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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! 3.2.4. Iracema (1956) No que diz respeito à escala urbana, Adoniran narra as transformações na cidade de São Paulo sempre com certo olhar de receio em relação às dimensões e ao modo como tais mudanças podem afetar a vida cotidiana. A letra de “Iracema” trata sobre como o trânsito que passou a ser violento na metrópole pode ser perigoso, mas de certa forma, não é responsável pelas suas consequências: Iracema (1956) Iracema / Eu nunca mais eu te vi / [...] / Iracema / Eu sempre dizia / Cuidado ao travessar essas ruas / [...] / Iracema você travessou contramão / [...] / Você travessou a rua São João / Um carro te pega e te pincha no chão / Você foi pra assistência, Iracema / O chofer não teve culpa, Iracema / Paciência, Iracema. Paciência. Em “Iracema” é possível notar que, através de um discurso amoroso sobre a perda da pessoa amada, há também uma crítica em relação ao fato da cidade ter se desenvolvido e as pessoas não estarem acostumadas com tal movimentação. Quando o narrador diz que teria avisado a amada sobre os perigos dos cruzamentos, e para ficar atenta a isso, ele estaria na verdade alertando para algo que talvez não fizesse parte do ◊ 160 ◊

Adoniran Barbosa e a lírica do “pogréssio” cenário habitual da amada. Ela sofre um acidente, é assistida, porém não resiste, o que traz a ideia de que teria sido um acidente grave. Mesmo assim, o narrador não consegue colocar a culpa no motorista, mas sim da pedestre, a própria amada, que foi quem não seguiu as leis de trânsito. Quanto ao motorista, seria uma analogia ao desenvolvimento da cidade, a própria modernização, que simplesmente, “não teve culpa”, e a responsabilidade ficaria, portanto, com quem não segue as leis da tal modernidade e não se atenta às mudanças. A não atribuição de culpa ao motorista mostra como as pessoas podem ter se “acostumado” com as consequências e danos que o progresso pode causar a quem se atreve a interferir no seu acelerado caminho. Iracema deixa então de ser vítima das transformações para ser apenas mais um dado estatístico. Claro que o narrador demonstra muito sofrimento pela perda, mas admite ao final da canção, que tudo que pode fazer é aceitar e ter paciência. Silva (2011) destaca que a questão temporal é relativizada para as pessoas e para a cidade. As mudanças no cenário urbano que levam, no caso da canção, a um aumento do tráfego, ocorrem de maneira a não ser uma “[...] sequência progressiva [...]” (SILVA, 2011. P.213), e que a canção destaca justamente o contrário, que a temporalidade da vida humana no ambiente urbano não acompanha o desenvolvimento moderno da cidade. ◊ 161 ◊

Rb63 parcial
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