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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

freguesia. Usava sempre

freguesia. Usava sempre um jaleco branco, cheio de bolsos. Era meio gordo, e sempre contente. Outro era o BALEIRO, um senhor que trazia em uma mala de viagem, balas de coco que chamava de melindrosa, e outro tipo que era chamada de bala puxa-puxa. Carregava junto com a mala um suporte de madeira para apoiar a mala ao abri-la. Carrocinhas de pipoca, algodão doce e Sorvete Kibon, completavam as guloseimas. Figura ímpar, era o AMOLADOR de facas, facões e tesouras dependendo do tamanho. Tinha um carrinho que girava com a própria roda que segurava a correia para colocar na polia do esmeril, e efetuar o trabalho de afiação. O chamado deles era um assobio estridente que conseguiam dar com uma chapa flexível no esmeril, e todos ficavam sabendo que o amolador estava passando. Existia ainda, o FUNILEIRO, que passava com um caixote de ferramentas, que também servia de banco para trabalhar, e preso a este caixote umas chapas de Folhas de Flandres e de alumínio. Consertava panelas, canecas, e outros objetos de alumínio que

tivessem furo ou cabo quebrado. Colocava rebites remendando o objeto que lhe ofereciam para reparar. Era gordo e baixo, e falava mais baixo ainda. Acho que era espanhol. E anunciava seus serviços assim dizendo FUNILERRO, mas tão baixo tão baixo, que se tivesse alguém necessitando dos serviços e fosse meio surdo, nem saberia que ele estava passando. Geralmente era depois do almoço, por volta das 14 horas. Aos sábados, tinha a FEIRA LIVRE, que era armada nas Ruas em torno da Praça Niterói. Incluindo a Santa Luiza e D. Zulmira. As casas que tinham garagem eram a do pai do Hélio Barata e da avó Maricota. O pai do Hélio não tinha carro. Só o tio Waldemiro tinha, mas não o impedia de sair quando preciso. Não armavam barraca em frente ao portão da garagem. Pessoas residentes na Rua São Francisco Xavier e outras até mais longe vinham fazer a feira. Alguns meninos e rapazes aproveitavam para ganhar um dinheiro, entregando as compras em casa. Alguns faziam uns carrinhos de Caixote de Banha ou Bacalhau com rodas de bilhas (rolimã) e acompanhavam os compradores até em casa levando as compras. O trânsito de automóveis era pequeno e a Feira não causava qualquer tipo de engarrafamento. Uma cantora habituée de ir à Feira na Praça Niterói, era a Aracy de Almeida. Morava ali perto do Largo do Maracanã. Podemos citar ainda o LEITEIRO E O PADEIRO. Estes eram entregadores em domicílio.

Almanaque nº 1
Peripecias 11