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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! Evidentemente, a instituição desses valores e códigos não se deu sem tensões, conflitos, tumultos e resistências, nem impediu a emergência de modos diferenciados de organização da vida social, especialmente nos bairros operários, onde se desenvolveu toda uma cultura específica, fortemente marcada pelas tradições culturais e políticas de origem tanto dos grupos de imigrantes, quanto dos migrantes rurais. (RAGO, 2004. P.434) A grande miscigenação cultural da cidade de São Paulo, entre outros aspectos , fez criar na cidade um ambiente cosmopolita que era diferente das demais capitais brasileiras. Não houve na capital paulistana, por exemplo, a presença tão marcante da corte portuguesa, como houve no Rio de Janeiro, que acabou por colonizar também a população com seu modo de vida. Em contrapartida, São Paulo recebeu imigrantes em grande número e com grande pluralidade de origens, muitos atraídos, a princípio pelas promessas do desenvolvimento da cultura cafeeira, e posteriormente pela industrialização que conferia a cidade um caráter cosmopolita sem precedentes em território brasileiro. De acordo com Souza (2004) o início do século foi marcado por transformações urbanísticas na cidade e remodelações espaciais, porém, enquanto tentavam deixar a cidade com características europeias para que as elites tentassem se sentir nas cidades que se espelhavam, também ◊ 98 ◊

São Paulo: a metrópole do “pogréssio” cresciam os bairros operários, caracterizando um cenário de desigualdade espacial em grande escala. Inicia-se também, um processo de segregação socioespacial, que marcará a vida da metrópole paulista até nosso dias: as elites definem seu espaço de habitação a sudoeste e os bairros populares, induzidos pelos sistemas de transporte ferroviário que se delineavam, formaram-se em direção ao leste. Os bairros ricos foram criados por meio de intervenções urbanísticas feitas por empresas de loteamento estrangeiras, merecendo destaque a Companhia City. Os pobres espalharam-se nas vilas operárias construídas pelas empresas, nas ocupações e loteamentos populares que se intensificarão, posteriormente, nos denominados loteamentos clandestinos. (SOUZA, 2004.P. 532- 533). Retomando a periodização proposta por Maria Adélia de Souza (2004), se entre 1916 e 1945 os problemas urbanos e as desigualdades só se intensificavam: Nesse período há também um acúmulo de carências de equipamentos e serviços urbanos gerado pelo descompasso entre a aceleração da urbanização, o crescimento da população e a capacidade do setor público de prover essa população, assim como um desconhecimento sobre as classes populares e sobre essa Cidade popular, que se ampliava nas periferias cada vez mais longínquas, agravando as condições de vida na metrópole. (SOUZA, 2004. P.545-546) O período entre 1945 e 1954 explicitará ainda mais as deficiências do planejamento urbano da cidade de São Paulo. ◊ 99 ◊

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