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GAZETA DIARIO 553

14 Nacional Foz do

14 Nacional Foz do Iguaçu, quinta-feira, 12 de abril de 2018 ECONOMIA Temer diz que confiança permite a retomada do crescimento da economia Presidente também afirma que o Brasil precisa de segurança jurídica e do estrito cumprimento da Constituição Yara Aquino Repórter da Agência Brasil Ao participar ontem (11), em Brasília, de evento de apresentação da agenda institucional do setor de cooperativismo, o presidente Michel Temer citou a "confiança" como uma palavra-chave que permite a retomada do crescimento econômico no país. A afirmação foi feita durante discurso no lançamento da 12ª edição da Agenda Institucional do Cooperativismo, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) "Tem uma palavra-chave que é a palavra 'confiança' que alicerça o cooperativismo e é exatamente a palavra confiança que alicerça os avanços que temos tido no Brasil", disse. Em seguida, o presidente acrescentou que: "Se não houver confiança, não há essa credibilidade geradora desses índices, se não há confiança não cairia inflação ao nível que caiu, não cairiam os juros ao nível que caíram". Segurança jurídica O presidente da República disse que o Brasil precisa de segurança jurídica e do estrito cumprimento da Constituição. "O que o Brasil mais precisa é de segurança jurídica e ela vem precisamente como fruto do cumprimento da ordem normativa e, no particular, do cumprimento da Constituição Federal", afirmou. Segundo Temer, no momento em que a Constituição de 1988 completa 30 anos é preciso unir os vários setores do país e ser otimista. "Vamos tocar à frente. Se nós tivéssemos uma desgraça absoluta no país, muito bem, paciência, mas não temos, senhores. Estamos [reduzindo] caindo a inflação, os juros, recuperando emprego, a economia. Então, temos que ser otimistas. Temos dificuldades? Temos. Outros países têm. Mas o Brasil voltou e, com o apoio dos cooperados e das cooperativas, voltou para ficar". No discurso, o presidente disse que a cada 20, 25, 30 anos o Brasil tem uma crise institucional. "Não conseguimos superá-la, então qual é a ideia, vamos criar um novo Estado. Quando digo vamos criar um novo Estado é um novo Estado mesmo, surge uma nova Constituição", enfatizou. Cooperação Temer aproveitou o tema cooperativismo para falar novamente da relação de cooperação que seu governo estabeleceu entre o Executivo e o Legislativo. "Queremos muito cooperar e a primeira cooperação se dá entre Legislativo e Executivo", disse. "Abandonamos a velha visão de que o Legislativo é um Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil O país fechou o ano passado com o índice de Gini, principal medida da desigualdade de renda, estável. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita ficou em 0,549, praticamente igual ao de 2016, e mesmo com variação pequena em 2017, o indicador subiu em todas as regiões, com exceção do Sudeste, onde o índice recuou de 0,535 para 0,529. Os dados são da pesquisa Rendimento de todas as fontes de renda 2017, divulgada ontem (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O índice de Gini é o instrumento que mede o grau de concentração de ren- Presidente Michel Temer e o presidente da OCB, Marcio Freitas, durante o lançamento da 12ª edição da Agenda Institucional do Cooperativismo apêndice do Executivo, ao contrário, fiz dele um parceiro para governar". A Agenda Institucional do Cooperativismo - elaborada pela OCB - traz propostas para ampliar a competitividade das cooperativas e apresenta o setor como uma alternativa eco- nômica ao país. Na relação de projetos, estão a simplificação tributária (para as cooperativas), a inclusão em programas de micro e pequenas empresas e o acesso aos recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) pelas cooperativas. Desigualdade cai no Sudeste e cresce nas demais regiões do país, revela IBGE da da população, mostrando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos Nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul, as mais populosas do país, esses índices foram de 0,529, 0,567 e 0,477, respectivamente. Assim, a Região Sudeste foi a única a reduzir o indicador que, em 2016, foi de 0,535. As demais regiões apresentaram indicadores maiores que no ano anterior. "É bom lembrar que, apesar do quadro não ter se alterado muito, o Brasil está entre os países com maior desigualdade no mundo. Somos talvez o segundo na América Latina. Se olharmos para o ranking mundial, ele é bem mais elevado, e talvez sejamos um dos últimos colocados", disse o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, do IBGE. "A situação permaneceu estável tanto no país quanto nas cinco grandes regiões e nas 27 unidades da federação. Não percebemos avanço, nem recuo, mas se percebe que a situação de desigualdade no Brasil continua bastante perversa." Segundo Azeredo, o país até vinha em um processo de avanço, mas com a crise econômica, a desigualdade persistiu. "Houve aumento do índice no Sudeste, mas foi em razão de ter sido a região que mais sofreu com a crise. Teve a questão do preço do barril de petróleo, perda do número do trabalho com carteira assinada e na qualidade do emprego". (Nielmar de Oliveira — repórter da Agência Brasil)

Foz do Iguaçu, quinta-feira, 12 de abril de 2018 GERAL Sindicato de Delegados da PF pede transferência de ex-presidente Lula Entidade argumenta que a grande movimentação nas proximidades do prédio da Polícia Federal em Curitiba tem provocado transtornos aos moradores Pedro Peduzzi Repórter da Agência Brasil O Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná (SinDPF/PR) enviou ontem (11) um ofício à Superintendência do órgão no estado pedindo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que cumpre pena em sala especial no prédio da PF em Curitiba - seja transferido. O sindicato argumenta que a grande movimentação no local, com manifestações, em decorrência da prisão do ex-presidente tem provocado transtornos aos moradores da região e prejudicado atividades de trabalho dos policiais. Em nota à imprensa, o sindicato diz que solicitou no pedido "a transferência imediata do ex-presidente para uma unidade das Forças Armadas, que possua efetivo e estrutura à altura dos riscos envolvidos". Conforme nota do sindicato, "em razão da invasão da região próxima deste prédio de centenas de pessoas ligadas a movimentos sociais e outras facções, por questões de segurança, foi determinado o bloqueio de acessos e demais medidas assecuratórias, causando graves inconvenientes e atrasos nos atendimentos e ações policiais." O SinDPF/PR diz na nota que o bloqueio de acessos está "causando graves inconvenientes e atrasos nos atendimentos e ações policiais" e que por conta disto os policiais federais envolvidos nesta operação de segurança estariam "sem poder desenvolver suas atividades policiais normalmente". De acordo com o ofício enviado à direção da PF paranaense, a presença do expresidente na superintendência poderia resultar em "transtornos e riscos à população e aos funcionários da Polícia Federal", bem como à rotina do órgão, em especial no que se refere à prestação de serviços como emissão de passaportes e questões relacionadas a produtos químicos, segurança privada, armas e emissão de certidões de antecedentes criminais. Para evitar que as manifestações ocorram na proximidade do prédio, o acesso ao local foi bloqueado para não moradores da região. "Há comprovados riscos à população que reside no entorno do prédio da PF, aos policiais federais e demais integrantes do sistema de segurança pública que moram nas imediações da sede da Polícia Federal, ao passo que alguns invasores, que já se instalaram com barracas, já estão promovendo ações no sentido de intimidar estas pessoas", diz a nota. "Outrossim, outros policiais federais e moradores estão informando, extraoficialmente, que temem pela segurança de suas famílias em face das ameaças e presença de tais manifestantes", completou a nota do SinDPF/PR. A Polícia Federal informou que é responsabilidade da Justiça decidir sobre transferência de um preso. Nacional 15 Senado aprova proposta que permite saque do FGTS a quem pede demissão O trabalhador que pedir demissão está mais perto de poder sacar integralmente o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Um projeto de lei do Senado com esse objetivo, o PLS 392/2016, foi aprovado nesta quarta-feira (11) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa. Como o projeto foi apreciado em caráter terminativo, caso não haja apresentação de recurso para análise do tema no plenário da Casa, o texto seguirá diretamente para apreciação na Câmara dos Deputados. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já prevê o resgate de 80% do FGTS em casos de demissão por acordo entre patrão e empregado. Para o relator da matéria na CAS, senador Paulo Paim (PT-RS), este é um passo a mais rumo à "correção de uma distorção histórica" na legislação que trata do FGTS, que buscava restringir o acesso a esses recursos que são do trabalhador. (Karine Melo — repórter da Agência Brasil) F