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7 months ago

Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

TEMPOS DE ESCOLA

TEMPOS DE ESCOLA PRIMÁRIA Também era comum treinar a caligrafia usando este caderno... Para quem já é sexagenário, vem à lembrança a “caderneta escolar” onde eram apontados a presença (ou falta) do aluno e outras anotações. A minha invariavelmente trazia anotações de suspensão por comportamento... Para “apontar” os lápis era preciso usar, sob supervisão, o apontador da escola. E o livro de aritmética, o terror da maioria dos estudantes, era necessário decorar a “tabuada” de multiplicação e divisão! Ao final do 4º ano primário as crianças precisavam se preparar para o “Exame de Admissão” para se matricular no 1º ano ginasial... Uma espécie de “ENEM” da época... E, por falar em “decorar” era um exercício de decoreba saber as datas, lugares e personagens da nossa história! E a Alfabetização era na escolinha da “tia Neuza”! (Vide “A Nossa Família”)

VOCÊ SABE O QUE É MATA BORRÃO? Colaboração: José Francisco Graças a Deus inventaram a caneta Esferográfica. Que beleza, que limpeza, que facilidade para transporte. Há tempos atrás, falemos em décadas de 1940/60, tudo era escrito à caneta tinteiro. A tinta era solúvel ou permanente. A melhor marca era a Quink. A solúvel você conseguia apagar se usasse um cotonete com água sanitária. Ficava uma pequena mancha amarela mas disfarçava. A permanente não. Se errasse, tinha-se que usar o célebre: digo, e escrevia-se o texto correto. Imaginem o livro de ATAS de Reunião feito nesses moldes. Além do que era preciso ficar com um mata borrão ao lado, para secar a tinta a cada linha que se escrevia. Corria-se o risco da pena da caneta, vazar tinta e aí era um borrão só. As canetas tinteiro tinham uma bomba de borracha que armazenava a tinta. Mas, com o tempo de uso às vezes estouravam e derramavam toda a tinta, até no bolso do Paletó, provocando um transtorno e um estrago geral. As mais modernas como a Parker 61, enchia-se por sucção de uma esponja que ficava dentro de um tubo sólido. Era mais segura. Porém fazer uma prova parcial no Colégio era aquele sufoco. A Caneta está totalmente carregada? Tinha que ter uma caneta reserva, para eventuais problemas. Da última para a primeira: Esterbrook Ganhei do tio Joaquim. Sharwes dada pelo tio João Simões. A Pilot ganhei de funcionários. Parker 61 ganhei de minha mãe. O mata borrão, era em um papel especial para absorver a tinta. Geralmente de cor Branco ou Rosa. Existiam muitas firmas que faziam propaganda através de Brinde de Mata borrão. E outros tipos como o da foto que facilitava a sucção na forma de usar. Este Mata Borrão era do meu irmão Antoninho, foi passando por todos os irmãos e hoje está comigo. Hoje, felizmente não se precisa de mais nada disso. Viva a Esferográfica!

Almanaque nº 1
Peripécias 12