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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! Segundo Santos, a canção “Trem das onze”, além de ser uma das mais famosas de Adoniran, é também um “[...] patrimônio simbólico e cultural da cidade, e sua letra é uma das mais conhecidas da história dessa linguagem musical.” (SANTOS, 2015. P. 172). Ele ainda nota que, assim como em “Conselho de mulher” existe aqui as relações entre “querer fazer” e “poder fazer”, sendo o querer referido à vontade do narrador de permanecer junto à amada, porém tal sentimento é interrompido pelo dever de estar junto à mãe e com ela honrar seu compromisso. A simplicidade da letra faz com que “Trem das onze” seja, de fato, uma das canções mais populares de Adoniran. Mas um grande fator a se levar em conta no que diz respeito ao processo de identificação talvez seja a imagem que se cria do narrador, a de um proletário, dependente do transporte público inclusive para as horas de lazer, responsável com seus compromissos, que não deixa de dar satisfação para os outros de suas dificuldades (no caso, a dificuldade de permanecer mais tempo com a amada) e se vê dividido entre seus afetos (mãe e namorada) e as obrigações impostas pela urbanidade. ◊ 172 ◊

Adoniran Barbosa e a lírica do “pogréssio” 3.2.8. Aguenta a mão, João (1965) Também sobre as relações de trabalho e sobre o sofrimento gerado pelos transtornos urbanos, Adoniran escreveu “Aguenta a mão, João” em 1965, em parceria com Hervé Cordovil e feita especialmente para os Demônios da Garoa gravarem. O samba apresenta uma toada alegre, embora tenha uma letra triste carregada de críticas sociais: Aguenta a mão, João (1965) Não reclama contra o temporal / Que derrubou seu barracão / Não reclama / Guenta a mão João / Com o Cibide aconteceu coisa pior / Não reclama / Que a chuva só levou a sua cama / Não reclama / Guenta a mão João / Que amanhã nóis levanta um barracão muito melhor / O Cibide coitado / Já te contei? / Tinha muita coisa mais no barraco / A enxurrada levou seus tamanco e o lampião / e um par de meia que era de muita estimação / O Cibide ta que ta dando dó na gente / Anda por aí / Com uma mão atrás e outra na frente O narrador faz uma leitura da pobreza e da desgraça onde é possível notar uma tentativa de manter os ânimos diante dos desastres (MEDEIROS, 2011). O narrador insiste em tentar “acalmar” o amigo João, mostrando-se solidário e repete ◊ 173 ◊

Formatação: Guilherme Augusto Pinotti - COPEN
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