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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! ponhado um recado na porta / Anssim: / ‘Ói, turma, num deu prá esperá / A veiz que isso num tem importância, num faz má / Depois que nóis vai, depois que nóis vorta / Assinado em cruz porque não sei escrever / Arnesto’ A canção composta por Adoniran logo no começo de sua carreira ficou muito famosa, entre outros aspectos, pelos exageros de desvios da norma culta de linguagem. O Arnesto em questão na verdade se chamava Ernesto, e se tratava de uma pessoa comum, amigo de um amigo de Adoniran, e que declarava nunca ter acontecido tal situação descrita na canção, de convidar pessoas para uma festa em sua casa, mas não estar presente no dia e hora marcados (CAMPOS JUNIOR, 2010). A letra discorre sobre um evento muito comum na época, que eram as reuniões em casas de amigos para fazer festas, sambas e encontros, muito provavelmente devido a ausência de espaços significativos e acessíveis para tais eventos populares. O desencontro causado pela ausência do anfitrião causa desgosto por parte dos convidados, e prevendo isto, Arnesto tenta então se desculpar pelo desencontro, mas os amigos não perdoam e aparentam estar muito bravos com tal situação. Talvez a raiva do grupo resida no fato que o deslocamento até o Brás fosse muito longo, e ir até lá para ter que voltar sem ter feito a festa ◊ 148 ◊

Adoniran Barbosa e a lírica do “pogréssio” poderia gerar grande descontentamento. Tem-se aqui a ideia de deslocamento pela cidade, e como isso poderia ser penoso e cansativo, em especial para um grupo inteiro. Dada situação, um dos fatores que chama muito a atenção é a sugestão que o autor faz ao suposto anfitrião de um possível bilhete que poderia ter sido deixado na porta da residência. No bilhete, ele diria que não pode esperar pelos amigos, e o trecho terminaria com a seguinte expressão: “Assinado em cruz porque não sei escrever / Arnesto”. A contradição nesse trecho, onde estaria por escrito que o autor do bilhete não sabe escrever, e por isso iria assinar com uma cruz, um “X”, leva ao final da canção o humor demonstrado no decorrer de toda a letra, e reside no fato de que, como seria possível que o autor do bilhete tivesse que assinar com um “X”, ou seja, característica de analfabetos, sendo que ele já havia escrito todo o bilhete? E mesmo descrevendo que irá assinar com um “X” pois não sabe escrever, coloca seu nome no final. O desvio da norma culta de linguagem fortalece a ideia da própria grafia como maneira de manifestação e insatisfação. Adoniran dizia que compunha muitas músicas de tal maneira, pois era com esse tipo de conversação e linguajar popular que estava acostumado a conviver. O presente trabalho leva essa análise ao ponto de compreender que a própria grafia pode ser interpretada como uma forma de manifestação frente as ◊ 149 ◊

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