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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

do lado ímpar, em sua

do lado ímpar, em sua maioria, inquilinos do Sr. Antônio. Eu conhecia muitos deles pelo nome e falava ou acenava para um cumprimento. E também conhecia muitos do lado par. Quando acordava, após o café, ia direto para a janela do quarto da Nilda que ficava na frente, e uma cadeira ficava na posição estratégica para que eu conseguisse ver na altura suficiente o movimento, sem que corresse perigo de tombo. Nessa hora, o Sr. Luiz Meirelles, que era morador da casa de número 31, já estava na casa dele espanando as cadeiras de vime da varanda, e dizia, “ Bom dia Janeleiro. Tudo Bom? “ E acenava. E eu respondia com aceno também e gritava. Bom dia! Tudo bom! O Sr. Meirelles era casado com a Dona Áurea, não tinha filhos. Era Assessor do Ministro da Saúde e Endemias Rurais. A Dona Áurea, era uma senhora com aparência frágil, não enxergava de uma vista, em decorrência de um problema que teve mais jovem. O Sr. Meirelles embora tivesse uma pessoa que cuidava da Alimentação e ou serviços gerais, fazia questão de com um chapéu feito de meia feminina na cabeça, para assentar o cabelo (isso era comum, na época) antes de se aprontar para o serviço, limpar toda a varanda, e a área do pequeno jardim, na frente da casa. Rua Santa Luiza em 1910 As 11h chegava o carro um Ford, não sei o ano, de chapa branca, com

motorista para levá-lo ao serviço. Acenava para mim e retornava por volta das 17 horas, quando Dona Áurea, já estava sentada na área do jardim, se abanando com uma ventarola. Ele que colocou o apelido de Janeleiro em mim. E realmente eu era Janeleiro! Casa verde do Sr. Meirelles E Ele era considerado praticamente o prefeito da Rua. Como tinha um cargo de Assessor de Ministro, tudo que precisava na Rua, o Sr. Meirelles resolvia. A lâmpada do Poste queimou, o Sr. Meirelles ligava para a Light, vinham arrumar na hora. Um caminhão com carga mais alta arrebentou um fio de telefone, a CTB – Companhia Telefônica Brasileira providenciava o conserto rapidamente se fosse feito o pedido pelo Sr. Meirelles. Todos os moradores gostavam dele e o respeitavam. Até porque falava com todo mundo. Tinha uma voz forte e era bem alto. Morou nessa casa até o tio Waldemiro casar. A casa era dele e tinha alugado para o Sr. Meirelles. Então ele mudou-se para o Edifício Corrêa Nunes, na Rua São Francisco Xavier e morava no apartamento térreo ao lado do apartamento em que morava o Tio Chiquinho. Ao lado do Sr. Meirelles, morava o Sr. Jorge Pena, casado com a Dona Rosa. Tinham cinco Filhos e duas filhas. Francisco, conhecido como Chiquinho, Evangelina (que foi noiva do Mário Maggiogli) morreu de pneumonia muito nova, ainda noiva,

Almanaque nº 1
Peripecias 11