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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

Quando eu nasci quase

Quando eu nasci quase não sobrevivi, algum problema relacionado ao leite materno e o que me salvou foi receber leite de uma ama de leite que morava quase no portão principal do 4o Batalhão de Engenharia de Itajubá... edição). Segundo o Fernando, o Pompéia era meu irmão-de- leite! O Ney ia nessa bicicleta buscar o leite na casa da mãe do Pompéia. Outras vezes quem ia era o Marco Antônio ou o Luiz Fernando. Sempre na bicicleta Philips do Ney. Abaixo tio Nilo, meu pai, tios Washington e Vitor e meus irmãos Ney Francisco e Marco Antônio. Na foto acima Marco Antônio, tia Conceição, meus pais e o Ney com sua bicicleta Philips. A Ama de Leite era a mãe do Pompéia, um aluno do meu pai, no Curso da Fábrica de Armas de Itajubá, seu atleta preferido para as Olimpíadas Militares do Exército e que foi indicado por meu pai ao presidente do Flamengo, à época o José Alves de Moraes. (vide Seção de Esportes desta Em 1956 voltamos para o Rio e fomos morar na rua Santa Luiza, 167. Era um casarão grande que meu pai recebeu de herança no inventário da avó Maricota. Os mais velhos, Ney, Marcos e Fernando foram estudar no Colégio Militar, enquanto a Maria Lucia foi estudar no Instituto Lafayette.

No Colégio Militar o Ney era o 2057 (número da matrícula) e foi para o Esquadrão de Cavalaria que tinha como patrono o Marechal Osório. Ele fazia aniversário no mesmo dia do aniversário do Colégio Militar, 6 de maio. Não sei onde o Ney aprendeu a executar gaita, e ele tocava muito bem sambas-canção, boleros e outras músicas da época. A preferida era “Love is a Many Splendored Thing” e também gostava das músicas da Ângela Maria. Ele tinha uma harmônica - gaita de chave, acho que era Hering, que mantinha sempre guardada num estojo quando não estava tocando. Também gostava de assobiar e imitava cantos de pássaros, deve ter aprendido em Itajubá. No colégio Militar o apelido dele era “Passarinho”. Por falar em apelido, cada um tinha um apelido lá em casa. O apelido do Ney era pé-de-vento. Nem sei direito porque, ele não era agitado. Mas dizíamos que quando ele chegava em casa parecia que uma tempestade estaria chegando, até o Veludo, nosso cachorro, botava o rabo entre as pernas e se escondia... Era ele quem fiscalizava os boletins da escola, se tínhamos escovado os dentes, etc... E o cabelo tinha que estar sempre penteado! Quando íamos visitar alguém, antes de entrar o Ney sacava o pente Flamengo que sempre tinha no bolso e nos penteava com certa brutalidade! Depois de penteados ele colocava a

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