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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! Moraes (2004) destaca que o carnaval paulistano teria origem em festas que misturavam caráter religioso e profano. Eram nas festas religiosas mais populares que os grupos mais marginalizados da sociedade começavam a se destacar e ganhar representatividade. Nessas manifestações misturava-se antigas tradições religiosas com a musicalidade de origem africana, que tinha nos seus diferentes ritmos e batuques uma maneira de realizar suas próprias festas, e que aos poucos foram ganhando toda a cidade. Paralelamente a isso circulavam nos clubes e nos corsos da avenida Paulista o carnaval das elites, que buscava muitas referências em carnavais venezianos, e se baseava nos desfiles em luxuosos carros, de famílias de grandes posses e muito sofisticadas, que, obviamente, não se misturavam nas festas profanas e negras. Outros corsos menos luxuosos desfilavam pelas ruas do Brás, onde carros mais simplórios disputavam espaço com as carroças e os foliões que seguiam a pé atrás da multidão, e com caráter muito mais popular, agregava todos os tipos sociais e musicalidade diversa. Outras manifestações de caráter popular e que se espalhavam pela cidade eram os cordões. Moraes (2004) define alguns elementos comuns entre os cordões, entre elas alguns instrumentos característicos e o ritmo das canções. Cada bairro possuía um ou mais cordões, que só tocavam ◊ 118 ◊

São Paulo: a metrópole do “pogréssio” músicas compostas pelos próprios músicos ou por artistas da comunidade, sendo os principais oriundos da Barra Funda, de Campos Elíseos e do Brás (Vai-Vai). Com o sucesso e a popularização dos cordões, ficaram corriqueiros os “salões” e eventos onde se expandia a musicalidade e a festividade para além dos dias de carnaval. Nesses salões, que apresentavam as mais variadas musicalidades, muitas vezes eram realizados pelas agremiações dos bairros e dos cordões para arrecadar fundos para o carnaval, mas que de tão famosos acabavam se tornando eventos constantes nas cidades. Dessa maneira, a musicalidade popular se estendia para além dos próprios cordões carnavalescos e atingia uma parcela maior da população ao longo do ano. Da organização dos cordões, primeiramente pela esfera pública e posteriormente pela iniciativa privada, surgiram as primeiras escolas de samba, que se organizavam e se preparavam para os carnavais cada vez mais disputados. De certo modo, Moraes (2004) comenta que tal organização, além de aumentar as disputas entre agremiações e comunidades – visto que os desfiles de carnaval agora proporcionavam premiações – também acabam por deixar o evento carnavalesco menos informal, pois era necessário cada vez mais fazer parte de regras e padronizações para participar dos desfiles. ◊ 119 ◊

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