Views
3 months ago

Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

Gostava de biografia de

Gostava de biografia de Santos, mas também de jornais e revistas, para se manter atualizada. Não dispensava também, as revistas semanais ou mensais. REVISTA DA SEMANA. VIDA DOMÉSTICA, O CRUZEIRO, FON FON e o JORNAL DAS MOÇAS, para acompanhar a moda, e não fazer costura démodé. Tinha também uma queda para cuidar-se com chás, Macela, Hortelã, Boldo, Erva-Doce, e nos indicava também quando tínhamos algum mal estar estomacal, ou intestinal. Nos casos de gripe, ou peito cheio de secreção, com tosse ou febre, após um comprimido de Salopheno, vinha um emplastro de mostarda e linhaça, antes de dormir, e no dia seguinte a pele do peito estava vermelha de tanto que ardia o emplastro, mas estávamos curados. Conforme a melhora, na noite seguinte tinha mais um. Garganta doía, embrocação de Azul de Metileno. Era um pouco Enfermeira. Basta dizer que em 1914, quando houve a Gripe Espanhola, ela cuidou de todos os irmãos e dos pais, e foi a única que não pegou a “tal da Gripe”. Como sempre nos contou. Além disso, foi também uma EFICAZ Auxiliar de Parteira, visto que antigamente os Partos eram feitos em casa. O Ginecologista de minha mãe, chamava-se José Cardozo Jordão, morava na Rua Jaceguai, nº 57, na Tijuca, era casado com Aurora, de quem minha mãe era amiga. O Dr. Jordão era Clínico Geral também. e cuidava de todos nós. Na parte da manhã dava consulta na Ordem Terceira em São Cristóvão e a tarde no Consultório próprio, que ficava na Rua Estácio de Sá, nº 71, sobrado. A Enfermeira dele que também era parteira, chamava-se ZILAH. Era amiga de minha mãe, também. Cheguei a acompanhar uma vez minha mãe, quando foi à casa dela fazer uma visita. Tinha um filho já rapaz que se chamava Vicente.

Era uma senhora alta, calma, falava num tom baixo, muito ponderada, e ouvia mais do que falava. Quase sempre estava com um sorriso, dando atenção ao que diziam. D. ZILAH como todos a tratavam foi a primeira pessoa a ver o Jeremias, Eu, e nossos sobrinhos filhos do Nilson (5) e da Nilda (4), além dos nossos (7) primos filhos do tio João Simões. Oro por ela todos os dias, afinal foi a primeira pessoa a me ver neste mundo. Ao todo, em um período de 25 anos, contados de 1935 a 1960, D. ZILAH fez 18 partos. Todos normais e em casa. Cabe aqui uma Homenagem Especial à amiga de minha mãe, que foi a primeira a ver todos nós quando chegamos a esta vida. Responsável ainda, por todos esses Bebês que nasceram, sendo ela a primeira a pegar, terem umbigos iguais, quando criança. É sabido que cada Parteira tem um sistema de cortar o cordão umbilical e dar o nó para a cicatrização e posterior queda em até sete dias. Agora uns engordaram, outros tem celulite natural da idade, e os umbigos já se diferenciaram. Mas que quando éramos crianças, eles eram todos iguais, não tenho dúvida. No período de 1949 a 1955, todo ano nascia um Bebê, depois foi em 1957 e por último em 1960. Excetuandose os filhos do Nilson, José Geraldo e Antônio José, todos os outros filhos dele e da Nilda, nasceram na Santa Luiza, 90. Quando nascia um no Grajaú, na Rua Professor Valadares, 78, na casa do Tio João, ele chamava um motorista de Taxi, que lhe prestava serviço, ora era o Pereira, ora era o Ferreira, dependendo da disponibilidade de ambos, claro, e iam os outros nossos primos passar uma temporada lá, até que o resguardo da tia Elvira acabasse. E resguardo naquela época, era obrigatório e religiosamente cumprido. Fora o Ritual de trabalho de parto, bacia com água quente,

Almanaque nº 1
Peripecias 11
Peripécias 12