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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! influenciador cultural, como havia sido até então cidades europeias para a capital paulistana (MEYER, 1991). Pertencer ao mundo, ser homem do mundo era então o ideal que se manifestava na sociedade paulistana da década de 50. O desenvolvimento industrial, a presença do capital estrangeiro, a modernização da vida cotidiana, criavam a expectativa de transformar essa aspiração em realidade palpável. (MEYER, 1991. P. 49) Dentro desse cenário que abrigou transformações urbanas, culturais e sociais a mente voltada para o progresso tomou conta das conversas que iam desde os centros universitários aos bares e cafés. Ou seja, as ideias de mudança alcançaram diversos níveis sociais e se espalharam pela cidade. Inserida nessa dinâmica, a São Paulo dos anos 50 agarrou-se às tendências de transformações, mas não de forma a ignorar completamente o seu passado, mas de modo a visualizar que os novos conceitos e convivências culturais (ARRUDA, 2001). Não estariam surgindo nesse momento novos locais de exposição de artes, debates intelectuais, polêmicas e divulgação das ideias, que vagarosamente iriam dar chão e concretude a um espaço até então etéreo? A novidade talvez não seja a formação desses espaços, mas o deslocamento que vai-se realizando em relação às instituições e aos salões das famílias tradicionais (GAMA, 1998. P. 67). O ritmo acelerado de transformações na cidade tomava conta do cotidiano dos seus habitantes, e acabava por ◊ 76 ◊

sinfonia paulistana: uma imagem do progresso contaminar as relações sociais. Viver na São Paulo moderna implica estar predisposto a se transformar constantemente junto com a cidade, sendo possível estabelecer novos significados de experiências e conformar novas organizações sociais. Não que todos compulsoriamente tenham passado a viver de acordo com esses padrões e absorvido as perspectivas de vida que se constituíram, mas a imagem desse novo ideal de vida não deixou de ser sonhada, desejada e incorporada por uns e refutada por outros. (MATOS, 1999. P. 36) Segundo Arruda (2001) algumas revistas do meio do século, como por exemplo, a revista Manchete exaltavam o progresso da cidade de São Paulo de modo a valorizar uma perspectiva futura sobre a cidade. A autora sugere ainda que, de modo geral, “[...] o interesse pela cultura patenteava-se na biblioteca, nos museus, nos teatros, na universidade, nos cinemas.”, lugares e opções culturais com caráter mais erudito. Esse caráter metropolitano era constantemente motivo de orgulho dos paulistanos, mesmo que tal sentimento tenha sido forjado ou inventado, e na maioria das vezes, pautado em um desenvolvimento recente (ARRUDA, 2001). Os inúmeros canteiros de obra em efervescentes construções só contribuíam para fortalecer ainda mais esse ideário paulistano de uma cidade que nunca parava, estimulando pensamentos de euforia e ufanismo, e como descreve Moraes (2000): ◊ 77 ◊

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