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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! Ao mesmo tempo nota-se como gradativamente foram se desentranhando desse cotidiano efervescente e turbulento as noções inventadas de “São Paulo, a cidade que não para” ou de “cidade do futuro”, nas quais presente e futuro confundemse permanentemente (MORAES, 2000. P. 133). Tendo-se então um ambiente diversificado em constante transformação seria deveras restritivo caracterizar uma cidade por apenas algumas manifestações culturais. A pluralidade cultural era tanta que em meio a uma multidão metropolitana não era possível identificar uma identidade cultural única para São Paulo. E justamente essa pluralidade, por vezes segregacionista e que numa mistura de ufanismo e grandes desigualdades fez com que a identidade cultural paulistana do período apareça de modo complexo e multifacetado. O francês Claude Lévi-Straus relata que via São Paulo como uma cidade sempre jovem, acelerada, mas que nunca estria completamente sã, ou consciente de si mesma (LÉVI-STRAUSS, 1957). O rádio em São Paulo O rádio evolui em São Paulo e no Brasil, começando com um caráter educacional, trazendo informações para a população com grande controle de programação e transmissão de músicas eruditas na tentativa de “[...] “elevar” o gosto da população, dando-lhes acesso à ”alta cultura”“ (MORAES, 2000. P.78). ◊ 78 ◊

sinfonia paulistana: uma imagem do progresso No início dos anos 1930, a produção de discos e as programações das rádios sofreram com fatores políticos, tanto relacionados à crise de 1929 (visto que a maioria dos elementos ligados a esse setor eram importados, e a indústria nacional no setor ainda não era autossuficiente), quanto em relação às revoltas internas, como a Revolução Constitucionalista de 1932, que fez com que discos, assim como outros elementos, se tornassem artigos menos acessíveis. Durante os anos 30 também, o maior centro radiodifusor nacional era o Rio de Janeiro, o que atraia muitos artistas que iam a busca de profissionalização e de estabelecer suas carreiras, mesmo a profissionalização de artistas do rádio ser difícil e os mesmo acabavam por assumir outras profissões 7 . Já nos anos 40, Moraes (2000) destaca que o rádio em São Paulo já tinha uma estrutura consolidada e fazia parte do cotidiano nos habitantes da metrópole, fossem eles populares ou pertencentes a camadas 7 Moraes (2000) relata que muitos artistas buscavam se profissionalizar no rádio, mas ao mesmo tempo que se apresentavam em diversos programas, tinham que manter outros empregos em paralelo para poder garantir seu sustento. Essa profissionalização dos artistas traz consigo o debate sobre a criação de um mercado de bens culturais ligado à música e à maneira como era largamente difundida, e dialogando com diversas “vertentes” da música popular. Adoniran Barbosa, por exemplo, teve que manter outras ocupações durante o dia para conseguir complementar o trabalho nos programas de rádio no início de sua carreira. Levou tempo até que as rádios pudessem manter seus elencos fixos com artistas e mantê-los com exclusividade. ◊ 79 ◊

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