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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! Que esta ação espantosa tem parentesco direto com invisibilidade cultural, política, social e pública da população proletária, pobre, imigrante e negra, é inegável: no final das contas, este gesto dos governantes mostra que ela não tem lugar fora da naturalização em que se jogam as atividades de trabalho, não tem presença para reivindicar um lugar de existência legítima na Cidade e sequer é identificada com alguma função nas relações sociais urbanas. (PAOLI E DUARTE, 2004. P.65) São Paulo se mostrava cada vez mais uma cidade com múltiplas facetas, qualidades e defeitos que faziam dela algo único e incomparável. Os processos modernizadores pelos quais havia passado deram origem a uma variedade cultural difícil de contabilizar e até compreender. No cotidiano da cidade vinham a tona diversas manifestações culturais que fertilizava ainda mais o fervoroso território metropolitano, tendo e dando origem a inúmeras contradições, contrapontos e abismos econômicos, políticos e sociais A pluralidade cultural paulistana também teve seus contrapontos, visto que nem sempre toda a diversidade era absorvida de maneira a não deixar cicatrizes. Segundo Paoli e Duarte (PAOLI e DUARTE, 2004. P.99), São Paulo pode ter errado ao desconhecer sua própria medida, tornando-se uma caricatura de si mesma, deixando evidente um crescimento desordenado e desigual, gerando um “desperdício de sua pluralidade”. ◊ 106 ◊

São Paulo: a metrópole do “pogréssio” Os que chegavam à capital paulista possuíam processos de imigração muitos distintos, e isso claramente influenciou na maneira como se portariam e até para onde iriam dentro do território urbano. Os negros ex-escravos que acabavam de sair de processos de trabalho exploratórios eram muito mais excluídos e acabavam por ser marginalizados, se comparados aos imigrantes europeus que vinham de classes médias e que já possuíam outras relações de trabalho em seus países de origem. Nesse sentido, Rago (2004) afirma que “O sentimento de nãopertencimento à terra e de estranhamento ao meio afetou particularmente a experiência urbana em São Paulo [...]” (RAGO, 2004. P. 428). Saliba (2004) trata a respeito de artistas paulistanos que lidavam, geralmente com humor, sobre os problemas da cidade, e outras relações sociais e políticas que nem sempre ficam óbvias pelos meios de comunicação oficiais. Esses artistas também iam na contramão das ideias propagadas na cidade pelos movimentos artísticos eruditos, como a própria Semana de artes Moderna de 1922. Ele afirma que o que o cronistas não ligados a veículos oficiais de comunicação, nem à uma elite cultural eram capazes de fazer, se tratava de levantar ideias e fatos característicos de uma cidade em constante movimentação. Ou seja, mesmo diante de um intenso acelerado processo de desenvolvimento, os cronistas que olhavam com ◊ 107 ◊

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