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GAZETA DIARIO 553

02 Opinião Foz do

02 Opinião Foz do Iguaçu, quinta-feira, 12 de abril de 2018 ÍNDICE Página 1 até 32 EDITORIAL E COLUNA 2 CIDADE 3 CIDADE 4 POLÍTICA 5 BICO DO CORVO 6 POLÍTICA 7 CAMPANA/CIDADE 8 POLÍTICA 9 CIDADE 10 CIDADE 11 CIDADE 12 NACIONAL 13 NACIONAL 14 NACIONAL 15 PANORAMA 16 COTIDIANO 17 A 24 IMOBILIÁRIO 25 A 33 CLASSIFICADOS 34 EDITAL 35 E 36 POLÍCIA 37 ESPORTE 38 A 40 EDITORIAL Estamos no Abril Marrom Pelo menos 1.500 oftalmologistas chegaram ou estão chegando a Foz do Iguaçu para participar do Congresso Brasileiro de Retina e Vítreo. Essa é a 43ª edição do evento. Falar de evento em Foz do Iguaçu pode parecer corriqueiro por ser algo de interesse exclusivo da hotelaria, turismo e setor de congressos e reuniões. Mas não é. Os encontros que trazem pessoas — as quais vão gastar e ajudar a economia local — também são veículos de ideias novas, informações, tecnologia e inspiração. Na semana passada tivemos o 7º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, no qual pediatras lançaram a campanha Nascimento Seguro, exigindo mais UTIs pediátricas em todo o país, além de sugerirem a presença de um pediatra na sala de cirurgia e parto. O pedido pode parecer irreal para os administradores da saúde, porém esse não é problema dos médicos. Daí vale a popular puxada de orelha dos profissionais em um encontro em cidade palco de onde se pode botar a boca no mundo. Já quanto ao congresso dos oftalmologistas, temos em nossa casa hoje um grupo ativo e com uma missão. Os oftalmologistas estão especialmente inspirados porque o evento em Foz acontece no mês da campanha Abril Marrom contra a cegueira. E por que escolheram o marrom? Porque o marrom é parente próximo do castanho, e o castanho é, segundo o IBGE, a cor dos olhos da maioria dos brasileiros. Esse fato serviu de inspiração para a campanha Abril Marrom, que alerta para a prevenção das doenças que causam a cegueira. Conforme dados do IBGE, de 2010, no Brasil há mais de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, das quais 528.624 são cegas. No mundo, 253 milhões de pessoas têm deficiência visual. Do total, 36 milhões são cegas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em citação em literatura dos médicos, 80% dos casos de cegueira poderiam ter sido evitados se os acometidos tivessem consultado um oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Eu leio o Gazeta Diário O apresentador Bruce Brussolo estreia, no próximo dia 30, o programa Brasil Sertanejo, na Rádio Cidade. Os ouvintes poderão acompanhá-lo diariamente, das 6h às 8h. Bruce é leitor do Gazeta Diário. extrapauta Unidades de saúde estarão abertas neste sábado para vacinação contra a dengue As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Foz do Iguaçu estarão abertas neste sábado (14) para a terceira e última etapa de vacinação contra a dengue. Jovens de 15 a 27 anos que tenham recebido a primeira e a segunda dose podem procurar a unidade mais próxima de casa para garantir a imunização. Desde que teve início, no dia 20 de março, a campanha imunizou 1.345 jovens — 13% do total esperado, que são 10.427 pessoas. "É importante que as pessoas que já tomaram a vacina contra a dengue terminem o esquema agora. Vale lembrar que a vacina é segura e ajuda a proteger toda a população, porque imunizando este público (de 15 a 27 anos) a circulação do vírus será reduzida e, consequentemente, protegemos as outras faixas etárias", explicou a responsável pelo Programa de Imunização do município, enfermeira Adriana Izuka. Equipes da Secretaria Municipal da Saúde e da Nona Regional de Saúde também estão percorrendo colégios, universidades, shoppings, supermercados e pontos estratégicos do comércio com o intuito de aumentar a cobertura de vacinação. A campanha seguirá até o dia 28 de abril em todas as UBSs, de segunda a sexta-feira, conforme horário de atendimento das salas de vacina, que pode ser consultado no site www.saudefoz.com.br. Para completar o esquema de vacinação, são necessárias três doses, com intervalo de seis meses entre as aplicações. Contraindicação A vacina é contraindicada para gestantes e lactantes; pessoas com baixa imunidade congênita ou adquirida; em tratamento com corticoides em dosagens elevadas e prolongadas; pessoas em tratamento de radioterapia e quimioterapia; pessoas em estado febril (neste caso, é necessário aguardar a melhora da febre para se vacinar); e pessoas com HIV/AIDS. Serviço Das 28 Unidades Básicas de Saúde, 19 atenderão das 8h às 16h e nove vão funcionar das 8h às 12h. São elas: Sol de Maio, Lagoa Dourada, Jardim Jupira, Portal da Foz, Vila Adriana, Parque Presidente, Maracanã, Ouro Verde e Carimã. (AMN)

Foz do Iguaçu, quinta-feira, 12 de abril de 2018 REFORÇO NO CAIXA Cidade 03 Repasse de royalties da Itaipu para Foz pode aumentar R$ 28 milhões por ano Projeto foi aprovado no Senado e segue para sanção de Temer; Foz já recebeu US$ 369,3 milhões em compensação da binacional Da redação com assessoria Reportagem Comitiva iguaçuense foi a Brasília brigar pelo aumento dos royalties No final da tarde dessa quarta-feira (11), a Comunicação Social da prefeitura informou que o Senado da República aprovou o Projeto de Lei 315/2009, que altera a distribuição de compensação financeira pela utilização de recursos hídricos (CFURH) entre União, estados e municípios, aumentando o percentual de repasse para estes entes federados. A lei segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. Se for sancionada, Foz do Iguaçu deverá receber R$ 28 milhões a mais por ano, relativos ao uso de recursos hídricos na produção de energia elétrica, engrossando o orçamento para a realização de obras e serviços. No mês de março, Foz do Iguaçu recebeu US$ 829 mil de royalties de Itaipu. Em 2017 foram R$ 59.789.066. O total acumulado para a cidade, desde que Itaipu começou a fazer os pagamentos, chega a US$ 369,3 milhões, segundo o site de Itaipu. Com a aprovação, os municípios sedes de hidrelétrica, como Foz do Iguaçu, passam a receber 20% a mais da CFURH, reduzindo o percentual de repasse para os estados — de 45% para 25% — e transferindo para os municípios, que passarão dos atuais 45% para 65%. Essa compensação é repassada mensalmente a 21 estados e ao Distrito Federal e a cerca de 700 municípios. O prefeito Chico Brasileiro esteve em Brasília, na tarde dessa quarta (11), e, entre outras agendas, acompanhou também o encaminhamento da projeto. "Essa aprovação é resultado de um trabalho conjunto. Fazemos parte de uma associação que reúne centenas de municípios, e cada qual abordou os senadores de seu estado. Foz do Iguaçu esteve representada em Brasília por uma comitiva onde o presidente da Câmara, Rogério Quadros, e os vereadores Coronel Jahnke e Nanci Rafain nos acompanharam para pedir o apoio de nossos senadores", destacou o prefeito. Os vereadores de Foz estiveram acompanhando o prefeito durante o trâmite do PL na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. "Na CCJ, além de falar com os senadores do Paraná, os vereadores puderam abordar também os líderes de seus partidos, explicando como a redistribuição desses recursos corrige uma situação histórica", lembrou Brasileiro. Os valores do repasse variam com o câmbio do dólar, mas a expectativa é a de que Foz do Iguaçu receba um incremento de receita na ordem de R$ 28 milhões. A matéria foi votada de maneira simbólica, com o apoio de todas as lideranças partidárias do Senado encaminhando positivamente para a aprovação do projeto. Foto: JIE Compensação financeira gera progresso nos municípios lindeiros Royalties de Itaipu são pagos desde 1985 Os governos brasileiro e paraguaio recebem uma compensação financeira, denominada royalties, pela utilização do potencial hidráulico do Rio Paraná para a produção de energia elétrica na Itaipu. Os royalties são pagos mensalmente desde que a Itaipu começou a comercializar energia, em março de 1985. O pagamento é feito conforme o Anexo C do Tratado de Itaipu (a parte do documento que estabelece as bases financeiras), assinado em 26 de abril de 1973. O repasse de royalties é proporcional à extensão de áreas submersas pelo lago e à quantidade de energia gerada mensalmente. No Brasil, de acordo com a Lei dos Royalties, a distribuição da compensação financeira é feita (por enquanto) da seguinte forma: 45% aos estados, 45% aos municípios e 10% para órgãos federais. Do percentual de 45% destinados a atender os municípios, 85% do valor repassado é distribuído proporcionalmente aos lindeiros, ou seja, diretamente atingidos pelo reservatório da usina. Os 15% restantes são distribuídos entre municípios indiretamente atingidos por reservatórios a montante (rio acima) da hidrelétrica. A legislação dos royalties beneficiou 15 municípios paranaenses e o Governo do Paraná, os principais atingidos pelo alagamento de terras para a formação do reservatório, e também o município de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. No Paraná, os municípios que têm direito aos royalties são: Santa Helena, Foz do Iguaçu, Itaipulândia, Diamante D'Oeste, Entre Rios do Oeste, Guaíra, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Mercedes, Missal, Pato Bragado, São José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Terra Roxa.