas tão indizivelmente

superior que eu me

sentisse pequeno

diante dela. 40

94


95


Em 1954, no Hotel

Pavani, em Serra Negra

(SP).

S

e alguma coisa em

mim há de bom, isso

que há de bom não

é senão resultado do

fato de que Nossa

Senhora me deu

essa graça — que eu

não tenho palavras

para agradecer e

que eu espero poder

passar junto a Ela

a eternidade inteira

agradecendo — que é

de ter sido batizado,

ser filho da Santa

Igreja Católi ca,

Apostólica, Romana. 41

96


97


III Semana de Estudos

de Catolicismo, em

1955.

A

conteça comigo o

que acontecer, eu serei

contra esse mundo!

Esse mundo e eu somos

irreconciliavelmente

inimigos! Eu serei

a favor da pureza, a

favor da Igreja e a

favor da sociedade

orgânica, serei a favor

da hierarquia, serei a

favor da compostura,

ainda que eu tenha que

ser o último dos homens,

pisado, esmaga do,

triturado. Esses valores

confundem-se comigo,

confundem-se com a

minha vida. 42

98


99


Na III Semana

de Estudos de

Catolicismo, em São

Paulo, em 26/1/1955.

N

unca Nossa

Senhora está mais

perto de nós do que

quando Ela parece

nos ter esquecido. O

Padre Eterno estava

mais perto de Nosso

Senhor Jesus Cristo

no momento em que

Ele gemeu “Meu Pai,

meu Pai, por que Me

abandonastes?”. 43

100


101


IV Semana de Estudos

de Catolicismo, em

1956.

E

u punha-me este

problema: quem sabe

se Deus não quer que

você seja uma vítima

expiatória? Ignorado

por todos, vai ser um

homem comum. Tem

possibilidades, tem

recursos, talvez tenha

talentos para ser um

homem incomum e

prestar grandes serviços

à causa católica, mas

condenado a ser um

qualquer... Não será

que você é mais útil

à Igreja e à Contra-

Revolução afundando

assim, do que fazendo a

galopada heroica

da cruzada que você

quer fazer? 44

102


103


Na IV Semana

de Estudos de

Catolicismo, em São

Paulo, em 25/1/1956.

A

lma de uma

imensidade inefável,

alma na qual todas

as formas de virtude

e de beleza existem

com uma perfeição

supereminente, da

qual nenhum de nós

pode ter ideia exata,

Nossa Senhora é bem

aquele mar, aquele céu

de virtudes diante do

qual o homem deve

ficar estarrecido e

enlevado, e que com

todas as suas forças

deve procurar amar e

imitar. 45

104


105


Na IV Semana

de Estudos de

Catolicismo, em 1956.

A

noite densa de um

ostracismo pesado,

completo, intérmino,

baixou sobre aqueles

meus amigos que

continuaram fiéis.

O esquecimento e

olvido nos envolveram,

quando ainda

estávamos na flor

da idade: era este o

sacrifício previsto e

consentido. [...] O

sacrifício de kamikaze

valeu o muito que

custou. 46

106


107


Como Prior do

Sodalício Virgo Flos

Carmeli, da Ordem

Terceira do Carmo,

de São Paulo,

na década de 1950.

O

meu entusiasmo,

o meu ardor ia para

um conjunto de

virtudes. Era um

píncaro de virtudes!

Se quiserem era

uma constelação de

virtudes! Que eram

atos de intelecção,

eram atos de vontade,

mas ao mesmo tempo

um estado de espírito,

um feitio de alma

e um modo de ser

designados por esta

palavra que, graças

a Nossa Senhora, eu

nunca fui capaz de

pronunciar sem me

entusias mar:

Católico! 47

108


109


Em 25/10/1958,

conferência

na Federação das

Congregações

Marianas de Santos,

SP.

S

e é verdade que

fizemos o papel de

uma caravela que foi

afundada, e que depois

os anjos elevaram até

a tona, saindo do mar

maior do que antes,

é verdade também

que a Providência foi

permitindo provações

enormes. E daí para

diante há uma série

de batalhas, vitórias

e provações em que

a caravela ora quase

afunda, ora emerge de

novo, ora quase afunda

de novo... mas sempre

para frente, para

frente, para frente! 48

110


111


Em viagem à Europa,

em 1959, no voo

inaugural do Caravelle

da Air France.

H

á uma promessa

feita mais aos nossos

olhos que aos

nosso ouvidos, há uma

esperança profética no

interior da alma de

cada um de nós que

nos dá a certeza de

que por detrás

da demora estão

soprando os ventos do

Reino de Maria. 49

112


113


Índice

Na Assembleia de Mestres de Noviços....................................17

Dr. Plinio no início da década de 1930...................................19

Como congregado mariano na década de 1930........................21

Com companheiros da Congregação Mariana..........................23

Em frente ao Grande Hotel de Guarujá (SP)..........................25

Diante do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro................26

No Rio de Janeiro, durante mandato de deputado federal.........29

Páscoa dos Intelectuais, em março de 1936............................30

Dr. Plinio como paraninfo.....................................................31

Na inauguração das rotativas da Editora Ave Maria.................33

Bênção das novas máquinas do “Legionário”...........................34

Dr. Plinio por volta de 1938..................................................37

Por ocasião da visita do Almirante Yamamoto.........................39

Na posse de D. José Gaspar de Affonseca e Silva.....................41

Na posse como Presidente da Ação Católica............................43

Em visita a D. José Gaspar de Affonseca e Silva......................45

Semana Eucarística de Jaboticabal.........................................47

Em fevereiro de 1942, em Jacarezinho (PR)...........................49

IV Congresso Eucarístico Nacional........................................51

Dr. Plinio discursando..........................................................53

115


Dr. Plinio no período da Ação Católica...................................55

Conferência em Pindamonhangaba (SP)................................57

Em Aparecida do Norte (SP)................................................59

Na década de 1940...............................................................61

Na década de 1940, com o chamado “Grupo do Plinio”..........63

Dr. Plinio em 1947..............................................................65

No centro de São Paulo, na década de 1940...........................67

Como professor catedrático de História da Civilização.............69

Diante da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.........................71

Dr. Plinio em julho de 1948..................................................73

Em julho de 1948................................................................75

Inauguração da sede da Rua Vieira de Carvalho.......................77

Na década de 1940...............................................................79

Foto de documento, de 1950.................................................81

Em Portugal, no castelo de Guimarães...................................82

No aeroporto de Barajas, Madri.............................................83

Dr. Plinio nos idos de 1950..................................................85

Dr. Plinio em 1952..............................................................87

Viagem à Europa em 1952....................................................89

Dr. Plinio em meados de década de 1950...............................91

Na década de 1950...............................................................83

Em Serra Negra (SP), no Hotel Pavani..................................95

Em 1954, no Hotel Pavani, em Serra Negra (SP)..................97

III Semana de Estudos de Catolicismo...................................99

Na III Semana de Estudos de Catolicismo.............................101

116


IV Semana de Estudos de Catolicismo...................................103

Na IV Semana de Estudos de Catolicismo.............................105

Na IV Semana de Estudos de Catolicismo.............................107

Como Prior da Ordem Terceira do Carmo...............................109

Conferência na Federação das Congregações Marianas.............111

Em viagem à Europa, em 1959.............................................113

117


Notas

1. Conversa, 16/12/1985

2. Conferência, 1/12/1993

3. Conferência, 3/2/1973

4. Conferência, 2/6/1987

5. Discurso como paraninfo no Colégio Arquidiocesano, em 22/11/36

6. Conferência em Belo Horizonte, 29/10/1961

7. Legionário, 9/7/1934

8. Palavrinha, 8/9/1982

9. Conferência, 13/5/1994

10. Conversa, 16/2/1990

11. Conferência, 13/5/1989

12. Conferência, 13/5/1988

13. Conversa, 22/2/1990

14. Conversa, 3/1/1989

15. Conversa, 27/5/1986

16. Conferência, 2/11/1992

17. Conferência, 18/2/1989

18. Discurso no IV Congresso Eucarístico Nacional - 7/9/42

19. Discurso no IV Congresso Eucarístico Nacional - 7/9/42

20. Conferência, 7/6/1978

21. Santo do Dia, 10/5/71

22. Conferência, 5/8/1988

23. Conferência, 14/2/1981

118


24. Conversa – 1/4/88

25. Conferência, 23/9/1970

26. Conferência, 8/11/1975

27. Autorretrato Filosófico de Plinio Corrêa de Oliveira

28. Conferência, 17/6/1989

29. Conversa, 24/5/1995

30. Conversa, 21/2/1990

31. Conversa, 23/9/1991

32. Folha de São Paulo, 28/4/1969

33. Conferência, 21/3/1987

34. Conferência, 14/3/1981

35. Conversa, 11/8/91

36. Conversa, 28/11/1985

37. Conferência, 2/3/1973

38. Conferência, 21/8/1969

39. Conferência, 10/9/1983

40. Conferência, 19/12/1980

41. Conferência, 15/1/1970

42. Conferência, 2/11/1992

43. Conversa, 1/5/1988

44. Conferência, 13/5/1989

45. Conferência, 15/5/1959

46. Folha de S. Paulo, 15/2/1969

47. Conferência, 14/3/1981

48. Conferência, 17/6/1989)

49. Conferência, 19/8/1995)

119


Quando a estatura moral de uma pessoa sobrepuja

de muito a sua época, em geral, seus coetâneos

terão dificuldade em dar-lhe o devido valor.

E só com o recuo do tempo toda a sua envergadura

aparecerá aos olhos de todos.

Tratando-se de alguém com vocação profética como Plinio

Corrêa de Oliveira (1908-1995), o passar das décadas

vai revelando o acerto de suas previsões, muitas delas incompreendidas

quando foram formuladas. Esta prerrogativa

faz com que parcelas crescentes da opinião pública confirmem,

em nossos dias: “É verdade, já Dr. Plinio dizia...”.

Como consequência, a figura deste destemido varão católico,

apostólico, todo romano vai despertando a atenção

das novas gerações, livres de preconceitos e considerações

unilaterais.

Se a atuação pública de Dr. Plinio é bem conhecida, a

ponto de seu nome ser um autêntico divisor de águas, mesmo

em nossos dias, isto não ocorre com sua pessoa, sua espiritualidade

e sua vida.

Para tal, veio a lume “Peregrinando dentro de um olhar”,

ilustração de duas outras coleções que recomendamos vivamente:

“Opera Omnia”, a qual apresenta o pensamento

doutrinário e os artigos de imprensa de Dr. Plinio, e “Notas

Autobiográficas”, relato de sua vida feito por ele em diversas

ocasiões a pedido de seus seguidores.

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