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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

vendi todas as garrafas.

vendi todas as garrafas. Com o dinheiro arrecadado eu, José Mauro, Carlos Gircys, Tito e não sei mais quem, fizemos uma excursão até Niterói! Não quero nem lembrar o que aconteceu quando o Ney descobriu que as garrafas foram vendidas!!! E que tínhamos ido à Niterói! Em outra ocasião, eu e o Júlio, que gostávamos de eletricidade observamos que toda a fiação subterrânea da casa era com fios revestidos em chumbo e decidimos substituir por fios comuns. Trocamos a fiação e fiz um grande rolo com os fios de chumbo, o revestimento era muito grosso, da largura de um dedo. Ficou bem pesado o rolo, nem sei como consegui levar até o comprador de metais para vender... Mais uma vez precisei encarar a fúria do pé-de-vento! O Ney também curtia muito os bailes de formatura e outras festividades em que podia exibir o pé-de-valsa (epa, não era o pé-de-vento?), ao ritmo de Waldyr Calmon, Ray Connif e Billy Butterfield. Acabou se associando ao Vila Isabel, mais pelas tardes dançantes do que pela área de esportes. Nesta época ele estava trabalhando como gerente do Café Palheta, na Praça Saenz Peña. No Vila Isabel era frequentador assíduo das vespertinas dançantes e das apresentações de artistas como Aguinaldo Timóteo e Nelson Gonçalves. Vera Ribeiro,

epresentando a Associação Atlética Vila Isabel foi eleita em 1959 a Miss Brasil. No Vila Isabel ele conheceu, apaixonou-se e começou a namorar a Dionéia, que morava na rua Engenheiro Gama Lobo. Ali perto. Pouco tempo depois ficaram noivos. Só me lembro de ter ido uma vez ao Vila Isabel com o Ney. O Cauby Peixoto acho que também era frequentador assíduo do clube veio até a nossa mesa e ficou batendo papo com o Ney. Em 1961 a família mudou-se para Brasília e só eu e o Ney ficamos no Rio. Eu porque ainda estava completando o curso de admissão ao ginásio e o Ney porque estava noivo da Dionéia e nesta época ele foi mais do que um pai para mim. Preocupava-se em deixar pronto o café da manhã (meu Toddy) e o almoço. Também cuidava da roupa para lavar e me fazia todos os sábados engraxar os sapatos. Algumas vezes eu ia encontrá-lo no Café Palheta e ele me dava uma “comanda” para lanchar e eu me regalava comendo uma pizza brotinho ou uma lasanha. Outras vezes ele me dava um dinheiro para lanchar no Bob’s da rua General Roca e eu sempre pedia um misto quente e uma laranjada! Logo depois ele começou a trabalhar na FNM – Fábrica Nacional de Motores, com meu tio José Francisco e com o Manuel Candeias, acabou a moleza... Algumas vezes fui com ele para a FNM. Lá ele me colocava para fazer uns testes psicotécnicos que eu achava o máximo! Também achava muito bacana o processo de fabricação dos caminhões e de automóveis.

Almanaque nº 1
Peripecias 11
Peripécias 12