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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

Vendedores de Leite em

Vendedores de Leite em caminhão Pipa, chamado de “Vaca Leiteira”, ou carroça puxada a mão e com um tonel de leite em cima. O motorista do caminhão buzinava até que a freguesia se apresentasse e o puxador da carroça tocava uma buzina de borracha (igual à que o Chacrinha usava em seu programa). Paravam normalmente em frente à Vila número 33. Tinha o caminhão que vinha cheio de laranjas, (Seleta, Pêra e Lima) e o ajudante falava por um megafone: “Olha a laranja Dona Teresa, olha a laranja pra sobremesa“. O PEIXEIRO que descia do Bonde taioba, com dois cestos de vime, cheio de vários tipos de peixe. Colocava um bambu nas costas sobre o pescoço e pendurava com uma corda um cesto de cada lado, anunciando sua oferta. “Peixeiro! Peixe, Camarão, Sardinha”. Eram os pregões variados, porque passavam vários peixeiros em horários variados. Alguns traziam só um cesto sobre a rodilha (pano enrolado em forma de roda, para proteger o peso) na cabeça. Outro tipo de vendedor da época era o VASSOUREIRO. Um afrodescendente, para falar politicamente correto, de quase uns dois metros de altura, vinha carregado de vassouras de todos os tipos e tamanhos, de espanadores, escovas, cabides e outras coisa mais, e gritava com sua voz metálica, que parecia estar falando através de um megafone.

Falava desta forma: “OLHA O VASSOUREIROOO, OLHA AS VASSOURAAA, OS CABIDEE, OS PREGADOR DE ROUPAA , E AS FIGA DE GUINÉÉÉÉ “. Usava um macacão azul claro e um chapéu tipo de cangaceiro, marrom escuro. E andava pela rua junto ao meio fio, tamanha era a carga. Quase na mesma hora que passava o PEIXEIRO, vinha empurrando sua carroça que era equipada com gelo seco, o TRIPEIRO. Vendia miúdos de boi. Fígado, miolos, dobradinha etc. Era uma carrocinha branca, igual de sorvete. À tarde, passava depois das 15 horas, o MINEIRO, que vendia cocadas, doces, em fatia, bolo, mãe benta, etc. Usava uma vitrine envidraçada, mais ou menos de 80 X 50 X 50 cm que era de armação de madeira e tinha uma base de quatro pés de madeira também. Colocava uma rodilha na cabeça, e transportava a vitrine em cima da cabeça. Vinha ainda soprando uma música, em uma folha enrolada de fícus. Sempre parava lá em casa, porque tinha um pé de fícus atrás da grade do portão da entrada social. Quando alguém o abordava querendo comprar, colocava a vitrine no chão, abria a tampa e atendia a

Almanaque nº 1
Peripécias 12