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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! Saliba (2004) demonstra que a velocidade e a imposição do trabalho acelerado compõe, juntamente com as ideias de que os paulistas estão sempre preparados para a labuta e nunca dormem, um cenário tanto quanto desolador, pois se os habitantes de São Paulo trabalham tanto não são capazes de se desligar de seus afazeres cotidianos voltados sempre para o bem comum, não seriam capazes de transmutar a lógica de produção acelerada da metrópole. Acompanhando a paisagem espúria das metrópoles urbanas criadas pela modernidade, sem projeto ou propósito, e impregnando a vida sem ser reconhecido, na história de São Paulo parece ter vencido aquele peculiar signo da identidade na mobilidade, no momento pelo momento, da velocidade imanente ao progresso da Cidade. Afinal, como se diz na canção: São Paulo é uma Cidade que “não sabe adormecer” – logo é incapaz de sonhar – talvez porque seus habitantes, incapazes de transcender o imediato – só conseguem pensar nas coisas que vão realizar no dia seguinte. (SALIBA, 2004. P.558) Para reforçar o sentido de São Paulo como “cidade que mais cresce” e tantos outros emblemas para a metrópole, Saliba (2004) compreende que era necessário a construção de uma identidade paulistana, já que essa não parecia existir originalmente. Para tanto, dentre a chegada de negros ex escravos para a capital, caipiras e uma grande diversidade de imigrantes vindo de diversas partes do mundo, era necessário ◊ 96 ◊

São Paulo: a metrópole do “pogréssio” forjar elementos e criá-los de modo que atingissem certo “senso comum” e fossem heroicos o bastante para que servissem de inspiração, mas não como exemplo. A identidade de São Paulo se fez, então, a partir desses ofuscamento da memória que, senão eliminou, turvou bastante a transparência do passado, selecionando imagens consensuais que foram se tornando cada vez mais opacas à percepção social. A mais conhecida e trivial destas imagens foi a do bandeirante. (SALIBA, 2004. P. 570) O desenvolvimento urbano de São Paulo e o modo como sua própria heterogeneidade foi tratada acabaram por valorizar cenários e situações que buscavam na cultura europeia (e posteriormente, em um estilo de vida norte-americano) suas principais musas inspiradoras e fontes de onde deveriam vir todos os padrões a serem seguidos. Nesse sentido, os grupos culturais que não conseguiam se adequar a tais características acabavam por ser marginalizados, culturalmente e espacialmente, juntamente com suas culturas e modos de vida. A vida na grande metrópole passou a ser, portanto regida pelos padrões europeus de comportamento, seguindo modelos elitizados e até higiênicos de como todos deveriam se comportar, levando aos pouco para toda a cidade elementos que faziam parte da elite cafeicultora e industrial. ◊ 97 ◊

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