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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

Tinha o que entregava

Tinha o que entregava leite da CCPL (Cooperativa Central dos Produtos de Leite) e o que entregava Leite da Leiteria. Existia na Rua São Francisco Xavier, bem próximo a D. Zulmira a Leiteria Santa Helena, e na Rua Felipe Camarão esquina de D. Zulmira a Leiteria Silva. Acho que essa tem até hoje. Eram garrafas diferentes da CCPL. Tinham o gargalo maior. E as tampas eram de papelão. As da CCPL tinham o gargalo mais fino e a tampa de papel alumínio. Ambas eram de UM LITRO. Os vidros de gargalo maior eram produzidos na Fábrica de Vidros Esberard, do Pai do Ulysses, casado com a Deolinda Corrêa Nunes, pais do Rogério e do Carlos Eugênio, o KAKÁ. Podia pagar no dia ao no final do mês. E a quantidade de litros a entregar era combinada. O Padeiro deixava o pão de manhã, em local combinado, por hipótese, na varanda, e voltava entre 11 horas e meio dia, com mais ofertas para vender. O Cesto vinha farto com vários tipos de pão de sal, e pães doces, cavaca, sacadura etc. O pagamento era diário ou mensal. Aos domingos, não passava. Vinha sábado à tarde. Se comprasse sábado, domingo tinha pão dormido, caso contrário, tinha que ir à Padaria domingo.

Aos sábados de manhã passava, batendo de porta em porta, um deficiente visual que vendia Requeijão Creme de Vassouras. Fabricado na cidade de Barão de Vassouras, a embalagem era numa caixa de papelão escrita com letras vermelhas. Muito gostoso. Quase sempre comprávamos. Esse rapaz, também vendia vassouras de piaçava que ele mesmo fabricava (como dizia). Impressionante era a facilidade que tinha no conhecimento (pelo tato, lógico) do valor da nota que dávamos para pagar, e dava o troco certo. Esses eram os Vendedores, mas tinham também os compradores que eram estrangeiros. Os Lusitanos eram GARRAFEIROS, que compravam vidros usados, para colocar líquidos, garrafas, jornais e revistas velhas. Vinham anunciando: - Olha o garrafeiroooooooooo! Pagavam o quilo de jornais e revistas a um preço irrisório e os vidros, de acordo com o tamanho, a cor verde, marrom, azul e o transparente, o preço variava. Também era irrisório. Mas depois levavam para um local onde lavavam e armazenavam para

Almanaque nº 1
Peripécias 12